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BORGEN

por Francisco Carita Mata, em 31.01.15

LIBERDADE: Liberdade de Expressão, Liberdade de Comunicação…

 

Atualmente na televisão pública passam alguns programas de referência, que são imperdíveis.

borgen.jpg. wikipédia.

No Canal 2, pelas 22h, em dias de semana, passa uma série excepcional: BORGEN, um drama político, cujo ação decorre na Dinamarca, em que pela primeira vez uma mulher é primeira – ministra. Com desempenhos notáveis de vários atores e atrizes, retrata os meandros do Poder Político (Executivo, Legislativo e Judicial), com especial destaque ao Executivo e do 4º Poder (Comunicação Social) e o seu poderio num Regime Democrático e Ocidental.

Num contexto nacional, Dinamarca, mas integrado e integrante dum enquadramento e funcionamento à escala mundial/global.

Em contraponto e correlação, sempre, a vida pessoal das personagens e como, numa Democracia, estas situações se interligam e passam a domínio público, através da Comunicação Social.

 

Este breve esboço é reducionista das temáticas abordadas na série, que são múltiplas e variadas.

A questão da Liberdade, da Liberdade de Expressão; o papel da Mulher na sociedade e na política, particularmente em cargos de chefia; os interesses económicos condicionantes dos restantes poderes; o papel da Europa e de um pequeno país nas políticas mundiais, a importância do diálogo entre os vários agentes de decisão, … A defesa dos valores fundamentais do Ocidente, dimanados dos ideais da Revolução Francesa… Dos Direitos Humanos.

A difícil conciliação entre esfera pública e privada, de todos os intervenientes no exercício de funções e cargos em qualquer um dos quatro poderes…

Surpreende até a interligação entre o que se apresenta ficcionado e a realidade que vivemos.

O episódio da passada 5ª feira, 29 de Janeiro, foi paradigmático. Pela forma como a questão da Liberdade de Expressão foi apresentada e pelo apelo à lucidez e inteligência do espetador questionando-o sempre, quer direta quer indiretamente.

É impossível ficar-se indiferente aos temas e à forma como nos são apresentados em qualquer um dos episódios.

Convida sempre à reflexão, ao espírito crítico de quem vê! Um verdadeiro serviço prestado pela Televisão aos espetadores e à sua inteligência!

Só mesmo acompanhando!

É imperdível e até passa a uma excelente hora: 22h.

 

 

 

 

Imagem de: Wikipedia, the free encyclopedia

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publicado às 15:23

Água mole...

por Francisco Carita Mata, em 30.01.15

Água mole…

 

As ondas do mar, a dor não

Sentem, ao bater na rocha.

Se atiram como loucas

Contra as pedras, à defesa

Com tanta força e destreza

Que resistem muito poucas.

E, pouco a pouco, da rocha

Só areia: em pó e grão.

 

 

Escrito em 1982.

Publicado em II Antologia de Poesia Contemporânea, 1985.

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/antologias-de-poesia-26704

 

 

 

Foto de D.A.P.L. Água mole...

 

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publicado às 11:23

Somos Mar!

por Francisco Carita Mata, em 29.01.15

 

SOMOS MAR!

 

Trazemos em nós um Mar

Corre o mar nas nossas veias

Nos percorre, nos irriga o corpo

Os neurónios, os sentidos!

 

Nas nossas costas batem ondas

Quebram-se aos nossos pés

Marulham aos nossos ouvidos.

Sabe-nos o sangue a sal

Cheiram-nos os cabelos a maresia.

 

Há em nós o apelo do Mar

O chamamento donde proviemos

O Início de que nascemos.

 

O mar nos traça os contornos

As formas, as enseadas

As falésias, os cabos e promontórios.

Faz correr os nossos rios!

Somos um mar circulando na Terra

Somos Água, água mineralizada.

                             Água do Mar.

Dois átomos de hidrogénio

E um de oxigénio. E cloreto

                               De sódio!

                                         E…

 

Somos água principalmente

                    Percentualmente.

Quase somos água. Quase!

                 H2O + ClNa + … + …

Somos Vida. Do Mar

                            Vinda!

 

 

Escrito em 1986.

Publicado na Revista “Família Cristã”, rubrica “Lugar aos Novos”, Fev. 1988.

 

 

Foto0084.jpg Somos mar! Foto de D.A.P.L.

 

 

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publicado às 14:22

Um pouco mais…

por Francisco Carita Mata, em 28.01.15

Um pouco mais…

 

Um pouco mais além… Éramos Ases.

Um puco mais audazes… Campeões.

Mais umas palmas… Éramos Ídolos.

Um passo mais… E seria a Glória.

