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“A Agência Clandestina” - T.2 - Ep. 10

por Francisco Carita Mata, em 17.11.16

Série Francesa

RTP2

 

“Le Bureau des Légendes

 

Episódio 20

(Final da 2ª Temporada)

 

(4ª feira – 16/11/16)

 

Ponto Prévio

 

No penúltimo episódio, apresentei uma foto de Guillaume, ameaçado de sentença mortal por soldados jihadistas. Que repito.

 

Guillaume en prison in. newsnours.com

 

Imagem que prenunciava o final da 2ª temporada da série, mais especificamente o findar do episódio vinte, último dessa segunda temporada, mas prenúncio para uma futura e terceira, que se desenrolará, provavelmente, já em 2017.

 

Cena, essa, ocorrida após Guillaume / Paul Lefebvre ter acionado a bomba direcionada sobre “Deep Bleu”, enquanto jogavam xadrez, logo após a primeira jogada de ambos, em que apenas movimentaram os correspondentes peões, em passes habituais. (Início do “gambito do rei”?)

Estas representações têm que aferir de alguma veracidade, para que a narrativa não saia descontextualizada, e a mim fez-me espécie que, tendo o jihadista ficado esquartejado, pedaços espalhados pelo pátio, Guillaume mal tivesse alguma beliscadura, conforme se viu nessa icónica imagem posterior, da ameaça de morte, por “decapitação” faseada.

Posteriormente, julgo ter entendido que o projétil estaria na caixa do jogo, no tabuleiro do xadrez, direcionado para o oponente.

Coincidências? Acaso percentual: fifty / fifty? Roleta russa? E se a jogada inicial tivesse sido diferente, em função do acaso de brancas ou pretas calharem a um ou a outro? Ou “Deep Bleu” fez batota?!

Houve vários passes que me passaram ao lado…

 

(Há uma estratégia televisiva que “aconselhava” à RTP2:

- Nestas séries apelativas, e com alguma dimensão temporal, deveriam repetir o derradeiro episódio, antes de começarem logo uma nova.

Dir-me-ão que, hoje em dia, só não revê episódios, quem não quer, mas eu não. Por preguiça, por comodismo, porque tenho mais que fazer noutras horas e, para os seriados, é aquela hora e não é outra. Noutras horas ocupo o tempo com outras funções, por ex., escrever, “endesouone”, etc., o trivial do dia-a-dia…)

 

Mas lá vamos aos entretantos, para ver se chego aos finalmentes, deixando-me de preâmbulos, que hoje não estou muito virado para a escrita, talvez porque a série vai ficar suspensa, com tudo em aberto, provavelmente porque preciso de arejar previamente e ganharei mais inspiração. E, por isso mesmo, faço uma pausa. Ponto final.

 

*******

 

De regresso à escrita.

Para acentuar que detesto esta mania dos guionistas, dos realizadores das séries, em deixarem tudo em suspenso sem terem material para dar continuidade ao enredo.

Obrigar-nos a esperar por outra temporada, que será ou não conclusiva!

Detesto. E não tenho paciência para me embrenhar logo, imediatamente, noutra série. Há que fazer uma certa pausa, estabelecer alguma distanciação, quiçá, fazer algum "luto”.

E sobre esta última palavra

 

Guillaume lançou-se nesta missão, como se fora o epílogo da fuga para a frente, em que se processou todo o seu desempenho, desde que retornou de Amã.

Errou, meteu os pés pelas mãos, ao envolver-se sentimentalmente, não despiu o fato e papel de Lefebvre e, posteriormente, foi sempre avançar de cabeça, cada vez enterrando mais o coração.

Deu no que deu, tudo indiciava que morreria igualmente, fez tudo para isso, mas ficamos suspensos até futura temporada.

Duflot foi-o questionando telefonicamente, enquanto ele se encontrava em Racqa no cumprimento da sua missão.

Estranho mundo em que as guerras parecem ser jogos eletrónicos, à distância de um clique, de uma telefonadela celular.

Duflot também nunca achou que ele fosse kamikaze. Nem queria que fosse, dados os seus conhecimentos. E a DGSE, ele próprio, todos estão aptos a perdoar-lhe.

