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Neste País, valoriza-se o Trabalho?!

por Francisco Carita Mata, em 25.09.17

Dá-se valor a quem trabalha?!

Incentiva-se quem tem vontade, interesse, motivação, disponibilidade, competência, para trabalhar?!

 

Crónica(s) de Descontentamento (II)

(Candidatura frustrada a um Trabalho)

 

Não posso deixar de contar, brevemente, uma história ocorrida com uma Pessoa Amiga.

Estando reformada, ou aposentada, que não sei qual o termo mais indicado, Pessoa Amiga candidatou-se a função/atividade, deveras interessante, a exercer em Instituição Pública. Atividade de contacto com o público, num trabalho de campo, que já exercera na juventude, propôs-se e candidatou-se à função, a partir de um anúncio que vira numa Junta de Freguesia.

Formulou uma proposta de interesse, via mail; recebeu confirmação também online, com formulário de inscrição, a que respondeu, após várias “lembranças” da Entidade, aos vários itens aí consignados, reiterando a sua disponibilidade: inscrevendo-se, não omitindo a sua condição profissional.

Posteriormente, seria notificado para comparecer a entrevista coletiva na Sede da Instituição, no pretérito dia dezoito de Setembro, marcada para as nove e trinta. A que compareceu com muito gosto. (Foi o primeiro candidato a chegar! Assistiu à chegada de todos os outros, como pretendera.)

Estiveram presentes mais nove candidatos. Um total de dez: seis homens e quatro mulheres. Terão faltado quase outros tantos.

(A sessão, como é triste apanágio dos portugueses, iniciou-se com um quarto de hora de atraso.)

 

Após a representante da Entidade ter equacionado e explicado os vários e possíveis enquadramentos institucionais da atividade/função; ter respondido e esclarecido dúvidas suscitadas pelos intervenientes; propôs a apresentação dos vários candidatos, como é de “praxe”, numa entrevista coletiva.

Iniciou-se essa apresentação por essa Pessoa, minha Amiga.

 

E foi, quando explicitou a sua situação de reformada, que lhe foi dito que não poderia candidatar-se à função, porque não podiam estabelecer um contrato consigo.

 

Não interessa o facto em si, dessa cláusula ter sido ou não explicitada previamente, que várias pessoas foram nessa condição, nem de a Pessoa ter ido em vão à entrevista, que isso nem chateou o Sujeito. (E foi interessante reviver situações de grupo em que participou tantas vezes ao longo de vários anos… Pena não se ter lembrado de pedir permissão para assistir às apresentações dos restantes candidatos…)

 

O que me interessa aqui e neste post questionar é:

 

Então, mas que país, (com letra minúscula), é este, que não aproveita nem valoriza as Pessoas realmente motivadas e interessadas em trabalhar?

Que não dá valor às competências dos seus compatriotas que querem dispor-se a trabalhar?!

Ou o que interessa é o oportunismo de quem quer é o subsídio de desemprego, disto ou daquilo, receber o pilim ao fim do mês e estar-se nas tintas para o Trabalho?!

Triste país que desperdiça os seus talentos!

 

Frutos Outono I 2015 Original DAPL.jpg

 (Frutos de Outono. Original D.A.P.L. - 2015)

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publicado às 17:06

“Praxes”: Setembro 2017

por Francisco Carita Mata, em 25.09.17

Crónica(s) de Descontentamento (I)

 

Setembro é sempre um tempo de recomeços. Começou o Outono, outro e um novo outono. É sempre tempo de retorno, de retornos. De inícios, de reinícios.

(Um outono que continua a vaga de secura que nos vem assolando. Nunca mais chove!

E quando chover?... E os campos serranos, da “Zona do Pinhal”, tisnados pelos fogos?!

…)

 

Os tempos outonais trazem-nos sempre um novo ano letivo, nomeadamente no ensino superior. (E como é agreste recomeçar com este calor!)

Para quem será agradável este recomeço, com sol e calor, será para os “praxados”! Será?!

 

Uma tristeza! Uma lástima, que estudantes (?), ademais universitários (?!) tanto se empenhem em práticas humilhantes e ainda as venham mostrar para as montras mais concorridas da cidade.

Lisboa, invadida (?) por turistas, uma verdadeira chusma de estrangeiros calcorreando a Baixa Lisboeta, vem cumulativamente sendo enxameada por hordas de jovens universitários, que em bandos, mais ou menos ajaezados, descem o Chiado, percorrem as mais concorridas artérias pombalinas, pousam em locais emblemáticos a testarem as capacidades de absorção alcoólica, desaguam no Rossio.

