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Cantigas de oito pontos – “Amor p’ra toda a Vida”!

por Francisco Carita Mata, em 10.12.17

Quadras Tradicionais VII

 

Vale. original DAPL. 2016.jpg

 

(I)

«O sol é que domina

Toda a planta que há na terra

O meu coração se encerra

No teu peito, menina.

Inda eras bem pequenina

Já me caías em graça

Que queres, amor, que eu faça

Esta é que é a minha sina.»

 

(Cantiga (I) “dita” por Srº Domingos Carita Lopes, em 1982, em Aldeia da Mata.)

 

Arco Original DAPL. 2016. jpg

 

(II)

«Eu de cá e tu de lá

Forma-se um arco no meio

Eu de cá sempre estou firme

Tu de lá tens arreceio.

Os teus olhos são dois sóis

Que alumiam todo o mundo

As sobrancelhas, anzóis

Que pescam no mar sem fundo.»

 

(III)

«Sepultei minha tristeza

Na raiz do alecrim

Já não achas com certeza

Outro amor igual a mim.

Na palma da tua mão

Tá outra palma nascida

Se me souberes amar

Tens amor p’ra toda a vida.»

 

(Cantigas II e III “ditas” por Srª Catarina Matono, em 1982, em Aldeia da Mata.)

 

*******

 

Vale e Igreja. original DAPL. 2016.jpg

 

Com estas “Cantigas”, voltamos às Quadras Tradicionais. Este já é o Grupo VII.

Resultam estas “cantigas” de uma recolha efetuada em 1982! Tenho-as manuscritas, com as palavras na forma como me foram ditas oralmente. Nesta transcrição escrevo-as respeitando a ortografia atual.

Continuamos deste modo a homenagear a Poesia, a Poesia Tradicional e os seus Autores, cuja origem se perde na memória dos tempos. Fica o registo dos seus transmissores, desconhecendo eu completamente se seriam originais, mas julgo que não.

(A Srª Catarina Matono também me relatou vários contos tradicionais, que tenho manuscritos.)

 

*******

(As Fotografias são originais D.A.P.L. - 2016)

 

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publicado às 22:10

Natal é Esperança!

por Francisco Carita Mata, em 09.12.17

NATAL!

Ao aproximar-se o Natal, aproveito para desejar a todos/as os/as Leitores deste blogue, um Excelente Natal!

Sol de Inverno. Cartão APBP Caldas Rainha. jpg

Natal é Esperança!

 

No Céu há milhões d’estrelas

Todas elas a brilhar.

Deus Menino, no meio d’elas

Vai descer, p’ra nos salvar.

 (...)

 A'sperança não descansa

Nem se cansa de esperar

É ela que em ti lança

Essa lança no olhar!

 

*******

 Grato à A. P. B. P. - Associação de "Artistas Pintores com a Boca e o Pé" pela linda e sugestiva reprodução de "Sol de Inverno".

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publicado às 18:36

"Momentos de Poesia: Dar Voz aos Poetas"

por Francisco Carita Mata, em 08.12.17

"MOMENTOS DE POESIA"

PORTALEGRE

Dezembro de 2017

Há mais de dez anos a, regularmente, "Dar Voz Aos Poetas"

 

"Momentos de Poesia" - Cartaz Dez. 2017 Jpg.

É com grata satisfação que anuncio a realização do próximo evento poético de "MOMENTOS DE POESIA"!

Formulo votos de um bonito Sarau de Poesia, de Teatro, de convívio, conforme é apanágio da organização.

Pena tenho de não poder estar presente. Algum dia acontecerá essa possibilidade.

Aproveito para formular Votos de Bom Natal a todos os intervenientes, participantes na "Tertúlia!

 

(Cartaz de Autoria de Organização do Evento.)

 

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publicado às 15:34

O Crime do Padre Amaro - Crónica sobre um Amor Amaldiçoado!

por Francisco Carita Mata, em 06.12.17

"O Crime do Padre Amaro"

Eça de Queirós

 

crime padre amaro livro in. books.google.com.jpg

 

Ousar falar, escrever, opinar, sobre uma obra de Eça de Queirós poderá parecer pretensiosismo.

Eça é sem sombra de dúvida um dos escritores icónicos da nossa Literatura. É um marco incontornável da Prosa Portuguesa. Realista, de um realismo corrosivo, raiando, por vezes, o cinismo, mais das vezes irónico, trata e por vezes destrata (?), será mesmo que maltrata (?) certos personagens e grupos sociais e cívicos. A crítica e a ironia à sociedade do seu tempo, sempre presentes!

 

Como qualquer obra, seja qual for o seu campo artístico ou literário, não pode ignorar-se o contexto espacial e temporal em que surgiu, nem os seus enquadramentos autorais.

 

Eça_de_Queirós_c._1882 in. wikipedia.jpg

 

Eça de Queirós nasceu a 25/11/1845, na Póvoa de Varzim. Era filho “natural” de Dr. José M. A. T. de Queiroz e de D. Carolina A. P. de Eça.

Faleceu em 16/08/1900, em Neuilly, França. (55 anos incompletos). Vida relativamente curta, para os padrões atuais, mas extremamente produtiva. Algumas das suas obras só foram publicadas postumamente.

(O romance “A Cidade e as Serras”, um dos meus preferidos e dos que acho mais otimistas, foi publicado em livro, só em 1901. “A Tragédia da Rua das Flores” só em 1980!)

Formado em Direito, pela Universidade de Coimbra, Julho de 1866, vinte anos de idade, exerceu fundamentalmente atividades profissionais ligadas à Administração Pública. Colaborou também com jornais e revistas, tendo fundado e dirigido o jornal “Distrito de Évora”, 1867.

Escreveu crónicas, cartas, contos, romances de grande fôlego, profere conferências, entra em polémicas, escreve artigos políticos, publica em folhetins... analisa e critica, causticamente, a sociedade portuguesa dos últimos decénios do século XIX.

