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Tomada de Posse do novo Presidente da República!

por Francisco Carita Mata, em 09.03.16

Assembleia da República

 

9 de Março de 2016 – 4ª Feira

 

O Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, hoje, dia 9 de Março, após as 10 horas, tomou posse, como vigésimo Presidente da República, na respetiva Assembleia (Parlamento).

 

Estas cerimónias são sempre carregadas de simbolismos vários, faz parte da respetiva operacionalização, quer se goste ou não. Desde logo, o local: Assembleia da República. As Bandeiras. O Hino. (...) As precedências, os locais que cada convidado ocupa, etc. etc.

Os aplausos, os não – aplausos, tudo está carregado de significados e significações, tudo é significante de algo...

 

Para além desses atos, gestos, atitudes simbólicas, existem ainda as que o próprio Presidente quis acentuar.

Uma delas foi o juramento sobre o livro da Constituição original, que ele também ajudou a criar, enquanto deputado. Realço que é este modelo que também tenho. O livro da Constituição de 1976. (...) Não, não, eu não a ajudei a criar... O meu “engenho” não chega a tanto. Muito menos a “arte”.

 

Os convidados: antigos Presidentes e Esposas, estranhei a ausência de Drº Mário Soares...

Representantes estrangeiros: O Rei de Espanha, destacava-se aquela figura... o Presidente de Moçambique, o Presidente da Comissão Europeia. Simbólicas estas três Personalidades estrangeiras convidadas.

 

Juncker cumprimenta o "bom amigo" Marcelo. Cortesia de  Jorge Amaral / Global Imagens

 

Os discursos. Sou sincero. Estava curioso com o discurso de MRS, enquanto Presidente. Ouvira o de vitória, tinha expectativas sobre este. E, esse foi o principal motivo que me fez estar atento à RTP1, logo de manhã. Dir-me-ão: “Palavras... são só palavras!”

 

Ferro Rodrigues, enquanto Presidente da Assembleia da República, também proferiu o seu discurso. Entre outros aspetos, e relativamente a MRS... “... Vossa Excelência tem a responsabilidade histórica de ser o homem certo no momento certo...”

 

Algumas ideias que destaco:

“... o País precisa de voltar a encontrar-se... Que a U.E. não se transforme num fator de instabilidade... Que Europa é esta?! ...”

“... precisamos de uma economia mais rica e partilhada, mais justa e inclusiva...”

“Temos que aprender a remar todos para o mesmo lado...”

E, terminou, formulando votos de “as maiores felicidades”, “A Bem da República, A Bem da Democracia, A Bem de Portugal!”

 

(Não opino, nem faço qualquer comentário...)

 

Quanto ao Discurso do Senhor Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, atual Presidente da República Portuguesa, de "todas as Portuguesas e de todos os Portugueses".

 

O discurso está muito bem estruturado e sequencialmente planeado. Ou não fosse o seu autor, o Professor Marcelo. (Apetece-me interrogar, deformação das Séries, nomeadamente “Borgen”, se os nossos políticos também terão algum “spin doctor”?!).

 

Também está carregado de Símbolos.

 

Um enquadramento introdutório, reportando para a Família, para os Sentimentos a unir-nos à Terra que nos viu nascer: Amor à Terra, a Saudade, a Generosidade... (Desculpem-me os Sentimentos, que não os fixei todos!)... As Crenças em Milagres de Ourique... (E com este introdutório falou-nos ao Coração, se fossem projetadas imagens, enquanto as palavras iam fluindo, veríamos um grande, grande, da Joana Vasconcelos. Reporta-nos também para a nossa ancestralidade, em última instância, o nosso Afonso, Primeiro, só que da Monarquia e nós estamos na Casa da República. Mas o Senhor Professor Marcelo não perde o jeito! Outro anterior Personagem, de que estranhei a ausência, nesse mesmo local, terá falado em Afonso Costa, digo eu! Afonso, sim, que Portugal é assim mesmo: Afonsino. E um País de Costas, até havia o do Castelo!)

 

Depois, ainda num contexto introdutório, mas já mais institucional, reportou-nos para a Solidariedade, (aqui já entramos no domínio dos Valores), entre os dois únicos Orgãos de Soberania eleitos: Assembleia e Presidente. E depois ainda agradeceu ao Presidente cessante, aos antigos Presidentes presentes, aos três ilustres Convidados Estrangeiros, às Forças Armadas, sempre fiéis a Portugal, ao 25 de Abril de 1974 / República Democrática, sublinhou a CONSTITUIÇÃO, aprovada e promulgada em 1976, sobre a qual atestara o seu Juramento de Posse, conforme já referido. Reforçou o seu caráter de Lei Fundamental, nosso Denominador Comum. E que irá ser o Guardião da Constituição, dos seus Valores e Valores da Nação.

(E nesta parte discursiva, diríamos que nos falava mais à Razão...)

 

E dirigiu-nos para a importância da Pessoa Humana, (lembrar-me-ia Carl Rogers), para um ideal de Sociedade em que não haja dois milhões de pobres... (!!!), nem diferenças tão cruciais...

E ainda no domínio dos Valores: Liberdade de Pensamento, de Crença, de Opinião, Pluralismo, Justiça Social, Identidade Nacional, para as nossas Raízes no Mar... (A nossa ancestralidade primordial: “Somos Vida do Mar Vinda ”, digo eu.)

Os nossos três vértices geográficos: Continente, Açores e Madeira. (A propósito, onde ficam as Desertas?)

Assumir o Mar como nossa prioridade, e, aqui piscou novamente o olho ao Presidente cessante... (!!!). E citou Lobo Antunes “... Se a minha Terra é pequena, eu quero morrer no Mar!...” (Este Lobo também é Poeta?! Se não é, aqui, escreveu dois lindos versos.)

 

E continuando ainda no domínio dos Valores, realçou a Identidade Nacional, em que História e Geografia se entrelaçam, na Língua, na Cultura, na Ciência. Sem medo de enfrentar o Presente. Na Soberania Popular, na Autonomia Regional e Autárquica. Na importância do Estado Social de Direito e da Iniciativa Privada.

 

E ainda em Geografia, mas numa noção mais alargada, migrou de Portugal, também para a Europa: Lembrou o desafio dos Refugiados. E pelo Mar, acentuou o papel da C. P. L. P. – Comunidade de Países de Língua Portuguesa. E regressou novamente à Europa: a questão das Fronteiras Europeias!

 

E voltou a Portugal!