Sintomaticamente, nesta Praça, aos pés da estátua de Dom Pedro IV, paladino do Liberalismo, jovens (?), ajoelhados, em genuflexão perante outros de capa e batina, (a adoração que esta juventude atual tem por fardas!), num arrazoado de frases feitas e cantilenas, em palavras de ordem, mais ou menos chocalheiras, repetindo-as às ordens de comando de uns supostos “doutores”! (Na verdade, seus iguais, mas que se assumem como superiores…)

Paradoxalmente, numa Praça que já foi palco, de entre outros eventos de barbárie, numerosos autos de fé, em tempos que julgávamos ultrapassados, reeditam estes jovens universitários (!) atitudes e comportamentos de aviltamento da condição humana, rebaixando-se e rebaixando outros iguais, à condição de inferiores, de subespécie, de “bichos”.

Atos e ações não supostamente atribuíveis a Pessoas, jovens, estudantes, universitários.

 

Na passada 2ª feira, dezoito de Setembro, rapazes e raparigas, estas na maioria (!!!), de Medicina(!!) e da Nova(!), submetiam e submetiam-se a estas práticas junto ao pedestal, onde se diz estar representado o Rei Soldado, frente ao teatro Dona Maria II, aos olhos de Garrett!

Que dirão estes ideólogos da Liberdade, do ideário da Revolução Francesa, face a estes atos de aviltamento dos Direitos e Liberdades fundamentais?

 

E numa Praça que também tem sido palco de eventos de Liberdade, nomeadamente antes e depois do 25 de Abril de 74?!

 

Que nada!

As praxes, supostamente, estão para ficar.

(Tornaram-se um negócio, e tudo quanto envolve “money”…)

Também não haverá muitas hipóteses alternativas. Haverá?! E é urgente e imperioso que elas existam. Atividades construtivas de integração dos novos alunos, envolvendo todas as academias, em que todos se empenhem e se sintam participantes.

E que contribuam para a integração e companheirismo.

 

Todavia, no meio daquela chinfrinada “praxeira”, nem tudo é negativo.

As atuações das Tunas são e proporcionam momentos interessantes. Nesse mesmo dia, ao meio da tarde, ao cimo da Rua do Carmo, tivemos a oportunidade de presenciar uns momentos deveras interessantes, na atuação da Tuna da Faculdade de Belas Artes, frente a uma afamada gelataria.

Valeu o gelado, mas também os encores da Tuna. (Infiro que a respetiva atuação estivesse também incluída em presumíveis “praxes”. Teria estado?! Antes não estivesse.)

Neste caso, algo positivo. E que ainda rendeu pecúlio assinalável aos seus promotores, que eles estenderam a manta e os transeuntes, que pararam para assistir, na maioria turistas estrangeiros, não se fizeram rogados.

 

Aqui está uma atividade que deverá ser fomentada na integração dos jovens estudantes.

 

O resto visível?! Na maioria e no mínimo, uma tristeza!

 

in. empregopelomundo.com

 (Imagem in. empregopelomundo.com)

 

 

Valerá alguma coisa apelar à rejeição das “praxes”?!

 

 

 

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publicado às 16:51

Trovoada seca? Mão criminosa? Descarga elétrica? (…)

por Francisco Carita Mata, em 17.07.17

E sobre os fogos florestais… Ainda!

E a Prevenção?!

 

Prólogo:

Este texto foi escrito bem no início de Julho e era para ter sido publicado logo, logo.

Não foi. É agora!

Infelizmente, mantem, ainda, demasiada atualidade.

Entretanto têm acontecido outras ocorrências mediáticas.

As “redes” sociais têm “ardido”, por acontecimentos, opiniões, mundivisões, atos e ações de maior ou menor relevância…

Não me vou debruçar sobre essas temáticas.

Volto a um tema quente, infelizmente, por demais.

 

Foto original DAPL 20170630 .jpg

 

Desenvolvimento:

Só este mês, Julho, se iniciou o período crítico respeitante aos fogos florestais. Paradoxalmente, todos nós sabemos o que aconteceu ainda na Primavera!

E sobre esse fogo, tanto se atenta na respetiva causa imediata.

Inicialmente, fora a trovoada seca, associada a altíssimas temperaturas, ventos ciclónicos e reduzida humidade no ar…

Posteriormente, falou-se em mão criminosa…

Também se falou em descarga elétrica de postos de alta tensão…

Todas causas imediatas possíveis.

Não sei se entretanto surgiu mais alguma explicação…

 

Mas a causa remota estava lá! E continua a permanecer por quase todo o nosso País. É só olhar com olhos de ver para o que nos rodeia.

Há que prevenir o que ainda pode vir a acontecer. Que os meses mais perigosos ainda estão para vir!

As limpezas de terrenos junto às povoações, os aceires, o corte das ervas e matos nas bermas das estradas, deveria ser uma das prioridades.

