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Vergonhoso! Infame!

por Francisco Carita Mata, em 23.08.16

 

 

Desconhecia completamente que se praticava um ato desta barbaridade num país que até julgava civilizado.

E que até admirava!

Não há palavras para comentar, tal desumanidade!

Na Dinamarca!!!

 

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publicado às 15:44

“O Roubo do Códice” - (Reposição)

por Francisco Carita Mata, em 23.08.16

Mini Série na RTP2

Agosto de 2016

 

Continua o calor. Persistem os fogos. Algumas notícias quentes, mesmo no Alentejo, habitualmente tão pacífico e com tantas festas e festivais.

Lá fora, as guerras, persistem... no tempo!

Crimes hediondos!

Codice Calistinnus in. www.wikiwand.com

 

Como é hábito, a RTP2 volta a transmitir programas já exibidos. Salutar, quando são interessantes! Desta vez, a mini série “ O Roubo do Códice”, “El Codice”, original da Televisão da Galiza, que transmitira em 2015, a seguir a “Hospital Real”.

Sobre os dois episódios escrevi algumas ideias, entrecruzando os personagens da série “Hospital…” com os da mini série “O Roubo…”. Nem sempre de forma direita, por vezes enviesando, como gosto de fazer e também não tendo identificado bem todos os personagens.

Ontem, após ter revisto o primeiro episódio, julgo ter reconhecido o “Padre Bernardo” do Hospital, no desempenho do Juiz, no “Roubo…”. E Alicia, a noviça do “Hospital…”, na empresária do bar, ex-jornalista, a colaborar com os antigos colegas.

Ainda não é desta que escrevo os nomes corretos dos artistas, para o que remeto também para este link, de Galiza.

elenco codice in. www.vertele.com

 

Apresento igualmente fotos do elenco, bem como do livro roubado.

Roubado?!

codice in. elpais.com

 

Veja ou revisite o 2º episódio.

manolo in. www.lavozdegalicia.es.jpg

 

Vale bem a pena, pelo conteúdo da história, a construção narrativa, o desempenho artístico, o contexto espacial e cénico… o enredo, o basear-se em factos reais.

Deão da Catedral in. media.rtp.pt.jpg

 

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publicado às 13:44

Quadras Tradicionais IV - “Cantigas” de Amor e Desamor!

por Francisco Carita Mata, em 22.08.16

“São saias, meu bem, são saias…”

 

Preâmbulo:

Voltamos, no blogue, à Poesia.

À Poesia popular e tradicional.

 

Malva Rosa - Foto original DAPL 2016.jpg

 

“São saias, meu bem, são saias

São saias que andam na moda

Cautela-te amor, não caias

Que as saias não têm roda.

 

Gosto de ouvir cantar

Moças da fala toeira

Quando chegam aos arraiais

São as que ganham bandeira

 

Amar e saber amar

Amar e saber a quem

Amar a luz dos teus olhos

Não ter amor a mais ninguém.

 

Janelas avarandadas

Mora lá algum doutor

No caminho me disseram

Que era a mãe do meu amor.

 

Ó minha mãe, minha mãe

Ó minha mãe, minha amada

Quem tem uma mãe tem tudo

Quem não tem mãe não tem nada.

 

Eu gosto de ti, não sei

Não sei se isto é gostar

Sei que me sinto feliz

Quando te ouço falar.

 

Foste dizer ao meu pai

Que eu andava a namorar

O meu pai te respondeu

Que a inveja faz falar.

 

Foste dizer mal de mim

Ao rapaz que me namora

Se muito me queria antes

Muito mais me quer agora.

 

Malva rosa, malva rosa

Malva rosa sem ter pé

Quem te disse, ó malva rosa

Que o meu amor era José.

 

Maria, Isabel e Ana

Rosa, Teresa, Rosalina

Júlia, Josefa, Damásia

Antónia, Bernarda, Jaquina.

 

Francisco, por ti me arrisco

Por ti perco o meu valor

Se foras padre Francisco

Eras o meu confessor.”

 

 

NOTAS:

Estas quadras ou “cantigas” populares eram cantadas nos bailes e arraiais de Aldeia da Mata, nos anos quarenta, ainda nos anos cinquenta, do século XX, pelas raparigas, segundo a “moda e o estilo das saias”.

Os arraiais eram no meio da rua: Largo do Terreiro; no “Santo António”, perto da Cruz; à porta da Ti Rosa Bela.

Havia pessoas que cantavam muito bem: a Joaquina Amélia, a prima Rufina também cantava bem e, noutro tempo, também a Ti Natália cantava muito bem.

Nos arraiais habitualmente só se cantava. Umas cantavam melhor, outras pior.

Também cantavam ao desafio.

 

Os bailes eram feitos nos salões.

Nos salões eram fundamentalmente os tocadores de concertina que estruturavam os bailes.

Os salões que havia nessa época eram:

O Salão Martinho – era na Estrada Nova.

O Salão Trindade – era na Rua da Travessinha.

Nos bailes nos salões também se cantavam estas “cantigas”, nos intervalos em que descansava o tocador.

