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“A Herança” – Série Dinamarquesa - 7º Episódio

por Francisco Carita Mata, em 12.03.16

“Arvingerne” / “The Legacy”

 

A Herança

(11/03/16 – 6ª Feira)

 

No Tribunal In.gentofte.lokalavisen.dk.jpg

 

As Audiências no Tribunal de Svendorg

 

E chegou o Julgamento!

Acontecimento mediático, com jornalistas à porta do tribunal, repórteres, TVs e rádios, que esta família, o facto de ser a herança de Veronica e o tipo de situações que envolve, brigas entre irmãos, chama a curiosidade pública e mediática.

 

Este julgamento tem o objetivo de verificar a validade do testamento que Veronica Gronnengaard redigiu a favor de Signe Larsen.

O queixoso é Frederik Gronnengaard.” Foi declarado, na abertura da 1ª audiência.

 

E vou narrar, dos acontecimentos, apenas alguns factos essenciais.

 

A Casa é para si, Signe!” A partir do documento assinado por Veronika, “testamento em leito de morte”, em 24 de Dezembro de 2013.

“Gronnegaard é sua!” E estas frases proferidas como sentença, pelo Juiz, no final do julgamento, dão-nos o respetivo veredicto.

Mas foi interessante verificar a sensação de vazio que perpassou em todos, muito especialmente em Signe.

“Eu gostava de ficar sozinha”, disse para o namorado.

 

E sozinha ficou, que dos irmãos, que já a haviam abandonado há muitos anos, apenas Emil dela guardara lembranças e a estimara, mesmo este lhe arremessou:

- “Nunca mais nos contactes!”

E a família a que sempre pertenceu, que a criou e amou, também se desfez.

“Não há mais nada a dizer!”, disse Lise para John. “É melhor arrumares as tuas coisas. Quero-te fora de casa, esta tarde.”

 

E foi esta solidão e vazio, esvaziamento de almas, que se sentiu no final do julgamento e episódio. Em todos os protagonistas. (Até eu próprio senti isso, curiosamente!)

 

Frederik, que sempre supusera ganhar facilmente a causa, afinal é um advogado inteligente, esperto e experiente; afamado, rico e poderoso; capaz até de influenciar, condicionar e manipular notícias; de estruturar toda uma defesa, com base em falácias sucessivas, que, supostamente, e tudo dava a entender que sim, que conseguiria puxar o resultado para o seu lado...

Pois Frederik perdeu a causa.

Perdeu, primeiro, a frieza cínica, quando leu a carta da mãe, datada de 30 de Junho de 2011, dirigida ao advogado Ole, em que esta declarava Signe como herdeira do tão famigerado Solar! Afinal a mãe não estava fora da razão, quando assinara o documento de 2013, nem John andara a pressioná-la. Fora a Mãe, sentindo-se frustrada, talvez culpabilizada por não ter criado Signe, que a queria compensar.

Ele que baseara toda a sua ação jurídica, no sentido de rasteirar John, treinador de andebol, no pressuposto de que ele manipulara e obrigara a Mãe, a dar a Casa à filha de ambos. Só que o treinador tinha uma arma de ataque à baliza do adversário. A célebre carta, que caiu que nem bomba no tribunal, estilhaçando todas as jarras e todas as flores.

 

jarra de flores in. downvids.net.jpg

 

E Frederik não soube perder. E, após o veredicto, ainda disse qualquer coisa ofensiva a Signe, como aliás em todo o julgamento, pois só se baseara em mentiras.

E, esta, que passara ambas as audiências a ouvir as mentiras do irmão e da irmã, não se conteve.

Exaltada, exasperada, atirou-lhe uma tremenda bojarda que o deixou completamente KO e desvairado. Que o Pai dele, Carl, era homossexual e que fora ele que abalara para a Califórnia, com outro homem e não Veronika que o expulsara.

(As palavras exatas não terão sido precisamente estas, mas a ideia base foi.)

E proferidas como arma de arremesso tiveram enorme impacto em todos os presentes, nomeada e muito especialmente em Frederik, que, perdendo completamente as estribeiras, saiu desvairado do tribunal e de cena.

 

Convém dizer que ainda retirou a queixa, cena que não vimos, mas de que o Senhor Doutor Juiz nos informou, antes de declarar o veredicto, em que anunciava que a Casa, o Solar Gronnegaard, era pertença de Signe Larsen.

 

Solar, aonde, no final do episódio, veríamos chegar Frederik, a pé, desencabelado, desgrenhado, encaminhando-se para o célebre palheiro, onde ele encontrara o Pai enforcado na trave mestra.

(Afinal, e reportando para um caso mediático de que recentemente se tem abusado tanto na “faladura”, não é só no Alentejo que os desesperados se enforcam, parafraseando Régio!)

 

E, ainda, antes de findar esta narração, como sempre lacunar, parcelar, pessoal e enviesada, quero citar palavras de Gro Gronnengaard, para o seu amante Robert, no final do primeiro dia de audiência.

“ – É uma loucura estar ali em exposição, a olhar para a minha própria vida!”

 

E esta frase proverbial aplicar-se- ia a todos os protagonistas!

 

E não pode faltar a “sentença” moral, a moralidade.

 

Não teria sido melhor que os intervenientes tivessem chegado a acordo, a consenso entre eles e tivessem partilhado todos, tudo o que tinham?!

Que tivessem sido Altruístas?!

Nesse aspeto, só Signe teve esta qualidade, este sentimento, perfilhou este Valor: Altruísmo. Só ela apresentou uma proposta em que todos compartilhavam tudo, dividindo e não querendo tudo para si.

Sim, porque Frederik queria a Casa, dispensava as “Obras Artísticas”, para serem vendidas, que não lhes tinha valor estimativo e lucrarem. Dividindo o dinheiro. Dando ao irmão Emil, de que sabia até o valor exato que a Mãe lhe mandara para a Tailândia, dando à irmã Gro e omitindo completamente Signe, que não considerava sequer irmã, nem da família.

Emil, o que queria era dinheiro líquido, “Money! Money!”, para esturrar na Tailândia e pagar à respetiva máfia, a que pedira emprestado para “comprar uma ponte!”, e continuar “o seu estilo de vida”!

Gro, com a célebre Fundação, de que a Matriarca nunca assinara os papéis, sobre que ela falsificara a assinatura, acabava por querer tudo para ela e para as suas “Altas Culturas”. De facto, os irmãos acabavam por ser deserdados.

Todos eles se aproveitavam da “ingénua” Signe, como Frederik a categorizou.

 

De facto foi ela a única que equacionou uma proposta, contemplando todos como irmãos e nela incluindo também Thomas. Que podia ficar na sua “Cabana do Pai Tomás”!

E, lá vai a Moralidade: importância dos Consensos, dos Acordos, de que tanto tenho falado.

 

E, sobre o sétimo episódio, tenho dito! Que muito ainda fica por dizer...

Vamos ver como se vão desenvencilhar todos e cada um com a solução encontrada!

 

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publicado às 16:03



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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