Sem os trabalhos e cuidados de limpezas, sem as ações preventivas, bem pode chover dinheiro!

Ter aproveitado o tempo mais fresco que ocorreu no final de Junho, para essas atividades. São Pedro deu uma ajuda. Choveu e esteve bastante fresco na véspera do Santo!

Agora, em Julho também têm vindo alguns dias propícios. Principalmente nas manhãs, bem cedinho. Alternados com outros, impossíveis, de calor!

Também tem chovido. (Pouco, pouco!) E as chuvas após os incêndios…

 

Fotografia original DAPL 20170630.jpg

 

Mas voltando às limpezas…

Quem fizer uma viagem pelo Interior do País constatará que a atitude dos diferentes poderes concelhios difere de uns para outros.

Verificará que se alguns têm as bermas das estradas limpas, noutros nem por isso.

E neste aspeto, falta de limpeza, não há qualquer diferença por orientação partidária.

Envolve praticamente todas as orientações partidárias.

É um daqueles assuntos locais e nacionais em que todos se devem envolver. Não adianta alijar responsabilidades, nem atirá-las para cima do vizinho.

As “politiquices”, nomeadamente face aos fogos, não fazem qualquer sentido! (Nem relativamente a outro qualquer assunto, frise-se!)

 

Agora só se fala em milhões e milhões.

Mas ouso questionar.

Se há tanto dinheiro, à posteriori, porque não terá havido para os trabalhos prévios?!

 

Se há tanta solidariedade, de tanto lado, de tanta gente, e ainda bem que há, porque não se envolvem os cidadãos em ações de prevenção, das mais diversas maneiras?!

(Já aqui abordei estes assuntos de cidadania em vários posts!)

 

E toda essa massa irá ter aos destinos certos?!

E irá ser usada da forma mais correta?!

Tanta desgraça se evitaria se houvesse uma verdadeira prevenção em que todos participassem!

Bem se pode, agora, falar e falar, perorar e perorar, tanta solução futura, tantas opiniões mágicas para daqui a anos, mas não havendo cuidados continuados e anuais…

Bem se pode falar em acabar ou reduzir as florestas de monocultura de espécies combustíveis (pinheiros e eucaliptos), que é imperioso executar; em reflorestar com espécies autóctones (carvalhais perenes e de folha caduca), indispensáveis, mas não havendo prevenção anual e atempada, de nada valerá tanta peroração!

(Tanta conversa é apenas “trovoada seca”!)

 

E é só nos campos?! Não!

Repare na sua Cidade!

Na minha Cidade, olho a serra a norte da Unidade de Saúde Distrital… e o mato que vejo!

Deus nos livre, de trovoadas secas! De mão criminosa ou descuidada! De uma beata de cigarro mal lançada… De descargas elétricas de alta tensão! Das altas temperaturas que continuarão. Que o Verão ainda mal começou!

E no perímetro urbano da Grande Cidade, em Lisboa, como é?!

 

Agora anda toda a gente nos festivais… Tanto festivaleiro para aqui, tanto festival para ali.

E tanto “cuidado” que há! Só se lembram quando há “Andanças”!

E como ficam os recintos após a festivalada?

Toneladas de lixo!!!

O papel e a responsabilidade dos cidadãos é inquestionável. Há que mudar hábitos, atitudes e comportamentos.

(http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/um-pais-a-arder-pelas-raizes)

 

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publicado às 14:38

Incêndios…

por Francisco Carita Mata, em 20.06.17

PREVENÇÃO!

 

Há assuntos sobre os quais desejaria, de todo, não mais falar. Todavia e apesar de já ter abordado estas temáticas no blogue, ainda me vejo na contingência de escrever sobre o mesmo.

 

Antes de mais, manifestar a minha solidariedade e as minhas condolências.

 

Houve, neste caso, um conjunto de situações externas e incontroláveis, que, segundo os especialistas, terão provocado tão terrível catástrofe.

Temperaturas elevadíssimas, e ainda estávamos na Primavera; ventos quase ciclónicos e trovoadas secas. (Alterações climáticas?)

Circunstâncias incontroláveis, à escala humana.

Mas o rastilho estava lá.

 

Preste atenção, caro(a) leitor(a) nas fotografias seguintes.

In. JSF  Global Imagens. jpg

 

 

A floresta, além de ser de monocultura, ademais de pinheiro bravo, presumo, está praticamente dentro da estrada.

Nestes casos, as árvores não deveriam estar a, pelo menos, dez metros das bermas da estrada?!

Seria o mínimo a ser exigido.

In. BBCQkQQ.jpg

 

 

Além da floresta estar, a bem dizer, na estrada, também está completamente dentro das povoações.

