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“A Mafiosa – Le Clan”

por Francisco Carita Mata, em 23.02.17

Série Policial Francesa

RTP2

Temporada 4 – Episódios 5 e 6

 

Há algum tempo que não me debruço sobre a temática de séries. Praticamente este ano ainda mal abordei o tema. Não que não ande a seguir nenhuma. Que até tenho andado. Só que não me tem puxado para a escrita.

 

A última sobre que comentei foi A Fraude – Bedrag”. Vi os dois últimos episódios, mas também não perorei sobre os mesmos. Que deveria tê-lo feito. Mas fui adiando, preguiçando, e acabei por não falar sobre os mesmos. Talvez ainda, um dia, teça alguns comentários, pois apontei algumas notas e verifico nas visualizações, que a temática do seriado ainda é procurada. Pode ser que desentorpeça.

 

A “Mafiosa”, tenho acompanhado desde o início.

Mas a temática não me motivou muito para escrever. E ainda bem. Porque se fosse escrevendo, episódio a episódio, como tenho feito nos seriados que me motivam, por vezes nem saberia como pegar nos assuntos.

E, ao princípio, nem entendia muito bem toda a trama e os personagens sempre a mudarem. Sim, porque nesta série são tantas, mas tantas, as mortes violentas e macabras, melhor dizendo, os assassinatos, que os personagens estão sempre a mudar.

 

A série já vai na quarta temporada. São cinco, de oito episódios cada uma. Quarenta episódios no total. Chegou ao trigésimo ontem, 4ª feira, 22/02, 6º episódio da temporada em curso. Temporada que está quase a terminar, em princípio, na próxima 6ª feira. Na próxima semana iniciar-se-ão os episódios da 5ª e última.

 

mafiosa5 in.veja.abril.com.br.jpg

 

Mas vamos aos finalmentes. Deixemo-nos de entretantos.

 

A ação, na trama, decorre principalmente na Córsega, ilha mediterrânica, território francês. Pátria de Napoleão, o corso. Terra de corsos, nos vários sentidos da palavra.

Também Marselha e Paris acolhem cenas e excertos de episódios, à medida que os negócios dos Paoli se alargam e estendem ao território continental.

 

Sandra Paoli, desempenho de Héllène Fillières, é a personagem principal. Herdou os “negócios” do pai, François Paoli, que, oficialmente, seria seu tio.

Segredo que só lhe foi revelado em adulta.

Os “negócios” incluem todo o tipo de atividades lícitas e ilícitas, legais e não legais, ligadas ao submundo do crime organizado, na ilha e no continente. Portanto, predominantemente ilícitas e ilegais.

Não foi muito bem aceite a sua “legitimidade” nessa herda, dentro da própria família, nomeadamente, pelo “meio-irmão” Jean Michel Paoli. Ela foi-se entrosando no meio, construindo e conquistando esse “direito”, ao longo das primeiras temporadas, consolidando-o, e alargando-o até, afirmando-se como chefe do clã.

 

Essa construção assentou em dezenas de mortes “matadas”, assassinatos, por encomenda, por ordem sua, direta ou indireta, ou resultantes das guerras entre os vários gangs rivais, na Córsega e no território continental.

Nessa sua pretendida e conseguida afirmação, num mundo de “homens machos”, para além de ordenar mortes também as executou. Nem mais nem menos a de figuras poderosas no meio, “milieu”.

A de um dos chefes principais dos “nacionalistas” e a do próprio irmão.

Estas mortes trouxeram-lhe o almejado “respeito” e temor, mas também os ódios de muita gente e o enredar cada vez mais apertado nas malhas policiais.

 

Mas mais grave e forte e acutilante no seu ser, no seu sentir, no seu viver, foi o assassinato do irmão, às suas próprias mãos.

Foi esse assassínio, planeado e executado a sangue frio, por cupidez, vingança, calculismo, que a está a levar à sua auto destruição. Drogas, álcool, comportamentos psicóticos, visões, audição de vozes acusadoras, obsessão pela morte, fobia de perseguição, em todos vendo eventuais denunciantes.

Loucura que só engendra novas mortes, mesmo dos amigos indefetíveis, como Jean Santini, um pau mandado, “cão” fidelíssimo, que ela não teve pejo de mandar assassinar, nem os “amigos” de executarem a sentença.

 

Nesta quarta temporada assiste-se a esse caminhar inexorável para o abismo, à transfiguração física da sua própria personagem e imagem, cada vez mais masculinizada, andrógina, mórbida, cruel e vingativa, quase desprovida de sentimentos.

Às suas ordens tem uma série de assassinos, destacando-se Manu e Tony, capazes de matar qualquer um a sangue frio, despudoradamente.

 

Dos vários grupos envolvidos no enredo tem-nos praticamente todos contra ela. Os donos dos maiores casinos de jogo de Paris, os Acquaviva, mandantes do atentado que sofreu, mas que ela acaba por ter nas mãos, que além de um dos filhos do sócio principal, morto selvaticamente e queimado, também mandou executar o outro sócio.

O pequeno atentado que ela sofreu, executado por um dos destacados “nacionalistas”, para quem ela é um alvo a abater, também já foi retaliado, tendo sido esses nacionalistas também já vitimados pela ação dos “amigos” de Sandra. E o chefe principal também foi ameaçado para se remeter ao silêncio.

Pelo que, se no 5º episódio ela parecia até fisicamente em vias de derrotada, no sexto, parece ressurgir em toda a sua cruel criminalidade.

 

A polícia de Bastia, que para ali tem andado enredada nos novelos traçados pelos criminosos e pelas dificuldades de ação dimanadas na execução da Lei; finalmente, e pela ajuda preciosa de uma jovem polícia, tem um organigrama estruturado com o enredo das mortes, a partir de escutas e telemóveis. Aliás, eles já sabem, através da viúva de Jean Michel, que foi Sandra que o matou. Precisam de o confirmar e estruturar a informação, para eventualmente apresentarem em tribunal.

Isto se lá chegarem os criminosos. Que tanto se vão assassinando entre eles, que poucos restarão.

 

E será que Sandra lá chegará?! Certamente, que ainda está para vir a quinta temporada!

 

Internamente, parece que a própria estrutura ameaça ceder, pelas dissensões que vão surgindo entre alguns dos protagonistas.

 

Na própria família, o papel da sobrinha de Sandra e filha de Jean Michel, Carmen, está a ser relevante para o desenrolar e desfecho interno dos acontecimentos. Cada vez mais, questiona sobre a morte do pai, a todos interroga e pergunta, a todos os que sabem, mas não lhe dizem.

Até onde irá a sua capacidade de perguntar e até onde e quando os envolvidos e sabedores aguentarão as perguntas?!

Irão despachá-la como têm feito a todos os que os incomodam?

E até quando os que sabem irão guardar o segredo?

 

E a polícia conseguirá estruturar meios de prova contra os criminosos?

Haverá uma atitude pedagógica e didática na narrativa?!

 

E volto ao início, e à minha dificuldade em estruturar a minha escrita sobre o conteúdo da trama. Residia ela, entre outros aspetos, nos personagens principais e nas suas ações. Todos eles são execráveis. Não há ali ponta por onde se pegue. Não há a possibilidade de “pegar” nuns, contrapondo-os a outros. São todos, farinha do mesmo saco.

Só agora, a polícia parece estar a colocar alguma “ordem” na narrativa, com o surgimento daquela jovem idealista e cheia de genica!

 

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/a-mafiosa-le-clan-episodio-global-31

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/a-mafiosa-le-clan-temporada-5-137997

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/a-mafiosa-le-clan-temporada-5-138900

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/a-mafiosa-le-clan-temporada-5 

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publicado às 13:02

"Hospital Real" em 2ª reposição na RTP2

por Francisco Carita Mata, em 15.12.16

Television de Galicia

5º Episódio, ocorrido no sábado dia 10 de Dezembro de 2016

 

De facto, a RTP2 volta a repor esta excelente série galega.

 

Agora, aos sábados, após a hora do almoço, em vez da sesta, que é inverno, pode ver ou rever esta notável série. (Não sei ainda a hora exata, mas haverei de saber, e contar.)

No sábado passado ainda ocorreu apenas o Episódio nº 5 – quinto episódio.

 

Não é uma série de grandes recursos técnicos, nem de grandes efeitos especiais. Também não terá um orçamento por aí além, digo eu, que não fui visto nem achado no assunto.

Mas consegue captar-nos a atenção. E muito!

