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« Alentejo, Meu Alentejo»

por Francisco Carita Mata, em 07.10.17

«ALENTEJO, MEU ALENTEJO»

 

Original DAPL 2016 Primavera Alagoa.jpg

 

«Alentejo, meu Alentejo!

(boca fechada) mmmmmm

 

Alentejo dos loiros trigais

Onde os ceifeiros cantam madrigais

Alentejo, planura sem fim

Que, todo, cabes dentro de mim

 

Mais do que a neve da serra

Mais do que a espuma do mar

O Alentejo é brancura

À luz branca do luar.

Solidão do Alentejo

Fontes, cruzeiros e alminhas

Cantam rolas e cigarras

No silêncio das tardinhas!

 

O pastor do Alentejo

Encostado ao seu cajado

Vai namorando a campina

Que é a mesa do seu gado!

Olhos vagos e profundos

Num sonho distante imersos

Há neles mais poesia

Do que num livro de versos.

 

Alentejo das debulhas

Das ceifas e dos montados

Dos ranchos de mondadeiras

Fiéis aos seus namorados

E do cavador tisnado

P’lo sol quente do meio-dia

Rude, branco e altivo

Fiel à sua Maria!

 

Alentejo dos sobreiros

Azinheiras e olivais

Alentejo, minha terra,

Eu quero-te sempre mais.

Alentejo das searas

Em Abril a ondular

E das chaminés branquinhas

Ao sol posto a fumegar.

 

Dos tarrinhos de cortiça

Das samarras e safões

Dos pastores e dos morais

Dos manajeiros e ganhões,

Símbolos deste Alentejo

Que eu pra bem poder cantar

Hei-de beijar a planície

De joelhos a rezar.»

 

Exibiu-se no rancho de Aldeia em 1960.”

 

Original DAPL Alentejo 2017.jpg

 

Notas explicativas:

Mão amiga fez chegar no ano passado, 2016, um conjunto de “cantigas” impressas em duas folhas A4, às mãos de D. Maria Belo. “Cantigas” essas que faziam parte do espólio de Srª D. Maria Águeda, distinta Professora Primária, natural de Aldeia da Mata, que exerceu o Magistério em Vila Viçosa, terra natal da célebre Florbela.

Além de “ALENTEJO, MEU ALENTEJO”, nesse conjunto, incluem-se ainda:

“O sino da nossa Aldeia”, “As moças da nossa Aldeia”, “Namoro”, “Marcha de Aldeia”, “Festa de Aldeia”, “Cantigas das nossas ruas (desafio)”, “Balada de Aldeia”.

Estas cantigas eram precisamente para serem cantadas e foram exibidas “no rancho em Aldeia da Mata no Verão de 1960”.

Esta publicação e divulgação no blogue é também uma homenagem e tributo de amizade e de consideração pela estima mútua.

 *******

As fotografias são originais de D.A.P.L., de campos alentejanos, na Primavera, de 2016 e de 2017. A primeira tem como fundo a aldeia de Alagoa e a segunda foi tirada perto de Monforte.

 

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publicado às 22:06

«ESCUTA!...»

por Francisco Carita Mata, em 07.10.17

POESIA de João Guerreiro da Purificação.

Original DAPL Aldeia Porcozunho 2016.jpg

 

«ESCUTA!...»

 

«Se à Bíblia deres razão

Muda a tua vida de vez

Não faças que a tua mão

Veja o bem que a outra fez.

 

Se tu pousares com amor

A mão num ombro qualquer

Não toques sino nem tambor

Que tal bem morre ao nascer.

 

Se levares pela mão

Alguém em rude caminho

Não digas ao teu coração

Nem fales disso ao vizinho.

 

Se houver alguém que te pise

Ou te der algum encosto

Desculpa-te com um sorriso

Com esse, do pé mal posto.

 

Se tens arestas como picos

Lima-os todos muito bem

Não se virem os malditos

E te piquem a ti também.»

 

In.

III ANTOLOGIA de POESIA CONTEMPORÂNEA, 64 autores, coordenação de Luís Filipe Soares, 1986. Minigráfica, Lisboa.

 

Original DAPL Aldeia Igreja Araucária 2017jpg

 

Notas Finais:

Conforme mencionara em post anterior, prossigo na divulgação de Poesia de Pessoas da Aldeia, de que eu tenho conhecimento.