Nalguns aspetos, quase se reporta aos tempos atuais e noutros inclusive parece premonitório.

Menos conhecida será a sua poesia, em nome próprio, e também através do “heterónimo coletivo” de “Carlos Fradique Mendes”, divulgada ainda em 1869, em a “Revolução de Setembro”.

 

Foi neste ano de 1869, 24 anos, que assiste à inauguração do Canal do Suez e viaja pelo Oriente. As vivências desta viagem seriam tema para livros subsequentes.

(A realidade que o cerca, as suas experiências vividas, caraterizam e são marca indelével da sua Obra. Defende e integra-se na corrente realista da Literatura.)

 

Em 1870 e 1871, vinte e cinco para vinte e seis anos, exerce funções de “administrador do concelho de Leiria”.

Foi nesse contexto espacial e temporal que “bebeu nas fontes” para o romance que titula este artigo.

Após ter prestado provas para cônsul, ainda em 1871, será nomeado em Março de 1872, para o consulado das Antilhas Espanholas, sendo empossado em Dezembro, em Havana, Cuba.

Em Novembro de 1874 será transferido para o consulado de Newcastle, Inglaterra.

O exercício das funções de cônsul será a sua atividade profissional dominante.

Em 1878, será transferido para Bristol. Mais tarde, 1888, para França, aonde viria a morrer.

Casou em Fevereiro de 1886, aos 40 anos, com D. Emília de Castro Pamplona (Resende), de 28 anos – (1857 – 1934).

 

Em Fevereiro de 1875, na “Revista Ocidental” surgem os capítulos iniciais do romance citado, numa primeira versão. Nesse mesmo ano, trabalha uma 2ª versão, que será “posta à venda, em volume”, em Julho de 1876.

Em 1879, “sai a lume a terceira e última versão de O Crime do Padre Amaro”.

 

Eça viveu toda a sua vida de adulto na 2ª metade do século dezanove, que, comparativamente com a primeira, foi de muito mais estabilidade política, social, económica.

(A primeira metade do século dezanove fora mais turbulenta e de maior instabilidade: "guerra das laranjas", invasões francesas, guerra civil, revoltas populares…)

 

A segunda foi fase de maior progresso e desenvolvimento. Surgiram e implementaram-se grandes modernidades de que o comboio foi expoente, provocando uma verdadeira revolução sobre múltiplos aspetos.

Os jornais ganharam projeção; surgimento de novas ideias, uma conceção e crença na modernidade, na educação e no progresso técnico e científico, como bases do desenvolvimento individual e social; questões cívicas importantes como foram a abolição da pena de morte e da escravatura.

O debate de ideias ganhou projeção entre intelectuais, políticos, estudantes.

Em 1865/66 surgiu a “Questão Coimbrã”, em que Eça não participou. Mas participou nas tertúlias do “Cenáculo” em 1870 e interveio nas “Conferências do Casino”, 1871.

Fez parte da chamada “Geração de 70”, “geração que traz a modernidade pela ironia e pela sátira, pelo idealismo utópico e pela reflexão metafísica”.

As ideias republicanas ganhavam destaque a partir da década de setenta. Surgiam novos partidos.

No plano internacional, entre os muitos acontecimentos relevantes, destaco a guerra franco-prussiana, 1870/71, perdida pela França e que, entre outras consequências, levou à designada “Comuna de Paris”, cujos ideais e ecos revolucionários também chegaram a Portugal e tiveram repercussão nos jovens intelectuais portugueses da já referida “Geração de Setenta”.

 

Mas formulo a questão:

Com todas as modernidades e mudanças ocorridas, será que no País vigorava a senda do progresso e do desenvolvimento, tanto no domínio das ideias, das mentalidades, das técnicas, da economia?!

Resposta a essa pergunta ninguém a deu melhor que Eça nos seus textos, especialmente nos romances, em que ele faz uma crítica mordaz à sociedade do seu tempo, nomeadamente a determinados grupos sociais, culturais, políticos, religiosos, artísticos…

 

Em “O Crime do Padre Amaro”, a ação da narrativa contextualiza-se espacialmente na cidade de Leiria, reportando-se, obviamente, ao tempo direto de observação em que Eça aí permaneceu como administrador do concelho, 1870 – 71.

Este seu primeiro romance, dada a temática e os grupos sociais que descreve e o respetivo conteúdo e enredo romanesco, “caiu que nem pedrada no charco” na sociedade portuguesa da época. E mesmo posteriormente, continuou sendo um livro “proibido” não só em Portugal, como no Brasil, onde Eça foi sempre um escritor muito admirado, reverenciado e conceituado.

 

malvina. in. http:wp.clicrbs.com.br. jpg

 

(Lembre-se que até Jorge Amado, em “Gabriela Cravo e Canela”, refere a proibição do livro às meninas de bem, nomeadamente à personagem “Malvina”, que o lia às escondidas no seu quarto e dele segredava a sua amiga Gerusa.)

 

(Atualmente, já no séc. XXI, este livro serviu de inspiração para um filme português, com Soraia Chaves e Jorge Corrula.)

 

O_Crime_do_Padre_Amaro_ filime. 2005 cartaz in. wi

 

Mas voltemos ao romance original.

Nele, Eça faz uma crítica mordaz e perturbante, ao clero, à pequena burguesia provinciana, especialmente personificada nas beatas aduladoras da “padraria”, sediadas sugestivamente na Rua da Misericórdia.

Os padres, nestes personagens essencialmente “baixo clero”, são vistos, entre outros aspetos mais verrinosos, como uns “patuscos”, na satisfação dos apetites do corpo, ainda que entregues ao ofício de salvação das almas. (Exceção de abade Ferrão: “…virtude de vida…ciência de sacerdote.”)