E, pelos vistos, não apenas a mim, pois se a RTP2 já vai na terceira apresentação da série é porque ela está a ser vista e apreciada. O que eu também noto nas visualizações dos posts respetivos no blogue.

 

E porquê?! Porque terá este seriado tanto sucesso?!

 

Falo por mim, evidentemente que revi este último episódio, lembrava-me muito bem do enredo, mas visualizei-o com o maior dos interesses.

Indubitavelmente, pela sua qualidade.

hospital-real-tvg2- Atores. In. ABC Galicia.jpg

O facto de ser um seriado histórico, sobre uma época conturbada, o dealbar do século XVIII, 1793, o ocaso do Antigo Regime, o prenúncio de uma nova sociedade, a ascensão da burguesia como nova classe a tornar-se dominante, o declínio e perda de importância da nobreza e do clero.

Fundamentalmente as mudanças sociais e políticas que se sentem e pressentem na vida, no Hospital, um microcosmos da sociedade mais geral.

Em pano de fundo, a Revolução Francesa e seus efeitos

 

A reconstituição histórica, nomeadamente no trajar dos personagens. Apesar da teatralização representativa com aqueles fatos sempre tão impecáveis. Sente-se muito esse sentido de palco que, se por um lado, nos afasta do conceito mais real, associado a filme, por outro nos aproxima mais do conceito de teatro.

 

E que falta faz o bom Teatro na televisão!

Talvez o facto de esta série, de algum modo, tão “próxima” do teatro, ter agradado tanto, talvez, digo eu que sou leigo no assunto, talvez seja sinal de que o público anda ávido de bom Teatro e de boas representações.

Deixo esta dica à consideração de quem gere a programação das RTPs.

 

Talvez, precisamente essa representação tão teatralizada funcione como um chamariz para o público.

Na verdade, temos que reconhecer que o Teatro é um tipo de espetáculo que anda praticamente ausente das nossas televisões, assoberbadas com outros processos narrativos.

Há quanto tempo não passa um bom Teatro na televisão?

 

Os diálogos, estruturando um enredo, em que com o que dizem é mais o que escondem do que o que demonstram abertamente, sempre em jogos táticos, definidores do poder e posição social de cada um.

Os olhares dizendo-nos tanto ou mais do que o que foi verbalizado oralmente.

O trabalho dos atores e das atrizes, com excelentes desempenhos, praticamente sustentados nas falas de cada um, nas réplicas, tréplicas e subentendidos.

Representação quase apenas centrada nos rostos, na expressão facial, traduzindo-nos ideias, pensamentos e sentimentos. Que com aqueles trajares pouco se observa dos corpos, nem assim vestidos pouco podem transmitir de expressivo.

Mas os trajes, per si, são definidores de cada personagem, do seu papel a desempenhar.

E, nestes aspetos, acentuamos novamente o lado da teatralização.

 

O jogo do poder pela conquista da gestão do Hospital, como se de um jogo de xadrez se tratasse, cada personagem, uma peça, no xadrez dessa batalha pela conquista do almejado lugar de administrador.

Estruturante também os assassínios em série(?).

hospital-real-tvg1- Medicina In. ABC Galicia.JPG

A questão da Medicina. Dos conhecimentos, da respetiva prática, da deontologia médica, dos valores de cada um e dos “progressos” que se sentem. Os instrumentos cirúrgicos. Os meios disponíveis, se tal se pode assim mencionar.

Este é também, indubitavelmente, um dos campos de interesse na narrativa.

 

O enredo, o guião, os atores e atrizes, já o disse, mas não é demais repetir.

 

hospital-real-tvg3 Heroi e Mocinha In. ABC Galicia

 

E o(s) romance(s), claro!

 

Todos estes aspetos e mais alguns, que não disse, ou a minha perspicácia não observou e aqueles que fui abordando nas minhas narrações sobre a série, que fará o favor de ir lendo, todos estes aspetos nos prendem ao seriado.

 

Veja, se faz favor.

Reveja, caso já tenha visto. Ou até reveja o revisto, que até está a ser o meu caso!

 

E, espante-se e maravilhe-se!

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publicado às 15:50

Portugal – Polónia

por Francisco Carita Mata, em 01.07.16

Parabéns à Equipa Portuguesa.

Parabéns à Equipa Polaca.

Velodrome in. journaloleme.com

 

Parabéns a todos os intervenientes, portugueses e polacos, que nos proporcionaram emoção e espetáculo. Qualquer das Equipas poderia ter ganho.

Mas, felizmente, ganhou a Equipa Portuguesa.

“Bye, Bye, Polska!”

Força Portugal!

 

Vitória in. sapo.desporto.pt.jpg

 

Parabéns especiais:

- Ao guarda-redes, Rui Patrício, que ao defender um penalti, permitiu pensar na vitória.

Já imaginou a angústia de um guardião, perante o remate de um penalti?!

(...)

- A Quaresma, que conseguiu aguentar e ultrapassar todo o stresse correspondente e marcar o golo final.

- A todos os marcadores dos penaltis que, perante a enorme responsabilidade que lhes pesaria nos ombros, não falharam, a começar pelo Capitão, Ronaldo, que deu o exemplo!

- Ao Renato Sanches, que traz a juventude e frescura à Equipa e marcou o golo que possibilitou ganhar e manter a Esperança.

- Parabéns a todos os Jogadores que nunca desistiram, não soçobraram!

 

Já observou bem a Equipa Portuguesa e de como ela é o espelho do Mundo Atual, na riqueza e harmonia da sua Multiculturalidade?! No reflexo positivo da Globalização?! No lado redentor da Inclusão e do desenvolvimento e crescimento Pessoal e Social?!

 

Pois, é também sempre bom, nós olharmos o Futebol e o Desporto, pelo seu lado Humano e Libertador!

 

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publicado às 08:45

England, Exit! – Englexit!

por Francisco Carita Mata, em 27.06.16

Inglaterra – 1 Islândia - 2

 

A Inglaterra que nunca aderiu ao Euro, moeda, preferindo a sua Libra esterlina...

Após ter votado maioritariamente a sua saída da União Europeia e arrastando a Escócia e a Irlanda do Norte, concretizando o designado “Brexit”.

 

Foi ela, agora, afastada do Euro, mas do futebol.

Graças à Equipa da Islândia!

 

in. diariodigital.sapo.pt.jpg

 

Para quem, em jeito de despeito e vedetismos, tenha menorizado esta Equipa, mire-se nela.

Jogar como equipa!

Não há ali vedetas.

Há uma floresta móvel, na defesa; um guarda-redes, que cumpre meritoriamente a sua função e atacantes que não largam a bola; aliás todos os jogadores procuram a bola e marcam os jogadores que lhes competem. Não desistem, não se acanham, ninguém está à espera que lhe mandem o esférico!

 

Como disse, não há estrelas!

Até no nome! Todos têm aqueles nomes esquisitíssimos, quase tão impronunciáveis como o do tal famigerado vulcão que, há alguns anos, provocou o encerramento de muitos aeroportos do Norte da Europa...

Todavia, não sei se todos os nomes, mas muitos deles têm o sufixo, “son”. Terá o mesmo significado que em inglês?!

 

Tenha ou não, quem lhes estará a chamar “son” of “qualquer coisa”, serão os adeptos ingleses.

Mas acalmem-se. Quiseram o “Brexit”, agora têm o “Englexit”!

Bye, Bye, England!

 

Parabéns Islândia! Parabéns a toda a Equipa!

 

Falta ali muita coisa, no jogo, no plantel, na estratégia, na tática, eu sei lá?!

Pois claro que falta.

Mas essa parte cabe mencionar, a quem sabe do assunto muito mais que eu!

 

Que apenas quis dar os meus parabéns a esta Equipa humilde, mas aguerrida, batalhadora, persistente, trabalhadora, motivada!

"Congratulations"!

E espelhem-se nela!

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publicado às 22:32

Uma Aldeia Francesa: "Les Personnages"

por Francisco Carita Mata, em 27.06.16

"Un Village Français"

Elenco in. gettyimages.com

 

Intróito:

Ainda me aventuro a elaborar um último post sobre "Uma Aldeia Francesa".

O que publiquei no início da série sobre os personagens, estruturado a partir do  site da wikipedia e do que já vira até ao momento, está algo incompleto, contudo é bastante visualizado.

Neste post, apresento um excerto do site já referido, respeitante aos personagens. Não me atrevo já a traduzi-lo, também não tenho muito tempo e as minhas traduções são o que são e, nalguns casos, deixam muito a desejar.

