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APP - Associação Portuguesa de Poetas: 32º Aniversário

por Francisco Carita Mata, em 23.03.17

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE POETAS

Este Post nº 514 destina-se a informar sobre a realização das Comemorações do 32º Aniversário da A. P. P.

Sim, porque sendo Março "Mês de Poesia", Abril não lhe fica atrás.

LIBRETO 32º JPEG 1.jpg

 Segue-se um pouco da História da APP e o Programa das Festividades!

APP - LIBRETO 32º JPEG 2.jpg

Parabéns à A.P.P. - Associação Portuguesa de Poetas.

Parabéns aos Corpos Gerentes da Associação. Aos atuais e a todos os que, ao longo destes trinta e dois anos, conduziram o leme da Associação. Especial relevo aos que não estando fisicamente presentes connosco, guardamos com saudade na nossa memória coletiva.

Relevantes e primordiais felicitações aos Sócios Fundadores.

E parabéns e iguais felicitações a todos os Sócios, sem os quais também nenhuma Associação se mantém. E é esse o seu móbil fulcral: associar Pessoas. No caso vertente, mais ainda, porque irmanadas por um Ideal de Valor: a POESIA!

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publicado às 18:07

Antologia da APP – Associação Portuguesa de Poetas (XI)

por Francisco Carita Mata, em 20.03.17

“A Nossa Antologia”

XX Volume - 2016

(57 Autores)

Editor: Euedito

 

*******

 

Introdução:

 

Neste Post nº 513, concluo a divulgação de Poesia da XX Antologiada da APP - 2016!

Neste 11º Grupo, e último, figuram: Natália Fernandes, Paula Laranjo, Rosa Redondo, São Reis, Teresa Duarte Reis, Teresa Ruas e Virgínia Branco.

De cada um dos antologiados, selecionei uma Poesia, como habitualmente.

(Rosa Redondo e Virgínia Branco já figuram no blogue, no âmbito da XIII Antologia do C.N.A.P. – Círculo Nacional D’Arte e Poesia.)

 

Aprecie, caro/a Leitor/a, se faz favor!

 

Assim, comemoramos também este Mês, Março, dedicado à Poesia!

 

 

Foto original DAPL 20160604.jpg

 

*******

 

NATÁLIA FERNANDES

 

“HORIZONTES DE SONHO”

 

“Em teares de nostalgia

pinto horizontes de sonho

e remansos de magia…

 

Ao sulcarem minhas veias

os rios da emoção

meu pensamento é a tela

onde surgem devaneios…

 

A outonal madrugada

de lírios é perfumada

e aflora meu coração

fugidia ilusão.

 

Flutuo e bebo sonhos

e em leveza, os sentidos

pincelam as noites brancas

de mil anseios retidos.

 

Sorvo no degrau vencido

gasto pelo tempo ido

fragrâncias d’amor em mim

rejeitando ainda o fim…

 

Pintada que foi a tela

eivada de sentimentos

a bordar ternos momentos,

dispo-me desta ilusão

desfazendo a “veste” aos ventos…!”

 

*******

 

PAULA LARANJO

 

“MAR”

 

“Trazes um sopro

de magia

enrolada

numa onda.

 

Trazes o encanto

de um olhar

que embeleza

o teu mar.

 

Trazes a luz

enfeitiçada

que enlouquece

a madrugada.

 

Trazes o brilho

incandescente

que permanece

eternamente. ”

 

*******

 

ROSA REDONDO

 

“SONHO DESFEITO”

 

“Ando hoje ao sabor das memórias

Balançando entre sonho e fantasia

Cantando momentos de glórias

Dum tempo passado… alguma alegria.

 

Enquanto em teus braços me acariciavas

Falavas de amor com tanta magia

Ganhava mais alento quando tu chegavas

Horas eram dias… quando não te via.

 

Indiferente seguia sem ver o abismo

Já na Primavera me pareceu Inverno

Levantei-me um dia e foi como sismo

Meu olhar turvou-se o Céu fez-se Inferno.

 

Naquela manhã perdi toda graça

Os olhos choraram tristes, minhas penas

Pintei outro quadro e sem carapaça!

Quantas amarguras deixei em poemas.

 

Rasguei essas cartas, que encantada li

Senti raiva e dor, até quis morrer!

Traição engendrada foi isso que vi

Um amor assim, não sei descrever.

 

Vieste… cruzaste este meu caminho

Xadrez foi o jogo… comigo jogaste

Zombaste e perdeste amor e carinho.”


*******

SÃO REIS

 

“BOA SAMARITANA”

 

À querida Doutora Madalena Perestrelo

Centro de Saúde de Marvila”

 

“Eu amo pra sempre a Doutora Madalena

Ela prós seus doentes é atenciosa

E possui aura tão maravilhosa

Exala luz e perfume… verbena!

 

É linda!... E como eu tão pequena

Sempre vi a Doutora mui graciosa

Para os seus doentes é muito bondosa

Pra mim teve sempre conversa amena!

 

A Doutora é muito profissional

Abraçou a Medicina… nobre Ideal!