As beatas, supersticiosas, mexeriqueiras, sujeitas às mais diversas crendices irracionais, vivem agarradas à sotaina e batina, de abade, cónego, pároco, sacerdote, coadjutor, capelão, padre-mestre, adulando e reverenciando o cabido da Sé.

A classe social dominante no enredo constitui a pequena burguesia provinciana, vivendo mediocremente com seis tostões por dia, preço de aluguer de um quarto.

Neste contexto, surge exacerbado um amor afogueado de um jovem padre, Amaro, correspondido por igual amor piegas de uma jovem beata, Amélia, eros que acha satisfação numa enxerga velha de uma cama podre, num quartinho de telha vã no 1º andar da casa do sineiro, nas traseiras da Sé.

Amor amaldiçoado por uma entrevada, filha do sineiro, que agarrada à cama onde jazia a sua invalidez, pressentia o aconchego dos amantes, como se fora “cio de cães”.

 

E poderia ficar por aqui, que não destoaria da perspetiva como Eça nos apresenta a satisfação carnal dos amantes, ainda que possa parecer pouco abonatório para tal Obra e para tão genial Autor.

 

(Fica muito, fica imenso, por contar, porque a riqueza ideativa de Eça ultrapassa completamente esse aspeto um pouco mais sórdido (?) do enredo.

Bastantes personagens, caraterização pormenorizada de pessoas, sentimentos e ações, a especificação dos ambientes, o enquadramento dos contextos espaciais, por vezes temporais, descrição minuciosa de objetos e acessórios da ação, de personagens, vestuário, modos e tiques, teatralidade de gestos e comportamentos…   o humor, a graça, a fina e requintada ironia, a intriga, a trama do conteúdo, o estilo, a multiplicidade de sentidos…)

 

Se nunca leu Eça, o que espera?!

 

Mas, voltando ao enredo…

Tantas idas à casa do sineiro a cumprir a promessa de ilustrar a “entrevada” levaram ao inevitável: Amélia, “a flor das devotas”, engravidou.

E Amaro, o pároco, com a ajuda do cónego Dias e da beata da irmã deste, Dona Josefa Dias, resolveu a situação.

Remeteu a heroína para Ricoça uma quinta recôndita do cónego, em Poiais, onde a rapariga haveria de dar à luz. Tratou logo de despachar o futuro rebento e com a ajuda de uma alcoviteira, Dionísia, encomendou-o para uma ama-de-leite, habitualmente conhecida como “tecedeira de anjos”.

E com estes preparos tudo preparou.

Enviou a rapariga amada e o filho, de anjinhos, para o Céu. Cumprindo assim o seu papel de abastecer a corte celestial.

 

E assim termino a “minha crónica” sobre este livro e o seu Autor.

 

Lembrando que Eça tem este condão de “matar” ou fazer esquecer, as heroínas dos seus romances, enredadas em amores proibidos e incestuosos.

 

(Amélia em “O Crime…”, que cumulativamente levou o anjinho.

Luísa, em “O Primo Basílio…”

Maria Eduarda, em “Os Maias”, não morreu mas… “É como se ela morresse... sem mesmo deixar memória…” pag. 671.

Genoveva, em “Tragédia da Rua das Flores”.)

 

Os heróis, passado aquele fulgor e arroubo inicial, depressa olvidam as suas amantes.

É essa a “condição humana” ou é essa a visão do Eça?!

 

(E sobre personagens do supra citado livro…

Questionei-me se “O secretário-geral, o Sr. Gouveia Ledesma” personificaria o próprio Autor, Eça.

Pelo que li na pág. 439, linha 24, edição Círculo de Leitores, 1980, parece-me que não…)

 

*******

 

 (Pesquisa Bibliográfica:

- “Obras Completas de Eça de Queirós, Primeiro Volume – O Primo Basílio” – Círculo de Leitores – 1980;

- “Obras Completas de Eça de Queirós, Quarto Volume – O Crime do Padre Amaro”, - Círculo de Leitores - 1980.

- Lexicoteca - Moderna Enciclopédia Universal – Círculo de Leitores, 1987

- “Diário da História de Portugal”, José Hermano Saraiva e Maria Luísa Guerra; Selecções do Reader’s Digest, 1998.

- “História de Portugal, 1640 – Actualidade” – Vol. 3; Direcção de José Hermano Saraiva – Publicações Alfa, SARL, 1983.

(E artigos da internet, wikipédia.)

 

 

 

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publicado às 20:00

Gomorra: o Ressurgimento

por Francisco Carita Mata, em 19.11.17

Série Italiana - 2ª Temporada 

Séries Europeias na RTP2

vesúvio adormecido in. romeportshuttle.com

 

Há algum tempo que não escrevo sobre séries. Tenho visto algumas que a RTP2 tem transmitido, originárias de vários países europeus, mas não tenho escrito sobre elas.

 

Agora retorno. Com o retornar de “GOMORRA” na segunda temporada, iniciada na passada sexta-feira.

 

Novamente uma série italiana, após a transmissão de “1993” e anteriormente “1992”.

Em ambas, os assuntos fulcrais da vida italiana, nesses dois anos carismáticos.

A política, a baixa política, o surgimento de novos partidos e pretensos novos políticos; os negócios obscuros, as negociatas políticas, económicas e financeiras, a corrupção a todos os níveis; o mundo do crime tão presente em Itália, a sua ligação ao mundo político; questões sociais prementes na altura, caso da SIDA, o sangue contaminado importado e negociado; o julgamento de políticos e mafiosos, a luta de magistrados honestos para os levarem a Tribunal e cadeia… a publicidade e sua importância na criação de factos e políticos, o mundo do espetáculo, e dos media, especialmente a televisão, como forma de manipulação das massas… a célebre “Operação Mãos Limpas”…

 

Em Gomorra”, essas mesmas problemáticas estão presentes ou latentes, mas destacadíssimas e exacerbadas as questões referentes ao mundo do crime e das drogas. A criminalidade violenta elevada ao seu clímax máximo!