Atrevo-me a deixar também o link com a versão para português, mediante o "tradutor google".

Leia o original em francês, se souber e compare com a "tradução" do conversor referido.

Mesmo que não consiga ler no original em francês, divirta-se a ler a tradução "google".

Obrigado pela sua atenção e paciência por me ler e não deixe de o fazer só pelo facto de não ir continuar a escrever sobre a série. Pelo menos sobre a que está a ser transmitida: "O Paraíso", baseada em "Au Bonheur des Dames!"

E até pode ser que escreva, sabe-se lá...

Sobre o que ainda quero mandar alguns bitaites será sobre o Br.Exit e sobre o "Euro".

Segue-se então o texto sobre os Personagens, alguns documentados por imagens.

 

"Les Larcher"

daniel Hortense in. toutelatele.com

 

  • Daniel Larcher (Robin Renucci) : médecin de campagne, premier adjoint puis maire de Villeneuve après la disparition du maire précédent et époux d'Hortense(saisons 1 à 4); père adoptif de Tequiero ; frère de Marcel ; oncle de Gustave. Son père veuf décède en 1941. (56 épisodes)
  • Hortense Larcher, née Laude (Audrey Fleurot) : infirmière, épouse de Daniel(saisons 1 à 4) ; mère adoptive de Tequiero ; maîtresse de Marchetti (saison 2) ;maîtresse de Müller (saisons 3 à 6) ; tante de Gustave. (53 épisodes)
  • Tequiero Larcher (Lucas Tondelier-Roth,Tom Tondelier-Roth) : fils adoptif de Daniel et Hortense. Sa mère meurt en juin 1940. Son père apparaît en 1940 pour reprendre son enfant mais, avec la complicité de Jean Marchetti, Daniel et Hortense le gardent et l'adoptent officiellement. (Son père réapparaît en 1943 sous les verrous dans la même cellule que Marcel, il est fusillé peu après son incarcération. En septembre 1944 il est envoyé chez la mère d'Hortense).
  • Maria (Emmanuelle Michelet) : bonne des Larcher jusqu'en 1941(il n'est pas expliqué pourquoi elle est partie). (4 épisodes)
  • Sarah Meyer (Laura Stainkrycer), juive d'origine tchécoslovaque. Employée des Schwartz (renvoyée parMme Schwartz) puis des Larcher. Maîtresse de Daniel(depuis la saison 4) (elle est arrêtée par la milice française avec Ezechiel (Denis Sebbah), un juif recherché que Daniel et elle cachaient durant la saison 5). (32 épisodes)

Marcel e familia in. coolclassicseries.wordpress.jpg

 

  • Marcel Larcher (Fabrizio Rongione) : veuf de Micheline ; frère de Daniel et père de Gustave. Employé de la scierie. Amant de Suzanne, militant local du PC clandestin. Son père veuf décède en 1941(meurt exécuté sur ordre de Müller à la fin de la saison 5). (40 épisodes)
  • Micheline Larcher (Judith Henry) : femme de Marcel et mère de Gustave(décède d'une longue maladie au milieu de la saison 1). (3 épisodes)
  • Gustave Larcher (Maxim Driesen) : fils de Marcel et de Micheline. Neveu de Daniel et Hortense.(38 épisodes)
  • Théophile Larcher (Roger Dumas) : père de Daniel et Marcel Larcher, veuf, fervent patriote convaincu, il n'apprécie pas les idées communistes de son fils cadet(meurt de vieillesse en 1941 au début de la saison 3). (1 épisode)

Les Schwartz

Raymond in.toutelecine.challenge.tv.jpg

 

  • Raymond Schwartz (Thierry Godard) : patron de la scierie, il fournit les Allemands en matériaux ; époux de Jeannine(saisons 1 à 4) ; père de Marceau ; amant de Marie Germain (saisons 1 à 3 et 5) ; veuf de Joséphine (saison 5) et donc beau-frère d'Antoine (depuis la saison 5) ; entre dans la Résistance (à partir de la saison 5) (47 épisodes)
  • Jeannine Schwartz (Emmanuelle Bach) : épouse de Raymond(saisons 1 à 4) ; mère de Marceau ; épouse du nouveau maire Philippe Chassagne (saison 5) ; chef de l'entreprise « Schwartz Béton ». (40 épisodes)
  • Marceau Schwartz (Max Renaudin) : fils de Raymond et de Jeannine(part à Paris en saison 4 chez son grand-père maternel). (16 épisodes)
  • Joséphine Schwartz (Nathalie Bienaimé) : employée des Schwartz(saisons 3 et 4) ; épouse de Raymond Schwarz (saison 5) (se défenestre en saison 5 pour protéger son frère). (12 épisodes)
  • Antoine (Martin Loizillon) : beau-frère de Raymond Schwartz(saison 5). C’est le petit frère de la seconde épouse de celui-ci, Joséphine. Il est réfractaire au STO, se sauve dans le maquis où il prend la tête d’un groupe de réfractaires et devient le chef du maquis Antoine (s'engage dans l'armée à la suite de la libération de Villeneuve, en 1944) (17 épisodes)

Les Germain

  • Lorrain Germain (Dan Herzberg) : métayer des Schwartz ; époux de Marie(saisons 1 et 2) ; père de Raoul et de Justin (décède en saison 2 tué par sa femme). (8 épisodes)
  • Marie Germain (Nade Dieu) : épouse de Lorrain(saisons 1 et 2) ; mère de Raoul. Elle fait partie de la résistance gaulliste avec Albert Crémieux, Jules Bériot entre autres. Elle devient chef d’un mouvement de résistance. Maitresse de Raymond Schwartz (saisons 1,2, 5 et 6) (meurt pendue par Marchetti en 1944). (46 épisodes)
  • Raoul Germain (Thomas Mialon) : fils aîné de Marie et Lorrain(arrêté par les Allemands en fin de saison 4 et libéré par Antoine et Raymond Schwartz lors de la saison 5). (14 épisodes)
  • Justin Germain (Julien Labbé) : fils cadet de Marie et Lorrain(on ne le voit que dans la saison 3 lorsqu'il est réfugié avec sa mère et son frère chez Henri De Kervern et Judith Morange, il est ensuite envoyé dans la famille pour rester à l'abri). (4 épisodes)

Les Crémieux

  • Albert Crémieux (Laurent Bateau) : industriel juif qui vend son entreprise à Raymond Schwartz et s'engage dans la Résistance aux côtés de Marie, Jules Bériot et Vernet(meurt en saison 4 lors de l'action menée par la police de Vichy contre son réseau). (18 épisodes)
  • Anna Crémieux (Hélène Seuzaret) : femme d'Albert ; juive autrichienne(envoyée à Drancy lors de la saison 4 et probablement assassinée à l'Est) (7 épisodes)
  • Hélène Crémieux (Lucie Bonzon) : fille d'Anna et Albert(envoyée à Drancy lors de la saison 4 et probablement assassinée à l'Est) (10 épisodes)

Au commissariat

polícia toutelatele.com

 

  • Henri de Kervern (Patrick Descamps) : compagnon de Judith Morhange(quitte Villeneuve en saison 4) ; ancien commissaire de police de Villeneuve (saisons 1 à 2) ; s'engage dans la Résistance (saison 2) ; subalterne de Marchetti (saison 3) ; apparaît au chevet de son épouse Judith (saison 4) ; préfet de De Gaulle à Villeneuve en 1944 (saison 6). (Est blessé par les miliciens et sauvé par transfusion par Daniel à l'aide de Kurt , il est ensuite convalescent et obligé de ne pas marcher pendant 3 mois). (22 épisodes)
  • Jean Marchetti (Nicolas Gob) : agent desRG en charge de le la traque des communistes (saison 1), commissaire de police de Villeneuve puis chef de la police, collaborateur. Amant d’Hortense Larcher puis de Rita de Witte, une juive qu’il cache. Elle aura un enfant de lui : David. Il est arrêté par la police française et transfété à Dijon pour y être jugé fin de saison 6.(46 épisodes)
  • Rita de Witte (Axelle Maricq) : maîtresse de Jean Marchetti et enceinte de lui. Juive, sa mère (Annie Mercier) est internée à Drancy à cause de Marchetti(fuit en Suisse à la fin de la saison 4 après la découverte du rôle de son amant, est expulsée et revient en saison 6 , elle part en Palestine en fin de saison 6 avec Ezechiel , sa fille et David après l'arrestation de Jean). (12 épisodes)
  • Antoine Loriot (Olivier Soler) : policier, bras droit de Marchetti. Il devient chef de la Police de Villeneuve en fin de saison 6.(25 épisodes)
  • Vernet (Olivier Ythier) : policier résistant. Janvier et ses miliciens les assassinent, lui, sa femme et leurs deux jeunes enfants, en août 1944(épisode 1, saison 6).(16 épisodes)
  • Delage (Bertrand Constant) : policier résistant, agent double entre la Résistance et le commissariat. On ne sait pas ce qu'il advient de lui après la saison 5.(14 épisodes)