 

Havia também a “Sociedade”, que era para os “Mestres” e para as raparigas convidadas, era para as pessoas “consideradas mais finas”.

Na Sociedade também tocavam a grafonola.

 

E também se faziam bailes nas casas particulares, a que iam tocadores de harmónio.

Na Aldeia, os tocadores de harmónio, na época, eram: o Mestre Alfredo, o Ti Joaquim Branco, o Ti “Chanfana”.

 

Estas quadras, “cantigas”, eram fundamentalmente cantadas pelas raparigas, embora algumas pudessem ser cantadas indiferentemente por rapazes e raparigas.

Os rapazes cantavam outras.

E também cantavam ao desafio.

O Srº Manuel Mendes também cantava muito bem.

 

As raparigas também cantavam estas quadras / “cantigas”, quando andavam a trabalhar, tanto no campo, como em casa. E mesmo sem se estar a trabalhar, estando a conviver.

No campo: na azeitona, na monda, nas desfolhadas. E no caminho da ida e volta do trabalho também se cantava.

 

Toda esta recolha de “cantigas”, bem como estas informações, foram prestadas por D. Maria Belo Caldeira (04/11/1928).

 

Foto original de D.A.P.L. – “Malva Rosa” – 2016.

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publicado às 13:35

Incêndios » » » Enxurradas

por Francisco Carita Mata, em 17.08.16

Questões Pertinentes e Perguntas lmpertinentes, mais uma vez!

 

Este é um daqueles temas sobre que preferia não me debruçar.

Aliás, alguém gostará?

Por vezes nem sei. O excessivo mediatismo associado ao assunto… Haverá necessidade que os media, especialmente as TVs, tanto vibrem perante essas ocorrências?! Uma certa contenção informativa não seria muito mais formativa?!

Não sei. O que acha?

 

Agora que o “fogo” informativo já acalmou mais, gostaria de debitar alguns bitaites.

 

Antes de mais, lembrar, o que toda a gente com facilidade já saberá, é que, agora, de imediato, para além de remediar e resolver todos os desastres resultantes dos fogos, haverá que começar a prevenir, desde já, as eventuais e hipotéticas, e previsíveis, enxurradas.

Agir no sentido dessa eventualidade. Preparar essa possível ocorrência.

Muito especialmente na Madeira, dada a orografia do terreno e a forma como está implantada toda a estrutura demográfica.

Mas, com tantas questões para solucionar, se calhar esses aspetos vão ficar para um plano secundário.

Esperemos que não!

 

Sobre toda esta temática, incêndios e enxurradas, no ano passado, divulguei um post, há um ano, a partir de uma estória que escrevera anos atrás.

No essencial as questões principais, infelizmente, mantêm-se.

 

Prevenção. Sim, é o fundamental. Muito falta fazer. E neste aspeto não há grupos no Poder que se possam limpar uns aos outros, nem alijar responsabilidades, atirando para cima dos antecessores. Todos são, todos somos, corresponsáveis. Ou não?

Os cidadãos também podiam ou não agir com maior sentido de responsabilidade?!

As tricas, as trocas e baldrocas partidárias, neste campo, não fazem qualquer sentido.

Este é um dos assuntos/problemas deste País em que tem que haver uma unidade de esforços, independentemente das cores de cada um.

(Outro, sobre que falarei um dia, é o da reconstrução do casco antigo das nossas cidades, vilas e aldeias.)

 

E não adianta defender que os fogos ateados por mão criminosa existem, independentemente da prevenção, porque, sendo essa afirmação verdadeira, apesar de tudo, havendo medidas preventivas os seus efeitos serão menos nefastos.

Prevenção, sim! Prevenção, como prioridade.

E, mesmo no caso dos criminosos que pegam fogos, também se pode agir preventivamente.

 

Prevenção, envolvendo todos:

- Poder Central, Poderes regionais, Poderes locais.

- Cidadãos, Pessoas, Populações. Todos. Dos campos, mas também das cidades.

- Com tantos festivais e festivaleiros, festas, festarolas e festanças, seria bom que as pessoas, todas, tomassem consciência da ação cívica que lhes compete e que a sua não participação em ações concretas, quanto mais não seja pela falta de cuidado e civismo, tem consequências indiretas ou mesmo diretas no descalabro a que se chegou.

 

E a propósito de cidadãos. (Cidadãos?!)

Aqueles sujeitos que, de forma propositada, alguns de forma reiterada, ateiam fogos, como proceder com eles?

Prendê-los temporariamente e libertá-los pouco tempo depois?

Não terá, apesar de tudo, muito menos custos sociais e económicos, mantê-los vigiados, melhor, privados de liberdade de movimentos, acompanhá-los, de algum modo integrá-los em atividades socialmente úteis?

Durante as estações do Outono, do Inverno e na Primavera mantê-los presos, mas ocupados em atividades precisamente de limpezas e manutenção de campos, ou outras adequadas ao seu perfil.

No Verão, igualmente privados de liberdade, mas retidos em locais que não sejam suscetíveis de atear fogos.

 

Ainda e a propósito de cidadania ativa, porque não colocar o pessoal “desempregado” na limpeza e manutenção de matas, caminhos vicinais, estradas, “ressuscitando” até funções e serviços que eram desempenhados, por ex., por cantoneiros e guardas-florestais?

