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Antologia da APP – Associação Portuguesa de Poetas (I)

por Francisco Carita Mata, em 02.12.16

“A Nossa Antologia”

XX Volume - 2016

(57 Autores)

Editor: Euedito

 

Introdução:

Conforme prometido, irei divulgando, no blogue, poesias dos vários antologiados, à medida que for tendo oportunidade, conforme fiz com a XIII Antologia do Círculo Nacional D'Arte e Poesia - CNAP, 2015.

Alguns poetas e poetisas, que figuram na Antologia da APP, já constam do blogue, no contexto da Antologia do CNAP, a saber:

João Francisco da Silva

José Branquinho

Rosa Redondo

Virgínia Branco.

 

Ainda na Introdução à XX Antologia da APP, mencionar que o Prefácio é da Autoria de João Coelho dos Santos. Como o próprio refere, uma forma “original” de elaboração.

 

Frutos de Outono I 2015. Foto original DAPL jpg

 

Neste 1º conjunto de Poesias, divulgarei de:

Aires Plácido, Aline Rocha, Ana Matias e Ana Silvestre.

 

*******

AIRES PLÁCIDO

 

“VELHOS”

 

“Vão ao baile, vão dançar

Quem em novo dança bem...

Aperaltados lá vão

Dos sessenta e tal aos cem.

 

E depois na leitaria

Dá gosto vê-los!,

Riem muito e namoram

Falam pelos cotovelos.

 

Ainda bem é viver

A vida quer-se risonha,

A vida sem um sorriso

Tropeça, tomba tristonha.

 

Vão ao baile, vão dançar

Dançar é como se fosse...

Caísse do céu madura

Na boquinha pera doce.

 

Fazem bem, a vida

Que triste é ver alguém,

Esperar que a morte venha

Em casa e sem ninguém.

 

Vão ao baile, sejam felizes

E namorem..., pois então!

Esta vida são dois dias

E às vezes nem dois são.

 

Velhos?- Palerma!

Quem dia a dia dança,

(Que bela atitude!)

Ri e muito namora...

Tem eterna juventude.”

 

*******

ALINE ROCHA

 

“VALSA DA VIDA”

 

“Dançámos a longa valsa da vida

ao som e ao ritmo da nossa idade

deslizando em passos ou corrida

numa sala chamada de saudade

 

A música, por nós dois era sentida

com o fervor da nossa mocidade

em meus braços uma rosa florida

fruto dessa dança da liberdade

 

Resta-nos viver da recordação

que convida ao beijo e ao abraço

choram nossos olhos de emoção

lágrimas vagarosas de cansaço

 

Fiz este poema para recordar

o que o nosso coração não esqueceu

por certo, não conseguimos valsar

mas o meu amor será sempre teu”

 

*******

 

ANA MATIAS

 

“TU E EU”

 

“Nas densas florestas

De ti

Quero entender...

O semblante,

Do teu ser...

 

Nessas escuras veredas

Por árvores frondosas

Sentir-te...

Ser parte de ti.

 

Na estrada parcamente

Iluminada

Ver a luz da tua vida

Em mim...

 

Cercada dessa aura

Nos abraços

Que não te dou

Dos momentos...

 

No olhar por fixar

Em ti...

No teu eu,

E no meu...

 

Olho-te sem te ver

Sinto-te sem te ver

Vivo-te sem viver

 

Em toda a complexa

Panaceia,

De nós...”

 

*******

 

ANABELA SILVESTRE

 

“POETA”

 

“Tatua letras, palavras,

Emoções...

Em toda a sua pele.

Não consegue agrilhoá-las

Em si,

Fogem para o infinito.

Já não são suas,

Saíram de si

São de quem as ler.

Poeta,

Viajante de sensações,

Grava desenhos na alma,

Que eterniza diariamente

Poeta, simplesmente poeta,

Bebendo em si!”

 

*******

Epílogo:

Pois, caro/a leitor/a, espero que tenha gostado destes belos poemas!

A Foto, original de D.A.P.L., 2015, intitula-se “Frutos de Outono”.

 

 

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publicado às 11:51



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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