Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



MÃOS de Tactear

por Francisco Carita Mata, em 09.01.15

 

MÃOS de Tactear

 

Mexer, moldar, amassar o barro

Dar-lhe uma forma de mulher

Numa infusa de asa, num jarro

Empedrar enfeites de malmequer.

 

Traçar sonhos na cortiça

Bordar varandas e janelas

Mãos que agarram na rabiça

Esculpem santos de capelas.

 

Em trança, cabelos sedosos

Sentem escorrer neles, calosos

Grosseiros dedos de trabalhar.

 

Afagar um rosto de criança

Sorrir-lhe, ganhar confiança

Num beijo de amor e de amar.

 

 

Escrito em 1988

Publicado em:

Boletim Cultural Nº 3 de Círculo Nacional D’Arte e Poesia, Maio 1990

 I Antologia Poética do Círculo Nacional D’Arte e Poesia – CNAP – 1994.

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:18


2 comentários

De palavras a 17.01.2015 às 20:41

As mãos moldam, traçam sonhos, esculpem...
Mas há no poema uma imensa ternura que vem da alma num beijo de (a)mar.

De Francisco Carita Mata a 17.01.2015 às 22:00

Obrigado. Obrigado pelas sugestões.

Comentar post



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

Temas

Poesia

Arquivos

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

Pesquisar

Pesquisar no Blog