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“Praxes”: Setembro 2017

por Francisco Carita Mata, em 25.09.17

Crónica(s) de Descontentamento (I)

 

Setembro é sempre um tempo de recomeços. Começou o Outono, outro e um novo outono. É sempre tempo de retorno, de retornos. De inícios, de reinícios.

(Um outono que continua a vaga de secura que nos vem assolando. Nunca mais chove!

E quando chover?... E os campos serranos, da “Zona do Pinhal”, tisnados pelos fogos?!

…)

 

Os tempos outonais trazem-nos sempre um novo ano letivo, nomeadamente no ensino superior. (E como é agreste recomeçar com este calor!)

Para quem será agradável este recomeço, com sol e calor, será para os “praxados”! Será?!

 

Uma tristeza! Uma lástima, que estudantes (?), ademais universitários (?!) tanto se empenhem em práticas humilhantes e ainda as venham mostrar para as montras mais concorridas da cidade.

Lisboa, invadida (?) por turistas, uma verdadeira chusma de estrangeiros calcorreando a Baixa Lisboeta, vem cumulativamente sendo enxameada por hordas de jovens universitários, que em bandos, mais ou menos ajaezados, descem o Chiado, percorrem as mais concorridas artérias pombalinas, pousam em locais emblemáticos a testarem as capacidades de absorção alcoólica, desaguam no Rossio.

Sintomaticamente, nesta Praça, aos pés da estátua de Dom Pedro IV, paladino do Liberalismo, jovens (?), ajoelhados, em genuflexão perante outros de capa e batina, (a adoração que esta juventude atual tem por fardas!), num arrazoado de frases feitas e cantilenas, em palavras de ordem, mais ou menos chocalheiras, repetindo-as às ordens de comando de uns supostos “doutores”! (Na verdade, seus iguais, mas que se assumem como superiores…)

Paradoxalmente, numa Praça que já foi palco, de entre outros eventos de barbárie, numerosos autos de fé, em tempos que julgávamos ultrapassados, reeditam estes jovens universitários (!) atitudes e comportamentos de aviltamento da condição humana, rebaixando-se e rebaixando outros iguais, à condição de inferiores, de subespécie, de “bichos”.

Atos e ações não supostamente atribuíveis a Pessoas, jovens, estudantes, universitários.

 

Na passada 2ª feira, dezoito de Setembro, rapazes e raparigas, estas na maioria (!!!), de Medicina(!!) e da Nova(!), submetiam e submetiam-se a estas práticas junto ao pedestal, onde se diz estar representado o Rei Soldado, frente ao teatro Dona Maria II, aos olhos de Garrett!

Que dirão estes ideólogos da Liberdade, do ideário da Revolução Francesa, face a estes atos de aviltamento dos Direitos e Liberdades fundamentais?

 

E numa Praça que também tem sido palco de eventos de Liberdade, nomeadamente antes e depois do 25 de Abril de 74?!

 

Que nada!

As praxes, supostamente, estão para ficar.

(Tornaram-se um negócio, e tudo quanto envolve “money”…)

Também não haverá muitas hipóteses alternativas. Haverá?! E é urgente e imperioso que elas existam. Atividades construtivas de integração dos novos alunos, envolvendo todas as academias, em que todos se empenhem e se sintam participantes.

E que contribuam para a integração e companheirismo.

 

Todavia, no meio daquela chinfrinada “praxeira”, nem tudo é negativo.

As atuações das Tunas são e proporcionam momentos interessantes. Nesse mesmo dia, ao meio da tarde, ao cimo da Rua do Carmo, tivemos a oportunidade de presenciar uns momentos deveras interessantes, na atuação da Tuna da Faculdade de Belas Artes, frente a uma afamada gelataria.

Valeu o gelado, mas também os encores da Tuna. (Infiro que a respetiva atuação estivesse também incluída em presumíveis “praxes”. Teria estado?! Antes não estivesse.)

Neste caso, algo positivo. E que ainda rendeu pecúlio assinalável aos seus promotores, que eles estenderam a manta e os transeuntes, que pararam para assistir, na maioria turistas estrangeiros, não se fizeram rogados.

 

Aqui está uma atividade que deverá ser fomentada na integração dos jovens estudantes.

 

O resto visível?! Na maioria e no mínimo, uma tristeza!

 

in. empregopelomundo.com

 (Imagem in. empregopelomundo.com)

 

 

Valerá alguma coisa apelar à rejeição das “praxes”?!

 

 

 

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publicado às 16:51

Serão os incêndios inevitáveis?!

por Francisco Carita Mata, em 11.09.17

Serão uma fatalidade, um fado, a que não possamos fugir no Verão?!

Uma ocorrência catastrófica, mas natural, como um furacão, um tsunami, um terramoto, um ciclone?!

 

Original DAPL 20170715.jpg

 

(Verão Escaldante!)

 

Volto a este assunto, porque, infelizmente, desde Junho que vivemos esta calamidade!

 

Este post anda para ser publicado desde Agosto. Mas tem-me sido difícil e doloroso escrevê-lo. Para além de outras questões, que me têm coartado a iniciativa de escrita. Mas tinha que ser escrito. E publicado! Em reforço ao que já escrevi anteriormente sobre o assunto.

 

Dada a forma e o conteúdo desta problemática e de como nos é ciclicamente apresentada, nomeada e muito especificamente pelos “media”, realce para as TVs, até parece que os incêndios são uma fatalidade, são uma inevitabilidade dos verões, dos verões de Portugal.

Mas serão?! Nomeadamente à escala e na dimensão em que, neste milénio, nos têm assolado?!

 

Na génese dos incêndios está, em muitos deles, quiçá na maioria, a malvadez humana de alguns, a cupidez e ganância de alguns outros e a inação de muitos.

(Há, obviamente, fatores naturais que são também causalidade, nalguns casos.)

Já me reportei a estes assuntos em vários posts e neles, caríssimo/a leitor/a, pode encontrar algumas das várias sugestões que apresento sobre o assunto e sobre a forma de minimizar este problema.

 

O que falta, o que tem faltado, é muito trabalho, muito trabalho de base, muito trabalho prévio, de prevenção; de prevenção, repito, a fazer-se anualmente, cada ano e ano, realço, por todas as entidades públicas e privadas e pelos cidadãos.

