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“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódios 2, 3 e 4

por Francisco Carita Mata, em 03.03.17

Série Francesa

RTP2

Episódios Globais 34, 35, 36

(28/02 e 01 e 02 de Março 2017 – 3ª, 4ª e 5ª feira)

carmen e alain in. pinterest.com

 

Carmen vem assumindo cada vez mais protagonismo. Tem sido ela quem confronta e mais se opõe diretamente à tia.

Tendo apontado a arma a Sandra, na realidade, não a disparou. Ou porque não conseguiria, nunca o fez anteriormente, ou porque não é esse o caminho por que pretende enveredar, apesar de ter oferecido todo aquele dinheirame aos assassinos, Tony e Manu.

Ou porque o guionista da série nos quer direcionar num outro sentido na narrativa.

 

Tony e Manu estão aliados, estrategicamente, a Sandra e vice-versa. Mas projetam eliminar-se reciprocamente.

Por sua vez, a Mafiosa também se juntou ao tio Orso Paoli, com o objetivo principal de este a ajudar na erradicação definitiva dos compinchas criminosos.

Estão todos taticamente unidos no projeto comum de conseguirem “comprar” o passivo da empresa de Lívia, os ferries Tavera, tomando assim conta desta firma e, de certo modo, enveredarem por negócios mais claros e legais!

 

Como o dinheiro de que dispõem não é suficiente, mesmo após os dois compinchas terem vendido todos os “negócios” legais que têm na Córsega, unem-se num golpe, um assalto a uma Caixa de Fundos, julgo que em Paris ou Marselha, que não sei bem.

Neste golpe, habitual e já planeado por Orso e filhos, a eles se juntaram os “capangas” de Sandra, por sua exigência.

O assalto não correu mal, se é correto ver o assunto nessa perspetiva.

Houve tiros, cena policial ou “coboiesca”, à americana. Um dos filhos de Orso foi salvo por Tony, que assim ficou credor e, nestas cenas se geram laços, apesar de estarem todos uns contra os outros, prontos para se matarem à mínima oportunidade.

Arrecadaram dez milhões, que guardaram numa garagem de Christelle, num anexo de um complexo habitacional.

 

A polícia, que nesta temporada já parece estar mais “desperta” e que os tem todos vigiados, alertada pelas notícias, imagens guardadas e escutas telefónicas, prendeu a trupe na totalidade, a chefona incluída.

 

Nos interrogatórios subsequentes, todos eles se fizeram de parvos, mas há sempre um elo mais fraco, algo que lhes escapa.

Um dos filhos, o que conduziu a carrinha na ida e volta, tinha uma chave suspeita.

Vai-se a ver, era da garagem da irmã.

E aí, valeu o faro do comandante da polícia, Thomas. Seria descoberto um malão a abarrotar de maços de notas! Do assalto realizado no continente.

Pierre Marie Paolli reclamou a posse do dinheiro e, em princípio, pagará ele vinte anos por esse assalto.

 

Ficaram, deste modo, de mãos a abanar.

 

A polícia judiciária, protagonizada por dois comissários, Alain e Thomas, está mais atuante.

Para o processo em causa, também protagoniza um Juiz de instrução.

Thomas, para quem a suprema satisfação seria que eles, os criminosos, se matassem todos e nesse sentido tem agido, sempre que pode, trabalhou, (ou trapalhou?) algumas vezes de forma pouco convencional, ilegal até, e com o Juiz tem sido incorreto, frise-se, ultrapassando e ignorando as respetivas diretivas e ordens.

Por um acumular de situações, verá o caso ser-lhes retirado e transferido para a “gendarmerie”!

Num ato de transgressão, ou de paranoia, que parece ir possuindo aquela gente toda, não esteve com meias medidas, bêbedo, rouba o carrão de Tony, leva-o para um descampado e pega-lhe fogo, tal e qual como os criminosos usam e abusam.

Quererá, certamente, lançar mais achas para a fogueira e colocá-los ainda mais uns contra os outros, como tem sido a sua estratégia. Deixá-los matar-se entre si.