De certeza, que o exercício destas funcionalidades traria muito mais vantagens, a todos os níveis, que os modelos vigentes.

 

E os Jovens nas Escolas serem também despertos e envolvidos em ações práticas de limpeza do meio ambiente. Estruturar ações, projetos, nesse sentido.

 

E o exercício da “tropa” precisamente para essas funções? Que este trabalho de limpeza e manutenção de campos e matas tem que ser uma verdadeira “guerra” ao fogo.

 

E os presidiários? Porque não ocupá-los também nessas tarefas?

 

Para além de os cidadãos terem práticas ativas de respeito pelo meio ambiente, o que de todo não se verifica.

Basta ver como muitas pessoas lidam com o lixo e com os cigarros!

 

E uma ideia que não é totalmente original no seu conteúdo, ainda que julgo sê-lo na sua metodologia.

Porque não criar, por ex., rebanhos de ovelhas e/ou de cabras ou mistos, que, num modelo ancestral, idêntico ao dos “rebanhos comunitários”, percorreriam terrenos abandonados, matas e matagais, caminhos antigos e vicinais, ribeiros e ribeiras, pastando, comendo os matos e, assim, de uma forma ecológica e amiga do ambiente, limpariam os terrenos e funcionariam preventivamente contra eventuais incêndios?

Um modelo que poderia ser organizado e gerido pelas autarquias, com o apoio das populações locais, que poderiam ser cofinanciadoras dos projetos e, dessa forma, participarem na cogestão das atividades em todas as suas implicações.

Uma ação preventiva e fiscalizadora, suscetível de criar riqueza e trabalho.

 

E porque não utilizar toda a matéria vegetal na produção energética, incentivando precisamente as limpezas como fontes de rendimento ao promover-se a venda do material lenhoso e vegetal a centrais energéticas?

 

Caminhos vicinais. Foto original DAPL 2016

 

Limpezas efetuadas como deve ser, a começar nas estradas e caminhos. Não esse arremedo de limpeza que se faz, em que se corta a erva maior, mas fica todo o substrato vegetal no solo.

Aí residiria o papel fundamental dos cantoneiros.

E junto às localidades, especialmente as montanhosas e de zonas florestais, definir um perímetro em que terá que haver total erradicação de matos e árvores facilmente combustíveis.

 

E atenção aos negócios, aos negócios, aos negócios associados a estas questões dos fogos!

 

E será necessário transformar todas estas tragédias ambientais e humanas em espetáculos mediáticos?!

Será?

 

Prevenção! Prevenção! Prevenção é sempre imprescindível.

Feita como deve ser e envolvendo toda a gente, todos os anos!

 

Porque, no final há tanta verba, tantos milhões e é sempre tão apelativo ouvir-se falar em milhões, mas de onde provêm todas essas milionarices?!

 

Tantos impostos!... Quem paga, quando se bebe uma simples bica?!

Pense nisso caríssimo/a leitor/a.

 

(Nota Final: Foto original de D.A.P.L. 2016. - Caminho vicinal, bordejado de "rosas loureiras" e a habitual erva seca.)

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publicado às 15:35

"11ª Mostra do Cinema Brasileiro" - "Simonal - Ninguém sabe o duro que dei."

por Francisco Carita Mata, em 11.08.16

Filme documental: “Simonal – Ninguém sabe o duro que dei.”

 

Fórum Municipal Romeu Correia

Auditório Fernando Lopes Graça

 

ALMADA

 

As “Mostras de Cinema Brasileiro” habitualmente contemplam filmes e documentários interessantes que nos reportam para a realidade do Brasil, perspetivando uma montra da filmografia mais ou menos atual daquele país.

Temos a oportunidade de apreciar enredos que focam um pouco do que se passa, tanto no aspeto social como político do país irmão, apresentados por artistas que muitos conhecemos das novelas e assim temos oportunidade de apreciar noutro registo artístico.

 

 

A 11 ª Mostra trazia-nos um leque variado desse cinema realizado no Brasil.

Fiquei aquém das visualizações previstas, houve alguns filmes que planeara ver, mas que não tive oportunidade.

Em Nome Da Lei”, “Sorria, Você Está Sendo Filmado” e “Trinta” eram filmes que gostaria de ter visto, não só pelas temáticas e registos abordados, como pelo leque de atores e atrizes presentes.

 

Ainda assim vi o documentário “Simonal – Ninguém sabe o duro que dei”.

 

Nunca ouviu falar sobre Wilson Simonal?

 

Simonal In. letras.com

 

É natural. Foi um cantor brasileiro, (1938 – 2000), que alcançou grande popularidade no Brasil e América Latina, na segunda metade da década de sessenta e ainda nos inícios da de setenta, mas que, mercê da má fama que se lhe colou à pele nessa época, foi praticamente banido da cultura musical brasileira, tanto da parte dos media, como pelos seus pares e pela classe sócio profissional ligada à música. Sendo ostracizado por muitos, por mais de vinte anos, meados de setenta a inícios de noventa, como se praticamente não tivesse existido.

