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Canídeos: uma questão de saúde pública!

por Francisco Carita Mata, em 30.04.17

Saúde Pública?!

Factos, Argumentos e alguma Ironia…

A verdade nua e crua!

 

Eça in. www.cm-lisboa.pt.jpg

Sim! Este assunto é sobre uma situação que é mesmo um caso a ser abordado numa perspetiva de Saúde Pública.

Talvez não seja essa a forma sob a qual habitualmente é encarado. Mas essa é uma das perspetivas em que cada vez mais tem que ser visto.

 

Questionar-me-á, caro/a leitor/a: Mas de que assunto se trata?!

 

Já aqui aflorei, no blogue, este assunto, ainda que não de forma tão explícita, mas de qualquer modo alguns aspetos foram delineados.

 

Certamente que ao caminhar nas ruas, nos passeios das nossas vilas e cidades, pelos parques mais ou menos urbanos, pelos jardins, quantas vezes não se deparou com os vulgarmente designados “presentes” de canídeos?!

E isto não ocorre esporadicamente. É uma situação sistemática e contínua. Por tudo quanto é sítio, lá estão eles. Por todo o lado! É já uma “calamidade” nacional!

 

E não apenas e só os “presentes” em estado sólido. Também no líquido.

Urina por tudo quanto é sítio.

Nas soleiras das portas dos prédios, nas esquinas, nos muros e muretes, nos postes de qualquer tipo, nas caixas da eletricidade, em todos os equipamentos urbanos, nos carros… Nas bases dos monumentos. (…) Só não fazem nos transeuntes, porque estes se deslocam e não deixam!

 

A estes, aos cidadãos incautos, às crianças mais pequenas, a idosos indefesos, mordem quando podem.

“ – Ah! O cãozinho não morde!” Dizem os donos!

Só não mordem antes de morderem, digo eu. Quando ferram o dente já é tarde demais! Todos os anos ocorrem situações de cães “perigosos” que atacam pessoas indefesas. E mesmo os que não são considerados “perigosos” também mordem e também atacam. Já “assisti” a ataques de cães, em que os donos não têm qualquer controle sobre os mesmos.

E quando nos passeamos tranquila e incautamente junto a algumas vivendas, nos passeios tão estreitos e congestionados de carros, e, de repente, nos salta um cãozarrão a ladrar no portão, que quase só nos restar saltarmos para o meio da rua?!

 

Mas então tanta “porcaria” - (Ah! Como me apetecia dizer o palavrão, para soar mais forte e feio! Mas, neste blogue comprometi-me a não usá-los…) - tantos dejetos sólidos e líquidos espalhados por ruas, passeios, parques e jardins; na relva, onde crianças irão brincar, jogar e rebolar-se; nos canteiros das flores, tanta “porcaria” disseminada, não será um problema que convém equacionar, na perspetiva de Saúde Pública?!

 

Ou dir-me-á que isso é perfeitamente inócuo, que não prejudica cidadãos, no plano sanitário, nem noutro aspeto qualquer, que a urina não danifica equipamentos públicos?!

É só observar com olhos de ver! E quem paga o restauro dessas estruturas danificadas?!

 

Portugal saiu, ainda há relativamente pouco tempo, da pré-história no que respeita a saneamento básico.

Essa foi uma das preocupações dos poderes públicos, centrais e locais, após setenta e quatro. Dotar as casas, os apartamentos, das condições básicas de habitabilidade. A existência do saneamento básico foi uma delas. Nesse contexto, se enquadrou o processo de erradicação dos bairros de barracas e a consequente construção dos bairros sociais. (Mas este não é o tema fulcral deste post.)

Atualmente em que, apesar das deficiências existentes, este país foi substancialmente alterado no respeitante à falta de condições de higiene nas habitações, é nós vermos, por tudo quanto é sítio, “dejetos” líquidos e sólidos de canídeos! (Como me apetecia dizer palavrão!)

 

E quantas vezes, estas situações não acontecem dentro do próprio prédio?! Nas escadas, nos patamares, no hall, na soleira da entrada, em frente ao prédio?!

 

Reflita sobre o assunto! Se faz favor!

