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PLÁGIO: BORGEN! BORGEN?

por Francisco Carita Mata, em 18.02.15

Borgen in www.rtp.pt.jpg

BORGEN

Ontem, dia 17 de Fevereiro deparei-me nos blogs com uma situação, para mim, no mínimo, inesperada.

 

Tenho um blog relativamente recente. Apenas funciona há quatro meses. Um bebezinho, portanto. 

 

Pois qual não é a minha surpresa, quando vejo nos destaques, um post com o mesmo título de um que eu publicara em 31 de Janeiro: “BORGEN” http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/borgen-21629

 

Fiquei entusiasmado.

"Excelente", pensei, "Alguém que gosta da mesma série que eu."

Abri e comecei a ler.

Senti um verdadeiro arrepio na espinha. Parecia-me que estava a ler excertos do que eu escrevera duas semanas antes!? Seria possível?!

"Será o meu post, que só agora foi destacado?! Ou de alguém que destaca um trabalho meu, citando?!" Pensei…

Pois nem uma coisa nem outra!

Todavia, eu estava a ler partes do meu trabalho, pois este post é objetivamente um excerto do que eu escrevi duas semanas antes, como pode ser comparado nos textos que se seguem.

 

Reclamei na gestão dos destaques, tendo sido prontamente respondido.

Ontem também comentei no blog onde se encontra o texto plagiado. Esse comentário esteve algum tempo exposto, mas foi retirado… Entretanto, hoje, fiz novo comentário que já não foi exposto imediatamente, pois o autor do blog resolveu, repentinamente, moderar os comentários...

Como a pessoa que “plagiou” agradeceu o destaque, também resolvi agradecer, pois, na verdade, o texto original é meu! De facto, são as minhas ideias sobre a série que estão a ser destacadas.

 

Se fiquei aborrecido?!

Realmente fiquei, mas por a pessoa não ter citado a fonte.

Porque na net, já sabemos que os trabalhos que divulgamos estão à disposição da comunidade de internautas. Como costumo dizer, ‘quando se acende uma luz’…

Porém há regras mínimas a respeitar. Deontologia…

 “A César o que é de César…”

Tudo o que escrevo é original, muito é inédito, este texto, por ex. e quando "retiro" de outros, faço citação! É uma regra deontológica.

 

Quanto à outra pessoa ter “usado” palavras minhas pode ser considerado elogioso, pois, no mínimo, está a valorizar o que escrevi e a minha maneira de pensar.

Se fez mal?! Claro que fez. Mas quem não erra?! Todos erramos, todos fazemos asneiras. O importante, nessas situações, é assumir o erro, a falta e pedir desculpa. “Fair-play”! Contudo, não foi isso que foi feito, até agora, e que seria o mínimo aceitável.

“Quem nunca pecou que atire a primeira pedra!”

 

Apresento agora os dois textos para que sejam feitas as comparações, encontrando-se a negrito as expressões copiadas.

 

Em primeiro lugar o post que escrevi (http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/borgen-21629).

Por ironia, o título do post que escrevi é:

 

"LIBERDADE: Liberdade de Expressão, Liberdade de Comunicação…

 

Atualmente na televisão pública passam alguns programas de referência, que são imperdíveis.

No Canal 2, pelas 22h, em dias de semana, passa uma série excepcional: BORGEN, um drama político, cujo ação decorre na Dinamarca, em que pela primeira vez uma mulher é primeira – ministra. Com desempenhos notáveis de vários atores e atrizes, retrata os meandros do Poder Político (Executivo, Legislativo e Judicial), com especial destaque ao Executivo e do 4º Poder (Comunicação Social) e o seu poderio num Regime Democrático e Ocidental.

Num contexto nacional, Dinamarca, mas integrado e integrante dum enquadramento e funcionamento à escala mundial/global.

Em contraponto e correlação, sempre, a vida pessoal das personagens e como, numa Democracia, estas situações se interligam e passam a domínio público, através da Comunicação Social.

Este breve esboço é reducionista das temáticas abordadas na série, que são múltiplas e variadas.

A questão da Liberdade, da Liberdade de Expressão; o papel da Mulher na sociedade e na política, particularmente em cargos de chefia; os interesses económicos condicionantes dos restantes poderes; o papel da Europa e de um pequeno país nas políticas mundiais, a importância do diálogo entre os vários agentes de decisão, … A defesa dos valores fundamentais do Ocidente, dimanados dos ideais da Revolução Francesa… Dos Direitos Humanos.

A difícil conciliação entre esfera pública e privada, de todos os intervenientes no exercício de funções e cargos em qualquer um dos quatro poderes…

Surpreende até a interligação entre o que se apresenta ficcionado e a realidade que vivemos.

O episódio da passada 5ª feira, 29 de Janeiro, foi paradigmático. Pela forma como a questão da Liberdade de Expressão foi apresentada e pelo apelo à lucidez e inteligência do espetador questionando-o sempre, quer direta quer indiretamente.

É impossível ficar-se indiferente aos temas e à forma como nos são apresentados em qualquer um dos episódios.

Convida sempre à reflexão, ao espírito crítico de quem vê! Um verdadeiro serviço prestado pela Televisão aos espetadores e à sua inteligência!

Só mesmo acompanhando!

