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Antologia da APP – Associação Portuguesa de Poetas (IX)

por Francisco Carita Mata, em 12.03.17

A Nossa Antologia

XX Volume - 2016

(57 Autores)

Editor: Euedito

 

*******

 

Foto original DAPL 2517.jpg

 

Introdução:

 

Continuo na divulgação de Poesia da XX Antologiada APP - 2016!

 

Neste 9º Grupo, quatro Poetisas e um Poeta:

- Landa Machado, Liliana Guerreiro, Liliana Josué, Lu Lourenço e Luís Branco.

 

De cada um, selecionei uma Poesia, como habitualmente.

 

Aprecie, caro/a Leitor/a.

 

 

Foto original DAPL 2016

 

*******

 

LANDA MACHADO

 

“SE QUERES SABER”

 

“Se queres saber de mim

Numa tarde de sol-pôr

Pede às rosas no jardim

Que te mostrem sua cor

 

Se quiseres entretanto

Saber de mim com certeza

Estarei em qualquer canto

Onde houver amor, beleza

 

E se de mim tens saudade

Longe não precisas ir

Estou onde há amizade

E alguém saiba sorrir

 

Se me queres encontrar

Pergunta à noite estrelada

À luz branca do luar

Vou subindo a minha estrada”

 

*******

 

LILIANA GUERREIRO

 

“LISBOA”

 

“Acabaram as férias e eu regresso do Sul

Com a alma cheia daquele mar manso e quente

Vejo um belo céu tão brilhante tão azul

Tornando a luz de Lisboa resplandecente

 

Entro na ponte atravessando o rio Tejo

As saudades, que eu já tinha, vão embora

Minha cidade, não sabes quanto te desejo

Quero passear nas tuas ruas, a toda a hora

 

As tuas cores, os teus cheiros, os teus sons

Envolvem-me com tanto carinho e tanto amor

Enchendo-me de tanta força e tanta energia

Fazendo desaparecer toda a amargura e dor

 

Depois de chegar a casa, abro todas as janelas

Para ver teu lindo sorriso dourado pelo entardecer

Antes que o sol se vá embora com as estrelas

E as sombras da noite brinquem até amanhecer”

 

*******

 

LILIANA JOSUÉ

 

“POEMA DEDICADO A ELES”

 

“ Vivo a solidão do tempo

no verde de cada folha

deste espaço que era vosso

 

a ti mãe eu dava a mão

numa indefinida e disfarçada ternura

não queria que te afoitasses

na erva mal aparada

ou no degrau do portão

 

a ti pai oferecia um sorriso

discreto e meio embaraçado

por me pareceres sempre mais longe

mesmo que tão unido ao meu peito.

Junto ao poço pejado de rachas e musgos

permanecíamos em cúmplice silêncio

em jeito desajeitado

que para nós era perfeito

 

voltem para mim

fazem-me falta

mesmo no meu sono fatigado”

 

*******

LU LOURENÇO

 

“MEU CANTO NA CIDADE”

 

“Estes blocos de cimento

que vejo da minha janela

são desalento, cansaços,

Infância sem mimo e regaços,

jardins com sebes e vento.

 

São o céu enegrecido

com densas nuvens cinzentas,

trovoada, enchente e lama,

nestas gentes da cidade

que tem pão e agasalho

mas vivem sem irmandade.

 

Ah, se umas gotas de orvalho

viessem humedecer

o horizonte na janela!

Eu seria barco à vela,

Borboleta em voo alado,

Primavera a acontecer,

E a alegria de viver

num jardim à beira-mar

sem blocos de cimento armado

P’rós meus sentidos turvar.

 

Baloiço no meu quintal,

entre azedas e papoulas,

sem medos, freios, algemas.

E o sol, a pino, a brilhar

Sem blocos de cimento armado

P’rós meus sentidos matar.”

 

*******

 

LUÍS BRANCO

 

“QUEM ÉS TU”

 

“Quem és tu que interrompestes-me em meio à multidão?

Quem és tu cujo olhar penetrou-me a alma e descobriu o

menino que abriga-se em mim?

Quem és tu que com tuas lágrimas regastes a minha esperança?

Quem és tu que do nada criastes-me um novo mundo?

Quem és tu que atraiu-me para mais perto?

Quem és tu que fizestes com que as minhas mais sólidas

estruturas balançassem  com o soprar das palavras que saiam da

tua boca?

Quem és tu cujos lábios despertaram-me a fome?

Quem és tu que abristes a gaiola onde jazia minh’alma?

Quem és tu que como as filhas de Aqueloo fizestes-me

adormecer para a razão?

Quem és tu que tornastes-me o adeus uma tortura cruel?

Quem és tu que fizestes com que meu coração acelerasse seus

batimentos?