Supracitado, está o Srº João Guerreiro da Purificação, (10/07/1927 – 17/12/1997), que dispensa apresentações e que tive o grato prazer de conhecer e de conviver, como a grande maioria dos Matenses.

Segundo julgo saber, esta “III Antologia de Poesia Contemporânea” foi o 1º livro em que o Srº João participou, tendo também ainda publicado, nessa Antologia, “INIMIGOS”.

 

(Nesta mesma Antologia também participei. Com: “UM QUADRO” e “CAVALO DE FERRO”, que já figuram no blogue.)

 

No domínio das Antologias, que seja do meu conhecimento, ainda participou na “IV ANTOLOGIA de POESIA CONTEMPORÂNEA”, 80 autores, coordenação de Luís Filipe Soares, 1987; Minigráfica, Lisboa.

Deu a conhecer: “E FOI ASSIM” e “QUADRAS SOLTAS”.

 

(Nesta Antologia não participei. Mas tenho um exemplar autografado, que me foi oferecido pelo Srº João.)

(Relativamente a estas Antologias, não posso deixar de frisar o trabalho altamente meritório de Luís Filipe Soares, que neste domínio conseguiu sempre um crescendo de adesões, pois a “V Antologia de Poesia Contemporânea”, de Fev. 1988, conseguiu 97 Autores!

No final desse mesmo ano, Nov. 1988, “estranhamente”, surgiria uma outra Antologia intitulada “I Antologia de Poesia Contemporânea”, coordenada por um dos participantes na V Antologia de Poesia Contemporânea, já referida.) (!!!???)

 

No concernente ao Srº João Guerreiro da Purificação, frise-se que ainda veria, em vida, a publicação das suas Poesias, em livro de sua autoria: “ANTA”, Aldeia da Mata - 1992; Gráfica Almondina, Torres Novas. Com “Apresentação” de Srª D. Maria Aires, impulsionadora da publicação deste trabalho, como o próprio frisa na “Introdução”: “Encorajou-me de tal maneira que consegui levar por diante esta sua lembrança.”

 

Seria ainda publicado de sua autoria, embora já não em vida, um outro livro versando “As tradições da nossa Terra… o que foi a Grande Sabedoria Popular da nossa Terra”, conforme, de algum modo, sugerira na “Introdução” do mencionado “ANTA”.

Intitula-se “A nossa terra”; “2000, Há Cultura. Criação e Produção de Eventos Culturais, Lda. / Associação de Amizade à Infância e Terceira Idade de Aldeia da Mata”; Colecção Patrimónios; Lisboa.

*******

As Fotografias são originais de D.A.P.L., de 2016 e 2017, de locais emblemáticos de Aldeia e de algum modo sugestionados pelo conteúdo do texto, numa interpretação sempre livre e pessoal.

A primeira reporta-se à zona da "Fonte das Pulhas" / "Porcozunho". Nem mais!

A segunda é por demais evidente.

(Foi nesse caminho que se situou um das metas do extraordinário evento de "Orientação", ocorrido em Fevereiro transato.) 

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publicado às 21:37

« “Mendigo do Ideal”»

por Francisco Carita Mata, em 26.09.17

« “Mendigo do Ideal”»

 

«Em outras eras, quando adolescente,

das Hostes do Ideal eu fui soldado,

Vida…fraternidade…amor…dourado

tudo eu via, sob luz’resplandecente…

 

Tudo…terra…água…’strelas…sol ardente…

Tudo, tudo eu amava, enamorado…

Ah! Frente à Natureza, extasiado,

Eu tive orações místicas de crente.

 

O Tempo andou…Com dolo e vil traição,

Os Batalhões do Mal, em elo forte,

Avassalaram o Ínclito Pendão.

 

De então, a alma em farrapos, no temporal

da Vida, aos baldões, mísero, sem norte,

Em vão esmolo o Reino do Ideal.»   

 

«Luanda, Dezembro de 1948

JoCris»

 

 

In.:

- Jornal “A MENSAGEM”, Setembro 2013, “Lembrando…” pag. 10.

- “TESTEMUNHOS de José Cristóvão Henriques (Engenheiro - Silvicultor)”; Junta de Investigações Científicas do Ultramar – Lisboa – 1981; (Edição de iniciativa de suas irmãs, Drª Piedade da Rosa Cristóvão e Drª Rita Florinda Cristóvão, que tomaram a seu cargo os custos da respetiva publicação.)

