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Março, ainda: “Dia Mundial do Teatro” – 2017

por Francisco Carita Mata, em 28.03.17

Continuação de uma Crónica sobre Março

Que é, antes de mais, um convite!

 

Celebrou-se, ontem, vinte e sete de março, o “Dia Mundial do Teatro”.

 

Por todo o Mundo ter-se-á comemorado esse acontecimento.

Portugal não foi exceção. Almada ainda menos.

 

Não viu ainda a peça Bonecos de Luz, baseada na obra homónima de Romeu Correia, pela Companhia de Teatro de Almada, precisa e sintomaticamente no Fórum Romeu Correia?!

Então de que está à espera?

 

In. Companhia de Teatro de Almada 00000306_0001_t.png

 (Cortesia Companhia de Teatro de Almada)

 

“ – Acha que valeu ou não a pena ter desligado o seu telemóvel durante uma hora?...”

Pergunta formulada aos espetadores, por um dos protagonistas da peça, o Lopes, o projecionista dos filmes de Charlot, que, no final, nos interpelou a todos que assistimos ontem.

Formulará essa questão todos os dias, certamente!

 

Se quer saber a sua resposta, só mesmo indo assistir.

Por mim, por nós, valeu bem a pena!

 

Falta você ter a oportunidade de formular o seu próprio juízo de valor.

 

E não quer também acompanhar o Zé Pardal, o velho oleiro e sua amante Carriça, que também é percussionista (?!); a filha do oleiro, Miquelina, o dono do cinema ambulante e o referido Lopes, em triangulação amorosa?!

A Dona Fausta, igualmente guitarrista, que tornou o Pardal seu herdeiro universal, após ele ser aperfilhado?

E o pedinte, disfarçado de cego, que Zé Pardal acompanhava nas pedinchices, provavelmente à saída dos cacilheiros vindos de Lisboa?!

 

E há aqui alguma incongruência ou lacuna nestas interpelações, nomeadamente no referente a personagens?!

Há? Haverá?!

Só indo assistir poderá saber.

 

E termino com a deixa final, também interpelação e convite, exarada por Isabelle Huppert, atriz francesa, a quem coube este ano redigir a mensagem alusiva à efeméride.

“Abram alas para o teatro!”

 

Deixo igualmente ligações, para se quiser ler a mensagem no original e em versão traduzida, porque “tradutor…”

 

Só mesmo indo ao TEATRO!

 

https://www.google.pt/

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publicado às 19:16

“Águas de Março”: Uma crónica salteada de ocorrências

por Francisco Carita Mata, em 26.03.17

Crónica sobre acontecimentos relativos a Março

 

Luz... Original DAPL 2016.jpg

 

Não, não vou falar sobre a célebre canção de Elis e Tom Jobim, não.

 

Também não vou comentar sobre tanta coisa importante ou nem por isso, que por aí pulula nos media. Muitos assuntos, até preocupantes, que nos surpreendem ou talvez não, como foi possível chegar-se a tal. Não estou virado para as “políticas e politiquices”, apesar de haver assuntos que mereceriam alguns comentários.

Nem também sobre o Portugal – Hungria irei perorar. Por enquanto, o futebol não me merece destaque. Acompanhemos o campeonato e aguardemos o próximo sábado.

 

Falo-vos, e para começar, precisamente de águas… de chuva.

Que finalmente resolveu brindar-nos, já na Primavera, quando se esquecera de nós, todo o Outono e Inverno. Mas, mais vale tarde… Que, “Março, marçagão…”

E, com ela, o frio. Não sei como serão as águas de Março, lá para o Rio, que anunciam o final do Verão. Aqui, “deveriam” (?) vir no Inverno e/ou no Outono, mas só agora chegaram. Precisamente com a Primavera! Que supostamente se deveria anunciar radiosa, alegre, iluminada. Mas não! Chuva e frio!

Ainda bem que nós não mandamos nisso, diz o povo!

 

E é precisamente e também da Primavera e das ocorrências humanas a ela associadas, que vos quero falar.

Ainda no dia 20, pela tarde, quando o sol, no seu movimento aparente, atingiu a posição de equinócio, passando a linha do equador, para o hemisfério Norte, oficialmente, iniciou-se a dita Primavera!

 

Habitualmente, essa ocorrência situa-se no dia 21 e é nesse dia que se celebram duas datas festivas importantes: “Dia da Árvore” e “Dia da Poesia”!

 

Em Almada, associada às boas-vindas à Primavera, organizam-se os “Dias da Floresta”.

Nessas atividades, entre outras igualmente interessantes, promovem a distribuição de árvores, plantas, arbustos, ervas aromáticas, a troco de lixo para reciclagem, conforme pode verificar na ligação anteriormente assinalada.

Já, por diversas vezes, temos participado nessa ação, neste ano novamente.

Cada pessoa tem direito a duas plantas, em função dos respetivos objetos levados para serem incorporados nos bidons específicos de reciclagem.

Cinco árvores: um pinheiro manso, dois carvalhos, uma alfarrobeira, uma azinheira e uma planta aromática, cujo nome não fixei, mas que, supostamente, é dissuasora dos mosquitos, quando colocada à janela! Haverei de saber-lhe o nome.

Ainda no âmbito das atividades integradas nos “Dias da Floresta”, ocorreram no dia 23, 5ª feira, as ações “Vamos Plantar!” e “Observação de Aves”.

