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Uma Equipa de Jovens… Com alguma Idade!

por Francisco Carita Mata, em 01.11.17

Associação Portuguesa de Poetas

 

Momentos Original Helena Cruz APP Out. 2017. jpg

 

Dinamismo. Trabalho. Competência.

Juventude!

 

Retorno à Poesia!

Também para falar da Associação Portuguesa de Poetas. E para continuar na divulgação dessa nobre Arte, a Poesia!.

 

A APP é uma Associação, com uma enorme vitalidade.

De certo modo, só faz sentido que assim seja, dado que está nos seus trinta e dois anos, mas esse facto também se deve ao dinamismo dos Associados e, obviamente, da respetiva Direção. Ao seu trabalho e competência.

 

Consultando as atividades mensais desenvolvidas e as previstas de realizar, verificamos uma grande azáfama, tanto da Associação, como dos Associados:

- Lançamentos de antologias coletivas, de livros individuais, de boletins culturais; organização de tertúlias variadas, eventos diversos de caráter cultural, por todo o Portugal e também no Brasil, centrados ou com a participação de sócios; prémios de poesia; reconhecimento do mérito e do trabalho de poetas e poetisas associados da APP, em ambos os Países irmãos, por diversas, diferentes e prestigiadas Instituições; programas de rádio, workshops poéticos, palestras, peças de teatro, blogues… artes plásticas, música, canto. Eu sei lá!

 

*******

 

Vou falar apenas e um pouco de três eventos a que assisti e/ou participei, no finado mês de Outubro.

 

A vinte e nove, (29/10), a habitual Tertúlia da APP, de final do mês, na sede da Associação: Rua Américo de Jesus Fernandes, nº 16 - A, aos Olivais, Lisboa.

 

Helena Cruz APP 2017.jpg

 

Integrada e inaugurada nesse contexto, uma bela Exposição de Pintura, “Momentos”, da associada, pintora Helena Cruz.

São de sua autoria, os quadros, que tomei a liberdade de enquadrar como ilustradores deste post.

Obrigado!

 

Também nesse enquadramento, foi apresentada a XXI Antologia, “A Nossa Antologia”, com 89 Autores. (Quase a bater o record da “V Antologia de Poesia Contemporânea”, organizada por Luís Filipe Soares, sócio nº 1 da APP, em 1988! Com 97 autores.)

 

XXI Antologia APP capa. Original Teresa Maia. jpg

 

Com uma sugestiva capa, ilustrada a partir de “Camões”, desenho a tinta-da-china, de Teresa Maia. (Composição e arranjo gráfico de João Luís.) Editor: Euedito.

 

No decurso da Tertúlia, todos os Poetas e Poetisas presentes, a maioria participantes da Antologia, tiveram oportunidade de ler/dizer/recitar/declamar um dos seus poemas. Alguns até nos demonstraram o seu estro de cantantes!

Obrigado a todos. Belos momentos vivenciados!

Também li um dos meus poemas publicados: «Empresta-me um Sonho».

 

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No dia quinze, (15/10), reiniciou a APP a já tradicional “Tertúlia do VÁ VÁ”.

Evento já com história, dado que proveniente de anteriores Direções da Associação. Interrompido algum tempo, devido às obras no café – restaurante.

 

Oportunidade para a apresentação do livro de poemas de Alcina Viegas, “Versos Do Meu Sul”, Edições OZ, 2017.

A imagem de capa reproduz um óleo s/ tela, também da Autora. (A capa e paginação são de Paulo Reis e a revisão de Paula Oz.)

 

Deste livro, tomei a liberdade de transcrever o poema “Além do Tejo”, pag. 22.

 

«Para além do Tejo,

os campos que vejo

são de sol dourado…

Os verdes trigais

e o chão semeado

são pão amassado

com dores e com ais.

E os verdes fatais,

cor dos olivais

são belos poemas,

às moças morenas.

Tem de Florbela

a dor e a candura

são amores em chama,

de uma alma pura,

alma alentejana.»

 

(Já conhecia a poesia desta Autora do blogue “Rumo ao Sul”.)

 

(Neste evento, de sala cheia, com mais de quarenta pessoas, apenas assisti. Não participei na tertúlia.

Tenho a realçar que a sala, per si, é adequada. Mas é pena que a porta que dá para o café, tendo um bonito rendilhado na sua estrutura, este não esteja coberto com algum material, vidro, por ex., de que resulta que, mesmo estando fechada, é como se estivesse permanentemente aberta…

Mas lá diz o ditado: “ a cavalo dado…”)

 

A APP prevê continuar a realizar estas tertúlias, mensalmente, nos segundos domingos.

A próxima está prevista para 12, do corrente mês, pela 16h. 30’.

Café – restaurante "VÁ VÁ", Lisboa, cruzamento da Avenida de Roma, com a dos Estados Unidos da América!

 

*******

 

Ainda no domínio das tertúlias também a APP iniciou recentemente uma nova.

Em Almada, a “Tertúlia Almadam”: terceira 3ª feira de cada mês.

No Café “Le Bistrô”, Rua dos Espatários, 2.

(Junto da Igreja de S. Sebastião, bonita de visitar, diga-se e perto da paragem de Metro, precisamente de Almada.)

Tem coordenação de Maria Melo e responsabilidade de Maria Leonor Quaresma.

A próxima será dia vinte e um, (21/11), pelas 16 horas.