 

Também não tenho propriamente memória do artista, mas há êxitos musicais de que me lembro, não sei se cantados na sua versão dos mesmos, se por outros comparsas.

Lembra-se de “País Tropical”, “Alegria, Alegria”, “A Tonga da Mironga do Kabuletê”?

 

Se quiser entender melhor sobre o artista consulte aqui, S.F.F.

 

Mas que “má fama” foi essa?

 

Ditadura in. pensata.ig.com.br.jpg

 

Na época, inícios de setenta, o Brasil vivia numa ditadura militar, (1964 – 1985), altamente repressiva e Wilson Simonal, na sequência de um processo mal esclarecido contra o contabilista da sua firma “Simonal Produções Artísticas”, haveria de ser acusado de informante do DOPS – Departamento de Ordem Política e Social, instrumento da ditadura na repressão aos opositores do regime.

Esse processo com o contabilista e a sequente acusação de delator destruiram quase completamente a sua carreira, que estava no auge.

 

E retornando ao documentário, de Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal.

 

Este documento fílmico, de 2009, perspetiva a vida artística do cantor, dando-nos uma visão da sua qualidade musical e performativa, dos seus sucessos, da sua ascensão e queda e também da injustiça da acusação que lhe foi feita, atribuindo-lhe uma “nódoa comportamental” que praticamente nunca conseguiu limpar em vida e que o levou à destruição, enquanto artista e como ser humano, tendo morrido relativamente novo, sessenta e dois anos, vítima de depressão e alcoolismo.

 

Esse documentário apresenta a visão de diferentes personalidades que lidaram de muito perto com o cantor, privaram ou trabalharam com ele, em contextos diversos e ao longo da sua vida. Casos de Chico Anysio, Pelé, Nelson Motta, Luís Carlos Miele…

Também da segunda mulher e dos filhos do primeiro casamento, também ambos artistas.

Jornalistas do “Pasquim”, que tanto humorizaram sobre a hipotética delação, também testemunharam.

Bem como um depoimento do próprio Raphael Viviani, protagonista do célebre episódio do contabilista / “contador”.

Globalmente o documentário pretende resgatar a memória do artista e do homem, considerando-o injustamente “condenado” pelos media, pela opinião pública e pelos fazedores dessa mesma “opinião”.

 

É muitíssimo interessante de rever. E tem momentos sublimes de que destacaria o dueto com Sara Vaughan. A atuação no Maracanã. A canção dedicada a Martin Luther King.

E tantos mais…

(…)

 

 "Wilson Simonal e a ditabranca"

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publicado às 18:08

“Código do Crime” - “The Bletchley Circle”

por Francisco Carita Mata, em 10.08.16

Donas de Casa – Detetives por conta própria

 

Já imaginou que melhor tipo de série para iniciar em Agosto, quando o pessoal anda todo encalorado, a demolhar nos algarves e a transitar nas avenidas  marginais a degustar gelados de fruta e a mostrar as toiletes e o bronze?!

 

Pois que melhor que iniciar com uma série britânica, são proverbiais as suas qualidades, e tendo na base um serial – killer.

 

Bletchley Circle. In. epigrafe.org. jpg

 

Quatro senhoras, na casa dos trinta e quarenta, enfastiadas da sua vida de donas de casa, lideradas por Susan, casada e mãe de dois filhos, resolvem dedicar-se à investigação criminal!

 

Alto lá! Esta explicação está a ser muito linear.

Vamos então ao princípio.

 

A ação decorre na Inglaterra, no início dos anos cinquenta (1952 / 1953), anos de pós guerra, o país ainda em recuperação, sinais ainda evidentes de penúria (senhas de racionamento), escassez de petróleo… o mercado negro, de bens de luxo estrangeiros, cigarros, perfumes…

 

As quatro mulheres, Susan Gray, Millie, Lucy e Jean, tomaram esta iniciativa de se dedicarem a desvendar misteriosos crimes, insatisfeitas, é certo, no seu papel tradicional de senhoras, esposas dedicadas, mães extremosas, em suma, donas-de-casa, ao serviço dos maridos e família, as que a tinham, porque durante a guerra, em 1943, haviam trabalhado precisamente em Bletchley Park, na investigação altamente secreta das manobras dos exércitos alemães, face aos ataques e planeada invasão à Grã Bretanha.

Aí formaram uma equipa unida e estruturada, aproveitando as capacidades intelectuais específicas de cada uma delas, no sentido da análise e decifração dos códigos e sinais implicitamente enviados pelos serviços secretos do inimigo, descodificando-os e, deste modo, contribuiram para desvendar as respetivas ações, surpreendendo-os e tornando-as ineficazes.

Reporta-nos, supostamente, para o trabalho realmente realizado em Bletchley Park durante esses anos de guerra.

 

Nesse período de guerra, os homens aptos foram enviados para as frentes de batalha, as mulheres ficaram na retaguarda e passaram a exercer funções, trabalhos e serviços, até à época entregues ao sexo masculino. Foi este o caso específico que nos foi mostrado no prólogo do primeiro episódio em que estas mulheres exerciam estas funções altamente especializadas, até à data, atribuídas apenas aos homens.