 

Ciro, na sua ânsia de poder, dinheiro, notoriedade, de ambição e grandeza de menino pobre, alia-se a Dom Salvatore, no controle do negócio da droga e espalha o medo aterrador, mesmo entre os seus mais próximos e num ato tresloucado de desespero, mata a própria esposa, mulher que ama e mãe de sua filha que adora!

A sua luta contra o clã dos “Savastano” mergulha Nápoles no terror!

Genaro e Dom Pietro irão voltar…

 

vesúvio erupção in. pisanieprac.info.jpg

Sobre esta série já escrevi sobre a primeira temporada. Dada a loucura assassina que irá certamente caraterizar o seriado, não sei se voltarei a escrever sobre o mesmo.

De qualquer modo, em princípio, irei acompanhando.

 

*******

Já que voltei a falar de Séries, lembrar algumas das que passaram na RTP2, que visualizei, apesar de não ter escrito sobre elas.

 

A mais recente, uma série sueca: “A Teia”.

 

A 2ª temporada de “Fortitude”.

 

Duas interessantes séries alemãs, sobre a História recente da Alemanha:

Amor em Berlim” e “Irmãos e Rivais”. Reflexões pertinentes da Alemanha sobre a sua própria História de algum modo, um “esconjurar e libertar” do seu passado! Um apaziguamento necessário e imprescindível!

 

E houve também a reposição de “El Princípe”.

 

(…)

 

Ah! E está também a ser transmitida, semanalmente, uma série histórica sobre Maximiliano de Áustria. Não perco os episódios aos domingos, no horário habitual, após o Jornal Dois, pouco depois das 22h. 

 

(Imagens: In. romeportshuttle.com

In. pisanieprac.info)

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publicado às 19:01

Momentos de Poesia: 11º Aniversário!

por Francisco Carita Mata, em 05.11.17

Parabéns!

Momentos de Poesia Nov. 2017.jpg

É com grata satisfação que divulgo a sessão comemorativa do décimo primeiro aniversário de "Momentos de Poesia". Acontecimento poético que muito dignifica a Poesia e enobrece a Cidade de Portalegre!

Longa vida a "Momentos de Poesia"!

 

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publicado às 10:55

Uma Equipa de Jovens… Com alguma Idade!

por Francisco Carita Mata, em 01.11.17

Associação Portuguesa de Poetas

 

Momentos Original Helena Cruz APP Out. 2017. jpg

 

Dinamismo. Trabalho. Competência.

Juventude!

 

Retorno à Poesia!

Também para falar da Associação Portuguesa de Poetas. E para continuar na divulgação dessa nobre Arte, a Poesia!.

 

A APP é uma Associação, com uma enorme vitalidade.

De certo modo, só faz sentido que assim seja, dado que está nos seus trinta e dois anos, mas esse facto também se deve ao dinamismo dos Associados e, obviamente, da respetiva Direção. Ao seu trabalho e competência.

 

Consultando as atividades mensais desenvolvidas e as previstas de realizar, verificamos uma grande azáfama, tanto da Associação, como dos Associados:

- Lançamentos de antologias coletivas, de livros individuais, de boletins culturais; organização de tertúlias variadas, eventos diversos de caráter cultural, por todo o Portugal e também no Brasil, centrados ou com a participação de sócios; prémios de poesia; reconhecimento do mérito e do trabalho de poetas e poetisas associados da APP, em ambos os Países irmãos, por diversas, diferentes e prestigiadas Instituições; programas de rádio, workshops poéticos, palestras, peças de teatro, blogues… artes plásticas, música, canto. Eu sei lá!

 

*******

 

Vou falar apenas e um pouco de três eventos a que assisti e/ou participei, no finado mês de Outubro.

 

A vinte e nove, (29/10), a habitual Tertúlia da APP, de final do mês, na sede da Associação: Rua Américo de Jesus Fernandes, nº 16 - A, aos Olivais, Lisboa.

 

Helena Cruz APP 2017.jpg

 

Integrada e inaugurada nesse contexto, uma bela Exposição de Pintura, “Momentos”, da associada, pintora Helena Cruz.

São de sua autoria, os quadros, que tomei a liberdade de enquadrar como ilustradores deste post.

Obrigado!

 

Também nesse enquadramento, foi apresentada a XXI Antologia, “A Nossa Antologia”, com 89 Autores. (Quase a bater o record da “V Antologia de Poesia Contemporânea”, organizada por Luís Filipe Soares, sócio nº 1 da APP, em 1988! Com 97 autores.)

 

XXI Antologia APP capa. Original Teresa Maia. jpg

 

Com uma sugestiva capa, ilustrada a partir de “Camões”, desenho a tinta-da-china, de Teresa Maia. (Composição e arranjo gráfico de João Luís.) Editor: Euedito.

 

No decurso da Tertúlia, todos os Poetas e Poetisas presentes, a maioria participantes da Antologia, tiveram oportunidade de ler/dizer/recitar/declamar um dos seus poemas. Alguns até nos demonstraram o seu estro de cantantes!

Obrigado a todos. Belos momentos vivenciados!

Também li um dos meus poemas publicados: «Empresta-me um Sonho».

 

*******

 

No dia quinze, (15/10), reiniciou a APP a já tradicional “Tertúlia do VÁ VÁ”.

Evento já com história, dado que proveniente de anteriores Direções da Associação. Interrompido algum tempo, devido às obras no café – restaurante.

 

Oportunidade para a apresentação do livro de poemas de Alcina Viegas, “Versos Do Meu Sul”, Edições OZ, 2017.