 

Participei, com muito gosto, na anterior, a segunda a ser realizada, no transato dia dezassete, (17/10/17).

 

Apresentei: “Aquém – Tejo” e “Retalhos do Alentejo”.

 

Participaram:

Felismina Mealha: “Lisboa, Sonho Contigo” e “Clara Mestre”.

Clara Mestre: “Jovem Senhora” e “Maria Campaniça”, de Manuel da Fonseca.

Maria Melo, de “Aldravias”: “Meu Verso” e “Estrela Guia”.

Maria Petronilho: “Frágil Força” e “Como gostaria de ser Poesia”.

Carlos Cardoso Luís: “Auto Apresentação em Verso” e “Viagem pela Cidade”.

Márcia Cabral da Rocha: “Nesse Instante” e “Bela é a dor no peito do Poeta”.

Mabel Cavalcanti: “Eu sou” e “Apolo e Atena”.

Su Sam: “Ganhar corpo” e “Acrobatas”.

 

Excelentes “dizedores” de Poesia. (Que me sinto pequenino!)

 

Oportunidade ainda para mostrarem outros talentos.

 

Clara Mestre leu e cantou o belíssimo poema de Maria Guinot, “Silêncio e Tanta Gente”, canção que venceu o Festival da Canção de 1984.

 

Mabel Cavalcanti também cantou uma canção sobre um pássaro da Amazónia, que, quando canta, todos os outros se calam, cujo nome não consegui fixar. Não sei se é “irapunu”!

 

E era tempo de eu calar-me também… Não fora que Mabel ainda cantou “Só nós dois é que sabemos”.

 

E Clara Mestre ainda leu uma engraçadíssima anedota alentejana.

 

Resumindo: uma tarde belissimamente passada. Uma Tertúlia Interessantíssima. E que promete!

 

Apareça: terceiras terças-feiras do mês, no local já referido!

 

E assim termino esta crónica sobre a APP.

 

E longa vida à Associação Portuguesa de Poetas!

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publicado às 17:06

Pessoas «» Animais – Discriminações!

por Francisco Carita Mata, em 25.09.17

A “Ditadura do Politicamente Correto”

Crónica(s) de Descontentamento (III)

 

As Pessoas não devem ser discriminadas sob aspeto algum relativamente a si mesmas, enquanto Pessoas. Este é um axioma, inseparável da condição humana.

Mas uma realidade, é a das pessoas, seres humanos, outra, a dos animais. São realidades distintas.

Isso de os donos de “animais de estimação” não serem discriminados no acesso à habitação, por esse facto, levanta-me a questão de saber se os moradores dos prédios urbanos, que por qualquer razão se achem no direito, igualmente legítimo, de não coabitarem com “animais de estimação” não se sentirão eles próprios discriminados e lesados nos seus direitos enquanto cidadãos.

Que essa atitude, agora tão na moda, de que os “animais de estimação” fazem parte da “família”, não tem que ser necessariamente aceite por todas as Pessoas.

Quem vive num prédio urbano, destinado a Pessoas, tem o direito de viver nele sem ser incomodado pelos diferentes atropelos a que estão sujeitos pelos donos de “animais de estimação”.  

E tem o direito de contestar e não aceitar essa coabitação que lhe é imposta.

 

A preocupação legalista pelos direitos dos animais faz, genericamente, todo o sentido.

 

Mas e no referente aos ditos “animais de estimação” e, como já reportei noutro post, convinha, antes de tudo o mais, definir, preto no branco, quais são os animais de estimação.

Que é um conceito quase impossível de definir em termos de objeto, porque essa definição depende de muitos contextos.

Desde logo se se trata de um contexto urbano, se de um rural.

Como é evidente, num contexto rural, de pessoas que disponham de espaço e condições, há um conjunto de animais que podem ser tidos como animais ditos de estimação, que num contexto urbano são completamente impossíveis de considerar.

 

Mas há por aí gente tão louca, que levam os mais imponderáveis animais como de “estimação” para os respetivos andares nos prédios das nossas cidades!

 

E, também no respeitante ao tratamento dado aos animais, atuar e autuar sobre espetáculos em que os animais são objetivamente torturados.

Isto é, haver a coragem de “pegar o touro pelos cornos”!

 

Mas os aspetos fundamentais neste assunto dos “direitos dos animais” continuam a ser esquecidos!

 

Para não referir que com esta preocupação dos “direitos dos animais” se esquecem dos “Direitos do Ser Humano”.

Porque em quantos contextos não são os Seres Humanos tratados abaixo de lixo?!

Para não falar daqueles Humanos que vivem abaixo das condições mínimas de dignidade e que todos os dias constatamos nas nossas cidades. E a quem já nem ligamos! É só vermos com olhos de ver!

 

Que eu sou totalmente contra o maltrato dos animais.

 

Mas os animais são os animais. E as pessoas têm o Dever de serem Pessoas!

O que não acontece.

 

*******

 

Hoje, atualmente, nestas modernidades a que o conceito de “politicamente correto” nos tem levado e neste enquadramento dos cães, que são os animais em que há unanimidade em considera-los como de estimação, a tudo nos querem sujeitar.

 

Para além de, ao sairmos do nosso apartamento,

- depararmos com um caniche qualquer a defecar ou urinar nas escadas, caso frequente;

- de as ombreiras dos prédios, os muros e muretes, pilares e postes e equipamentos coletivos, de variados serviços públicos, estarem devidamente “esterilizados” por milhares de mijadelas;

- de passeios, jardins e relvados, altamente estrumados por cacas de canídeos;

- ainda nos querem, as sumidades “defensoras” dos animais, brindar-nos com mais alguns "presentes".

