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“HOSPITAL REAL” (Reposição)

por Francisco Carita Mata, em 16.02.16

Algumas breves consideraçõs sobre os últimos Episódios

 

Pontos Prévios:

Por razões diversas, estive vários dias sem poder aceder à net. Tenho hoje essa possibilidade. Apesar de atrasados, não quero deixar de publicar alguns breves comentários que fui fazendo aos episódios da semana passada. Remeto, novamente e também, para os links sobre o que escrevi durante a 1ª apresentação da série.

E ainda penso publicar sobre o 16º Episódio!!!

Agora pretendo apenas explanar algumas ideais parcelares sobre cada um dos episódios.

 

Torre da Catedral In. Andarilho de Andanhos.gif

 

11º Episódio

2ª Feira 08/02/2016

Títulos e mais Títulos!

 

Sobre este décimo primeiro episódio...

Como intitulá-lo?!

 

Variados títulos poderia usar, em função dos diálogos estabelecidos entre as personagens, que a maioria da narrativa desenvolve-se nessa metodologia.

 

Para mim foi um prazer. Mas os prazeres não são de graça!”, palavras de Mendonza para Dona Elvira e que dão o mote para o próximo episódio.

 

Um salário para as Enfermeiras!” Que define bem a ação de Dona Irene, e o seu papel no Hospital e na Sociedade.

 

Ou então, só para terminar: “A Ronda da Noite!”, que traduz o rondar dos vários personagens, pelas noites do Hospital. O boticário à procura de Rosália; Daniel a fumar nos corredores; Bernardo dando entrada na prisão; Clara, vigilante, na cama, lendo, aparentemente indiferente, mas aguardando ansiosa a decisão do marido, Daniel, que, finalmente, concretizou a sua função de homem. Duarte, entrando sorrateiramente no quarto de Olalla, por momentos sugestionando-nos que iria dar azo à sua veia assassina, mas não! Apenas lhe cortou uma madeixa do cabelo, que guardou junto ao coração.

 

(...)   (...)

 

“...As mãos são o seu bem mais precioso.” Palavras e conselhos sábios de Doutor Devesa para o novel e exaltado Doutor Daniel.

 

 

 12º Episódio

3ª Feira, de Carnaval - 09/02/16

 

A urdidura das serpentes: Alcaide Mendonza, Dona Elvira e Dona Úrsula

(As suas pérfidas estratégias para conquistaram o Poder e darem xeque-mate a Dom Andrés, Rei Branco.)

Ou

Será que a sonsa da filha do Administrador, Clara, vai deixar-se apanhar nos laços do passarinheiro?!

 

Sugiro que faça favor de ler o resumo que escrevi na 1ª transmissão da série, em Setembro 2015.

 

E, como sempre, não abordei todos os assuntos tratados no episódio, nem irei abordar neste pequeno apontamento que inicio.

 

A urgente necessidade de abastecimento de víveres pelo Hospital. Devido à Guerra do Rossilhão e a outras guerras a ocorrerem no Império Otomano, não chegavam cereais russos, à Galiza, que isso Dona Irene explicou a Dom Andrés. E lhe sugeriu que se socorresse dos serviços do Alcaide Mendonza... O que aquele, contrariado e muito relutantemente acabou por ver-se obrigado a fazer.

Relativamente ao Alcaide e a sua fome de Poder, ressaltar o seu ressabiamento por não ser um verdadeiro nobre, dado que era apenas um filho bastardo do Conde de Altamira.

 

As peripécias da operação de Dona Úrsula..., que tanto precisava de ser operada, como se escusava a fazê-lo, por medo de ser recambiada para outra morada... A sua recusa em ser examinada na frente dos alunos de Doutor Devesa. “Não sou fenómeno de feira!”

 

Todos temos dias em que acabamos perdidos nas trevas!”, mais um conselho/sugestão/desabafo de Doutor Devesa para Doutor Daniel, quando este se questionava enquanto homem e médico.

 

A despedida / não despedida, de Olalla e Ulloa, quando este abalou novamente para a Guerra. Cruzaram, uma última vez (?), os seus destinos no corredor do claustro do Hospital, cada um seguindo o seu Caminho. Bem explorado o assunto, ainda havia aqui romance...

 

(...)

 

 13º Episódio

“4ª Feira de Cinzas” - 10/02/16

 

Hospital Real: Centro de pesquisas científicas, na busca de cura para uma doença de origem misteriosa e simultaneamente laboratório de perfumistas. Ou como as ideias de uma mulher podem alterar o rumo da cabeça dos homens.

Enquanto se contrói uma “Teoria Miasmática”, o Hospital transforma-se numa “Corbeille des Fleurs”.

A intrepidez de Dona Elvira no antro da Inquisição: supostamente o local mais seguro de Compostela. O roubo do original do testamento do padre Damião.

Ou como Clara, de sua livre vontade, se foi lançar nas garras do passarinheiro! A espiar pecados alheios! Agora que Daniel lhe ia oferecer água de rosas.

 

 14º Episódio

5ª Feira - 11/02/16

 

Os Ideais da Revolução Francesa chegaram a Santiago, na boca do irmão da mocinha Olalla. Breixo Tabuada sonha pôr em prática: Liberdade, Igualdade, Fraternidade e causa rebuliço em Santiago e no Hospital.

 

Paralelamente, o Inquisidor, Somoza, lembra a Padre Bernardo que “são soldados de Cristo!” Só que o Capelão não puxa para o mesmo lado e a invocação do “Exército de Cristo”, já deu para muitas contendas... e mortandades.

 

As experiências científicas no Hospital prosseguem. Resta provar que uma mera casualidade pode ser uma causalidade. Ou a Vida está sempre nas mãos da Sorte! A experiência perfumista foi um êxito.

 

Clara continua na sua senda de dar um neto à sogra. E de sonsa passou a cínica!

 

Duarte mexe os cordelinhos da narrativa criando ainda mais intrigas e trocadilhos e não fora o Administrador ter fechado as portas do Hospital, a estas horas já Rosália calcorrearia caminhos de outra freguesia.

 

Dona Úrsula anuncia a morte do auxiliar do Oficial de Justiça e com isso conta que o Alcaide aperte a corda ao novel casal: Andrés e Irene, que, antes que seja tarde e não tenham mais oportunidades, se beijam apaixonadamente!

 

Enquanto isso, Alicia chora pelos cantos as mortes das criancinhas inocentes.

 

15º Episódio

6ª Feira - 12/02/16

 

E ocorreu o último episódio da série! Dom Andrés, angustiado e transtornado, correu todo o Hospital, observando o estado lastimoso a que este chegou na sequência da catástrofe ocorrida no paiol da pólvora seca. E gritou! Gritou com quantas forças tinha, um grito de impotência e desespero, que se ouviu por todo o Hospital e, para além dos muros deste, ecoou por Santiago, Cidade Santa Compostelana

E, como se estivera no Gólgota, poderia ter proferido: ”Meu Deus, Meu Deus! Porque me abandonaste?!”

E deste modo tão dramático terminou a Série!

 

Nota Final: A foto é original, cortesia de "Tâmara Júnior", in "Andarilho deAndanhos"

 

 Consulte, S.F.F.

 

 

 

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publicado às 16:37



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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