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“El Príncipe” – Temporada 2 - Episódios 9 e 10

por Francisco Carita Mata, em 25.09.16

Série Espanhola - RTP2

 

(5ª e 6ª feira – 22 e 23 de Setembro 2016)

 

 

E, comprometera-me eu no último post, nº 429, na 6ª feira passada, ao abordar o episódio 9, sobre que teci apenas algumas “Considerações”:

“Se tiver tempo e condições, ainda me debruçarei mais especificamente sobre o nono episódio e um pouco mais em pormenor.

Tentarei responder a algumas questões que deixei em aberto quando contei sobre o episódio cinco …”

 

Certo é que não só não me voltei a debruçar sobre o episódio 9, como entretanto também já decorreu o décimo e, ao escrever, não posso ignorar o conteúdo de ambos.

 

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Começo pelo final - final em que surgiu, mais uma vez, a informação de que “… continuará…”, como se tivesse acabado a temporada. Mas ficando tudo em aberto, como é costume.

Aguardemos por 2ª feira!

Como já referi, cheguei a pesquisar sobre o 31º episódio!!!...

 

E no findar do décimo episódio, para além de mais uma morte certa, a do suposto contacto de Laura Hidalgo, ouviram-se novamente tiros, ao aproximar do super agente Morey.

Alguém morreu?! Com tantas mortes na trama, mais uma, menos uma...

Quem?!

Morey, como desejam os seus inimigos no seio do próprio CNI? E cuja incumbência foi destinada a Hidalgo, apesar de contrariada, mas em obediência cega a ordens?!

Ou este, não confiando nela, porque não confiava de todo e sabendo que andava ao engano, conseguiu dar a volta ao texto, que é como quem diz, de suposto caçado se tornou caçador?!

E, neste caso, terá sido Hidalgo a presa caçada?!

Quem estará tanto ou mais intrigado que nós, será o duplo ou triplo agente, Serra. Como necrófago, chegou ao local da emboscada, na hora exata do crime.

Mas apenas ouviu os tiros, que o duelo ocorreu no primeiro andar daquele prédio abandonado, possivelmente uma instalação desativada ou nunca começada, como é tão peculiar nas nossas sociedades atuais, mercê das megalomanias construtivas, interrompidas com a célebre “Crise”, iniciada no dealbar da primeira década do milénio.

 

E já que abordamos o C.N.I., continuamos por aí.

Serra é agente duplo ou triplo que não sei, recebe ordens de um chefão com quem tem telefonado, cujo nome ou função ainda não entendi muito bem, que julgo ser o mesmo que ordenou a Laura Hidalgo que matasse Morey, que se torna incómodo a certos propósitos que dirigem a narrativa e sobre que falarei.

Morey, como herói, a que só falta o cavalo branco, já está plenamente consciente de que há muita tramoia no CNI ou na “Casa”, que não sei muito bem se designam a mesma entidade. Consciencializa que corre perigo, que é na própria estrutura que está o inimigo, não o identifica plenamente, supusera que fora o Lopez, tome ele atenção e cuidado que o mandante das mortes está a seu lado.

 

Nós, como espetadores, sabemos sempre mais que os nossos heróis e conhecemos o criminoso já há algum tempo, plenamente revelado no episódio do assassinato de Lopez.

Serra é o mandante e como carniceiro, hiena traiçoeira, vai sempre confirmar as execuções. Tal como fizera relativamente ao expert informático, Lopez, também no referente a Morey lá chegou ele na hora da matança.

Mas, tal como nós, ficou na dúvida e na incerteza.

 

E que acha caro/a leitor/a …

Quem terá sido morto?!

Morey, conforme a encomenda superior, ou a agente Laura Hidalgo?!

(…)

Lembre-se, que uma fita não é nada sem herói! Nem heroína.

 

E esta última palavra poderia levar-nos a falar do modus vivendi do Bairro, o narcotráfico, mas ainda não.

 

Continuamos nas superestruturas que condicionam a trama.

