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“A Agência Clandestina” - T2 - Ep.7

por Francisco Carita Mata, em 12.11.16

Série Francesa

RTP2

 

“Le Bureau des Légendes

Episódio 17

(6ª feira – 11/11/2016)

 

Constatámos que, realmente, o encontro havido foi entre Guillaume e Nadia. Promovido e organizado por Céline, de sua iniciativa, sem ter dado conhecimento prévio aos superiores.

Atitude que lhe valeu enorme reprimenda de Debailly, que existem regras a respeitar no funcionamento das ações dos agentes, normas que a todos defendem.

Guillaume sabe muito bem do que fala, tem por demais experiência das consequências desse desrespeito. Não obstante, existe alguma ironia nessa sua advertência, inteiramente ajustada, realce-se. Partindo dele, que tem passado o seu desempenho permanentemente a atropelar as regras estabelecidas e que lhe interiorizaram.

Sistematicamente as vem infringindo, pagando caro e imolando outros inocentes, mas sempre com enorme remorso, que perpassa ao recorrente “Diário”! Confessando-se para a posteridade.

Não sei até onde irá essa culpabilização, esse arrependimento (?), talvez irreversível.

 

Nadia não esteve com meias medidas, tal o seu desespero!

“ – Tu tens que me ajudar. É um dever, não é um favor. Ameaçam-me, estão por todo o lado. O meu coração morreu. Não sabes o que é estar num pátio, à espera de ser executada. Um cano de espingarda na tua nuca. Tira-me disto!”

Ouvir o tiro e consciencializares que fora sobre ti, lembraria eu.

 

Céline haveria de dar conhecimento posterior a MAG, “Diretor dos diretores”. Sublinhou, bem realçado, sobre a importância de Nadia El-Mansour, na política do seu País. Uma voz respeitada, com crescente importância. Da perseguição que lhe é movida por Nadim, da imperiosa e urgente necessidade de a proteger e aos familiares ainda em Damasco.

 

E essa proteção, nomeadamente à própria, foi concretizada. Aguardemos como farão com os familiares.

Quanto a Nadim El-Bachir engendraram um plano maquiavélico para o neutralizar e este deixar de perseguir e atormentar Nadia.

Ideia, só podia ser, de Guillaume Debailly.

“ – Você era ótimo para ter vivido durante a Guerra Fria”, lhe disse MAG.

E sobre este subtema não me vou alongar. Ficamos mesmo numa fria de palavras sobre o assunto, mas foi interessantíssimo.

(Não perca a série!)

 

E Guillaume praticamente dirige a Agência, dado que controla, oficialmente ou por baixo do tapete, todas as missões, que envolvem os diversos agentes.

Passa literalmente a perna a Duflot, coitado (!), que gasta o tempo a vasculhar os computadores e rastrear telefones, mas se lhe turva tudo como em uma nuvem escura, sim, e de poeira do deserto.

E ainda ficará com remorsos, por andar a perseguir personagem tão santinho, tal a tanga que Debailly lhe prega.

Mas lá iremos.

 

Viajamos para Teerão, onde Marina recebe convite de Shapur para o acompanhar ao Qatar, a Doha, ao “1º simpósio sobre o futuro da água”. Realça-lhe as mordomias, para a seduzir.

Ir? Não ir?

A rapariga, apesar de muito jovem é bastante sensata, (Fenómeno!), e não foi.

 

Quem haveria de ir catar minhocas para o Qatar, foi Clément, juntamente com outra agente, a servir de isco ao jovem iraniano.

De nada lhe serviu, e vou adiantar-me na narrativa, porque se o objetivo era captar Shapur Zamani para a rede da DGSE, o alvo foi gorado.

Clément bem “namoriscou” com o rapaz, estou usando a linguagem cifrada que eles utilizam, mas não arranjou casamento. O rapaz afirmou já ser um homem casado.

E o agente francês não percebeu imediatamente o sentido da expressão, porque o moço recusou proposta tão aliciante e tão encomiástica, conforme recomendação de Marina.

Evidentemente ele já se houvera “comprometido com outra noiva”.

Foi preciso consultar o portefólio dos participantes do simpósio, quando viu Shapur a dialogar com outro personagem presente.

Socorrendo-se da jovem assistente, pediu-lhe que enviasse a foto do interlocutor para a Agência, para saber quem era.

Claro, caro/a leitor/a: é da CIA.

Bem, nós, espetadores, dispomos sempre de outros dados e deduzíramos logo que o iraniano já se havia “casado” com noiva bem mais poderosa!

Mas os personagens, não, nem desconfiam das tramas em que se envolvem.

 

Esta notícia, quando chegar a Paris, vai dar brado!