Como aliás se verificava em muitas outras atividades e serviços, nas fábricas, nos bancos, nos transportes, nos campos, em que as mulheres passaram a desempenhar, em larga escala, atividades habitualmente ocupadas por homens.

Após o findar da guerra, foram as mulheres remetidas  para as funções  que tradicionalmente exerciam antes da guerra. Resumindo, ao papel de mulher “dona-de-casa”.

Foram?!

Sabemos que não foi assim tão linear e que este aspeto foi um dos que determinou parte das transformações sociais e económicas no pós guerra.

As mulheres a trabalharem também e cada vez mais fora  de casa.

 

Susan Gray, Millie, Lucy, e Jean lideram o elenco desta mini série de apenas sete episódios, que findou precisamente ontem, dia nove de Agosto, 3ª feira.

 

Nestes sete episódios, envolveram-se na pesquisa e decifração de crimes cujos autores passavam relativamente despercebidos às autoridades competentes (?), que demonstravam, de certo modo, alguma ineficácia, conformismo, inércia, auto satisfação pelo pouco que conseguiam, um certo “deixa andar”, contentes pelos resultados que obtinham, ainda que estes fossem falsos e daí resultassem condenações de inocentes.

Valeu a ação das damas, sempre bem compostas e aprumadas, como senhoras que se prezam, mala de mão e sapato alto, como se em vulgar passeio. Mercê da sua perspicácia, eficiência, trabalho de pesquisa, análise e reflexão aturadas, conseguiram chegar às conclusões certas, encontrar os verdadeiros criminosos e assim libertar a sociedade das teias do mal. Encontrando elas próprias, também e assim, realização e preenchimento das suas vidas, para além de contribuírem para o almejar do bem comum.

 

No desenrolar da ação não se coibiam de agir e confrontar diretamente o inimigo, expondo-se e colocando as suas próprias vidas em risco, o que por várias vezes sucedeu, valendo o seu trabalho de equipa e uma certa e proverbial intuição feminina, que lhes permitiu, digamos, farejar o perigo e ajudarem-se mutuamente, quando algo de anormal e perigoso ocorria.

Apesar da sua condição de mulheres, de senhoras, de damas recatadas e do lar, também sabiam usar a pistola e, quando foi necessário e imprescindível, atiraram a matar e, deste modo, enviaram o serial killer para as profundezas do demo.

 

Também o cientista e psicopata, maníaco das experiências químicas em seres humanos, foi apanhado em flagrante delito, este com a ajuda da polícia.

 

Igualmente apanhada foi a dama cínica e cruel, dirigente duma rede de contrabando de perfumes, cigarros estrangeiros e meias de nylon e de tráfico de raparigas dos Países de Leste, cujos pais, inocentemente, lhe pagavam para ela, supostamente, as libertar da designada “Cortina de Ferro”.

Mal sabendo que a criminosa as vendia para redes de prostituição em hotéis de luxo no Reino Unido.

Todo este enredo passava ao lado das autoridades e com a conivência de um alto dirigente da própria Scotland Yard.

Não fora a intervenção das senhoras detetives e a maléfica ainda andaria nessa ação nefasta.

 

Aliás ainda anda por aí muita gente dessa laia, negociando outros produtos muito mais prejudiciais à comunidade e traficando igualmente mulheres e crianças.

Outras detetives haverá por aí, certamente!  

Esperemos que sim!

 

Foi uma série que se visualizou com muito agrado. Pena já ter terminado!

 

Mas, e então foi tudo assim tão linear e simplista? poderá perguntar-me.

(...)

 

*******

 

Com difícil fim à vista estão os incêndios que lavram no País.

Depois do que ocorreu no “Andanças”... e, a propósito, já se descortinou o que esteve na base de tal ocorrência?!

 

Muitos “negócios” estão por detrás de tantos incêndios!

Aí está um campo de análise que seria urgente investigar com isenção.

 

E será necessária tanta e tão exagerada divulgação?!

 

Antes visualizar uma boa série.

 

*******

 

Bletchley Circle II in. pbs.org. jpg

 

Ainda, no referente a esta supracitada, convirá mencionar que, nos últimos episódios, a personagem Susan saiu de cena, que a atriz que a encarnou precisou de corporizar outros desempenhos.

Na ficção, criaram-lhe uma despedida, que ela se afastaria para seguir as pisadas do marido que precisava de sair de Londres, para um novo e mais vantajoso desempenho profissional.

E ela, Susan, como boa esposa e mãe, acompanhou -o.

Na série e para continuarem em quarteto, integraram a personagem que fora vítima inocente na segunda investigação, continuando com uma equipa em quadrado. Fizeram a quadratura de "Circle"!

 

E ao quadrado. Que a respetiva análise valia por equipas muito mais vastas numericamente e só com a respetiva ajuda a polícia chegava à descoberta dos crimes.

 

Bem, e por aqui nos fiquemos!

 

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publicado às 17:17

Perplexidades! "À mulher de César..." Danças...

por Francisco Carita Mata, em 05.08.16

Mas esta gente não se enxerga?!

