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CAVALO de FERRO!

por Francisco Carita Mata, em 15.03.15

CAVALO de FERRO

 

Eh! Cavalo de ferro

Que malhas no ferro

Repisando no erro!

A campainha, já avisada

Anuncia a tua alvorada.

Trriim, Trriim, Trriim, Trriim,

Trriim, Trriim, Trriim…

Debita milhões de decibéis.

(Ralos, não vos raleis.

Vosso ralar já não rala.

Que outra Natureza nos fala!)

 

Ainda ao longe, relinchas.

Estremecem os teus compinchas

Lembrando a tua chegada.

ppppiiiiiiiiiIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

E galopas sobre as travessas

Maradas das tuas pressas.

catrapum, catraPUM, CATRAPUM

CATRAPUM, CATRApum, catrapum…

 

Te perdes no horizonte

Mal ultrapassas a ponte.

Não sendo mais que um ponto

Não se ouve já teu grito.

Tendes para infinito.

            -----»  

 

 

 

 

 

Escrito em 1982.

Publicado em:

- Revista Família Cristã”, rubrica “Lugar aos Novos” – Nov. 1985.

- III Antologia de Poesia Contemporânea - 1986

III Antologia Luís Filipe Soares  1986.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 18:46



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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