 

Original DAPL 20170715.jpg

 

Falta trabalho. Trabalho. E tanta gente que se queixa que não tem trabalho! E vontade de trabalhar?!

 

Impressiona-me que perante esta verdadeira catástrofe, que de tal se trata, se observe uma relativa indiferença das pessoas, em geral.

 

Nas grandes cidades, mesmo naquelas, que são a quase totalidade, igualmente suscetíveis de serem assoladas por tal fatalidade, anda tudo nos afazeres e prazeres, como se tal ocorresse num outro país, num outro mundo, numa outra realidade.

Aliás, nesse contexto, nesse âmbito espacial, tudo se processa como se os fogos fossem assim uma espécie de “realidade virtual”.

 

Que papel, que contributo, virão dando as televisões para esse adormecimento, para esse anestesiar das mentes?!

Durante estes trágicos meses de Junho, Julho e Agosto e Setembro (pasme-se!) em que o País tem sido assolado por essa vaga de incêndios, a abertura dos telejornais, nas várias televisões, tem sido focalizada nessa temática.

Mas será que a forma e o modo como esse assunto é veiculado, contribui para informar ou mais para deformar as perspetivas dos telespetadores?!

(Atente-se no termo: tele espetadores! Que é isso que somos frente à TV. Espetadores, não atores, à distância…

Veem-se imagens de fogos, a seguir de festivais e festivaleiros enfrascados, cenas de fogos virtuais da “Guerra dos Tronos”, outra publicidade qualquer, mais ou menos disfarçada, futebóis e futeboladas, milhões e milhões nas transferências… E, eis o telejornal, enquanto o pessoal janta ou almoça ou come umas tapas ou bebe um café à beira mar plantado… E que o País do Interior se prante…

E aquelas imagens trágicas e assim contextualizadas, informam ou deformam?!)

 

(Aliás, os telejornais têm o condão persistente de nos alertarem para a desgraça! A nossa e a alheia. Tanto, que anestesiam.)

 

Os Políticos do Poder Central envolvem-se em questões e explicações mais ou menos consistentes; em acusações mútuas, recíprocas, mais ou menos pertinentes; em causalidades com maior ou menor nexo com o real. Em questiúnculas… demasiadas vezes. Politiquices, tantas vezes!

Os Políticos do Poder Local andam todos numa fona pré eleitoral, que as Autárquicas se avizinham, há que constituir listas, agora já formadas, sabem-se lá os jogos de bastidores (?) e vão-se mostrando por festas e festarolas, festivais e festivalices. E foi assim todo o santo Verão. Enquanto os campos iam ardendo.

 

Impressiona-me, ainda mais, o distanciamento, mesmo nas localidades do Interior, aldeias, vilas, cidades, em que os efeitos dos incêndios ocorridos, a mais de uma centena de quilómetros, se manifestam sob diferentes aspetos, mas nem isso leva as pessoas a saírem da inação, da sua zona de conforto e comodidade.

Em todos estes meses, desde Junho, ainda anteontem, nove de Setembro, se observou, o Norte Alentejano, pelo final da tarde, mais acentuadamente próximo ao sol-pôr, é coberto por uma nuvem de fumo, direcionada de Noroeste, proveniente do Atlântico, passando pela “Zona do Pinhal”, concelhos do Centro de Portugal, abrangendo parte dos distritos de Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, onde têm ocorrido os trágicos incêndios, que tanto têm castigado as populações da Região.

Nalguns dias, em que o fumo se tornou mais intenso, o sol ocultou-se até mais cedo que o habitual, como se tivesse havido um eclipse.

E é o cheiro e o fumo que impregna e cobre as povoações, até em Espanha. Em Julho, no “Dia dos Avós”, pudemos observar esse facto em Valência de Alcântara. E, em Marvão, o vento impregnado de fumo, corria veloz, nas faldas da Serra, em direção aos campos da Meseta Estremenha!

E as casas e as árvores ficaram cobertas de um manto de cinza, restos de folhas e vegetais queimados, que o vento trazia dos locais dos incêndios.

 

Mas acha que estes factos, estas vivências diárias, durante estes meses, têm levado as pessoas à ação, ao trabalho de limpezas de campos, de caminhos vicinais, de estradas, de quintais, quintas e quintarolas, próximo e dentro das localidades?!

Ao aceire das bermas das estradas, dos campos circundantes, das serras e serranias, das encostas e terrenos junto e dentro de aldeias, vilas e cidades?!

 

E alguém ouve, apelos e sugestões, pedidos ou ordens, normativos ou posturas, dos Poderes Instituídos, Centrais e Locais, para que Cidadãos ponham as mãos ao trabalho?!

A começar pelas Juntas de Freguesias que deveriam ser as primeiras a agir?!

 

É só caminhar pelas localidades e redondezas. Viajar pelos concelhos limítrofes e olhar com olhos de ver!

Observe Caro/a Leitor/a, mesmo nas grandes Cidades.

 

Tudo se projeta para o futuro, mas entretanto, desde Junho, vivemos estas calamidades.

 

E os desgraçados que vivem e sofrem no meio destes incêndios!

Seja quem sofre os efeitos, que vive nos locais e quem acorre para apagar…

 

Situação a que a grande maioria deste País está sujeita! Dada a forma como todo este processo tem decorrido.

 

E os incendiários?!

Quando haverá uma ação direta e preventiva que impeça que esses indivíduos passem ao ato?!

Coartá-los de liberdade de movimentos nos meses críticos: Maio a Outubro.

Pô-los a trabalhar, a trabalhar no duro: na reflorestação, nas limpezas dos campos… (Durante o resto do ano.)

 

Legislar sobre estes assuntos é importante. Mas o fundamental é passar à ação. Em todos os campos possíveis.

E sem o trabalho de base não se obtêm resultados.

Operacionalizar agentes, em diversos enquadramentos funcionais, que se ponham a trabalhar, a trabalhar no terreno, nos terrenos, nos campos. Na Prevenção!

 

E a ação cívica dos cidadãos é imprescindível. Mais cuidado! Mais atenção aos lixos, que espalham por todo o País.

(Para algumas pessoas, o País, para além das portas e janelas da sua casa e do seu carro, é um vazadouro de lixo.)