 

E assinalo, sem pretensão de exatidão matemática, nem de citação precisa, pois, como é evidente, não tive acesso a uma cópia do Discurso. (Não sou Jornalista, muito menos credenciado, nem fui convidado a estar presente na cerimónia. Também, seiscentos convidados...)

 

Realçou a importância de sairmos do clima de crise, o fator Europa, as questões económicas, as cicatrizes destes tão longos anos de sacrifícios, que urge recriar novas convergências, ....

Reforçou o sentimento de pertença a uma Pátria que é igual para todos...

Que irão ser cinco anos de busca da Unidade, da Pacificação, de Consensos...

Nunca descrendo na Democracia. Nunca perdendo a Esperança. Que o que nos une é muito mais do que nos divide.

A importância dos pequenos gestos...

 

(Peço desculpa às minhas Leitoras e Leitores, mas, volto a sublinhar, que não tive qualquer acesso direto ao discurso escrito, apenas o ouvi, pelo que este texto tem muitas lacunas. Sublinhados, reticências, negritos, letras maiúsculas é tudo da minha lavra. Perdoar-me-ão, bem como o Senhor Professor Doutor.)

 

E continuou...Lembrando o papel dos Jovens, da Mulher, dos Pensionistas/Reformados, que sonharam com o 25 de Abril e que agora estão na situação em que estão... (A referência a este grupo social e à célebre data tocaram-me muito especialmente...); dos Cientistas, dos Agricultores, dos Comerciantes, dos Industriais, dos Trabalhadores por conta de Outrem ou Independentes; voltou a reforçar o Estado Social; mencionou as I.P.S.S., as Misericórdias, eu sei lá! (Não sei se foram referidos todos os grupos socio económicos, também não tenho aqui a Classificação Nacional de Profissões. Mas não me pareceu ter havido menção de empresários, de bancários, de banqueiros, nem de operários. Digamos que, caso tenha havido essa omissão, que não afianço pelos meus ouvidos, foi uma omissão interclassista.)

 

E voltou, novamente a realçar a CONSTITUIÇÃO!

(Há alguns anos a esta parte esse realce costumava ser mais de outros setores.)

 

E, finalmente, reportou-se a si mesmo, assumindo-se como “Servidor da Causa Pública e da Pátria.”

 

E citou Miguel Torga: “Difícil para cada Português não é sê-lo, é compreender-se...”

 

E quando estava nesta parte do meu texto, quis precisar o que nos meus apontamentos seria do texto de Torga ou palavras de Marcelo e coloquei a frase anterior, colocada entre aspas, no motor de busca.

E já adivinha o que encontrei.

O Discurso do Senhor Presidente, na íntegra, no site do “Expresso”.

 

E a parte final é daí extraída. Mas não vou ler o princípio do Discurso, que já estou muito cansado, e perdia completamente a graça...

 

E remato com a parte final...

 

“O essencial, é que o nosso génio – o que nos distingue dos demais – é a indomável inquietação criadora que preside à nossa vocação ecuménica. Abraçando o mundo todo.

Ela nos fez como somos. Grandes no passado. Grandes no futuro. Por isso aqui estamos. Por isso aqui estou. Pelo Portugal de sempre!”

 

E com um Discurso que nos abarca e abraça a Todos, tão querido, tão cheio de Afetos, tão simpático, não esquecendo sequer Pensionistas nem Reformados, que mais posso dizer?!

Pois, aguardemos para ver!

 

E, para ilustrar este post tão afetuoso, tão carinhoso, resolvi “aproveitar da net” a sugestiva e apelativa imagem, cortesia de “Jorge Amaral / Global Imagens”, a partir deste link, agora que tem andado na moda esta questão dos beijos!

Poderíamos intitular: Portugal e Europa, finalmente a Reconciliação! E viva o Amor!

*******

P. S. - E já no dia dez, vantagens da net, resolvo acrescentar um link para um blogue que sigo e que ontem me esqueci de incluir. Uma célebre e icónica imagem de um afamado beijo, que nunca cheguei a perceber se foi real se encenado. Entre Brejnev (U.R.S.S.) e Honnecker (R.D.A.). E, se encenado, nunca percebi se foram os do "Outro Lado" do Muro, para mostrarem que "estavam de pedra e cal". Se os "Deste Lado", para revelarem como as coisas iam por "Aqueles Lados".

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publicado às 20:31

Reflexões sobre Template... before "Mad Men"

por Francisco Carita Mata, em 31.10.15

Vou voltar a escrever sobre a série “Mad Men”.

 

in g1.globo.com

 

Ah, mas antes de tudo o mais, constatar o óbvio. Mudei a imagem do blogue, há pouquíssimo tempo. Um pouco na brincadeira experimentei este template, após ter visualizado vários. Mas, sinceramente, nem me apercebi logo que essa marca ficava estabelecida. De qualquer modo o blogue já fez um ano e achava que deveria fazer alguma reestruturação, que pensei ser bem mais complicada.

O que acham deste novo visual?!

 

Não sei se será definitivo, porque pretendo estruturá-lo de acordo com os subtemas que vou abordando. E que nessa estrutura esses subtemas fiquem realçados num espaço lateral, como, neste template, estão consignados os vários posts colocados cronologicamente. Só que ainda não tive oportunidade de escolher um modelo em que essa informação possa ficar consignada e acessível. Nem sei muito bem como executá-la.

Quem tenha dado uma vista de olhos ao blogue ou me tenha acompanhado desde o início, notará que embora havendo um fio condutor nas temáticas elas vão variando nalguns campos fundamentais, numas fases dando realce a alguns temas específicos, para posteriormente me dedicar mais a outros.

 

Por ex., iniciei com uma crónica sobre um ato cultural e, nesse âmbito, periodicamente tenho voltado a essa temática e modelo de escrita:Crónicas

 

Um dos objetivos da criação deste blogue fora a divulgação da Poesia que tenho escrito e publicado em suporte de papel, que numa fase desenvolvi bastante, mas que ultimamente tem estado um pouco parada. De qualquer maneira este é um dos temas deste espaço comunicacional: Poesia.

A divulgação de eventos ou associações/organizações ligadas à Poesia e à Cultura é também um dos eixos deste veículo de comunicação. Mas aqui surgem algumas dificuldades de enquadramento: na Poesia ou nas Crónicas?! Colóquio!

 

Outra temática são as estórias. As prosas… Umas serão contos, outras fábulas, algumas efabulações, quiçá delírios imaginativos. Integrá-las-ei como?! Como as designarei?