A imagem de capa reproduz um óleo s/ tela, também da Autora. (A capa e paginação são de Paulo Reis e a revisão de Paula Oz.)

 

Deste livro, tomei a liberdade de transcrever o poema “Além do Tejo”, pag. 22.

 

«Para além do Tejo,

os campos que vejo

são de sol dourado…

Os verdes trigais

e o chão semeado

são pão amassado

com dores e com ais.

E os verdes fatais,

cor dos olivais

são belos poemas,

às moças morenas.

Tem de Florbela

a dor e a candura

são amores em chama,

de uma alma pura,

alma alentejana.»

 

(Já conhecia a poesia desta Autora do blogue “Rumo ao Sul”.)

 

(Neste evento, de sala cheia, com mais de quarenta pessoas, apenas assisti. Não participei na tertúlia.

Tenho a realçar que a sala, per si, é adequada. Mas é pena que a porta que dá para o café, tendo um bonito rendilhado na sua estrutura, este não esteja coberto com algum material, vidro, por ex., de que resulta que, mesmo estando fechada, é como se estivesse permanentemente aberta…

Mas lá diz o ditado: “ a cavalo dado…”)

 

A APP prevê continuar a realizar estas tertúlias, mensalmente, nos segundos domingos.

A próxima está prevista para 12, do corrente mês, pela 16h. 30’.

Café – restaurante "VÁ VÁ", Lisboa, cruzamento da Avenida de Roma, com a dos Estados Unidos da América!

 

*******

 

Ainda no domínio das tertúlias também a APP iniciou recentemente uma nova.

Em Almada, a “Tertúlia Almadam”: terceira 3ª feira de cada mês.

No Café “Le Bistrô”, Rua dos Espatários, 2.

(Junto da Igreja de S. Sebastião, bonita de visitar, diga-se e perto da paragem de Metro, precisamente de Almada.)

Tem coordenação de Maria Melo e responsabilidade de Maria Leonor Quaresma.

A próxima será dia vinte e um, (21/11), pelas 16 horas.

 

Participei, com muito gosto, na anterior, a segunda a ser realizada, no transato dia dezassete, (17/10/17).

 

Apresentei: “Aquém – Tejo” e “Retalhos do Alentejo”.

 

Participaram:

Felismina Mealha: “Lisboa, Sonho Contigo” e “Clara Mestre”.

Clara Mestre: “Jovem Senhora” e “Maria Campaniça”, de Manuel da Fonseca.

Maria Melo, de “Aldravias”: “Meu Verso” e “Estrela Guia”.

Maria Petronilho: “Frágil Força” e “Como gostaria de ser Poesia”.

Carlos Cardoso Luís: “Auto Apresentação em Verso” e “Viagem pela Cidade”.

Márcia Cabral da Rocha: “Nesse Instante” e “Bela é a dor no peito do Poeta”.

Mabel Cavalcanti: “Eu sou” e “Apolo e Atena”.

Su Sam: “Ganhar corpo” e “Acrobatas”.

 

Excelentes “dizedores” de Poesia. (Que me sinto pequenino!)

 

Oportunidade ainda para mostrarem outros talentos.

 

Clara Mestre leu e cantou o belíssimo poema de Maria Guinot, “Silêncio e Tanta Gente”, canção que venceu o Festival da Canção de 1984.

 

Mabel Cavalcanti também cantou uma canção sobre um pássaro da Amazónia, que, quando canta, todos os outros se calam, cujo nome não consegui fixar. Não sei se é “irapunu”!

 

E era tempo de eu calar-me também… Não fora que Mabel ainda cantou “Só nós dois é que sabemos”.

 

E Clara Mestre ainda leu uma engraçadíssima anedota alentejana.

 

Resumindo: uma tarde belissimamente passada. Uma Tertúlia Interessantíssima. E que promete!

 

Apareça: terceiras terças-feiras do mês, no local já referido!

 

E assim termino esta crónica sobre a APP.

 

E longa vida à Associação Portuguesa de Poetas!

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publicado às 17:06

E que venha a Primavera!

por Francisco Carita Mata, em 20.10.17

Crónica de Outubro (II)

Crónica de Descontentamento (V)

E Desalento

 

Original DAPL. Hera. 2016.jpg

 

Ao escrever a crónica anterior, datada de 14/10/17, referi a possibilidade de eventualmente voltar a escrever mais alguma crónica ainda neste mês.

Mas estava a milhas de imaginar que ainda voltaria a abordar o tema dos incêndios. Pois quem haveria de supor vir ainda a acontecer tal tragédia!

Mais de quinhentas ignições de fogo, (523), praticamente em todos os distritos ao Norte do Rio Tejo, no domingo, dia 15 de Outubro! E 199, na 2ª feira, 16 de Outubro!

Números assombrosos!

E perdas de vidas humanas.

E também de animais.

Milhares e milhares de árvores incineradas.

Poluição atmosférica tremenda!

Milhões de prejuízos...

(…)

 

Como é possível acontecerem tantas ocorrências de incêndios?!

Não há efeito sem causa!

 

É caso para ser averiguado. O que ocorreu para tal ter acontecido?! Porque não houve por aí, trovoadas secas, ventos ciclónicos, descargas elétricas… arcos voltaicos!

É imperioso que um estudo seja feito sobre o assunto.

Que situações se desenvolveram para que, em tão diversos e diversificados locais, tenham acontecido tantos incêndios. Melhor, para ser mais preciso, tantas ignições.

Porque incêndios, dado o estado de sujeira em que está todo o País, é fácil acontecerem.

 

Mãos criminosas?!

Mãos descuidadas que iniciaram queimadas, na expectativa da vinda das chuvas?!

Lavouras, aceires mal feitos?! Limpezas e cortes de árvores secas com máquinas motorizadas?! Uso de motosserras?!

Desbaste e aceire de pastos com maquinetas elétricas ou a gasolina?!

