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“El Príncipe” – Temporada 2 – Episódio 17

por Francisco Carita Mata, em 05.10.16

Série Espanhola – RTP2

(3ª Feira – 04/10/2016)

 

(Episódio Global Nº 30)

“Tudo por Ti”

 

Intróito:

 

Vou tentar expor algumas ideias sobre o décimo sétimo episódio, desta segunda temporada de “El Príncipe”, correspondendo ao episódio global nº 30. Daí que, em consulta que fiz há algum tempo e mencionei em post, tenha encontrado referências a um trigésimo primeiro episódio (31º).

Intitulado com o sugestivo “Tudo por ti”, correspondente à justificação apresentada por Khaled, sobre as suas atitudes, comportamentos e ações, que tudo fizera por Fátima.

Em última e derradeira instância, ainda será ela a culpada de todas as suas malandrices! Registe-se!

Igualmente, uma forma de se desculpabilizar.

 

Mas antes, ainda tenho alguns pontos prévios a referir:

 

1 – Ontem quase ao iniciar-se este 17º Episódio ainda tive oportunidade de publicar um post sobre o 16º. Muito sintético e com duas imagens.

Esteve publicado, mas, hoje de manhã, acedi ao mesmo e voltei a trabalhar nele, nalguns pormenores.

Mas, não sei, nem como nem porquê, perdeu-se. Tentei recuperá-lo, mas não consegui.

Comuniquei com a Equipa Sapo. Veremos se têm oportunidade de me dar resposta.

Se não conseguirem, ainda verei se edito esse post, pois tenho o texto guardado e as fotos.

Entretanto vou escrever sobre o 17º.

Interessante que, na ficção, o atentado também era no dia 17!

 

2 - Já sabe o/a caro/a leitor/a que, ao escrever, também me reporto quase sempre para a realidade.

E hoje não posso deixar de o fazer.

Já reparou que dia é hoje?!

Dir-me-á: 4ª feira, cinco de Outubro.

E não observou nada de diferente?!

Se estiver na mesma situação que eu, não notará grandes alterações.

Mas, de facto, há!

Hoje, voltou a ser feriado nacional! Nem mais.

Registe-se também, que não é de somenos importância.

 

Provavelmente, se por acaso foi logo pela manhã a alguma grande superfície comercial, também terá verificado a diferença.

No supermercado a que fui, logo cedo, já havia imensa gente, muito pessoal filando as carnes e os peixes “frescos”, carrinhos super cheios, produtos específicos com várias unidades, certamente em promoção.

E outro pormenor, a não desprezar. Famílias com as três gerações presentes, avós, pais e netos: as infatigáveis crianças. Que, nestes dias sem escola nem infantário, são uma “dor de cabeça” para os papás e mamãs. Nem eles, pais, sabem o que lhes fazer, nem elas, crianças, como se comportar. Nem eles, papás e mamãs, sabem ou têm paciência para o como fazer.

Pasme-se e registe-se também!

E observe, quando puder e tiver oportunidade, se faz favor!        

 

3 - E já que falamos em crianças e agora reportando-me para a série, e ainda nos pontos prévios, acentuar como é chocante a utilização gratuita de crianças como bombistas suicidas.

 

E, dir-me-á.

Mas é isso que se passa na realidade.

Mais chocante se torna esse facto atroz.

 

E já reparou, e relacionando a ficção na série e a realidade, que ocorre sistematicamente nesses atentados, sobre o papel desempenhado por essas mesmas criaturas, muitas crianças e jovens, que são apenas “usadas” como suicidas?! Que, sendo pessoas como nós, são “utilizadas”, como objetos, para explodirem?! Pura e simplesmente!

Acha que vão de livre vontade?!

A série, nesse aspeto, julgo ser bem elucidativa.

São enviadas como porta bombas, sem qualquer hipótese de fuga ou remissão, à mercê de um detonador, à distância de um clique, manipulado por um qualquer psicopata!

 

E como será chocante para quem tenha que intervir na ajuda às vítimas.

 

E, nestas questões das guerras, sim, porque o que estamos vivendo é uma autêntica guerra mundial, relembrar o que já referi quando tratei de “A Família Krupp”, isto é, aqueles que “mandam” nas guerras, mas estão resguardados delas.

Que mexem os cordelinhos do dinheiro, do financiamento das contendas!

Sim, porque as guerras são financiadas e fomentadas e os seus fautores são, por vezes, os personagens mais insuspeitos e de mãos mais “lavadas”.

 

Este seriado, quer o observemos ou não nessa perspetiva, remete-nos também para esses factos.

 

E será que já me sinto capaz de agarrar a narrativa, propriamente dita, do episódio dezassete?

A ver vamos!

 

Festa Granada in. www.hola.com

 

Desenvolvimento:

 

Antes de mais, e ainda, informar que a vestimenta vermelha da heroína, quando ela contemplava, extasiada, o Alhambra, era composta não só pelo véu, mas também pelo vestido. Uma verdadeira rosa encarnada.