Um pouco mais de rasgo… Éramos Génio.

Um sopro mais… Éramos Deuses.

Um pouco mais de brilho… Éramos Estrelas.

Um pouco mais de luz… Éramos Sol.

Um pouco mais de sol… Universo.

 

Mais ambição…Éramos Poder.

Mais poderosos… Prepotentes.

Mais prepotência… Ditadores.

Um pouco mais de lume… éramos Fogo

Um pouco mais de fogo… já ardíamos.

 

Um pouco mais de água… seremos Mar.

Um pouco mais de mar… somos Amar.

Um pouco mais de’Amor, só…

Um pouco mais de’Amor.  E seremos Homens!

                                   Só um pouco mais!

 

 

 

Escrito em1986.

Publicado no Boletim da Associação Portuguesa de Poetas,Junho de 1987.

 

Foto0589.jpg. Foto de D.A.P.L.

 

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publicado às 13:18

SYRIZA e ÍCARO!

por Francisco Carita Mata, em 27.01.15

SYRIZA e ÍCARO!

 

No passado dia 24, sábado, divulgámos o poema "ÍCARO!", inspirado no correspondente mito da Grécia Antiga (1100 A.C. – 146 A.C.), mas numa desconstrução desse mito.

215px-Landon-IcarusandDaedalus.jpg

No dia 25, domingo, houve eleições na Grécia atual.

View_of_the_Acropolis_Athens_(pixinn.net).jpg

Saiu vencedor o partido SYRIZA. Uma vitória que, de algum modo, também desconstrói o tradicional dos resultados nas eleições nos diversos países europeus.

Pelo menos, por agora, SYRIZA atingiu o paradigma de ÍCARO, poema! Está “bem lá no cimo, entre nuvens”. “…Entre os seus sonhos!

Agora é preciso construir a realidade. Conseguirá SYRIZA continuar a voar, “com asas tão de cera”?!

Perdoarão os Deuses tamanha ousadia?!

Ou farão como no tradicional mito da Grécia Antiga e haverá o final de Ícaro como no mito clássico?!

 

Europa. Gustave Moreau in. pt.wikipedia.org..jpeg

 

Europa, cujo nome também deriva de um mito grego, fará aqui o papel dos Deuses. Que papel?!

Lembre-se a EUROPA, melhor, quem nela manda, que Ícaro, na realidade atual, não é um mito, não é sequer e apenas um partido, é todo um Povo, uma Nação que afundando-se levará com ela outras Nações e outros Povos. E o mito Europa desfazer-se-á, lenta(?), mas inexoravelmente.

 

Fontes:

Ícaro – Wikipédia, a enciclopédia livre

pt.wikipedia.org/wiki/Ícaro 

Grécia Antiga – Wikipédia, a enciclopédia livre

pt.wikipedia.org/wiki/Grécia_Antiga

Europa (mitologia) – Wikipédia, a enciclopédia livre

pt.wikipedia.org/wiki/Europa_(mitologia)

 

 

 

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publicado às 14:13

FACHADA

por Francisco Carita Mata, em 26.01.15

FACHADA

 

El toro se quedava solo

Solo e lejos. Mas tan cerca

 

Na paisagem de colinas rasas

Lavouras. Vinhedos. Oliveiras.

De horizontes infinitos

O touro nos impunha

A sua presença altiva.

 

Quanto mais perto… Mais imponente!

 

E entonces se podia leer

Osborne – Cherry & Brand.

 

E se pasava el toro

Que se quedava solo.

 

Olhando atrás… Se mirava

Um placard assente sobre estacas.

 

Un toro

 

Un toro… una fachada!

 

 

Escrito em 1986.

Publicado em: Boletim Cultural Nº 51 do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, Junho 1998.

 

touro osborne cherry & brand wikipédia.jpg

 

 

 

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publicado às 11:30

CAMINHADAS

por Francisco Carita Mata, em 25.01.15

 CAMINHADAS

 

Pouco a pouco, os Sonhos são quimeras

Arredados nos Caminhos percorridos em Outrora.

 

No tecido da urbe que habitamos

Os passos do presente registamos

Deixando sempre outros caminhos

Passos, ruas, por correr…

 

Entramos em casas, nunca em todas

Qu’impossível se torna estar em todas.

Saímos, fechando algumas portas

Que abertas, ficar deviam. Todas!

Mas nem sempre podem.

Vai havendo sempre novas portas

Para abrir.

Enquanto conseguimos.

E portas há que nunca abrimos

Fechadas “ab aeterno” pelos Deuses.

 

Mas cada vez mais quedados em nossas casas

Quando não no nosso quarto, já sem asas

Cada vez mais em si mesmo dados.