Já tenho participado nesta última ação noutras ocasiões. Desta vez, envolvi-me mais na primeira: “Vamos Plantar”!

E plantei?!

Plantar, plantar mesmo, como já fiz imensas, tantas vezes, no Alentejo; em Almada e no Parque da Paz, não.

Apenas ajudei a plantar. De pá, com enxada, apenas atirei a terra para as covas onde os técnicos da Câmara haviam depositado uns choupos de folha branca e uns carvalhos portugueses. Que as covas estavam feitas, as árvores já colocadas.

Nesta ação, dei a minha ajuda e colaborei com as crianças da Escola “Primária” do Pragal, que aí estavam, entusiasmadíssimas, num trabalho prático, que lhes perdurará, certamente, nas suas vidas futuras, essa lembrança.

“- Sabes?! Recordas-te?!, quando viemos plantar estas árvores, aqui, quando andávamos na Escola?!” Dirão elas, daqui a alguns anos, quando, já crescidas, vierem correr ou passear para o Parque.

Também havia alguns adultos, mas poucos, que eu contasse, apenas quatro e um, o que pretendia era o kit das ervas aromáticas, que supostamente deveriam dar-lhe, em troca da participação. Ironicamente, não haviam sido levados os kits para o evento, com medo da chuva!

 

E voltando à plantação. Após pedir a pá a uma criança, questiona-me esta, numa voz cheia de alegria, contentamento e admiração.

“ – Você é Alentejano?!”

Dada a resposta, após saber o como e o porquê de tal pergunta, trivialíssima; chegou a minha vez de saber também a localidade de origem da menina. Que ela era daqui, de Almada, só que os familiares são da Esperança, já se viu nome mais bonito para uma aldeia?! Esperança: concelho de Arronches, duas localidades tão bonitas!

 

E voltando ou continuando na Poesia!

 

No dia 21, também o C. N.A.P. – Círculo Nacional D’Arte e Poesia promoveu uma bonita sessão dedicada a esta Arte Poética, no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira.

Disseram-se poemas, poesias, recitaram-se, leram-se, declamaram-se versos e rimas ou não, sobre temas poéticos; pelos presentes, que rimaram o ambiente do Centro. Parabéns a todos.

Também circularam boas amêndoas da Cidade de Régio.

 

E, nessa bela Cidade, e à mesma hora, a Poesia saiu à rua, homenageando os seus Poetas e suas Poetisas, em “Momentos de Poesia”!

 

E também e ainda em Março, se comemora o “Dia do Pai. Que todos os dias são dias de pai. E que Saudades e que falta me fazes, PAI!

 

E, igualmente em Março, e como de costume, o Grupo Coral Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó, comemorou o seu trigésimo primeiro aniversário, no Clube Recreativo do Feijó. Aniversário a vinte e um, festejado ontem, sábado, vinte e cinco.

E que belos momentos se vivenciaram, através daquelas vozes telúricas, que em coro, no ponto ou no alto, nos evocam o nosso querido Alentejo, no âmago mais profundo do seu Ser!

 

E esta “crónica salteada” ainda tem mais condimentos?

 

Ontem, também planeara ir à sede da SCALA, aonde haveria também uma Sessão de Poesia.

Julgava que funcionava na Incrível. Também aportei à Academia. Aí indicaram-me a localização, no esquema: “direita, esquerda, frente…” e é facto assente, não dei com o local. Acabei por desembocar, voluntariamente, na Casa da Cerca. Local lindíssimo da Cidade de Almada, que é imprescindível visitar-se.

De volta, acabei por saber, no Centro de Interpretação de Almada Velha, que a sede da SCALA é na antiga Delegação Escolar, junto à antiga Escola Conde Ferreira.

Já sei, in loco, onde fica. Futuramente já não me irei “perder”!

 

E, nestas deambulações, antes passara pela Oficina da Cultura e pela Biblioteca, constatei o óbvio, em Almada: Cidade e Concelho.

Há sempre imensas atividades culturais, dos mais diversos tipos e âmbitos e pelos mais variados locais públicos e em espaços relativamente perto uns dos outros.

Por vezes, o difícil é escolher. Dada a simultaneidade dos eventos!

 

E, por aqui me fico, nesta crónica salteada, de eventos e “condimentos”, por locais e acontecimentos!

 

E a POESIA e a NATUREZA são sempre uma LUZ...

 

(Fotografia original DAPL - 2016)

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publicado às 19:46

Tarde de Cante no Clube Recreativo do Feijó - 25/03/17

por Francisco Carita Mata, em 14.03.17

CANTE no FEIJÓ - ALMADA

G. C. Amigos do Alentejo do Feijó 31.º AniversárioSão sempre espetáculos de grande interesse, ouvir, melhor, "escutar" os Grupos de Cante.

Realçar e não esquecer o lindíssimo evento musical, ocorrido no passado sábado, dia onze de Março, no C.I.R.L., em que houve o grato prazer de  assistir a "Cante no Feminino"!

Apoteótico e carismático final!

Parabéns!

 

(http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/)

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publicado às 14:06

“50 anos de Cantigas – 25 anos de Livros” - Almada

por Francisco Carita Mata, em 19.12.16

“Teatro Municipal Joaquim Benite” - Almada

17 de Dezembro de 2016

Homenagem a “Nuno Gomes dos Santos

 

50 anos de cantigas, 25 anos de livros in. rostos.pt/

 

“Vemos, Ouvimos e Lemos… Não podemos ignorar.”

