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Antologia da APP – Associação Portuguesa de Poetas (XI)

por Francisco Carita Mata, em 20.03.17

“A Nossa Antologia”

XX Volume - 2016

(57 Autores)

Editor: Euedito

 

*******

 

Introdução:

 

Neste Post nº 513, concluo a divulgação de Poesia da XX Antologiada da APP - 2016!

Neste 11º Grupo, e último, figuram: Natália Fernandes, Paula Laranjo, Rosa Redondo, São Reis, Teresa Duarte Reis, Teresa Ruas e Virgínia Branco.

De cada um dos antologiados, selecionei uma Poesia, como habitualmente.

(Rosa Redondo e Virgínia Branco já figuram no blogue, no âmbito da XIII Antologia do C.N.A.P. – Círculo Nacional D’Arte e Poesia.)

 

Aprecie, caro/a Leitor/a, se faz favor!

 

Assim, comemoramos também este Mês, Março, dedicado à Poesia!

 

 

Foto original DAPL 20160604.jpg

 

*******

 

NATÁLIA FERNANDES

 

“HORIZONTES DE SONHO”

 

“Em teares de nostalgia

pinto horizontes de sonho

e remansos de magia…

 

Ao sulcarem minhas veias

os rios da emoção

meu pensamento é a tela

onde surgem devaneios…

 

A outonal madrugada

de lírios é perfumada

e aflora meu coração

fugidia ilusão.

 

Flutuo e bebo sonhos

e em leveza, os sentidos

pincelam as noites brancas

de mil anseios retidos.

 

Sorvo no degrau vencido

gasto pelo tempo ido

fragrâncias d’amor em mim

rejeitando ainda o fim…

 

Pintada que foi a tela

eivada de sentimentos

a bordar ternos momentos,

dispo-me desta ilusão

desfazendo a “veste” aos ventos…!”

 

*******

 

PAULA LARANJO

 

“MAR”

 

“Trazes um sopro

de magia

enrolada

numa onda.

 

Trazes o encanto

de um olhar

que embeleza

o teu mar.

 

Trazes a luz

enfeitiçada

que enlouquece

a madrugada.

 

Trazes o brilho

incandescente

que permanece

eternamente. ”

 

*******

 

ROSA REDONDO

 

“SONHO DESFEITO”

 

“Ando hoje ao sabor das memórias

Balançando entre sonho e fantasia

Cantando momentos de glórias

Dum tempo passado… alguma alegria.

 

Enquanto em teus braços me acariciavas

Falavas de amor com tanta magia

Ganhava mais alento quando tu chegavas

Horas eram dias… quando não te via.

 

Indiferente seguia sem ver o abismo

Já na Primavera me pareceu Inverno

Levantei-me um dia e foi como sismo

Meu olhar turvou-se o Céu fez-se Inferno.

 

Naquela manhã perdi toda graça

Os olhos choraram tristes, minhas penas

Pintei outro quadro e sem carapaça!

Quantas amarguras deixei em poemas.

 

Rasguei essas cartas, que encantada li

Senti raiva e dor, até quis morrer!

Traição engendrada foi isso que vi

Um amor assim, não sei descrever.

 

Vieste… cruzaste este meu caminho

Xadrez foi o jogo… comigo jogaste

Zombaste e perdeste amor e carinho.”


*******

SÃO REIS

 

“BOA SAMARITANA”

 

À querida Doutora Madalena Perestrelo

Centro de Saúde de Marvila”

 

“Eu amo pra sempre a Doutora Madalena

Ela prós seus doentes é atenciosa

E possui aura tão maravilhosa

Exala luz e perfume… verbena!

 

É linda!... E como eu tão pequena

Sempre vi a Doutora mui graciosa

Para os seus doentes é muito bondosa

Pra mim teve sempre conversa amena!

 

A Doutora é muito profissional

Abraçou a Medicina… nobre Ideal!

Nesses conhecimentos é soberana!

 

Sua acção médica é cheia de luz

Será talvez inspirada por Jesus

Pra nós é bem Boa Samaritana.”

 

*******

 

TERESA DUARTE REIS

 

“POESIA ALADA”

 

“A sombra das flores perfumam os prados

Ensejo de paz nos campos em flor

É o despertar da vida no silêncio campestre

Em doce melodia, num grito de amor.

 

É poesia alada, brincando com o vento

Poisando sobre o trigo, cheirando o jasmim

É o macio das papoilas bordando as searas

Em ternura de abraços que envias para mim.

 

Ai, doce ternura sinto também no luar

Como a embalar os meus sonhos na lonjura

Quando o dia fechou os olhos de mansinho

 

Sinto que me olhas em meu sonho, na saudade

Qual ave debicando das flores a ternura

Na esperança do encontro em doce ninho. ”

 

*******

 

TERESA RUAS

 

“PORQUE FAÇO POESIA?”

 

“ Já na Primária eu pedia

Para redigir em verso.

A professora sorria,

Incentivando-me o jeito,

E essa redacção surgia

Com a maior alegria

Sobre qualquer tema eleito.

 

Era como água a brotar

Meu olhar de verde esperança…

Minha forma de cantar

Os meus sonhos de criança.

 

Ter um poema no sangue

É isto, de não saber

Que, sem termos quem nos mande,

Já o estamos a fazer.

 

É ferida que fica aberta.

Seiva de vida que corre

Pela tua vida incerta…

Ainda que sejas nada

Não podes ficar parada,

Porque esta seiva Não morre!”

 

 

*******

 

VIRGÍNIA BRANCO

 

“A LENDA O POETA E A VIDA!”

 

“(A um Poeta)”

“Parnaso sugeriu a forma da tua poesia.”

 

“Ainda em embrião visitaste o templo de Atenas

e foste testemunho, do amor e da paixão

de Posidon (“Rei dos mares e dos cavalos”)

por Medusa, sua amada!

Pégaso nasceu desta paixão firmada.

Um cavalo branco, alado,

que em seu voo te levou

até ao Monte Helicon,

onde residiam as musas.

Pégaso no seu cavalgar

Imprimiu uma patada, que se firmou

Nas terras do Monte.

E qual poço artesiano; eis que

muita água dela brotou!

Hipocrene foi o nome dessa fonte.

Tu Poeta saciaste nela as tuas sedes;

Verdadeiro amante da clássica Poesia.

Apolo partilhou contigo, a magia

da ambrósia que te alimentou

e te ofereceu a imortalidade!

Ao fim de 9 meses impunha-se a natalidade;

Pégaso voo por terras e mares chegando contigo ao Tejo,

onde as ninfas te beijaram.

E uns braços maternos te acolheram e amaram!

O mesmo mar e rio que viu partir as Caravelas,

te ofereceram muita inspiração,

de que és fonte perene…

Porque bebeste a água de Hipocrene!”

 

 

*******

Notas Finais:

- Este é o último grupo de antologiados de que apresento um texto poético, de entre os que foram dados a conhecer na XX Antologia da APP.

- É natural e possível que tenha cometido algum erro, involuntário, frise-se.

- Se por acaso observar alguma incorreção, agradeço que me dê conhecimento, se faz favor!

- Se quiser ter acesso a cada Grupo de Antologiados, basta clicar, em cada palavra assinalada neste período!

 

(A Fotografia é um original D.A.P.L. 2016.)

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publicado às 14:01



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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