Nesses conhecimentos é soberana!

 

Sua acção médica é cheia de luz

Será talvez inspirada por Jesus

Pra nós é bem Boa Samaritana.”

 

*******

 

TERESA DUARTE REIS

 

“POESIA ALADA”

 

“A sombra das flores perfumam os prados

Ensejo de paz nos campos em flor

É o despertar da vida no silêncio campestre

Em doce melodia, num grito de amor.

 

É poesia alada, brincando com o vento

Poisando sobre o trigo, cheirando o jasmim

É o macio das papoilas bordando as searas

Em ternura de abraços que envias para mim.

 

Ai, doce ternura sinto também no luar

Como a embalar os meus sonhos na lonjura

Quando o dia fechou os olhos de mansinho

 

Sinto que me olhas em meu sonho, na saudade

Qual ave debicando das flores a ternura

Na esperança do encontro em doce ninho. ”

 

*******

 

TERESA RUAS

 

“PORQUE FAÇO POESIA?”

 

“ Já na Primária eu pedia

Para redigir em verso.

A professora sorria,

Incentivando-me o jeito,

E essa redacção surgia

Com a maior alegria

Sobre qualquer tema eleito.

 

Era como água a brotar

Meu olhar de verde esperança…

Minha forma de cantar

Os meus sonhos de criança.

 

Ter um poema no sangue

É isto, de não saber

Que, sem termos quem nos mande,

Já o estamos a fazer.

 

É ferida que fica aberta.

Seiva de vida que corre

Pela tua vida incerta…

Ainda que sejas nada

Não podes ficar parada,

Porque esta seiva Não morre!”

 

 

*******

 

VIRGÍNIA BRANCO

 

“A LENDA O POETA E A VIDA!”

 

“(A um Poeta)”

“Parnaso sugeriu a forma da tua poesia.”

 

“Ainda em embrião visitaste o templo de Atenas

e foste testemunho, do amor e da paixão

de Posidon (“Rei dos mares e dos cavalos”)

por Medusa, sua amada!

Pégaso nasceu desta paixão firmada.

Um cavalo branco, alado,

que em seu voo te levou

até ao Monte Helicon,

onde residiam as musas.

Pégaso no seu cavalgar

Imprimiu uma patada, que se firmou

Nas terras do Monte.

E qual poço artesiano; eis que

muita água dela brotou!

Hipocrene foi o nome dessa fonte.

Tu Poeta saciaste nela as tuas sedes;

Verdadeiro amante da clássica Poesia.

Apolo partilhou contigo, a magia

da ambrósia que te alimentou

e te ofereceu a imortalidade!

Ao fim de 9 meses impunha-se a natalidade;

Pégaso voo por terras e mares chegando contigo ao Tejo,

onde as ninfas te beijaram.

E uns braços maternos te acolheram e amaram!

O mesmo mar e rio que viu partir as Caravelas,

te ofereceram muita inspiração,

de que és fonte perene…

Porque bebeste a água de Hipocrene!”

 

 

*******

Notas Finais:

- Este é o último grupo de antologiados de que apresento um texto poético, de entre os que foram dados a conhecer na XX Antologia da APP.

- É natural e possível que tenha cometido algum erro, involuntário, frise-se.

- Se por acaso observar alguma incorreção, agradeço que me dê conhecimento, se faz favor!

- Se quiser ter acesso a cada Grupo de Antologiados, basta clicar, em cada palavra assinalada neste período!

 

(A Fotografia é um original D.A.P.L. 2016.)

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publicado às 14:01

Antologia da APP – Associação Portuguesa de Poetas (X)

por Francisco Carita Mata, em 18.03.17

A Nossa Antologia

XX Volume - 2016

(57 Autores)

Editor: Euedito

 

*******

 

Introdução:

 

Continuo na divulgação de Poesia da XX Antologia da APP - 2016!

 

Neste 10º Grupo, Mabel Cavalcanti, Maria Alcina Magro, Maria José Reis, Maria Graça Melo, Maria Vitória Afonso, Mário Bragança e Mário Vitorino Gaspar.

 

De cada um, selecionei uma Poesia, como habitualmente.

 

Cabe a si, caro/a Leitor/a, apreciar!

 

Foto original DAPL 20160725..jpg

 

 

*******

 

MABEL CAVALCANTI

 

“ ESQUEÇAM, PARA LEMBRAR”

 

“ Esqueçam tudo que eu já sofri

Pois hoje renasci

Sou toda primavera

Renasci de amor em outra terra

Num inverno onde quase morri.

 

Foi aquele ali

Que me devolveu

Todas as estações

E hoje sou flor

Sou chuva e sabor

Num outono de amor

Desse verão

 

Apaguem minhas notas tristes

Aquela lá já não existe

Hoje sou bem melhor

Sou amor e sou amada

E ando acompanhada

Numa linda estrada

De girassol.

 

Esqueçam meu ontem chuvoso

E vejam que sol maravilhoso

É o meu andar

E deixem que eu cante a minha esperança

Nessa noite sempre criança

Esqueçam

Para se lembrar

Que só o amor, eterna semente

É meu futuro e presente

É o que me faz cantar.”