 

Por vezes nos achamos em becos sem saída

Ou em quartos sem janela

Nesta cidade cada vez menos construída

Para nós, Homens, vivermos nela.

 

Resta-nos rasgar paredes e, nelas

Inscrever o Sol, a Luz, o Mar de barcas – belas

O Tempo das calmarias sem procelas.

Sabendo que mais fácil é dizê-lo

Do que, todavia, será fazê-lo.

 

Marca-nos sempre ao Longe termos

O Campo Santo que a Natureza 

Povoou d’esguias árvores apontando

O Céu, o Astro, o Sol, a Vida!

 

E, enfim, os olhos descansaremos

Nessa imensidão Sem Fim, do Mundo!

 

 

Escrito em1986.

Publicado: Revista “Família Cristã”, rubrica “Lugar aos Novos”, Fev. 1987.

"A Nossa Antologia" - APP - XIII Vol. 2006 

 

Caminhadas. Foto de D.A.P.L. 2014

 

 

 

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publicado às 21:08

ÍCARO!

por Francisco Carita Mata, em 24.01.15

ÍCARO

 

Lá no alto, entre as nuvens

Ícaro, preso está.

Não perdoaram os deuses

Voos tão altos

Com asas tão de cera.

E Ícaro se quedou enredado.

 

É falso que ao mar haja caído

Espalhando-se no que seu nome tem

Por não seguir de Dédalo os conselhos.

 

Ficou somente preso entre os seus sonhos

Mas bem lá no cimo, entre nuvens.

 

 

 

 

 

Escrito 1986

Publicado:

 DN - Diário de Notícias 1987.

Anuário de Poesia – Autores Não Publicados, Editora Assírio & Alvim.

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publicado às 19:01

Adão e Eva

por Francisco Carita Mata, em 23.01.15

ADÃO e EVA

 

No Paraíso, inocentes… Adão e Eva

Estavam. Eram.

Duas crianças no Éden… da Infância.

Desconhecendo. Desconhecendo-se.

 

Não diz o mito, mas…

O que em Adão é serpente

Tentou a Eva.

E, nas crianças, fez crescer o Homem e a Mulher.

 

A Mulher – Maçã deu de seu fruto de Afrodite

Ao Homem – Adão.

E o Homem, da Mulher provou…

O fruto.

Ambos comeram da maçã… Da Árvore da Sabedoria.

Igualaram-se aos Deuses.

 

Conheceram. Conhecendo-se.

 

E o Paraíso Perdido foi… na Infância

Eternamente gratificante na Memória

Dos Homens.

 

 

Escrito em 1989.

Publicado em: Boletim Cultural Nº 47 do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, Jul. 1997.

 

 

 

Albrecht_Dürer_-_Adam_and_Eve_(Prado)_2.jpg

 

Adão e Eva (1507), pintura de Albrecht Dürer (1471 - 1528); Museu do Prado, Madrid - wikipédia, enciclopédia livre

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publicado às 16:49

ADEUS!

por Francisco Carita Mata, em 22.01.15

Adeus: A Deus

 

Nos fios do telégrafo, do telefone

Aos magotes, em fila, empoleiradas

Já se juntavam as andorinhas.

Numa chiadeira ampliada a microfone

Chegando-se umas às outras, encostadas

Quase enchiam várias linhas.

 

Linhas, tantas linhas

Percorrendo as folhas dos cadernos…

Carinhos de cuidados sempre eternos.

Caminhos de letras, a soletrar

A descobrir, a conjugar

Formando palavras, ideias

Compartilhando, trocando, vivendo a meias

Amigas, amizade, de amar.

 

E, as andorinhas sobre as linhas, a chilrear

A soletrar.

 

E, adeus disseram… palavra difícil de achar

Mais difícil de dizer.

 

Adeus… Até mais ver!

Haveremos de voltar.

 

E partiram sobre o mar.

 

Seguiam o apelo que as chamava

As chamava sobre o mar…

 

Era o cheiro das searas

O gosto de amadurar.

Era o cantar das cigarras

Pedindo largar de amarras

Necessitando voar.

 

E, ei-las a navegar!

 

Largar âncora, deixar porto

Aterrar. Chegar. Aeroporto.

Nova âncora lançar.

Dividir-se: entre o ir e o ficar.

 

Adeus. A DEUS!

 

Haveremos de voltar…

 

 

Escrito em 1987.

Publicado em: Cancioneiro Infanto-Juvenil para a Língua Portuguesa – 1º Concurso Poético – Vol. I – “ EU MORO NA MINHA MÃE” – Instituto Piaget -1990

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publicado às 17:11

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Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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