Assim vestida de vermelho, cirandou por todo o episódio dezassete, no meio daquele descalabro das bombas rebentando no seio do “Carmen”.

 

Esclarecer que a bomba colocada nas cisternas por Ismail e que Morey tanto se esforçou por desativar, que aparentemente pareceria não ir conseguir, foi realmente neutralizada. O nosso herói, com a sua persistência e saber, e expondo-se em risco de vida, tal como Fran, conseguiu despoletá-la, evitando que explodisse.

Dessa se livraram eles e os chefões também. Que Robledo e a Securité, ao “comprarem” Khaled não avaliaram as consequências, pura e simplesmente brincaram com o fogo e a bomba ainda não lhes rebentou nas mãos, mas bombas já mataram e feriram muitos inocentes.

 

A das cisternas não rebentou, Ismail foi preso, mas fanático e, apesar de pressionado, não cedeu, nem informou sobre as outras. Apenas se ria loucamente e cuspia, sangue e veneno nas palavras.

 

De entre os mentores bombistas, Khaled pavoneava-se pelo evento, mas sempre em conciliábulo com Salman, que detinha os detonadores e comandava à distância e, por sinais, as quatro moças acopladas com os explosivos na cintura.

Estas circulavam aterrorizadas, por entre os convidados, oferecendo-lhes refrescos, às ordens de uma promotora de catering, armada em parva.

 

Nasirah, não sei se por mais fanatizada, se por medo ou desespero, se por não aguentar a pressão, decidiu, abruptamente, fazer-se explodir.

Por ironia do destino, ou decisão do guionista, bem junto de Sophie, agente da Securité, que tanto brincou com o fogo, que com ele pagou.

Seria uma das vítimas, ainda que não imediatamente.

 

Uma outra miúda, ao ser transportada para o hospital numa ambulância, explodiria no meio da cidade de Granada, na sequência de o enfermeiro, desconhecedor da situação e involuntariamente, ter mexido no aparelho explosivo, quando tentava auscultá-la.

 

Outra, a terceira, que se refugiara na casa de banho, e proporcionara situações deveras caricatas, envolvendo nomeadamente Salman, foi também explodida, precisamente pela ação deste anjo exterminador, detonando o manipulador.

 

A reportagem destas ações, melhor, das suas consequências, era mostrada em todas as televisões.

Era a guerra em direto, mais uma vez a vender a desgraça alheia.

E, sempre, o pilim, o money a tilintar na caixa registadora, precisamente e talvez a ouvir-se à distância, na mansão dos Robledos e Krupps deste mundo.

 

Medite nestes factos quando vir as notícias sobre os próximos atentados!

 

Na esquadra, em Ceuta, agora chefiada por Nilab, também assistiam às reportagens em direto.

 

E também intervieram na ajuda à jovem que fugira de Granada, do grupo das falsas serviçais de catering, que chegou ao enclave não sei por que meios e de que forma tão rápida, mas tremendamente desfalecida, que foi hospitalizada.

E, no hospital, quase foi assassinada pelo célebre Sérgio, transfigurado em Mohamed, não fora o tiro certeiro de Mati, que, pelos vistos, recuperou a pontaria e a frieza na ação, quando o falso galã juvenil ameaçava degolar a rapariga.

 

E mais, que ainda fica por contar…

 

E não posso deixar de falar sobre algo sobre que me interrogo e sobre quem não tenho observado nestes dois últimos episódios, dezasseis e dezassete, que não vi o quinze.

Que é feito de Faruq, de Aisha, de Leila?!

Faruq conseguiu transferi-los para lugar mais seguro que o Bairro de Ceuta?!

 

É o que faz saltar um episódio, pelos vistos marcante, e não voltar atrás às gravações, como se vivesse na pré-história da TV digital!

 

Mas ainda tenho que contar, sem pretensão de contar tudo e bem, que, Robledo, cujo papel já conhecemos muito bem, em conversa com Salinas, arma-se em esperto ou parvo, que nem sei, e atira lama e porcaria para o lado, insinuando que todos são coniventes com ele e comeriam da mesma manjedoura.

Frise-se também.

 

E o final do episódio proporcionou uma daquelas cenas, mais ou menos James Bond, em que Khaled, literalmente, rapta Fátima.

Com ela foge de carro para destino incerto e Morey corre igualmente, mas a pé, perseguindo-os e perde, já se vê, nem que fora Usain Bolt.

Mais atrás, ainda e também a correr, o inseparável amigo, Fran; Zorro e Tonto, deixando escapar o bandido com o tesouro, neste caso a moura Fati!

 

E esperemos por logo à noite, em que será projetado o 31º Episódio, 18º da 2ª temporada.

Aguardemos!

 

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publicado às 17:01



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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