Estórias, sem dúvida. “Estórias do Arco-da-Velha”?! Não! Preferirei nomeá-las de “Estórias do Arco da Dona Augusta”, por analogia com o conceito tradicional de “arco-da-velha”, mas reportando também para o “Arco da Rua Augusta”, por toda a simbologia inerente e porque nalgumas estórias há referência a esses espaços. Fica a “Dona” que se reporta à “Velha”.

 

Depois estão os posts comemorativos ou evocativos de alguma situação, acontecimento ou ocorrência significativa e significante para mim ou para quem para mim tem significado! E como nomear este tema? Alguns enquadrar-se-ão noutros espaços. Na Poesia vários. Mas nem sempre conseguirei inclui-los facilmente.

 

Também existem os temas respeitantes a Localidades, ou Espaços Geográficos… Aqui!

 

Também haverá artigos de opinião?

 

E sobre o Futebol?

 

Terei que encontrar títulos sugestivos.

 

Por ex., escrever sobre séries foi tema que nunca me passou pela cabeça vir a realizar, quando projetei e iniciei “Aquém – Tejo”.

Nem eu me dedicava muito especialmente à visualização de séries, até porque não tinha tempo.

Embora tivesse visto “Mad Men”, segui algumas temporadas e alguns episódios, quando pude. Mas, quando era mais jovem, via muito mais, mas eram séries semanais. Algumas bem antigas, da infância e início da adolescência.

Lembram-se do “Rim Tim Tim”? Da “Lassie”? Do “Bonanza”? Do “Chaparral”? Do “Zorro”? De “Dallas”, de que até nem gostava muito. E de “Star Trek”? (…)   (…) ? ?

Propositadamente só falo das mais antigas. E todas norte-americanas. Mas também vi britânicas.

Desde 2014, tendo mais tempo disponível, comecei a ver séries da RTP2 e digamos que me agarrei com “Borgen”. Que é mesmo o tipo de seriado que mais aprecio.

Escrevi um post global e vi que agradou, ao ponto de ter sido plagiado.

Depois continuei a ver as novas séries europeias e embora não tenha escrito nada específico, episódio a episódio, os assuntos nelas abordados eram totalmente do meu agrado.

Com “Crime e Castigo” foi um campo temático que adorei, escrevi regularmente, diverti-me escrevendo e também constatei um agrado crescente nas visualizações.

Com “Hospital Real” foi o máximo, até agora. Deve ter sido uma série de que os espetadores gostaram muito, e eu também, o que se refletia nas visualizações. E sobre que adorei escrever.

Portanto o subtema “Séries”, também terá que existir, embora não tivesse sido planeado de início…

 

E ainda ficam assuntos para abordar…Aqui!

 

E é esta tarefa que pretendo executar.

Enquadrar os vários posts nestes subtemas e noutros que me venham a surgir. Sabendo antecipadamente que alguns posts poderão ser enquadráveis simultaneamente em vários destes espaços e outros não saberei de todo onde colocá-los.

 

Bem, deixo estas reflexões estruturais sobre o blogue, na sequência da alteração do template.

 

Que espero apreciem! E Obrigado pelas leituras.

 

Que ainda quero escrever sobre os “Homens Loucos”!  Mad Men

 

 

P. S. - Depois de todo este texto escrito e já em pré publicação, chamam-me a atenção que falta a foto sugestiva do Rio Tejo, visto da Ponte 25 de Abril e visualizando as duas margens e a foz do Rio. Uma perda irreparável! Que eu nem reparara...

De modo que não sei até quando irá ficar este modelo de template!

 

 

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publicado às 21:14

Também houve eleições no reino da Dinamarca!

por Francisco Carita Mata, em 05.10.15

Parabéns, RTP2! Adeus, Borgen!

 

“Quase todos aguentam a adversidade. Mas se querem testar o caráter de um homem, deem-lhe o poder!”

Abraam Lincoln

Este pensamento serviu de “leit motiv” deste episódio.

 

Parabéns, Birgitte! Adeus Birgitte!

 

Parabéns!

Parabéns, em primeiro lugar à RTP2, por ter transmitido esta excelente série europeia e mais especificamente dinamarquesa.

Trouxe-nos outras perspetivas da realidade e da realidade política.

Uma visão construtiva da Política. A repetição foi bem pensada. Até organizada de modo a que o episódio das eleições na ficção, coincidisse com o dia das eleições reais em Portugal. Só terá sido pena, que os nossos políticos, tão assoberbados com as lides partidárias, não tivessem podido ver, porque fazia-lhes tanta, mas tanta falta, que visualizassem esta série.

Bem, que hoje em dia, quase ninguém precisa de ficar condicionado aos programas e horários das televisões, para ver as séries. Poucas pessoas estão dependentes desses condicionalismos.

Por isso, e para bem de nós todos, eles ainda a irão visualizar, nomeadamente este episódio final!

Só lhes fará bem!

E tanta falta lhes faz!

 

 

Birgitte in visitdenmark.com.br.jpg

 

Parabéns, Birgitte Nyborg!

“Eu tenho o Poder. Agora!”, afirmou.

Com 13 deputados, em 180 (?) consegue condicionar a formação de governo. Consegue contar até 90.

Só no Reino da Dinamarca! Mas que dá lição de Democracia. Democracia avançada!

Saber negociar, criar consensos e acordos, promover o diálogo e a concertação, exercício e defesa da cidadania; estruturar princípios básicos para apoiar a governação do 1º Ministro: Política económica responsável, Defesa do Estado Social, Identidade Verde, Integração de imigrantes, …

Exercício do poder político em coligação, construída após as eleições e conhecidos os resultados eleitorais, mas defendendo os princípios por que vinha lutando.

 

Abdicar da oferta do cargo de 1º Ministro, para apoiar e fazer parte de um governo, em que pretende pastas fundamentais: para si, Ministério dos Negócios Estrangeiros, propor também a Justiça e Economia, para membros do seu partido.

 

Acho que fiz o melhor pelo meu País!”

É para o País, para o Povo, para os Cidadãos, que os Políticos devem trabalhar.

Independentemente dos partidos a que pertencem.

 

E esta é a grande lição que esta série nos transmite!

 

Sobre ela escrevi alguns posts.

 

Neste seriado um dos temas relevantes era o papel dos media.

E, neste campo, também muitas, muitas peripécias.

No final também o editor chefe, após alguns desaires, foi reconhecido e justamente reconduzido no seu lugar. Pelo mérito!

Mérito também dos seus colegas de trabalho que lhe manifestaram e impuseram às chefias económicas, a sua solidariedade.

 

(…)   (…)

 

Uma série 5*****!