 

Por ex., o “Jornal de Arroios” Nº 11, Junho 17, pg. 15, informa-nos que “Agora donos e cães podem partilhar o mesmo bebedouro de água”.

Mais!

Esta medida é destacada no próprio Editorial, como se tratasse da mais iluminada e iluminante modernidade!

 

Paralelamente, ou nem por isso, também se prevê no nosso Parlamento legislar sobre a entrada franca de animais de estimação nos cafés e restaurantes, sentarem-se à mesma mesa que clientes humanos. Talvez tomarem café e bagaço juntos!

Assombrosa e estimulante modernidade!

 

Que este país gosta de viver na m****, não duvido.

 

Mal saiu ainda da pré-história do saneamento básico… Sim, não é ainda há muito tempo que neste país existem as condições mínimas neste aspeto…

 

Pois, agora, que praticamente os alojamentos atuais estão dotados dessas serventias, pois é vermos as ruas, os passeios, os jardins, os parques, cheios de lixo e porcaria.

 

in. ndonline.com.br..jpe

 

É só olhar e passear com olhos de ver!

 

E é esta a “modernidade” a que nos leva o “politicamente correto”!

E para que os nossos representantes se ocupam no nosso suprassumo legislativo!  

 

(Notas Finais:

Imagem: in. ndonline.com.br.

Esta imagem foi propositadamente escolhida da net, por ser dúbia e irónica.

É por demais evidente que há "pedidos / exigências" que não podemos esperar dos animais. Precisamente. Porque pessoas são, em princípio, Pessoas. Animais são animais!

Mas há muito boa gente que acha que é tudo igual!)

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publicado às 17:21

“Praxes”: Setembro 2017

por Francisco Carita Mata, em 25.09.17

Crónica(s) de Descontentamento (I)

 

Setembro é sempre um tempo de recomeços. Começou o Outono, outro e um novo outono. É sempre tempo de retorno, de retornos. De inícios, de reinícios.

(Um outono que continua a vaga de secura que nos vem assolando. Nunca mais chove!

E quando chover?... E os campos serranos, da “Zona do Pinhal”, tisnados pelos fogos?!

…)

 

Os tempos outonais trazem-nos sempre um novo ano letivo, nomeadamente no ensino superior. (E como é agreste recomeçar com este calor!)

Para quem será agradável este recomeço, com sol e calor, será para os “praxados”! Será?!

 

Uma tristeza! Uma lástima, que estudantes (?), ademais universitários (?!) tanto se empenhem em práticas humilhantes e ainda as venham mostrar para as montras mais concorridas da cidade.

Lisboa, invadida (?) por turistas, uma verdadeira chusma de estrangeiros calcorreando a Baixa Lisboeta, vem cumulativamente sendo enxameada por hordas de jovens universitários, que em bandos, mais ou menos ajaezados, descem o Chiado, percorrem as mais concorridas artérias pombalinas, pousam em locais emblemáticos a testarem as capacidades de absorção alcoólica, desaguam no Rossio.

Sintomaticamente, nesta Praça, aos pés da estátua de Dom Pedro IV, paladino do Liberalismo, jovens (?), ajoelhados, em genuflexão perante outros de capa e batina, (a adoração que esta juventude atual tem por fardas!), num arrazoado de frases feitas e cantilenas, em palavras de ordem, mais ou menos chocalheiras, repetindo-as às ordens de comando de uns supostos “doutores”! (Na verdade, seus iguais, mas que se assumem como superiores…)

Paradoxalmente, numa Praça que já foi palco, de entre outros eventos de barbárie, numerosos autos de fé, em tempos que julgávamos ultrapassados, reeditam estes jovens universitários (!) atitudes e comportamentos de aviltamento da condição humana, rebaixando-se e rebaixando outros iguais, à condição de inferiores, de subespécie, de “bichos”.

Atos e ações não supostamente atribuíveis a Pessoas, jovens, estudantes, universitários.

 

Na passada 2ª feira, dezoito de Setembro, rapazes e raparigas, estas na maioria (!!!), de Medicina(!!) e da Nova(!), submetiam e submetiam-se a estas práticas junto ao pedestal, onde se diz estar representado o Rei Soldado, frente ao teatro Dona Maria II, aos olhos de Garrett!

Que dirão estes ideólogos da Liberdade, do ideário da Revolução Francesa, face a estes atos de aviltamento dos Direitos e Liberdades fundamentais?

 

E numa Praça que também tem sido palco de eventos de Liberdade, nomeadamente antes e depois do 25 de Abril de 74?!

 

Que nada!

As praxes, supostamente, estão para ficar.

(Tornaram-se um negócio, e tudo quanto envolve “money”…)

Também não haverá muitas hipóteses alternativas. Haverá?! E é urgente e imperioso que elas existam. Atividades construtivas de integração dos novos alunos, envolvendo todas as academias, em que todos se empenhem e se sintam participantes.

E que contribuam para a integração e companheirismo.

 

Todavia, no meio daquela chinfrinada “praxeira”, nem tudo é negativo.

As atuações das Tunas são e proporcionam momentos interessantes. Nesse mesmo dia, ao meio da tarde, ao cimo da Rua do Carmo, tivemos a oportunidade de presenciar uns momentos deveras interessantes, na atuação da Tuna da Faculdade de Belas Artes, frente a uma afamada gelataria.