Uma distância mínima das habitações, de cem a cento e cinquenta metros, de árvores altamente combustíveis, como são os pinheiros e os eucaliptos, é uma regra imprescindível de ser cumprida.

 

Nem falo dos matos e pastos secos que circundariam essas estradas e povoações devastadas.

 

E estas situações repetem-se por dezenas, centenas, milhares de povoações deste País, cada vez mais à beira mar plantado, mas que é urgente replantar no interior.

Prioritariamente, replantando outros tipos e modos florestais e outras maneiras de agir perante os campos.

 

Que esta tragédia, mais uma das que este País, periodicamente, se vê mergulhado, sirva para alertar todos, mas Todos, para a urgente necessidade de medidas preventivas, neste contexto, como noutros domínios.

 

Reporto para o que já escrevi anteriormente.

Prevenção! Prevenção!

 

E finalizo, reiterando a minha solidariedade e expressão de condolências!

 

Grato às Fontes das Imagens:

Fotografias in. JSF / Global Imagens.

BBCQkQQ

 

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publicado às 14:44

Central Nuclear de Almaraz, ainda!

por Francisco Carita Mata, em 09.06.17

Questões Pertinentes – Pergunta Impertinente?

Almaraz in. rr.sapo.pt.jpg

 

Já há algum tempo que os meios de comunicação divulgam informações sobre a citada Central Nuclear de Almaraz, dadas as problemáticas inerentes ao eventual prolongamento do seu funcionamento.

 

Também já aqui abordei o assunto no blogue.

 

Mas porque será que neste tema, e especialmente da parte das entidades responsáveis, o que acho é que têm passado o tempo a “atirar-nos areia para os olhos”?!

 sapo.pt/nao_inquietemos_as_pessoas_sobre_almaraz

*******

Relativamente aos "defensores" do nuclear, cito as palavras sábias da "primatóloga" Jane Goodall:

"Não herdámos o planeta dos nossos pais, pedimo-lo emprestado aos nossos filhos, mas o que está a acontecer é que estamos a roubá-lo aos nossos descendentes. (...)"

 

(...)

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publicado às 12:01

Canídeos: uma questão de saúde pública!

por Francisco Carita Mata, em 30.04.17

Saúde Pública?!

Factos, Argumentos e alguma Ironia…

A verdade nua e crua!

 

Eça in. www.cm-lisboa.pt.jpg

Sim! Este assunto é sobre uma situação que é mesmo um caso a ser abordado numa perspetiva de Saúde Pública.

Talvez não seja essa a forma sob a qual habitualmente é encarado. Mas essa é uma das perspetivas em que cada vez mais tem que ser visto.

 

Questionar-me-á, caro/a leitor/a: Mas de que assunto se trata?!

 

Já aqui aflorei, no blogue, este assunto, ainda que não de forma tão explícita, mas de qualquer modo alguns aspetos foram delineados.

 

Certamente que ao caminhar nas ruas, nos passeios das nossas vilas e cidades, pelos parques mais ou menos urbanos, pelos jardins, quantas vezes não se deparou com os vulgarmente designados “presentes” de canídeos?!

E isto não ocorre esporadicamente. É uma situação sistemática e contínua. Por tudo quanto é sítio, lá estão eles. Por todo o lado! É já uma “calamidade” nacional!

 

E não apenas e só os “presentes” em estado sólido. Também no líquido.

Urina por tudo quanto é sítio.

Nas soleiras das portas dos prédios, nas esquinas, nos muros e muretes, nos postes de qualquer tipo, nas caixas da eletricidade, em todos os equipamentos urbanos, nos carros… Nas bases dos monumentos. (…) Só não fazem nos transeuntes, porque estes se deslocam e não deixam!

 

A estes, aos cidadãos incautos, às crianças mais pequenas, a idosos indefesos, mordem quando podem.

“ – Ah! O cãozinho não morde!” Dizem os donos!

Só não mordem antes de morderem, digo eu. Quando ferram o dente já é tarde demais! Todos os anos ocorrem situações de cães “perigosos” que atacam pessoas indefesas. E mesmo os que não são considerados “perigosos” também mordem e também atacam. Já “assisti” a ataques de cães, em que os donos não têm qualquer controle sobre os mesmos.

E quando nos passeamos tranquila e incautamente junto a algumas vivendas, nos passeios tão estreitos e congestionados de carros, e, de repente, nos salta um cãozarrão a ladrar no portão, que quase só nos restar saltarmos para o meio da rua?!

 

Mas então tanta “porcaria” - (Ah! Como me apetecia dizer o palavrão, para soar mais forte e feio! Mas, neste blogue comprometi-me a não usá-los…) - tantos dejetos sólidos e líquidos espalhados por ruas, passeios, parques e jardins; na relva, onde crianças irão brincar, jogar e rebolar-se; nos canteiros das flores, tanta “porcaria” disseminada, não será um problema que convém equacionar, na perspetiva de Saúde Pública?!