Não previra escrever sobre este evento, mas parafraseando a letra da canção…

Falar de Almada é falar de Arte, Cinema, Desporto, Poesia, Cante, Atividades Recreativas, Artesanato…, ou seja, de Cultura, nas suas mais variadas vertentes.

 

Neste fim-de-semana, ocorreram diversas atividades pelas várias freguesias.

Só no centro da Cidade, aconteceram, que eu tivesse tido conhecimento: o “Mercado de Natal Amigo da Terra”, imperdível; o “7º Ciclo de Cinema Católico”, a que só assisti ao filme “A Lenda do Santo Bebedor”, de Ermanno Olmi, filme que eu subintitularia “Os Milagres da Santa”. Curioso que os filmes programados, neste ano, incidam mais na vertente especificamente católica!

E a Homenagem a “Nuno Gomes dos Santos: 50 anos de Cantigas – 25 anos de Livros”.

Este último evento ocorreu no Teatro Municipal Joaquim Benite, a 17 de Dezembro, sábado, pelas 17h., tendo terminado quase às 21 horas.

 

É sobre este extraordinário espetáculo que vos quero falar, nesta minha crónica.

Foi excepcional. E aqui, volto ao Normativo de escrita antes do famigerado “Acordo” de 1990, porque embora o tente aplicar, tente, há palavras que ficam muito melhor com as consoantes mudas e este evento foi mesmo excepcional, repito! E, atualmente, na prática, praticamente não há "acordo" nenhum, que cada um escreve como quer. Lembra-me as queixas de Almeida Garrett!

 

Nele participaram muitos Artistas de diferentes matizes, mas com um tronco comum, ligados à Música e ao dom da Palavra, na sua expressão musical e poética.

 

Para iniciar remeto-vos para um link com a canção “Pedra Filosofal”, Poema de António Gedeão, cantado por Manuel Freire, que esteve presente nesta homenagem.

 

Espetáculo apresentado predominantemente por Helena Isabel, Cândido Mota e Alberto Albuquerque, que desconhecia e que também disse Poesia, em que se destacou “Cântico Negro”, o celebérrimo Poema de José Régio, imortalizado por João Villaret e dito por muitos outros reputados Artistas.

Cândido Mota, com a sua voz inconfundível, apresentou-se em palco muito descontraidamente, aliás, como todos os participantes e foi sempre dizendo os seus oportunos apartes.

Helena Isabel foi a simpatia em pessoa, sempre cativante na sua dicção, e aqui cabe um aparte meu.

 

Neste evento tive a oportunidade de rever Artistas, alguns que não veria há dezenas de anos. De alguns deles, lembrava-me da sua “aparição” no saudoso “ZIP ZIP”, alguém ainda se recorda disso?! Dos Festivais da Canção, de finais de sessenta e princípios de setenta. E dos espetáculos de “Canto Livre”.

Falo-vos para além do Homenageado, Nuno Gomes dos Santos e do Grupo Intróito, de Carlos Alberto Moniz, Carlos Mendes, Francisco Fanhais, Manuel Freire, Samuel.

Interessante, agora, revermos pessoas que conhecíamos de jovens e observá-los, atualmente, marcados pelo Tempo. Cabelos brancos, carecas, gordos, barrigas… Neles nos olhamos também a nós mesmos, em que Cronos também nos vem deixando as respetivas cicatrizes!

E o aparte surge, porque onde nos parece que o dito cujo, o Tempo, parece ter feito sentir menos mossa é nas Senhoras.

Que o diga Helena Isabel, que aparece sempre com a mesma jovialidade de quando foi candidata a Misse. Lembram-se em que ano?!

 

Mas voltando aos cantores, onde o tempo não fez estrago foi nas respetivas vozes. Com que agrado os ouvimos em tão lindas, marcantes e chamativas canções que nos marcaram a Juventude. Os que tiveram o privilégio de vivê-la nos “sixties e seventies”.

Cantaram e encantaram.

 

E, aqui, volto a novo aparte e ao link inicial.

Manuel Freire, quem não se lembra de quantas vezes nos deslumbrou com a sua musicalização do Poema de Gedeão?!

Pois este Grande Artista, apresentou-se em palco para homenagear Nuno Gomes dos Santos, mas não conseguiu cantar. Explicou-nos que tivera um problema de saúde recente, ainda estivera a tentar ensaiar, mas quanto mais forçava a voz, pior ficava.

Foi um momento muito comovente, sensibilizou-nos a todos, a Vida prega-nos partidas, nas curvas da estrada, quando menos esperamos. O público compreendeu, começou a entoar a canção, a Banda tocou a música… Foram uns minutos lindos, pena o público ser um pouco fracote musicalmente. Por mim falo.

 

E, já que entrámos na Banda, referir que o maestro e pianista é João Balula Cid e os elementos, Nana Sousa Dias, saxofonista e João Maló, Nelson Oliveira, guitarras; Félix Souza, bateria. (Não sei se os nomes estão exatos. Se não forem, o meu pedido de desculpas!)

E que maestria!

 

E de entre os cantores mais próximos da minha geração, embora todos mais velhos que eu, destaco o Alentejano, Francisco Naia, sempre com a sua voz portentosa, o seu sentido altruísta e sem nunca esquecer de homenagear o querido Alentejo!