Valeu o gelado, mas também os encores da Tuna. (Infiro que a respetiva atuação estivesse também incluída em presumíveis “praxes”. Teria estado?! Antes não estivesse.)

Neste caso, algo positivo. E que ainda rendeu pecúlio assinalável aos seus promotores, que eles estenderam a manta e os transeuntes, que pararam para assistir, na maioria turistas estrangeiros, não se fizeram rogados.

 

Aqui está uma atividade que deverá ser fomentada na integração dos jovens estudantes.

 

O resto visível?! Na maioria e no mínimo, uma tristeza!

 

in. empregopelomundo.com

 (Imagem in. empregopelomundo.com)

 

 

Valerá alguma coisa apelar à rejeição das “praxes”?!

 

 

 

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publicado às 16:51

Exposição Coletiva de Artes Plásticas do C. N. A. P. (II)

por Francisco Carita Mata, em 04.08.17

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Câmara Municipal de Lisboa

Expo CNAP I. Foto original Rolando Amado.png

Conforme previsto, foi inaugurada no dia 1 de Agosto, pelas 17h., a supracitada Exposição de Artes Plásticas, tal como também havíamos noticiado no blogue.

Uma Exposição muitíssimo interessante, que não deverá perder, até dia 21.

A “vernissage”, (apetece-me dizer este francesismo, atualmente tão “démodé”) contou com a maioria das artistas participantes, de amigos e familiares de algumas personalidades, bem como de poetas e poetisas; de Drª Teresa Pereira, representante da Câmara Municipal, de D. Maria Olívia, presidente do Círculo e alma-mater destas atividades. E ainda de visitantes interessados nas Artes e Poéticas. 

 

Artistas e respetivas Obras em exposição:

 

Expo CNAP Original Teresa Pereira. 2017. jpg

 

Chagas Ramos (à data, não figurava título do trabalho exposto)

 

Maria Lurdes Guedes (“Natureza morta com melão e ameixas”)

 

Maria Rita Parada dos Reis (“Natureza morta” e “Sonhando”)

Rita Parada dos Reis. Expo CNAP CMLx 2017. png

 

Isabel Moreira (“Árvore da vida” e “Ramo de árvore da vida”)

 

Josefina Almeida (“Energia cósmica” e “Quem procura”)

Josefina Almeida. Expo CNAP CML 2017. png

 

Teresa Afonso / M. Teresa (“Carnaval da vida” e “Corações apaixonados”)

Teresa Afonso M. Teresa. Expo CNAP CMLx 2017png

  

Olímpia Campos (“Sem título” e “Barcos”)

Olímpia Campos. Expo CNAP CML 2017. png

 

Elmanu (“O palácio da vila de Sintra”) 

Elmanu.  Expo CNAP 2017png

 

Catarina Malanho Semedo (“Música”)

Catarina M. Semedo Expo CNAP 2017. png

 

Fernanda de Carvalho (“Não há mão que segure o tempo” e “Esperando as nove luas”).

Fernanda Carvalho. Expo CNAP CMLx 2017.png

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Houve também Poesia, como acontece habitualmente nas apresentações do CNAP, que engloba várias vertentes artísticas. E algumas personalidades têm o seu estro não só dedicado à Poesia, mas também a outros ramos da Cultura.

De entre as artistas, disseram, leram ou declamaram: Maria Rita Parada dos Reis, Josefina Almeida, Catarina Malanho Semedo.

Ouvimos, igualmente, Rosa Redondo, Maria Olívia Diniz Sampaio e Francisco Carita Mata, que disseram Poesias suas.

Tivemos a honra de ouvir Elsa de Noronha que, além de declamar, ainda cantou.

E também fiquei surpreendido com os dotes de “cantor nostálgico” de Rolando Amado.

E, em jeito de conclusão, friso que foi uma tarde muito bem passada e enriquecedora.

 

Foto Original Teresa Pereira. jpg

 

E, já que não assistiu à inauguração, dê um pulinho a visitar a Exposição e apreciar os belos trabalhos apresentados.

 

(Notas finais:

Peço desculpa aos Artistas de quem não apresento imagens individualizadas, porque não me foi possível obtê-las. Uma razão acrescida para ir visitar a Exposição.

As individuais, que obtive, resultam de digitalizações a partir do "portefólio" - catálogo digital inicial.

A imagem coletiva das Obras resultou de foto original de Rolando Amado.

As imagens globais dos trabalhos expostos na galeria são de Drª Teresa Pereira.)

 

 

 

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publicado às 18:11

Exposição Coletiva de Artes Plásticas do CNAP (I) - Câmara Municipal de Lisboa

por Francisco Carita Mata, em 27.07.17

Papoilas. Foto original DAPL 2017.jpg

 

Círculo Nacional D’Arte e Poesia

 

Um dos objetivos do C. N. A. P. – Círculo Nacional D’Arte e Poesia é, para além da divulgação e promoção da Poesia, também dar a conhecer, divulgar, promover e valorizar as Artes Plásticas e os seus Autores.

 

Nesse sentido e com esses propósitos, tem esta Instituição organizado, ao longo deste mais de quarto de século da sua existência, múltiplas e variadas exposições de Artistas seus associados, dando-lhes oportunidade de mostrarem as suas Obras.