 

 

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publicado às 18:55

Séries, Borgen, Política, Eleições

por Francisco Carita Mata, em 28.09.15

Ficção e Realidade no Exercício da Cidadania!

 

Borgen rtp.jpg

E eu que, quando delineei a estrutura ideativa deste blogue, quase há um ano, que me mentalizara que, em princípio, não falaria da dita cuja, política.

Mas não me posso abstrair, ignorar a vida da “Pólis”, na “Cidade”, de pôr em prática o conceito de CIDADANIA.

Daí, quer quisesse ou não à partida, a realidade e a interação com essa mesma realidade, leva-me à abordagem de situações ligadas à Política, porque estão ligadas à Vida e ao nosso dia-a-dia!

E a forma que muitas vezes encontro para tratar esses temas, de uma forma mais distanciada, é abordá-los sob o ponto de vista dos filmes, da ficção!

Estranho, não?!

Mas, por vezes, e cada vez mais com a comunicação interativa, ficção e realidade estão entrosadas, para o bem e para o mal.

E o Poder que têm os Media!

 

Borgen DN TV Media.jpeg

 

Assim, e novamente, volto a Borgen, apesar de ontem não ter visto o episódio desta reposição da série. Vira o de oito dias antes. E na 1ª transmissão dos episódios, vi-os quase todos. Nesta reposição vejo quando me é possível, e ontem não o vi.

Sobre esta série escrevi alguns posts, que refiro aqui! E aqui!

 

A personagem principal é Birgitte Nyborg.

E que falta nos fazia termos assim alguém na Política.

Alguém que defenda Valores Humanistas, Ideais de Liberdade, os Direitos Humanos, que trabalhe para as Pessoas e não em função de si mesma, que defenda e lute por Valores Altruístas, que defenda os valores do seu próprio país e não esteja à mercê dos interesses de outros.

Que saiba negociar.

Que saiba criar acordos, mesmo não governando com maioria, muito menos com maioria absoluta. Porque não é preciso ter necessariamente maioria absoluta para se poder governar. E muito menos é conveniente.

Porque é preciso saber equacionar, criar acordos de convergência com outros partidos, até porque em variados campos é mesmo necessário haver um amplo consenso. Saber criar consensos. Discutir ideias e ideais, orientar-se por Princípios, num mundo em constante mudança.

Saber e aprender a sentir o pulsar das Pessoas, dos Cidadãos.

Relevar o papel da Mulher na sociedade e na política.

Atender a causas fracturantes, defender a integração das comunidades imigrantes.

Saber dizer não à demagogia do lucro fácil.

Respeito pelo Ambiente. Procura de soluções alternativas no campo da energia.

Saber e poder dizer não à ditadura dos mercados financeiros, que controlam a economia e a política. Porque na Europa, e se na União Europeia se quiser, isso é possível.

Participar na construção de um União Europeia mais solidária.

 

Nesta série, o enredo ficcional entrosa-se regularmente com a própria realidade. O que se passa no filme, assemelha-se ou enreda-se na própria realidade.

Sendo que na série, e pela primeira vez na Dinamarca, uma mulher ascendia ao cargo de 1ºMinistro, tendo a visualização do seriado passado em 2010, no ano de 2011, e de facto e pela primeira vez na realidade, uma mulher passou a exercer esse cargo na política dinamarquesa, a célebre Helle Thorning-Schmidt, que algumas dores de cabeça terá provocado em Michelle, com já referi em post anterior.

 

Mas deixemos essa cusquices tão peculiares nas duas jornalistas loiras, só loiras, da televisão dinamarquesa, uma delas, agora, é spin-doctor de Birgitte e do seu novo partido, “Novos Democratas”.

E que falta nos fazia termos uma política e um partido assim!

 

E o papel dos media?! E como eles controlam e determinam a opinião pública?! Sabendo que eles têm dono. “His master voice”!

 

Respeito pelas Pessoas, nomeadamente por quem trabalha,

Tratar as pessoas com Dignidade, nomeadamente quem já trabalhou e deu o melhor ao seu País.

Trabalhar na Política para o País, para os Cidadãos, para as Pessoas e não em função dos seus partidários e da sua pessoa, não ao compadrio e jogos de interesses.

Altruísmo! Trabalhar politicamente para os Outros e não para si próprio e amigos do partido.

 

Penalizar o capital e não tirar a quem já pouco tem. Que os lucros da Banca têm sempre crescido exponencialmente e comparativamente com o empobrecimento de quem trabalha e, na base da sociedade, sustenta a pirâmide socio económica.

 

Não à corrupção, ao nepotismo.

 

Atenção ao Ambiente, Educação, Integração, atenção às minorias.

 

Consciencialização e conscientização de que Cidadania assenta em Direitos, mas também em Deveres, de Todos, de todos os Cidadãos!

 

borgen.jpg

 

E com este enumerar de princípios, estratégias, conceitos, e sei lá mais o quê, onde, em que partido os vou encaixar?!

Sabendo que a candidata Birgitte Nyborg não irá dirigir nenhum dos futuros governos em Portugal?!

E estas ideias desarrumadas, como se uma “tempestade mental” integrassem, reportam-se todas ao ideário da mencionada protagonista, da série supracitada, ou algumas serão minhas, que as coloquei como se fossem da líder partidária?!

Bem, tantas perguntas e só preciso de colocar uma cruzinha.

Fácil, não é?!

 

 

 

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publicado às 12:18

“HOSPITAL REAL” (Síntese) Série de Television de Galicia

por Francisco Carita Mata, em 22.09.15

Série de Television de Galicia

Transmitida na RTP2

15 Episódios: De  1 a 18 de Setembro de 2015

 

máscara in youtube.com

 

Terminou recentemente, 6ª feira passada, esta excelente Série de “Television de Galicia” que a RTP2, em boa hora, resolveu adquirir. Aliás, na sequência de outras séries europeias que vem transmitindo, desde 2014 e com as quais me comecei a “prender”, a partir de “BORGEN”.

Sobre estas obras fui escrevendo alguns posts, sobre que fui notando o agrado crescente das Pessoas que têm a amabilidade de visitar o blogue. Assim também me fui entusiasmando na escrita e, após Agosto, em que apenas coloquei dois posts, em Setembro procurei responder ao crescente interesse constatado, colocando textos maioritariamente sobre a Série supra citada, mas também diversificando outros temas.

Obrigado a todos os Visitantes e Visualizadores, pelo estímulo e desafio a que me incentivaram.

 

E, agora e sob a forma de síntese, registaria alguns aspetos relevantes desta série, que me fizeram ficar “pegado” ao écran durante estas três semanas e ainda escrever textos comentando os episódios.