 

*******

 

MARIA ALCINA MAGRO

 

“A TUA AUSÊNCIA”

 

“Em silêncio, ou por palavras desconhecidas dos poetas,

gostava de te dizer o que sinto com a tua ausência,

o que sofro com a tua partida,

o que penso, com o teu silêncio.

 

O Sol enche de luz a minha casa,

as pombas espreitam às janelas

e sentam-se, descaradamente, na varanda.

 

As abelhas vêm beber a água dos vasos

e beijar as pétalas macias e coloridas das flores.

Viajo com as águas do Tejo que vejo correr

para o mar, lá longe, em Cascais.

 

Tenho saúde, agradeço este dia

em que contemplo a beleza do mundo,

e sinto bem fundo o amor que alimento.

 

Vivo com esta desmedida nostalgia,

com esta profunda saudade

humedecida nas paredes do meu peito

no momento em que me deito,

no momento em que me levanto.”

 

 

*******

 

MARIA JOSÉ REIS

 

“ALVORADA”

 

“Vejo nascer doirada a madrugada

Alegria renasce a cada instante,

Já vejo o claro dia alvoraçada

Essa dispersa luz tão madrugante!

 

Infinita alegria misteriosa

A aurora desperta com sua graça,

Inundando a paisagem radiosa

Cobrindo de harmonia a quem passa.

 

E no imenso altivo horizonte

Ouço chilrear aves matinais

E água a sair na clara fonte.

 

É o conhecimento p´lo amor

Duma vida florindo sempre mais

Em uma madrugada sempre em flor!... ”


*******
MARIA GRAÇA MELO

 

“AMOR ETERNO”

 

“No espanto dos teus olhos me espanto

Sempre e quando me perguntas inocente

Se o mundo vai girando e a gente

Continuará a se amar tanto, tanto

 

Não sei que responder mas de repente

Sinto em nossos corações o mesmo pranto

A dizer-nos que este amor é sacrossanto

E em nós, irá durar eternamente…

 

Este laço que nos une é permanente

Seiva e sangue a correr pelas artérias

Que a sábia natureza não desmente

 

E pr’além de todo o amor, o nosso alento

Haverá dentro de nós marcas etéreas

A servir às nossas almas de alimento…”

 

*******

 

MARIA VITÓRIA AFONSO

 

“AGOSTO”

 

“Avança o tempo, surge o mês de Agosto

Em casa permaneço assim calada

Deixa Deus que esse tempo, que não gosto

Se eclipse e doutro mês surja a madrugada.

 

Aqui encontro-me eu a contragosto

Desse meu Alentejo já exilada

Grita a saudade; a alma com desgosto

Perde a serenidade costumada.

 

Está-me assim, doendo a solidão

E sinto forte a falta de convívio

E nas horas de plena evocação,

 

Eis meu ser mergulhado no declívio

Deus me dê o alento e reflexão

Me traga, à soledade, pleno alívio.”

 

*******

 

MÁRIO BRAGANÇA

 

“MULHER BONITA”

 

“Se mais bonita é a mulher

Mais bonita ela quer ser

Faz tudo que pode e quer

Para bem melhor parecer

 

A mulher é uma beleza

Para o homem tentação

Mas nunca tem a certeza

De um dia a ter a mão

 

A mulher é importante

No mundo em que vivemos

Perdem tudo num instante

Se as não compreendemos

 

Os dons que a mulher tem

Fazem sempre companhia

Deles se orgulha e bem

Para lhe dar força e alegria

 

Atributos da mulher

Por vezes exagerados

Ela aumenta o que poder

E nunca são censurados

 

A mulher comanda a vida

Se nasceu para comandar

É uma vida bem vivida

Quando os dois se estão amar”

 

*******

 

MÁRIO VITORINO GASPAR

 

“A NUDEZ”

 

“A Princesa de nome Rosa,

na parede Jesus!

Brota uma só gota lacrimosa

nos esbeltos seios nus!

- Nua, sem vestido?

A Princesa a Deus implora

- … Não faz sentido!

Outra lágrima e chora.

 

- Nua… Sem vestidos,

só joia de brilhantes?

Nos seios recém-nascidos

baú de ouro e diamantes?

Joias! São peças únicas,

verdade! E de certeza,

nem sequer umas túnicas

cobrem a linda princesa?

 

Dançam nos seus olhitos…

Lágrimas! São folhas caídas,

gotículas aos saltitos,

nas curvas proibidas!

Cristais crescem sem nexo,

ninho que o choro nobre,

na virgindade do sexo,

 a nudez não encobre!

 

A criança é nua ao nascer –

e disso não há engano

- Veste-se até morrer,

nem que seja com um pano.

Sai uma lágrima cristalina

e a nudez é de nascença,

sendo ela tão divina…

Qual a diferença?”

 

*******

Notas Finais:

- Este é o penúltimo grupo de antologiados de que apresento um texto poético, de entre os que cada um deu a conhecer na XX Antologia.