 

Deste modo, aqui no blogue, informamos da futura realização de uma Exposição Coletiva, desta vez na Câmara Municipal de Lisboa, no Edifício Central do Município – Centro de Documentação - Campo Grande Nº 25.

 

Nela vão participar:

 

Catarina Malanho Semedo

 

Elmanu

 

Fernanda de Carvalho

 

Josefina Almeida

 

Olímpia Campos

 

Rita Parada dos Reis

 

Teresa Afonso / M. Teresa.

 

A inauguração será dia 1 de Agosto, pelas 17h. E decorrerá até 21 de Agosto - 18h.

(Dias úteis; 8h – 20h.)

 

(Nota Final: Resolvi ilustrar este post com uma foto original DAPL, 2017, com imagem de papoilas. Tema muitas vezes trabalhado nas Artes Plásticas.)

 

 

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publicado às 14:50

Coletânea de Poesia e Prosa Poética: “Pai e Mãe” – Vários Autores

por Francisco Carita Mata, em 05.05.17

Apresentação Pública 3 de Maio de 2017

Sede da APP – Associação Portuguesa de Poetas

IMG_20160725_181846.jpg

 

Realizou-se, na passada quarta-feira, dia três de Maio, na sede da APP, Rua Américo de Jesus Fernandes, 16 A -, aos Olivais, Lisboa, a apresentação pública da supracitada “Coletânea de Poesia e Prosa Poética”, subordinada à temática “Pai e Mãe”, coordenada pela vice-presidente da Associação, Maria Graça Melo.

Estão representados 31 Autores, com poemas dedicados ou inspirados pelos respetivos progenitores.

 

“Na Bíblia Sagrada, um dos Dez Mandamentos manda honrar o pai e a mãe”, refere a coordenadora, em jeito introdutório do posfácio.

 

E este foi o Valor primordial, no relacionamento da Família, que estruturou as atitudes e comportamentos dos Antologiados que tiveram a grata oportunidade de participar na sessão de apresentação.

Honrar, homenagear, lembrar, com Saudade e Amor, os seus ascendentes mais diretos.

 

Puderam estar presentes na apresentação, Maria Graça Melo, que igualmente dirigiu a assembleia, Ana Nunes Ribeiro, Francisco Carita Mata, João Francisco da Silva, Alexandre Aveiro, Manuel Rodrigues, Júlia Pereira, João Coelho dos Santos e Pais da Rosa. Para além do presidente da APP, Carlos Cardoso Luís, que, nessa qualidade, também participou na sessão poética, também disse poemas de outros autores da coletânea, embora não participante, enquanto antologiado.

 

Foi uma sessão muitíssimo interessante, pois para além do óbvio, apresentar a Antologia e “dizer Poesia”, tornou-se uma reunião em que as Pessoas presentes se “abriram” aos Outros de uma forma muito espontânea, livre e salutar.

Fosse pelo tema “Pai e Mãe”, as figuras primordiais do nosso entrosamento social; e as imprescindíveis lembranças que nos remetem, consciente ou inconscientemente, para o nosso universo infantil; para a presença ou ausência das figuras parentais; o certo é que houve uma apresentação não menos calorosa de quando a sede da APP está repleta de Associados.

 

Estivemos presentes dez Sujeitos, cada um com o seu jeito e modo de estar face à Poesia e à temática abordada, mas e para isso também não terá sido alheia, para além do número, também a própria disposição dos convivas, em círculo pequeno, sentados numa roda, sem qualquer mesa ou entrave entre eles, propiciadora que houvesse interação, espontaneidade, sentimento, abertura aos Outros, disponibilidade e acolhimento.

Foi, talvez, uma sessão com alguma componente terapêutica e igualmente com um cunho didático, pois também houve oportunidade para sugestionar, quiçá, ensinar alguns princípios e conhecimentos sobre metodologias poéticas.

 

Parabéns e obrigado aos organizadores e participantes.

 

(P. S. - E a sala agora está ainda mais bem composta com os retratos de antigos Presidentes!)

 

Nota Final: Fotografia original de D.A.P.L. - 2016.

 

 

 

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publicado às 15:37

Cremação: Que Destino dar às Cinzas?!

por Francisco Carita Mata, em 19.04.17

Uma sugestão e opinião. Apenas!

 

Poderá parecer estranho falar neste tema, agora, mas tem a sua razão de ser.

 

Era para ter abordado esta temática no ano passado, no início de Novembro, quando habitualmente, em termos sociais, estes assuntos costumam ser falados e escritos. Mas foi passando o início do mês e, entretanto, pareceu-me pouco adequada a sua abordagem. Porque as matérias que se abordam nos blogues e nos media difundem-se por ciclos e, digamos, vão perdendo alguma atualidade, passada essa temporalidade! Entretanto também outros assuntos, temas, abordagens, matérias, temáticas, se nos interpõem e interpelam.

 

Mas agora?! Questionar-me-ão.

 

A Páscoa, per si, não deixa de estar associada ao assunto, dado que nela, no Cristianismo pelo menos, (não sei se também nas outras Religiões monoteístas, com base em Abraão), se celebra a Morte e a Ressurreição. De Cristo, é certo, mas também num plano mais vasto culturalmente, de algum modo, panteísta. Porque, quer se aceite ou não, há um substrato natural e universal, associado aos ciclos religiosos cristãos, a outros ciclos religiosos mais antigos e ancestrais e à própria natureza e respetivos ciclos vitais.