 

Mas estou a deixar de lado o fulcro da narrativa nestes episódios e temporada: os ferries Tavera e a luta pela conquista do respetivo controlo, através da compra da dívida de sessenta milhões.

Lívia recebe ofertas do grupo de Sandra, através do respetivo advogado, contratado para fazer como os três macaquinhos.

Que Lívia rejeita, que não quer nada com a mafiosa.

E também do grupo dos nacionalistas, que fomentam uma greve, como chantagem, e que mais ainda arruína a firma. Que ela também recusa, que não os quer na direção da empresa.

Procura financiamento externo, consegue-o e realiza um contrato com um estrangeiro, Freeman, na presença de Carmen, que Lívia puxa para trabalhar com ela.

Mas Freeman será ameaçado de morte por encapuçados, os capangas de Sandra, que lhe partem o carro.

 

Lívia não desiste, busca soluções e será Carmen, cada vez mais próxima da “madrasta”, que lhe dará uma deixa, supostamente a pensar que assim dissuadiria a tia.

Lívia fá-la sua legatária universal.

Desta situação a jovem vai dar conhecimento à tia, enfrentando-a novamente e na presença do advogado dos macaquinhos!

“- Se queres ficar com a empresa é à tua sobrinha que a tens que arrancar!”

 

mafiosa in. pinterest.com

 

Desiste Sandra?!

Nem pensar!

Menos ainda Tony e Manu. Mais o primeiro, que é uma autêntica hiena, (desculpem-me as ditas), sempre à procura de carne mortiça e dinheiro.

 

E decidem os três atemorizar, mais ainda, Lívia. Com recomendação de Sandra, que Carmen não assistisse.

 

Bomba colocada no carro da empresária, morta esta, Carmen quase indo também desta para melhor, não fossem os escrúpulos e remorsos de Manu, que até se confessara antes e que, por isso, acionou a bomba antes da moça entrar no veículo.

(Esta gente é também dada a religiosidades, Sandra, inclusive.)

 

Carmen foi hospitalizada, inconsciente e assim permaneceu algum tempo.

A tia foi visitá-la, ainda ela a dormir, e até o polícia Alain, que agora liberto da investigação, se deu ao incómodo de fazer uma visita à jovem, agora, herdeira universal de Lívia.

Seria ele que a moça viu logo que acordou.

Seria ele que a rapariga chamaria, quando ao regressar para casa, na primeira noite sozinha, sentiu alguma apreensão.

Haveremos daqui rimance?!

 

Nesta temporada o romance tem prosseguido por caminhos improváveis, para além de Tony e Saudade, que já tem mais que saudades dos tempos de solteira (!); Manu e Christelle reataram, apesar de mudar o ator e até Sandra tem protagonizado uma verdadeira peça de teatro com uma siciliana! Sem contar com o comandante da polícia, Thomas, que vive numa rulote no parque de campismo e se dedica a incendiar carros e provavelmente também foi ele que “atuou” na casa de Saudade e Tony, quando este esteve preso!

 

No funeral de Lívia, Carmen desempenha papel de destaque. É a herdeira. Não só de bens patrimoniais, mas de todo um legado imaterial, duma vontade, de um modo de vida.

Encarou o Juiz: “Está satisfeito?!”

Recebeu oferta dos nacionalistas para “entrarem” nos ferries.

 

Passou pelo porto, observando os cartazes dos grevistas.

Foi para a empresa, para o lugar da madrasta.

Recebeu telefonema da tia e, contrariamente ao que fizera até aí, atendeu-a.

Marcaram encontro.

Conversaram, mas não acordaram.

 

“- Já não tenho mão. Não sou eu que mando. É o sistema!”, respondeu Sandra, perante a acusação da sobrinha de que ela nunca assumia as respetivas culpas.

 

Mais tarde, após o incêndio do carro executado pelo comandante Thomas, vê-la-íamos a telefonar ao chefe dos nacionalistas, Paul Bonafedi, a dizer-lhe que quer fazer acordo!

 

 http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/gomorra-serie-rtp2

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publicado às 19:51



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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