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Jacarandás

por Francisco Carita Mata, em 06.06.15

 

Jacarandás

 

Foto2163. Foto de DAPL 2015 jpg

 

 

Florir em Junho ou Maio, conforme o mar

Ricamente adornados de azul – lilás

São beleza estonteante, d’encantar

Nas alamedas exultam jacarandás!

 

Ser vivo, planta duma outra latitude

Raiz e berço no hemisfério sul

Traz à cidade uma nova amplitude

Poema declamado a verde e azul!

 

No Outono é mais verde, verde ainda

Nova juventude recobre o seu manto

D’ estações trocadas, mesmo assim linda

Esta árvore, nas praças, é um espanto!

 

Em Março cai a folha, nasce por Abril

Cumpre-se, enfim, destino primaveril!

 

Foto2165. Foto de DAPL 2015 jpg

 

Publicado em “Mensageiro da Poesia” (Boletim Cultural) Nº 118, Maio/Junho 2013.

Boletim Cultural do CNAP - Nº 125 - Ano XXVII - Nov. 2016.

 

 

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publicado às 12:12


3 comentários

De poetaporkedeusker a 09.10.2016 às 16:51

Lindíssimo poema aos jacarandás!

Sabe, mesmo que não pareça, sou uma mulher de grandes paixões... e paixões duradouras, razão que quase me levou às lágrimas quando vi caírem as palmas novinhas que cresciam no topo da "minha" palmeira resistente... mas sou, também, profundamente racional e sei que não vale a pena sonhar com uma nova plantação de palmeiras. Mesmo que fosse possível tentar plantá-las, elas ficariam imediatamente infestadas, seria um investimento sem retorno. Inútil.

Não costumo ter grandes sonhos pessoais, mas... de quando em quando,tenho mesmo saudades do verde que pontuava este passeio/alameda... não gostaria de morrer sem voltar a vê-lo sorrir-me quando me abeiro da janela... os jacarandás seriam muito bem vindos a este passeio, agora que a minha/nossa última palmeira morreu.


Fraterno abraço!

De Francisco Carita Mata a 19.10.2016 às 18:41

Pode crer que os jacarandás embelezariam o passeio. E têm essa particularidade de serem de outro hemisfério. Ainda ontem, em Almada, constatei três árvores que se julgam na Primavera. Ramagem verdíssima e floridas daquele azul-lilás, que só no jacarandá!
As que estão nas fotos hei-de por lá passar a ver se também se acham na estação das andorinhas.
Obrigado pela sua atenção.
E continue poetando.

De poetaporkedeusker a 19.10.2016 às 18:51

... continuarei a escrever, enquanto me restarem força e autonomia para isso, pode estar seguro, amigo Carita Mata, bem como a esperar ainda poder ver os jacarandás neste passeio completamente desfigurado pela ausência de árvores.

Fratrno abraço!

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Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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