 

Diretamente ligado a este facto cultural e religioso, nestes dias da designada “Semana Santa”, estive no velório de um familiar, precisamente na “Sexta-Feira Santa” e no correspondente funeral, no “Sábado das Aleluias”. Nos Olivais – Lisboa. Foi aí, no respetivo Cemitério, que ocorreu a cremação.

 

A incineração é cada vez mais um método socialmente aceite e utilizado em Portugal. Concordo com o processo!

 

Quanto às cinzas resultantes existem atitudes diversificadas.

Há quem leve para casa, no pote que se pode obter para o efeito e guarde no seu lar.

Quem espalhe por locais mais ou menos significativos e/ou significantes, para as pessoas em causa. Lançar no mar, em florestas ou campos emblemáticos, depositar no jardim particular ou em jardins públicos…

Há quem guarde as cinzas nos gavetões dum cemitério, ou deposite em sepulturas anteriores de entes queridos já falecidos.

 

Nos Olivais, observei que há cinzas depositadas nos relvados laterias ao crematório, aonde familiares vão colocando flores, conforme pode ser observado in loco. Já constatara esse facto, há alguns anos, quando assisti a outra cremação de outro familiar.

Também existe um espaço no interior da parte mais tradicional do cemitério, onde se podem guardar as cinzas numa espécie de gavetas no solo. Não sei muito bem como funciona todo o processo. Hei de procurar saber.

 

Acho bem a cremação!

Mas defendo um processo diferente para a deposição das cinzas.

 

No Cemitério, definir espaços, relativamente amplos, no solo, para a respetiva deposição.

Depositar as cinzas de cada defunto nesse espaço, em locais previamente determinados pelas entidades gestoras do cemitério.

Em cada local em que são colocadas as cinzas, plantar um arbusto. Por ex. uma roseira, um alecrim, uma alfazema, ou outras plantas facilmente adaptáveis ao nosso clima e que não ocupem grande volume. (Árvores seriam mais simbólicas, mas no conjunto ocupariam, no futuro, muito espaço, dado o respetivo crescimento. Daí arbustos.)

 

IMG original DAPL. 2016.jpg

 

Os arbustos escolhidos seriam de acordo com uma definição prévia por talhões.

No talhão A, roseiras; no B, alecrins, por ex. Etc.

De modo que, à medida que se iam depositando cinzas, haveria sempre mais uma planta acrescentada ao talhão e ao espaço global.

 

Passados alguns anos, haveria todo um jardim com diferentes plantas, estruturadas por talhões, que proporcionariam um belo efeito paisagístico, no enquadramento em que estivessem localizadas.

Tente imaginar as roseiras todas floridas!

Ou os alecrins, ou as alfazemas. Ou outros arbustos delineados.

IMG original DAPL 2016.jpg

 

Todos beneficiariam desse processo e dessa metodologia.

 

Ah! Mas dado que as cinzas são provenientes de Seres Humanos, de Pessoas, simultaneamente com a respetiva deposição no solo e o plantio do arbusto, seria colocada uma placa simples, normalizada, em mármore ou granito, identificativa de cada Pessoa: Nome, locais e datas de nascimento e morte. E uma fotografia!

 

Toda esta metodologia seria para quem quisesse, como é óbvio.

Quem não pretendesse seguir este modelo, poderia optar pelos que já existem.

 

IMG original DAPL 2016.jpg

 

Mas, caro leitor, cara leitora, tente imaginar o espaço, relativamente vasto, todo revestido de plantas floridas!

Um roseiral! Seria o mais apelativo de todos os modelos. E toda a Humanidade e todos os Seres Vivos usufruiriam do campo florido!

 

 

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publicado às 19:17

Versos semeados nas paredes (I)

por Francisco Carita Mata, em 17.04.17

"Poesia na Rua"!

Lisboa – Olivais Velho – Calçadinha dos Olivais

14/04/2017

"Sexta Feira Santa"

 

Este poema iniciou-se a partir de uma frase, um “verso” escrito numa parede de Lisboa, que li, que achei, nos vários sentidos da palavra, uma verdadeira preciosidade. Num local que é uma ilha perdida dos séculos XVIII e XIX, implantada na Lisboa dos finais do século XX e do início deste 3º milénio: Parque das Nações, Olivais Norte, Av Infante Dom Henrique, Gare do Oriente, Av. De Berlim…

 

olivais velho. pt.wikipedia.org. jpg

 Precisamente a norte da Rua Américo de Jesus Fernandes, onde se situa a sede da APP – Associação Portuguesa de Poetas.

Num muro, nos Olivais Velho, na Calçadinha dos Olivais, na parede da Escola “Primária”, um graffiti, com o verso: “Empresta-me um sonho”, assinado HK.

 

*******

 

Num muro li: «Empresta-me um sonho»

Como se comprassem uma ilusão.

E ao beberem água de medronho

Quisessem que ardesse o coração.

 

Não te empresto, não posso, um sonho

E dar, mais não posso, que Poesia

Talvez um cheiro, sabor a medronho

Certamente um riso d’ alegria.

 

Um sonho emprestado é sonho teu

Tuas as palavras que’ achei na rua.

Texto publicado será sempre meu?

Ou, tal verso, é do sol, é da lua?!

 

Quem versos grava, órfãos, em paredes?

Poemas, quem lavra, dispersos, perdidos nas redes?!

 

Não sei. Não tenho resposta.