 

Par romântico in betafilm.com

 

A saber:

 

- O facto de ser uma série histórica.

 

- No respeitante a História, enquadrar-se numa época de grandes mudanças na sociedade europeia. O final do Antigo Regime, a eclosão da Revolução Francesa e o mais que virá, caso a série continue.

- Cuidado nessa reconstituição, embora não saiba muito sobre o assunto, mas o vestuário; os temas abordados tanto na medicina como na ciência; os objetos utilizados pelos médicos e enfermeiras, as plantas usadas na botica; o papel e transformações nas classes sociais; as problemáticas na Igreja e os vários posicionamentos relativos dos vários intervenientes, por vezes até contraditórios e contrários à própria essência do cristianismo; a Santa Inquisição.

A intencionalidade em ir-nos situando no tempo narrativo, referência à decapitação de Luís XVI, à declaração de guerra da Espanha a França. E, até no tempo meteorológico. Talvez nem sempre se reparasse, mas quando a narrativa foi avançando e já se estava na Primavera, após a declaração de guerra, quando apresentavam exteriores, tinham o cuidado de mostrar flores, aves a chilrear e saltitar nos arbustos.

 

- A ação decorrer em Santiago de Compostela.

 

- Os temas, o texto e os diálogos. Eram sugestivos e ricos.

Valores, atitudes e comportamentos da época e possibilidade de comparar com a atualidade, constatar mudanças ou verificar persistências.

Preconceitos e tabus, versus surgimento de novas ideias e problemáticas.

A estruturação classista da época, papéis sociais, funcionais e profissionais bem definidos. A estruturação sexista da sociedade.

 

- A representação. Os atores fizeram um ótimo trabalho individual e resultaram muito bem no plano coletivo.

 

- O enredo romanesco. Não posso de deixar de frisar o romance entre os protagonistas, Daniel e Olalha; o par engraçado que formaram Cristobal e Rosália. O Amor de Dom Andrés por Dona Irene.

 

- A intriga, a luta pelo Poder dos vários interessados. As alianças táticas que foram estruturando. Os conluios que foram congeminando.

 

- O mistério dos assassinatos que se vai desvendando, em termos de narrativa, embora não tenham chegado a conclusões finais, mas que para o espetador foi revelado mais cedo, quando Duarte retirou a máscara, após assassinar o Padre Damião.

Mas, e lá vou eu com opiniões, se só tivessem revelado quando ele matou o fidalgo, Dom Leopoldo, ter-se-ia ficado mais tempo na dúvida e consequente expetativa.

 

A estruturação da narração e desenrolar do enredo, como se de uma partida de xadrez se tratasse, sugestão que o narrador formula num diálogo entre Mendonza e Elvira.

 

- A caraterização das personagens através das ações que vão executando e como também vão evoluindo, mudando até na sequenciação temporal e também conforme o contexto e a contracenação.

Destaco mais especialmente Duarte, que foi ganhando protagonismo.

Dona Elvira que se foi afundando, tal qual a classe que simboliza.

…   … …

- O enquadramento num perfil psicológico e de personalidade, personagens que nos vão revelando princípios, valores, atitudes caracterizadoras, agindo nos seus comportamentos em função desses princípios. Os seus conflitos interiores, os seus dilemas, ... 

 

Contudo, acho que se esta série fosse produzida por outros canais televisivos com muitos mais recursos, teria sido tecnicamente muito mais enriquecida.

Veja-se que nos exteriores não há utilização de quaisquer outros meios que não os humanos.

Estando-se em guerra ou em vias disso, não há qualquer sinal, para além da presença de três atores, vestidos de soldados. Não há cavalos, coches, canhões… Não circula qualquer veículo de transporte. A explosão foi filmada como se estivesse a ver-se ao longe…   …

Mas cada um faz o que pode, com o que tem e, nesse aspeto, o trabalho de Television de Galicia foi excecional, sob todos os pontos de vista.

 

E como não tenho a pretensão de esgotar o assunto, diga-nos também a sua opinião sobre o que reteve como síntese da Série. Se faz favor!

 

Ah! E por último: Seria de todo importante que a RTP2 pensasse numa reposição desta série, como está a fazer com Borgen!

Concorda comigo?

16º Episódio

 

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publicado às 21:41

Alguns Programas da RTP 2...

por Francisco Carita Mata, em 12.09.15

... Que vale a pena ver

ou valeu a pena ter visto!

 

Já falei de Visita Guiada, que é apresentado às 2ªs Feiras, após a exibição da série.

Na passada 2ª feira, dia 7 de Setembro, repetiram o episódio sobre a Fundação Ricardo Espírito Santo Silva e Escola Superior de Artes Decorativas, sediadas em Lisboa, Alfama.

Uma Obra verdadeiramente iluminada pelo espírito artístico!

Na próxima 2ª feira, apresentarão outro episódio.

 

Aos sábados, à noite, agora estão passando filmes do consagrado realizador italiano, Roberto Rossellini. No sábado passado, projetaram “Roma, Cidade Aberta”, filme de 1945, estando ainda prevista a visualização de mais duas obras deste Mestre da 7ª Arte.

Além da temática dos filmes, obras marcantes de uma época, o Cinema Italiano tinha projeção internacional, consagrado de realizadores aclamados e também grandes atores e atrizes. Filmado em cenários reais, “Roma, Cidade Aberta”, maioritariamente com atores amadores, em que as crianças são um exemplo vivo de purismo e inocência representativa, destacam-se os profissionais Aldo Fabrizi, como Dom Pietro e a fabulosa Anna Magnani, no papel de Pina.

Recebeu o grande prémio do festival de Cannes de 1946,

Um filme que se revê sempre com muito agrado!

 

lifestyle.publico.pt Foz Coa.jpg

Também na semana passada, no dia quatro, à noite, projetaram um documentário de José Salvador, “Douro – O Rio do Vinho”, sobre a épica região produtora de vinhos, que é a Região Demarcada do Douro. Um trabalho de divulgação excelente, convidativo a uma viagem a um espaço geográfico e humano tão empolgante, criado, trabalhado, como uma Obra de Arte, durante séculos, pela mão e labuta de Homens, Heróis que naqueles terrenos alcantilados construíram uma epopeia, desde o século XVIII. E consagrado e reconhecido como Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO, desde 2001.

Pena, enquanto vemos estes documentários, apenas podermos ver e ouvir e ainda não seja possível, que acredito um dia será, podermos também degustar o agradável vinho e saborear os petiscos que são apresentados e saboreados pelos participantes!

Tempos virão em que isso será possível.