É imperdível e até passa a uma excelente hora: 22h."

 *******

Agora o texto apresentado no blog Narrativa Diária e que pode ser encontrado aqui http://narrativadiaria.blogs.sapo.pt/borgen-255371

 

"No Canal 2, pelas 22h, de 2ª à 6ª, passou uma excelente série : BORGEN, um drama político, cuja ação decorre na Dinamarca, em que pela primeira vez uma mulher é primeira – ministra.

A série abordava situações próximas das nossas a vários níveis como o papel da mulher na sociedade e na política, particularmente em cargos de chefia; os meandros do poder político, com especial destaque ao poder executivo e ao quarto Poder (Comunicação Social);os interesses económicos condicionantes dos restantes poderes; o papel da Europa e de um pequeno país nas políticas mundiais, a importância do diálogo entre os vários agentes de decisão.

Com desempenhos notáveis de vários atores e atrizes, esta foi uma ótima oportunidade de fugirmos um pouco às séries americanas que já vão cansando...Pena ter terminado!"

 *******

“Pena” é não ter citado! Concluo eu.

"Pena" é serem destacadas cópias, quando os originais passam despercebidos!!!.

De qualquer modo, obrigado, porque se retirou excertos do meu trabalho, embora não citando é porque o considera válido!

Contudo, não posso deixar de frisar: “A César o que é de César…”

Francisco Carita Mata 18/02/2015

 

(Nota: foto in wikipédia.)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:43


4 comentários

De Paulo Jerónimo a 19.02.2015 às 14:09

Gesto mesquinho de ambos!

De Francisco Carita Mata a 20.02.2015 às 16:38

Não posso deixar de comentar o que escreveu.
Não percebo o porquê de “ambos”.
Reclamar o que nos pertence, nas instâncias certas e de forma civilizada como fiz, é um Direito e um Dever de Cidadania. Se essa atitude fizesse parte integrante da nossa Cultura, talvez não houvesse tanta falcatrua como há. Não sabemos, ainda, o que é a Democracia em que supostamente vivemos há quarenta anos!
Antes de escrever o “post” contactei com a pessoa em causa e confrontei-a com os factos. Não fui mal-educado ou insidioso. Apenas gostaria que a pessoa reconhecesse, por ex. citando, ou pedindo desculpa. Até porque, em última instância, alguém que se apropria do que é nosso é porque lhe dá valor. O modo como é feito é, contudo, incorreto. Fala-se muito em “Liberdade de Expressão”, mas não se sabe o que é isso.
No blog referido constato que nos “posts” seguintes já há o cuidado de citar e colocar entre “aspas”. Então porque a pessoa não o fez no meu texto?!
Também não adjetivaria a atitude tão forte como “mesquinha”. Hoje, “sacar da net” é uma prática usual. Com o que, apesar de ser corrente, não concordo. Poderá ser feito, mas sempre citando!
Não me alongo mais. Mas agradeço o seu comentário, não concordando, todavia, com ele na sua totalidade. Fez-me refletir um pouco mais sobre o tema da “Liberdade de Expressão”, tão na moda recentemente.

De a.c. a 07.03.2016 às 01:45

No meu caso, o blog é mais recente, tem um mês e logo a partir do segundo dia comecei a ser plagiado, e não era só frases, foram os post's por inteiro, a única coisa alterada foi a supressão dos links que eu tinha nos meus a indicar as fontes, que desapareceram no blog que me plagiou. Cumprimentos

De Francisco Carita Mata a 07.03.2016 às 20:22

Realmente é muito aborrecido. Mas, apesar da atitude de quem assim procedeu ser incorreta e não justificável, pois deveria ter citado a Fonte, todavia mostra que aprecia o seu trabalho e lhe dá valor!
Foi sob esse prisma que perspetivei o plágio que fizeram do meu trabalho. Pensei. É mal feito, sim! Mas já que o que publicamos na net, sabemos que deixa de ser "nosso", acabando por ser partilhado, neste caso, "roubado"... Mas manifestaram apreço, mesmo fazendo-o da maneira errada!
E, eu que, quando planeei o blogue, nunca pensara em escrever sobre Séries, não constava dos meus objetivos iniciais, acabei por escrever sobre essas temáticas. E juntei o útil ao agradável. Gosto muito de cinema e de visualizar séries, que me "toquem", me digam alguma coisa. Passei a escrever sobre elas. E, se quer que lhe diga, é o tema que as pessoas mais visualizam. Sobre algumas, por ex. "Hospital Real" e "A Família Krupp", as visualizações atingiram números surpreendentes, para mim, que apenas escrevo "umas coisas", sem qualquer formação técnica ou científica nestes âmbitos. Sou simplesmente amador. E assim descobri um outro campo para o meu blogue, que, à partida, não previra. Mas divirto-me a "escrever", melhor a "reescrever" sobre o enredo das séries que me agradam.
E também vou ficando a saber que séries são mais populares, cujo facto se reflete nas visitas e visualizações. (Que não será propriamente o mérito da minha escrita, que eleva as visualizações...)
Pois, como já lhe frisei, não desista de escrever e publicar. Mas também fez bem em apresentar "queixa". Depois, publique um post sobre o resultado.
E, volte sempre, S.F.F.
Francisco

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Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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