Danças e Contradanças…

 

Alagoa Algarve Julho 2016 Foto original DAPL.jpg

 

Anda o pessoal ainda a molhar os pés nas águas cálidas dos Algarves e somos surpreendidos por estas notícias sobre o IMI.

 

Então agora, tranquilamente nas nossas casas, nem podemos olhar a ver se descortinamos o mar e o sol e, pelo que lemos, hipoteticamente iremos pagar mais de imposto?!

Mas esta gente não tem mais com que enxergar para nos sacar ainda mais de alcavalas?

 

Muitas mais questões se nos levantam.

A situação é realmente assim como nos é apresentada ou é mais uma em que os media nos pretendem atirar areia para os olhos como, tantas vezes, é seu apanágio?

 

E sendo realmente assim, como será de futuro?...

Será melhor escolher sítios entaipados, esconsos e escuros, becos e travessas, para moradia?

 

E, debochando…

E quem tiver, da sua janela ou da respetiva varanda, umas vistas tipo estrelas de cinema glamorosas também irá pagar mais de IMI?

 

*******

Não satisfeitos... E ainda mal desligámos o televisor sobre o Euro de futebol e cai-nos mais uma bojarda. Ainda se fosse um golaço do Éder!

Mas não!

 

Então, mas esta gente não se enxerga?!

 

Não sabem que “à mulher de César não basta ser séria, há que parecê-lo”?!

 

Mas isto mudam as cores dos governantes, mas o resto prossegue na mesma?!

 

E este merece ou não o "destino" do das bofetadas virtuais?

 

E estes?!

 

*******

E dir-me-ão…

Mas que é tudo isso comparativamente com o que se passou no ”Andanças”?!

(…)

E os seguros vão cobrir todos os prejuízos?!

(...)   (...)

Ou haverão danças e contradanças?

 

Indispensável será saber-se o que despoletou tal acontecimento.

Para prevenir em outras ocorrências futuras.

 

E, felizmente, não houve desastres pessoais!

 

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publicado às 15:47

Alagoa - Algarve – Altura – Exposição – Mercado

por Francisco Carita Mata, em 30.07.16

Mercado Requalificado

Exposição

“O que o Mar cria e o Homem recria”

“Barco Lendas e Rendas”

 

Uma das temáticas que percorre este blogue é a divulgação de acontecimentos culturais, relevando os de caráter regional, que passam muitas vezes injustamente despercebidos.

 

Mercado Altura Foto original DAPL 2016.jpg

 

Ocorreu na passada 3ª feira, dia 26 de Julho, em Altura – Alagoa, Algarve a “inauguração” do Mercado da localidade, melhor, inauguração da respetiva "requalificação". Espaço muito agradável e acolhedor, cheio de luz, aonde já fora fazer compras: pão, fruta, artesanato. Também se pode aí adquirir bom peixe, como é habitual apanágio dos mercados tradicionais.

 

A ocorrência da apresentação da mencionada exposição “O que o Mar cria e o Homem recria”, de Ana Paula Frade, estruturada a partir de conchas e carcaças de crustáceos e outros “frutos” do Mar, levou-nos propositadamente a nova visita.

Conchas Exposição Altura 2016. Foto original DAPL jpg

 

Emoldurados, estes elementos marinhos, abundantes nas belas praias do concelho de Castro Marim, constituem imaginativos quadros artísticos, que muito embelezam e valorizam o espaço comercial. Será de todo conveniente que outras exposições possam aí acontecer, bem como algumas das obras expostas possam constituir um futuro acervo expositivo permanente.

(Permito-me dois comentários – questões.

Não seria mais correto o título “… e a Mulher recria”?

E uma pequena “etiqueta” / subtítulo, para cada um dos quadros, não valorizaria cada um dos trabalhos apresentados?)

 

Barco Lendas e Rendas Foto original DAPL 2016.jpg

 

Também exposto, um barco tradicional muito bem decorado por trabalhos em crochet - “Barco Lendas e Rendas”, sonhos e poemas, resultantes do trabalho de um grupo de intervenção social “ACASO – Associação Cultural e de Apoio Social de Olhão”.

 

Embelezando e valorizando este texto, várias fotos originais de D. A. P. L. documentam os trabalhos expostos.

 

No final da inauguração e abertura da exposição, uma apetitosa caldeirada foi oferecida aos visitantes. E, entre várias outras bebidas, uma fresquíssima e agradabilíssima sangria.

 

Caldeirada Altura 2016 Foto original DAPL. jpg

 

Relativamente à caldeirada, algo que me surpreendeu agradavelmente na sua composição, pois nunca tal ainda constatara. Além do habitual peixe, também havia nacos de carne de porco: chouriço e presunto.

Não esqueçamos que Castro Marim é um concelho simultaneamente com costa marítima, litoral de excelentes praias, frente de rio e uma parte fundamental de terra interior, de tradições campesinas.

Daí talvez esta composição híbrida de Mar e Terra, que resulta muito bem!

 

Constatei que, entre o público assistente/participante, pouca gente figuraria dessa massa enorme de população que, nestes escassos meses de verão, “invade” as praias algarvias. Atrever-me-ia a dizer que nós seríamos os poucos ou mesmo os únicos “representantes”, que acedemos ao convite expresso e divulgado em variados locais públicos da povoação.