Outro Alentejano presente foi o “dizedor”, declamador, “diseur”, (nunca sei muito bem qual o termo que hei de dizer), Manuel Branco, que nos disse um poema de caráter social e outro de cariz amoroso, como fez questão de nos explicar.

 

E quão grato foi ouvir “Juliana”, Francisco Naia; “Vemos, ouvimos e lemos…”, Francisco Fanhais; “Ruas da minha cidade…”, Carlos Mendes, também ao piano e interessante a apresentação de Cândido Mota de o músico ter deixado Arquitetura e enveredado pela Música. Lembrar-nos-emos, os mais velhos, dessa história vir contada numa “Flama” antiga, quando ele venceu o festival de 68…

Samuel, “viver em país libre…”

E Carlos Alberto Moniz, que cantou “Veio um pastor lá da serra”, que o autor lembrou ser a primeira canção com que se apresentou vindo dos Açores, no já referido “Zip – Zip”; “Morte que mataste Lira”, “E um dia fez-se Abril”.

 

E o Coro “Consonantes” ou “Consenso”, não chego a consenso sobre o nome, que no prospeto vem um e no evento nomearam outro. Lembraram Violeta Parra e cantaram outras modas, que não consegui apreender tudo

Dirigido por Luís Pedro Faro, também um ex – Intróito, um total de onze elementos.

 

E, de entre os mais novos, que já não pertencem à minha geração, estarão para aí nos trintas (?), quarentas (?), digo eu, destaco Filipa Pais, que já conhecia de nome, mas também nunca ouvira ao vivo, que me lembre. Também lembrou Violeta Parra, quem não lembra? Cantou em dueto com Samuel… encantador. E cantou uma morna, em crioulo, para além de ter apresentado a banda. Pena eu ouvir mal e não conhecer muito bem os instrumentos, isto é, distinguir as guitarras.

 

E houve ainda a atuação do guitarrista clássico, Silvestre Fonseca, que também não conhecia.

 

E também houve mensagens de nomes sonantes do meio artístico, que não puderam estar presentes: Nuno Nazareth Fernandes, Eládio Clímaco e Luísa Ortigoso, em gravações de novela, que lhe mandou: “… toma lá um beijo, num abraço apertado.” (Bem, a Dona Olga de “Beirais” não poderá apertar muito o homem, que ele está tão magro!... Já o tinha visto algumas vezes em Almada. Impressiona a magreza…)

 

E aconteceu um “happening” tão à moda dos sixties – seventies, orientado por Urbano Oliveira, percussionista e baterista, que, após nos terem distribuído uma folha de papel A4 e uma baquete, nos pôs todos a “produzir” música, homenageando o homenageado: Nuno! Nuno! Um verdadeiro acontecimento!

 

E, no início, houve outros Artistas mais novos que também participaram na homenagem, mas que na altura eu não contava escrever nada, só depois me entusiasmei e comecei a apontar. E, sendo de gerações seguintes à minha, acabo por não os conhecer, que pertencem a épocas em que me desinteressei pela música dita ligeira, mais ou menos a partir de finais de oitenta, princípios de anos noventa.

E haverá também as “raparigas” que compuseram o “Intróito”, mas que não fixei os nomes.

No cartaz publicitário figuram os seguintes nomes: Alexandre Ribeiro, Ana S. Silva, Isabel Pires, Leonor Carrilho, Paulo Brissos, Renato Silva, Vitor Paulo.

 

O conjunto “Tabus” acompanhou Nuno Gomes dos Santos que finalizou o espetáculo com várias atuações.

De “gaita-de-beiços”, (harmónica, é mais bonito!), homenageou Bob Dylan tocando e cantando “Mister Tambourine Man”. Ainda e também “Stand by me”, de Ben E. king (?)

Da banda “Tabus”, também músicos de há quarenta anos, agora novamente regressados às lides musicais: Carlos Zé, baixo; João António, guitarra (quê?, que as não distingo!); João Coradinho, teclas; e João Vieira, bateria. E também um jovem baixista, Renato, sobrinho do homenageado.

 

E, nestas andanças de gerações e família, também participou a neta, Violante Carrilho, em flauta transversal, que enquadrada entre tantas sumidades e gentes bem mais velhas e naquele ambiente de palco se enervou bastante. Todos foram muito compreensivos, músicos e público, que o ambiente era de festa e solidariedade.

E a filha de Nuno também esteve muito bem na apresentação de excertos do espetáculo.

 

E assim se reviram, reouviram e reviveram cinquenta anos de canções, que nos deixaram maravilhados!

 

E todos foram chamados ao palco e todos cantaram e ainda a finalizar houve nova intervenção do Coro cujo nome não cheguei a “Consenso”.

 

E a Câmara Municipal patrocinou. Que o objetivo era homenagear o Artista e entregar-lhe uma medalha, entregue por Presidente da Câmara, o que aconteceu quando eu cheguei ao espetáculo, que me atrasei meia hora, mas isso foi logo no início.

Que ao princípio do princípio eu não assisti, mas julgo ter sido uma apresentação retrospetiva, não sei em que suporte, talvez vídeo, não vi, pois atrasei-me. Mas vi o que pretendia, que era o espetáculo.

 

Parabéns e que conte mais uns tantos, não direi cinquenta, mas mais alguns e que possamos estar cá nós também para ver.

 

E perante tão bons Artistas, tão bons Apresentadores, tão bom Espetáculo, tão boas Canções… surpreende-me sempre a fraqueza dos atuais programas das “nossas” Televisões.

