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Séries Europeias na RTP 2

por Francisco Carita Mata, em 15.04.15

Séries de Ficção (?) 

 

Ultimamente a RTP 2 tem apostado, e bem, na exibição de séries de ficção (?) europeias. Diria antes que apresenta a realidade, através de filmes.

borgen. www.rtp.pt/ jpg

 

Já abordei a temática, quando passou “BORGEN”, sobre a qual escrevi um post, 31/01/15, que me foi plagiado, conforme referi.

Plágio: Borgen! Borgen?

Esta série está agora a ser repetida, aos domingos, também pelas 22h, conforme tem sido habitual nestas transmissões.

 

 

principe rtp.pt.jpg

Após “Borgen”, transmitiram a 1ª temporada de “PRÍNCIPE”, série espanhola também excecional, cuja ação decorria em Ceuta. Esperemos que transmitam uma 2ª temporada, pois no enredo ficou tudo em aberto para que isso aconteça.

 

os influentes. www.rtp.pt/ jpg Seguidamente apresentaram a série francesa “OS INFLUENTES”, também sobre os meandros do poder político em França, ao mais alto nível. Também muito agradável de acompanhar.

 

a herança. www.rtp.pt/ jpg

Na finalização desta transmissão voltaram a outra série dinamarquesa “A HERANÇA”, precisamente sobre os efeitos de choque da herança de uma artista de grande nomeada, sobre toda a estrutura familiar. Imperdível!

Mas, pelos vistos, a série perdeu-se (?), pois o último episódio transmitido, 2ª feira de Páscoa, dia 6 e Abril, era tudo menos indiciador de finalização, nem sequer de “temporada”. Será que foi interrompida a série assim tão bruscamente?! Questões de programação?! Gostaria de saber.

 

um crime um castigo. www.rtp.pt/ jpg

No dia 7 de Abril, 3ª feira, como hábito pelas 22h, iniciaram a série atualmente em exibição, também francesa, datada de 2005 (?), segundo o genérico.

Les Engrenages” está intitulada em português “UM CRIME, UM CASTIGO”, parafraseando Dostoiévski, “Crime e Castigo”.

Está focada no Poder Judicial e no seu braço executório e armado, a Polícia. Como pano de fundo, sempre, os Outros Poderes: Político (Executivo) e Económico – Financeiro. E o “bas fond”, os poderes subterrâneos, a economia paralela, a economia aparentemente invisível que domina as nossas sociedades, que movimenta biliões, na droga, na prostituição, na contrafação de alimentos, de medicamentos, na “saúde”, no tráfico de seres humanos, de animais exóticos e de órgãos, no negócio de armas … e de que dela se manifesta pública e principalmente o lado criminal. E que nos choca e atordoa quando desses casos temos conhecimento, através da Comunicação Social ( o Quarto Poder).

A ação decorre na cidade de Paris.

Falar desta série é, infelizmente, falar da realidade. Todos os casos apresentados são chocantes sob todos os pontos de vista. Brutais, mesmo! Há mesmo a intenção de chocar, de chamar a atenção. Cada situação, cada crime é apresentado ao pormenor, propositadamente, como se o espetador estivesse a vivenciar a ação, melhor, a viver a situação, o papel de cada personagem, a experienciar cada momento, cada gesto, tanto no trato físico do ato, como na sua interiorização e vivência mental.

Nas personagens, nos sujeitos em ação, não há, eticamente, uma distinção exata e precisa entre o que é branco ou preto, nem bom ou mau. Há muitas nuances nos comportamentos, nas atitudes, nos valores. Ainda que profissionalmente essa distinção exista, todavia há muitas zonas cinzentas, claras, mas também simultaneamente escuras. Todos são um pouco de tudo. Nem parece haver redenção possível naquelas “almas penadas”. Ou haverá? O desenrolar da série nos dirá!?

Mais acutilante que o enredo da série, só mesmo a realidade.

Infelizmente, todos os dias somos confrontados com situações da vida real tão ou mais fortes e cruéis que as narradas nos vários episódios. Ultimamente, a crueldade, a insensatez, a demência, a ferocidade humanas têm-se manifestado numa escala que teoricamente pareceria dever erradicar-se com a evolução das sociedades, mas que se constatam a regredir e atingir níveis de auto destruição continuados e sistemáticos, para os quais não se vislumbra um final feliz!

Como pode o Ser Humano, supostamente e de facto (?) o ser vivo mais inteligente à face da Terra ter comportamentos tão altamente destrutivos para com o seu semelhante?! Não tenho conhecimento que na Terra haja outro ser vivo que tenha essa capacidade de destruição, à escala em que o Homem o faz, ao seu igual, mas também sobre os outros seres viventes e interdependentes. Haverá?!

Mas onde já vai esta filosofia…

Vejam a série e reflitam sobre a realidade que nos cerca!

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publicado às 23:58



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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