(…)

 

Seria muito bom que de conjunto tão variado e disperso de incêndios se tentasse saber como foram iniciados. Porque foi uma calamidade!

 

Numa entrevista na SIC, durante o Jornal da Noite, de 2ª feira, 16/10, um senhor que o pivot do Jornal considerou grande especialista, reportou para o facto de esta enormidade de incêndios, ter ocorrido na véspera do dia anunciado para a vinda das chuvas!

Esta afirmação passou relativamente ao lado do jornalista, que não a explorou, porque, depreende-se, não a compreendeu.

(Que é o problema fundamental deste pessoal das Grandes Cidades e destes Mundos Eletrónicos. Estão perfeitamente a leste do Mundo Rural! Problema idêntico nos nossos políticos!)

 

Porque, é mais que certo, que se no meio destes incêndios terão havido mãos criminosas e muitos interesses pelo meio… também, certamente, uma parte significativa se deveu a descuido de intervenientes.

Previu-se chuva.

E vai daí, muitas pessoas terão iniciado trabalhos agrícolas ou florestais que, dadas as condições em que ainda está a Natureza, são ainda extremamente perigosos.

E continuarão a ser, enquanto não chover realmente a sério e as temperaturas não baixarem consideravelmente.

Entretanto foi o que aconteceu. Uma verdadeira tragédia Nacional.

 

E a atuação do Governo atual, enquanto representante do Estado?!

Nem faço comentários!

 

E não deverão tirar ilações políticas?!

Se por umas “bofetadas virtuais” foi o que foi… Mas adiante, que se faz tarde...

 

E sobre o discurso de Sua Excelência o Senhor Primeiro Ministro?!

Disse o que havia para dizer, mas…

 

Um plano concreto de ação?! (?!) (?!) (…)

Ainda haverá uma reunião extraordinária de Conselho de Ministros.

Sempre o protelar no futuro…

 

Peço imensíssima desculpa, mas Sua Excelência deveria fazer o favor de ler as recomendações que frisei sobre a Reforma das Florestas.

 

Tomo a liberdade de fazer um pedido a Vossa Excelência, sabendo de antemão que dificilmente irá lê-lo.

 

Em termos de ação prática e concreta,

Se Vossa Excelência providenciar ordens e meios para que se faça uma verdadeira limpeza em campos por todo o País, a começar agora, que já se iniciou realmente a chuva, veremos melhorias no futuro.

Nem é preciso criar legislação nova. Basta pôr em aplicação a que já vigora.

Que o Poder Central nas propriedades e locais onde tem essa competência, aja nesse sentido.

Que as Autarquias, Câmaras e Juntas de Freguesia, as verdadeiras forças que estão no terreno, atuem com essa finalidade

As Autoridades Civis, Militares e Paramilitares, segundo as suas competências e jurisdição, atuem no sentido de operacionalizar trabalho a ser feito, o fiscalizem ou imponham de ser executado.

 

Limpar bermas de estradas e autoestradas. (Mesmo dentro do perímetro territorial das autoestradas há verdadeiras matas, é só olhar e ver.)

Exigir cumprimento das normas de pelo menos dez metros para cada lado das vias, com corte absoluto de matos e vegetação combustível.

Corte de vegetação combustível e de matos até pelo menos cem a cento e cinquenta metros de casas e povoações.

Aceires devidamente feitos.

Limpezas de caminhos vicinais…

E é só nos campos?!

Basta olhar, com olhos de ver, mesmo nas cidades!

 

Se Vossa Excelência conseguir pôr em prática esta medida por todo o País, atuando, como Poder Central onde tem essa obrigação e delegando poderes e competências nas Entidades Locais, muitas situações de risco serão minimizadas.

Exigindo Trabalho.

Exigindo também dos particulares!

 

 E só falo destas medidas que têm que ser de curto prazo.

 

Se cumulativamente conseguisse criar estruturas, unidades fabris, por ex. que utilizassem todas essas matérias vegetais, arbustivas, lenhosas, herbáceas, para produção, por ex. de energia, para a compostagem, seria o coroar de um processo de êxito. (Estas ações já não seriam de curto prazo.)

 

E para falar só de medidas que têm que ser de curto prazo.

Agora, é prevenir também os efeitos das chuvas.

 

Que a chuva até tem vindo com muita calma! Chove bem, mas sem exageros, de noite. E, de dia, está quase sempre sol.

Assim permite que a água possa penetrar na terra, não escorra e o sol possibilita o nascimento rápido da erva nova.

A Natureza, ou a Divina Providência, ou Deus ou Quem coloca alguma organização no Universo, são Entidades muito mais sensatas que os Humanos.

Então que os “nossos” políticos nem se fala!

 

*******

 

Notas Finais:

 

Esta crónica começou a ser escrita na 3ª feira, 17/10, já após os discursos…

Entretanto logo após o discurso do Senhor Primeiro Ministro, 2 ª feira, 16/10, já perto das 23 horas, começou a chover!

É caso para dizer que sempre houve alguma ação. Não do governo, não dos homens, mas da Natureza.

Milagre?!

 

Não sei se na 4ª feira se ainda na 3ª, houve o pedido de demissão da Senhora Ministra.

Pecou por tardio?!

Rapidamente se resolveu a substituição.

Adequada? Dará algum resultado?! Valerá a pena?!

 

Outras demissões de outros órgãos ligados à problemática da gestão dos fogos também ocorreram…

Nem são para menos!

 

Entretanto também foi anunciada uma moção de censura ao governo.

Merecida?!

Sem dúvida. Apesar da demagogia, muita demagogia, associada.

 

E este governo deve continuar a ser sustentado pelos partidos que o têm amparado?

Deve?! Merece?!

É uma reflexão que deve ser feita por quem tem aguentado este governo.