 

*******

 

Notas Finais:

Este soneto “encontrei-o” no supracitado Jornal “A Mensagem”. Decidi publicá-lo no blogue, no enquadramento de divulgação de “Poesia” e cumulativamente dar a conhecer trabalhos de e sobre Aldeia. Divulgarei outras Pessoas e Poesias, em idênticos enquadramentos.

Posteriormente, foi-me oferecido, pela Srª D. Belmira, o livro citado. A quem, publicamente, agradeço, pois a obra é muitíssimo interessante, versando fundamentalmente assuntos de silvicultura, especialidade de engenharia do mencionado senhor, que eu desconhecia completamente.

(Nasceu em Aldeia da Mata, a 8 de Dezembro de 1917 e aí viveu até aos sete anos. Aos 10 anos, foi para Lisboa - 1927. Em 1935, entrou no Instituto Superior de Agronomia, tendo concluído o curso já referido, em 1940. Em 1946, passou a exercer as funções de engenheiro – silvicultor em Angola, onde trabalhou; para além de Portugal Continental, Moçambique e Timor. Pertenceu aos quadros profissionais da Direção-Geral de Economia do Ministério do Ultramar, de 1961 a 1975.

Faleceu em 4 de Abril de 1976, com 58 anos, não sei em que localidade.)

 

Ilustro com foto original de DAPL – 2017, de paisagem de Aldeia, junto à "Fonte das Pulhas" que, de algum modo, nos poderá reportar para o “Idealismo” subjacente ao soneto e para paisagens possivelmente vislumbradas pelo Autor. No recorte do horizonte, os montados de azinho...

 

IMG 2016. Original DAPL.jpg

 (Foto original DAPL - 2016.)

*******

 

“Vi a luz numa pequena aldeia rural, toda alvacenta e em eterno namoro com montados de sobro e azinho e olival. Os contrafortes cinzentos da serra de S. Mamede…”

In. supracitado livro: “TESTEMUNHOS…” pag. 53

 

*******

Rua do Norte  - Fundão. Original FMCL.jpg

(Imagem de Rua Larga, ou do Fundão ou do Norte, que me lembram todos estes nomes da Rua. Original de FMCL - meados dos anos oitenta.)

(Esta "imagem" da Aldeia poderá ter sido "visualizada" pelo Autor do soneto, nos anos vinte, quando viveu na "aldeia... alvacenta...". Com excepção dos postes da luz, que só foi inaugurada nos finais dos anos cinquenta; da roseira, à porta da D. Dolores e da própria, que seria jovem à data, anos vinte do século vinte.)

 

 

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publicado às 19:28

"Momentos de Poesia" - Setembro 2017

por Francisco Carita Mata, em 16.09.17

"MOMENTOS de POESIA"

Momentos de Poesia Setembro 2017.png 

Congratulamo-nos com o regresso de "Momentos de Poesia"!

Saudamos e felicitamos a Iniciativa e a Organização deste evento, que dignifica a Cidade.

Parabéns a todos os participantes. 

Viva a Poesia. E José Régio!

Foto original DAPL 2017.jpg

 (Fotografia: original D.A.P.L.)

 

Superando o muro da indiferença e o cinzentismo do dia-a-dia,

O colorido inebriante da Poesia!

Substanciado em lindas Rosas de Alexandria!

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publicado às 12:26

Versos semeados nas paredes (I): Fotografias

por Francisco Carita Mata, em 19.07.17

"Poesia na Rua"!

Lisboa – Olivais Velho – Calçadinha dos Olivais

 

Original FMCL. 20170414. jpg

 

Chegou, hoje, a oportunidade de divulgar as fotografias relativas ao graffiti "achado" nos Olivais Velho.

De quem será a autoria?!

(...)

Original FMCL. 20170414.jpg

 

 Consulte também o poema. SFF!

 

Original FMCL. 20170414.jpg

 

 Olivais Velho fica bem perto da sede da APP, que recentemente festejou o seu 32º Aniversário.

 

Original DAPL. 20170403. jpg

Viva a Poesia!

 

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publicado às 13:00

Fernando Pessoa - “Mensagem”

por Francisco Carita Mata, em 10.06.17

 

Prólogo

 

No blogue, já divulguei alguns dos Poetas e Poetisas consagrados/as que mais aprecio.