À l'école

Lucienne in. richardcotman.com

 

  • Lucienne Borderie (Marie Kremer) : institutrice, violée par Heinrich Müller, le chef de la Gestapo, maîtresse de Kurt, un soldat allemand(saisons 1 à 3) avec qui elle a un enfant ; épouse Jules Bériot après la mutation de Kurt sur le front de l’Est (depuis la saison 4). (45 épisodes)
  • Judith Morhange (Nathalie Cerda) : directrice de l'école ayant perdu son travail parce qu'elle est juive ; puis compagne du commissaire Henri de Kervern, envoyée à Drancy ; elle échappe à la déportation grâce à l'intervention du sous-préfet Servier, elle revient à Villeneuve, mourante(décède en saison 4). (28 épisodes)

Beriot in. programme.tv.jpg

 

  • Jules Bériot (François Loriquet) : Il succède à Judith Morhange à la direction de l'école et épouse Lucienne Borderie(depuis la saison 4) ; Franc-maçon et opposé au régime de Vichy, il devient responsable de la Résistance à Villeneuve. Il devient sous-préfet de Villeneuve en septembre 1944 en remplacement de DeKervern , convalescent.(38 épisodes)
  • Marguerite (Amandine Dewasmes) : nouveau professeur de chant de l'école de Villeneuve ; homosexuelle ; courrier de la Résistance qu'elle dénonce sous la pression(tuée par Vernet avec la complicité de Lucienne en fin de saison 5). (12 épisodes)

Résistants communistes et gaullistes

Resistentes in.premiere.france.jpg

  • Suzanne Richard (Constance Dollé) : maîtresse de Marcel ; agent des Postes et militante socialiste(saison 1), rejoint le PC clandestin. (31 épisodes)
  • Edmond (Antoine Mathieu) : cadre local du PC clandestin ; stalinien.(26 épisodes)
  • Max (Yann Goven) : militant local du PC clandestin ; proche de Marcel.(porté disparu après l'attaque contre le domicile du chef de la milice, probablement abattu par les soldats allemands dans la saison 6). (25 épisodes)
  • Natacha (Armelle Deutsch) : prostituée engagée dans la résistance(tuée par Lorrain à la fin de la saison 2). (5 épisodes)
  • Émilie (Maëva Pasquali) : ménagère révoltée ; finit par entrer au PC(déportée et probablement exécutée en saison 3). (5 épisodes)
  • Madame Berthe (Judith Rémy) : patronne de la maison close locale ; proche d'Heinrich Müller(saison 2) et des communistes (saison 4). (5 épisodes)
  • Yvon (Cyril Descours) : résistant qui rejoint le PC local(tué par Muller en saison 3). (6 épisodes)
  • Victor Bruller (Laurent Manzoni) : cadre du réseau gaulliste(tué par Morel en saison 4). (5 épisodes)
  • Vincent (Jérôme Robart) : transmetteur radio(meurt lors de l'action menée par la police de Vichy contre son réseau en saison 4). (5 épisodes)
  • Claude (Alexandre Hamidi) : compagnon de fortune d'Antoine. Il a étudié l'art dramatique à Paris(tué - selon Antoine - à la fin de la saison 5). (11 épisodes)
  • Anselme (Bernard Blancan) : paysan membre du réseau de résistance de Marie Germain. Devient chef du réseau après la mort de cette dernière.(14 épisodes)

Habitants de Villeneuve

Baile in.programme-tv.net.jpg

 

  • Ezechiel (Denis Sebbah) : juif tentant de fuir en Suisse, perd son fils ;(saison 2),retenu à l'école avec d'autres juifs,perd sa femme qui se suicide et fuit avec sa fille (saison 4), revient à Villeneuve et caché par Daniel Larcher puis arrêté par la milice avec Sarah Meyer (saison 5). Parvenant à s'échapper (on ignore comment) il revient à Villeneuve et rencontre Rita. (16 épisodes)
  • Eliane (Léa Betremieux) : amoureuse de Raoul, son père est quincaillier(saison 4), maîtresse de Marchetti et indic à la scierie Schwartz, tuée par Antoine (saison 5) (7 épisodes)
  • Inès (Annick Boyer) : secrétaire de Raymond à la scierie(quitte en saison 4 la scierie pour travailler en Allemagne). (9 épisodes)

Autorités françaises

  • Servier (Cyril Couton) : sous-préfet pétainiste de Villeneuve.(37 épisodes)
  • Philippe Chassagne (Philippe Résimont) : nouveau maire collaborateur ; mari de Jeannine(meurt fusillé sur ordre de Müller à la fin de la saison 5)(16 épisodes)
  • Morel (Pascal Casanova) : sous-brigadier, nommé brigadier en remplacement de Dupas, gendarme collaborateur et pétainiste convaincu(meurt lors de l'opération, tué par Vincent en saison 4)(7 épisodes)
  • Dupas (Bruno Rochette) : brigadier de gendarmerie chargé de l'arrestation des Juifs, rétrogradé après l'évasion de l'un d'eux(saison 4). (3 épisodes)

Autorités allemandes

Muller in. tumblr.com

 

  • Helmut von Ritter (Götz Burger) : Kreiskommandant de Villeneuve(muté sur le front de l'Est à la fin de la saison 2).
  • Heinrich Müller (Richard Sammel) : chef de la Gestapo(saison 2). Il devient l'amant d'Hortense. Muté sur le front de l'Est (fin saison 3), il revient ensuite à Villeneuve comme chef de la police allemande pour l'Est de la France (saisons 4 et 5), déserte pour fuir avec Hortense avant d'être arrêté par les américains (saison 6). (39 épisodes)
  • Kollwitz (Peter Bonke) : Kreiskommandant de Villeneuve en remplacement de Von Ritter(saison 3). Il est remplacé par Schneider (saison 5). (12 épisodes)
  • Kurt (Samuel Theis) : amant de Lucienne et père biologique de sa fille(muté sur le front russe durant la saison 3, de retour à Villeneuve en saison 6, grièvement brûlé, tué par Bériot, ivre). (14 épisodes)
  • Ludwig (Jochen Hägele) : officier d'ordonnance d'Heinrich Müller (Capturé par la résistance à la fin de la saison 6).(13 épisodes)
  • Schneider (Christopher Buchholz) : Kreiskommandant de Villeneuve en remplacement de Kollwitz(saison 5). Il quitte la ville avec la garnison pour fuir l'avance des Alliés (meurt abattu par Marchetti afin de sauver Rita et son enfant que l'officier allemand s'apprêtait à faire fusiller avec d'autres juifs dans la saison 6)(8 épisodes)
  • Krüger (Stefan Konarske) : Chef de la division dePanzers qui entre dans Villeneuve après le départ de la garnison allemande et qui fuit l'avance des troupes Alliés. Kurt se trouve dans son unité, il quitte Villeneuve après avoir soigné ses blessés. (3 épisodes)

Milice française

Milicians in. telestar.fr.jpg

 

  • André Janvier (Bruno Blairet) : chef de la Milice de Villeneuve. Fasciste convaincu et psychopathe sadique (blessé mortellement par Antoine en saison 6).
  • Alain Blanchon (Bruno Fleury) : commissaire de police de Villeneuve(saison 5), second puis chef de la Milice (saison 6) à la mort de Janvier (il meurt fusillé par Suzanne en même temps que ses camarades miliciens en fin de saison 6).
  • Alban (Fabrice Richert) : réfractaire au STO(saison 5), se fait arrêter par Marchetti et est reversé dans la Milice sous les ordres de Janvier, son parrain qui l'a pistonné (il meurt pendu par Raoul en septembre 1944 en fin de saison 6).
  • Xavier (Théo Cholbi) : jeune milicien, fasciste convaincu (il est probablement fusillé peu de temps avant ses camarades après avoir tenté de faire sauter l'école de Villeneuve en septembre 1944 en fin de saison 6).

