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XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Para o Paul”

por Francisco Carita Mata, em 17.02.16

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Neste Post Nº 316, volto a divulgar mais uma Poesia da Antologia. A última vez que publicara Poesia desta XIII Antologia, fora a 06/02/16, no Post Nº 308. Entretanto publiquei sobre outros temas ou estive alguns dias sem editar posts.

Hoje divulgo “Para o Paul”, Poesia de Ana Maria Gonçalves Cardoso Maguire, de Lisboa.

 

“Para o Paul”

 

“Vi-te no outro lado da mesa

Rodeado por cores do arco íris

Um instante, um momento

O meu destino, a minha sina.

 

Eu não queria sucumbir

Ao teu olhar, à tua

Invisível sensualidade,

Beber aquele elixir primordial.

 

Perguntaste quem eu era,

Mas, como não podia responder

Aos teus olhos penetrando

A minha alma,

Eu só disse donde é que vinha.

 

Tu seguiste a minha vontade

Para alcançares o meu ser

Gelado, magoado.

Eu enterneci-me e aceitei

O tocar do teu amor.”

 

 

Ana Maria Gonçalves Cardoso Maguire, Lisboa

 

Ilustro com uma reprodução de uma Pintura de Sonia Delaunay, sugestionando “... cores do arco íris...”

 

Sonia Delaunay in constantcircles.com

 

 

 

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publicado às 21:40

XIII Antologia de Poesia do C. N. A. P. – Poema: “Insatisfação”

por Francisco Carita Mata, em 06.02.16

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Continuamos com a divulgação de Poesias da Antologia. No Post nº 308, “Insatisfação”, de Angelina Santos, de Portalegre.

 

“Insatisfação”

 

“Senhor?

Quem sou eu?

Tenho sede

E tenho água

Tenho fome

E tenho comida

Tenho frio

E tenho agasalho

Tenho dor

E tenho alegria

Tenho amor

E tenho ódio

Afinal quem sou?

Ninguém!...”

 

Angelina Santos, Portalegre

 

Ilustramos com uma apelativa fotografia original, de D.A.P.L., sugestionando uma fonte. ("Fonte do Salto").

 

Fonte do Salto Foto original DAPL 2015.jpg

 

 

 

 

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publicado às 12:15

XIII Antologia de Poesia do C. N. A. P. – Poema: “Tudo o que não consigo ter...”

por Francisco Carita Mata, em 05.02.16

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Neste Post Nº 307, divulgamos um Poema sem título, de António José Diniz Sampaio, de Lisboa, mas de que realço o 1º verso, “Tudo o que não consigo ter...”, como é costume nestas situações.

 

 

“Tudo o que não consigo ter

mais tudo o que não consigo sentir

é igual a tudo o que nunca conseguirei ver!

E ainda tenho de regar as plantas

dar comida aos pombos

e escrever...”

 

 

António José Diniz Sampaio, Lisboa

 

Ilustro com uma sugestiva imagem obtida na “net”.

 

pombos in. pracadarepublicaembeja.net.jpg

 

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publicado às 17:18

XIII Antologia de Poesia de C. N. A. P. – Poema: “Saudades”

por Francisco Carita Mata, em 01.02.16

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

Antologia

 

Neste Post Nº 300, divulgamos o Poema “Saudades”, de Ermelinda Negreiros, de Olhão.

 

Giestas Maio. Foto original de DAPL 2014 jpg

 

 

“Saudades”

 

“Tenho tantas saudades

de tudo!

Ah! Como o tempo se esvai!

Estou cansada de correr atrás da vida

e o tempo urge!

Sinto falta do que já tive,

do que desejei possuir,

e nunca alcancei...

tanta coisa bela e simples

que não agarrei!

Mas porque perdi o que tanto amei?!

Ah! Que saudades

dos teus braços...

e tal como o tempo que não volta

o teu amor já não renasce...

Quem te mandou partir e não voltar?!

Tenho saudades de tudo, sim!

Queria tanto ir ao campo no Maio

e colher papoilas vermelhas

para te oferecer como dádiva do meu amor...

Ah! Mas onde perdi o tempo

que não vivi

com a intensidade que algemei?!

E agora?!