Ou não?! Como é possível tanta mediocridade atual promovida às horas de maior audiência?!

 

De TVs presentes, a televisão de Almada.

Porquê só esta TV?! Não seria, este, um programa que mereceria uma projeção nacional?! Porque não filmam outras TVs?! Porquê?!

Muitas questões me perpassam…

… ? …?

*******

Hoje, dia 17 de Janeiro de 2017, em que faleceu o Maestro João Balula Cid, anexo este link

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publicado às 12:43

Antologia da APP – Associação Portuguesa de Poetas (II)

por Francisco Carita Mata, em 08.12.16

“A Nossa ANTOLOGIA

XX Volume - 2016

(57 Autores)

Editor: Euedito

 

Solar Zagallos Foto original DAPL 2015.jpg

 

Introdução:

Conforme prometido, divulgo, no blogue, um segundo conjunto de poesias.

Autoria de:

- António José da Silva, António Pais da Rosa, António Teles, Aurélio Tavares.

 

*******

ANTÓNIO JOSÉ DA SILVA

 

“POEMA DUM DIA AUSENTE”

 

“Hoje não te vi, nem li, nem ouvi…

Vi o teu corpo como se fosses pedra,

esculpida no colo do meu poema.

 

Ontem, falámos muito… Deixaste-me letras que só nós

sabíamos,

Decifrámos palavras que só nós entendíamos!

e quando apaguei a luz, desliguei a própria lua, e disse-te:

Até amanhã, anjo!...

 

Depois dormi como tempo, e sabia que ao acordar tinha uma

palavra tua… e tive!

Mas sabia que hoje não estavas, não me decifravas, nem me

lias, nem ouvias.

 

A tua imagem soprou nos meus cortinados, trazendo os teus

lindos olhos de veludo.

Esperarei por ti!... Porque me disseste que vinhas.

Hoje!...”

 

*******

 

ANTÓNIO PAIS DA ROSA

 

“CANAS DE SENHORIM”

 

“Tua beleza talhada,

Com cores do meu pensamento,

Em ouro foste gravada,

Como era meu intento.

 

És a luz do meu olhar,

A beleza do meu ser,

Não te posso olvidar

És fulcro do meu viver.

 

Quando lá longe… bem longe,

Em terras ricas, pomposas,

Seguia-te, como monge,

Meu rico jardim de rosas.

 

Quero avivar meu passado,

Ser refém do meu presente

Ou de um futuro sonhado,

Mas tão frágil como ausente…

 

E, assim, CANAS te vejo,

Dar brilho ao meu ser,

E, como último desejo,

Vou cantar-te até morrer.”

 

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ANTÓNIO TELES

 

“TUDO TEM UM TEMPO”

 

“Neste momento eu queria estar

Olhando todas as mulheres que amei

Talvez até pra me decepcionar

Se se confirmasse que me enganei

 

Cada coisa no seu tempo é essência

Quando se elabora com convicção

O coração sempre manda na ciência

Mesmo quando ela nos vence na acção

 

É consabido não ser racional

A força que emana de um grande amor

A intensidade não tem igual

Nesse mais que desejado sabor

 

O amor só acaba quando nos damos

Conta, da queda das folhas da flor

Então, e mesmo que o chão, varremos

Jamais brilhará a antiga cor”

 

 

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AURÉLIO TAVARES

 

“UM LINDO FILHO”

 

“Eu tenho longe um lindo filho

Para além do mar há muitos dias

Triste espero que por muito sorrindo

Esteja vivendo sãs alegrias

 

É longa e vai sendo maior ainda

Esta primeira longa separação

Mas não é por estar longe que finda

A nossa já bem longa comunhão

 

Meu coração triste vai batendo

Bem mais fraco e quase sem vigor

Mas tenho eu mesmo de ir vivendo

Porque é bem vivo o nosso amor

 

Se assim não fora eu não vivia

Desde que há muito a medo vivo

Perdi muita coragem e alegria

Por ti tão só à vida estou cativo

 

Já velho e triste resta-me o sonho

Dum filho lindo longe mas risonho.”

 

 

Nota Final:

Ilustro o post com uma foto original de D.A.P.L., 2015, igualmente com a imagem de uma hortense rosa, no bonito “Solar dos Zagallos”, em Almada.

Sugestionado a partir da capa da XX Antologia.

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publicado às 15:48

Poesia e Fado

por Francisco Carita Mata, em 28.11.16

XX Antologia de Poesia da APP – Apresentação em Lisboa

"Buba Espinho" no Fórum Romeu Correia - Almada

 

Aparentemente este título poderá parecer uma redundância, dado que estas duas realidades culturais andam de mãos dadas - irmanadas.

Mas a razão por que as explicitei, ligando-as, prende-se com o facto de pretender referir-me a dois eventos realizados ontem, domingo, 27 de Novembro.

 

Na sede da Associação Portuguesa de Poetas - APP, Av. Américo de Jesus Morgado, 16 – A, aos Olivais, Lisboa, realizou-se a apresentação da respetiva XX Antologia de Poesia - 2016. Cinquenta e sete antologiados, com poesias de diferentes matizes e cambiantes e conceitos formais, todos irmanados num mesmo sentir poético.

Um evento muito interessante, estando de parabéns todos os participantes, e com especial realce, os organizadores e coordenadores que desenvolveram o trabalho meritório de estruturar esta vigésima edição das Antologias da Associação e que atualmente dirigem os respetivos destinos.

