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Crónica sobre Sessão de POESIA

por Francisco Carita Mata, em 30.03.15

Crónica sobre Sessão de Poesia.

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No dia 28 de Março, conforme divulguei no post anterior, realizou-se no C.I.R.L. - Clube de Instrução e Recreio do Laranjeiro, a Sessão de Poesia homenageando ARY dos SANTOS.

Estariam no evento umas sessenta ou setenta pessoas, amantes da Poesia.

 

Numa orgânica muito bem delineada, estruturada e conduzida por Professor Alexandre Castanheira intervieram vários Poetas Almadenses, se não de nascimento, pelo menos de coração! Disseram, declamaram, leram, cantaram Poemas sobre Ary e de Ary, havendo ainda no final, um breve espaço para “Poesia Vadia”.

O Professor Alexandre Castanheira iniciou a sessão historiando sobre Ary numa narrativa sobre o Poeta na primeira pessoa. Sobre a sua Poesia, segundo o próprio, do tipo lírico, satírico e de intervenção; o seu pensamento sobre o seu Eu poético, a partir de trechos pessoais em prosa e de versos de poemas autobiográficos.

 

Na segunda parte intervieram vários Poetas, homenageando o Poeta, dizendo poemas sobre ele.

Correia Fernandes leu um poema sobre Ary; Orlando Laranjeiro disse “Ary, poeta vivo!”; José Baião também leu um poema sobre Ary; Vitor Gonçalves, acompanhado à viola por Ricardo Reis, leu “A força das palavras”; Fernando Fitas leu “De Guernica a Badajoz”; tendo também o Professor Castanheira lido um texto sobre Guernica e dito poesia. Rosa Dias disse “Palavras do poeta”, tendo terminado Rita Villaret, também com um poema.

 

Na terceira parte a temática incidiu sobre Poemas de Ary.

Correia Fernandes, tocando viola, cantou “Cavalo à solta”. Orlando Laranjeiro declamou “Homenagem ao povo do Chile”. Vitor Gonçalves também leu um poema de Ary. Fernando Fitas disse “Lhanto para Alfonso Sastre”. Francisco Naia, que chegou entretanto, cantou um poema sobre Ary, “Alentejo” (?) tendo também dito e cantado o poema “Cidade”. Rita Villaret disse o poema “Retrato de herói”; Rosa Dias, “Meu camarada e amigo” e Ricardo Reis cantou “Um homem na cidade”.

 

O Professor Alexandre Castanheira encerrou com “chave de ouro”, com o poema épico “As Portas que Abril Abriu”, acompanhado por Eduardo Bonança, que intercalava melodias tocadas com harmónica, “Grândola…”, “Hino Nacional”…

E ainda houve tempo para “Poesia Vadia”: A “Balada da Neve”, de Augusto Gil, dita por Srº Villaret; um poema de livro de Fernando Fitas, pelo próprio; Rosa Dias declamou, como só ela sabe, um lindo poema de sua autoria; e um Srº da Junta de Freguesia disse uma quadra sobre Ary.

No encerramento foram ainda os presentes convidados para um lanche.

 

Nota Final: De algumas das Poesias não consegui saber o nome, bem como de algumas Pessoas. Caso alguém me possa fazer chegar os dados, agradeço e prontamente farei a correção.

 

E, como apesar de ainda estarmos em Março, já se aproxima Abril, e tanta falta que ABRIL nos faz!…

Segue-se também numa linha inspirada em Ary, um poema simples de catorze versos, escrito em 2004, “Em Abril…”

 

 

 

Em Abril...

  

Em Abril abriu-se um dia

Por dentro deste, outro País

Soltaram-se cravos, rompeu alegria

Mudou-se a planta até à raiz.

 

Foi tamanha a euforia

Que a todos fez irmandade

Em toda a parte se ouvia

Dar loas à Liberdade.

 

Das espingardas e chaimites

Flores brotaram. E o Povo

De um governo de’ artrites

Fez nascer um Poder Novo.

 

Novo, este País sempre Abril

Num dia valendo mil!

 

 

 

Escrito em 2004.

Publicado em Boletins Culturais de “Mensageiro da Poesia” – Associação Cultural Poética:

Nº 71 – Mar./Abr. 2005

Nº 79 – Jul./Ago. 2006

Nº 88 – Nov./Dez. 2007.

Boletim Cultural do CNAP - Círculo Nacional D'Arte e Poesia:

Nº120 - Ano XXVI - Jun. 2015

Nº 127 - Ano XXVIII - Março 2017.

 

Crianças e Militares confraternizam thumb_opm1041

 

Foto: "Crianças e militares confraternizam", Foto Nº 25 - Centro de Documentação 25 de Abril - Universidade de Coimbra. 

Foto de cravo vermelho, in: visão. sapo.pt

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publicado às 10:31



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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