O C.N.I. – Centro Nacional de Inteligência, instituição espanhola, sediada em Madrid, cujos agentes no terreno, na cidade de Ceuta, predominantemente no Bairro “El Príncipe”, são os que referimos: Morey, Serra, Lopez, Carvajal, Hidalgo.

Alguns já morreram, como sabemos.

Superintendendo estes, existem outros, agindo à distância na capital espanhola, sendo que uma Carmen Salinas é a chefe direta de Javier Morey.

Não me perguntem exatamente quem é quem, que não consultei o organograma estrutural.

 

Outra superestrutura que condiciona o desenrolar da trama e da tramoia é a Securité.

Este organismo é francês, como o nome indica, também tem agentes no terreno em Ceuta, um dos quais é uma mulher, Sophie, qualquer coisa.

Há outros, que não os fixei a todos.

Estes também agem contrariamente aos pressupostos de coerência e retidão que norteiam Morey na sua atuação e tal como Serra, bandeiam-se para o lado errado da questão.

Já sabemos que negoceiam com Khaled e direta ou indiretamente não se coíbem de apoiar a Akrab. (!?)

 

Como já mencionei, o enredo complexificou-se bastante nesta 2ª temporada, foram introduzidas variáveis novas, para além de outros personagens e o que parecia apenas situar-se e reportar-se ao Bairro, extravasou não só o âmbito da cidade e do enclave, mas também dos países limítrofes, enquadrando a União Europeia e adquirindo foros de globalização.

 

E há um leitmotiv, revelado julgo que no nono episódio, que condiciona a atuação destes dois organismos super estruturantes e que envolve muitos milhões de milhões, conforme abordado numa reunião dos chefões, chamo-lhes assim à falta de melhor epíteto.

E nesses contextos e enquadramentos, o que conta é o dinheiro. Money! Money! Neste caso, Euros. Que é com o financiamento europeu que o pessoal conta.

Pois! Mas de que se trata?!

Nem mais nem menos do que uns projetos mais que megalómanos, sobre que se fala há alguns anos: a travessia terrestre do Estreito de Gibraltar!

(Uma zona tão dada a sismos! Mas não será isso que trava o poder do dinheiro e o engenho humano. Que o diga o Japão!)

Para concretizar essa travessia projetam-se, na narrativa de “El Príncipe”, duas hipóteses: uma através de ponte com início em Ceuta, mais ligada aos consórcios e interesses de Espanha e outra mediante um túnel, que é defendida por interesses franceses.

Estas duas alternativas de facto têm sido abordadas já há alguns anos, ainda no domínio das conjeturas lobísticas, e os guionistas da Série resolveram enquadrá-las como suporte da narrativa.

E esse jogo de interesses em que o dinheiro envolvido será muito e certamente farto está a determinar o desenrolar da atuação dos personagens e a direcionar o desenvolvimento do enredo.

CNI e Securité e os respetivos agentes atuam a mando de outros superiores e no meio deles existem várias toupeiras que acordam com quem menos deveriam pactuar.

 

E aqui entra o espertalhão de Khaled Ashour, que além de maridão enganado, julga que vai ser pai; como raposa matreira, engana meio mundo ou o mundo inteiro.

Realmente, de facto, ele está de alma e de coração com a Akrab. Mas, perante as estruturas europeias, faz-se passar por agente infiltrado na organização terrorista.

Será, não será?! Este enredo dá tantas voltas que nem sei!

À sua conta também tem uma data de mortes, a maioria por telecomando, que diretamente julgo que só o vimos matar Nasser.

Quem o confronta diretamente é Morey, ajudado por Fran, que não se fiam nem um pouco nele. Ajudados pela mocinha heroína, Fátima, que se arrisca permanentemente junto do marido, daí a invenção da gravidez; para além das cenas em que se envolve, expondo-se e colocando a vida à beira da morte.

Vale-lhe a sua condição de heroína e, por vezes, a ação do seu herói.

 

E entramos no Bairro.

