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ARRONCHES

por Francisco Carita Mata, em 18.03.15

 Continuo com a divulgação das poesias publicadas em Antologias. Hoje, da IX Antologia do C.N.A.P., de 2006.

IX Antologia CNAP 2006.jpg

 

ARRONCHES

 

Arronches, és linda terra

Vila grata, de agradecer

Teu poder em ti encerra

A arte de bem receber.

 

Forte, bela e formosa

Prazenteira, donairosa

No primavera trajar

Luminosa, brincalhona

Divertida, foliona

No verão, a festa a reinar.

Monumentos, construções

Do tempo de paz e guerra

De tão nobres tradições

Arronches, és linda terra!

 

Tens um museu de a brincar

O passado ao futuro ensinar.

Dos gaivões numa lapa

Que ao vandalismo não escapa

Estilizadas, singelas pinturas

De homens de outras lonjuras.

Orvalhada, planta pinheira

Vista nesta vez primeira

Aprendemos a conhecer.

Vila grata, de agradecer!

 

Assunção, da vila é freguesia

Mosteiros, de Moitas também.

Esperança é ridente alegria

Freguesia mais além.

Hortas de Baixo e de Cima

Barulho e Marco à fronteira

Aldeias, lugares de rima

De encanto, beleza altaneira.

No povo, no campo e na terra

Teu poder em ti encerra.

 

Em Julho houve uma roda

No Centro, poetas a versejar

Cada um disse à sua moda

Sua forma de encantar.

Arte, humanismo e cultura

São herança que perdura.

Estar entre gente fraterna

Família e poetas reconhecer

Cortesia de quem ordena

A arte de bem receber!

 

 

Escrito em Julho de 2003.

Publicado em:

- Boletim Cultural Nº 65 do Círculo Nacional D’Arte e Poesia – Set. 2003.

- IX Antologia do Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP – 2006.

VII Antologia CNAP 2003.jpg

 

 

 

 

 

 

Notas Finais:

Esta narrativa poética, sob a forma de "décima", foi escrita na sequência do lançamento da VII Antologia do CNAP, em Arronches, 2003, em jeito de agradecimento à forma como fomos recebidos.

Ficava bem uma foto da Vila. Talvez um dia calhe... Fica a sugestão!

 

 

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publicado às 13:08



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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