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A Morte ronda-me a porta

por Francisco Carita Mata, em 15.03.15

Continuo a divulgar poesia publicada em Antologias.

II Antologia Poesia Contemporânea.jpg

 

 

 

A Morte ronda-me a porta

                        Thánatos

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Nascem-me raízes nos pés

O pensamento me gela

Do mastro até ao convés

Vou-me chegando até Ela.

 

Caminhando em três pernas

Vou-me arrastando a custo

Ouvindo as vozes mais ternas

Dos anjos pregando-me susto.

 

No coração corre-me a terra

De que nasci e a que pertenço.

Ao andar, subo uma serra.

 

Curvado, de espinha torta

A serra da vida venço.

Mas a Morte ronda-me a porta.

 

 

 

 

Escrito em 1983.

Publicado em II Antologia de Poesia Contemporânea, 1985.

ver também: http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/agua-mole-21360

 Imagem de "Thánatos", in wikipédia.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:59



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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