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Riscos... e Rabiscos

por Francisco Carita Mata, em 05.12.14

 Riscos … E rabiscos

 

Caem estrelas, das mãos duma criança

Flores semeia numa folha d’esperança

Com o lápis assenta o bico duro…

Brotam rabiscos desenhados no futuro.

 

Arado lavra a folha de papel…

Um mar suave pintado sem pincel.

 

Emergem riscos projetados nesse mar

Neles, p’rá criança, golfinhos a nadar.

 

Mais além… Rabisca outros traços

Talvez nós, talvez laços

Enleados em baraços.

 

Mas não! Não há qualquer confusão!

Ladrando, aqui, está um cão.

 

Ali e acolá, em branco…  espaços…

Mas logo, logo já… Nestas linhas, nestes maços

Estão meninos aos abraços.

 

E, nesta garatuja…  Antes que nos fuja…

Um gatinho a miar

Mais longe… num céu aberto

Pombinhos a voar.

 

Um xi-coração

Uma festa, um afago…

Tudo risco, nada apago

Deste afeto que te trago

Em cada traço, cada risco

Garatuja e rabisco

Traçado p’la minha mão!

 

Publicado em:

Boletim Cultural Nº __do Círculo Nacional D'Arte e Poesia, Junho 2002.

“A NOSSA ANTOLOGIA” – Associação Portuguesa de Poetas, XI Volume, 2003

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publicado às 21:45



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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