Nunca é demais realçar o trabalho das pessoas que assumem dirigir as Associações, porque sem elas essas entidades morreriam. Nós, os sócios, somos relevantes, mas como diz o aforismo, “…sem cabeça tudo são pernas…”.

Parabéns pois e obrigado pelo vosso trabalho. As palmas são-vos inteiramente destinadas.

Previamente apresentei o meu pedido de desculpas por ter que me ausentar ainda antes da conclusão do sarau e a razão prendia-se pelo que explico a seguir.

 

Quase simultaneamente, em Almada, no Fórum Romeu Correia – Auditório Fernando Lopes-Graça, ocorreu o espetáculo “A Casa do Fado”, apresentando o jovem talento no fado, o alentejano Buba Espinho.

Um nome a fixar, com um cariz fadista, que toca profundo no sentir da veia artística deste modo de cantar.

Não queria deixar de assistir.

 

(Com algum esforço, foi possível estarmos presentes, no primeiro evento, apenas eu, mas em conjunto, no segundo.)

 

O fadista, agora a iniciar uma promissora carreira a solo, neste campo artístico, já o havia escutado, integrando o Grupo “Os Bubedanas”, de que falei na primeira crónica apresentada no blogue.

Anexo links sobre o seu cantar, integrante de grupos.

Julgo que ainda não tem CD individual.

De realçar, também com imenso mérito, os acompanhantes habituais nestes saraus fadistas no Fórum: André M. Santos, viola de fado e Hugo Edgar, guitarra portuguesa.

 

Solar Zagallos 2015 Foto original DAPL.jpg

 

A ilustrar o post apresento uma foto original de D.A.P.L. de uma hortense rosa, no Solar dos Zagallos, em Almada. Sugestionado a partir da capa da Antologia, da autoria de João Luís, que apresenta precisamente também uma foto de uma hortense, azul.

Assim, mais uma vez, se ligam os dois eventos, um em Lisboa, o outro em Almada, que não fica nada a dever à capital, em termos culturais, conforme tenho demonstrado neste blogue.

 

Na apresentação da Antologia, e enquanto estive presente, foram sendo entregues os livros, a que cada um dos antologiados teve direito e cada poeta ou poetisa foi lendo um poema seu, da Antologia ou não.

Optei por não ler o poema da Antologia, “Ei-los que vão!”, dado ser um pouco extenso e disse “Ser Poeta”, que divulgo agora no blogue. Apresento-o numa versão ligeiramente diferente daquela que li e com que documentei o Livro de Honra, pois, como referi, o poema ainda estava e está “em construção”.

Deixei-o atestando o “Livro de Honra” da Associação, dado que foi a primeira vez que tive a grata oportunidade de visitar a sede.

 

 

Ser Poeta!

 

Ser Poeta

É ter uma porta aberta

Ao Sonho, à Ilusão

É ter uma certeza certa

De viver em condição.

 

Em condição do Destino

De sofrer o desatino

Desta nobre tradição.

 

Ser Poeta

É algo que nos desperta

Nos alumia, nos cerca

De luz e d’escuridão.

 

Jogos de sombras e sons

Vozes que nos povoam

De sentimentos nobres e bons

Que na Alma nos ressoam!

 

Ser Poeta

 

P.S. – Tomarei a liberdade de ir divulgando poesias dos antologiados, preferencialmente de poetas e poetisas que não dei a conhecer no blogue, no contexto da Antologia do CNAP.

Se alguém se opuser é uma questão de me dar conhecimento. Obrigado!

 

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publicado às 18:27

Eventos Culturais: Divulgação

por Francisco Carita Mata, em 09.10.16

Evento Poético e Evento Musical

 

Não! Ainda não é o balanço.

 

Hoje, ainda, voltamos a alguns dos temas favoritos no blogue: a divulgação de eventos culturais de caráter regional, ignorados pelos meios de comunicação social, mas de muito mais valor que muitos dos que nos enxameiam nos media.

Adiante.

 

Um referente ao futuro: ainda a realizar.

E outro, reportando-se ao passado: já acontecido.

 

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Divulgo a realização do próximo “Momentos de Poesia”.

 

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Na encantadora vila de Castelo de Vide.

 

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(Não. Não me esqueci ainda de continuar a divulgar poemas da Antologia “Portalegre em Momentos de Poesia”! Tem faltado oportunidade.)

 

*******

 

Dar conhecimento também da realização, ocorrida ontem, sábado, 8 de Outubro, do belíssimo Espetáculo comemorativo do 31º Aniversário da Junta de Freguesia do Laranjeiro.

 

No C.I.R.L. – Clube de Instrução e Recreio do Laranjeiro, Francisco Naia e Ricardo Fonseca apresentaram-nos excelentes trabalhos do seu álbum “Nos Cantos da Memória”.

 

Francisco, bem na casa dos sessenta, possui uma voz notabilíssima, de tenor, como ele refere, teria gostado de ser cantor de ópera.

Artista, que considero não devidamente valorizado. Injustamente.

viola campaniça in. prof2ooo.pt.jpg

 

Ricardo, exímio executante, deu-nos a conhecer a sua maestria, nomeadamente em viola braguesa, viola amarantina e viola campaniça.

 

Tocaram, cantaram e encantaram-nos!

 

Parabéns!