Para além do agradecimento e dos parabéns às entidades organizativas, reforço que as exposições e o mercado, devidamente requalificado, aguardam e merecem uma visita!

 

Deixo também uma sugestão / questão sobre que já tenho falado com outras pessoas que trabalham em mercados de outras localidades.

Relativamente ao horário, mantendo o habitual  e tradicional da manhã, comum a todos os mercados que conheço, não seria de se pensar também noutros horários flexíveis?

 

Por ex., neste caso e na época de veraneio, experimentar uma abertura também ao final da tarde, para direcionar aos “consumidores” provenientes da praia. Isto digo eu!

 

Noutras localidades, suburbanas, abrir também ao final da tarde, na hora de regresso dos trabalhos diários, julgo que também seria de experimentar.

 

E noutras, em que o mercado apenas abre alguns dias, penso que a abertura diária ajudaria a fidelizar clientes.

 

Isto sobre os horários… Porque haverão outras situações que podem ajudar a dar vida aos mercados tradicionais.

Bem sei que há imensas e enormes superfícies comercias, concorrendo e disputando os consumidores com outras condições muito mais vantajosas!

 

E onde esta conversa chegou!

Que isto de mercados tem muito que se lhe diga…

 

Balança tradicional Foto original DAPL 2016.jpg

 

E sobre os ditos, uma sugestiva imagem de uma balança tradicional, no referido "Mercado Requalificado", e também foto original de D.A.P.L.!

 

E toda esta azáfama ocorre em 2016.

Não esqueça que para o ano será 2017!

E o que é que isso tem de especial?!

(...)

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publicado às 09:34

“Chatô – O Rei do Brasil” - "Mostra de Cinema Brasileiro"

por Francisco Carita Mata, em 29.07.16

"11ª Mostra de Cinema Brasileiro"

 

Fórum Municipal Romeu Correia

Auditório Fernando Lopes-Graça

 

ALMADA

 

Iniciou-se, anteontem, dia 27 de Julho, 4ª feira, e vai continuar até 31 de Julho, a "11ª Mostra do Cinema Brasileiro”, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada.

 

Chatô In. oglobo.globo.com

 

O filme de abertura: “Chatô – O Rei do Brasil”, de Guilherme Fontes, com Marco Ricca como protagonista, desempenhando o personagem de Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello, “homem público” de grande influência no Brasil, nos anos quarenta a sessenta, do século XX.

 

“Personagem ” controverso, tal como o próprio filme e igualmente cruzando-se com outro homem político brasileiro, também suscetível de múltiplas controvérsias e contradições, sobre quem também já falei no blogue, de igual modo através de filme, da “ 10ª Mostra”: “Getúlio” Vargas.

(Remeto para os links que na wikipedia abordam sobre o filme e sobre o magnata da comunicação social. Ajudam-nos a entender melhor o enquadramento do enredo.)

 

Supostamente o filme reporta-nos para a vida deste truculento jornalista e empresário, construtor de um império comunicacional no Brasil e na América do Sul, iniciado ainda nos anos vinte, a partir de jornais, continuado com a rádio, logo que este meio de comunicação ganhou relevância, “Rádio Tupi” e prosseguido com a televisão, mal ela despontou, “TV Tupi”.

 

Empresário, político, mecenas, advogado, professor de direito, escritor, homem de múltiplas facetas, que em 1960 sofreu uma trombose, sem ter deixado de trabalhar até à morte, ocorrida em 1968.

 

O filme, de uma forma original e divertida, remete-nos para essa vida “excessiva”, melhor, “bem preenchida”, como se ele estivesse a ser julgado num programa televisivo em direto, numa hora de maior audiência, ("atingiu" 98% de share), denominado “O Julgamento do Século”.

Como Júri de Tribunal estão as outras personagens da sua vida: a primeira mulher, Maria Eudóxia (Letícia Sabatella); a primeira sogra, Zezé Polessa; a segunda mulher, Lola (Leandra Leal); a segunda sogra, Consuelo, (Eliane Giardini); Getúlio (Paulo Betti), …

 

Nesse suposto julgamento, transmitido ao vivo e em direto na TV, perpassam as suas vivências, segundo as perspetivas dos outros personagens e segundo o seu próprio crivo pessoal meio alucinado, de homem, sofrendo de trombose e prestes a falecer.

Aliás, a sua morte ocorreria no próprio final do filme, ou do programa (?). (Também de forma peculiar e desvairada, segundo a sua visão pessoal e já, ou sempre (?) tresloucada.)

O seu relacionamento com as mulheres, as diferentes visões dos seus desempenhos contraditórios nas diversas funções exercidas; a relação ambivalente com Getúlio Vargas, ora apoiando-o, ora denegrindo-o; a sua ação no mundo empresarial e político, chantageando, sacaneando, ameaçando; usando os meios comunicacionais de que dispunha, lançando boatos, atoardas, ataques, calúnias, para atingir os seus objetivos, os seus fins, sem olhar a meios.

