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Cultura, Cidadania: Defesa e Salvaguarda do Meio Ambiente

por Francisco Carita Mata, em 04.04.16

«Oeiras “declara guerra” às beatas dos cigarros.»

 

Cito parte de uma notícia veiculada por “MSN – Notícias / Notícias ao Minuto”, de Patrícia Martins Carvalho, de há 2 dias, portanto, de 2 de Abril, remetendo também para o respetivo link. (Sublinho que, nos excertos da notícia, os realces a negrito são de minha autoria.)

 

Porque este é um tema, assunto, problemática, que, por variadas vezes e a diferentes pretextos, tenho trazido a este blogue:

A importância da “Defesa e Salvaguarda do Meio Ambiente” e do desrespeito constante que alguns cidadãos por ele manifestam na sua vida quotidiana.

(Digo alguns, mas, se calhar e, infelizmente, a palavra a usar seria outra: muitos.)

 

beatas no chão Notícias ao Minuto.jpg

 

«Durante o verão é normal ver-se nas praias do concelho de Oeiras várias iniciativas a alertar os veraneantes para os cuidados a ter relativamente às beatas dos cigarros. Agora, desde janeiro deste ano, a autarquia decidiu investir ainda mais na consciencialização para a “atitude cívica e ambiental incorreta” que é a de deitar as beatas dos cigarros para o chão.

...

Brevemente a União de Freguesias irá replicar o modelo de vaso/cinzeiro para distribuir pelos estabelecimentos de restauração e outras entidades locais onde se verifique uma maior concentração destes resíduos”, adiantou a assessora autárquica.

Nesta senda, e sempre com meio ambiente como maior preocupação, a Câmara tem várias outras campanha em curso, como sendo a “sensibilização para a remoção de dejetos caninos na via pública, a correta separação e deposição de resíduos urbanos, a utilização do Número Verde 800 201 205 (gratuito) para solicitar a recolha de resíduos volumosos, as pragas urbanas (lagarta do pinheiro, escaravelho da palmeira, pombos, ratos e baratas), as boas práticas com os animais de companhia em meio urbano e a qualidade ambiental das zonas balneares”.»

 

*******

 

Estas são medidas que estão presentes nas práticas e preocupações das Entidades Autárquicas que conheço. Todas as Câmaras, cujos concelhos frequento, desenvolvem ações neste sentido, na salvaguarda e defesa do Meio Ambiente.

 

Onde eu encontro falha na execução dessas práticas é entre muitos cidadãos, que, no seu dia-a-dia, não agem em conformidade.

Que atuam como se das suas portas para fora e para além dos vidros do seu carro, o Mundo fosse um enorme caixote de lixo!

 

Há ou não contentores para o lixo indiferenciado?

Então, porque tanto lixo espalhado pelas nossas cidades?

 

Existem ou não contentores para lixos específicos: Papelão, Vidro, Embalagens?

Então, porque tanta gente deixa tudo de qualquer maneira, em qualquer lado, nas cidades, vilas e aldeias, atirando sacos de tudo e mais alguma coisa pelos becos das povoações e espaços dos nossos campos, que para algumas pessoas funcionam como uma verdadeira lixeira a céu aberto?

 

E que dizer dos montes de roupas abandonadas em qualquer local, quando há por aí variados recipientes para o efeito; diversas Instituições recebem roupa, calçado e brinquedos e, nalgumas localidades, até há empresas a recolher de porta à porta?

E os monos e tralhas atiradas para o pinhal? Para a floresta, para a ribanceira, para o rio e ribeira? (Quando a maioria das Câmaras tem serviços de recolha!)

 

E os dejetos caninos, que não se pode andar livremente nos passeios e mal se sai dos prédios, temos logo que ver onde colocar os pés?!

(E não é por falta de sensibilização da Câmara, nem falta de sacos plásticos e recipientes próprios. Que a Câmara não tem obrigação, só o faz porque muito boa e má gente não tem os cuidados devidos.)

 

E quem acaba por pagar as despesas que as Câmaras fazem pela falta de cuidado e civismo dessa boa e má gente?

Quem paga?

Quem paga os impostos, todos os dias, em todos os atos de consumo diário no IVA e em todos os outros impostos que pagamos periodicamente, com que são financiadas as Instituições Públicas?!

 

E o crime hediondo dos fogos postos?

 

E quantas beatas mal apagadas são lançadas dos carros para a estrada, saltitando, ainda acesas, para a berma, incandescendo as valetas em pleno verão?

Quem não viu já esse saltitar da ponta do cigarro, ainda tremeluzindo, de noite, na auto-estrada, atirado da janela de carros a alta velocidade?

E quem não presenciou já o efeito dessa ação negligente ou propositada, nos sinais de terras queimadas logo a partir do alcatrão?

Infelizmente, é o que mais observamos todos os anos!

 

E essa ação pretensamente sábia dos que, não sabendo o que fazer ao dinheiro, o gastam na compra de alimentos embalados para alimentarem os pombos, verdadeira praga de ratos voadores; para abastecerem baratas e ratazanas, achando que desenvolvem uma nobre causa, que estarão a alimentar gatos e cães abandonados?! (Quando estão somente a contribuir para a propagação de pragas e doenças.)

Bem que podiam financiar Instituições que procuram tratar devidamente dos animais e que vivem com muitas dificuldades.

 

Bem, vamos terminar, que a conversa já vai longa.

Frisando que são de louvar as campanhas das Câmaras e das Juntas de Freguesias.

 

Mas é de suprema importância que os Cidadãos tenham atitudes cívicas. Nomeada e relativamente ao Meio Ambiente!

Que todos ganhamos com isso.

E os nossos filhos e filhas merecem que lhes deixemos uma Terra onde possam viver mais felizes e com melhor qualidade de vida!

 

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publicado às 20:13



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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