- É natural e possível que tenha cometido alguma gaffe.

- Se, por acaso, verificar algum erro “tipográfico”, ou de outro tipo, involuntário, frise-se, agradeço que me dê conhecimento, se faz favor!

- Clicando, em espaços especificamente assinalados, poderá ficar com uma ideia significativa sobre a Antologia.

 

(A Fotografia é um original D.A.P.L. 2016.)

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publicado às 19:00

Tarde de Cante no Clube Recreativo do Feijó - 25/03/17

por Francisco Carita Mata, em 14.03.17

CANTE no FEIJÓ - ALMADA

G. C. Amigos do Alentejo do Feijó 31.º AniversárioSão sempre espetáculos de grande interesse, ouvir, melhor, "escutar" os Grupos de Cante.

Realçar e não esquecer o lindíssimo evento musical, ocorrido no passado sábado, dia onze de Março, no C.I.R.L., em que houve o grato prazer de  assistir a "Cante no Feminino"!

Apoteótico e carismático final!

Parabéns!

 

(http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/)

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publicado às 14:06

Antologia da APP – Associação Portuguesa de Poetas (IX)

por Francisco Carita Mata, em 12.03.17

A Nossa Antologia

XX Volume - 2016

(57 Autores)

Editor: Euedito

 

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Foto original DAPL 2517.jpg

 

Introdução:

 

Continuo na divulgação de Poesia da XX Antologiada APP - 2016!

 

Neste 9º Grupo, quatro Poetisas e um Poeta:

- Landa Machado, Liliana Guerreiro, Liliana Josué, Lu Lourenço e Luís Branco.

 

De cada um, selecionei uma Poesia, como habitualmente.

 

Aprecie, caro/a Leitor/a.

 

 

Foto original DAPL 2016

 

*******

 

LANDA MACHADO

 

“SE QUERES SABER”

 

“Se queres saber de mim

Numa tarde de sol-pôr

Pede às rosas no jardim

Que te mostrem sua cor

 

Se quiseres entretanto

Saber de mim com certeza

Estarei em qualquer canto

Onde houver amor, beleza

 

E se de mim tens saudade

Longe não precisas ir

Estou onde há amizade

E alguém saiba sorrir

 

Se me queres encontrar

Pergunta à noite estrelada

À luz branca do luar

Vou subindo a minha estrada”

 

*******

 

LILIANA GUERREIRO

 

“LISBOA”

 

“Acabaram as férias e eu regresso do Sul

Com a alma cheia daquele mar manso e quente

Vejo um belo céu tão brilhante tão azul

Tornando a luz de Lisboa resplandecente

 

Entro na ponte atravessando o rio Tejo

As saudades, que eu já tinha, vão embora

Minha cidade, não sabes quanto te desejo

Quero passear nas tuas ruas, a toda a hora

 

As tuas cores, os teus cheiros, os teus sons

Envolvem-me com tanto carinho e tanto amor

Enchendo-me de tanta força e tanta energia

Fazendo desaparecer toda a amargura e dor

 

Depois de chegar a casa, abro todas as janelas

Para ver teu lindo sorriso dourado pelo entardecer

Antes que o sol se vá embora com as estrelas

E as sombras da noite brinquem até amanhecer”

 

*******

 

LILIANA JOSUÉ

 

“POEMA DEDICADO A ELES”

 

“ Vivo a solidão do tempo

no verde de cada folha

deste espaço que era vosso

 

a ti mãe eu dava a mão

numa indefinida e disfarçada ternura

não queria que te afoitasses

na erva mal aparada

ou no degrau do portão

 

a ti pai oferecia um sorriso

discreto e meio embaraçado

por me pareceres sempre mais longe

mesmo que tão unido ao meu peito.

Junto ao poço pejado de rachas e musgos

permanecíamos em cúmplice silêncio

em jeito desajeitado

que para nós era perfeito

 

voltem para mim

fazem-me falta

mesmo no meu sono fatigado”

 

*******

LU LOURENÇO

 

“MEU CANTO NA CIDADE”

 

“Estes blocos de cimento

que vejo da minha janela

são desalento, cansaços,

Infância sem mimo e regaços,

jardins com sebes e vento.

 

São o céu enegrecido

com densas nuvens cinzentas,

trovoada, enchente e lama,

nestas gentes da cidade

que tem pão e agasalho

mas vivem sem irmandade.

 

Ah, se umas gotas de orvalho

viessem humedecer

o horizonte na janela!

Eu seria barco à vela,

Borboleta em voo alado,

Primavera a acontecer,

E a alegria de viver

num jardim à beira-mar

sem blocos de cimento armado

P’rós meus sentidos turvar.

 

Baloiço no meu quintal,

entre azedas e papoulas,

sem medos, freios, algemas.

E o sol, a pino, a brilhar

Sem blocos de cimento armado

P’rós meus sentidos matar.”

 

*******

 

LUÍS BRANCO

 

“QUEM ÉS TU”

 

“Quem és tu que interrompestes-me em meio à multidão?

Quem és tu cujo olhar penetrou-me a alma e descobriu o

menino que abriga-se em mim?

