Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



“Hospital Real” – 15º Episódio Television de Galicia - Parte I

por Francisco Carita Mata, em 19.09.15

Série da RTP2

6ª Feira 18/09/15

Parte I

hospital-real_foto-historica in www.clag.es.jpg

 

Bem, e terminou a série! Terminou?!

Pelo menos é dada como terminada, pelo menos por agora. Pois ficou quase tudo em aberto. Certamente para quando tiverem tudo a postos para a subsequente temporada. Que é essa a estratégia dos guionistas das séries.

 

E vamos jogar com algumas personagens… parafraseando-as como se situassem num tabuleiro de xadrez. E pressupondo até que haverá uma possível continuidade na Série...

 

O par Dom Andrés - Dona Irene, permite continuidade na Amizade, que os amigos são para as horas difíceis.

No Amor não se sabe, agora que ele lhe revelou o seu segredo, de que tem a mulher enclausurada, sob vigilância, forma que encontrou para a proteger de si mesma, resguardar a filha desse conhecimento e confronto com essa realidade cruel, de a expor aos outros ou enviar para um hospício, que seria matá-la em vida.

Por enquanto, Dona Irene fica no Hospital, mas a sua permanência deverá ser sujeita a votação do Cabido, que reunido extraordinariamente e já com a presença de Padre Bernardo, Capelão Mor, votou que ela deveria ser entregue à Justiça Civil e entregue ao Alcaide. Porque, Bernardo, liberto do calaboiço da Inquisição e seguindo a sugestão de Doutor Devesa votou de acordo com a cascavel Somoza e a víbora Úrsula. Tendo-se abstido Dona Irene, porque ninguém pode ser juiz em causa própria, é só fazer contas. Apenas dois votos a favor de ela permanecer no Hospital.

Mas numa jogada tática de xadrez, o rei branco, Dom Andrés, face ao rei preto, Mendonza, que, afinal, é apenas segundo Alcaide, condição de bastardo, determinou que a rainha branca, Dona Irene, fosse presa, sim, mas na prisão do Hospital.

E neste ínterim até que surja nova temporada, muita água irá correr debaixo das pontes. E quem sabe, irá Dona Irene salvar-se das garras do Alcaide, que o que realmente pretende é atingir o Administrador e ocupar o seu tão cobiçado cargo. Rei contra Rei.

 

E Mendonza ser efetivamente condenado por mandante dos crimes já cometidos, quiçá mesmo como autor dos mesmos, dado que a máscara usada pelo criminoso foi encontrada na sua própria casa, pelos homens do Arcebispo, Malvar de nome.

 

Arcebispo que desse facto teve conhecimento pela denúncia efetuada por Duarte, o verdadeiro assassino, mais uma vez fazendo-se passar por Doutor Alvarez de Castro. E as consequências que essa delação teve!

E dado o poder que tinha no contexto da História e a Classe social a que pertencia, à época; e nesta história, sob a perspetiva de xadrez, quando joga, como que peça joga o Arcebispo?

Só pode ser bispo branco, não acha?! O seu ataque é contra o rei preto e, taticamente também se opõe ao bispo da mesma cor.

E quem será o bispo negro?

 

E, esta forma de relatar o episódio de ontem, como se de uma partida de xadrez se tratasse, foi-me sugerida a partir do diálogo de Mendonza com Dona Elvira.

Que o texto e os diálogos nesta série estão muitíssimo bem trabalhados. A vantagem de ser também uma língua irmã da nossa melhora ainda a situação.

E, Dona Elvira, que peça prefigura?

Sendo aliada, dependente e interdependente do rei preto….

 

E, agora, Duarte que, ao longo de todo o enrolar/desenrolar do enredo, foi ganhando um protagonismo cada vez maior, construindo e desconstruindo a história.

Numa perspetiva de xadrez, em termos de importância relativa no Hospital, será apenas um peão. Mas estes, por vezes, põem em xeque o rei e, neste caso, o rei preto, Mendonza, foi por ele colocado nessa situação. Não foi xeque-mate, que por mim, e fora eu o guionista, já teria sido. Duarte matar Mendonza e assim faria justiça pelas próprias mãos. Só que o rei preto tem poder, que usa de múltiplas formas e Duarte, apesar de o enfrentar, dele também tem medo. E podemos mencionar que, na forma como atuou, fez uma jogada muito inteligente.

E Duarte, sendo peão, será preto ou branco? Penso que de ambas as cores, conforme com quem joga.

E tem sempre a vantagem de, como peão, passar despercebido.

Peões que, muitas vezes, vão comendo peças importantes do xadrez, e foi isso que ele foi fazendo, assassinando-as.

 

Com Olalla, é peão branco, em silêncio a ama, ou não fosse ele mudo, com desvelo a recolhe e ampara, quando foi atirada do varandim.