Altodourovinhateiro in wikipedia.JPG

 

 

BORGEN, nunca é demais repetir, continua a ser uma das minhas séries preferidas.

Procuro sempre rever os episódios, nos domingos à noite!

Pois continuam a projetar esta excelente série europeia.

 

Também passaram, há algum tempo, não sei precisar quando, julgo que ainda em Agosto, o filme “Getúlio”, que havia visto na 10ª Mostra do Cinema Brasileiro. Ainda comecei a revê-lo, mas, nessa noite, a minha TV pregou-me a partida e transformou o écran numa tela impressionista!

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publicado às 18:15

Crime? Ou Castigo?

por Francisco Carita Mata, em 22.07.15

Séries Europeias na RTP2

 

Diz o ditado que se volta sempre ao local do crime. Ou ao local em que fomos felizes…

Ou, o bom filho à casa torna…

 

Na RTP2, após as excelentes séries que foram sendo transmitidas, baseadas em temáticas europeias

 

gomorra. in rtp2.png

Após Gomorra, de que não vi o derradeiro episódio, presumo que a família Savastano, como que terá ressuscitado. Exceto Imacolata, claro…

 No final do penúltimo episódio, Gennaro, que aparentemente ficara morto, começou a mexer os dedos.

O pai, Pietro, que na prisão de alta segurança já parecia um morto vivo, um velho de chinelos a aguardar a morte num asilo, quando foi transferido, num golpe combinado para a sua libertação, transfigurou-se, ganhou vida e pareceu voltar aos velhos tempos.

Terá sido assim?! Terão os Savastano tomado conta dos negócios?!

Negócios?!

Não sei. Não vi o último episódio, só posso imaginar.

E não vou ver na internet, há certamente esse recurso disponível, mas recuso-me a pesquisar. Prefiro imaginar como se terá processado o hipotético desenlace final…

Terá ficado tudo em aberto como noutras séries?!

 

Na finalização desta série, repetiram a mini, designada Anna Karenina, baseada no livro homónimo de Leão Tolstoi.

Apenas revi o 1º episódio, já vira os episódios na 1ª transmissão, e também não tinha muita paciência para rever aquela atração fatal, daqueles amores românticos contrariados e vilipendiados socialmente, numa época em que casamentos eram supostamente eternos, adultérios repudiados.

E aquele puxar para o destino final e fatal da heroína que se suicida debaixo do comboio, símbolo máximo do progresso, à época.

(Lembremos que a ação ocorre em 1870, segunda metade do séc. XIX, na Rússia czarista, e na Germania, durante a guerra franco – prussiana, ainda antes do nascimento da Alemanha enquanto Estado unificado, sob a égide da Prússia vitoriosa, em 1871.

Unificado?! A História parece repetir-se? Não? Sim?

Em 1990, foi a reunificação, esclareça-se a questão do prefixo. Sendo que o prefixo foram duas Grandes Guerras Mundiais: a I e a II! Para além da chamada “Guerra Fria”.)

 

Scheherazade. Pintura séc. XIX, de Sophie Anderso

 

Depois desta mini, série, iniciaram outra também italiana, baseada nas 1001 Noites, de que vi também apenas parte do 1º episódio, pois a minha TV prega-me destas partidas. Começa a transfigurar as imagens, que se desfazem como se fossem elementos pictóricos de uma tela impressionista, desvanecendo-se gradual mas eficazmente, ficando apenas as cores, arco-íris desfeito, até que desaparece na totalidade qualquer cor, qualquer imagem. Resta apenas escrito um recado: sem sinal!

E deste modo não vi sequer esse 1º episódio completo em que a bela Sherazade contava as suas estórias dos seus amores com Aladino, como forma de escapar à morte anunciada pelo seu carrasco, o próprio Aladino disfarçado? Bem, não sei, como querem que saiba se depois não tive mais oportunidade de ver TV?!

 

Certo, certo, é que em cada fatura da EDP, lá vem um montante da taxa do audiovisual.

Até já escrevi, melhor, enviei um mail, para o Provedor do telespetador… a referir que pago a taxa e, de vez em quando, estou impedido de ver TV. E, como eu, estão milhares de telespetadores por esse país fora, que eu sei que estão!

Bem, mas nós nesta croniqueta, estamos a falar de ficção e não da realidade.

 

Seguidamente, na semana passada, a RTP2 apresentou dois excelentes filmes documentários da N.G.C., sobre os assassinatos de dois presidentes americanos: Lincoln e JFK. De realizadores de referência e também com excelentes atores.

“Killing Lincoln”, com narração de Tom Hanks e “Killing Kennedy”, em que o ator principal é Rob Lowe.

Vi apenas o segundo. Não vi o primeiro, mas não foi devido à TV. Não vi, porque não pude, por outras razões.

Deixo as ligações:

https://www.google.pt/ lincoln

segundos-que-mudaram-a-america

 

Nesta semana, na 2ª feira dia 20 de Julho, iniciaram um documentário “Mares e Oceanos”, de 2008, da TV Valenciana. Também muito interessante, é um género de temas que muito me agradam, mas de que já se têm visto muitos programas diversificados, em diferentes canais, desde os tempos de J. Cousteau.

 

E eu pensando que não haveria mais séries, quando me surpreendem com um “Coração das Trevas”, “Heartless”, embora ache que a série seja originária de um país nórdico, pela língua que ouvi no pouco tempo que tive paciência para seguir algumas cenas. Não percebi bem de qual, pois decididamente este género não faz a minha onda.

Temas em que o enredo supostamente se desenrole à volta de almas do outro mundo, vampiros, mortos vivos, zombies, bruxarias, fantasmagorias diversas, e afins, não são a minha praia. Não aprecio, não gosto, não vejo!

Gosto de ver filmes, embora consciente de que estou a ver ficção, mas em que há um substrato de realidade. Se as narrativas se baseiam ou documentam casos reais, embora ficcionando como sempre acontece num filme, então tanto melhor! Por isso é que apreciei especialmente as séries que têm vindo a ser transmitidas.

 

Borgen in RTP2.jpg

 

Desde que, por acaso, comecei a ver Borgen. E que me prendeu ao écran, a ponto de, sempre que me é possível, continuar a rever os episódios que estão a ser repetidos aos domingos, pelas 22h.

E, no domingo passado, dezanove de Julho, ocorreu um dos episódios que mais me tocaram. Aquele em que os media invadiram vergonhosamente o espaço completamente privado e mais sagrado a que qualquer cidadão, ainda que desempenhando cargos públicos, tem direito. A vida da filha da protagonista. Que foi exposta no seu lado mais frágil, já que a adolescente está em sofrimento, tratando-se de doença psiquiátrica e foi exposta da forma e do modo como as cenas mostraram. Regredindo no tratamento e com todas as consequências que se seguiram.