 

Marie Jeanne et Clément in. latentationculturelle.com

 

Que já deu! Que Marie-Jeanne ficou alterada quando soube, primeiro, que Clément soubera do convite a Marina, sua protegida, para ir Qatar e não lhe deu conhecimento. E quando se apercebeu que ele, a demais com assistente, se foi pespegar nas mordomias do Golfo Pérsico, virou possessa.

Valer-lhe-á o ombro amigo e paternal de Henri Duflot, que vendo-a tão desvairada, se ofereceu para a escutar.

Aguardemos. Para cúmulo, quando tomarem conhecimento da recusa do noivo, então será bomba.

Confirmarão as suspeitas, melhor, certezas, de fugas de informação, que ambos possuem.

Provavelmente, deixarão assentar a poeira, acalmar os ânimos e unir-se-ão para encontrar a toupeira.

(No campo, não posso deixar de tergiversar, a melhor hora para apanhar as toupeiras é ao raiar da madrugada, ao nascer do sol, quando elas se movimentam nos túneis em laboração, antes de se aquietarem. Ou ao início do crepúsculo, quando iniciam o seu trabalho)

 

E as “toupeiras” não param.

 

Já sabemos do trabalho que Guillaume tivera na “noite”, episódio, anterior, fornecendo informação sobre o “Caramelo”, Shapur, e que deu frutos, como vimos.

Sem ser oficialmente, controla, melhor, estraga o trabalho de Marina.

 

O seu trabalho oficial tem a ver com a neutralização do Jihadista, “Deep Bleu”, irmão de Sabrina, ex- “Madre Teresa”.

Mas para alcançar o seu objetivo, também se vale da sua condição de “toupeiro”, socorrendo-se da “toupeira”!

 

Ao chegar ao consultório de Doutora Balmes, a primeira tarefa é usar o detetor e concluir da existência do aparelho de escuta, na parte inferior do tampo da mesa.

Constatada a escuta possível, que, pelos vistos, a Doutora não se apercebera, confiara certamente no engodo de Duflot, portanto, verificando que haveria uma enorme probabilidade, quase certeza, de as suas conversas serem ouvidas na Agência, Debailly mudou de tática.

E a sua primeira informação foi escrever num papel o nome de Henri Duflot.

Seguidamente, passou a produzir um discurso oral falacioso, ainda que supostamente verdadeiro, centrando-o na sua pessoa e na família, como se fossem as suas angústias e desabafos para a psicoterapeuta.

As informações importantes foram verbalizadas por escrito, a necessidade de os americanos lhe facultarem um imã, que lhes pudesse “fornecer” um suicida para acabar com o carrasco de Raymond,  “Le Chevalier” / “Deep Bleu” / “Azraq Dakin”.

Entregou uma foto do personagem. Cujo nome não sei se é Hachem Al-Khatib.

 

Oralmente, mencionou que buscava ajuda para o namorado da filha e para enterrar ainda mais o seu ex-superior e atirar-lhe areia para os olhos, falou à psicoterapeuta das suas angústias relativamente ao pai, que ainda não tivera coragem de ir visitar e há um ano que estava em França. Porque o pai, dele não gosta, odeia-o pelo que ele faz, que o considera feio, moral e fisicamente.

Se mente ou fala verdade, não sei, se são apenas fantasias suas, ou aldrabices para enganar Duflot, ou metáforas do que realmente sente sobre si mesmo, ignoro.

Se Henri Duflot vai engolir esses “arrotos” de consciência, má consciência, acentue-se, também desconheço.

Mas terá ficado a sentir-se culpabilizado por andar a espiolhar e desconfiar de tão adorado santinho. Isso certamente.

Veremos no que vai dar tal choraminguice.

Ou se Duflot, aparentemente sempre meio ensonado, não se deixa enganar, que também é raposa velha.

 

Quando à Doutora não perdeu tempo. E foi dar conhecimento das novidades, numa clínica de fisioterapia ou ginásio.

Cassidy achou de pouca monta, tê-lo feito deslocar-se, mas após terem mandado sair a fisioterapeuta, ela mostrou-lhe a foto do aparelho de escuta.

Perante essa desconfiança face à toupeira, resolveu Cassidy libertá-la dessa função no contexto em que a vinha exercendo, fornecendo-lhe um cartão dourado para ela sair do País, sem dar nas vistas.

Veremos para onde a enviarão?!

 

E, para finalizar, sintetizo que Guillaume, com a ajuda oculta dos americanos, conseguiu providenciar um imã, que já tem um suicida preparado.

E, neste toque do enredo, não posso deixar de me lembrar de “El Príncipe”!

 

E, ainda… E, na Agência, quando tudo se souber, rebentará também alguma bomba suicida?!

 

E, deixo-me ficar.

Ainda faltam três episódios para o findar desta segunda temporada.

 

 

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publicado às 13:34



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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