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Incêndios » » » Enxurradas

por Francisco Carita Mata, em 17.08.16

Questões Pertinentes e Perguntas lmpertinentes, mais uma vez!

 

Este é um daqueles temas sobre que preferia não me debruçar.

Aliás, alguém gostará?

Por vezes nem sei. O excessivo mediatismo associado ao assunto… Haverá necessidade que os media, especialmente as TVs, tanto vibrem perante essas ocorrências?! Uma certa contenção informativa não seria muito mais formativa?!

Não sei. O que acha?

 

Agora que o “fogo” informativo já acalmou mais, gostaria de debitar alguns bitaites.

 

Antes de mais, lembrar, o que toda a gente com facilidade já saberá, é que, agora, de imediato, para além de remediar e resolver todos os desastres resultantes dos fogos, haverá que começar a prevenir, desde já, as eventuais e hipotéticas, e previsíveis, enxurradas.

Agir no sentido dessa eventualidade. Preparar essa possível ocorrência.

Muito especialmente na Madeira, dada a orografia do terreno e a forma como está implantada toda a estrutura demográfica.

Mas, com tantas questões para solucionar, se calhar esses aspetos vão ficar para um plano secundário.

Esperemos que não!

 

Sobre toda esta temática, incêndios e enxurradas, no ano passado, divulguei um post, há um ano, a partir de uma estória que escrevera anos atrás.

No essencial as questões principais, infelizmente, mantêm-se.

 

Prevenção. Sim, é o fundamental. Muito falta fazer. E neste aspeto não há grupos no Poder que se possam limpar uns aos outros, nem alijar responsabilidades, atirando para cima dos antecessores. Todos são, todos somos, corresponsáveis. Ou não?

Os cidadãos também podiam ou não agir com maior sentido de responsabilidade?!

As tricas, as trocas e baldrocas partidárias, neste campo, não fazem qualquer sentido.

Este é um dos assuntos/problemas deste País em que tem que haver uma unidade de esforços, independentemente das cores de cada um.

(Outro, sobre que falarei um dia, é o da reconstrução do casco antigo das nossas cidades, vilas e aldeias.)

 

E não adianta defender que os fogos ateados por mão criminosa existem, independentemente da prevenção, porque, sendo essa afirmação verdadeira, apesar de tudo, havendo medidas preventivas os seus efeitos serão menos nefastos.

Prevenção, sim! Prevenção, como prioridade.

E, mesmo no caso dos criminosos que pegam fogos, também se pode agir preventivamente.

 

Prevenção, envolvendo todos:

- Poder Central, Poderes regionais, Poderes locais.

- Cidadãos, Pessoas, Populações. Todos. Dos campos, mas também das cidades.

- Com tantos festivais e festivaleiros, festas, festarolas e festanças, seria bom que as pessoas, todas, tomassem consciência da ação cívica que lhes compete e que a sua não participação em ações concretas, quanto mais não seja pela falta de cuidado e civismo, tem consequências indiretas ou mesmo diretas no descalabro a que se chegou.

 

E a propósito de cidadãos. (Cidadãos?!)

Aqueles sujeitos que, de forma propositada, alguns de forma reiterada, ateiam fogos, como proceder com eles?

Prendê-los temporariamente e libertá-los pouco tempo depois?

Não terá, apesar de tudo, muito menos custos sociais e económicos, mantê-los vigiados, melhor, privados de liberdade de movimentos, acompanhá-los, de algum modo integrá-los em atividades socialmente úteis?

Durante as estações do Outono, do Inverno e na Primavera mantê-los presos, mas ocupados em atividades precisamente de limpezas e manutenção de campos, ou outras adequadas ao seu perfil.

No Verão, igualmente privados de liberdade, mas retidos em locais que não sejam suscetíveis de atear fogos.

 

Ainda e a propósito de cidadania ativa, porque não colocar o pessoal “desempregado” na limpeza e manutenção de matas, caminhos vicinais, estradas, “ressuscitando” até funções e serviços que eram desempenhados, por ex., por cantoneiros e guardas-florestais?

De certeza, que o exercício destas funcionalidades traria muito mais vantagens, a todos os níveis, que os modelos vigentes.

 

E os Jovens nas Escolas serem também despertos e envolvidos em ações práticas de limpeza do meio ambiente. Estruturar ações, projetos, nesse sentido.

 

E o exercício da “tropa” precisamente para essas funções? Que este trabalho de limpeza e manutenção de campos e matas tem que ser uma verdadeira “guerra” ao fogo.

 

E os presidiários? Porque não ocupá-los também nessas tarefas?

 

Para além de os cidadãos terem práticas ativas de respeito pelo meio ambiente, o que de todo não se verifica.

Basta ver como muitas pessoas lidam com o lixo e com os cigarros!

 

E uma ideia que não é totalmente original no seu conteúdo, ainda que julgo sê-lo na sua metodologia.

Porque não criar, por ex., rebanhos de ovelhas e/ou de cabras ou mistos, que, num modelo ancestral, idêntico ao dos “rebanhos comunitários”, percorreriam terrenos abandonados, matas e matagais, caminhos antigos e vicinais, ribeiros e ribeiras, pastando, comendo os matos e, assim, de uma forma ecológica e amiga do ambiente, limpariam os terrenos e funcionariam preventivamente contra eventuais incêndios?

Um modelo que poderia ser organizado e gerido pelas autarquias, com o apoio das populações locais, que poderiam ser cofinanciadoras dos projetos e, dessa forma, participarem na cogestão das atividades em todas as suas implicações.

Uma ação preventiva e fiscalizadora, suscetível de criar riqueza e trabalho.

 

E porque não utilizar toda a matéria vegetal na produção energética, incentivando precisamente as limpezas como fontes de rendimento ao promover-se a venda do material lenhoso e vegetal a centrais energéticas?

 

Caminhos vicinais. Foto original DAPL 2016

 

Limpezas efetuadas como deve ser, a começar nas estradas e caminhos. Não esse arremedo de limpeza que se faz, em que se corta a erva maior, mas fica todo o substrato vegetal no solo.

Aí residiria o papel fundamental dos cantoneiros.

E junto às localidades, especialmente as montanhosas e de zonas florestais, definir um perímetro em que terá que haver total erradicação de matos e árvores facilmente combustíveis.

 

E atenção aos negócios, aos negócios, aos negócios associados a estas questões dos fogos!

 

E será necessário transformar todas estas tragédias ambientais e humanas em espetáculos mediáticos?!

Será?

 

Prevenção! Prevenção! Prevenção é sempre imprescindível.

Feita como deve ser e envolvendo toda a gente, todos os anos!

 

Porque, no final há tanta verba, tantos milhões e é sempre tão apelativo ouvir-se falar em milhões, mas de onde provêm todas essas milionarices?!

 

Tantos impostos!... Quem paga, quando se bebe uma simples bica?!

Pense nisso caríssimo/a leitor/a.

 

(Nota Final: Foto original de D.A.P.L. 2016. - Caminho vicinal, bordejado de "rosas loureiras" e a habitual erva seca.)

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publicado às 15:35



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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