Quem és tu que fizestes com que a minha respiração fosse

alongada?

Quem és tu que fizestes-me agir como menino?

Quem és tu que com tuas lágrimas fizestes-me chorar por

dentro?

Quem és tu que com teu sorriso levastes-me ao devaneio?

Quem és tu que fizestes-me sonhar com o impossível, desejar o

inalcançavel, querer o proibido, amar profundamente o

efêmero e tocar o intangível?

Minha agonia é saber que talvez nunca te conheças.

Minha agonia é conhecer todas as distâncias que nos separam.

Minha agonia é sentar-me aqui e escrever meus versos, versos

invólucros, versos que talvez nunca leias e que a ninguém

importa.

Minha agonia é ser assim, sentimento.”

 

*******

 

 

Notas Finais:

- Se alguém de entre os Antologiados, neste grupo ou em qualquer dos anteriores, não concordar com a divulgação, agradeço que me comunique, Se Faz Favor.

- Se, por acaso, verificar algum erro “tipográfico”, ou de outro tipo, involuntário, frise-se, também agradeço que me dê conhecimento.

 

(Fotografias originais D.A.P.L. – 2015 - 2016.)

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publicado às 12:54

Antologia da APP – Associação Portuguesa de Poetas (VIII)

por Francisco Carita Mata, em 10.03.17

A Nossa Antologia

XX Volume - 2016

(57 Autores)

Editor: Euedito

 

Altura Alagoa Original DAPL 2016.jpg

 

 

Introdução:

 

Hoje, apesar de já ter publicado outro post, integrado nesse jogo de “seguir a sexta-feira – “follow friday”, volto a “postar”.

Finalmente, consigo voltar à divulgação de Poesia da Antologia!

Neste 8º Grupo, também apenas de Poetas, continuamos a divulgar Poesia da XX Antologia da APP – 2016, enquadrando o 508º post.

Nele, incluímos: Joaquim Sustelo, Jorge Nuno, José Branquinho, José Manuel Macedo e Joaquim Marques.

E, mais uma vez, o Amor sempre presente.

Aprecie, caro/a Leitor/a.

Este Post, dada a sua temática, é também uma evocação do “Dia Internacional da Mulher”!

 

*******

 

JOAQUIM SUSTELO

 

“ELOGIO”

 

“Tu és, de entre as glórias, a mais alta

Que me aperalta desde o alvor dos dias

Das melodias, a que faz mais falta,

És… luzes da ribalta… que alumias

 

Fonte de inspiração de poesia

Que faço em cada dia e que te exalta!

A que me “assalta” em sonhos na acalmia

E faz de amor, magia, quando “assalta”

 

A companheira de anos deste enlevo…

A que me atrevo a afirmar que adoro

A que namoro desde anos distantes

 

Se te elogio é porque sei que devo!

E se o que escrevo é sempre com decoro,

Mais aprimoro por sermos amantes.”

 

 

*******

 

JORGE NUNO

 

“FOGO SENTIDO”

 

“Quero deitar roupa velha no fogo

Ver aquelas chamas transfiguradas,

Incandescentes brasas acossadas,

Estranhas sombras com que dialogo…

 

Quero lançar as cinzas fumegadas

Às imponentes estrelas, a quem rogo

Ardentes respostas, quando interrogo

Sobre a paz e vidas iluminadas.

 

Sem distorção da minha identidade…

Como projeção de mero holograma,

Surge em mim, imagem da fé de um povo.

 

Num sentido retorno à claridade

Tal como bálsamo que se derrama…

Vejo emergir do velho, um homem novo.”

 

 

*******

 

JOSÉ BRANQUINHO

 

“AO TEU OLHAR”

 

“Doce olhar que me endoidece

E me faz sofrer assim

É esse que em ti se esquece

E eu quisera ter em mim.

Olhas-me e fico fascinado

Todo o meu ser transtornado

Pulsa mais meu coração.

Abraço-te enternecido

Fico assim tempo esquecido

Encontrei a salvação.

 

Quisera-o sempre perto

Do meu peito a palpitar

E o meu árido deserto

Mais suave me tornar.

Com ele no meu caminho

Sentindo um tal carinho

Melhor seria o meu mundo!

Encontraria a felicidade

Outra seria a realidade

Meu viver mais profundo.

 

Quisera-o sempre a fitar-me

Com bondade, com afeição,

Para que à noite ao deitar-me

O levasse em meu coração.

E, de manhã ao acordar

Depois de com ele sonhar

Em meus sonhos de ilusão

Envolto nesta real paixão…

Poder ter o teu doce olhar

Bem juntinho ao coração.”

 

 

*******

 

JOSÉ MANUEL MACEDO

 

“AMOR NA PRAIA DESERTA”

 

“Caminho solitário na praia deserta

deixando marcas efémeras,

que o mar bramindo, recusa guardar.