E as beatas dos cigarros?!

 Trovoada-seca-mão-criminosa-descarga elétrica...

Incêndios...

*******

E quando vierem as primeiras chuvas?!

E a falta que a chuva nos faz.

*******

(Fotos Originais D.A.P.L. - 2017 - Julho)

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publicado às 15:46

Trovoada seca? Mão criminosa? Descarga elétrica? (…)

por Francisco Carita Mata, em 17.07.17

E sobre os fogos florestais… Ainda!

E a Prevenção?!

 

Prólogo:

Este texto foi escrito bem no início de Julho e era para ter sido publicado logo, logo.

Não foi. É agora!

Infelizmente, mantem, ainda, demasiada atualidade.

Entretanto têm acontecido outras ocorrências mediáticas.

As “redes” sociais têm “ardido”, por acontecimentos, opiniões, mundivisões, atos e ações de maior ou menor relevância…

Não me vou debruçar sobre essas temáticas.

Volto a um tema quente, infelizmente, por demais.

 

Foto original DAPL 20170630 .jpg

 

Desenvolvimento:

Só este mês, Julho, se iniciou o período crítico respeitante aos fogos florestais. Paradoxalmente, todos nós sabemos o que aconteceu ainda na Primavera!

E sobre esse fogo, tanto se atenta na respetiva causa imediata.

Inicialmente, fora a trovoada seca, associada a altíssimas temperaturas, ventos ciclónicos e reduzida humidade no ar…

Posteriormente, falou-se em mão criminosa…

Também se falou em descarga elétrica de postos de alta tensão…

Todas causas imediatas possíveis.

Não sei se entretanto surgiu mais alguma explicação…

 

Mas a causa remota estava lá! E continua a permanecer por quase todo o nosso País. É só olhar com olhos de ver para o que nos rodeia.

Há que prevenir o que ainda pode vir a acontecer. Que os meses mais perigosos ainda estão para vir!

As limpezas de terrenos junto às povoações, os aceires, o corte das ervas e matos nas bermas das estradas, deveria ser uma das prioridades.

Sem os trabalhos e cuidados de limpezas, sem as ações preventivas, bem pode chover dinheiro!

Ter aproveitado o tempo mais fresco que ocorreu no final de Junho, para essas atividades. São Pedro deu uma ajuda. Choveu e esteve bastante fresco na véspera do Santo!

Agora, em Julho também têm vindo alguns dias propícios. Principalmente nas manhãs, bem cedinho. Alternados com outros, impossíveis, de calor!

Também tem chovido. (Pouco, pouco!) E as chuvas após os incêndios…

 

Fotografia original DAPL 20170630.jpg

 

Mas voltando às limpezas…

Quem fizer uma viagem pelo Interior do País constatará que a atitude dos diferentes poderes concelhios difere de uns para outros.

Verificará que se alguns têm as bermas das estradas limpas, noutros nem por isso.

E neste aspeto, falta de limpeza, não há qualquer diferença por orientação partidária.

Envolve praticamente todas as orientações partidárias.

É um daqueles assuntos locais e nacionais em que todos se devem envolver. Não adianta alijar responsabilidades, nem atirá-las para cima do vizinho.

As “politiquices”, nomeadamente face aos fogos, não fazem qualquer sentido! (Nem relativamente a outro qualquer assunto, frise-se!)

 

Agora só se fala em milhões e milhões.

Mas ouso questionar.

Se há tanto dinheiro, à posteriori, porque não terá havido para os trabalhos prévios?!

 

Se há tanta solidariedade, de tanto lado, de tanta gente, e ainda bem que há, porque não se envolvem os cidadãos em ações de prevenção, das mais diversas maneiras?!

(Já aqui abordei estes assuntos de cidadania em vários posts!)

 

E toda essa massa irá ter aos destinos certos?!

E irá ser usada da forma mais correta?!

Tanta desgraça se evitaria se houvesse uma verdadeira prevenção em que todos participassem!

Bem se pode, agora, falar e falar, perorar e perorar, tanta solução futura, tantas opiniões mágicas para daqui a anos, mas não havendo cuidados continuados e anuais…

Bem se pode falar em acabar ou reduzir as florestas de monocultura de espécies combustíveis (pinheiros e eucaliptos), que é imperioso executar; em reflorestar com espécies autóctones (carvalhais perenes e de folha caduca), indispensáveis, mas não havendo prevenção anual e atempada, de nada valerá tanta peroração!

(Tanta conversa é apenas “trovoada seca”!)

 

E é só nos campos?! Não!

Repare na sua Cidade!

Na minha Cidade, olho a serra a norte da Unidade de Saúde Distrital… e o mato que vejo!

Deus nos livre, de trovoadas secas! De mão criminosa ou descuidada! De uma beata de cigarro mal lançada… De descargas elétricas de alta tensão! Das altas temperaturas que continuarão. Que o Verão ainda mal começou!

E no perímetro urbano da Grande Cidade, em Lisboa, como é?!

 

Agora anda toda a gente nos festivais… Tanto festivaleiro para aqui, tanto festival para ali.

E tanto “cuidado” que há! Só se lembram quando há “Andanças”!

E como ficam os recintos após a festivalada?

Toneladas de lixo!!!

O papel e a responsabilidade dos cidadãos é inquestionável. Há que mudar hábitos, atitudes e comportamentos.

(http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/um-pais-a-arder-pelas-raizes)

 

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publicado às 14:38

“Consulta Pública sobre a Reforma das Florestas”

por Francisco Carita Mata, em 16.01.17

“Alteração ao Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios”

 

Algumas ideias / Algumas Sugestões

 

Este texto, que elaborei fundamentalmente para colaborar na temática em epígrafe, dimanada do XXI Governo Constitucional, baseia-se em reflexões que já teci sobre o assunto, nomeadamente publicadas no blogue.

Alguns subtemas, quiçá sugestões, estarão já consignados no projeto de Lei, outros poderão trazer algum novo contributo. É isso que espero e que me impeliu a organizar as ideias, que, aliás, já tinha idealizado estruturar e enviar para quem de direito. O que surge, agora, com propriedade.

Tenho a plena noção que é limitado e parcelar.