No desenlace do episódio, a protagonista conseguiu encontrar uma solução feliz. Interromper temporariamente as suas funções políticas, para se dedicar ao tratamento da filha.

Solução original e moderna, provavelmente só possível em Democracias avançadas. Mas precursora de hipotéticos casos a eventualmente acontecerem no futuro.

Aliás, para quem não possa valorizar o poder dos media em influenciar os comportamentos dos cidadãos, refira-se que a Dinamarca teve, pela primeira vez, uma mulher como Primeiro-Ministro, após esta série de grande êxito. Coincidências?!

E fazendo um pouco de cusquice, termo comum das duas jornalistas louras, só louras… do elenco, esta Primeiro-Ministro é a célebre dita cuja, que tanto furor causou nas redes sociais, no decurso das cerimónias do funeral do aclamado Nélson Mandela, por causa do celebérrimo Presidente Obama! Que até a querida Michelle ficou incomodada!

 

Sobre o papel imprescindível em Democracia, mas por vezes perigoso, da Comunicação Social, o 4º Poder, será um tema que iremos sempre abordando, direta ou indiretamente, nestas postagens.

 

Ainda a propósito da separação entre o privado e o público das figuras públicas e das eventuais ou reais consequências do que os media veiculam sobre as mesmas, principalmente quando elas estão fragilizadas, ainda hoje, precisamente, as redes noticiam um acontecimento ocorrido com uma figura pública nacional a que não terá sido alheia essa situação…

 

E já que pegamos em canais televisivos…

Muitas vezes me questiono para que nos serve termos dois canais privados que se copiam, por vezes mal e… Transmitindo programas indigentes, do mesmo tipo, à mesma hora, cronometrados até na publicidade enganosa, nas vergonhosas chamadas de valor acrescentado para encherem o bolso das operadoras de telecomunicações, com novelas que até no nome se repetem… E baseando-me no que também foi veiculado recentemente, agora até vão programar a realização de duas novelas ao mesmo tempo, no mesmo espaço geográfico?!

Falta de imaginação, diga-se, pese embora o cenário seja amplamente merecedor, é certo!

 

Mas é este o País que temos!

 

E terminamos a crónica que, como sempre, é longa de mais.

 

Obrigado, a quem tenha paciência para me ler até ao fim!

 

E, aproveito e peço desculpa pelo abuso, mas publicito também o que é meu!

Até porque já temos saudades da nossa querida capitã Laure Berthaud e dos seus Mosqueteiros! E temos tantas perguntas para lhes fazer... Mas ficam para outra ocasião.

E passe a publicidade.

serie-italiana-na-rtp2

desenlace-final-da-5a-temporada

sérieseuropeias-na-rtp-2-

borgen

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publicado às 19:11

Muito Obrigado!

por Francisco Carita Mata, em 19.02.15

Anteontem, dia 17 de Fevereiro, plagiaram-me o "post": 

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/borgen-21629

BORGEN clip_image002.jpg

 

Ontem, dia 18 de Fevereiro, a equipa dos blogs SAPO, destacou-me o "post":

 http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/syriza-e-icaro-20653

 

View_of_the_Acropolis_Athens_(pixinn.net).jpg

 

Muito Obrigado!

Ainda que, dado o conteúdo, a temática, a forma e os objetivos por que escrevo, não sejam sempre enquadráveis em "destaques", ou talvez não, não sei, todavia é sempre gratificante reconhecer o interesse dos Outros. Por isso é sempre agradável receber um destaque. De novo, obrigado!

 

Quanto ao plágio, acaba por ser uma manifestação de interesse, ainda que concretizada de forma errada.

 

Então... Até ao próximo "post", em que vou prosseguir com o tema que iniciei dia 16.

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/memorias-paroquiais-24934

 

 

 

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publicado às 14:30

PLÁGIO: BORGEN! BORGEN?

por Francisco Carita Mata, em 18.02.15

Borgen in www.rtp.pt.jpg

BORGEN

Ontem, dia 17 de Fevereiro deparei-me nos blogs com uma situação, para mim, no mínimo, inesperada.

 

Tenho um blog relativamente recente. Apenas funciona há quatro meses. Um bebezinho, portanto. 

 

Pois qual não é a minha surpresa, quando vejo nos destaques, um post com o mesmo título de um que eu publicara em 31 de Janeiro: “BORGEN” http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/borgen-21629

 

Fiquei entusiasmado.

"Excelente", pensei, "Alguém que gosta da mesma série que eu."

Abri e comecei a ler.

Senti um verdadeiro arrepio na espinha. Parecia-me que estava a ler excertos do que eu escrevera duas semanas antes!? Seria possível?!

"Será o meu post, que só agora foi destacado?! Ou de alguém que destaca um trabalho meu, citando?!" Pensei…

Pois nem uma coisa nem outra!

Todavia, eu estava a ler partes do meu trabalho, pois este post é objetivamente um excerto do que eu escrevi duas semanas antes, como pode ser comparado nos textos que se seguem.

 

Reclamei na gestão dos destaques, tendo sido prontamente respondido.

Ontem também comentei no blog onde se encontra o texto plagiado. Esse comentário esteve algum tempo exposto, mas foi retirado… Entretanto, hoje, fiz novo comentário que já não foi exposto imediatamente, pois o autor do blog resolveu, repentinamente, moderar os comentários...

Como a pessoa que “plagiou” agradeceu o destaque, também resolvi agradecer, pois, na verdade, o texto original é meu! De facto, são as minhas ideias sobre a série que estão a ser destacadas.

 

Se fiquei aborrecido?!

Realmente fiquei, mas por a pessoa não ter citado a fonte.

Porque na net, já sabemos que os trabalhos que divulgamos estão à disposição da comunidade de internautas. Como costumo dizer, ‘quando se acende uma luz’…

Porém há regras mínimas a respeitar. Deontologia…

 “A César o que é de César…”

Tudo o que escrevo é original, muito é inédito, este texto, por ex. e quando "retiro" de outros, faço citação! É uma regra deontológica.

 

Quanto à outra pessoa ter “usado” palavras minhas pode ser considerado elogioso, pois, no mínimo, está a valorizar o que escrevi e a minha maneira de pensar.

