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“Praxe: integração ou violência? Uma tradição sem consensos.”

por Francisco Carita Mata, em 30.09.16

Retrocesso Civilizacional

E mais alguns tópicos sobre assuntos de idêntica categorização

 

praxes submissão in. 5dias.wordpress.com

 

 

Preâmbulo:

1 – Antes de tudo o mais, pedir desculpa por não ter divulgado este post ainda no dia de ontem, conforme sugestionara, mas foi de todo impossível.

Por outro lado, quando escrevo sobre assuntos polémicos, julgo ser bom deixar os temas a “macerar” um pouco, ou como se costuma dizer “o travesseiro é bom conselheiro”!

 

2 – Mencionar igualmente que ao referir-me às “Praxes” e falar em “ódio de estimação” é traduzir a ideia subjacente ao assunto, de uma forma infeliz.

Tenho abordado, com alguma frequência, esta temática no blogue, porque periodicamente vem à baila na comunicação social, quase nunca pelas melhores razões.

E porque não concordo com as mesmas, visto que, no essencial, as respetivas práticas não respeitam as liberdades, direitos e garantias fundamentais dos indivíduos, nem obedecem ao princípio da igualdade entre cidadãos.

 

Desenvolvimento:

 

SAPO 24”, abordou este tema polémico, propondo debate, através de três redes sociais em que não estou inscrito.

 

Mas como este é um tema que me “toca” e sobre o qual já me tenho debruçado neste blogue, em diferentes ocasiões, resolvi, mais uma vez, voltar a ele, apesar de quase sempre desejar que seja a última. Mas está difícil tal acontecer.

 

Pouco terei a dizer para além do que já afirmei e do que pessoas mais avalizadas que eu têm referenciado.

 

Começo por frisar que sou totalmente a favor de Atividades de Integração dos Novos Alunos nas Instituições de Ensino Superior em que vão iniciar os seus estudos.

 

Atividades diversas, organizadas por Alunos, Professores, Entidades e Instituições de Ensino, com a colaboração dos mais diversos Organismos Institucionais, públicos e ou privados da(s) Localidade(s) onde estão sediados os estabelecimentos de ensino, de forma e como forma de os alunos se integrarem no novo Meio em que se vão inserir e se conheçam e criem laços de cordialidade entre si.

 

Mas essas atividades devem obedecer a Valores elementares, basilares e fundamentais, na relação entre Pessoas: como seja a existência de Respeito e Consideração de uns pelos outros, antes de tudo o mais por Si mesmos.

Sustentadas no Princípio da Igualdade entre Pessoas, Cidadãos, Jovens, Estudantes.

 

Estruturando-se, assentando nestes dois Princípios basilares, nestes Valores fundamentais:

- Igualdade

- Respeito e Consideração por Si e pelos Outros.

 

Princípios e Valores que, globalmente e de uma forma quase generalizada, as designadas “praxes” não seguem e até há pouquíssimos anos, não seguiam de todo. 

Daí, continuar a repetir o slogan, que tenho vindo a defender, em diferentes momentos, neste blogue:

Diz NÃO às Praxes!

 

O artigo supracitado enquadra o suficiente sobre essas práticas, não sendo de todo completo, mas é suficientemente esclarecedor para quem quiser lê-lo com atenção.

 

Há um aspeto que se acentua sobre as ditas “praxes”, que me impressiona sempre. A tão falada “Tradição”!

 

Acho muito peculiar que se invoque tanto este aspeto da Vida, num mundo em que houve tantas e tantas modificações, tanto no plano social, como no tecnológico, científico, etc.

 

Defender as Tradições, sim.

Mas as que traduzem algo de construtivo, de relevante, de elevado, culturalmente falando, para o Ser Humano, para a Humanidade, para os Homens e Mulheres deste País e deste Mundo.

 

Que não é o caso das “praxes”, que representam um verdadeiro retrocesso social e cultural.

 

Que haja pessoas, para mais frequentando o dito ensino superior e que defendam estas práticas, de todo me surpreende!

 

*******

 

Impressiona-me que num País que evoluiu extraordinariamente sob múltiplos e diversificados pontos de vista, nestes últimos quarenta anos, nalguns aspetos regrida completamente.

 

Existem outros, como é o caso da manutenção de certas práticas de “diversão” (?!) sádica, assentes na tortura “gratuita” sobre animais, e a que não há coragem de pôr termo, isto é, "pegar o touro pelos cornos”.

 

*******

Outro é o caso da sujidade das nossas ruas, becos e ruelas, parques e jardins, devido à porcaria de animais, mas em que é o humano o mais culpado.

Para o que reporto também para um artigo recentemente divulgado, da autoria do Professor Doutor Mário Cordeiro.

 

Neste aspeto, também regredimos a um estado de pré-história do saneamento básico, quando neste país, na grandessíssima maioria das habitações, não se auferia desse benefício, hoje indispensável, e havia barracas em todos os centros urbanos.

Atualmente, em que a quase totalidade da população dispõe de condições básicas de higiene, que não é de há muito tempo, e a grande maioria dos bairros de barracas foram erradicados, é vermos porcaria e lixo por tudo quanto é sítio.

 

E onde a conversa já vai!

 

E em que é que isto tudo se relaciona com as ditas e famosas “praxes”?! ?!

 

Nota Final:

Apresento a mesma fotografia, que retirei da net, (in. 5dias.wordpress.com), porque ela é por demais elucidativa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:28


2 comentários

De simplesmente avô a 30.09.2016 às 20:11



Novo excelente artigo.

Os meus renovados parabéns.

De Francisco Carita Mata a 01.10.2016 às 11:22

Muito obrigado!
Continue também a contar-nos as suas estórias e vivências do quotidiano, simples e belas como os lírios campestres.
Francisco

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Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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