Já aqui apresentei abordagens sobre José Régio, Florbela Espanca, António Gedeão, Ary dos Santos, Luís Vaz de Camões, …

Hoje, “Dia de Portugal e de Camões”, divulgo Fernando Pessoa (1888 - 1935) e o início de “Mensagem”.

Post nº 535!

(…) (...)

 

*******

 

“Primeira Parte

Brasão

 

Os Campos

 

Primeiro

 

O Dos Castelos

8 – 12 – 1928”

 

*******

enciclopedia_sopena_1928_europa in. pasado en letras.com

 

«A Europa jaz, posta nos cotovelos:

De Oriente a Ocidente jaz, fitando,

E toldam-lhe românticos cabelos

Olhos gregos, lembrando.

 

O cotovelo esquerdo é recuado;

O direito é em ângulo disposto.

Aquele diz Itália onde é pousado;

Este diz Inglaterra onde, afastado,

A mão sustenta, em que se apoia o rosto.

 

Fita, com olhar esfíngico e fatal,

O Ocidente, futuro do passado.

 

O rosto com que fita é Portugal.»

 

 

In. “MENSAGEM - “Estante Editora” – 5ª edição - Aveiro – Agosto 2010.

 

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publicado às 14:43

“E as Crianças, Senhor!”

por Francisco Carita Mata, em 08.06.17

Poesia de João de Deus Rodrigues

 

Fotografia original DAPL 2016. jpg

 

 

Prólogo

 

Antes de mais, constatar o óbvio.

Há quase um mês que não publicava no blogue. Retorno, agora!

 

Este é o meu primeiro post do mês de Junho. E como Junho se inicia com o “Dia da Criança” e porque todos os dias são “Dias de Criança”…

E porque a Poesia é uma das razões de ser deste blogue…

E porque é sempre imperioso e urgente lembrar a Poesia...

 

Reinicio a publicação no blogue com uma Poesia dedicada às Crianças.

 

Da Autoria de João de Deus Rodrigues, in Livro “O acordar das emoções” – Tartaruga Editora e in bloguePoetamos”.

 

 

 

«E as Crianças, Senhor!

 

 

Homens parem de gritar,

E ouçam o silêncio do vento.

E meditem nos segredos do mar,

E na imensidão do firmamento.

 

E contemplem, também,

A coisa mais preciosa que o mundo tem:

Uma criança.

 

Reparem na candura do sorriso dela, a brincar

No colo de sua mãe, no aconchego do doce lar.

 

Longe,

Bem longe, do alcance de déspotas avarentos,

Que passam momentos

A jurar que só querem o bem,

De todas as crianças que o mundo tem.

Porque elas, lindas e queridas,

São anjos inocentes, o melhor das suas vidas.

 

Mas, isso, é só ruído.

Palavras dolentes, sem sentido,

Dos que não querem ver

Tanta criança a sofrer,

Por esse mundo além,

Abraçadas ao peito da sua mãe,

Chupando peles gretadas,

Que a sede e a fome ressequiram,

E jazem sentadas, junto do seu amado Ser,

De olhos enxutos, sem lágrimas para verter.

 

Ó desumanidade!

Ó crueldade!

Ó Senhor meu Deus,

Dizei-me por favor,

Porque há tanta criança abandonada,

A perecer com sede e com fome,

Torturadas pela dor,

Com a complacência de parte da humanidade?

 

Enquanto ao som de trombetas,

Em salões forrados de veludo,

Há criaturas que fazem juras, e tudo,

Dizendo que só querem o bem

De todas as crianças,

Porque elas são o melhor que o mundo tem.

 

Ó desfaçatez!

Ó Ingratidão!

Porque não calam elas a sua usura,

E refreiam a sua ambição?

 

E não pensam, por uma vez, 

Que as migalhas que sobram da sua mesa,

E o escorrer das suas taças de cristal,

Bastavam para não morrerem,

Com fome, com sede e com mal,

Tantas crianças que juram amar.

 

Sim, ó vós?

Que em verdade sabeis,

Que elas estão a padecer.

Enquanto assobiais,

Julgando-vos imortais.

 

Que mundo cruel,

O vosso, com tão amargo fel!

 

Guardai as vossas lágrimas,

De serpente rastejante.

Guardai os vossos lamentos e ais,

Mas não venham dizer, de ora avante,

Ou jamais,

Que não sabeis, de verdade,

Dessas crianças com tanta necessidade.

 

Ou será que o fazeis,

Para melhor adormecerdes

Sobre o peso da vossa consciência!