Que versos e poesia são para quem gosta.

E há muito… foi o correio e a mala-posta!

 

***

 

“Empresta-me um sonho”

Que eu dou-te um poema

Travo de medronho

Traço de grafema.

 

…   …   …

 

Fotografei. Quando tiver oportunidade, talvez divulgue foto. Talvez!

 

Original FMCL. 20170414. jpg

 (Houve, hoje, dia 19/07/17, oportunidade para divulgar uma foto original de FMCL.

Consulte também o post específico, S. F. F.)

 

Lanço um repto aos Poetas e Poetisas.

Quando virem, lerem, acharem versos, perdidos nas paredes… Tentem construir um Poema!

 

(Imagem in. - pt.wikipedia.org.)

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publicado às 19:30

Obrigado e Parabéns, A. P. P.!

por Francisco Carita Mata, em 08.04.17

Associação Portuguesa de Poetas

XXXII Aniversário

 

Original DAPL 2016 .jpg

 

Conforme previsto, decorreram no dia três de Abril, segunda-feira de tarde, as atividades celebrativas do trigésimo segundo aniversário da APP – Associação Portuguesa de Poetas, na respetiva sede, na Rua Américo de Jesus Fernandes – 16 A, aos Olivais, Lisboa.

 

Sala completamente cheia, muitas pessoas de pé e no exterior.

A Poesia foi Rainha, o Fado de braço dado. Irmanados e observados pela Pintura, Arte expectante que, nas paredes da sala, nos observava e nos convidava também a uma visita e observação mais detalhadas.

 

Homenagearam-se os sócios mais antigos, com placas alusivas aos quinze e vinte e cinco anos de associados. Simpática e comovente lembrança da atual Direção.

Também se rendeu preito aos sócios fundadores, bem como a antigos membros de Direções anteriores. E alguns puderam honrar-nos, a todos, com a sua presença.

E os sócios, todos os sócios, independentemente da maior ou menor longevidade da sua aderência à APP. Que sem sócios como se estrutura uma Associação?!

 

Lembraram-se os Ausentes. Aqueles que, de algum modo, tiveram e desempenharam papéis mais ou menos relevantes no âmbito da Associação, mas que, a seu modo, contribuíram para que a APP chegasse aos trinta e dois anos, cheia de vitalidade e dinamismo!

E que, agora, embora fisicamente não nos acompanhem, estarão connosco numa outra dimensão!

 

Foi anunciado o vencedor do concurso “Nau dos Sonhos”.

 

E, como não poderia deixar de acontecer, cantaram-se os parabéns, repartiu-se o bolo de aniversário e compartilharam-se comidas e bebidas.

Foi um evento notável e merecedor de encómios.

 

Parabéns! Parabéns à Associação. Parabéns e Felicitações a Todos!

 

E Obrigado!

 

Obrigado é mais qu’uma palavra!

Nela se lavra em nobre gratidão

Sentimento que Alma nos desbrava

E se nos grava, grato, no Coração!

 

 

E muito Obrigado pelo Vosso Trabalho, pelo que é visível e pelo que, não sendo diretamente observável, é manifesto e subjacente ao que observamos.

Renovados parabéns e agradecimentos!

 

Obrigado é mais qu’uma palavra!

Nela se grava nobre sentimento

Sentir que nosso coração nos lavra

E em nós desbrava um nov’alento!

 

(Fotografia Original DAPL 2016)

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publicado às 15:16

“Águas de Março”: Uma crónica salteada de ocorrências

por Francisco Carita Mata, em 26.03.17

Crónica sobre acontecimentos relativos a Março

 

Luz... Original DAPL 2016.jpg

 

Não, não vou falar sobre a célebre canção de Elis e Tom Jobim, não.

 

Também não vou comentar sobre tanta coisa importante ou nem por isso, que por aí pulula nos media. Muitos assuntos, até preocupantes, que nos surpreendem ou talvez não, como foi possível chegar-se a tal. Não estou virado para as “políticas e politiquices”, apesar de haver assuntos que mereceriam alguns comentários.

Nem também sobre o Portugal – Hungria irei perorar. Por enquanto, o futebol não me merece destaque. Acompanhemos o campeonato e aguardemos o próximo sábado.

 

Falo-vos, e para começar, precisamente de águas… de chuva.

Que finalmente resolveu brindar-nos, já na Primavera, quando se esquecera de nós, todo o Outono e Inverno. Mas, mais vale tarde… Que, “Março, marçagão…”

E, com ela, o frio. Não sei como serão as águas de Março, lá para o Rio, que anunciam o final do Verão. Aqui, “deveriam” (?) vir no Inverno e/ou no Outono, mas só agora chegaram. Precisamente com a Primavera! Que supostamente se deveria anunciar radiosa, alegre, iluminada. Mas não! Chuva e frio!

Ainda bem que nós não mandamos nisso, diz o povo!

 

E é precisamente e também da Primavera e das ocorrências humanas a ela associadas, que vos quero falar.

Ainda no dia 20, pela tarde, quando o sol, no seu movimento aparente, atingiu a posição de equinócio, passando a linha do equador, para o hemisfério Norte, oficialmente, iniciou-se a dita Primavera!

 

Habitualmente, essa ocorrência situa-se no dia 21 e é nesse dia que se celebram duas datas festivas importantes: “Dia da Árvore” e “Dia da Poesia”!