Quem és tu que com tuas lágrimas regastes a minha esperança?

Quem és tu que do nada criastes-me um novo mundo?

Quem és tu que atraiu-me para mais perto?

Quem és tu que fizestes com que as minhas mais sólidas

estruturas balançassem  com o soprar das palavras que saiam da

tua boca?

Quem és tu cujos lábios despertaram-me a fome?

Quem és tu que abristes a gaiola onde jazia minh’alma?

Quem és tu que como as filhas de Aqueloo fizestes-me

adormecer para a razão?

Quem és tu que tornastes-me o adeus uma tortura cruel?

Quem és tu que fizestes com que meu coração acelerasse seus

batimentos?

Quem és tu que fizestes com que a minha respiração fosse

alongada?

Quem és tu que fizestes-me agir como menino?

Quem és tu que com tuas lágrimas fizestes-me chorar por

dentro?

Quem és tu que com teu sorriso levastes-me ao devaneio?

Quem és tu que fizestes-me sonhar com o impossível, desejar o

inalcançavel, querer o proibido, amar profundamente o

efêmero e tocar o intangível?

Minha agonia é saber que talvez nunca te conheças.

Minha agonia é conhecer todas as distâncias que nos separam.

Minha agonia é sentar-me aqui e escrever meus versos, versos

invólucros, versos que talvez nunca leias e que a ninguém

importa.

Minha agonia é ser assim, sentimento.”

 

*******

 

 

Notas Finais:

- Se alguém de entre os Antologiados, neste grupo ou em qualquer dos anteriores, não concordar com a divulgação, agradeço que me comunique, Se Faz Favor.

- Se, por acaso, verificar algum erro “tipográfico”, ou de outro tipo, involuntário, frise-se, também agradeço que me dê conhecimento.

 

(Fotografias originais D.A.P.L. – 2015 - 2016.)

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publicado às 12:54

"Momentos de Poesia" - Março 2017

por Francisco Carita Mata, em 11.03.17

"DIA MUNDIAL DA POESIA"

PORTALEGRE - 2017

 

Momentos Poesia Março.jpg

 

 http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?

 

 

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publicado às 21:23

Antologia da APP – Associação Portuguesa de Poetas (VIII)

por Francisco Carita Mata, em 10.03.17

A Nossa Antologia

XX Volume - 2016

(57 Autores)

Editor: Euedito

 

Altura Alagoa Original DAPL 2016.jpg

 

 

Introdução:

 

Hoje, apesar de já ter publicado outro post, integrado nesse jogo de “seguir a sexta-feira – “follow friday”, volto a “postar”.

Finalmente, consigo voltar à divulgação de Poesia da Antologia!

Neste 8º Grupo, também apenas de Poetas, continuamos a divulgar Poesia da XX Antologia da APP – 2016, enquadrando o 508º post.

Nele, incluímos: Joaquim Sustelo, Jorge Nuno, José Branquinho, José Manuel Macedo e Joaquim Marques.

E, mais uma vez, o Amor sempre presente.

Aprecie, caro/a Leitor/a.

Este Post, dada a sua temática, é também uma evocação do “Dia Internacional da Mulher”!

 

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JOAQUIM SUSTELO

 

“ELOGIO”

 

“Tu és, de entre as glórias, a mais alta

Que me aperalta desde o alvor dos dias

Das melodias, a que faz mais falta,

És… luzes da ribalta… que alumias

 

Fonte de inspiração de poesia

Que faço em cada dia e que te exalta!

A que me “assalta” em sonhos na acalmia

E faz de amor, magia, quando “assalta”

 

A companheira de anos deste enlevo…

A que me atrevo a afirmar que adoro

A que namoro desde anos distantes

 

Se te elogio é porque sei que devo!

E se o que escrevo é sempre com decoro,

Mais aprimoro por sermos amantes.”

 

 

*******

 

JORGE NUNO

 

“FOGO SENTIDO”

 

“Quero deitar roupa velha no fogo

Ver aquelas chamas transfiguradas,

Incandescentes brasas acossadas,

Estranhas sombras com que dialogo…

 

Quero lançar as cinzas fumegadas

Às imponentes estrelas, a quem rogo

Ardentes respostas, quando interrogo

Sobre a paz e vidas iluminadas.

 

Sem distorção da minha identidade…

Como projeção de mero holograma,

Surge em mim, imagem da fé de um povo.

 

Num sentido retorno à claridade

Tal como bálsamo que se derrama…

Vejo emergir do velho, um homem novo.”

 

 

*******

 

JOSÉ BRANQUINHO

 

“AO TEU OLHAR”

 

“Doce olhar que me endoidece

E me faz sofrer assim

É esse que em ti se esquece

E eu quisera ter em mim.

Olhas-me e fico fascinado

Todo o meu ser transtornado

Pulsa mais meu coração.

Abraço-te enternecido

Fico assim tempo esquecido

Encontrei a salvação.

 

Quisera-o sempre perto

Do meu peito a palpitar

E o meu árido deserto

Mais suave me tornar.