 

O medo da sua morte iminente foi bem sentido na Agência, ele é respeitado e admirado por todos, mesmos os que sabem da sua condição de toupeira.

 

Duflot considera-o uma “lenda”, as suas ações lendárias. Afinal, o título também nos pode reportar para essa leitura.

E voltando à minha dúvida inicial, o título da série, esta também poderia ser reintitulada como “Um Agente Lendário”, porque a narrativa é muito centrada nele, ou pelo menos a minha narração.

Mas seria reducionista esse título, reconheço.

 

Marine no deserto In. tv-programme.com

 

Porque nela, narrativa, perpassam as missões de vários agentes, entre os quais Marine Loiseau, também conhecida por “Fenómeno”.

A sua “libertação”, em troca de um iraniano muito importante para o regime, preso pelos americanos, foi também um tratado. Digna de observação e nota.

Proverbial, o funcionamento daquela cabine telefónica, num posto de gasolina e abastecimento rudimentar, perdidos num deserto de nenhures, mas que lhe permitiu comunicar com a sede da Agência, em Paris, e que os seus supervisores pudessem providenciar a respetiva busca, quando ela já se dispunha a fugir novamente.

(Ganhou o “homenzinho” da bomba, que auferiu pecúlio substancial e permitir-lhe-á continuar o negócio em ambientes mais rendosos. Isto suponho eu, que o guião não diz nada sobre isso.)

Veremos Marine chegar a Paris, para um retiro isolado na Picardia, efusivamente abraçada por Marie-Jeanne, que nela tanto investimento fez.

 

Na Agência decorre um inquérito interno a todos os agentes que coabitaram com Guillaume, sobre esse mesmo relacionamento interpares, a forma como ele se processou, o que pensam do superagente, e, no fundo, para testarem se esse “toupeira” tem ramificações subterrâneas.

A deslealdade, pensou Duflot, é como uma bomba de desfragmentação, tem sempre efeitos colaterais; é como um cancro, pode haver sempre outras metástases.

 

E, na apresentação da ameaça em direto, pudemos observar outros personagens a ver.

Nem a propósito de efeitos colaterais, vimos Nadia, aflita, a chorar, agora noutro retiro, algures em França.

E, Prune, terá visto?!

 

Estou a saltar as várias fases e momentos por que passou o enredo, desde o primordial contacto entre Guillaume / Paul Lefebvre e Fatic, o suicida arrependido; a forma como Paul lidou com ele e, posteriormente, com o jornalista; a ida para o campo de refugiados (?) onde o jihadista marcou encontro, crianças a jogarem à bola, tendas das ações humanitárias; a sua chegada, numa ambulância da Cruz Vermelha (?); a entrevista “afagando o ego” a Toufik, afinal, um francês, criado na Pátria de Rousseau e Voltaire; a tecnologia de ponta que possuem, do melhor do Médio Oriente.

 

Enfim… Lembrar, ainda e também, que Duflot no “interrogatório” que foi fazendo a Guillaume, tentando dissuadi-lo da missão, ordenando que dissesse ao alemão para regressar, ainda o questionou se ele procurava “Redenção”.

 

Mas aqui e agora, quem busca redenção sou eu. Que vou terminar esta minha narração, sempre tão incompleta, enviesada, parcelar e parcial.

Que, reconheço, hoje me está a ser difícil escrever, como fora no início destes meus contares sobre esta série, de que gostei, que apreciei, embora não me tivesse sempre sido apelativo escrever sobre ela.

Agradeço a sua atenção, se conseguiu ler-me até aqui.

Obrigado!

 

(A nova série que irá começar, sobre o “roubo do comboio”, não sei se será o celebérrimo roubo de um comboio inglês, nos anos sessenta, não penso começar a vê-la, hoje, vai depender do que vier a pesquisar.

De qualquer modo, faça o favor de seguir o blogue, que tem muitos outros temas interessantes.)

 

*******

P. S. - Afinal, a série é sobre esse celebérrimo assalto ao comboio correio, Glasgow - Londres, carregado de massa e ocorrido em 1963.

Se quiser saber mais:

 Série RTP2

"Assalto ao trem"!

 

Acabei por ver e achei interessante.

 

 

 

 

 

 

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publicado às 17:31



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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