Será que ela se vai salvar?

E já que estamos em Olalla, que esta história é um novelo, foi ela atirada para o fosso das escadarias, por Clara, despeitada?!

E será que a nossa mocinha, salvando-se, vai voltar para o herói?!

 

E, eu, mais do que narrar o que aconteceu ontem ponho-me a especular sobre o que poderá ocorrer num futuro, que nem sei se virá a existir, pois nem sei se haverá outra temporada…

Mas a narrativa tem poder… e leva-nos por caminhos que não prevíramos. E para Santiago também há muitos Caminhos, embora todos se dirijam ao mesmo Lugar Santo: o Túmulo do Apóstolo.

E os Caminhos para Santiago continuam atualmente também perigosos, tal como em finais de século XVIII. Que o diga a turista americana que desaparecida há meses, já foi encontrado o corpo em local ermo, indicado pelo próprio assassino, entretanto preso.

 

E já que estamos em assassinatos, de que esta série está cheia, e de mortes, mesmo de crianças e de recém-nascidos, que estamos numa época de grande mortalidade, para mais agora em guerra, e o que ainda estará para vir, se a história continuar, que a História continuou e nós sabemos o que foi em Espanha, nos anos que se seguiram e em Portugal também, que Napoleão, à data desta história, 1793, ainda não chegara ao Poder, na França Revolucionária, mas, em breve, lá chegaria.

E quem chegou agora à narrativa foi o nosso herói, o nosso Daniel, Doutor Álvares de Castro.

Herói, anti-herói, salvador de vidas, tem, agora, a vida em perigo, arrastando-se, ferido por golpes de navalha desferidos por Mendonza, rei preto. Nesse arrastamento, estica e ergue o braço na direção da câmara… pedindo ajuda… querendo alcançar algo (?)… ou suplicando ao guionista que não o mate, que lhe dê mais uma oportunidade, tal como pediu a Clara e que continue o seriado?!

 

Não sei! Saberão os/as estimados/as leitores/leitoras?

 

O que ele também não sabe é como pode ser Pai de alguém que está ainda por nascer, sabendo ele que não foi visto para o assunto, embora tenha sido chamado, porque Clara o chamou, e por diversas vezes, só que ele não ouviu, fez que não ouviu, viu e não viu e, deste modo, a que deveria ser só sua mulher, foi mulher de outro, que dela fez mulher e, pelos vistos, irá fazer mãe.

Quando esta lhe disse, porque decidiu que o filho seria do pai que ela quisesse, Daniel ficou parvo de espanto, mudo de estupefação, branco de pasmo! Só não desmaiou, porque os homens não desmaiam; só não caiu para o chão, porque os heróis não caiem, embora ele tivesse terminado arrastando-se, como já referimos, mas para a câmara. E, os heróis, mesmo caindo, levantam-se sempre, que era assim que acontecia nos filmes de cow-boys, em que o herói tinha sempre sete vidas e até se desviava das balas.

Só que ele não se desviou dos golpes certeiros da navalha de Mendonza, equivocado sobre quem o tinha denunciado ao Arcebispo, porque Duarte, peão, fizera jogo de Rei.

Daniel, herói, de papel principal, torna-se vítima.

E que peça de xadrez?!

Por mim, acho que cavalo branco, ou não fosse ele herói.

Os heróis montavam sempre um cavalo dessa cor.

 

E quem montará o cavalo preto, isto é, quem representa essa peça no tabuleiro do xadrez da política hospitalar?

Eu acho que, neste momento da narrativa, essa peça já foi comida. E pelo peão.

Era, só podia ser, na minha perspetiva, o pai do nosso herói, que também montava a cavalo, já que era nobre, e essa era uma das funções dos nobres, montarem a cavalo, terem cavalos para as guerras dos reis, formarem as cavalarias.

Dom Leopoldo, era o cavalo preto, entretanto já comido e fora do tabuleiro.

 

E a Enfermeira Mor, Dona Úrsula, que peça simbolizará?

Dada a forma como se desloca no tabuleiro do Hospital, o peso pesado que é o seu corpo naquelas vestes de monja, e as ações que pratica, só pode ser a torre preta.

 

E há alguém que simbolize a torre branca?!

Só pode ser...

 

Dona Elvira de Santa Maria, fidalga de nobre e antiga linhagem, só pode ser...  a rainha preta.

 

Bem e vou voltar ao princípio, fechando o círculo, que vou terminar este post, para o publicar.

Mas vou terminar a narrativa? Tão incompleta, face a tudo o que se passou ontem?!

Não! Descansem caros leitores e leitoras, que ainda vou voltar.

Irei continuar a contar esta estória, a partir da história de “Hospital Real”, mergulhando também, e algumas vezes, na História.