 

  • Sobre este assunto, a estratégia fundamental deverá assentar na PREVENÇÃO.
  • A Prevenção sempre, e em várias frentes.

 

I - Dotar, de meios e condições, as Instituições envolvidas no combate aos incêndios. Sim! Mas só, não basta. Há que agir antes de haver as ocorrências trágicas.

 

II - Envolver todas as Entidades, os Poderes Públicos: Governo Central, Governos Civis, Governos Regionais, Autarquias (Câmaras Municipais, Juntas de Freguesias).

Aliás, estas duas Entidades são as que têm que ser mais envolvidas, empenhadas e responsabilizadas, pois são as que estão no terreno e mais diretamente conhecedoras das situações, sob todos os aspetos.

As Autoridades, no terreno: GNR - Guarda Nacional Republicana; ANPC - Autoridade Nacional de Proteção Civil.

 

III - Envolver os Cidadãos, sempre. Têm uma enorme responsabilidade e, em última e primeira instância, os que mais sofrem com o ocorrido. Os que mais têm a ganhar com a Prevenção. A perder com as ocorrências trágicas.

 

IV - A Limpeza dos Terrenos é imprescindível.

1. - Dos campos, prioritariamente.

Obrigatória e coerciva, numa faixa definida (100 a 150 metros) das casas e das povoações.

Junto às localidades, especialmente as montanhosas e de zonas florestais, definir um perímetro em que terá que haver total erradicação de matos e árvores facilmente combustíveis.

Desmatação, aceiros, desbastes, cortes de matos.

 

A intervenção e fiscalização dos Poderes Locais é essencial.

Foto original DAPL 2016.jpg

 

2 - Mas não só nos campos. Nas cidades, nomeadamente nos designados “parques urbanos” é imperiosa. (Bastava ter-se visto como esteve Monsanto todo o Verão!)

3 -Terrenos baldios dentro dos perímetros urbanos. Tantos por limpar e com montureiras de lixos.

4 - As bermas das estradas e autoestradas: devidamente limpas, de raiz, não o arremedo de desbaste das ervas que é feito, ficando todo o substrato à mercê de uma ponta de cigarro.

5 - Os caminhos vicinais, nomeadamente os mais próximos das localidades, outrora muito utilizados, atualmente pouco usados, mas onde é sempre imprescindível limpeza: de ervas, de matos e de lixos.

 

Limpezas efetuadas como deve ser, a começar nas estradas e caminhos. Não esse arremedo de limpeza que se faz, em que se corta a erva maior, mas fica todo o substrato vegetal no solo.

Aí residiria o papel fundamental dos “cantoneiros”.

 

 

V - E nestas considerações, de que se depreende a intervenção dos Poderes instituídos, também se depreende a Ação Cívica dos Cidadãos.

Os Cidadãos têm muita ação a desempenhar na prevenção.

 

VI - No envolvimento dos Cidadãos é fundamental o papel dos “Media”.

  • Promoção de campanhas de sensibilização para as limpezas efetuadas ou a efetuar.
  • Envolver as pessoas na recolha dos lixos. Para terem atitudes cívicas face ao lixo.
  • Promoção da reciclagem seletiva.
  • Deposição do lixo nos locais adequados.
  • (Quanto lixo não é atirado borda fora, na berma das estradas, na beira do caminhos, nas margens de rios e ribeiras(?!).

Foto original DAPL 2016.jpg

 

Nas ruas e passeios. No meio dos campos e florestas. Com tantos contentores para todos os lixos: indiferenciados, embalagens, vidros, papelão, remédios, roupas e calçados, industriais, obras...)

 

VII - Neste aspeto, o papel dos meios de comunicação pode ser fundamental e também cívico.

  • Já que gostam de tanto “espetáculo”, que promovem na altura dos incêndios, melhor seria que atuassem preventiva e civicamente. É também um dever de cidadania que lhes assiste.
  • Ganharíamos todos, muito mais!
  • Incentivar os cidadãos para terem práticas ativas de respeito pelo meio ambiente, o que de todo não se verifica.
  • Basta ver como muitas pessoas lidam com o lixo e com os cigarros, cujas beatas atiram janela fora, em pleno Verão!

 

VIII - Envolver também os cidadãos nas ações práticas de limpeza de campos, matas, terrenos baldios, parques, ruas, estradas, caminhos, ribeiras e rios, caminhos vicinais…

  • Tanta gente desempregada.
  • Tanta gente a receber subsídios, podendo trabalhar.
  • Envolver, civicamente, toda essa população, que podendo trabalhar, recebe sem o fazer, sem retribuir nenhuma contrapartida à sociedade.
  • Neste campo, os media também podem ter uma ação pedagógica.
  • Estruturar profissionalmente agentes no terreno: guardas-florestais com funções fiscalizadoras, mas também com ação nas limpezas. E porque não recriar a profissão de cantoneiro com ação concreta de limpeza e “folha de serviço”?

 

 

IX - Envolver as Escolas em campanhas teóricas e práticas, na limpeza e remoção de lixos, na prevenção de fogos. Com concursos, com prémios. Estruturar ações, projetos, nesse sentido.

 

X - Envolver os Serviços militares – Forças Armadas, tanto em ações de prevenção, como cívicas, como na preparação para atuarem nas ocorrências de facto, nos fogos. Também na vigilância. Mas, sempre, e preferencialmente, na prevenção.

 

XI - Os serviços prisionais, os que pudessem agir nesse sentido.

 

XII - Outro campo em que tem que se agir preventivamente, refere-se aos incendiários conhecidos, alguns criminosos compulsivos, ainda que “doentes”.

Mantê-los vigiados, melhor, privados de liberdade de movimentos, acompanhá-los, de algum modo integrá-los em atividades socialmente úteis.

Durante as estações do Outono, do Inverno e na Primavera mantê-los “presos”, mas ocupados em atividades precisamente de limpezas e manutenção de campos, ou outras adequadas ao seu perfil.

No Verão, igualmente privados de liberdade, mas retidos em locais onde não seja suscetível de atear fogos.

 

XIII - Prevenção. Sim, é o fundamental. E trabalho, muito trabalho de campo.

Muito falta fazer. E neste aspeto não há grupos no Poder que se possam limpar uns aos outros, nem alijar responsabilidades, atirando para cima dos antecessores. Todos são, todos somos, corresponsáveis. Ou não?