 

Ou dir-me-á que isso é perfeitamente inócuo, que não prejudica cidadãos, no plano sanitário, nem noutro aspeto qualquer, que a urina não danifica equipamentos públicos?!

É só observar com olhos de ver! E quem paga o restauro dessas estruturas danificadas?!

 

Portugal saiu, ainda há relativamente pouco tempo, da pré-história no que respeita a saneamento básico.

Essa foi uma das preocupações dos poderes públicos, centrais e locais, após setenta e quatro. Dotar as casas, os apartamentos, das condições básicas de habitabilidade. A existência do saneamento básico foi uma delas. Nesse contexto, se enquadrou o processo de erradicação dos bairros de barracas e a consequente construção dos bairros sociais. (Mas este não é o tema fulcral deste post.)

Atualmente em que, apesar das deficiências existentes, este país foi substancialmente alterado no respeitante à falta de condições de higiene nas habitações, é nós vermos, por tudo quanto é sítio, “dejetos” líquidos e sólidos de canídeos! (Como me apetecia dizer palavrão!)

 

E quantas vezes, estas situações não acontecem dentro do próprio prédio?! Nas escadas, nos patamares, no hall, na soleira da entrada, em frente ao prédio?!

 

Reflita sobre o assunto! Se faz favor!

 

Então, mas as pessoas não têm direito a terem um cãozinho de estimação?!

É evidente que sim!

Mas também têm obrigação de ter comportamentos de cidadania!

Porque os animais, mesmos os cãezinhos de estimação, apesar de serem animais sensíveis, são animais irracionais.

Mas, paradoxalmente, os cães até ensinam os donos a procederem corretamente, após terem depositado o “serviço”. É só observarem o que eles fazem, no após operacionalização da respetiva função.

Os donos é que não agem como devem!

 

As entidades responsáveis também têm que agir em conformidade!

Algumas Câmaras disponibilizam sacos plásticos, colocados estrategicamente, para os donos recolherem os dejetos. Outras criaram locais próprios para os dejetos líquidos. A lacuna não é por aí!

Mas têm que ser mais normativas!

A Câmara de Almada tem vários avisos espalhados pelos locais mais frequentados, com normas de comportamento para os utentes de canídeos.

Paradoxalmente, no referente aos dejetos, “aconselha” os donos a recolherem os ditos.

Desculpem-me, mas esta não é uma situação de “aconselhamento”.

É uma questão de OBRIGATORIEDADE”!

Os donos são obrigados à recolha dos “presentes”!

As Autoridades têm que atuar e autuar!

 

Mas isto dos cães tornou-se uma moda e um negócio, e onde se metem modas e negócios, estamos todos feitos!

São os media, as redes sociais, a opinião pública, os fazedores de opinião, o politicamente correto, os centros comerciais, as grandes superfícies, as lojas de alimentos e artefactos, o sistema veterinário, … a indexação ao IRS… é toda uma panóplia de fazer “render o peixe”, digo, o cão, que é um comércio, que não mais tem fim.

 

Mas, de qualquer modo, não quero deixar em branco algumas sugestões. Quer se enquadrem ou não no tão propalado “politicamente correto”!

 

No referente aos cães, ditos “perigosos” é mesmo ter a coragem de os proibir como “animais de estimação”, tal como estão outros animais ferozes.

 

No respeitante aos outros tipos de cães, suscetíveis de se enquadrarem como animais de estimação, há que definir normas mais restritivas.

 

Nos prédios, porque estes estão previstos apenas para seres humanos, restringir o número de animais permitidos.

Caso continue esta moda, sugiro aos planificadores urbanos, que construam especialmente prédios onde podem habitar especificamente também os cães e eventualmente os gatos, os únicos animais que, aliás, considero como suscetíveis de serem categorizados de estimação, nos apartamentos citadinos.

 

As Câmaras criarem parques específicos para passeio dos canídeos permitidos por lei e nas condições respetivas e adequadas também legisladas. Trelas e açaimes de uso obrigatório!

E os donos obedecerem aos respetivos cuidados de higiene: recolha dos sólidos e levarem os bichos aos locais próprios, para os líquidos. Não é largarem os animais de qualquer maneira…

A vigilância, a atuação e autuação são necessárias e imprescindíveis.

 

Todos os cães devem ser portadores de coleira identificativa, sujeitos a consultas regulares e devidamente vacinados e com sinais visíveis e reconhecíveis a olho nu, por ex. com códigos de cores.

(Ou seja, como Alguém importante já referiu, atualmente, muito boa gente trata melhor os cães que os seres humanos!)