Com ele no meu caminho

Sentindo um tal carinho

Melhor seria o meu mundo!

Encontraria a felicidade

Outra seria a realidade

Meu viver mais profundo.

 

Quisera-o sempre a fitar-me

Com bondade, com afeição,

Para que à noite ao deitar-me

O levasse em meu coração.

E, de manhã ao acordar

Depois de com ele sonhar

Em meus sonhos de ilusão

Envolto nesta real paixão…

Poder ter o teu doce olhar

Bem juntinho ao coração.”

 

 

*******

 

JOSÉ MANUEL MACEDO

 

“AMOR NA PRAIA DESERTA”

 

“Caminho solitário na praia deserta

deixando marcas efémeras,

que o mar bramindo, recusa guardar.

Olho o horizonte escuso da bruma

onde os corpos se somem em volátil espuma.

O vento quente que o meu rosto roça

leva de mim a vontade de o teu beijar.

 

A música de fundo sobe de tom a cada segundo

e morre na calma da praia.

A tua ausência sente-se forte, intensa,

como a força do mar a bater na rocha densa.

O meu coração bate ao ritmo da ondulação,

incerto, inconstante.

 

O murmúrio do mar absorve-me o pensamento,

e traz-te até mim, provocante.

O sol toca o teu corpo e pinta-o de tons divinos.

Sento-me contigo e abraço-te,

minha amada.

Depois, deixo que o mar nos guarde

enquanto te amo sobre a areia molhada.”

 

 

*******

 

JOAQUIM MARQUES

 

“NÃO TENHO MEDO DE TE PERDER”

 

“Não tenho medo de te perder

De jamais te voltar a encontrar

Mesmo que nunca mais te volte a ver

Tudo me deste pra te recordar

 

Vale sempre a pena quando se ama

Ainda que doloroso seja o adeus

D.A.P.L.Mesmo apagada fica viva a chama

A iluminar todos os passos meus

 

Se à proteção do amor tudo não fiz

Não poderei deixar de ser feliz

A marca está tatuada no peito

 

Quero ter-te minha toda a vida

Levar longe a loucura consentida

Sustentada no amor e no deleito”

 

 *******       ********       *********

(Fotografia original de D.A.P.L. - 2016)

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publicado às 15:25

Follow Friday - Poesia!

por Francisco Carita Mata, em 10.03.17

"Poeta Porque Deus Quer"!

poetaporkedeusker.jpg

 

Hoje, vou participar, pela primeira vez, nesta atividade, de seguir a sexta feira. (?!)

Já ando nisto quase há três anos, então é altura de também entrar nestas aventuras, apesar de ainda ser uma criança.

 

Tomo a liberdade de sugerir o blogue: "poetaporkedeusker", porque nele perpassa excelente POESIA! Normalmente acompanhada de bonitas e sugestivas ilustrações. Muitas, originais.

Aventure-se a navegar e constatará o que digo.

 

Poderia divulgar outros blogues.

Desta vez, é este:

 http://poetaporkedeusker.blogs.sapo.pt/

 

Futuramente, se me correr bem esta ação, poderá ser outro.

Obrigado pela Sua atenção!

 

Ah! E aproveito para agradecer à Equipa do Sapo por me ter destacado o post a felicitar o Nélson Évora!

 

(Nota Final: Imagem "retirada" do blogue "irmão" do sugerido.)

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publicado às 12:30

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 8

por Francisco Carita Mata, em 09.03.17

Série Francesa

RTP2

Episódio Global 40

(08 de Março 2017 – 4ª feira)

 

Mafiosa in. pinterest.com

 

Ocorreu ontem, oito de Março, o oitavo episódio da quinta temporada desta série. O último, segundo as filmagens já realizadas. Se será o derradeiro, isso não sabemos.

Os guionistas dos seriados têm o triste hábito de não concluírem os enredos, para nos deixarem pendurados para eventuais, hipotéticas, presumíveis continuações, em futuras temporadas.

Foi também o que aconteceu ontem.

 

*******

 

Mas antes de começar a abordagem do conteúdo do episódio quero fazer alguns reparos para a RTP2.

 

Estava previsto o findar da série.

Habitualmente o respetivo começo processa-se pouco depois das 22 horas.

Julgo ser uma boa hora para ver séries. Também acho bem que a RTP2 mantenha este horário. (Pese embora todos os facilitismos, que atualmente possuímos, de retroceder na visualização dos diversos conteúdos televisivos.)

Mas a RTP2, numa prática que vários canais televisivos usam e abusam, resolveu introduzir outro programa no horário das séries e empurrar o episódio final de “A Mafiosa”, para quase uma hora e meia depois.

Não gostei. Não se faz.

Estive quase para “postar” a minha discordância, no momento. (Outra facilidade de que dispomos atualmente!)

Não esteve em causa o programa emitido. Que até julgo ser importante. Muito importante. Tratava-se de Teatro. “Trapos e Conversas Frívolas”.

E é, de facto, fundamental que a RTP transmita Teatro. Já o frisei também neste blogue.