Este é um dos assuntos/problemas deste País em que tem que haver uma unidade de esforços.

 

XIV - E não adianta defender que os fogos ateados, por mão criminosa, existem, independentemente da prevenção, porque, sendo essa afirmação verdadeira, apesar de tudo, havendo medidas preventivas os seus efeitos serão menos nefastos.

Prevenção, sim! Prevenção, como prioridade.

E a atuação sobre estes indivíduos também pode ser preventiva.

 

XV - E uma ideia que não é totalmente original no seu conteúdo, ainda que julgo sê-lo na sua metodologia.

Promover a criação de rebanhos de ovelhas e/ou de cabras ou mistos, que, num modelo ancestral, idêntico ao dos “rebanhos comunitários”, percorreriam terrenos abandonados, matas e matagais, caminhos antigos e vicinais, ribeiros e ribeiras, pastando, comendo os matos e, assim, de uma forma ecológica e amiga do ambiente, limpariam os terrenos e funcionariam preventivamente contra eventuais incêndios.

Um modelo que poderia ser organizado e gerido pelas Autarquias, com o apoio das populações locais, que poderiam ser cofinanciadoras dos projetos e, dessa forma, participarem na cogestão das atividades em todas as suas implicações.

Uma ação preventiva e fiscalizadora, suscetível de criar riqueza e trabalho.

 

XVI - Incentivar os particulares com rebanhos, especialmente de ovelhas, a desenvolverem essas práticas, que aliás alguns donos de gado já as implementam nos terrenos abandonados, nos caminhos, nas ribeiras.

 

XVII - Implementar a utilização de toda a matéria vegetal, obtida nas limpezas pelo País, na produção energética, incentivando precisamente as limpezas como fontes de rendimento, ao promover-se a venda do material lenhoso e vegetal a centrais energéticas ou outras finalidades, fertilizantes, estrumes, biomassa, etc.

Unidades industriais estrategicamente implantadas em zonas do Interior, onde é mais necessário criar riqueza, trabalho e fixar as populações.

 

!!! - E atenção aos negócios, aos negócios, aos negócios associados a estas questões dos fogos!

 

 

Prevenção! Prevenção! Prevenção é sempre imprescindível.

Feita como deve ser. E envolvendo toda a gente, todos os anos!

 

E, não esquecer!

Por mais legislação que possa haver, necessária é certo, mas se não houver ação concreta e preventiva no terreno, nada se conseguirá!

Tem que ser uma verdadeira luta.

 Nota Final: 

Tomei a liberdade de enviar este texto para os Senhores MInistros de:

- Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural;

- Administração Interna;

- Ambiente.

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publicado às 20:07

NÃO à Central Nuclear de Almaraz!

por Francisco Carita Mata, em 14.01.17

NÃO à Energia Nuclear!

 

Almaraz central nuclear In. público pt.jpg

 

A preocupação com a continuidade na utilização das Centrais Nucleares, para mais obsoletas, como a de Almaraz, supostamente seria um tema que deveria “inundar” as redes sociais.

 

Mas não. Nem parece ser um tema preocupante.

Mas é.

 

Daqui, modestamente, se apela às Entidades Governativas em Espanha que providenciem no sentido da desativação, com os necessários requisitos de segurança, da referida Central Nuclear.

É imperioso e urgente que o façam!

 

Será que um País com tantas horas de Sol não deverá, cada vez mais, promover a utilização dessa fonte energética inesgotável que é o Sol?!

E muitas outras Energias Alternativas podem ser utilizadas.

 

Não é a primeira vez que aqui, no blogue, me debruço sobre esta questão da substituição das energias poluentes por fontes de energia mais limpas.

É uma questão política, essencialmente. Só que é determinada por questões económicas e financeiras que lhe estão subjacentes e que a condicionam.

Quisessem os vários poderes instituídos e seria possível substituir cada vez mais as fontes energéticas poluentes e/ou perigosas, carvão, petróleo, nuclear, por outras mais limpas.

 

O SOL nasce todos os dias e fornece energia inesgotável, que não é aproveitada e que sendo, poderia facilmente prescindir-se da maioria das fontes energéticas poluentes e perigosas.

Alterar-se-ia muito a geoestratégia política e económica.

Uma estratégia financeira menos assente na obtenção do lucro fácil!

 

São possíveis outras fontes de energia, alternativas às fósseis, nomeadamente a solar, a eólica, a hídrica, a da biomassa, …

Já abordei este tema, em Gás de Xisto”, a 08/05/15.

 

Também se apela ao Governo Português que não desista de pressionar os Governantes Espanhóis para que estes se comprometam na desativação da referida central.

É sua Obrigação Moral. Portugal não usa a energia nuclear. Uma razão acrescida para não estar sujeito às consequências nefastas das centrais nucleares espanholas.

 

Sabe onde fica Almaraz?

 

In. Observador captura-de-ecra-2017-01-12.jpg

 

Como vê, bem perto de Portugal e à beira do “nosso” Tejo. Qualquer contaminação, o Rio seria, desde logo, afetado. Que a poluição não conhece limites geográficos nem fronteiras.

Lembremos Chernobyl!

 

Em Aquém-Tejo, queremos o “nosso” RIO cada vez menos poluído! 

http://observador.pt/explicadores/almaraz

http://arronchesemnoticias.blogspot.pt

http://rr.sapo.pt/artigo/73313/depois_de_almaraz_os_rios

 

SIM às Energias Alternativas

SIM às Energias Não Poluentes

SIM à Energia Solar

SIM à Energia Eólica.

...   ...

 

 http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/locais-pitorescos-do-alentejo-II

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publicado às 16:59

A Morte e a Vida! Sombras e Luz!

por Francisco Carita Mata, em 10.01.17

mario soares.in. museu da presidência da república jpg

 

Uma Vida "Predestinada":

- Jogos de sombra e de luz!

 

A Morte é de todas as certezas, a mais certa da Vida. É a única certeza que temos ao nascer.

Todos os dias se nasce e se morre e cada dia se nasce e se morre um pouco.