Se fez mal?! Claro que fez. Mas quem não erra?! Todos erramos, todos fazemos asneiras. O importante, nessas situações, é assumir o erro, a falta e pedir desculpa. “Fair-play”! Contudo, não foi isso que foi feito, até agora, e que seria o mínimo aceitável.

“Quem nunca pecou que atire a primeira pedra!”

 

Apresento agora os dois textos para que sejam feitas as comparações, encontrando-se a negrito as expressões copiadas.

 

Em primeiro lugar o post que escrevi (http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/borgen-21629).

Por ironia, o título do post que escrevi é:

 

"LIBERDADE: Liberdade de Expressão, Liberdade de Comunicação…

 

Atualmente na televisão pública passam alguns programas de referência, que são imperdíveis.

No Canal 2, pelas 22h, em dias de semana, passa uma série excepcional: BORGEN, um drama político, cujo ação decorre na Dinamarca, em que pela primeira vez uma mulher é primeira – ministra. Com desempenhos notáveis de vários atores e atrizes, retrata os meandros do Poder Político (Executivo, Legislativo e Judicial), com especial destaque ao Executivo e do 4º Poder (Comunicação Social) e o seu poderio num Regime Democrático e Ocidental.

Num contexto nacional, Dinamarca, mas integrado e integrante dum enquadramento e funcionamento à escala mundial/global.

Em contraponto e correlação, sempre, a vida pessoal das personagens e como, numa Democracia, estas situações se interligam e passam a domínio público, através da Comunicação Social.

Este breve esboço é reducionista das temáticas abordadas na série, que são múltiplas e variadas.

A questão da Liberdade, da Liberdade de Expressão; o papel da Mulher na sociedade e na política, particularmente em cargos de chefia; os interesses económicos condicionantes dos restantes poderes; o papel da Europa e de um pequeno país nas políticas mundiais, a importância do diálogo entre os vários agentes de decisão, … A defesa dos valores fundamentais do Ocidente, dimanados dos ideais da Revolução Francesa… Dos Direitos Humanos.

A difícil conciliação entre esfera pública e privada, de todos os intervenientes no exercício de funções e cargos em qualquer um dos quatro poderes…

Surpreende até a interligação entre o que se apresenta ficcionado e a realidade que vivemos.

O episódio da passada 5ª feira, 29 de Janeiro, foi paradigmático. Pela forma como a questão da Liberdade de Expressão foi apresentada e pelo apelo à lucidez e inteligência do espetador questionando-o sempre, quer direta quer indiretamente.

É impossível ficar-se indiferente aos temas e à forma como nos são apresentados em qualquer um dos episódios.

Convida sempre à reflexão, ao espírito crítico de quem vê! Um verdadeiro serviço prestado pela Televisão aos espetadores e à sua inteligência!

Só mesmo acompanhando!

É imperdível e até passa a uma excelente hora: 22h."

 *******

Agora o texto apresentado no blog Narrativa Diária e que pode ser encontrado aqui http://narrativadiaria.blogs.sapo.pt/borgen-255371

 

"No Canal 2, pelas 22h, de 2ª à 6ª, passou uma excelente série : BORGEN, um drama político, cuja ação decorre na Dinamarca, em que pela primeira vez uma mulher é primeira – ministra.

A série abordava situações próximas das nossas a vários níveis como o papel da mulher na sociedade e na política, particularmente em cargos de chefia; os meandros do poder político, com especial destaque ao poder executivo e ao quarto Poder (Comunicação Social);os interesses económicos condicionantes dos restantes poderes; o papel da Europa e de um pequeno país nas políticas mundiais, a importância do diálogo entre os vários agentes de decisão.

Com desempenhos notáveis de vários atores e atrizes, esta foi uma ótima oportunidade de fugirmos um pouco às séries americanas que já vão cansando...Pena ter terminado!"

 *******

“Pena” é não ter citado! Concluo eu.

"Pena" é serem destacadas cópias, quando os originais passam despercebidos!!!.

De qualquer modo, obrigado, porque se retirou excertos do meu trabalho, embora não citando é porque o considera válido!

Contudo, não posso deixar de frisar: “A César o que é de César…”

Francisco Carita Mata 18/02/2015

 

(Nota: foto in wikipédia.)

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publicado às 15:43

BORGEN

por Francisco Carita Mata, em 31.01.15

LIBERDADE: Liberdade de Expressão, Liberdade de Comunicação…

 

Atualmente na televisão pública passam alguns programas de referência, que são imperdíveis.

borgen.jpg. wikipédia.

No Canal 2, pelas 22h, em dias de semana, passa uma série excepcional: BORGEN, um drama político, cujo ação decorre na Dinamarca, em que pela primeira vez uma mulher é primeira – ministra. Com desempenhos notáveis de vários atores e atrizes, retrata os meandros do Poder Político (Executivo, Legislativo e Judicial), com especial destaque ao Executivo e do 4º Poder (Comunicação Social) e o seu poderio num Regime Democrático e Ocidental.

Num contexto nacional, Dinamarca, mas integrado e integrante dum enquadramento e funcionamento à escala mundial/global.

Em contraponto e correlação, sempre, a vida pessoal das personagens e como, numa Democracia, estas situações se interligam e passam a domínio público, através da Comunicação Social.

 

Este breve esboço é reducionista das temáticas abordadas na série, que são múltiplas e variadas.

A questão da Liberdade, da Liberdade de Expressão; o papel da Mulher na sociedade e na política, particularmente em cargos de chefia; os interesses económicos condicionantes dos restantes poderes; o papel da Europa e de um pequeno país nas políticas mundiais, a importância do diálogo entre os vários agentes de decisão, … A defesa dos valores fundamentais do Ocidente, dimanados dos ideais da Revolução Francesa… Dos Direitos Humanos.

A difícil conciliação entre esfera pública e privada, de todos os intervenientes no exercício de funções e cargos em qualquer um dos quatro poderes…

Surpreende até a interligação entre o que se apresenta ficcionado e a realidade que vivemos.

O episódio da passada 5ª feira, 29 de Janeiro, foi paradigmático. Pela forma como a questão da Liberdade de Expressão foi apresentada e pelo apelo à lucidez e inteligência do espetador questionando-o sempre, quer direta quer indiretamente.

É impossível ficar-se indiferente aos temas e à forma como nos são apresentados em qualquer um dos episódios.

Convida sempre à reflexão, ao espírito crítico de quem vê! Um verdadeiro serviço prestado pela Televisão aos espetadores e à sua inteligência!

Só mesmo acompanhando!

É imperdível e até passa a uma excelente hora: 22h.

 

 

 

 

Imagem de: Wikipedia, the free encyclopedia

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publicado às 15:23


Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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