Mas não assim, não daquele modo.

Transmitiam o episódio final e, após, passavam a peça de teatro.

Ou então formulo outra sugestão.

Quando terminarem uma série, especialmente se for longa como esta, no dia seguinte, apresentem uma boa peça de Teatro.

Explicando e anunciando devidamente a situação aos telespetadores.

Não apresentem logo imediatamente nova série, novo enredo, novas personagens. Eu gosto de “descansar” um pouco, de um conteúdo, que fica a “macerar”, antes de me atirar logo, logo, para novas temáticas.

Julgo que seria uma atitude mais correta, mais consentânea com o discernimento e inteligência, capacidade de opção e escolha das pessoas que veem as séries.

Assim, do modo como procederam, NÃO!

Fica a sugestão.

 

O que fiz?!

Vi a peça de teatro?! Não. E, provavelmente, teria valido a pena e, se fora posteriormente ao episódio, certamente até veria.

Fiz zapping. (Os senhores programadores televisivos, esquecem que também temos essa funcionalidade?!)

Aterrei no aeroporto JFK, New York, através do Canal National Geographic, onde uma equipa policial nos mostrava como atua perante suspeitos de serem “mulas” / “correios” de droga. Umas vezes com sucesso, outras com insucesso.

Concluído o documentário, continuei a navegar, até começar a série, e, sintomaticamente, aportei à Sicília, onde através do Canal Odisseia, um documentário abordava os relacionamentos entre máfia siciliana, política democrática cristã e a igreja católica, nos anos sessenta, oitenta. (…) O célebre “mega julgamento de Palermo”!

Peculiar, sugestivo, e no hiato de “A Mafiosa – Le Clan”!

Aqui fica outra sugestão.

No dia seguinte a uma série como a supramencionada, um documentário destes ficava a matar!

 

*******       *******       *******

 

E por falar em matar!

Vamos ao conteúdo do episódio. Que, na continuação dos anteriores, foi matar, matar, matar à fartazana, se é correto usar esta palavra.

 

E o assassinato de Jean Luc foi, de facto, o leit-motiv para os desenvolvimentos subsequentes.

Tony encabeçou que fora Orso que tratara desse “julgamento sumário”, desse “ajuste de contas”. E, contrariamente aos conselhos ou sugestões de Manu ou mesmo de Sandra, e “dando a volta” a Manu, que, involuntariamente o cobriu, mas foi coberto por ele, (apetecia-me usar outro termo, mas aqui neste blogue não se escrevem palavrões), como disse, Tony assassinou Orso, a sangue frio, como é seu hábito.

Agora, cada vez mais transfigurado, cadavérico, que parece morto e desenterrado, com as mãos cheias de sangue das dezenas que mandou desta para melhor; o coração recalcado de ódio, que nem Saudade consegue amaciar; a cabeça e o corpo a destilar e feder aos cadáveres que atirou borda fora.

Não só se usou de Manu, de quem se diz amigo e irmão, (estranha amizade e irmandade a daquela gente), exige que aquele o “cubra” e se cale, do que, involuntária e inocentemente, Manu foi conivente.

 

Manu, é justo que se diga, andava naqueles imbróglios todos, mas as mortes, os assassinatos incomodavam-no. Havia nele algum resto de humanidade e comiseração.

E digo havia, porque teve o mesmo destino dos outros.

Vou encurtar a narração, que, hoje, já me expandi em considerandos.

Manu também foi morto, cobardemente, por ódio, orgulho, inveja, recalcamento, com um tiro pelas costas, acrescido de outros, a completar a tarefa medonha.

E por quem.

Pois, precisamente por Tony.

 

Tudo isto terá fugido ao controlo de Sandra, ainda que em determinados momentos anteriores, ela isso tivesse desejado e planeado.

Mas, agora, mais amaciada pelos amores de Charly, foi esquecendo mais as vinganças congeminadas.

Talvez até quisesse que eles todos se harmonizassem.

 

Mas esclarecidas as coisas, tendo Tony tomado conhecimento, através de Saudade e de Sandra do papel de padrinho que Manu reservara ao casal, na adoção congeminada pelo advogado, (também estranha e egoísta adoção, diga-se), e consciencializado a “enormidade” do seu ato, consciência pesada, aceitou, complacente, que lhe seja feita “justiça”, à moda daquela gente.

Acordou também ser “justiçado”, à porta do “Aghia”, tal qual falcão que sobrevoe os céus da Córsega. Apenas pediu que não o atingissem na cara, queria que Saudade ainda o beijasse, depois de morto!

E morto seria, com tiros disparados por motociclistas, nem mais que não fossem os filhos de Orso e primos de Sandra.

Esta, qual “Juíza Suprema” decidira, só com o olhar, a execução da “lei”, habitual entre eles, que tem certamente uma designação própria.

 

Que a Lei e a Justiça, as Autoridades não existem naquela terra!

 

Se alguma foi feita, resultou das “normas” existentes no meio em que nasceram e frequentaram toda a vida.

Thomas, o polícia tresmalhado, consciente e conhecedor delas, serviu voluntariamente de seu catalisador.

