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Escolha de um Aio para “O Príncipe Com Orelhas de Burro”

por Francisco Carita Mata, em 22.01.16

A preocupação de um "Pai" na hora de escolher...

Ou uma Metáfora sobre os dias de Hoje!

 

Principe Inquerito Julio In. wiki.ued.ipleiria.pt.

 

“ ( ...) – andava o triste pai perguntando-se quem apresentaria o composto de virtudes necessário a um bom aio do príncipe...

Percorria, em espírito, os nomes de todas as individualidades mais em destaque na corte. Mas nenhum nome o contentava: Este era um ambicioso, esse um intriguista, aquele um hipócrita, estoutro um amoral, essoutro um fútil, aqueloutro um avaro... Não sem razão concluía o rei que nem sempre o valor moral acompanha um certo brilhantismo intelectual ou mundano; (...)

(...)

E a verdade é que nunca, desperto, vira tão claro como via agora, sonhando, serem a ambição e a vaidade os principais móveis de seus ministros, conselheiros, governantes, delegados, secretários; posto encobrissem todos a ambição, o egoísmo e a vaidade sob esplêndidas capas de ideais eternos. Como entregar a tais homens o filho amado? Como confiar deles a desgraça do principezinho perfeito?... Qual deles não especularia com ela?”

 pp. 42, 43, op. cit.

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P.S. - Hoje, ainda, resolvi elaborar um Post a partir do célebre Livro do escritor José Régio. Um Escritor genial, Poeta emérito, um pouco esquecido talvez, que a partir de um “Conto Tradicional”, nos legou este Romance “O Príncipe Com Orelhas de Burro, História Para Crianças Grandes”. Edição da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Lisboa, 2001. Introdução de Eugénio Lisboa. Com Desenhos de “Júlio”, pseudónimo do irmão do Poeta. A 1ª edição foi da Editorial Inquérito, Lisboa, 1942.

Este Romance é pleno de metáforas. Leio, nele, metáforas pessoais, relativas ao próprio Autor; sociais, concernentes à Sociedade, da época, das várias épocas, porque ainda plenamente atuais; e Políticas! Sim, está cheio delas. Não esqueçamos que o Romance foi editado em 1942! E Religiosas também!

Um Romance imperdível!

 

E, perdoe-me José Régio,  é também como uma metáfora que divulgo estes excertos do seu Romance!

 

 

 

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publicado às 22:56



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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