Autorités américaines

  • Bridgewater (John-Christian Bateman) : capitaine américain auquel Marie demande de faire mouvement vers Villeneuve pour faire fuir les Allemands et empêcher une répression.(saison 6). (3 épisodes)

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Refratários in. tvmag.lefigaro.com

 Claude e Antoine, inicialmente refratários, posteriormente envolvidos na Resistência.

Antoine comandou a polícia, após a Libertação.

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publicado às 15:42

Portugal - Croácia

por Francisco Carita Mata, em 26.06.16

Allons enfants de la Patrie!”

 

“E este é também o apelo aos jogadores em França, para o embate com a Croácia. Que também não posso deixar de relacionar com essa realidade. Que melhor seria que as disputas entre povos se resumissem aos jogos, ao desporto em geral. Que este ano também é de Jogos Olímpicos e lembremo-nos como agiam os antigos gregos!”

Escrevera eu, ontem, no último post, sobre o episódio 12, da  6ª Temporada, da série “Uma Aldeia Francesa”.

 

E os atletas, apesar do apelo, desenvolveram um jogo frouxo e murcho, sem brilho nem chama, durante o tempo regulamentar. Apenas no final da segunda parte do prolongamento atingiram o fulgor próprio de um embate tira teimas. Ganhar ou perder!

 

E, numa jogada fulgurante da juventude, Renato Sanches, que arrancou do meio campo do adversário, coadjuvada pela experiência, por Nani e com Ronaldo na ala direita a acompanhá-lo, posicionando-se para o golo, (sempre à coca do golo!), Renato passou-lhe a bola, o ídolo rematou com a força e destreza conhecidas, a inteligência e a estética marcantes, a rasar o obstáculo - guardião, direcionando o esférico em diagonal à baliza, não fora a bola desviada por esse mesmo entrave, como era seu dever, o guarda-redes!

Mas há destinos e Destinos e nesta jogada, breve e mágica e feliz de equipa, surgiu o temperamental Quaresma, pela ala esquerda, correndo para estar no local certo, no momento exato e numa cabeçada instintiva, oportuna e sábia, colocou o esférico, onde ele mais almeja estar: dentro da baliza.

E, nesse momento mágico e glorioso, Quaresma passou a “Semana Santa” da fase de grupos; o “Calvário” dos empates e deu-nos, a todos, um “Domingo de Páscoa”! Mesmo sendo sábado!

 

Portugal in. maisfutebol.iol.pt. jpg

 

Vivam todos, sem exceção!

Que é em jogadas de equipa bem direcionada que se ganham os jogos! Por mais destacados que individualmente uns sejam relativamente a outros.

 

E, agora a Polónia!

Estudem a dinâmica da equipa, pontos fortes e fracos, estratégias e táticas, unam-se num objetivo comum e ganhem o jogo!

(Sugestões de quem nada sabe do assunto.)

 

E sobre a equipa da Croácia?

 

Que dizer daquele jogador chamado “Vida”, com várias oportunidades perdidas?

Que nível de frustração não terá sentido!

Calculo que o respetivo nome não tenha o mesmo significado que em português, mas será caso para mencionar...

Que dizer ao “Vida”, senão que: Raio e azar de vida!

Parabéns também à equipa.

 

E não posso também deixar de comentar o resultado do jogo entre o “País dos Galos”, melhor, “de Gales”, que até tem direito a Príncipe, o “de Charles”, e a Irlanda do Norte.

Num autogolo, um jogador irlandês, do norte, diga-se, deu a vitória ao “Principado” de Sua Majestade!

Teria sido o choque do Br – Exit? Britânicos, fora?!

Que na Irlanda do Norte e na Escócia até votaram maioritariamente pela permanência.

Não sei. Ignoro.

E, já agora, volto a insistir. Sendo um Reino Unido, porque apresentar-se, no desporto, pelos vistos não apenas nesse campo, assim dividido?!

Porque não só e apenas uma seleção do Reino, (real)mente unido?!

 

E, para finalizar e relativamente à nossa equipa, reforço o apelo:

Allons enfants de la Patrie!”

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publicado às 14:04

“Uma Aldeia Francesa” - Temporada 6 – Episódio 11

por Francisco Carita Mata, em 21.06.16

“Un Village Français

 

(Episódio Global nº 59)

(20 de Junho de 2016) 

RTP 2

 

Episódio 11- “Arrestations” – “Detenções”

Setembro de 1944

 

A sacanagem da baixa política!

 

“Jean Marchetti esconde-se em casa de Rita. Os problemas do quotidiano agravam-se: abastecimento, saúde, alojamento… É a penúria.” (…)

 

Os aliados de ontem tornam-se, hoje, adversários, melhor, inimigos, dados os métodos que utilizam para conquistar o poder!

 

Faltam bens essenciais, falta de tudo, em Villeneuve. A população revolta-se, que onde há fome... fazem-se pilhagens. Reina a desordem. As esperanças associadas à Libertação esvaem-se, por entre a incapacidade de a República dar de comer a quem tem fome. Há quem tenha saudades de Vichy!

As autoridades na pessoa do prefeito, Bériot; do chefe da polícia, Antoine; do presidente do CDL, Edmond, tentam dar resposta às múltiplas necessidades, mas onde não há pão, não há mantimentos para distribuir...

Também, entre eles, a baixa política insere-se ignominiosamente, insidiosa, da pior maneira.

As gentes envolvem-se à pancada por um pedaço de pão.

 

(E não posso deixar de reportar para o que se passa ainda e atualmente. E já que estamos em França, onde atualmente decorre o “Euro”, para aquela cena de ignomínia dos adeptos (?) ingleses a atirarem moedas a crianças pobres!!! E vão estes... que chamar-lhes (?), votar sobre a permanência ou saída do Reino Unido da União Europeia!!)

 

E à pancada andou Ezechiel Cohen, por causa do abastecimento e nada trouxe, além da cara esmurrada.

“Apertamos o cinto”, lhe disse Rita.

“Penso cada vez mais na Palestina” (E sobre este assunto também há tanto para inferir...)

E Ezechiel falou-lhe das vantagens de seguirem como família, apesar de Rita não ter papéis... Que em Lyon preparam idas para esse território.

 

E Rita chamou Jean: “Jean, vem, por favor!”

E apresentou-os. “Acho que já se conhecem”

Jean, vem do hebraico, de Yonah: “Deus tem piedade!” Comentou Ezechiel.

Terá?! Pergunto eu. Merece piedade?! Obterá o perdão?!

 

Suzanne, agora desamparada de amor, que “o gaullista” a deixou para outra da mesma geração, vagueia pela rua e dirige-se à sede do CDL, onde houvera uma invasão da turbamulta.

Edmond arrumava as mesas e cadeiras derrubadas...

Falaram da omissão da vida privada, no contexto do partido... (Onde e sobre quem tanto essa situação foi sonegada durante décadas, melhor, durante a vida inteira, de um certo e emblemático e carismático personagem da vida política portuguesa?)

Edmond morrera-lhe a mulher há dois meses, nada dissera. “Morreu por um ideal.”

“E tu, que queres? Lamentares-te ou bateres-te por ideais?” Edmond interpolou a militante Suzanne.

“O partido quer conquistar a câmara. Derrotar Bériot.”

 

E Edmond encomendou, a Suzanne, que soubesse se nos arquivos da esquadra haveria alguma coisa que tramasse Bériot e a mulher, que, em tempos, se falara de uma paixoneta desta por um boche. (Paixoneta!)

Suzanne tinha, na polícia, dois “conhecimentos” chave. O chefe, o “gaullista” Antoine e Loriot, (como classificá-lo?), novamente membro da esquadra. Ambos também suas paixões ou paixonetas.

E Suzanne, à partida, excluiu Antoine, não iria manipulá-lo e atacou Loriot, o “bigode mais jeitoso de Villeneuve”!

Inicialmente o polícia retraiu-se, não confiava totalmente nela.

 

Lembra-se, caro/a leitor/a, que foi devido a esse relacionamento que Suzanne foi considerada traidora, no contexto da célula do partido?

Onde isso já vai, me dirá.

 

Mas há lá homem que resista ao elogio do bigode, para mais provindo de uma cara bonita  e charmosa?!

E Loriot comprometeu-se. “A troco de nada. Em nome dos velhos tempos.”