Olho o horizonte escuso da bruma

onde os corpos se somem em volátil espuma.

O vento quente que o meu rosto roça

leva de mim a vontade de o teu beijar.

 

A música de fundo sobe de tom a cada segundo

e morre na calma da praia.

A tua ausência sente-se forte, intensa,

como a força do mar a bater na rocha densa.

O meu coração bate ao ritmo da ondulação,

incerto, inconstante.

 

O murmúrio do mar absorve-me o pensamento,

e traz-te até mim, provocante.

O sol toca o teu corpo e pinta-o de tons divinos.

Sento-me contigo e abraço-te,

minha amada.

Depois, deixo que o mar nos guarde

enquanto te amo sobre a areia molhada.”

 

 

*******

 

JOAQUIM MARQUES

 

“NÃO TENHO MEDO DE TE PERDER”

 

“Não tenho medo de te perder

De jamais te voltar a encontrar

Mesmo que nunca mais te volte a ver

Tudo me deste pra te recordar

 

Vale sempre a pena quando se ama

Ainda que doloroso seja o adeus

D.A.P.L.Mesmo apagada fica viva a chama

A iluminar todos os passos meus

 

Se à proteção do amor tudo não fiz

Não poderei deixar de ser feliz

A marca está tatuada no peito

 

Quero ter-te minha toda a vida

Levar longe a loucura consentida

Sustentada no amor e no deleito”

 

 *******       ********       *********

(Fotografia original de D.A.P.L. - 2016)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:25

Antologia da APP – Associação Portuguesa de Poetas (VI)

por Francisco Carita Mata, em 14.02.17

“A Nossa Antologia”

XX Volume - 2016

(57 Autores)

Editor: Euedito

 

*******

nuvens. Foto original DAPL 2016jpg

 

Introdução:

 

Finalmente consigo organizar-me para dar continuidade à divulgação de Poesia da XX Antologia da APP – 2016. Agora um sexto grupo, neste post nº 490.

Este será o grupo dos eFes, em que também me incluo.

Seguem-se os Poemas de: Feliciana Garcia, Felismina Mealha, Fernando Corte Real, Fernando Sousa, Filipe Papança, Filomena Fonseca e Francisco Carita Mata.

 

*******

 

Flor. Foto original DAPLjpg

 

FELICIANA GARCIA

(Maria do Tempo)

 

“POEMA DEDICADO À MINHA FILHA (MÃE)”

 

“Aquele pedacinho lindo

Que um dia de mim nasceu,

É hoje, mulher e mãe.

E tem tal e qual como eu,

Dois pedacinhos também.

 

Abençoai-nos Senhor,

São pedacinhos de mim

Gerados pela linda flor,

Que nasceu no meu jardim.”

 

*******

 

papoilas. Foto original DAPL 2016 jpg

 

FELISMINA MEALHA

 

“PEQUENA ODE AO BERÇO”

 

“Abres-te a Sul como quem diz:

“Sejam Bem-vindos!”

E, desde o Moinho do Nica

Desces pressurosa até à quinta!

Aí, espraias-te, como um mar chão…

E abres a nossos olhos, as belas terras do Pão!

Ferragial da Volta

Cerca Grande

Cerca do Sr. Loução…e,

Ao fundo… a Corte com a charneca…

Os Barrancões, a Crimeia…

E caminhas abrasada, até ao Garvão!

Por esses caminhos, quantas estórias

Meu irmão?

A Funcheira, em cujo cais, tantas lágrimas,

Foram ali derramadas

Em cada separação!

A escola! A algazarra!

A brancura das batas

As canções de roda

As Amoreiras, o muro

As letras… o futuro!

O tempo escuro, muito escuro…

Mas, ao fundo, a luz da esperança!

A casa! Oh, a casa!

Lugar onde sempre encontrei

A força, a coragem, a preocupação, a luta!

A abordagem dos temas, os lemas…

O carinho, a alegria, a segurança!

A vida, ofereceu-me sem reservas

Uns olhos de ver contente,

A minha terra, a minha gente!

O meu chão seco, ou florido,

E as aves voando em bando

Acordando este meu grito!

Ia atrás delas, voando

Com minhas asas de sonhos

Cheia de sonhos…cantando!

Havia naquela casa

Dois pares de olhos tão belos

e dois corações tão perfeitos,

que me fizeram pensar

Que o mundo se multiplicava

em corações e olhares

Daquele jeito… perfeito!

Oh! Como eu guardo dessa casa

E desses corações, as asas

Com que voei tanta vez,

até cair e acordar desse sonho tão bonito…

Tão perfeito, que o bendigo,

por dele me recordar!