Agindo de uma forma divertida, modos galhofeiros, sempre na busca do prazer e do seu interesse pessoal e na realização dos seus projetos e objetivos, pelo menos aparentemente é esta a perspetiva do realizador.

Em suma, se havia princípios, valores, atitudes, comportamentos, que ele menosprezava, achincalhava, sempre debochando, eram os da Ética.

Vivi e Chatô In. cinepop.com.br. jpg

 

Daí a ironia do filme, sujeitando-o a esse hipotético julgamento ao vivo e em direto, “reality show”, no seu próprio ambiente e modo de vida, os "media", já após a trombose, expondo-o à análise e valoração das pessoas com quem se envolveu na vida real e outras ficcionadas, caso da personagem Vivi Sampaio (Andréa Beltrão), de algum modo, a construção do realizador de uma suposta “mulher ideal”, melhor, “musa inspiradora”!

O personagem Carlos Rosemberg, (Gabriel Braga Nunes), inicialmente colaborador e aliado no mundo da comunicação social e posteriormente rival, também é ficcionado.

Os restantes personagens fizeram suposta e realmente parte da vida do protagonista.

 

O filme procura transmitir-nos essas variadas faces do personagem, num registo irónico, sarcástico, cómico, mesmo no lado trágico da doença e subsequente tetraplegia.

Muitas vezes galhofeiro, que supostamente esse terá sido o registo dominante na sua vida pessoal e pública!

 

O filme e o respetivo realizador, eles mesmos também objeto e sujeito de polémicas.

Trabalho que merece ser revisto, como forma de análise não só da(s) vida(s) do personagem, mas do próprio objeto artístico e documental (o filme).

 

 *******

 

Algumas notas finais não sei se propositadas, se despropositadas, mas certamente contextualizadas:

 

1ª – O ar condicionado não estava a funcionar.

No Auditório Fernando Lopes Graça, onde foi projetado o filme, não se esteve propriamente mal, embora com algum desconforto. Mas no hall do Fórum estava-se péssimo.

 

Para além do óbvio e imediato, arranjar o sistema de refrigeração, o mediato:

- Quando é que os “nossos” arquitetos, engenheiros e urbanistas estruturam as nossas cidades e edifícios, de modo a minimizarem os efeitos térmicos?!

 

2ª – Nesta 11ª Mostra não houve direito a “brinde”?!

(…) (???)

Na 10ª Mostra houvera um agradabilíssimo, refrescante e refinado beberete!

 

E com estas notas termino que o calor já aperta novamente.

 

E ainda gostaria de visualizar mais alguns filmes da “Mostra”.

Que, frise-se, tem o apoio da Embaixada do Brasil.

 

E escrever..., como noutras ocasiões.

 

 

 

 

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publicado às 09:57

Julho: Mês de Ouro no Desporto Nacional!

por Francisco Carita Mata, em 18.07.16

PARABÉNS!

Hóquei patins In. rtp.notícias.php

 

Este mês de Julho de 2016 tem sido excecional em termos de conquistas de medalhas pelos Atletas Portugueses.

 

Tem sido no Atletismo, foi no Futebol, no Surf e também no Hóquei em Patins.

E o mais que ainda virá, que ainda há campeonatos em disputa e também virão os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

 

Apesar da importância relativa das conquistas no respeitante a cada modalidade, é no referente ao futebol que a repercussão mediática é maior.

 

Mas será menos importante nas outras modalidades?

Certamente que não!

Só que o futebol  consegue agregar muitos mais interesses de toda a natureza. Movimenta muitos mais milhões. De pessoas e de capitais!

É um Desporto muito mais globalizado. Desde o futebol de rua, nos bairros mais pobres nos guetos das periferias das mais diversas cidades… até ao futebol “galático” do Real!

E ainda o futebol do sofá e da cerveja! Dos treinadores de bancada e dos apostadores…

 

Além do mais Portugal, enquanto seleção, nunca conquistara um título internacional.

E, digamos, esse título já nos era devido desde mil novecentos e sessenta e seis!

Desde o celebérrimo Mundial de Inglaterra. Há cinquenta anos!

 

Um aparte! É desde aí que advem um dos meus quiproquós, relativamente a Inglaterra. Aquele perder injusto com a seleção anfitriã… Quem não chorou com o “Pantera Negra”? Apesar de posteriormente se ter ganho à seleção da União Soviética e se ter conquistado o terceiro lugar.

Mas ficou-me sempre na memória essa perda, sentida como injusta!

 

E depois houve dois mil e quatro. Esse perder patético e grotesco.

Nos entretantos, houve outros arremessos, outras tentativas… Sempre frustradas.

Nos anos oitenta houveram aquelas cenas ridículas de Saltillo, de “… vamos lá cambada, todos à molhada…”

Havia pois muita frustração acumulada, muitos sonhos desfeitos, muitas idealizações inconsistentes…

 

Finalmente chegou o dia 10 de Julho!

 

E, agora, também no Hóquei.

Mas neste Desporto é onde Portugal mais medalhas tem conquistado! Por isso talvez também não tenha sido tão inesperado!

 

Não há condecorações que cheguem!

 

Com os Corações!

 

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publicado às 16:15


Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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