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“A Herança” – Série Dinamarquesa T 2 – Ep. 3 (13º Episódio)

por Francisco Carita Mata, em 22.03.16

“Arvingerne” / “The Legacy

the legacy in. theeurotvplace.com

 

 (21/03/16 – 2ª Feira)

 

O episódio de ontem foi dramático e assustador.

 

Porque as condições daqueles prisioneiros são inumanas, terríficas. E, neste ponto, julgo que os guionistas também pretendem acentuar uma questão de denúncia, de uma clara e aviltante violação dos Direitos Humanos.

 

Também foi aterrador aquele excerto em que Frederik se lançou à irmã e quase a estrangulou.

Já antes fora assustadora a sua atitude com o procurador e o advogado, quando naquela reunião, enquadrada numa receção aparentemente cheia de nove horas, mas apenas de pura hipocrisia e falsidade, Frederik se passara, perante a verdadeira chantagem, disfarçada de lábia cheia de finura, em que o procurador procurava extorquir, disfarçadamente, mais dinheiro. Realmente seria difícil manter a calma, para mais para Frederik sempre destrambelhado.

Já anteriormente manifestara esse destrambelho, na visita ao irmão. (E em que condições se processam aquelas visitas!)

E eu que supusera que a leitura daquelas trocas de mensagens ente Emil e Solveig não o haviam perturbado. Que nada! Resolvera ir à Tailândia precisamente para se vingar!

 

Mas sendo inteligente como é e também profundamente apegado aos irmãos, especialmente aquele irmão, Emil, a quem o Pai, Carl, recomendara que o protegesse, em sua substituição, antes de se suicidar.

Todas estas situações marcam tragicamente Frederik, o perturbam, tornando-o um perigo para si mesmo, mais ainda para os outros que o rodeiam, como se viu.

(Neste ator, igualmente para os outros, realce-se o extraordinário desempenho do personagem, pessoa em permanente tensão.

Transparece nele, personagem, um forte recalcamento de pulsões primitivas. Que o ator muito bem evidencia.)

Mas, arrependido, tenso e perturbado como sempre, resolveu ir procurar o Governador, certamente daquela Província, sabendo que ele desenvolvia uma luta contra a corrupção, nomeadamente no respeitante ao Procurador e à Polícia.

E, interrompendo uma sua visita a uma Escola, arriscando-se a ser também preso ou mesmo morto, arrojou-se aos seus pés, tal qual faziam os antigos suplicantes em tempos ancestrais na nossa cultura ocidental, antes da constituição dos Estados de Direito e da consagração dos Direitos Humanos. E lhe rogou insistente e emotivamente que se dignasse ler o relatório que apresentava sobre o “julgamento” e prisão do irmão Emil.

E o Procurador leu e levou consigo para ler com mais atenção.

E, ao outro dia, o advogado, surpreendidíssimo, os informou que o procurador alterara a decisão judicial e que Emil seria libertado no dia seguinte, que podiam ir buscá-lo.

 

E foi Gro. Frederik não se atreveu!

 

E, nos entretantos, como correram as situações no Reino da Dinamarca?!

 

Bem e mal!

 

Bem, porque Signe lá vai dando conta do recado de agricultora.

Também diria que ainda dá em artista, tem veia de Veronika. Observe-se aquela instalação dos espantalhos nos campos de cânhamo. Num determinado campo visual e num certo contexto, pode ser considerada uma verdadeira “instalação artística”! Tal Mãe, tal filha! (Filha fica com letra minúscula, porque, artisticamente, Signe ainda não se compara com Veronika!)

Cumulativamente, a avaliação da Obra que ela adquirira foi um verdadeiro sucesso.

Para mais estando ela própria lá representada.

Todos ficaram agradavelmente surpreendidos com o impacto forte da peça.

“Pode mesmo ser a Obra-Prima dela!” Afirmou Kim.

A avaliadora valorizou-a de pelo menos novecentas mil coroas!

“Fizeste um negócio da China!”, lhe disse a advogada, Leone.

Também de amores as coisas estão a encaminhar-se bem e poderiam ter ido melhor.

Não fora...

 

Então o que correu mal?!

Estava Signe numa boa com o pretendente, julgo que se chama Martin, mas não tenho a certeza, quando chegou um intruso, indesejado.

Henrik, pai de Isa, veio com a própria, buscar a neta Melody e, apesar dos esforços de Signe e de Thomas, entretanto chegado, aquele conseguiu levá-la, melhor, roubá-la, para ser educada em família “normal”!

 

E por aqui ficamos. Que sobre normalidade e patologia há milhares de páginas escritas.

 

(Para mais informações:Ep. 12)

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publicado às 13:19



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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