Mas deverá este governo pagar por todo um conjunto de más politicas que já têm trinta anos?!

Mas tanta inação, tanto desgoverno, tanta falta de operacionalidade não é de sancionar?!

(...)

 

Reflita e tente responder por si, caro/a leitor/a!

 

Uma questão final.

 

E de todas estas últimas mudanças e alterações, o que foi mais importante?

As alterações políticas ou a chegada da abençoada chuva?!

 

E esta, vai continuar a vir de mansinho, ou, de repente, ganha senha de trovoada?

 

Sem dúvida que a chuva foi o mais importante.

 

Mas do que toda a gente vai continuar a perorar é sobre as alterações políticas.

Ah! E sobre o futebol!

 

(E prevê-se novamente tempo quente!

E as alterações climáticas?!)

(E como a foto, original DAPL - 2016, nos prenuncia: Haverá nova Primavera! Novas Primaveras!)

 

.(Até lá... tanto trabalho ainda a fazer!)

 

*******

P.S. -

Tem toda a razão caro/a leitor/a. O imediato, imediato, de curto prazo, agora, é resolver os problemas prementes de quem sofreu com os incêndios. Antes que chegue o Inverno.

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publicado às 21:13

Ação! Imbecilidades... E Raposices!

por Francisco Carita Mata, em 14.10.17

Crónica de Outubro I, em sete Pontos!

Algumas ações positivas – outras tantas imbecilidades

Crónica de Descontentamento(s) (IV)

E alguns Contentamentos

 

Intitulo esta crónica, de Outubro, desconhecendo se ainda virei a publicar mais alguma referente a este mês.

 

in. br.depositphotos.com

 

*******

(I)

 

Começo por uma ação de lado positivo, que observámos na passada 6ª feira, 13 de Outubro.

 

Na estrada de Estremoz – Vimieiro, constatámos algo de muito positivo.

Já perto da povoação do Vimieiro andavam técnicos a recolher o lixo, que os automobilistas “educados e asseados” atiram borda fora quando viajam pelas estradas deste nosso Portugal, que “muito boa e educada e asseada gente” insiste em transformar num enorme caixote de despejo das respetivas imundícies.

 

Nas bermas da estrada, haviam cortado o pasto que prolifera nas valetas e espaço circundante do alcatrão até às lindas das propriedades particulares.

Um trabalho que é imprescindível e imperioso seja feito todos os anos pelas entidades competentes, nomeadamente as autarquias ou outros órgãos e agentes públicos que têm que interiorizar essa obrigação anual.

Como forma preventiva de Incêndios.

E que além do mais dá trabalho a muito pessoal. (Tanta gente que se queixa que não tem trabalho!)

 

Na sequência dessa limpeza, desse desbaste de ervas e matos, chamemos-lhe aceire, fica visível toda a quantidade de garrafas de plástico e de vidro, garrafões, embalagens, sacos de plástico e papel, de lixos diversos, eu sei lá, que variedade de porcarias que atiram pelas janelas… (Nem falo das beatas de cigarro acesas…)

Pois, vários funcionários, não me perguntem de que Entidade, andavam juntando esses detritos em sacos. Deduzo que os levarão para reciclagem… pelo menos retiram-nos das bermas e valetas, com todos os perigos que aí representam.

 

Ações meritórias, sem dúvida: Limpezas e aceires. E subsequente recolha de lixo.

Pena e deplorável é que neste lindo País, à beira mar plantado, ande tanta gente a conspurcá-lo. O País e o Mar!

 

Porque não há razão para se atirarem os lixos para qualquer lugar, com tantos meios de recolha adequada.

 

*******

(II)

 

Extrato de Notícia de “RR – Renascença in. Sapo.pt/”, de 12/10/17 – 13:02, de Eunice Lourenço, Paula Caeiro Varela

 

«Relatório da comissão independente entregue no Parlamento.»

(…)

«No que diz respeito à prevenção, apontam como “maior constrangimento” a falta de cumprimento das regras sobre vegetação (50 metros em volta das edificações, 10 metros para cada lado da rede viária e 100 metros à volta dos aglomerados populacionais). Ou seja, havia vegetação onde não devia haver.»

(…)

 

Refere-se esta notícia ao incêndio de Pedrógão.

Realço este excerto, porque é na concretização desta ação que tem que residir a base primária e permanente de toda a PREVENÇÃO.

Pode crer, caro/a leitor/a que a serem realizadas, anualmente, estas atividades de limpezas, de aceires, haverá um risco bastante menor de incêndios.

E trabalho que assim é possibilitado a tanta gente que se queixa que não tem emprego! (!!)

E o que se pouca em tantos milhões e milhões e perdas de vidas humanas, que não têm preço!

 

E já agora e novamente, reforço uma sugestão que já fiz em diferentes contextos.

Estruturem e criem “unidades fabris” que aproveitem toda essa matéria vegetal: lenhosa, arbustiva ou herbácea.

Implementem centrais de produção de energia ou de produção de compostagem, a partir de todos esses materiais. Situadas estrategicamente no Interior do País.

 

Haja vontade, vontades políticas para concretizar tais projetos.

Fica a sugestão. Ficam as ideias!

 

*******

 

Também tenho que cronicar algumas imbecilidades.

 

(III)

 

Na passada 5ª feira, 12 de Outubro, decorriam também na minha Cidade, na Cidade de Régio, as imbecilidades das praxes.

Da zona antiga da Cidade desaguaram no lago do Jardim do Tarro…

Quem observe e tenha capacidade crítica, pode avaliar quão negativas são as ações praticadas.

Uma verdadeira imbecilidade. (É o termo mais adequado para qualificar tais práticas.)

Quando é que as Autoridades, todas as Autoridades, desde o topo da Administração do Poder Central, até às Autoridades Locais, resolvem agir sobre atos de desrespeito do Ser Humano, ademais perpetrados na via pública?! (?!)