Daria tudo por matar esta sede

que me sufoca e afoga em pranto

pela limitação dos gestos fracassados

que o tempo e a vida coartam em mim...

Que saudades eu tenho, confesso,

de tudo o que foi bom, em tempo novo,

e que fez pulsar meu coração!

Ah! Que saudades...”

 

Ermelinda Negreiros, Olhão

 

Ilustramos o Poema com bonitas fotos, originais de D.A.P.L., de 2014. Uma ilustração de Maio e de papoilas, não as do campo, mas as do quintal...

Papoilas da India. Foto original de DAPL 2014 jpg

 

E quem não tem Saudade de "...ir ao campo no Maio / e colher papoilas vermelhas..."?!

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publicado às 12:52

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Já Tenho Licenciatura”

por Francisco Carita Mata, em 31.01.16

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Neste Post Nº 299, volto à XIII Antologia de Poesia, do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, 2015.

Um Poema cheio de ironia, “Já Tenho Licenciatura”, de Fernando Máximo, de S. Julião, Portalegre.

 

“Já Tenho Licenciatura”

 

“Já tenho licenciatura

Agora sou um doutor,

Tenho montes de cultura

Vou ser Ministro... e se for?”

 

“Inscrevi-me ao fim do dia

Naquela universidade

Dos diplomas de inverdade

P’ra testar o que sabia;

Já de manhã, mal se via,

De maneira prematura

Eu fiz muito má figura

Mas mesmo sem saber nada

Formei-me na Tabuada

Já tenho licenciatura!

 

Dei cem erros no ditado

E agora o mais curioso:

Por estar muito nervoso

À recta, chamei quadrado!

Quando me foi perguntado

Se conhecia o Reitor

Respondi que não senhor

Embora fosse meu tio...

Disse mentiras a fio

Agora sou um doutor!

 

Foi mesquinhez mas contudo

Puxei das equivalências

Juntei outras mil valências

Deram-me mais um canudo;

Com diplomas e com tudo

Era fácil a leitura:

Deixei de ser um pendura

Sou político afamado

Sou falado em todo o lado

Tenho montes de cultura

 

Já sou Mestre em Corrupção

A todos sei enganar

Habituei-me a roubar

Tirei curso de ladrão;

E agora, queiram ou não,

Mesmo sem nenhum valor

Eu falo que é um primor

Na Assembleia sentado

Para já sou deputado,

Vou ser Ministro... e se for?"

 

 

Fernando Máximo, S. Julião (Portalegre)

 

 

Ilustramos com uma sugestiva imagem extraída da internet.

 

diploma in. educar.wordpress.com

 

Imagem: In. educar.wordpress.pt 

 In. educar.wordpress.pt

 

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publicado às 18:36

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “João de Carvalho (Entre o Palco e a Dor...)”

por Francisco Carita Mata, em 22.01.16

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Continuamos na divulgação de Poemas da Antologia. Hoje, neste Post Nº 292, “João de Carvalho (Entre o Palco e a Dor...)”, de João Francisco da Silva (Poeta d’Arruda), de A – Do – Mourão, Arruda dos Vinhos.

 

João de Carvalho in. scas.aeestesc.net.jpg

“ (Ao Grande Actor e meu Querido Amigo,

Com um genuíno, fraterno e solidário abraço) ”

 

 

“João de Carvalho

(Entre o Palco e a Dor...)

 

I

Encontrou-se a família, a arte e a amizade,

Reforçando bons laços de afecto e harmonia;

Só um Grande Homem dá aos outros felicidade,

Transformando a dor em momentos de alegria!

 

II

Ana Marta, Diogo Tavares, Ricardo Gama,

O teu sobrinho Henrique, novo sangue do poema;

O público, teu amigo, que te admira e ama;

Por todos eles dou uso à minha humilde pena!

 

III

Surgiram poemas em erudito florilégio,

Grandes poetas ditos em sublimação;

Camões, Pessoa, Bocage, Espanca, Régio...

Gigantes que moram dentro do nosso coração!

 

IV

Onde a arte germina e o poema floresce...

Usas portentosas “garras e asas de condor”;

Entre genuínos abraços a amizade cresce

No teu nobre “Reino de Aquém e Além dor”!

