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"Hospital Real" - Episódio 8

por Francisco Carita Mata, em 10.09.15

Série da RTP2

4ª Feira – 9 de Setembro de 2015

 

Deixaremos de desviar dinheiro do Hospital Real. Concentrar-nos-emos na produção do linho, cultura em expansão…” (…) “Temos de eliminar o nosso homem no Hospital.” Palavras do Alcaide, Dom Mendonza, para os seus apaniguados.

 

E Duarte foi vítima de tentativa de assassinato. Mas defendeu-se muito bem e saiu ileso, tendo o pretenso assassino sido ele próprio assassinado.

Mas como disse D.Úrsula, de parvo não tem ele nada. Automutilou-se com o estilete que utilizou nas mortes que cometeu, fingindo ser vítima do assassino à solta, o que não deixa de ser verdade.

Já antes engendrara um plano de defesa, pois não queimara todo o livro de contabilidade, tendo guardado folhas incriminatórias de Alcaide e Tesoureiro, que guardou numa carta como se tivesse sido enviada via postal. Simultaneamente escreveu outra carta, anónima, acusando o Alcaide sobre os crimes por ele mesmo cometidos.

Ferido, dirigiu-se ao Hospital para ser socorrido e, já no leito, após tratado, deu conhecimento do suposto correio que trazia para o Hospital.

Uma bomba!

 

A equipa de investigação tomou conhecimento e o Administrador deu andamento ao processo de averiguações, confrontando o alcaide com os factos.

Este, inicialmente negou, escudado na sua pretensa superioridade, com base nas suas funções, de Alcaide e Regedor do Conselho do Hospital, e no apoio que tem do Conde de Altamira. Num debate e confronto direto, Dom Andrés só conseguiu fazê-lo ceder, e assumir o ato do desvio de dinheiro, quando o ameaçou com a Santa Inquisição, para quem as suspeitas bastam

“Em primeiro lugar, o que tem a fazer é devolver o dinheiro roubado…”

Veremos o que vai acontecer hoje, em que julgo a série irá terminar…

 

Simultaneamente, com o regresso da mulher à Cidade, apesar de encerrada num palácio, à guarda de uma empregada, Flora, o sossego de Dom Andrés, é ainda menor.

Tendo ido visitá-la, foi seguido pela Enfermeira-Mor, que não desiste em descobrir o seu segredo e tramá-lo.

 

E, por artes do Diabo, na sequência desta situação houve um pequeno incêndio na cozinha do palácio e a esposa de Dom Andrés desapareceu.

E, também por artes do Demo, apareceria, de facto, no Hospital e à própria filha, Clara, a quem a freira dera o tónico adulterado e que ficou perturbadíssima, tendo piorado da sua doença psíquica, para a qual os médicos, apesar de todos os cuidados, não conseguem encontrar uma cura. Teve um ataque de epilepsia e ficou à beira da morte…

Na presença do cirurgião-mor, do médico auxiliar e do próprio pai, inconsolável junto dela, sentindo aproximar-se a hora fatídica, fez um último pedido, casar-se com Daniel, seu noivo prometido.

Este, após consultar a sua verdadeira amada, Olalla, como verdadeiro cavalheiro que é, anuiu. Celebrou-se o casamento, sendo celebrante o novo Capelão-Mor. Que de seguida logo lhe administrou a Santa Unção.

E assim tivemos uma cena quase de Romeu e Julieta!

 

Curioso que neste mesmo episódio já houvera outra cena algo perturbante. A mulher de um peregrino russo, adoecera e ao ser hospitalizada, à beira da morte, descobriram que estava grávida, mas a criança estava viva, apesar de ainda muito prematura. Morta a mãe e a criança viva, coloca-se o dilema de deixá-la morrer no ventre da progenitora ou tentar tirá-la do ventre da mãe, sabendo que também iria morrer logo a seguir…

Dilema moral, científico, técnico-medicinal e teológico-religioso, numa época em que todos estes aspetos eram altamente problemáticos.

Apesar de Dom Devesa achar que era contra natura, pois iam salvar a criança para ela morrer em seguida, prevaleceu a decisão de se fazer uma cesariana, por Doutor Daniel, defensor destas novas práticas. Simultaneamente logo a nascer seria batizado, Yakov, e administrada a Santa Unção, pelo Capelão-Mor.

Assim, o menino tinha direito ao Céu!

E assim, por contingências altamente improváveis e espúrias, se conciliou simultaneamente a modernidade científica e técnico-medicinal e os princípios tradicionais da Igreja.

 

Interior_Catedral_Santiago_de_Compostela.jpg

 

E outros aspetos do enredo?

 

Vamos sintetizar, que se faz tarde.

 

Dom Andrés pretende para membro do Conselho do Hospital, alguém que seja de confiança e em quem se possa depositar essa mesma confiança.

E contra todas as probabilidades e hipóteses irá propor Dona Irene, que aceitou, após ele lhe ter pedido muitas desculpas pela suposição absurda de que ela pudesse ser a assassina do fidalgo. E para quem já começou a obter a concordância de outros elementos.

 

Dona Elvira de Santamaria está nas ruas da amargura, falida, sem dinheiro, que nas lojas já nem fiam às criadas…

Num ato de desespero tenta matar Ulloa… num encontro supostamente de amor, mas que foi perturbado pela presença de Rebeca, fidalga-filha e verdadeira amante do Capitão, a quem este chamara também para esse encontro e que, após trocas e baldrocas, próprias destas situações rocambolescas, o verdadeiro Amor prevalece sempre e lá ficaram os verdadeiros amantes, Ulloa e Rebeca, enroscados e encostados ao sobreiro!

 

E, por agora, ficamos por aqui, que a narrativa começa a tomar conta do narrador e é preciso “postar” este texto, antes que se inicie o 9º Episódio! Último?!

 

E Dom Cristobal e a sua amada?!

E o Inquisidor?

…   …

 Veja também sobre episódio sete aqui!

Vejamos o episódio nono.

 

 

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publicado às 22:02



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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