 

Neste blogue já aqui falei, por várias vezes, sobre a Morte, nomeadamente a lembrar a Morte de Pessoas Amigas ou de Familiares. Também da aproximação da Morte! Nestes casos, através de Poesia.

 

No ano transato, 2016, aconteceram mortes de vários cidadãos, personagens, alguns, bem carismáticos, de diversos domínios sociais, fosse da política, da arte, da música, do cinema…

Também terão morrido milhões de anónimos, milhares em condições bem trágicas e cruéis, muitos e muitas em idades bem precoces, em que não seria suposto morrer-se, ainda…

Mas as mortes dos que conhecemos dizem-nos sempre mais. O que é natural. Não que as dos desconhecidos, sejam menos morte que morte.

 

Nesta segunda semana do ano de 2017, têm as redes sociais, os jornais, as tvs, as rádios, a net, a media em geral, noticiado a morte de Drº Mário Soares.

 

(Não gosto muito de perorar sobre o que toda a gente perora, opina e desopina, na forma tão peculiar como nas redes os temas explodem. Em casos assim, até à exaustão. Mas, neste, não posso deixar de dizer algumas palavras, até porque, de uma forma muito indireta, dele, implicitamente se falou, quando abordei “políticas e politiquices…”.)

 

Personagem marcante da vida política portuguesa nestes últimos mais de quarenta anos, não posso deixar de assinalar esse facto. Goste-se ou não, tenha-se por ele admiração ou respeito, ou outros sentimentos, ou algum ódio de estimação, que ele também cultivava, dificilmente nos será indiferente.

Tal como todos nós, um ser humano de sombras e também de luz.

Mas é inegável reconhecer-se que foi uma figura incontornável na Democracia Portuguesa. Nesta “nossa Democracia” desempenhou um papel fulcral nestas mais de quatro décadas.

 

Era considerado como “animal político por excelência”.

Sem dúvida!

 

Diria que era um predestinado para a Política!

Atente-se na forma como ascendeu a Presidente da República, em 1986, precisamente graças aos seus adversários.

À partida, pareceria com poucas hipóteses de ir à 2ª volta, mas graças a um "erro" tático-estratégico dos seus mais “acirrados oponentes”, foi à segunda volta e, nela, esses mesmos “acirrados oponentes” viram-se na contingência de votarem nele, para que não ganhasse o candidato da Direita.

 

Ironias do Destino!

 

Mas isso, agora, pouco ou nada importa.

 

A Morte bate-nos à porta, a todos, mesmo aos mais predestinados para grandes voos. Só que estes ficam na História.

E, indubitavelmente, o Drº Mário Soares marcou a História de Portugal.

Goste-se ou não!

 

Se ele fosse crente, diria: “Paz à sua Alma”!

 

Não sendo…

Digo na mesma. Porque, após a Morte, cada Alma precisa de Descanso. Eterno!

 

Notas Finais:

Escolhi, para acompanhar o post, uma reprodução do quadro que figura na Galeria do Museu da Presidência da República, no Palácio de Belém, ilustrativo do Presidente da República, Drº Mário Soares, de Autoria do Pintor Júlio Pomar.

Não que eu goste especialmente do quadro, que não gosto, embora o ache cabalmente representativo do Personagem. Por isso escolhi esta imagem para compor o post.

 

(Já agora aproveito para referir que, na referida Galeria, a pintura que ilustra o Presidente da República, Drº Jorge Sampaio, ainda consegue ultrapassar a anterior pelo lado “esquerdo” da Estética. Desfavorece completamente o retratado. Não haveria outro pintor ou pintora a escolher que não a escolhida para pintar esse quadro?!

Esperemos que o atual Presidente saiba escolher o seu/a sua “retratista”.)

 

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publicado às 22:00

"Hospital Real" em 2ª reposição na RTP2

por Francisco Carita Mata, em 15.12.16

Television de Galicia

5º Episódio, ocorrido no sábado dia 10 de Dezembro de 2016

 

De facto, a RTP2 volta a repor esta excelente série galega.

 

Agora, aos sábados, após a hora do almoço, em vez da sesta, que é inverno, pode ver ou rever esta notável série. (Não sei ainda a hora exata, mas haverei de saber, e contar.)

No sábado passado ainda ocorreu apenas o Episódio nº 5 – quinto episódio.

 

Não é uma série de grandes recursos técnicos, nem de grandes efeitos especiais. Também não terá um orçamento por aí além, digo eu, que não fui visto nem achado no assunto.

Mas consegue captar-nos a atenção. E muito!

E, pelos vistos, não apenas a mim, pois se a RTP2 já vai na terceira apresentação da série é porque ela está a ser vista e apreciada. O que eu também noto nas visualizações dos posts respetivos no blogue.

 

E porquê?! Porque terá este seriado tanto sucesso?!

 

Falo por mim, evidentemente que revi este último episódio, lembrava-me muito bem do enredo, mas visualizei-o com o maior dos interesses.

Indubitavelmente, pela sua qualidade.

hospital-real-tvg2- Atores. In. ABC Galicia.jpg

O facto de ser um seriado histórico, sobre uma época conturbada, o dealbar do século XVIII, 1793, o ocaso do Antigo Regime, o prenúncio de uma nova sociedade, a ascensão da burguesia como nova classe a tornar-se dominante, o declínio e perda de importância da nobreza e do clero.

Fundamentalmente as mudanças sociais e políticas que se sentem e pressentem na vida, no Hospital, um microcosmos da sociedade mais geral.

Em pano de fundo, a Revolução Francesa e seus efeitos

 

A reconstituição histórica, nomeadamente no trajar dos personagens. Apesar da teatralização representativa com aqueles fatos sempre tão impecáveis. Sente-se muito esse sentido de palco que, se por um lado, nos afasta do conceito mais real, associado a filme, por outro nos aproxima mais do conceito de teatro.

 

E que falta faz o bom Teatro na televisão!

Talvez o facto de esta série, de algum modo, tão “próxima” do teatro, ter agradado tanto, talvez, digo eu que sou leigo no assunto, talvez seja sinal de que o público anda ávido de bom Teatro e de boas representações.

Deixo esta dica à consideração de quem gere a programação das RTPs.

 

Talvez, precisamente essa representação tão teatralizada funcione como um chamariz para o público.