Em troco de nada, Loriot, que já anteriormente informara de que Antoine andava de amores com a irmã de Alban, eu pensei que ela já saberia... Loriot, repito, a troco de nada sempre trouxe alguma coisa.

Em primeiro lugar, que ele é um senhor galante, ofereceu-lhe um ramo de flores. Lembrando velhos tempos ou preparando os novos, que a rapariga anda desamparada.

E o pretendido. Nada sobre Bériot, vasculhados os arquivos de 41, mas algo sobre outra pessoa. Ainda melhor!

E que pessoa acha que será? (Pensei em Lucienne.)

 

E Suzanne entregou o documento a Edmond, que sorriu, cinicamente, como é habitual no seu personagem.

 

Lembremos que este documento será, em princípio, para tramar Bériot.

Daniel in. leblogtvnews.com

 

Este, como também já referimos, convidara o médico, Daniel Larcher, para colaborar com ele na prefeitura, sob condições mutuamente estabelecidas.

Encarregara-o de inventariar situações de resolução de três problemáticas prementes na Cidade: Saúde, Alojamento, Alimentação.

(Lembram-se da canção “Liberdade” de Sérgio Godinho?! “Casa, Pão, ...”

E estas prioridades também foram algumas das emblemáticas após o 25 de Abril.)

 

Voltemos à realidade ficcional.

Larcher desempenhou as suas funções muitíssimo bem, apresentando as soluções encontradas, em reunião com o prefeito e o secretário, Hector.

Sobre a Saúde, com recurso às freiras do convento, que haviam concordado e disponibilizado os seus meios; sobre Habitação, também explicitou soluções concretas e sobre Alimentação, não trouxe ainda dados precisos, mas propôs reunir-se com Servier, que sabe, de certeza, onde buscar víveres.

Dito e feito, reunido com o dito cujo, este concordou em dizer-lhe onde achar alimentos, na condição de lhe trazerem um salvo-conduto para emigrar para a Suíça e um bom jantar para a mesa.

(É caso, para dizer: Que mamão! Que foi o que ele fez em toda a ocupação, mamar, lamber botas, servir e servir-se.)

 

E, em “reunião de prefeitura”, a que compareciam também membros do CDL, presidido por Edmond, que fora encarregado por Bériot de chefiar a questão do abastecimento da cidade, o prefeito contava apresentar Larcher, e as suas pesquisas, como um trunfo.

Enganou-se. Mas lá iremos.

 

Antes, julgo que em reunião anterior, em que estiveram ambos os chefes das fações, agora oposicionistas; Bériot, gaulista e Edmond, comunista, atiraram-se “mimos elogiosos” um ao outro, sob os auspícios de um retrato do General De Gaulle.

Edmond, “elogiando” Bériot, cuja polícia, chefiada por Antoine, libertava colaboracionistas, referia-se à chata da Jeannine; em vez de prendê-los, que o “carniceiro” Marchetti ainda andava a monte.

Bériot, por sua vez, mimoseava Edmond, cujo abastecimento, de que era o delegado, era uma desgraça.

Andavam numa inventariação fictícia das necessidades da população, quando não havia nada para distribuir, aproveitando para propor às pessoas a adesão a um determinado partido, cujo nome não disse.

Igualmente defendeu Loriot, pela sua competência; Edmond não o saberia ainda, Bériot provará, sem o saber, do veneno dessa mesma eficiência.

Também Daniel Larcher teve direito a ser defendido, e concordo inteiramente, pela sua “Generosidade e sentido de Humanidade”.

 

 

E, voltando à reunião de prefeitura em que Bériot apresentou Larcher como colaborador, elogiando a sua competência no encontrar de soluções, para três problemas prementes na Cidade: Abastecimento, Alojamento, Saúde.

Edmond, cínico, questionou-o:

- “Confia nele?!”

E lançou a bomba.

“A partir de um documento que, por acaso, nos veio parar às mãos, sabemos que Daniel Larcher era, em 1943, informador da polícia alemã!”

E apresentou o documento assinado por Heinrich Muller.

Lembramo-nos perfeitamente dessa situação de quando o médico estava preso juntamente com o irmão, Marcel...

 

Que acha senhor/a leitor/a ?!

 

Neste caso, eu opino sem quaisquer dúvidas ou hesitações.

Foi uma verdadeira “sacanagem”!

 

E foi um lavar de roupa suja e atirar de lama... sobre um ser humano intrinsecamente bom, apesar das contradições inerentes ao comportamento de qualquer homem ou mulher, para mais em tempos tão complicados.

Ma é assim a política, para mais a baixa política!

E o médico foi logo ali despedido, que Bériot pode, quer e manda, e enviado para prisão domiciliária, a juntar-se à mulher Hortense, que foi a alma dos seus pecados. Mas também a razão de estar vivo.

Que as vivências, os comportamentos, as atitudes dos diversos personagens são multifacetadas.

Como, aliás, de todo e qualquer Ser Humano.

Nem sempre preto é preto, nem branco é branco!

 

Veja-se que Daniel, apesar de o considerarmos um homem bom, ainda rematou:

“Vou contar quem é o seu hóspede.

O hóspede já se foi.” Retorquiu o prefeito.

(Afinal não terá sido este médico que passou a certidão de óbito, como eu julgara.)

 

E ainda há mais para contar?

 

Já referi que Jeannine fora presa pela “purga”, chefiada por Anselme, que queria saber do dinheiro que ela ganhara a reparar tanques dos boches e para o ir buscar, para poderem comprar alimentos para os necessitados.

E que a queriam julgar e mais tornas e deixas nestes casos.

 

Mas havia ordens superiores de Bériot, sempre ele, de que ela fosse recuperada e dessa ordem e execução se encarregaram Antoine e Loriot.

 

(E foi uma verdadeira cena de duelo, de filme de “cow-boys”, a que só faltou o herói, Antoine, ir montado no seu corcel branco.

Esclareça-se, que, à data, este género de filmes ainda não dominava o mercado, nem sei se já teria surgido, nem a filmografia americana ainda era dominante, nem sequer a indústria cinematográfica atingira a importância que viria a alcançar nas décadas seguintes, no pós-guerra.)

 

Certo é que Antoine libertou Jeannine!

 

E sobre outro verdadeiro colaboracionista e verdadeiro criminoso, per si, que a guerra não justificava as suas atitudes criminais, nem as ações que praticou, sobre o “carniceiro” quero ainda falar.

 

A cena final em que o “miúdo”, Antoine, que Loriot julgara enganar, voltou à casa onde o criminoso, Marchetti, se acoitava e os apanhou, a ambos, a conversar, paradoxalmente Jean com o filho David ao colo, foi uma cena antológica de filme de ação.

 

E aguardemos o próximo e último episódio desta sexta temporada, certamente o derradeiro da série, porque a sétima provavelmente nunca mais aparecerá, nem sei se já foi concluída a sua realização, nem se já passou em França.

E, ao que me parece, a RTP2 retorna a outra série já apresentada anteriormente.

 

E, como sempre, muito ficou ainda por contar!

 

 

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publicado às 17:49

Portugal - Áustria: Questões Pertinentes? Perguntas Impertinentes?

por Francisco Carita Mata, em 19.06.16

A angústia de um Jogador que falha um penalty.

/

O reverso da medalha

 

Algumas opiniões ou questões lamechas!

/

"As conversas são como as cerejas"!

 

Já tinha implicitamente escrito no blogue, num post, a propósito da série “Um Crime um Castigo”, que em princípio, não escreveria mais sobre essa personagem mediática, que enche mentes e corações de milhões de adeptos por todo o Mundo, isto é, Ronaldo.

 

Mas depois de ontem e do jogo Portugal – Áustria, vá lá resistir a deixar alguns comentários, melhor, algumas questões, não sei se pertinentes se impertinentes. Se lógicas, se nonsense!

 

Penalti in. cmjornal.xl.pt.jpg

 

De certo modo, ontem, Ronaldo viveu a situação de “reverso da medalha” relativamente à final dos Campeões Europeus, modernamente intitulada “Champions”, em que marcou o penalty da vitória do Real de Madrid, frente ao Atlético, também da mesma cidade.

Compartilhou a angústia, a frustração, o desespero, do jogador do Atlético, cujo nome não fixei, “dos fracos não reza a História?”, mas sobre quem tentarei pesquisar. Sobre quem, aliás, também tinha pensado em perorar, na sequência dessa final madrilena, realizada em Milão!

