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“Fortitude” - Série Britânica - Episódio V - Se o ADN nunca mente...

por Francisco Carita Mata, em 26.09.15

“Fortitude” - Episódio V - 6ª Feira – 25/09/2015

RTP2

prainting.practice.com 

Se o ADN nunca mente, então quem mente?!

Ou como a euforia pode levar à loucura.

E os peculiares Caminhos do Amor!

 

Pegando na bola da última narrativa, sobre o triângulo amoroso, Trish, Eric e Hildur. Se a governadora não sabia ou fingia não saber, agora, se não sabe é porque não quer, ou não quer ver. Que o abraço entre os dois amantes, no hall do departamento policial, não engana ninguém. Tal o afeto e a força do amor escondido!

Então a Trish está bem?, perguntou Hildur. Não, a Trish não está bem. Está desfeita!, respondeu Eric.

 

E continuamos nesta área do campo narrativo. A do amor.

Que há casos preocupantes, não sei se efeitos da euforia provocada pelas condições climáticas de Svaalbard!

 

O professor e a sua Shirley são um caso patológico. A rapariga já está anafadinha, como se vê, abusa dos hambúrgueres, como se observa no comensal de Helena… e o mestre ainda insiste em que a moça coma sempre mais uma colherzinha, de uma comida processada à base de natas, que até lha mete pela boquinha, como se ela fosse um ganso, a enfiar-lhe gorduras pelas goelas para lhe deformar o fígado… Estranho e louco amor aquele, para na cama lhe dizer que ela está no bom caminho de um ideal de beleza, enquanto a acaricia nos bracinhos rechonchudos e lhe vai dando cabo da saúde.

A mãe de Shirley, Margaret, a médica de serviço na comunidade boreal, não aprova, vê-se no seu olhar de preocupação materna, até porque a filha, que tanto ama a mãe, lhe dá carne de baleia e lho diz a meio da refeição, como se dissesse que lhe serve maçã bravo esmolfe!

Inusitado e estranho amor!

 

E ainda de amor se trata…

A médica foi à prisão tratar de Frank, todo escavaqueirado por Dan, isto porque Frank ama e é amado por Elena, que não ama nem tem nada de amor com Dan, macho assim rejeitado, que o amor que lhe tem a ela, nele se transformou em ódio a Sutter, a ponto de o ter deixado, macho rival e pelos vistos alfa, naquele estado lastimoso de meter dó. Que a suposição de que ele seria o assassino do cientista, porque uma camisola ensanguentada, achada na casa de banho de Frank Sutter, a essa suposição poderia ter levado, apenas foi o pretexto inconsciente e irracional, para eliminar e sobrepor-se ao concorrente e vencedor. Também efeito desse estado de espírito resultante dessa mudança da noite eterna, para o quase sempre dia, mas também prova que os instintos animais mais primários permanecem eternamente no homem, emergindo com mais facilidade em situações extremas como as que se vivem nesse ambiente inóspito. E, mesmo no dia-a-dia. Basta lermos as notícias e relancearmos as redes sociais!

Ambiente de onde ainda provirão estranhas ameaças, que talvez Billy tenha descoberto, que Charlie também já conhecia e talvez, por isso, tenha morrido.

Que naquele espaço e tempo tão peculiar nem tudo é racional!

Nem sequer se sabia se o sangue da camisola seria de homem ou de animal, muito menos identificá-lo como pertencente a Charlie Stoddart, que só se soube mais tarde neste quinto episódio, quando já todo aquele tresloucamento de Dan acontecera, ainda no episódio quatro.

 

E ainda de amor vamos falar e também preocupante.

O amor paternal de Ronnie pela filha Carrie que o leva a levar uma criancinha para o meio de nenhures, onde só existem ursos famintos e desregulados também, que o ritmo biológico daquelas paragens de fim de mundo está-se alterando e ainda se aguardam novas, preocupantes e extraordinárias alterações.

Que a guarda numa tenda de campismo, a meio de uma paisagem gelada, ainda que exorbitantemente bela, mas de que serve a beleza, se a vida está em risco e ameaçada por múltiplos e variados perigos, conhecidos uns e outros de que se espera conhecer novos conhecimentos.

Ao mesmo tempo que a sossega e tranquiliza, mentindo-lhe, lhe ensina sobre o poder dos glaciares.

Que quem deveria andar na busca deles, como de todos os que eventualmente se perdem naqueles ambientes, isto é, Frank Sutter e Dan, estão estupidamente presos no departamento policial, por conta da doideira de Dan, num inquérito policial conduzido por Morton, na presença de Hildur, que já lá vamos.

E assim estão todos esquecidos de pai e filha, mas não o guionista que no-lo lembrou ao longo do episódio, mostrando a situação precária e limite em que estão, que o mineiro até já tem uma das mãos quase ou mesmo queimada.

 

E já que pegámos no inquérito, por aí vamos… que do amor ainda quero falar.

