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“A Herança” – Série Dinamarquesa - T 2 – Ep. 7 - (17º Episódio)

por Francisco Carita Mata, em 29.03.16

Arvingerne” / “The Legacy

 (28/03/16 – 2ª Feira, de Páscoa)

 

Pela boca morre o “Peixe” ou como Gro não conseguiu fazer render o dito.

Nem ver os seus dotes artísticos reconhecidos pelos irmãos!

 

Em episódios anteriores, Gro fora fazendo dinheiro à custa de parciais “falsificações” das peças da Mãe.

“Falsificações”, apenas parcialmente, porque todas aquelas peças tinham sido produzidas, ainda que isoladamente, por Veronika. Gro limitou-se a juntá-las, enquadrando-as numa certa perspetiva pessoal, soltando, de certo modo, a sua própria veia de artista. E, ninguém como ela trabalhara tão de perto com a mãe, presenciando o seu processo criativo. Nada do que ela fez foi virgem no contexto da Arte, que esse comportamento foi ato corrente entre os Clássicos e mesmo com outros artistas, de que Salvador Dali é um exemplo paradigmático.

De outras peças produziu mais que um exemplar, que vendeu para diferentes países. E foi sempre por uma boa causa: obter dinheiro para conseguir libertar o irmão Emil, do presídio no paraíso tailandês.

Ao todo, terão sido quatro, as supostas falsificações.

 

E vem este assunto a propósito, porque Emil e Frederik, também já a viver no Solar, se puseram a esgaravatar no celeiro onde funcionava a arrecadação das peças sobresselentes da Artista, todos os restos de coleção e, a partir, precisamente das peças isoladas que foram encontrando, intuíram que a célebre Obra-Prima, intitulada latinamente “Corpus”, fora afinal fabricada postumamente à morte de Veronika e, portanto, falsificada. Por Gro.

Disso deram conhecimento a Signe, sempre acompanhada por Melody, e ficaram os três muito apreensivos, preparando-se para enfrentarem Gro, mal ela chegasse, o que não tardaria. Melody, cada vez mais da Família, que Isa, a mãe biológica, terá abalado de vez e o pai Tomás está preso a uma cama de hospital, paralisado, sem se conseguir mexer, e a alimentar-se por uma sonda. Melody, repito, limitou-se a chorar, mas de fome que, de legislação artística não percebe nada, e fomita e algum desleixo, apesar de tantos cuidadores, que até Frederik dela cuida, é do que ela padece, de falta de cuidados parentais, apesar de tantos pais e mães adotivas.

 

E Gro chegou ao local do crime. Melhor, ao lugar ou palco das suas encenações artísticas.

Confrontada pelos irmãos, primeiramente negou, mas acabou por confessar, que a sua expressão facial foi logo uma revelação. Justificou-se com a libertação de Emil, acusou Frederik de quase a ter morto. (...)

Mais uma vez estão nas mãos de Signe, que não quer ser envolvida, nem acusada de falsária. Que até já vendera essa célebre Obra-Prima ao sapientíssimo Kim. Com o dinheiro obtido, investira novamente na agricultura: o seu Sonho. (Mas ela tem lá direito a sonhar, com aqueles irmãos de permeio? Só pesadelos!)

Através de Leone, sua advogada, diligenciou para que Kim lhe vendesse novamente a Obra, oferecendo-lhe mais dinheiro.

Mas é evidente que o especialista não quis. Com essa Obra única na sua posse, na sua Fundação, vai lá agora desfazer-se dela, nem pensar!

 

E Signe fica entre a espada e a parede.

Irá ela denunciar a meia-irmã ou não?

O que acha, caríssima leitora e caríssimo leitor?!

 

Façamos um hiato.

Como já constatámos, Frederik também assentou arraiais na Casa.

Separado da mulher, Solveig, que o abandonou, deduzo que já se terão divorciado também, perdeu a custódia dos filhos.

Mas neste episódio assistimos à visita de Villads e Hannah, ao pai, Frederik, acompanhados da mãe que os trouxe.

Encontro muito desejado, mas igualmente algo constrangedor para todos. Esse constrangimento observou-se muito especialmente no miúdo e na mãe, que, entretanto, após ter entrosado o filho nas brincadeiras do pai e do tio Emil, se ausentou, regressando ao final da tarde a buscá-los.

Emil faz habitualmente bem estas interligações, dadas as suas caraterísticas pessoais. Frederik revela sempre alguma tensão. Brincaram à “Casa na Árvore”, como já faziam em crianças com o progenitor, Carl Gronnegaard.

 

Vieram encontrar os elementos do núcleo principal da Família, na situação constrangedora da falsificação das obras de arte, como sabemos.

Mas se alguém se apercebeu teria sido, talvez, e friso, talvez, a rapariga, Hannah, que foi à arrecadação, a ver da tia Gro, andava esta naquela azáfama de esconder o “Peixe”.

Mas a miúda estava principalmente preocupada com a saúde mental do pai.

 

E, pós este excerto, voltamos à hipotética ação de denúncia de Gro, por parte de Signe.

 

É evidente que esta não vai denunciar a irmã, irmã, ainda que só pela metade materna.

Só que, e mais uma vez, diz que não a quer na sua cave a vasculhar as coisas dela!

O que acham, Gro irá nessa?!

 

Fazem mais um pacto familiar, encobrindo as falcatruas de Gro.

(E questiono, em futuros episódios, quiçá na terceira temporada, serão elas descobertas?

Robert também sabe e foi colaborante ativo. E Leone, sabe? Thomas também praticamente sabe, mas também coadjuvou ao confirmar verbalmente que vira Veronika a trabalhar na aclamada Obra-Prima! E o pai Tomás está numa situação tão periclitante!)

 

Está uma equipa constituída, de sete elementos. Não sei para que modalidade desportiva dará. Andebol?

A propósito, de John não me pareceu saber nada neste 17º episódio; de Andreas também não e Martin ficou estatelado no chão com o murro de John e, provavelmente, nunca mais se levantou.

 

E para completarem a falsidade e serem todos co-autores, Emil e Frederik entretiveram-se a reconstituir a Obra, a fotografá-la e a desenharem os respetivos esboços, em papel da época e com os lápis da Mãe, para serem formal e devidamente entregues ao grande especialista Kim, que fazia questão de os ter, para acompanharem documentalmente a peça, certificando-a ainda mais e atribuindo-lhe ainda maior valor comercial e artístico.

“Et, voilá! C’est fait le Chef-d’oeuvre!”

 

Contemplando Obras no Aterro in. pinterest.com

 

Mas os irmãos, Emil e Frederik, bem como Signe, não queriam compactuar com os procedimentos de Gro. E, para evitarem futuras tentações, resolveram desfazer-se do material restante na arrecadação, restos de coleção, levando-os para um aterro sanitário.

(Daqui a séculos, futuras civilizações, com sistemas ultra especialíssimos, que atualmente nem vislumbramos, descobri-los-ão soterrados e ficarão intrigadíssimas com tais obras de arte!)

Por enquanto, apenas vemos os quatro irmãos, acompanhados de Melody, também considerada irmã, ao colo de Signe, mãe subsituta, a contemplarem os restos da coleção, no fundo do aterro.

E, a regressarem, juntos novamente, ao Solar!

“O Grupo dos Cinco - A Família Gronnegaard!”

Final de Temporada?

Inferência para a terceira?!

 

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publicado às 17:22



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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