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publicado às 17:17

Crónica sobre Serão de Cante e Poesia

por Francisco Carita Mata, em 07.10.16

"6º Serão de Cante e Poesia Alentejana"

 

E mais algumas considerações e apartes, a propósito ou nem por isso.

(1 de Outubro de 2016)

 

Não, não me esqueci de cronicar sobre este relevante evento. Outras escritas, afazeres da vida real e só hoje me é possível.

 

Antes de mais, e ainda, não quero deixar de assinalar a data de hoje, sete de Outubro. E a de amanhã.

 

A de hoje, sete, porque era nesta data que, quando estudava, se iniciavam as aulas, nomeadamente as da Primária, as do Colégio e as do Liceu.

Dir-me-á: - Isso é pré- história.

Nem mais!

A de amanhã, oito, também é especial, no contexto em que escrevo.

Fará dois anos que iniciámos este blogue!

Peculiar que tenha sido também com uma crónica sobre Cante e Poesia!

 

E vamos então ao 6º Serão de Cante e Poesia Alentejana.

Ocorrido no passado sábado, um de Outubro, “Dia Internacional da Música”, no Fórum Romeu Correia, Auditório Fernando Lopes Graça, em Almada.

Divulguei previamente e, mais uma vez se confirma, que “Almada é a Capital do Cante”! Pelo menos aqui, nesta “Grande Lisboa”!

 

E sobre o dito espetáculo e antes de entrar propriamente na sala, quando o divulguei, mencionei a dificuldade de arranjar bilhetes no Fórum Romeu Correia.

Exatamente.

 

No próprio dia, apenas quando eram disponibilizados, o que acho bem, cheguei antecipadamente meia hora e já havia fila de cerca de trinta pessoas.

De modo que me questionava se conseguiria obter ou não os bilhetes.

 

Fui ficando e, nestes contextos, mais tarde ou mais cedo, vai-se falando. Naturalíssimo.

Ocorrem também sempre aqueles casos habituais, de alguém que se chega à frente, perto de pessoa amiga e segreda “encomenda” de mais alguns bilhetes.

Mas estas cenas não passam despercebidas e alguém comenta sobre as célebres “cunhas e pedidos”. Famigerados, eles e mal-afamadas, elas!

Por ironia, quem comentou haveria de ser contemplado com um bilhete doado por amigo que, estando à frente na fila, resolvera requisitar mais um ingresso, para oferecer a quem estava mais atrás.

Logo oportunidade para outro alguém retorquir, que havendo comentado da “cunha”, não deveria ter aceitado o presente do amigo.

Sim ou não, o que acha?!

 

Aproveitei para lembrar o aforismo de que “a cavalo dado não se olha o dente”! Que até poderia parecer mal agradecido.

E friso que em boa hora o aceitante aceitou, porque, quando chegou a sua vez, apenas um conseguiu.

Não aceitasse e só um bilhete obteria, o que o impossibilitaria de ter levado a esposa, conforme confirmei no espetáculo, à noite.

 

E vamos então falar do espetáculo, propriamente dito?!

Sala repleta, como se depreende.

Espetáculo extraordinário.

 

Mas ainda vai outro aparte.

O Auditório continua sem refrigeração. Já no Verão, a propósito do Ciclo de Cinema Brasileiro, disso faláramos.

Com a sala cheia…

Registe-se.

 

E, antes de tudo o mais… E porque é imprescindível.

Dar os parabéns a todos os participantes no evento, a todos os que contribuem para a respetiva organização e logística, que não apenas os que presenciamos no espetáculo propriamente dito. São muitas as pessoas envolvidas, em diferentes contextos.

Também realçar o papel das entidades e organismos oficiais que apoiam estes Grupos, nos mais diversos enquadramentos.

Não podemos esquecer que estes Artistas, sejam cantadores, cantadeiras, poetas e poetisas, exercem estas funções, desempenham estes papéis, como Amadores, no melhor sentido da palavra. Para todos os efeitos, trabalham num sistema de Voluntariado.

Daí o nosso realce especial, inteiramente merecido!

E agradecer.

Obrigado, a todos pelo excelente Serão que nos proporcionaram.

 

Sobre os participantes segue-se o cartaz com as respetivas designações.

 

6º Serão de Cante e Poesia Alentejana 2016 - Cartaz.

 

 

Parabéns, sempre muito especiais, ao Grupo do Feijó que, neste contexto, é o Grupo Organizador.

 

Sobre o espetáculo, os Cantares, a Poesia, digo: Adorámos.

 

Se realçasse alguns aspetos ou momentos, fá-lo-ia pela novidade para mim, que não conhecia as respetivas atuações.

O Grupo Juvenil, nunca ouvira tal.

E alguém pode ficar indiferente àqueles rouxinóis, joselitos e marisóis, com os seus trinados e requebros, que nos tocam o coração e nos humedecem a visão?

Excelente o trabalho do Professor e Mestre!

Também assinalaria o Grupo Abelterium, que apesar de ser dos meus lados, também não conhecia.

Para além da alegria contagiante das cantigas, que dimana da sua atuação, eu realçaria o que mais me tocou: a interpretação de “Serpa de Guadalupe”!

 

E então esqueço os outros Grupos e Artistas?!

De modo algum.

 

Obrigado ao Grupo do Feijó, ao Grupo da Academia de Serpa, ao Grupo Recordar a Mocidade, à Poetisa Rosa Dias e ao Poeta Luís Maçarico.