Na verdade, temos que reconhecer que o Teatro é um tipo de espetáculo que anda praticamente ausente das nossas televisões, assoberbadas com outros processos narrativos.

Há quanto tempo não passa um bom Teatro na televisão?

 

Os diálogos, estruturando um enredo, em que com o que dizem é mais o que escondem do que o que demonstram abertamente, sempre em jogos táticos, definidores do poder e posição social de cada um.

Os olhares dizendo-nos tanto ou mais do que o que foi verbalizado oralmente.

O trabalho dos atores e das atrizes, com excelentes desempenhos, praticamente sustentados nas falas de cada um, nas réplicas, tréplicas e subentendidos.

Representação quase apenas centrada nos rostos, na expressão facial, traduzindo-nos ideias, pensamentos e sentimentos. Que com aqueles trajares pouco se observa dos corpos, nem assim vestidos pouco podem transmitir de expressivo.

Mas os trajes, per si, são definidores de cada personagem, do seu papel a desempenhar.

E, nestes aspetos, acentuamos novamente o lado da teatralização.

 

O jogo do poder pela conquista da gestão do Hospital, como se de um jogo de xadrez se tratasse, cada personagem, uma peça, no xadrez dessa batalha pela conquista do almejado lugar de administrador.

Estruturante também os assassínios em série(?).

hospital-real-tvg1- Medicina In. ABC Galicia.JPG

A questão da Medicina. Dos conhecimentos, da respetiva prática, da deontologia médica, dos valores de cada um e dos “progressos” que se sentem. Os instrumentos cirúrgicos. Os meios disponíveis, se tal se pode assim mencionar.

Este é também, indubitavelmente, um dos campos de interesse na narrativa.

 

O enredo, o guião, os atores e atrizes, já o disse, mas não é demais repetir.

 

hospital-real-tvg3 Heroi e Mocinha In. ABC Galicia

 

E o(s) romance(s), claro!

 

Todos estes aspetos e mais alguns, que não disse, ou a minha perspicácia não observou e aqueles que fui abordando nas minhas narrações sobre a série, que fará o favor de ir lendo, todos estes aspetos nos prendem ao seriado.

 

Veja, se faz favor.

Reveja, caso já tenha visto. Ou até reveja o revisto, que até está a ser o meu caso!

 

E, espante-se e maravilhe-se!

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publicado às 15:50

6º Serão de Cante e Poesia Alentejana

por Francisco Carita Mata, em 22.09.16

INFORMAÇÃO

É com grato prazer que informo da realização deste "Serão de Cante e Poesia"!

Em Almada

No Fórum Municipal Romeu Correia.

Auditório Fernando Lopes Graça.

Serão de Cante e Poesia Alentejana 2016 - Cartaz.Oxalá tenha oportunidade de assistir.

E conseguir bilhetes. Que, no Auditório, esgotam-se sempre! 

Informo que a obtenção dos bilhetes só é possível no próprio dia, sábado, a partir das 15 horas!

Até lá!

 

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publicado às 17:11

“El Príncipe” – Série Espanhola - RTP 2 – (Reposição)

por Francisco Carita Mata, em 28.08.16

Alguns / Algumas Personagens

Tópicos do Enredo

 

A RTP 2 repõe a 1ª temporada desta série policial espanhola, desde a passada 4ª feira, 24 de Agosto.

Tudo faz prever que, de seguimento, apresentarão a segunda. Só faz sentido que assim seja, senão porque estar a retransmitir a primeira, pese embora seja essa a prática habitual deste canal, repetir a visualização de seriados. E, sendo eles de qualidade, porque não fazê-lo?! Antes isso que apresentar chachadas de programas.

 

E “El Príncipe” merece ser visto e revisto. É um seriado espanhol, cuja ação decorre na cidade de Ceuta, enclave espanhol no Norte de África, Marrocos.

 

Ceuta In. publico.pt.jpg(“Herança” de Portugal, diga-se de passagem. Cidade conquistada por Portugal, em 1415, no início da 2ª Dinastia, reinava Dom João I, com a qual foi começada a expansão territorial de Portugal além da Europa.

E como se tornou espanhola?!

Se quiser saber mais… para não nos perdermos na História.)

 

Já basta o Bairro labiríntico em que supostamente decorrem as principais cenas, precisamente “El Príncipe”, que, na realidade, funciona mais como cenário suposto, do que real.

Para além do bairro propriamente dito, dos seus becos e ruelas, as cenas decorrem na Esquadra do bairro; na casa dos “Ben Barek” , muçulmanos, “mouros”; no Centro Cívico; em presumíveis exteriores… e noutros locais variados e diversos.

 

O seriado tem todos os condimentos para atrair espetadores:

- Atualidade, na forma e no conteúdo; ação, intriga, suspense, enredo romanesco.

 

Desde logo, sinal de Amor, aparentemente impossível, que o Destino laça e desenlaça para a sua hipotética concretização.

Fátima e Javier Morey, separados por barreiras supostamente inultrapassáveis, cruzam-se de amores desde o início do primeiro episódio.

“- Se não entende um olhar, como entenderia uma longa explicação?!” Interpelação feita a Javier, pela mulher, Fátima, comprometida e casadoira; espanhola, mas muçulmana…

E este é um dos fios condutores da narrativa: o relacionamento entre o “herói” e a “mocinha”: Morey e Fátima.

Ligados, enleados também pela tentativa desesperada dela em encontrar o irmão "Abdu", desaparecido.

Que a polícia local pouco se tem esforçado nesse sentido, mas a que Morey vai dar um novo impulso. Socialmente, é esse aspeto que mais transparece do relacionamento entre ambos.

 

El_Principe in. www.senscritique.com

 

Morey vem, supostamente, superintender na esquadra, sendo que o seu objetivo principal é descobrir uma presumível rede de jhiadistas que existiria no bairro, a que a própria esquadra não seria alheia, bem pelo contrário, que nela haveria agentes infiltrados.

 

A esquadra cumpre, melhor ou pior, a sua função, zelar pela segurança dos cidadãos. Mas pelo modo como é dirigida e de facto funciona ou disfunciona (?), permite que, de forma mais ou menos velada, a corrupção possa estabelecer um certo status quo com o submundo do bairro. Neste, campeiam os tráficos ilícitos, em que o da droga, em desatino, inquieta as gentes honestas, a maioria dos que lá vivem.

