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Eleições Presidenciais! O Óbvio e o menos Óbvio.

por Francisco Carita Mata, em 25.01.16

Ainda volto a escrever sobre as Eleições Presidenciais.

 

Que não são a mesma coisa que as Legislativas. Óbvio!

 

Que não apreciei especialmente a forma com a campanha decorreu, já o explicitei noutros posts.

 

Se fiquei contente com o resultado? Não!

Se era o que esperava? De algum modo, receava que fosse este o resultado. Por isso, agi de forma a opor-me a essa hipótese.

Inclusive no blogue. Que as “entidades” deveriam ler. E refletir! (Manias... Megalomanias?! Ou bizarrias?!)

 

Se tinha alguma esperança que houvesse 2ª volta? Apesar de observar como se encaminhava a campanha e nenhum dos candidatos, enquadrados no âmbito da designada “esquerda”, ter desistido para concentrar votos em apenas um deles, tinha, embora cada vez mais remota, esperança de haver ainda uma 2ª volta.

 

Se a estratégia desses partidos foi boa? Os resultados falam por si!

 

Destas eleições retiro algumas ilações. Umas mais sisudas, outras mais irónicas.

 

Com tanta abstenção, apesar de menor que noutras edições, e dado tratar-se da eleição para a Presidência da República, talvez possamos concluir que o nosso Povo é essencialmente monárquico. Sente a falta de um Rei. Se atentarmos que até um Jornal refere que “Marcelo foi coroado!”, então definitivamente essa é a forma de governação preferida.

 

Dos resultados, alguns recados:

 

Para o P. S., e concernente estrutura diretiva.

Não entendi a respetiva estratégia, se estratégia tiver havido, de não apoiar nenhum candidato diretamente. Terão preferido o Professor Marcelo?

 

Para o P.C.P.

Face ao resultado obtido pelo respetivo candidato, é preciso explicitar algum recado?!

Lembrar que selaram compromisso com a governação atual. Será necessário andarem sempre a colocar se... se... se(s) nesse compromisso?!

Lembramos que o País precisa de Estabilidade. E Dignidade, nacional e internacional!

 

Para o Bloco de Esquerda

Conquistou bastantes votos. Não perdeu eleitorado. Protagonizou outra figura mediática, ganhou notoriedade. Sinceramente surpreendeu-me, pela positiva. Está de parabéns, muito especialmente, a candidata Marisa Matias.

Mas é preciso não engalanarem em arco.

Lembrar também que selaram acordo com o Governo atual. E, repito, o País precisa de Estabilidade e Dignidade.

 

Para estes três Partidos, até o nome é significativo e significante: partidos; lembro a parábola do “Pai, os Filhos e o Feixe de Vimes”. Conhecem essa parábola? Não conhecem?! Procurem por “Parábola dos sete vimes” e irão certamente encontrar, que eu, desta vez, não vos irei facilitar a vida... É do escritor Trindade Coelho!

Lede! E refleti!

 

vimes in. firmepedra.blogspot.com

 

Quanto ao futuro Presidente da República, expressou-se num discurso apelativo e claro, que é quase de uma tomada de posse. Nele explanou os fundamentais valores e princípios, metodologias e linhas mestras da sua futura ação presidencial.

Gostei de ouvir dizer que vai ser o “Presidente de todas as Portuguesas e de todos os Portugueses”, mas isso penso que todos os anteriores Presidentes se terão posicionado no mesmo sentido.

Exprimiu mais um conjunto de ideias sobre o seu papel presidencial. Que também achei relevantes.

Mas do que gostei muito especialmente de ouvir, proferido da sua boca, foi que “O Povo é quem mais ordena!” Por momentos julguei que iríamos escutar os acordes da célebre canção... E, este dito, não sendo, à partida, esperado, é peculiar de Professor Marcelo. Surpreender o auditório com o inesperado e pouco plausível. E um nítido piscar do olho esquerdo, ou não fora ele “a esquerda da direita”, não acham?!

A ver vamos! Nunca se sabe...

E merece, também, os nossos parabéns, ou não?! Claro que merece! E fica sempre bem parabenizar os vencedores. Nunca se sabe...

 

E as eminências pardas, recentemente desempossadas da governação, na matriz ideológico-partidária de Marcelo, não seus apoiantes, mas apoiantes... Que será feito dessas ilustres personagens?!

Pois, aguardam o(s) momento(s) oportuno(s)!

 

E de Sampaio da Nóvoa?! Pois, também lhe manifesto os meus parabéns, pois conseguiu subir a votação mais do que o esperado e não tendo também nenhum apoio partidário. Pena não ter conseguido forçar uma 2ª volta. No meu ponto de vista, erro tático e estratégico dos três partidos da “parábola dos sete vimes”!

Mas, como ele referiu, a sua candidatura esgotou-se, terminou ali, presumo que no seu discurso de encerramento. De que também gostei. Simples. E gostei muito de o ouvir a agradecer a todos os seus apoiantes. Mas isto também é óbvio, não?!

 

E, com esta tirada de óbvio ou menos óbvio, encerro esta narrativa! Que ainda gostaria de escrever sobre a série alemã. Nem que seja só para publicar amanhã. Até rima, ainda que pobre(mente)!

 

 

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publicado às 18:20



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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