Todos nos ficaram no coração e nos proporcionaram gratificantes momentos artísticos, que nos enriquecem espiritualmente e a eles enobrecem, pela sua atitude altruísta e a quem ficamos gratos.

 

Obrigado.

Que estes espetáculos, além de excelentes, são gratuitos!

 

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publicado às 17:17

6º Serão de Cante e Poesia Alentejana

por Francisco Carita Mata, em 22.09.16

INFORMAÇÃO

É com grato prazer que informo da realização deste "Serão de Cante e Poesia"!

Em Almada

No Fórum Municipal Romeu Correia.

Auditório Fernando Lopes Graça.

Serão de Cante e Poesia Alentejana 2016 - Cartaz.Oxalá tenha oportunidade de assistir.

E conseguir bilhetes. Que, no Auditório, esgotam-se sempre! 

Informo que a obtenção dos bilhetes só é possível no próprio dia, sábado, a partir das 15 horas!

Até lá!

 

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publicado às 17:11

"11ª Mostra do Cinema Brasileiro" - "Simonal - Ninguém sabe o duro que dei."

por Francisco Carita Mata, em 11.08.16

Filme documental: “Simonal – Ninguém sabe o duro que dei.”

 

Fórum Municipal Romeu Correia

Auditório Fernando Lopes Graça

 

ALMADA

 

As “Mostras de Cinema Brasileiro” habitualmente contemplam filmes e documentários interessantes que nos reportam para a realidade do Brasil, perspetivando uma montra da filmografia mais ou menos atual daquele país.

Temos a oportunidade de apreciar enredos que focam um pouco do que se passa, tanto no aspeto social como político do país irmão, apresentados por artistas que muitos conhecemos das novelas e assim temos oportunidade de apreciar noutro registo artístico.

 

 

A 11 ª Mostra trazia-nos um leque variado desse cinema realizado no Brasil.

Fiquei aquém das visualizações previstas, houve alguns filmes que planeara ver, mas que não tive oportunidade.

Em Nome Da Lei”, “Sorria, Você Está Sendo Filmado” e “Trinta” eram filmes que gostaria de ter visto, não só pelas temáticas e registos abordados, como pelo leque de atores e atrizes presentes.

 

Ainda assim vi o documentário “Simonal – Ninguém sabe o duro que dei”.

 

Nunca ouviu falar sobre Wilson Simonal?

 

Simonal In. letras.com

 

É natural. Foi um cantor brasileiro, (1938 – 2000), que alcançou grande popularidade no Brasil e América Latina, na segunda metade da década de sessenta e ainda nos inícios da de setenta, mas que, mercê da má fama que se lhe colou à pele nessa época, foi praticamente banido da cultura musical brasileira, tanto da parte dos media, como pelos seus pares e pela classe sócio profissional ligada à música. Sendo ostracizado por muitos, por mais de vinte anos, meados de setenta a inícios de noventa, como se praticamente não tivesse existido.

 

Também não tenho propriamente memória do artista, mas há êxitos musicais de que me lembro, não sei se cantados na sua versão dos mesmos, se por outros comparsas.

Lembra-se de “País Tropical”, “Alegria, Alegria”, “A Tonga da Mironga do Kabuletê”?

 

Se quiser entender melhor sobre o artista consulte aqui, S.F.F.

 

Mas que “má fama” foi essa?

 

Ditadura in. pensata.ig.com.br.jpg

 

Na época, inícios de setenta, o Brasil vivia numa ditadura militar, (1964 – 1985), altamente repressiva e Wilson Simonal, na sequência de um processo mal esclarecido contra o contabilista da sua firma “Simonal Produções Artísticas”, haveria de ser acusado de informante do DOPS – Departamento de Ordem Política e Social, instrumento da ditadura na repressão aos opositores do regime.

Esse processo com o contabilista e a sequente acusação de delator destruiram quase completamente a sua carreira, que estava no auge.

 

E retornando ao documentário, de Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal.

 

Este documento fílmico, de 2009, perspetiva a vida artística do cantor, dando-nos uma visão da sua qualidade musical e performativa, dos seus sucessos, da sua ascensão e queda e também da injustiça da acusação que lhe foi feita, atribuindo-lhe uma “nódoa comportamental” que praticamente nunca conseguiu limpar em vida e que o levou à destruição, enquanto artista e como ser humano, tendo morrido relativamente novo, sessenta e dois anos, vítima de depressão e alcoolismo.

 

Esse documentário apresenta a visão de diferentes personalidades que lidaram de muito perto com o cantor, privaram ou trabalharam com ele, em contextos diversos e ao longo da sua vida. Casos de Chico Anysio, Pelé, Nelson Motta, Luís Carlos Miele…

Também da segunda mulher e dos filhos do primeiro casamento, também ambos artistas.

Jornalistas do “Pasquim”, que tanto humorizaram sobre a hipotética delação, também testemunharam.

Bem como um depoimento do próprio Raphael Viviani, protagonista do célebre episódio do contabilista / “contador”.

Globalmente o documentário pretende resgatar a memória do artista e do homem, considerando-o injustamente “condenado” pelos media, pela opinião pública e pelos fazedores dessa mesma “opinião”.

 

É muitíssimo interessante de rever. E tem momentos sublimes de que destacaria o dueto com Sara Vaughan. A atuação no Maracanã. A canção dedicada a Martin Luther King.

E tantos mais…

(…)

 

 "Wilson Simonal e a ditabranca"

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publicado às 18:08


Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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