 

Observa-se no jogador uma enormíssima tensão e frustração, resultantes do falhanço na concretização dos tão almejados golos. Tão enorme é o desejo de concretização e tão acentuada é a permanente focalização da câmara e consequente imagem, na vedeta, projetando para milhões e por milhões, o sofrimento e angústia, os sentimentos estampados no rosto do atleta! Algo permanentemente observável, nomeadamente nestes dois jogos do Euro, também praticamente os que vejo, que, habitualmente só visualizo estes embates emblemáticos.

 

E aqui deixo algumas questões:

- Senhor Leitor, Senhora Leitora, (atualmente, as Senhoras também jogam futebol), consegue colocar-se no posicionamento de um jogador, diante da baliza adversária para marcar um penalty?

- Que sentimentos, que pensamentos, que lembranças, que imagens de passado ou de futuro, que desejos, que...sei lá, sabemos nós, ou saberá ou terá consciência o próprio marcador, naqueles momentos marcantes, que antecedem e materializam o ato de chutar a bola?!

 

- Já alguma vez marcou algum penalty?

 

Das possíveis sensações experimentadas pelos próprios, quando marcam, conseguimos pelo menos imaginá-las, pelas expressões que nos são transmitidas e amplificadas pelos media.

Quando falham, também.

Que jogar, é ganhar e é também perder, cara e coroa da mesma moeda!

 

Outra questão:

Ronaldo, ontem, falhou, inexplicavelmente (?), a baliza, o espaço entre as traves, onde era suposto, preciso e necessário, introduzir a bola. Todavia e de uma forma certeira, apontou na trave esquerda, na sua perspetiva; direita, do guarda-redes.

Este preâmbulo, poderá parecer um paradoxo, mas lá vem a questão.

 

- Em termos estatísticos, o que tem maior probabilidade de acontecer, o jogador rematar e a bola dirigir-se ao espaço das redes, podendo ou não entrar nelas, ou o remate ir acertar numa das traves?!

Dir-me-á, ou direi eu... Que é na baliza, entre as traves, nas redes, onde é maior essa probabilidade. Não só porque o espaço é muito maior, apesar de um obstáculo móvel e inteligente e com vontade própria no meio, o guarda-redes, mas também porque é essa a vontade, a intencionalidade, a motivação, a ação, do rematador.

O acertar na trave tem pois uma probabilidade muitíssimo menor de ocorrência. Bastaria fazerem-se estudos estatísticos sobre o assunto e os resultados matemáticos confirmariam esta afirmação.

O mais difícil é a entrada nas redes, dada a existência do guardião! Apesar de ser essa a intenção do rematador.

- E quero eu inferir algo sobre esta questão?!

Deixo isso à sua consideração, cara leitora, caro leitor!

 

- E será que quero ainda levantar mais alguma questão sobre estas problemáticas do Euro, dos jogos, dos jogadores?!

Pois quero!

Começo por referir, que não percebo nada, nem pretendo nada sobre as designadas “questões de bancada”, ou de “treinadores” da dita cuja.

Só gostaria de tomar a liberdade de expressar uma, não sei se sugestão, se questão, ou sei lá o que seja, ao excelentíssimo senhor selecionador, Fernando Santos, que não vai de certeza absoluta, ler este ou qualquer outro post deste blogue.

 

- Senhor Selecionador, não acha que os rapazes estão demasiado tensos?! (Demasiado, é favor, que eu acho que eles estão excessivamente tensos.)

- Antes do próximo jogo, Portugal – Hungria, que é imprescindível que ganhem, não acha que eles, pelo menos os mais marcantes ou os que assim quisessem, ou todos sem exceção, precisariam de algum relax?!

(Isto digo eu, que não percebo nada do assunto e espero que me tenha feito entender...)

 

E ainda sobre o momento marcante da marcação do penalty.

Será que Ronaldo pensou em alguém? No filho? No pai? Na mãe Dolores? Na família? Na célebre ex - ? Em nada? Em ninguém? ...?

Com tanta força e energia dirigida à trave, não sei...

O que acha?!

(...)

 

E, agora e também uma sugestão (?), à "nossa" querida Tia Dolores e Vovó Ronalda.

(Que também não irá lê-la, de certeza absolutíssima!)

Gosto imenso de a ver nos cartazes publicitários da banana da Madeira. Que também é a minha preferida!

Mas não aprecio especialmente a exposição mediática a que o seu querido netinho está permanentemente sujeito.

Aliás, normalmente detesto esses programas televisivos em que crianças são expostas nos media!

 

Não sei porquê, lembram-me as crianças e recorda-me o netinho, esse personagem lendário, essa criança cantora, ave canora dos filmes espanhóis dos anos sessenta, do século XX, da Espanha franquista, essa voz cortante e avassaladora de corações, na época, o celebérrimo Joselito.

Alguém ainda se lembra?!

Daquela voz de rouxinol agrilhoado, sofredor, na sua condição de humilde prisioneiro da pobreza e obscurantismo desses tempos? Daquele trinado canoro, que partia qualquer coração empedernido, para mais de crianças?!

Daquelas histórias de vida que perpassavam no enredo dos filmes, de fazer chorar as pedras da calçada?!

Ainda hoje me lembro...  E de como, quase sempre, me faziam emocionar, quase chorar... ou chorar mesmo!

 

E, se faz favor, observe, caríssima Leitora, caríssimo Leitor.

Como começámos e onde terminámos.

 

Que isto das conversas, são como as cerejas!

 

 

 

 

 

 

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publicado às 15:54

“Uma Aldeia Francesa” - Temporada 6 - Episódio 5

por Francisco Carita Mata, em 11.06.16

“Un Village Français

(Episódio Global nº 53)

(10 de Junho de 2016)

 

RTP 2

 

Episódio 5 – “L'homme sans nom” – “O Homem sem Nome”

28 de Agosto de 1944 

 

 

Quem é este “Homem sem nome”?

 

Muller, “caçado” com Hortense, ambos presos pelos americanos, que ela afirma ser seu cliente de favores sexuais, assumindo-se como prostituta, e negando terminantemente conhecê-lo?!

 

Marchetti, de nome por demais conhecido, ativamente procurado pelos “Resistentes”, mas passando despercebido aos mesmos, sonegando o nome, renegando-se enquanto tal, inclusive afirmando-se de judeu, (!), escondendo-se no celeiro e, mais uma vez, incógnito aos seus “caçadores”?! Enquanto Rita, o filho, David, ao colo, se apresenta aos perseguidores, ficando ele, cobarde e cinicamente, a vê-los partir, por entre as frinchas do palheiro, sorrindo de soslaio...?

 

Ou Kurt, amado sempre esperado por Lucienne, que faz de enfermeira, coadjuvando o Drº  Daniel Larcher, sempre na secreta e remota esperança de ele um dia voltar, de preferência à civil, que é como quem diz, em paz?!

 

Nesse difícil papel de enfermeira, ela que era apenas professora primária, na Escola transformada em hospital de campanha, para tratamento dos feridos alemães, Lucienne tratava com desvelo os jovens feridos e politraumatizados, sempre na guardada fé, não declarada, segredo seu, apenas revelado a soldado moribundo, que ele, Kurt, o seu eterno romance, um dia retornasse.

E, fosse ou não Kurt, não sei, apenas me apercebi que, no findar do episódio, Lucienne, ao destapar a mão entaipada, do soldado queimado, todo enrolado em ligaduras, nessa mão descobriu a do seu Kurt. E a beijou e acariciou como tal.

Será ou não será?! Ou será que ela nele vê e revê o que o seu coração deseja?!

Ou é apenas uma partida do guionista para nos deixar presos para o próximo episódio, para mais ainda com fim-de-semana prolongado de permeio e o “Europeu” também em França?!

Sinceramente, não sei!

(E, dir-me-á que há aqui incongruências...)

 

Neste episódio verificámos que, afinal, os alemães ainda não abandonaram de todo Villeneuve. Para além dos feridos, ainda há soldados ativos, e a fazerem estragos.

Na espera do aguardado comboio que levaria os restantes para Belfort, juntamente com os milicianos e os judeus presos, o comandante alemão, julgo que Schneider, ordena aos milicianos que abatam os judeus.

Estes, finalmente(!) recusam-se a obedecer e face à tentativa dos alemães agirem, disparando selvaticamente sobre inocentes, Marchetti, também ali presente, e alguns milicianos, disparam sobre os boches, impedindo um massacre de crianças e mulheres judias.

Acha abnegada e altruísta a atitude de Marchetti, o “carniceiro de Villeneuve”?!