 

Morton, detetive britânico, ao serviço de Sua Real Majestade, The Queen, veio a estas terras para inquirir sobre a morte de Billy Pettigrew, igualmente cidadão do Reino Unido, como já sabemos. Agora com o assassinato de Charles Stoddart assumiu também a liderança da inquirição do caso, coadjuvado por Hildur, a governadora da ilha e da comunidade internacional Fortitude.

Inquérito que incidiu prioritariamente em Frank, que negou ter algo a ver com o assassinato, o que separadamente foi confirmado tanto pela mulher, Jules Sutter, como pela amante, Elena, através das questões e problemáticas sabiamente colocadas pelo guionista na boca do detetive.

Dessa inquirição outras respostas colaterais foram obtidas, outros conhecimentos da trama foram sendo desvendados tanto para nós espetadores, como para os personagens do enredo.

Destaco o que se soube de Elena, que Morton até já lhe perguntara de que fugia ela, e soubemos que fugia dela própria. Que já se chamara Esmeralda, algures numa terra de Espanha, que fora outra pessoa, que já se passaram mais de sete anos, que um psiquiatra lhe dissera que os átomos, palavra que não soubera designar, mas que o detetive ajudou, que os ditos cujos mudam nas pessoas a cada sete anos. E, que sendo assim, que ela acreditava na palavra de psiquiatra, ela que fora Esmeralda, agora era Elena!

Que muito aqui fica por contar sobre Elena, antigamente Esmeralda, ambos nomes lindos que o guionista soube bem escolher. Esmeralda, o mesmo da cigana do “Fantasma…” e Helena o da mítica de Tróia, ambas mulheres sedutoras.

 

E sobre o inquérito, muito mais fica por narrar, que não é propriamente propósito da minha narração, o de ser fiel e fidedigno à primogénita narrativa.

E ainda sobre o dito e cujo, assinalo, não me lembro bem se no episódio soubemos no decorrer da inquirição se já no fim, que o sangue da t-shirt era do cientista assassinado, Charles Stoddart.

Logo Frank Sutter, contrariamente ao que aparentemente houvera sido concluído, era o assassino!

 

Só que aqui, e também não consegui perceber outra vez, Dan teve mais um dos seus ataques de “gletti”. E que Frank não era o assassino e que não podia ser, e barafustava como só ele sabe, quando parece que está possesso, que às vezes é só o que nesta série se parece sugerir, que alguns personagens são possuídos por forças estranhas e irracionais. Comportamento que parece contradizer o que tivera no episódio anterior, em que agredira Frank.

Mas por outro lado esta atitude de inocentar, agora, o outro macho, alpha, só confirma o que escreveramos anteriormente, que toda a animosidade e agressão dirigida a Sutter era motivada por pulsões sexuais recalcadas.

Algo que o guionista nos sugeriu também, bem como a todos os outros personagens da série, neste 5º episódio, na sequência e decurso do inquérito.

Uma das conclusões colaterais…

youtube.com

 

Voltamos, e para terminar esta narração tão parcelar e parcial, a de amor falar.

No de Frank e de Elena, que é amor e paixão, que até o fez esquecer o filho doente, para seguir a fogosa espanhola, que indo junto da casa dele, ao atirar-lhe uma pedrinha à janela como sinal, lhe fez sinal e o chamou para uma casa isolada aonde estiveram.

Que ambos confirmaram separadamente no inquérito, como firmaram o que estiveram fazendo, que ele até o disse usando vernáculo, que eu não escrevo aqui por pudor, que este é um blogue em que, até ao momento, ainda não se usaram palavrões. Que acho não deverem ser usados a torto-e-a-direito só porque sim, mas também não vejo objeção, quando devidamente contextualizados.

O que até poderia ter sido utilizado aqui!

 

E para findar, findo com a descrição infiel, que as imagens dizem mais que palavras, do acontecido no final do episódio, em que Dan, nessa sua tresloucação, se dirigiu a casa de Frank, onde estava apenas a esposa, Jules, que ele está na prisão e o filho no hospital, e revolteou tudo à procura de não sei quê, muito menos a mulher, também espantada com aquele desregulamento de alguém, Dan, com quem há pouco até conversara tão calmamente.

E Dan procurou, e tanto vasculhou, que acabou por encontrar, no quarto do miúdo, Liam, detrás da cama, uma outra t-shirt também ensanguentada.

Estranha e nova descoberta!

Que a primeira camisola ensanguentada revelara ser sangue do assassinado, mas Frank sempre dissera, ao ser inquirido, que tinha a camisola dele com sangue, porque o filho tinha um abcesso que rebentara e lhe sujara toda a t-shirt.

E, agora, aparecia uma outra camisola, igualmente toda ensanguentada.

Depois não entendi a subsequente sequência narrativa, não percebi se ainda estavam a narrar o episódio cinco, se era já uma sinopse do sexto, mas falaram de um xamã, ou qualquer coisa assim, que Frank não era de facto o assassino, não sei…

Aguardemos o episódio seguinte, o sexto, só na próxima 2ª feira.

 

E que terá sido feito do documento roubado e de quem o roubou?!

 

E, obrigado por me ter lido até aqui, diz o texto narrado, e eu, narrador infiel.

 

 

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publicado às 13:41



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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