 

Em Almada, associada às boas-vindas à Primavera, organizam-se os “Dias da Floresta”.

Nessas atividades, entre outras igualmente interessantes, promovem a distribuição de árvores, plantas, arbustos, ervas aromáticas, a troco de lixo para reciclagem, conforme pode verificar na ligação anteriormente assinalada.

Já, por diversas vezes, temos participado nessa ação, neste ano novamente.

Cada pessoa tem direito a duas plantas, em função dos respetivos objetos levados para serem incorporados nos bidons específicos de reciclagem.

Cinco árvores: um pinheiro manso, dois carvalhos, uma alfarrobeira, uma azinheira e uma planta aromática, cujo nome não fixei, mas que, supostamente, é dissuasora dos mosquitos, quando colocada à janela! Haverei de saber-lhe o nome.

Ainda no âmbito das atividades integradas nos “Dias da Floresta”, ocorreram no dia 23, 5ª feira, as ações “Vamos Plantar!” e “Observação de Aves”.

Já tenho participado nesta última ação noutras ocasiões. Desta vez, envolvi-me mais na primeira: “Vamos Plantar”!

E plantei?!

Plantar, plantar mesmo, como já fiz imensas, tantas vezes, no Alentejo; em Almada e no Parque da Paz, não.

Apenas ajudei a plantar. De pá, com enxada, apenas atirei a terra para as covas onde os técnicos da Câmara haviam depositado uns choupos de folha branca e uns carvalhos portugueses. Que as covas estavam feitas, as árvores já colocadas.

Nesta ação, dei a minha ajuda e colaborei com as crianças da Escola “Primária” do Pragal, que aí estavam, entusiasmadíssimas, num trabalho prático, que lhes perdurará, certamente, nas suas vidas futuras, essa lembrança.

“- Sabes?! Recordas-te?!, quando viemos plantar estas árvores, aqui, quando andávamos na Escola?!” Dirão elas, daqui a alguns anos, quando, já crescidas, vierem correr ou passear para o Parque.

Também havia alguns adultos, mas poucos, que eu contasse, apenas quatro e um, o que pretendia era o kit das ervas aromáticas, que supostamente deveriam dar-lhe, em troca da participação. Ironicamente, não haviam sido levados os kits para o evento, com medo da chuva!

 

E voltando à plantação. Após pedir a pá a uma criança, questiona-me esta, numa voz cheia de alegria, contentamento e admiração.

“ – Você é Alentejano?!”

Dada a resposta, após saber o como e o porquê de tal pergunta, trivialíssima; chegou a minha vez de saber também a localidade de origem da menina. Que ela era daqui, de Almada, só que os familiares são da Esperança, já se viu nome mais bonito para uma aldeia?! Esperança: concelho de Arronches, duas localidades tão bonitas!

 

E voltando ou continuando na Poesia!

 

No dia 21, também o C. N.A.P. – Círculo Nacional D’Arte e Poesia promoveu uma bonita sessão dedicada a esta Arte Poética, no Centro de Dia de São Sebastião da Pedreira.

Disseram-se poemas, poesias, recitaram-se, leram-se, declamaram-se versos e rimas ou não, sobre temas poéticos; pelos presentes, que rimaram o ambiente do Centro. Parabéns a todos.

Também circularam boas amêndoas da Cidade de Régio.

 

E, nessa bela Cidade, e à mesma hora, a Poesia saiu à rua, homenageando os seus Poetas e suas Poetisas, em “Momentos de Poesia”!

 

E também e ainda em Março, se comemora o “Dia do Pai. Que todos os dias são dias de pai. E que Saudades e que falta me fazes, PAI!

 

E, igualmente em Março, e como de costume, o Grupo Coral Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó, comemorou o seu trigésimo primeiro aniversário, no Clube Recreativo do Feijó. Aniversário a vinte e um, festejado ontem, sábado, vinte e cinco.

E que belos momentos se vivenciaram, através daquelas vozes telúricas, que em coro, no ponto ou no alto, nos evocam o nosso querido Alentejo, no âmago mais profundo do seu Ser!

 

E esta “crónica salteada” ainda tem mais condimentos?

 

Ontem, também planeara ir à sede da SCALA, aonde haveria também uma Sessão de Poesia.

Julgava que funcionava na Incrível. Também aportei à Academia. Aí indicaram-me a localização, no esquema: “direita, esquerda, frente…” e é facto assente, não dei com o local. Acabei por desembocar, voluntariamente, na Casa da Cerca. Local lindíssimo da Cidade de Almada, que é imprescindível visitar-se.

De volta, acabei por saber, no Centro de Interpretação de Almada Velha, que a sede da SCALA é na antiga Delegação Escolar, junto à antiga Escola Conde Ferreira.

Já sei, in loco, onde fica. Futuramente já não me irei “perder”!

 

E, nestas deambulações, antes passara pela Oficina da Cultura e pela Biblioteca, constatei o óbvio, em Almada: Cidade e Concelho.

Há sempre imensas atividades culturais, dos mais diversos tipos e âmbitos e pelos mais variados locais públicos e em espaços relativamente perto uns dos outros.

Por vezes, o difícil é escolher. Dada a simultaneidade dos eventos!

 

E, por aqui me fico, nesta crónica salteada, de eventos e “condimentos”, por locais e acontecimentos!

 

E a POESIA e a NATUREZA são sempre uma LUZ...

 

(Fotografia original DAPL - 2016)

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publicado às 19:46


Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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