 

*******

(IV)

 

Paralelamente ou nem por isso, nesse mesmo dia, à noite, decorreu na Praça do Campo Pequeno mais uma “tourada à antiga portuguesa”.

Com direito a transmissão televisiva via RTP1.

Sem mais e sem comentários!

 

*******

(V)

 

Ainda na mesma onda e em rota igualmente paralela, dia 13 de Outubro, 6ª feira, (é caso para dizer, sexta feira treze!) o Parlamento Português aprovou a “…permissão de animais de companhia em estabelecimentos fechados de restauração…”

 

(Já aqui informara sobre os bebedoiros comuns!)

Também não são precisos comentários!

 

Só pergunto:

- Então, mas os nossos legisladores não têm mais com que se ocupar?!

(E praticamente não houve oposição. Raríssimas vozes isoladas! Abstenção do PSD.

Uns, a grande maioria, concordam inteiramente que “cães e gatos” comam à mesa dos restaurantes, outros tanto lhes faz!

Simplesmente, fico confuso com tantas modernidades!

E admiram-se que o pessoal nem vote.

Mas votar em quem?! Se todos afinam pelo mesmo diapasão!)

 

Supõe-se, tradicionalmente, estarem a referir-se a “cães e gatos”, a “comerem e beberem” à mesma mesa dos restaurantes…

Mas, como esta questão de “animais de estimação” é dúbia e não está definida em termos de objeto, mas apenas de sujeito…

E se um sujeito qualquer se lembra de levar para o restaurante qualquer outro “Animal”?!

 

*******

(VI)

 

E já que entrámos na onda das politiquices…

Também quero perorar algo sobre as Autárquicas.

Principalmente a inquinação futebolística da linguagem exacerbada sobre as mesmas, após os resultados:

“Ganhou… perdeu… grande vencedor… grande derrotado…, meteu autarcas…” Eu sei lá!

 

Importante será que todos venham a trabalhar para o Bem Comum, de todos os Cidadãos, das Comunidades.

Irão?!

 

*******

(VII)

 

E já que nesta crónica também falámos de Animais, não posso deixar de terminar com uma questão em jeito de fábula.

 

E como é possível que, para guarda de alguns “galinheiros”, até tenham concorrido “raposos” e para um até foi um declarado raposão que "ganhou"?!

 

(……..)

 

E termino. Que a crónica já vai longa e tem sete pontos.

E se acrescentasse outro seriam oito.

E bem que gostaria de falar sobre algumas questões internacionais. Prementes. Mas ainda não é desta!

Obrigado por ter lido até aqui!

(Imagem in. br.depositphotos.com)

 

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publicado às 21:14

Post Natalício / Amendoeira frutificada!

por Francisco Carita Mata, em 08.10.17

Este blogue comemora, hoje, três anos! 

Original DAPL. Amendoeira Verão. 2017.jpg

 

Umas vezes melhor, outras pior, já contam 553 posts publicados sobre as mais variadas temáticas.

Aquém – Tejo sempre presente. Aquilo que mais nos “toca”, que nos está mais “perto”, geográfica e afetivamente, diga-se!

Sem ignorarmos o que se passa no Mundo, à nossa volta.

 

Não me vou alongar em considerações evocativas. Vou comemorar a efeméride com a colocação de um texto e algumas imagens sobre um dos temas que mais nos “dizem”, que mais nos “tocam”:

- As questões ligadas ao Ambiente e, neste tema tão vasto, tão variegado, as Árvores e a sua importância para a Humanidade.

Original DAPL Amendoeira Verão II. 2017.jpg

 

- E num enquadramento tão relevante, mas tão descurado, o “Mundo Vegetal”, as Árvores, lembrar e documentar sobre uma Árvore muito específica, que tem tido aqui, no blogue, direito a “desfilar”, na sua beleza primaveral, que tem sido aqui, no blogue, referida pela sua História.

 

Original DAPL. Epifania  Primavera 2015.jpg

 

Para além das imagens primaveris, é altura de mostrá-la na sua grandeza matriarcal, frutificada, carregada de frutos.

Este ano foi muito abençoada. Em termos estatísticos e, para que conste, frise-se, deu, ofertou-nos, quase mil amêndoas doces. Casca rija, difíceis de partir as amêndoas, é certo, mas não foi avara na sua dádiva.

 

Original DAPL. Amendoeira Verão III. 2017.jpg

 

Na colaboração, sempre constante, neste veículo comunicacional, sempre, repito, desde o início, o trabalho impagável de D.A.P.L.

 

Mais uma vez, as fotografias são de sua autoria.

 

Original DAPL. Amendoeira Verão IV. 2017.jpg

 

E retornando à Amendoeira

Após esta abundante frutificação e talvez dado este tempo que nos assola, (continuam temperaturas desmesuradamente altíssimas para esta época do ano, bem acima dos trinta graus, somos ainda assolados pelos fogos, ainda!), talvez efeitos de toda esta conjugação de fatores adversos, a Árvore parece que secou.

Parece! Vou deixar chegar nova Primavera. E que chova entretanto. Que chova! Que chova!

 

(E há, por aí, alguns dirigentes (ir)responsáveis que cismam em ignorar os problemas ambientais, o aquecimento global, os efeitos poluentes de fontes de energia fósseis, o perigo do nuclear, das bombas, das armas, das guerras atrozes, eu sei lá!)

 

Voltando à Amendoeira

Todavia e apesar de todas as adversidades, tem uns rebentos, já crescidos e nascidos a uns metros do tronco principal.

 

(São um sinal de Esperança, de Paz, neste mundo conturbado.)

 

Vou continuar a regá-la e a regar os rebentos.

Não creio que vá morrer ainda.

(Tem ainda pouco mais de quarenta anos!)

 

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publicado às 11:26


Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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