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“MOMENTOS de POESIA” – Biblioteca Municipal de Portalegre

por Francisco Carita Mata, em 15.04.15

biblioteca portalegre.jpg

 

“ Aqui no meu colo tão grande e tão pequeno…”

 

No passado dia 11 de Abril, segundo sábado do mês, como habitualmente, decorreu na Biblioteca Municipal de Portalegre, o evento “Momentos de Poesia”, acontecimento poético, organizado e coordenado por Drª Deolinda Milhano, que mensalmente enobrece a cidade, divulgando a veia poética de artistas de algum modo ligados à Cidade de Régio.

momentos poesia abril.JPG

 

No pretérito sábado, a convidada foi a poetisa Teresa Helena Pascoal, 1939, montijense, mas que viveu parte da infância e a adolescência em Portalegre, onde estudou e conviveu com figuras da cultura citadina, nomeadamente o Poeta de “Toada de Portalegre”.

 

Na sala “Comendadora Domingas Valente”, a partir das dezasseis horas, estiveram presentes cerca de meia centena de “Amigos da Poesia”, entre os quais vários familiares da Poetisa, pois compareceram filhos e netos que com eles trouxeram a espontânea alegria e irrequietude da infância. Todos tivemos, por mim falo, o grato prazer de assistir e participar, pois quem o quis fazer pôde fazê-lo e deixar o seu testemunho e a sua intervenção no decurso ou no final da sessão, como foi desde logo referido na apresentação pela coordenadora.

 

Após os agradecimentos que sempre se impõem em todas estas ocasiões e um breve resumo dos eventos já realizados e já foram bastantes, ao longo dos vários anos em que se têm concretizado estes “Momentos de Poesia”, a Drª Deolinda Milhano passou a palavra à homenageada.

 

Teresa Helena Pascoal fez um breve introito à sua apresentação e questionou a assistência, ou não tivesse também sido Professora, sobre “O que é a Poesia”?

Da assistência, ouviu-se: “A Poesia é música escrita com letras.” E este poderá ter sido o mote para o diálogo que ao longo da sessão, periodicamente se foi desenrolando entre a “mesa” e os assistentes.

Pegando nesta deixa, a Poetisa mencionou como a Poesia pode ser “um estado de alma, … um grito de alegria, … que nasceu com ela, … um ato de amor". Com a Poesia “ ao papel confessava…, se libertava das tristezas…”

 

Após esta breve introdução, começou a leitura dos seus Poemas, de um conjunto que trouxe selecionado, procurando, por vezes, tecer alguns comentários explicativos dos mesmos. E, parafraseando um verso do seu poema “Despertar”, “… Uma rosa vermelha lentamente se abriu…”.

 

Foi respondendo a questões formuladas pela coordenadora, que a acompanhava na mesa, tendo também intervindo alguns elementos da assistência. Quando se falou do insigne Poeta e Professor José Régio, com quem conviveu Helena Pascoal, e de quem é admiradora, também alguns assistentes, com conhecimento profundo de causa, manifestaram a sua opinião, enriquecendo-nos sobre o Homem, o Cidadão, o Professor, o Poeta, para nós que apenas o conhecemos através do que lemos, alguma da sua obra em verso e prosa e textos e ensaios sobre o mesmo. Para além de outras fontes, os desenhos e filmes baseados em obras suas, nomeadamente de Manuel de Oliveira, para além da sua faceta de colecionador de obras de arte sacra e popular expostas “… na tal casa tosca e bela…”.

 

A sua faceta de aluna, excelente, como também foi referido, através do saudável diálogo continuado com a assistência; de jovem, de mulher, de filha e de mãe, de mulher, companheira e amiga, de poetisa, também de avó, de cidadã, todos estes aspetos, em diferentes cambiantes, em registo poético de agradável leitura, perpassam na poesia que nos revelou, sendo que também leu poemas do seu livro “CAMINHADA”, edição de autor, 2014. Como por ela referido na introdução ao mesmo, “Esta coletânea de poemas pretende ser, apenas, uma autobiografia em verso”, a sua vida é portanto aí espelhada poeticamente. O Amor, aos entes queridos, com realce aos já ausentes, o Amor às Terra(s) em que nasceu e viveu, às Pessoas relevantes que a marcaram…  Amor que aliás também proporcionou interação com a assistência, a propósito de “cartas de amor”…

A Saudade a Nostalgia… do tempo passado, dos caminhos percorridos, quiçá de outros por percorrer… “… saudade da vida simples do lavrador…”, in “Manhã de Neblina”.

 

Falou-se também de Manuel Giraldes, “distinto poeta montijense”. Finalizou a leitura com “A minha rosa vermelha: Desci ao jardim do amor / Antro da minha ilusão. (…)”, poema lindíssimo.

Houve um agradecimento final a todos os intervenientes neste gratificante evento, tendo também falado familiares e amigos.

E, como foi apanágio neste encontro em que a interação construtiva entre todos os agentes envolvidos foi uma constante, a sessão de Poesia foi, de facto, encerrada pelo Poeta Miguel Joanes que, de improviso e de forma “repentista”, declamou um poema de agradecimento e de parabéns.

 

Bem-Haja pois a “Momentos de Poesia”!

 

(Nota Final - imagem da Biblioteca in: http://www.igogo.pt/)

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publicado às 00:14



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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