 

E uma medida “politicamente incorreta”.

Todo e qualquer dono de cão ter que pagar uma licença, de acordo e em função do tipo do dito cujo! (Que acho que esta medida em tempos foi vigente.)

E os artigos e artefactos, sejam quais forem, serem devidamente taxados.

 

Há que restringir este abuso de canídeos e o que eles custam ao erário público. Que não há “bicho careta” que não tenha um bicho de quatro patas para andar a “sujar” (como me apetecia usar vernáculo!) as ruas!

 

Estatua Camões Lisboa in. pt.wikipedia.JPG

 

Que já bastam os pombos a “sujarem” tudo! E já sem remissão possível!

Que nem o Camões, nem o Eça e a sua “… nudez forte da Verdade…” escapam!

 

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publicado às 14:27

Cremação: Que Destino dar às Cinzas?!

por Francisco Carita Mata, em 19.04.17

Uma sugestão e opinião. Apenas!

 

Poderá parecer estranho falar neste tema, agora, mas tem a sua razão de ser.

 

Era para ter abordado esta temática no ano passado, no início de Novembro, quando habitualmente, em termos sociais, estes assuntos costumam ser falados e escritos. Mas foi passando o início do mês e, entretanto, pareceu-me pouco adequada a sua abordagem. Porque as matérias que se abordam nos blogues e nos media difundem-se por ciclos e, digamos, vão perdendo alguma atualidade, passada essa temporalidade! Entretanto também outros assuntos, temas, abordagens, matérias, temáticas, se nos interpõem e interpelam.

 

Mas agora?! Questionar-me-ão.

 

A Páscoa, per si, não deixa de estar associada ao assunto, dado que nela, no Cristianismo pelo menos, (não sei se também nas outras Religiões monoteístas, com base em Abraão), se celebra a Morte e a Ressurreição. De Cristo, é certo, mas também num plano mais vasto culturalmente, de algum modo, panteísta. Porque, quer se aceite ou não, há um substrato natural e universal, associado aos ciclos religiosos cristãos, a outros ciclos religiosos mais antigos e ancestrais e à própria natureza e respetivos ciclos vitais.

 

Diretamente ligado a este facto cultural e religioso, nestes dias da designada “Semana Santa”, estive no velório de um familiar, precisamente na “Sexta-Feira Santa” e no correspondente funeral, no “Sábado das Aleluias”. Nos Olivais – Lisboa. Foi aí, no respetivo Cemitério, que ocorreu a cremação.

 

A incineração é cada vez mais um método socialmente aceite e utilizado em Portugal. Concordo com o processo!

 

Quanto às cinzas resultantes existem atitudes diversificadas.

Há quem leve para casa, no pote que se pode obter para o efeito e guarde no seu lar.

Quem espalhe por locais mais ou menos significativos e/ou significantes, para as pessoas em causa. Lançar no mar, em florestas ou campos emblemáticos, depositar no jardim particular ou em jardins públicos…

Há quem guarde as cinzas nos gavetões dum cemitério, ou deposite em sepulturas anteriores de entes queridos já falecidos.

 

Nos Olivais, observei que há cinzas depositadas nos relvados laterias ao crematório, aonde familiares vão colocando flores, conforme pode ser observado in loco. Já constatara esse facto, há alguns anos, quando assisti a outra cremação de outro familiar.

Também existe um espaço no interior da parte mais tradicional do cemitério, onde se podem guardar as cinzas numa espécie de gavetas no solo. Não sei muito bem como funciona todo o processo. Hei de procurar saber.

 

Acho bem a cremação!

Mas defendo um processo diferente para a deposição das cinzas.

 

No Cemitério, definir espaços, relativamente amplos, no solo, para a respetiva deposição.

Depositar as cinzas de cada defunto nesse espaço, em locais previamente determinados pelas entidades gestoras do cemitério.

Em cada local em que são colocadas as cinzas, plantar um arbusto. Por ex. uma roseira, um alecrim, uma alfazema, ou outras plantas facilmente adaptáveis ao nosso clima e que não ocupem grande volume. (Árvores seriam mais simbólicas, mas no conjunto ocupariam, no futuro, muito espaço, dado o respetivo crescimento. Daí arbustos.)

 

IMG original DAPL. 2016.jpg

 

Os arbustos escolhidos seriam de acordo com uma definição prévia por talhões.

No talhão A, roseiras; no B, alecrins, por ex. Etc.

De modo que, à medida que se iam depositando cinzas, haveria sempre mais uma planta acrescentada ao talhão e ao espaço global.

 

Passados alguns anos, haveria todo um jardim com diferentes plantas, estruturadas por talhões, que proporcionariam um belo efeito paisagístico, no enquadramento em que estivessem localizadas.