Só que o poder da narração vai-me levando por caminhos diferentes dos que delineara, esta foi a forma de Caminho que encontrei. Não sei se será o francês, se algum dos espanhóis ou algum dos portugueses.

Mas há outras formas de contar, que isto de que quem conta um conto…

E ainda fica muito por contar, como dizia a minha avó e também Xerazade!

 

E ainda vou voltar para contar sobre personagens e aspetos de que não falei.

 

hospital-real_presentacion-en-santiago.jpg

 

Deixo-vos esta foto do grupo de atores que representou o enredo da série.

Mas não consigo identificar todos, personagem - versus ator/atriz.

Por ex. Úrsula, Alicia, Duarte,…

E há uma figura feminina por detrás de outras que não sei quem é…

E muito obrigado por terem a amabilidade e paciência de me terem lido até aqui.

Bem hajam!

Leia também sobre o 16º Episódio, SFF.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:05


12 comentários

De Anónimo a 19.09.2015 às 18:58

Acho que é o fim porque a Olalla morreu e o Dom Daniel também. A série sem os protagonistas não faz sentido nenhum.

De Francisco Carita Mata a 19.09.2015 às 20:11

Se for assim, se, de facto, eles tiverem morrido... Mas será que eles morreram? Não fiquei com uma certeza absoluta.
Obrigado pela sua atenção.
Esperemos que ainda se possam comentar novos episódios.
Oxalá!
Volte sempre, SFF.

De Maria a 20.09.2015 às 15:54

A 2ªtemporada vai estrear este Outono na TV Galizia.
Acho que os protagonistas não morreram.

De Francisco Carita Mata a 20.09.2015 às 18:07

Obrigado pela sua informação e por ter a amabilidade de a compartilhar connosco.
Também acho que os guionistas nos pretendem deixar na dúvida.
Tomei a liberdade de incorporar a sua informação no post que acabei de publicar.
Obrigado e, se faz favor, volte sempre.

De Anónimo a 22.09.2015 às 23:33

Já fazia muito tempo que não seguia uma série e sobretudo com o interesse que esta me despertou. O seu final inesperado, pois dava-me a entender que o enredo teria muito pano para mangas, fez-me procurar alguma informação na Web.
Encontrei a sua análise que achei fantástica ao agarrar a deixa de Dª Elvira e D Mendonza e fazer a sua interpretação deste "jogo de xadrez" adequando brilhantemente as peças aos personagens.

Espero ansiosamente pela Parte II e, claro que, D. Álvarez e Olalla naõ morreram...

De Francisco Carita Mata a 23.09.2015 às 09:00

Em primeiro lugar, cabe-me agradecer-lhe por ter visitado o blogue e ter apreciado a análise efetuada. A série é realmente muito interessante e escrevo no presente, porque também acho que ainda não chegou a hora de fazer os funerais dos protagonistas nem do seriado. Que, como refere, tem ainda "muito pano para mangas".
Aguardemos então a "Parte II". Entretanto irei tentar ver a nova série "Fortitude", completamente diferente desta, mas, pelo que vi, também muito apelativa.
Continue a ler-nos e a visitar-nos, que é sempre um prazer receber visitas!
Obrigado, e até breve!

De Lúcia Fernandes a 26.01.2016 às 13:30

Boa tarde. Reparei que os actores dizem algumas palavras iguais à língua portuguesa. Por exemplo Filha entre outras. Será que me podem explicar porque falam assim. Há regiões em Espanha o de falam desse modo? Obrigada😊