Labiríntico, a vida nele gira fundamentalmente à base dos tráficos.

Dois grupos de narcotraficantes dominavam o negócio, o de Faruq e o de Aníbal. Através de Khaled e dos seus negócios obscuros, processou-se a intervenção de um terceiro peixe graúdo, comandado por um galego, Lamela e respetivos homens de mão.

As coisas não correram como o previsto, mas mercê dessa intervenção e das ações subsequentes, em que se incluem as mortes de Aníbal e do galego, Faruq controla totalmente o tráfico de droga no Bairro em conluio com o cunhado.

Aí, Khaled busca financiamento para as suas ações ao serviço do jihadismo!

 

E sobre este último tema ocorre algo preocupante no Bairro que é o recrutamento de jovens para esta “causa”, socorrendo-se das redes sociais, através de um vídeo em que um rapaz do Bairro, de nome e origem ocidental, Sérgio, apela com veemência e convincentemente à adesão da juventude a essa “causa santa”!

Algo preocupante em todos os setores viventes de “El Princípe”, famílias, centro cívico, esquadra policial, investigação do CNI.

Os “Ben Barek” vêem, aflitos e desesperados, a fuga da sua caçula para essa irmandade, juntando-se a outras jovens que só verdadeiramente se terão dado conta da sua decisão, quando vestidas todas de negro, como viúvas de antigamente e enviadas para incógnito destino.

Nayat depressa se apercebeu do engano a que fora, pois o que pretendia era encontrar-se com o rapaz, por quem estava apaixonada, mas este não lhe ligou peva, a sua amiga Nasirah, respondeu-lhe com algo como “servas de Alá” e o facínora do Ismail, que na primeira temporada já andara a recrutar no Bairro, depressa a remeteu para uma carrinha, juntamente com as outras, para “servirem” de esposas e criadas dos soldados, na Síria!

Nem Faruq lhe conseguiu valer, que chegou tarde e foi recebido a tiros de kalashnikov.

 

Na Esquadra o trabalho não pára.

Fran reassumiu funções, na prática nunca as deixara, o tal polícia “betinho” foi remetido não sei para onde; Mati tem papel relevante na descoberta do criminoso químico, Yasin, ao serviço de Khaled, mas em momentos chave tem como que uma paragem decisional, bloqueia na ação e as coisas não correm pelo melhor.

Quílez coadjuva Fran, sempre com algum constrangimento e culpabilização pelo que lhe ocultou relativamente à morte do filho.

O chefe não força a situação, nem revela propriamente que o queira culpabilizar.

Essa atitude de aparente deferência ou indiferença, julgo que ainda fere mais Quílez.

Não sei se haverá ainda mais qualquer outro melindre!

 

A mulher de Fran regressou do hospital, mais remoçada. Ele, com novo visual e sem a "sua" Marina, que migrou para Málaga, à procura de melhor negócio e de amor mais firme, agradeceu o renovamento da mulher e retornou aos tempos iniciais do casamento.

Raquel, é este o nome da esposa, resolveu festejar com o casal amigo, Quílez e Isa, apesar do constrangimento destes. Fran nunca lhe contara do imbróglio em que o compadre os metera, mas não foi preciso muito para que Isa, em conversa de cozinha com a comadre, desse com a língua nos dentes.

E vou encurtar, que muito fica nos entretantos e nos entrementes, apenas lembro que Raquel foi fazer queixa na própria esquadra, diretamente ao subchefe, para que o processo de investigação da morte do filho seja reaberto, o que não foi surpresa para Quílez, que se manifestou aliviado pelo facto. Foi como se lhe tirassem um peso de cima.

Veremos no que isto vai dar!

 

Dê no que der eu vou terminar!

 

Supondo que a série vai continuar, não sei se ainda na segunda temporada, se já numa terceira.

Até à próxima.

E obrigado por ter paciência de ler até aqui!

 

Ah! E o parzinho amoroso continua numa boa!

 

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publicado às 21:55



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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