Tente imaginar as roseiras todas floridas!

Ou os alecrins, ou as alfazemas. Ou outros arbustos delineados.

IMG original DAPL 2016.jpg

 

Todos beneficiariam desse processo e dessa metodologia.

 

Ah! Mas dado que as cinzas são provenientes de Seres Humanos, de Pessoas, simultaneamente com a respetiva deposição no solo e o plantio do arbusto, seria colocada uma placa simples, normalizada, em mármore ou granito, identificativa de cada Pessoa: Nome, locais e datas de nascimento e morte. E uma fotografia!

 

Toda esta metodologia seria para quem quisesse, como é óbvio.

Quem não pretendesse seguir este modelo, poderia optar pelos que já existem.

 

IMG original DAPL 2016.jpg

 

Mas, caro leitor, cara leitora, tente imaginar o espaço, relativamente vasto, todo revestido de plantas floridas!

Um roseiral! Seria o mais apelativo de todos os modelos. E toda a Humanidade e todos os Seres Vivos usufruiriam do campo florido!

 

 

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publicado às 19:17

Poesia: Homenagem a distintos Sócios da APP – Associação Portuguesa de Poetas

por Francisco Carita Mata, em 01.04.17

ABRIL

 

Foto1925 Primavera original DAPL 2015.jpg

 

Introito:

 

Terminou o mês de Março. E este post, nº 518, fora delineado para ser publicado nesse mês. Mas não foi possível.

Iniciando-se Abril, continuamos ainda em boa companhia, isto é, com a Poesia. Prosseguimos igualmente com a Associação Portuguesa de Poetas e pessoas que nela tiveram papel de destaque.

A divulgação de participantes na XX Antologia foi concluída no post nº 513, a 20 de Março.

Quando iniciei essa divulgação, ainda em 2016, referi que gostaria de realçar duas pessoas que foram muito importantes no âmbito da APP.

(No meu ponto de vista e na minha visão parcelar e provavelmente parcial sobre a temática. Eventualmente, poderei estar a ser injusto, por omissão, relativamente a outras personalidades, a quem apresento as minhas desculpas.)

 

Para possibilitar essa divulgação, tive que pesquisar a bibliografia disponível e, finalmente, hoje, posso divulgar duas Poesias, uma de Luís Filipe Soares, sócio nº1 da APP e outra de Maria Ivone Vairinho, sócia honorária da APP e que dirigiu os respetivos destinos de Março de 2002, a Maio de 2011.

 

*******

 

Seguem-se, então, os textos poéticos:

 

 

«NA SOMBRA DA VIDA»

 

«O despertador tocava

ininterruptamente.

Acordou.

Deixou o sono a escorrer

ao longo dos cabelos da sua imaginação,

cobriu a face com alva espuma de sabão

e deixou a água acariciar

as rugas da sua pele ressequida.

Deu os bons dias à vida,

bebeu o café

e saiu para a rua.

Fato de ganga: desbotado,

gasto, descosido e amarrotado.

É operário.

Vive só…

É casado e tem dois filhos!

Caminha apressado.

Não vê ninguém.

Ninguém o vê!...

Chega à oficina,

diz «Bom dia» para quem o ouvir

e começa a trabalhar

até o cansaço o invadir.

Hora do almoço.

Pega na lancheira; tira o naco de pão,

as rodelas de salpicão e toucinho

e bebe três goles de vinho para temperar.  

Regressa à oficina.

Não vê ninguém, mas também ninguém o vê!

Trabalha, trabalha sem parar.

Toca para sair

Invariavelmente,

exclama para quem o quiser ouvir:

«Até amanhã».

Sai apressado

como quem anseia por algo que é melhor.

Caminha lentamente.

Traz o coração estraçoado

pela dor do seu sofrimento.

Chega a casa.

Ninguém o espera.

Ninguém, a não ser

o silêncio da sua solidão.

Toma banho, janta

e senta-se um pouco

perscrutando os hálitos da sua poesia.

Deita-se, e adormece levando consigo

nas asas do seu pensamento

o som brutal do acidente

que lhe tirou a visão.

Sonha,

e nesse mundo de fantasia

viu-se rodeado dos amigos de então,

dos filhos que o vieram visitar,

da mulher que lhe pedia perdão

e no meio de uma sociedade

que o amparava e protegia.

E ele sorria.

Oferecia amizade e simpatia,

falava na esperança, no amor

e acima de tudo…vivia!

Mas… como sempre,

o verde da ilusão

foi vencido pelo negro da realidade.

… e ele acordou.

Esperava-o um dia sempre igual,

sombrio, transparente e vazio.

Antes de se levantar

pensou como devia parecer triste

aos olhos das outras pessoas:

Velho, pobre, doente…

Mas que importa?

