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“Hospital Real” – 2º Episódio

por Francisco Carita Mata, em 02.09.15

Nova Série Europeia na RTP2 

Hostal dos Reis Católicos. Santiago. in wikipedia

 

E desenrolou-se, ontem, 3ª feira, 1 de Setembro, o segundo episódio da supra citada nova série. Presumo que seja uma mini série, dado o tempo de duração de cada um dos episódios e a continuidade na narrativa, de modo a estruturar uma conclusão ao fim de alguns episódios.

Valeu a pena ter visto! A temática está a ser apelativa.

E quando aparece um crime para desvendar, no decurso do enredo, mais interessante se torna. Tornamo-nos um pouco “poirots”, pretensiosos, é certo!

Mas gosto da intriga que se processa, da incerteza, do jogo de probabilidades e conjeturas sobre as hipotéticas análises e descobertas.

 

Se são dois crimes, então!... Dose dupla de emoção policial!

Já se formou uma equipa de investigação, que se auto nomeou. O cirurgião-mor, Doutor Devesa e o herói, Dom Daniel, médico recentemente admitido no  Hospital Real e a mocinha, a aprendiz de enfermeira, Olalla! Segredo absoluto, que no Hospital as paredes têm ouvidos.

Se têm!...

 

Para já, descobriram, graças à perspicácia do cirurgião-mor, que houve crime e não apenas um, mas dois.

E que estão interrelacionados. O modus operandi nas mortes, do fornecedor de víveres do Hospital e do capelão-mor, foi idêntico.

Logo, é o mesmo criminoso. Quem?

Na sequência da morte do Padre Damião, o criminoso tirou a máscara e pareceu uma cara conhecida. Seria?! Ou enganei-me? Julguei ser o rapaz mudo que circula silencioso pelas galerias do edifício, que é pau mandado da enfermeira-chefe, Úrsula, de nome. Seria, ou vi mal? Seria o Duarte?!

 

A equipa de investigação não sabe … Pssst! O segredo é a alma do negócio.

Sim, porque tudo parece indicar que há negócios por trás. O Dinheiro, sempre o Dinheiro!

Também já deduziram, isso sim, que os crimes, porque disso se trata, têm algo em comum: o Hospital Real!

Dedução também do nosso cirurgião-mor. O verdadeiro Hercule Poirot!

Interessante a sua figura física, a sua personalidade, as suas ideias, num mundo obscurantista, ainda dominado pela Inquisição. Personagem com que facilmente se simpatiza, pela sua lucidez e modo de atuação, face às barreiras que tolhem a sua ação no exercício da prática médica, num ambiente tão castrador.

Goya, in Los Caprichos, retratou muito bem essa Espanha de finais do século XVIII!

Capricho 23 detalle1Goya wikipedia.jpg

 

E ficamos por aqui, não vou contar a história toda.

Visualizar a série proporciona momentos emocionantes. Que não quero que percais.

 

Mas não vou deixar de questionar.

E quem serão os mandantes?!

Porque, de facto, a forma como todo o enredo se desenrola aponta para mandantes.

 

O nobre falido, Castro, sempre à procura de esquemas de sobrevivência para ganhar dinheiro sem trabalhar?! À época, Antigo Regime, os nobres não trabalhavam.

Às mulheres, senhoras, mesmo que não fossem nobres, também estava vedado o exercício de determinadas atividades. Atividades comerciais, por ex., especialmente se fossem altamente lucrativas e houvesse outro interessado no negócio, para proveito próprio e de quem o favorecesse.

 

Ou a irmã Úrsula, o Dragão, enfermeira-chefe e eminência parda em toda aquela instituição, movendo-se prepotente por todo o seu espaço de ação, manipulando, exercendo com crueldade e despotismo a sua autoridade sobre os mais fracos e desvalidos; fazendo pretensos favores, especialmente a poderosos, cobrando e lembrando juros futuros. Invocando, em vão, o nome de Deus, a sua pertença a uma Irmandade e Igreja, atribuindo aos seus atos, mesmo que criminosos, uma orientação divina! Denunciando…  portando-se com falsa humildade perante os seus superiores.

 

Ou ambos: o “representante” da Nobreza e uma das “representantes” do Clero?!

E qual o papel da Inquisição em todo o processo?

 

Bem, para desvendarmos o enredo… basta segui-lo.

 

Patio de San Juan Hospital Real. in wikipedia.jpg

 

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publicado às 17:00



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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