De Francisco Carita Mata a 30.01.2016 às 21:52

Antes de tudo o mais, obrigado por ter visitado o blogue.
Os posts sobre a série galega “Hospital Real” continuam a ser muito visitados, e ainda bem! Todavia, intriga-me esse facto, dado que a série foi transmitida em Setembro...
Quanto à sua dúvida, tentarei explicitar alguns esclarecimentos, reportando também para dois links da wikipédia.
Espanha é um Estado estruturado em várias Regiões Autónomas. A Língua dominante e oficial em todo o Estado é o Espanhol. Mas a Língua que designamos Espanhol é, de facto, o Castelhano, que é apenas uma das Línguas faladas em Espanha, inicialmente falada apenas na parte central da Península Ibérica, designada Castela.
A forma como essa Língua se tornou dominante tem a ver com a História da Península Ibérica e especificamente de Espanha.
Algumas das Regiões Autonómicas assentam a sua identidade cultural em conceitos mais amplos e fortes que simples autonomia. Têm uma profunda identidade nacionalista e até independentista. Casos, por ex., do País Basco e da Catalunha, em que muito recentemente este tema tem sido muito divulgado nos media.
Em várias destas Regiões, além do Espanhol, também se falam oficialmente outras Línguas, inclusive ensinadas nas Escolas, com publicações livreiras e jornais nessas Línguas, nos nomes das ruas, na publicidade, etc, etc. Na Catalunha, o Catalão; no País Basco, o Basco, etc.
A Série “Hospital Real”, reportada a 1793 (século XVIII), passa-se na Galiza, que é a parte de Espanha situada ao norte de Portugal. Na Galiza, a Língua original e mais antiga é o Galego, muito parecida ao Português. Na época a que os acontecimentos da série se referem, o Galego ainda seria a Língua dominante. Atualmente, como as outras línguas originais das várias regiões de Espanha, estará suplantado pelo Espanhol. Porque gradualmente veio sendo desvalorizado e até proibido, de ser falado e escrito, de ser usado, como aconteceu durante o Franquismo, desde finais dos anos trinta do séc. XX, até 1975. Quando foi restaurada a Democracia uma das reivindicações dos Povos de Espanha foi a restauração das suas Línguas originais. Atualmente as televisões autonómicas estruturam muito as respetivas programações também nas Línguas originais. Televisão da Galiza: o Galego.
O Galego e o Português têm um tronco comum antigo, que é o Galaico-Português. A respetiva separação foi-se dando a partir da independência do Condado Portucalense e da definição do Reino de Portugal (1143). Com o tempo, as duas Línguas foram-se afastando, mas mantêm muito em comum. Daí que, na Série, falada em Galego, se pode constatar a existência de muitas palavras comuns ao Português!
Espero que tenha, de algum modo, respondido à sua dúvida.
Volte sempre! Se faz favor!

https://pt.wikipedia.org/wiki/Língua_galego-portuguesa

https://pt.wikipedia.org/wiki/Língua_galega



De Filipe a 15.01.2017 às 00:38

Bom dia. A língua galega nasceu no antigo reino da Galiza, um dos reinos cristãos da península ibérica, resultantes do desmoronamento do império romano. A histórica região da Galiza compreendia o seu território atual e ainda o norte de Portugal. No norte de Portugal falava-se então o galego, tal como no atual território da galiza. Aquando da separação política do condado portucalense começou algum (pequeno) afastamento mas ambos os dialetos continuaram muito próxims dado o fraco poder central de Lisboa e Madrid. Há vários linguistas que consideram as línguas uma só, sendo dois dialetos do galaico-português, tal como é o brasileiro por exemplo. A leitora será certamente do sul, onde o desconhecimento da lingua galega é maior, o que é normal. No norte, toda a gente conhece o galego e sabe a origem comum com a nossa língua. Nas regiões mais remotas,como pequenas aldeias transmontanas, ou zonas raianas do minho as diferenças entre estes dois dialetos são ainda menores dado o menor contacto com o português de lisboa, oficial e dominante. O nosso portguês, devido à escolarização está a lisboetizar-se enquanto que o galego está a castelhanizar-se e o que explica algum afastamento recente. Há um movimento na galiza que pretende reconhecer a língua galega como uma variante do Português. A entrada da galiza na cplp, ainda que como observadora é vista por alguns como um passo nesse sentido. Convido-a a ouvir mais galego (não a ler pois atualmente a gafia oficial está castelhanizada, ou seja, escrita com as regras do castelhano) e a compreensão fica mais dificultada), e verá que é muito mas muito parcido mesmo, não são apenas umas palavras idênticas.

De Francisco Carita Mata a 15.01.2017 às 17:05

Obrigado pelo seu comentário e pelos seus esclarecimentos.Enriquecem-nos sempre os conhecimentos que nos transmitem os leitores dos posts. Volte sempre!
Francisco

De jorge santos a 12.02.2016 às 16:52

Se a séria acabou,não faz sentido. É preciso saber o que vai acontecer aos maus da fita e nós sabemos bem quem são. Para tanto, é preciso que D. Daniel e Ollala não morram. Era bom que a história continuasse pois foi uma série esplêndida. Se os guionistas precisarem de ideias para continuar terei todo o gosto.
PARABÉNS.

De Francisco Carita Mata a 17.02.2016 às 22:13

Obrigado! E bem vindo ao "MGVS - Mundo dos Guionistas Virtuais de Séries". Também não resisti a "inventar" um "roteiro" para um fictício 16º Episódio. Agradeço que dê uma espreitadela, e comente, S.F.F. Tem blogue?! Se não tem, aventure-se na criação de um e divulgue as suas ideias. É para isso que existe a net e vivemos em Democracia! Bem vindo ao blogue e, mais uma vez, obrigado.

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/hospital-real-16o-episodio-87125

Comentar post



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Temas

Poesia

Arquivos

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

Pesquisar

Pesquisar no Blog