Desengane-se.

Marchetti apenas quis salvar o próprio filho e a mulher que amou, a judia Rita de Witte!

 

E com ela e o filho foge, deambulando pelo campo, até que se acoitam numa quinta abandonada.

Nessa deambulação e caminhada foi uma oportunidade de se confrontarem sobre amor e desamor, sobre o passado recente de ambos, de como ela e porquê regressou da Suíça, para onde ele a levara; do que ele fizera nesse tempo, dos crimes que cometera entretanto, para além de prender crianças e mulheres, do porquê do epíteto que lhe atribuíam.

Também do seu passado remoto, dos pais que ambos não conheceram... Também de futuro, do que fazerem, reatarem ou não o relacionamento, que Rita não deseja, que por ele apenas sente “mágoa e desprezo”. Da atribuição de paternidade a David, filho de ambos, que Rita também recusa, que “David é uma criança sem pai”!

Rita já não quer nada com a França. Não esqueceu 1942 e a forma como os franceses trataram os judeus. Talvez vá para a América... Londres... Portugal...

 

Marchetti é perseguido encarniçadamente. Por enquanto, ainda não foi apanhado...

Por enquanto... Que Rita, apesar de tudo, e de todas as razões que tem para o odiar, não o denunciou.

 

Hortense e Muller foram presos pelos americanos.

Negam conhecer-se, ela afirma-se prostituta, (fugiu-lhe a boca para a verdade?!), sujeita a interrogatório, confirma sempre essa versão, tenta seduzir o oficial americano, mas é presa numa cave juntamente com outras mulheres francesas suspeitas.

E quem vai ela encontrar na mesma condição de suspeita, mas como supostamente espia?!

Pois precisamente a temperamental Jeannine.

Entram em conciliábulo. Jeannine sugere não revelarem os seus segredos, mas, mal é levada presa e ameaçada de ir a julgamento para Besançon, e não ser eventualmente socorrida pelo providencial papá, logo imediatamente denuncia Hortense dando a conhecer que o respetivo “cliente” é nem mais nem menos que Heinrich Muller, o célebre e procurado chefe do SD de Villeneuve!

 

Gustave in. youtube.com

 

Gustave, filho de Marcel e sobrinho de Daniel, foi apanhado pelos alemães a fazer contrabando no mercado negro.

Ia ser fuzilado, não fora a providencial chegada do tio Daniel, que conseguiu, com calma e persuasão, apesar de armas apontadas, convencer o soldado alemão que podia colaborar com eles, ajudando-os a salvar e operar feridos, na sua qualidade de médico. 

Daniel in. telestar.fr.jpg

E foi nesse contexto que ele reiniciou a efetiva colaboração com a designada, circunstancialmente, enfermeira, a professora primária, Lucienne!

 

E que acontecerá a todas estas personagens?!

 

Quem também regressou ao elenco e ao enredo foi o enigmático De Kervern.

Agora todo-poderoso e cheio de ares de prosápia. Investido na qualidade de prefeito da cidade.

Dando ordens e afirmando objetivos de ação: Restabelecer a ordem, prioritariamente; apanhar colaboracionistas, sem perdoar...

Despediu-se: “Meus Senhores...”

Mas foi corrigido por Suzanne: “Meus Senhores e minha Senhora!”

Foi olhada de soslaio...

 

Estou na Resistência, desde 1940!”

 

Suzanne in. toutelatele.com

 

Esta personagem, Suzanne, é por demais interessante sob múltiplos aspetos: enquanto mulher, cidadã, política, trabalhadora, “Resistente”, militante...

Agora de namoro com Antoine, o herói romântico do “Desfile”, bem tenta encaminhá-lo... Mas ele apenas quer brincar com ela ao jogo de “pedra, papel tesoura” ou mesmo à “macaca”.

Ou que ela lhe narre o conto da “fonte do ouro”.

 

“... a fonte do ouro está no teu coração.”

 

E, deste modo, por hoje, termina esta narração!

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publicado às 13:46

“Uma Aldeia Francesa” - Temporada 6 - Episódio 3

por Francisco Carita Mata, em 09.06.16

“Un Village Français

(Episódio Global nº 51)

(8 de Junho de 2016)

 

RTP 2

 

“La Corde” – “A Corda”

27 de Agosto de 1944

 

Título sugestivo: “La corde” -  “A corda”.

Que os alemães, comandados por Schneider, antes de abandonarem Villeneuve, face ao avanço das tropas aliadas, não sei se maioritária se exclusivamente americanas, deixaram ainda acentuadamente a sua marca de terror.

Convocaram a população, obrigaram (?!) os fascistas dos milicianos, para a execução - chacina de vários cidadãos da cidade, que enforcaram na praça, aos olhos aterrorizados e angustiados de familiares.

(Mas, nesta fase da guerra, como e porquê as designadas “autoridades” da cidade, ainda se sentem “obrigadas” a cumprirem ordens dos alemães?!

Como puderam tantas vezes, durante tanto tempo e tantos franceses serem autores ativos na morte de seus concidadãos, tão franceses como eles?!?!)

 

Como subtítulo também poderíamos designar:

A morte escusada / supérflua de uma Heroína (?)

Ou, a morte ignóbil (?), trágica, de uma Heroína (?)

 

Sim, porque neste episódio e no contexto dos enforcamentos, Marie Germain também sofreria a mesma sorte e morte de milhares dos seus concidadãos. Digamos, que mais uma vez, não sei se de forma trágica, se ignóbil, se escusada ou supérflua, Marie compartilhou a sua vida, a sua “Causa”, com os seus compatriotas.

Na minha perspetiva, fora eu guionista, e não “matava” a Heroína! Pelo menos assim...

Dar-lhe-ia um outro Destino. Glorificá-la-ia! Trataria de a fazer comparticipar nos festejos da Vitória.

Se a “matasse”, seria em batalha, em ação, em luta, sei lá, rebentando a ponte, ou com um tiro disparado por um inimigo.

Mas Destino é por vezes destino e neste quem manda é o guionista.

 

Irónico, mas extraordinariamente exemplificativo e paradigmático, é que o seu carrasco tenha sido Marchetti, esse personagem execrável, desumano, cheio de ódio pelos outros seres humanos...

Foi ele quem lhe pôs a corda ao pescoço, quem a prendeu, quem a esticou... mas quem a “puxou”  não terá sido a própria Marie?!

“Lacaio miserável...”

E Marchetti deu um pontapé no banco para onde obrigara Marie a subir. (E porque subira ela?!)

E ficou a baloiçar, presa na forca...

 

Que mal lhe fez a Humanidade?!”

(Lembramos que Jean Marchetti se referira a si mesmo, como um filho da “assistência pública”...)

 

Marie e  Raymond in. toutelatele.com

 

No seu idealismo, Marie merecia outra sorte e diferente morte!

Até porque andava novamente de amores com Raymond.

Que a ouviu chamá-lo, quando ela se aproximava da ponte antes de ser presa por uns soldados, que não consegui identificar totalmente.

Pareceu-me que Schneider os apelidou de “bávaros”...

 

E sobre bávaros, Baviera, Alemanha, lembramos Muller e Hortense.

“Casados” sob nome falso; “casados” sem aliança, mas de tesoura; “casados” por pacto de sangue... estão sós, auto centrados, entregues a si mesmos, na floresta, projetando fugir para a Alemanha, que para a Suíça se tornara de todo impossível, que o exército americano já ocupara essa via.

 

E foi também para a Alemanha que o resto do exército alemão ocupante de Villeneuve conseguiu fugir, sem o prometido (?) impedimento dos americanos.

 

Prometido ficou também o acordo firmado entre as ainda autoridades “legais” da cidade e os “Resistentes”.

Acordo difícil, finalmente selado por documento de papel assinado!

 

Da salvaguarda de redenção ficaram excluídos, entre outros personagens, os milicianos e Marchetti. Que está carregado de culpas no cartório!

No final do episódio, vimo-lo carregar a sua mala, a caminho de um destino improvável, pelas ruas amarguradas de uma Villeneuve antiga e pobre, marginal, diria eu que um antigo bairro suburbano, certamente de grupos sociais minoritários e ostracizados.

Digo eu, porque li em excerto de futuros episódios que ele se irá refugiar em casa de Rita, judia, e sua antiga amante...

 

Aguardemos...

 

Notícias boas: Antoine e Suzanne, novo par amoroso, conseguiram salvar-se.

 

 Temporada 6

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publicado às 16:14


Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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