 

Esta multiplicidade de situações verifica-se nas próprias famílias.

Um dos núcleos fundamentais do elenco é representado pela família “Ben Barek”.

Um dos sujeitos basilares deste grupo é Faruq, que simplesmente é o chefe de um dos bandos organizados do narcotráfico no bairro.

Muçulmano tradicionalista, controla parte do bairro, com os seus homens de mão, sendo aparentemente um bom chefe de família, na sua visão personalizada da vida.

Coabita num contexto de família alargada, apesar de ser casado com Leila, mas ainda sem filhos.

A mãe, Aisha Ben Barek e o pai, Hassan, donos da popular cafetaria do bairro, igualmente muçulmanos, são “pessoas de bem”, alheios (?) às negociatas do filho.

Contudo esta é a “realidade” ficcionada de “El Príncipe”. Crime organizado funciona paredes meias com a vida nos parâmetros da Lei.

Contrapondo-se a Faruq, a irmã, a “mocinha” e heroína da história, Fátima, que, no papel social de Professora no Centro Cívico, procura a regeneração, a integração social dos jovens, através da Educação.

 

El Príncipe personages in. www.vertele.com

Uma das características das personagens e entidades da série é o seu lado oculto, subterrâneo. A ligação entre o lado explícito, social, que está à superfície, que é visível e o que está escondido, oculto das vistas sociais.

E relativamente ao Centro Cívico, tal como já referi sobre a Esquadra, há personagens que se dedicam a outras funções não explícitas, e ilegais. Veremos.

 

E tornamos à Esquadra.

O chefe policial é “Fran”, Francisco Peyón, personagem marcado pelas experiências e frustrações da sua vida, a que não é estranho o assassinato do filho adolescente por um desordeiro delinquente e menor, recentemente saído do centro de recuperação, onde nem chegou a cumprir três anos.

Paradoxalmente assassinado no bairro onde ele, chefe de esquadra, deveria impor a ordem.

Coadjuvado por outros personagens não menos envolvidos nas negociatas dos comércios ilícitos: Quilez, “espanhol” e Hakim, “mouro”.

Personagens que têm muito que contar!

Que muito se irá desvendando.

Personagens que, a seu modo, sabem impor a lei, quando a Lei permite que delinquentes se bandeiem impunemente. Refiro-me ao assassino (?) anteriormente mencionado.

 

Se há algo que choca na série é a utilização de menores pelos criminosos, para executarem as suas “façanhas”. Situação tristemente real!

 

Ainda na esquadra: Matilde, “Mati”, também “espanhola” e loura, de Barcelona, jovem cheia de ambição, a que Morey dá a mão. E que “namora” com o “mouro” Hakim.

E Federico, “Fede”, personagem muito secundário, mas que introduz algumas piadas cómicas no enredo.

 

E, a propósito de comicidade, não posso deixar de nomear Pilar e Rocio, amigas de Fátima, também bastante secundárias, mas correspondendo ao estereótipo das “espanholas”, “chicas” de Almodôvar!

E já que de “chicas” se fala, realçar a mais “chica” de todas, a fogosa Marina, namorada de “Fran” e dona do bar de tapas, habitual poiso de recreio dos policiais e relax do chefe.

 

 

E sobre grupos de personagens reportamos também para os que estão ligados ao CNI. (Centro Nacional de Investigação?) (Em capítulo futuro, saberei que é Centro Nacional de Inteligência! Nem mais!)

Que agrega os que coordenam e orientam a investigação de Morey, e o motivo principal da sua ida para o Bairro.

Mas como eles trabalham na sombra e/ou à distância mantemo-los, ainda, nesse estado e estatuto.

Que muito ainda falta saber e descobrir sobre eles. Que também têm as suas sombras e lado escuro.

 

E sobre esse lado menos claro do enredo da série, mas cada vez mais visível e explícito, à medida que prossegue a narrativa, surge-nos o tema do terrorismo jhiadista, dos radicais islamitas, o papel de um grupo terrorista, Akrab, as suas ações na cidade, os tentáculos no bairro, o envolvimento de personagens aparentemente insuspeitos.

 

E voltamos a um dos leitmotiv do enredo: a descoberta do paradeiro do filho mais novo dos Ben Barek, preocupação da família e persistência de Fátima.

De nome Abdessalam Ben Barek, “Abdu”.

 

E ainda e já na família, mas querendo reforçar os laços de pertença, menciono Khaled Ashour, primo e pretendente à mão de Fátima. Que muito também nos irá contar e ganhará maior protagonismo na segunda temporada.

 

E terão estes dois personagens destacados algo a ver com o terrorismo?!

 

Mas deixemos este tema ou mantenhamo-nos nele e na violência tão presente no Bairro, tanto no plano real, como virtual e lembremos também duas personagens jovens, sujeitas e vivendo essa constante instabilidade e expondo-se a perigos vários: Nayat, a caçula dos Ben Barek e Ruth Peyon, filha de Raquel e Fran.

 

E estou a esquecer vários personagens importantes, tal como a namorada de Abdu e o terrorista que a assassinou? Aos olhos de Fátima e Javier! (Sempre unidos na trama: herói e mocinha!)

 

E vamos continuar a ver e/ou rever os episódios. São muito chamativos!

 

Episódio 4

Episódio 7

Episódio 8

Episódio 9

Episodio 10

Episodio 12

Episódio 13

Temporada 2 Episódio 1

Temporada 2 Episódio 5

Temporada 2 - Episódio 9

Temporada 2 Episódios 9 e 10

Temporada 2 Episódio 11

Temporada 2 Episódio 12

Temporada 2 Episódio 13

Temporada 2 Episódio 14

Temporada 2 Episódio 17 

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publicado às 17:16

Vergonhoso! Infame!

por Francisco Carita Mata, em 23.08.16

Chacina na Dinamarca!!! 

 

Desconhecia completamente que se praticava um ato desta barbaridade num país que até julgava civilizado.

E que até admirava!

Não há palavras para comentar tal desumanidade!

Na Dinamarca!!!

Como é possível admitirem-se tais práticas?!

Que Portugal também tem as sua nódoas!

 

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publicado às 15:44


Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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