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A VER!

por Francisco Carita Mata, em 02.02.15

Nesta análise iniciada sobre alguns programas televisivos de canais generalistas não posso deixar de mencionar também o concurso “Quem Quer ser Milionário”, na RTP1 e a novela “Lado a Lado”, na SIC.

 

Quem Quer Ser Milionário?”

quemquersermilionario. in: www.espalhafactos.com/

Este concurso que é apresentado de 3ª a 6ª feira, atualmente cerca das 22h / 23h, por Manuela Moura Guedes, põe à prova a cultura geral dos concorrentes que a isso se submetem, na perspetiva de auferirem cem mil euros, o que, até ao momento nesta série, apenas um indivíduo conseguiu. Episódio a que não assisti.

 

Já não é a primeira edição deste conhecido concurso internacional, que foi apresentado por outros profissionais de nomeada da RTP, mas penso, sem desprimor por ninguém, que a atual apresentadora é a que, até agora, mais apelativo tem tornado o programa, nomeadamente pela forma cativante como consegue envolver os participantes, procurando geralmente “pô-los à vontade” e ir mantendo o suspense e doseando a tensão face às respostas e ao seu grau de certeza/incerteza… Por vezes, até muito subtilmente, propositada ou involuntariamente, ajudando-os…? Ou é apenas impressão minha?

É um programa de que sou fã.

Slumdog Millionaire Poster.jpg - wikipédia

Para quem gostar de aprofundar esta temática é imprescindível a visualização do conhecido filme britânico, de 2008,  “Slumdog Millionaire” / “Quem quer ser Bilionário”, realizado por Danny Boyle e baseado no livro de Vikas Swarap, também de leitura muito interessante.

livro quem quer ser milionário - in: LeYa online

 

Então, “mãos à obra”! Que, é como quem diz, olhos e cabeça na TV, no DVD e Biblioteca!

 

 

"Lado a Lado"

Lado a  Lado logotipo wikipédia

Sobre esta novela de época, que passa na SIC perto da meia-noite, aos dias de semana e às 23 horas, nos sábados, o reparo a fazer é a hora tardia a que é transmitida.

Pelas temáticas abordadas, pelas excelentes interpretações deveria passar a horas mais convidativas.

 

A ação decorre no dealbar do século XX (1904 - 1910), no Rio de Janeiro, à data, capital do Brasil.

Num Brasil republicano recentemente saído do Império (1889) e que abolira a escravatura em 1888.

No enredo da peça se entrelaçam personagens ainda pertencentes, melhor dizendo, defensoras da Antiga Ordem Imperial e outras que procuram e afirmam os novos Valores da Modernidade do século XX, iniciado apenas há uma dezena de anos, uma criança, diga-se…

 

Nesta novela, os papéis marcantes são, de facto, os femininos. As personagens femininas não só pelos temas que defendem, mas pelo seu desempenho, são as mais fortes e as que têm maior relevância. E é a primeira novela em que um par negro tem um dos papéis principais, sendo que no elenco os negros desempenham papéis muito importantes. A luta dos negros e das mulheres são duas das tramas principais do enredo.

Questões e Valores como Liberdade, Igualdade, Fraternidade; reconhecimento dos Direitos Humanos mais básicos - Direitos Civis (por ex. direito a entrar num Café...), que ainda que consignados na Constituição não eram reconhecidos e aceites pela Sociedade; Direitos Políticos (direito de voto de que mulheres estavam excluídas bem como analfabetos, ou seja quase toda a população...); Direito à Educação... Direito ao Trabalho... Direito à Habitação... Direito ao Amor...  Direito "ao Pão nosso de cada dia", que faltava na mesa, nomeadamente das crianças, que também têm desempenhos adoráveis! (...)  (...)

Todas estas temáticas e Valores, para além de outras, hoje comummente aceites e consignadas na Lei perpassam e são abordadas na trama da novela.

 

E todos estes assuntos mencionados e outros, nomeadamente preconceitos raciais e sociais, que passado um século aparentemente estariam desbloqueados, muitos ainda estarão bem presentes na sociedade (brasileira e não só)!

 

A ver!

Patricia Pillar, 2012.jpg. in: wikipédia

 

 

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publicado às 18:12



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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