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CORES da nossa memória!

por Francisco Carita Mata, em 06.01.15

 

Branco, branco de cal, sempre na tela

Nos povoa memória, nos enche a vista.

Rodapé azul, grená, barra amarela

Cultura de povo, nascente de artista.

 

Castanho ocre da paisagem ressequida

Verde cinza dos montados e olivais

Preto de viúva, primavera já esquecida

Florescente no seu tempo até nos matagais.

 

Searas verdes, boninas, rubras papoilas

Giestas, urzes, jeans em rosadas moçoilas

Apanhando ramo d’espiga nos trigais.

 

Trigo louro, talha barroca num altar

Azulejo, azeite, tinto, pão alvar

Branco absoluto, desejo de mortais!

 

 

Escrito em 1988.

Publicado no Jornal “Fonte Nova” em 22/09/1988.

 

 

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publicado às 13:32



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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