Que julgais ser leve,

E pesa mais que o bronze.

Enquanto, não longe,

Se fina, num contínuo permanente,

Tanta criança inocente.

 

Não. Não venham com a falsa bondade,

Nem com a vossa sacra fé.

Porque isso mais não é

Que a negação da caridade.

 

O que me leva a acreditar,

Que nem os dóceis vermes da terra

Hão de querer tragar,

Os vossos corpos fedorentos.

E as moscas, e as formigas,

E até os ratos, seguirão tais intentos.

 

 Ide para os Infernos,

Criaturas com tais sentimentos.

 

Ah!, se eu pudesse lançar um raio

Aos vossos corações de besouro,

Que vos afogasse nos palácios de ouro,

Erguidos sobre o sofrimento de tanto inocente,

Eu o faria, num repente!

 

Sumam-se!

Porque até o doce mar profundo

Não vos há de querer sepultar.

Nem as flores silvestres,

Emprestar o seu perfume.

 

Evaporem-se,

Corja de malfeitores.

Para que haja um mundo melhor,

Mais generoso e fraterno,

No amor e na esperança,

Com o sorriso de uma criança!

 

Mas não vos esqueçais,

Que partis sem o perdão dos que cá ficam.

E sem a misericórdia e contemplação,

Dessas crianças que estão no Céu,

Enviadas pela vossa mão.»

 

      In Livro “O acordar das emoções” – Tartaruga Editora

In bloguePoetamos”.

 

***

 

(Fotografia original de D.A.P.L. – 2016.)

 

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publicado às 10:57

Follow Friday

por Francisco Carita Mata, em 12.05.17

"RUMO ao SUL"

Hoje, nesta tarde, em que tanta gente peregrina em direção ao Centro do País, proponho-lhe que siga "RUMO ao SUL".

Um excelente blogue, dedicado à Poesia e à Arte.

Variados Poetas e Poetisas, óptima Poesia, lindíssimas Fotografias e imagens de Pintura ou outras Artes Visuais. (...) Tanta Arte!

Não há nada como comprovar.

Aventure-se a viajar em direção à LUZ que dimana do SUL!

 

http://rumoaonossosul.blogs.sapo.pt/

 

rumo ao sul. blogue. jpg

 

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publicado às 15:52

Um Poema dedicado à Mãe! A todas as Mães!

por Francisco Carita Mata, em 06.05.17

«AMOR DE MÃE»

 

DIA da MÃE

  

IMG_20160725_182014.jpg

 

«Amor de mãe é pra sempre / …

Dia da Mãe, mais que justo celebrar /…

Comemora-se o Dia da Mãe /…

Binómio sagrado, que Deus fez; / …

Obrigada por me teres dado a vida, / …

Minha mãe é minha amiga / …

O lugar da Mãe é sempre no trono da alma e da memória. / …

A Mãe é ninho de Amor / …

Mãe, fazes-me falta… / …

A mãe é nascente de vida, de alma pura, / …

A minha fada do lar /…

Aconchego-me no teu colo / …

Mãe, com tua pele de seda, teus cabelos pretos, olhos verdes, eras uma menina linda. / …

Mãe / Muito jovem partiu / …

Minha mãe é pobrezinha / …

Quero-te Mãe / …

Chamarei sempre o teu nome / …

Porque são os vossos olhos tristes? / …

Estamos a chegar a mais uma Páscoa! / …

Já não tenho pai nem mãe, / …

Tu mulher querida mãe, / …

Outono da vida – Inverno, muito frio! / …

É o eixo entre os filhos e o marido e todos os familiares, / …

No céu existe uma estrela / …

Mãe… / Um nome suave, tão doce / …

Menino (lembro-me tão bem) / …

No teu perfumado e doce ventre, / …

O navio… ia navegando, / …

Saudosos dias… / …

… A Mãe era mais discreta… / …

Ser mãe é ser o farol / … »

 

*******

 

Este Poema dedicado a todas as Mães, mesmo às que só puderam sê-lo, espiritualmente, foi “criado” por todos os Poetas e Poetisas que participaram na “Coletânea de Poesia e Prosa Poética” – 2017, subordinada à temática “Pai e Mãe”, de vários Autores e coordenada pela vice-presidente da APP – Associação Portuguesa de Poetas, Maria Graça Melo.