Terra! terra de cheiros agrestes

da esteva, do rosmaninho,

do alecrim, da arruda…

Terra muda, mas gritando

a fome desses teus filhos,

Que desde muito novinhos,

Saudosos… te iam deixando!...

Terra, que tanta luz me ofereces-te

Tanta beleza me deste

Tanto verde salpicado de amarelo,

Aonde esse Sol tão belo, se revia namorado!

Oh terra onde nasci!

Nunca me esqueço de ti,

O meu presente…é passado!

Cantar-te-ei minha terra

Ao Sol nascente de Julho

Ao Sol poente de Agosto

Ao Sol rubro de Setembro, prometendo…

Um amadurecer dos frutos

E de homens resolutos

Que vão nascendo e morrendo

Tanto vermelho papoila

Gritando na Planície,

E desenhando nos trigais

Verdes-rubros, por de mais…

Uma Bandeira de esperança!

Uma Bandeira, Saudade,

dos meus dias de criança!”

 

 

*******

 

concha. Foto original DAPL 2016 jpg

 

FERNANDO CORTE REAL

 

“CASCA DE NOZ”

 

“Eu…

 

Que me sinto às vezes uma casca de noz

E como um barco desço o rio das madrugadas

Que tenho no teu corpo a mais bonita foz

Sou um tonto à deriva nestas águas inspiradas.

Eu…

Que por vezes não entendo os teus sinais

Nem tenho na distância o sabor da felicidade

Que desejava ver no silêncio dos meus ais…

Só me afundo no perfume de uma saudade.

Eu…

Que nesta vida não sou mais nem menos

Nem quero a distinção de quem passa por mim

Que a diferença só traz sonhos obscenos

E todos vamos caminhando para o mesmo fim.

Eu…

Que ando nesta selva de gritos prepotentes

Em que as árvores morrem sem saber porquê

E não é o vento que nos mata as sementes

Mas o poder com o machado que ninguém vê.

Eu…

Que já estou cansado de não ter o sossego…

A Paz que desejava quando quero aqui escrever

Não as palavras a que o mundo tem apego

Mas tudo o que me impede de ser livre e o dizer.

Eu…

Que levantei o rosto para ver a desgraça

Daqueles a quem são negados direitos universais

Navego por este rio e digo a quem passa…

Eu sou poeta, às vezes casca de noz, e nada mais.”

 

 

*******

Rio. Foto original DAPL jpg

 

 

FERNANDO SOUSA

 

“DESPRENDIMENTO”

 

“Deixo nas águas deste rio,

Em que me apraz navegar.

Ansiedades que viveram comigo,

Que jamais poderei guardar!

 

Sigam livres nestas águas,

Tristezas que não posso conter.

Recordações de sofridas mágoas.

Ressentimentos do meu viver!

 

Acompanhem estes barcos rabelos,

Para destinos de outros marinheiros.

São passados, que não quero contê-los,

Mesmo sendo meus velhos companheiros!

 

Ide! Naufragai nas águas deste rio,

Encontramo-nos no fundo do mar.

Companheiros de tempo perdido!

Recordações que não quero guardar!...”

 

 

*******

 

raio de luz. Foto original DAPLjpg

 

FILIPE PAPANÇA

 

“DIVINA MISERICÓRDIA”

 

“ Na penumbra da escuridão acende-se

uma pequena Luz…

 

Ó bondade infinita…

 

Beatífica visão…

Absoluto perdão!

 

Eterna saudade!

Sonho de eternidade…”

 

*******

 

casa. Foto original DAPL jpg

 

FILOMENA FONSECA

 

“RECORDAÇÕES”

 

“De regresso à velha casa

as trepadeiras decoram o telhado

e as velhas figueiras

lembram vazios nunca preenchidos.

 

Com um olhar firme

varre toda a sala

tantas vezes limpa

com suor e lágrimas da mãe.

 

Foi há muito tempo…

 

Mas não há tempo

no coração

duma criança. ”

 

 

*******

 

FRANCISCO CARITA MATA

 

EI-LOS QUE VÃO…”

 

(Como este poema já figura no blogue, fará o favor de clicar no respetivo título, para aceder à correspondente leitura. Obrigado!)

 

 E, como hoje é um Dia especial:

 Uma Flor!

 "Tempo de Poesia"

A Poesia de Jorge de Sena

Poesia em Régio 

 

 

As Fotografias são todas originais de D.A.P.L. - 2016, tiradas em vários locais do País: Alentejo, Algarve, Grande Lisboa. Fazem parte de um acervo de que disponho e com que, habitualmente, ilustro os posts. De uma forma bastante livre, é certo. O que se verificará também neste, no respeitante aos vários Poemas. Me desculpem os Poetas e Poetisas! Mas lembremo-nos do conceito: "Liberdade Poética"!

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publicado às 12:42


Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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