 

V

Tens um extremoso pai, que te apoia e ama tanto,

Uma querida irmã, que é por ti apaixonada,

Os verdadeiros amigos, que te adoçam o pranto

Quando a vida é mais cruel e amargurada!

 

VI

À tua Leninha prestaste sentida homenagem;

Poesia e canto foram beijos de despedida...

Que a felicidade te acompanhe em viagem

Por todo o futuro, em cada palco da vida!”

 

“Auditório Sra. Boa Nova – Estoril, 12 de Abril de 2014”

 

João Francisco da Silva (Poeta d’Arruda), de A – Do – Mourão, Arruda dos Vinhos.

João de Carvalho

O Bom Pastor!

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publicado às 11:58

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Homenagem aos Idosos"

por Francisco Carita Mata, em 21.01.16

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Depois de um interregno na divulgação de Poemas da Antologia, regressamos, no cumprimento do objetivo que nos propusemos. Divulgar um Poema de cada um dos Antologiados.

Neste Post Nº 291, damos a conhecer no blogue, “Homenagem aos Idosos”, de Joaquina da Conceição Martins Semedo, de Urra, Portalegre.

 

“Homenagem aos Idosos”

 

"Ser idoso é ter coragem

Para a realidade enfrentar

Eu lhe mando minha mensagem

Não se esquecem de rezar.

 

Não esqueçam a oração

Que nos ajuda a viver

Para na mesa haver pão

Temos que a Deus agradecer.

 

Ninguém esqueça o valor

Da arma de São José

A dor é o grande amor

A oração e a fé.

 

Que o amor seja igual

Eu peço na minha oração

Não seja só no Natal

Mas sim em toda a junção.

 

Que haja uma luz divinal

Que haja mais compreensão

Que em todo o mundo em geral

Que nunca faltasse o pão.

 

Em letras venho mandar

Numa linda florinha

Para todos saudar

Seja idoso ou idosinha.

 

Para todo o idosinho

Que se fartou com trabalhar

Mando-lhe um beijo em pergaminho

Para todos homenagear."

 

 

Joaquina da Conceição Martins Semedo, Urra (Portalegre)

 

E ilustra-se o Poema, com uma imagem com que também já ilustrei uma Quadra sobre o Natal!

 

estrelas-brilhantes (www.MuitasImagens.com).jpg

 

“Que haja uma luz divinal”

 

 

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publicado às 14:48

Adivinha II

por Francisco Carita Mata, em 16.01.16

Conveniências… Ou Impertinências?!

 

Após dois posts a formular perguntas ou questões, não sei se pertinentes, se impertinentes, se ingénuas, se inconvenientes, lanço mais uma “Adivinha”, ou charada, chamemos-lhe o que acharmos mais conveniente… Ou impertinente!

Uma vez que nestes últimos posts nos temos dedicado a questionar, continuamos neste, na mesma onda de fazer perguntas.

Reformulo e repito. Não sei se estas são pertinentes, se inconvenientes, quiçá ingénuas, talvez insólitas.

Vejamos…

 

Limão Foto original de DAPL 2015.jpg

 

 

Perante esta estranha criatura, ocorre-me perguntar, o que será.

 

- Um protótipo para um novo modelo de telemóvel, de cariz orgânico?

 

- Um alienígena proveniente do espaço sideral?

 

- Um ovni acabado de pousar numa pista de aterragem terrestre?

 

- Algum sujeito que anda por aí perdido à procura de protagonismo na comunicação social?

 

- Um fenómeno do Entroncamento?

 

- Uma pomba disfarçada de molusco?

 

- Uma granada de mão, de caráter ecológico?

 

- Alguém interessado em participar no próximo espetáculo da realidade?

 

- Um disfarçado de Carnaval?

 

- Um novo modelo de bola para um novo tipo de jogo?

 

- (…)

 

- O que será?!

 

- (…)

 

Sugira-nos a sua ideia, como se fosse uma "tempestade mental"! S.F.F.

 

- Realce-se que a foto é um original de D.A.P.L., 2015.

 

 

 

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publicado às 12:09

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Idílios Amorosos”

por Francisco Carita Mata, em 13.01.16

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Neste Post Nº 282, publicamos online o Poema “Idílios Amorosos”, de José Eliseu, de Mexilhoeira Grande – Algarve.