De cada poema, recolhi o primeiro verso ou aquele primeiro em que primeiro se fala especificamente da Mãe. De duas prosas poéticas, os títulos, que realcei, que assim estão nos textos originais.

Alguns textos não estão unicamente direcionados para as Mães. Mas, deles, lá está o 1º verso!

Estruturei-os pela ordem em que se encontram alojados no livro e resultou, digo eu, um lindo Poema Coletivo.

Ou não?!

Sim! Eu atrevo-me a dizer que concorda comigo. Concretizámos um Lindo Poema!

Faça o favor de ler com atenção!

Até seria muito interessante que, um dia, fosse lido em conjunto. Pode ser…

 

Ah! Falta frisar que, na concretização desta ideia, inspirei-me na metodologia utilizada no Prefácio da XX Antologia da APP, 2016, da Autoria de João Coelho dos Santos.

 

A foto é um original de D.A.P.L. – 2016.

 

(P.S. – Dir-me-á que falta referir o nome de todos os Antologiados. O que é inteiramente verdade. Darei conhecimento no próximo post, em que estruturarei os versos direcionados aos Pais. Que conseguiremos também um lindo Poema coletivo!)

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publicado às 15:06

Coletânea de Poesia e Prosa Poética: “Pai e Mãe” – Vários Autores

por Francisco Carita Mata, em 05.05.17

Apresentação Pública 3 de Maio de 2017

Sede da APP – Associação Portuguesa de Poetas

IMG_20160725_181846.jpg

 

Realizou-se, na passada quarta-feira, dia três de Maio, na sede da APP, Rua Américo de Jesus Fernandes, 16 A -, aos Olivais, Lisboa, a apresentação pública da supracitada “Coletânea de Poesia e Prosa Poética”, subordinada à temática “Pai e Mãe”, coordenada pela vice-presidente da Associação, Maria Graça Melo.

Estão representados 31 Autores, com poemas dedicados ou inspirados pelos respetivos progenitores.

 

“Na Bíblia Sagrada, um dos Dez Mandamentos manda honrar o pai e a mãe”, refere a coordenadora, em jeito introdutório do posfácio.

 

E este foi o Valor primordial, no relacionamento da Família, que estruturou as atitudes e comportamentos dos Antologiados que tiveram a grata oportunidade de participar na sessão de apresentação.

Honrar, homenagear, lembrar, com Saudade e Amor, os seus ascendentes mais diretos.

 

Puderam estar presentes na apresentação, Maria Graça Melo, que igualmente dirigiu a assembleia, Ana Nunes Ribeiro, Francisco Carita Mata, João Francisco da Silva, Alexandre Aveiro, Manuel Rodrigues, Júlia Pereira, João Coelho dos Santos e Pais da Rosa. Para além do presidente da APP, Carlos Cardoso Luís, que, nessa qualidade, também participou na sessão poética, também disse poemas de outros autores da coletânea, embora não participante, enquanto antologiado.

 

Foi uma sessão muitíssimo interessante, pois para além do óbvio, apresentar a Antologia e “dizer Poesia”, tornou-se uma reunião em que as Pessoas presentes se “abriram” aos Outros de uma forma muito espontânea, livre e salutar.

Fosse pelo tema “Pai e Mãe”, as figuras primordiais do nosso entrosamento social; e as imprescindíveis lembranças que nos remetem, consciente ou inconscientemente, para o nosso universo infantil; para a presença ou ausência das figuras parentais; o certo é que houve uma apresentação não menos calorosa de quando a sede da APP está repleta de Associados.

 

Estivemos presentes dez Sujeitos, cada um com o seu jeito e modo de estar face à Poesia e à temática abordada, mas e para isso também não terá sido alheia, para além do número, também a própria disposição dos convivas, em círculo pequeno, sentados numa roda, sem qualquer mesa ou entrave entre eles, propiciadora que houvesse interação, espontaneidade, sentimento, abertura aos Outros, disponibilidade e acolhimento.

Foi, talvez, uma sessão com alguma componente terapêutica e igualmente com um cunho didático, pois também houve oportunidade para sugestionar, quiçá, ensinar alguns princípios e conhecimentos sobre metodologias poéticas.

 

Parabéns e obrigado aos organizadores e participantes.

 

(P. S. - E a sala agora está ainda mais bem composta com os retratos de antigos Presidentes!)

 

Nota Final: Fotografia original de D.A.P.L. - 2016.

 

 

 

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publicado às 15:37


Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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