 

Alain de tudo isso se apercebeu e comprovou.

Ameaçando o colega de o denunciar, se ele não se ausentasse, para outra delegação, este retorquiu que daria conhecimento do acordo de Carmen com os nacionalistas.

Estão todos embrulhados no mesmo saco, para não escrever a palavra que Thomas usou.

 

Mais tarde, Alain iria a casa de Carmen, não a encontrando.

Achou uma missiva, manuscrita: “Meu amor…” Resvalou o rascunho para a piscina e não lemos o conteúdo.

 

Carmen estava na casa da tia, em Cisco, a que ia ser vendida.

Sandra acabara de folhear recordações da família, em álbuns de fotos antigas e findara de visualizar filme de oitenta, em que ela e o irmão Jean Michel, brincavam aos pistoleiros.

Ela também se projetara na tela, tentando agarrar o irmão, a infância, o passado, a vida que perdera.

Acabada a película, apenas ela se projetava na parede, chorando suas mágoas, agora completamente iluminada pelo foco do projetor.

 

Carmen apontava-lhe uma pistola, não no filme caseiro e antigo, mas na “realidade” da série.

Mas as mãos tremiam-lhe.

Carmen! Falou Sandra, para a sobrinha, num misto de ternura maternal e algum desassossego e inquietação.

 

Não vimos disparar. Não ouvimos tiros. Não sabemos se Carmen disparou ou não. Ou se, eventualmente tendo disparado, terá ou não acertado.

Não sabemos nada. Se foi feita a “justiça”, à moda daquela gente.

Os guionistas adoram deixar-nos nessas incertezas, com é o seu apanágio!

 

 

(Este episódio final teve algumas cenas que ainda quero realçar.

A missa do funeral de Manu. Tantas viúvas negras! Apelando a cenário de tragédia grega.

E, por contraponto, a cena de família, em piquenique na praia, cinco meses depois.

Foram paradigmáticas! A escuridão da noite e a claridade do dia!)

 

E, por hoje, termino a narração deste episódio oito. E o narrar sobre esta série.

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publicado às 13:04

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 7

por Francisco Carita Mata, em 08.03.17

Série Francesa

RTP2

Episódio Global 39

(07 de Março 2017 – 3ª feira)

 

Canal + Premiere.fr.jpg

 

 

Sandra parece ter tudo sobre controlo.

 

As autoridades aparentemente não têm como lhe pegar.

A sobrinha, Carmen, deu-lhe os ferries de mão beijada, para não ter que se confrontar com ela.

Conseguiu cair novamente nas boas graças do tio Orso, pois “libertou-lhe” o filho, Jean Marie, da prisão. Em princípio, também ficará bem vista perante a esposa deste, pois desenvolveu essa ação a seu pedido, e, cumulativamente, não revela esse facto.

Perante os capangas principais, consegue mantê-los mais ou menos na linha, amenizando os atritos entre eles, que designa como sua nova família, face à família tradicional alargada, representada por Carmen e o tio Orso.

Ofereceu-lhes paridade nos negócios. Proporcionou-lhes a recuperação do Dakota, onde realizaram uma festa de arromba.

Todavia, cada vez mais azedo e amargurado, agora mais ainda, que sabe não poder ter filhos, (também tamanha a inconsciência sua), Tony permanece sempre na retranca, desconfiado e pronto a disparar.

Nas aparências, tudo se apresenta pelo melhor, mas os ódios destilam no fundo.

 

Será apenas uma estratégia sua para os desarmar?!

Veremos o que nos reserva o episódio derradeiro!

 

Voltando aos policiais, impressiona a sua ineficácia e inépcia.

Sandra confirma que Alain anda com a sobrinha, pois ele não deve ter casacos de couro, que não mais largou o do pai da namorada, por acaso, Jean Michel Paoli, criminoso acelerado, embora morto e irmão de Sandra, que já se usara desse blusão como cinzeiro!

 

O comandante da polícia, Thomas, está cada vez mais destrambelhado.

No final do episódio, invadiria o bar, já terminada a festa, apenas presente Jean Luc e após uma cena de faroeste, a propósito de uísque, dispara sobre o criminoso, não sem que também seja ferido e, por resposta, acaba por matá-lo, tal e qual têm feito os capangas de Sandra.

Fica com uma excelente folha de serviço!

 

Em que medida este facto irá influenciar a narrativa?

 

E, Carmen, como irá proceder, aconselhada por Alain a não falar do acordo e cláusula secreta com os nacionalistas?

(No final vimo-la, numa boa, na cama com Alain e, paralelamente, a tia Sandra também de amores com Charly.)

 

E interrogações que se nos formulam sobre o desfecho da narrativa.

E a Justiça?! Os media?! Os poderes instituídos?! A opinião pública?! O povo?! As autoridades nacionais?!

 

Aguardemos o desfecho final!

 

Não se esqueça, que é apenas uma série.

Pena é que a realidade...

 

 http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/a-fraude-bedrag-episodios-17-e-18

 

 

 

 

 

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publicado às 19:24


Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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