 

“Idílios Amorosos”

 

“O teu sorriso

tão puro e doce

lembrava-me sabores de guloseima.

Favos de mel

ou girassóis

abrindo em madrugadas

de estios abafados

enquanto ao longe

o rouxinol chilreava

a um sol preguiçoso…

 

Como é bom sentir

o teu doce calor de Primavera

como rosas ou rosmaninhos

a desabrochar…

Como é bom sonhar

os nossos idílios amorosos

enquanto a lua se esconde

entre nuvens cobreadas…

 

Sonhei contigo

num campo de cerejeiras bravas

entre odores inebriantes…

 

Quando acordei

rebolávamo-nos

em trigais enrubescidos

de papoilas

soltas ao vento…”

 

 

José Eliseu, Mexilhoeira Grande – Algarve

 

Ilustramos esta Poesia com  “… doce calor de Primavera/como rosas…”

 

"Rosas..." Foto original de DAPL 2014 .jpg

 

José Eliseu também desenha muito bem. No exemplar da Antologia que guardo autografado pelos confrades, de quem já tive a possibilidade de obter autógrafo, José Eliseu teve a amabilidade de me ilustrar o seu trabalho poético com um bonito e peculiar desenho, que executou de forma rápida e espontânea, deste modo valorizando ainda mais o poema e o livro.

Se, eventualmente, um dia, tiver a possibilidade de criar um desenho para este poema, terei muito gosto em divulgá-lo.

 

A foto é um original de D.A.P.L., 2014.

Leia, também, se faz favor!

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publicado às 12:18

XIII Antologia de Poesia do CNAP – Poema: “Quadras ao Meu Amor”

por Francisco Carita Mata, em 12.01.16

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Antologia

 

Retomamos a Poesia, neste blogue “aquém-tejo.blogs.sapo.pt/” e, novamente, a temática do Amor, rio que corre em variados versos desta Antologia, umas vezes de correnteza mais calma, noutras mais atribulada.

Neste Post Nº 281, o Poema “Quadras Ao Meu Amor”, de José Garção Ribeiro Branquinho, de Ribeira de Nisa (Portalegre).

 

 

“Quadras Ao Meu Amor”

 

“Meu Amor é minha vida

Por ti vivia a cantar

Mas desde a tua partida

Sem te ver, é só chorar.

 

Choro longe sem te ver

Por ti saudade de morte

Sofre por ti o meu ser

À espera de melhor sorte.

 

É tão grande a minha dor

Não queiras ver-me sofrer

Volta breve-meu Amor

Sem ti não posso viver.

 

Quero abraçar-te e beijar-te

Teu corpo bem junto ao meu

Em meu altar adorar-te

Viver contigo meu céu.”

 

“Quinta da Piedade, 29 de Março de 2015”

“JGRBranquinho – Zé do Monte”

 

 

José Garção Ribeiro Branquinho, Ribeira de Nisa (Portalegre)

 

Ilustra-se este Poema com um bonito cartão de A. P. B. P. – Associação de Pintores com a Boca e o Pé, Caldas da Rainha, de um original pintado com a boca, por Fu-Tsai Tung.

Jarro de Flores N. P1308 Original pintado com a boca por Fu-Tsai Tung

 

Sobre o Poeta José Branquinho escrevi uma das primeiras, se não a primeira, das minhas crónicas culturais, com o título “Crónica breve dos dias de Hoje!”, publicada no Boletim nº 111, do Círculo Nacional D’Arte e Poesia, em Junho de 2013, ainda não tinha este blogue.

Relatava a excelente atuação deste Poeta e Cantor, numa sessão de “Momentos de Poesia”, realizada na Biblioteca Municipal de Portalegre. Acontecimento cultural que ocorre mensalmente na Cidade de Régio e sobre que também já aqui me debrucei num post.

Este nosso confrade, sportinguista, organiza mensalmente uma Tertúlia Poética, na terceira 4ª feira de cada mês. Em Janeiro será no dia 20, pelas 15 horas. Na Sala VIP Sporting!

 

 

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publicado às 17:00


Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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