 

Então, mas as pessoas não têm direito a terem um cãozinho de estimação?!

É evidente que sim!

Mas também têm obrigação de ter comportamentos de cidadania!

Porque os animais, mesmos os cãezinhos de estimação, apesar de serem animais sensíveis, são animais irracionais.

Mas, paradoxalmente, os cães até ensinam os donos a procederem corretamente, após terem depositado o “serviço”. É só observarem o que eles fazem, no após operacionalização da respetiva função.

Os donos é que não agem como devem!

 

As entidades responsáveis também têm que agir em conformidade!

Algumas Câmaras disponibilizam sacos plásticos, colocados estrategicamente, para os donos recolherem os dejetos. Outras criaram locais próprios para os dejetos líquidos. A lacuna não é por aí!

Mas têm que ser mais normativas!

A Câmara de Almada tem vários avisos espalhados pelos locais mais frequentados, com normas de comportamento para os utentes de canídeos.

Paradoxalmente, no referente aos dejetos, “aconselha” os donos a recolherem os ditos.

Desculpem-me, mas esta não é uma situação de “aconselhamento”.

É uma questão de OBRIGATORIEDADE”!

Os donos são obrigados à recolha dos “presentes”!

As Autoridades têm que atuar e autuar!

 

Mas isto dos cães tornou-se uma moda e um negócio, e onde se metem modas e negócios, estamos todos feitos!

São os media, as redes sociais, a opinião pública, os fazedores de opinião, o politicamente correto, os centros comerciais, as grandes superfícies, as lojas de alimentos e artefactos, o sistema veterinário, … a indexação ao IRS… é toda uma panóplia de fazer “render o peixe”, digo, o cão, que é um comércio, que não mais tem fim.

 

Mas, de qualquer modo, não quero deixar em branco algumas sugestões. Quer se enquadrem ou não no tão propalado “politicamente correto”!

 

No referente aos cães, ditos “perigosos” é mesmo ter a coragem de os proibir como “animais de estimação”, tal como estão outros animais ferozes.

 

No respeitante aos outros tipos de cães, suscetíveis de se enquadrarem como animais de estimação, há que definir normas mais restritivas.

 

Nos prédios, porque estes estão previstos apenas para seres humanos, restringir o número de animais permitidos.

Caso continue esta moda, sugiro aos planificadores urbanos, que construam especialmente prédios onde podem habitar especificamente também os cães e eventualmente os gatos, os únicos animais que, aliás, considero como suscetíveis de serem categorizados de estimação, nos apartamentos citadinos.

 

As Câmaras criarem parques específicos para passeio dos canídeos permitidos por lei e nas condições respetivas e adequadas também legisladas. Trelas e açaimes de uso obrigatório!

E os donos obedecerem aos respetivos cuidados de higiene: recolha dos sólidos e levarem os bichos aos locais próprios, para os líquidos. Não é largarem os animais de qualquer maneira…

A vigilância, a atuação e autuação são necessárias e imprescindíveis.

 

Todos os cães devem ser portadores de coleira identificativa, sujeitos a consultas regulares e devidamente vacinados e com sinais visíveis e reconhecíveis a olho nu, por ex. com códigos de cores.

(Ou seja, como Alguém importante já referiu, atualmente, muito boa gente trata melhor os cães que os seres humanos!)

 

E uma medida “politicamente incorreta”.

Todo e qualquer dono de cão ter que pagar uma licença, de acordo e em função do tipo do dito cujo! (Que acho que esta medida em tempos foi vigente.)

E os artigos e artefactos, sejam quais forem, serem devidamente taxados.

 

Há que restringir este abuso de canídeos e o que eles custam ao erário público. Que não há “bicho careta” que não tenha um bicho de quatro patas para andar a “sujar” (como me apetecia usar vernáculo!) as ruas!

 

Estatua Camões Lisboa in. pt.wikipedia.JPG

 

Que já bastam os pombos a “sujarem” tudo! E já sem remissão possível!

Que nem o Camões, nem o Eça e a sua “… nudez forte da Verdade…” escapam!

 

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publicado às 14:27



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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