… ele passa

E ninguém o vê!»

 

Luís Filipe Soares

 

In:

Revista “Família Cristã”

Ano XXXI, nº 11 – Novembro 1985.

 

(Nota 1 - Também tenho publicado, nesta edição da Revista, “CAVALO DE FERRO”, sob pseudónimo “Manuel Francisco”.)

 

*******

 

«CINZA DE LUME APAGADO»

 

«Chão aberto à semente

Água de riacho

Planta de funda raiz

Flor a desabrochar

Sou terra, água

Planta, flor

De Primavera

 

Águia que quer voar

Ave que canta no pomar

Em noites de lua cheia

Sou fruto amadurecido

De Verão

 

Fulgor do sol poente

Onda que se levanta

Em mar de vivas marés

Sou folha doirada

Que tomba, que cai

No Outono

 

Flor de Primavera

Seara de Verão

Folha caída de Outono

Cinza de lume apagado

Morro no Inverno.»

 

Maria Ivone Vairinho

 

In:

“A Nossa Antologia”

“Antologia de Poesia e Prosa Poética”

X Volume – 2002.

 

(Nota 2 - Nesta X Antologia também participei com:

POEMA FIGURADO (I)”,”POEMA FIGURADO (II) – Um ramo de flores para a Mãe”, e “POEMA FIGURADO (III) – Perdido de si”.

Nota 3 - De entre os participantes nesta X Antologia, também participaram na XX:

Bento Laneiro, Catarina Malanho, Feliciana Garcia, Maria Melo, Natália Fernandes e Virgínia Branco.)

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publicado às 21:21

Março, ainda: “Dia Mundial do Teatro” – 2017

por Francisco Carita Mata, em 28.03.17

Continuação de uma Crónica sobre Março

Que é, antes de mais, um convite!

 

Celebrou-se, ontem, vinte e sete de março, o “Dia Mundial do Teatro”.

 

Por todo o Mundo ter-se-á comemorado esse acontecimento.

Portugal não foi exceção. Almada ainda menos.

 

Não viu ainda a peça Bonecos de Luz, baseada na obra homónima de Romeu Correia, pela Companhia de Teatro de Almada, precisa e sintomaticamente no Fórum Romeu Correia?!

Então de que está à espera?

 

In. Companhia de Teatro de Almada 00000306_0001_t.png

 (Cortesia Companhia de Teatro de Almada)

 

“ – Acha que valeu ou não a pena ter desligado o seu telemóvel durante uma hora?...”

Pergunta formulada aos espetadores, por um dos protagonistas da peça, o Lopes, o projecionista dos filmes de Charlot, que, no final, nos interpelou a todos que assistimos ontem.

Formulará essa questão todos os dias, certamente!

 

Se quer saber a sua resposta, só mesmo indo assistir.

Por mim, por nós, valeu bem a pena!

 

Falta você ter a oportunidade de formular o seu próprio juízo de valor.

 

E não quer também acompanhar o Zé Pardal, o velho oleiro e sua amante Carriça, que também é percussionista (?!); a filha do oleiro, Miquelina, o dono do cinema ambulante e o referido Lopes, em triangulação amorosa?!

A Dona Fausta, igualmente guitarrista, que tornou o Pardal seu herdeiro universal, após ele ser aperfilhado?

E o pedinte, disfarçado de cego, que Zé Pardal acompanhava nas pedinchices, provavelmente à saída dos cacilheiros vindos de Lisboa?!

 

E há aqui alguma incongruência ou lacuna nestas interpelações, nomeadamente no referente a personagens?!

Há? Haverá?!

Só indo assistir poderá saber.

 

E termino com a deixa final, também interpelação e convite, exarada por Isabelle Huppert, atriz francesa, a quem coube este ano redigir a mensagem alusiva à efeméride.

“Abram alas para o teatro!”

 

Deixo igualmente ligações, para se quiser ler a mensagem no original e em versão traduzida, porque “tradutor…”

 

Só mesmo indo ao TEATRO!

 

https://www.google.pt/

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publicado às 19:16

Tarde de Cante no Clube Recreativo do Feijó - 25/03/17

por Francisco Carita Mata, em 14.03.17

CANTE no FEIJÓ - ALMADA

G. C. Amigos do Alentejo do Feijó 31.º AniversárioSão sempre espetáculos de grande interesse, ouvir, melhor, "escutar" os Grupos de Cante.

Realçar e não esquecer o lindíssimo evento musical, ocorrido no passado sábado, dia onze de Março, no C.I.R.L., em que houve o grato prazer de  assistir a "Cante no Feminino"!

Apoteótico e carismático final!

Parabéns!

 

(http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/)

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publicado às 14:06


Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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