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Quadras Tradicionais VI

por Francisco Carita Mata, em 03.12.16

Artemísia - "Altemira" - Foto original DAPL 2015.jpg

 

“Cantigas ao Desafio”

/

Cantigas de Amizade

 

“És baixinha e redondinha

Ligeira no andar

Quando nos encontramos

Temos sempre que conversar.

 

Já cantei uma cantiga

Com esta já lá vão duas

Eu peço à redondinha

Que me cante uma das suas.

 

Já que me pedes que eu cante

Vou-te fazer a vontade

Eu não sei que graça tem

Ouvir cantar quem não sabe.

 

Cantas bem, não cantas mal

Cantas assim como a mim

A mestra que te ensinou

Também me ensinou a mim.

 

O cantar não é da arte

Da geração se procura

O cantar é a memória

Que Deus dá à criatura.

 

O cantar da meia-noite

É um cantar excelente

Acorda quem está dormindo

E alegra quem está doente.

 

Para cantar e bailar

É que meu pai me criou

Sou ‘alegria da casa

Enquanto solteira estou.

 

Quero cantar e bailar

Quero ser a’divertida

Quem sabe d’hoje a um ano

Se eu ainda serei viva.

 

Vai de roda, cantem todos

Cada um, sua cantiga

Que eu também canto a minha

Que a mocidade me obriga. *

 

Eu cantando me divirto

Qualquer coisa me entretém

Assim vou passando o tempo

Sem ter amor a ninguém.

 

Não canto por bem cantar

Nem por belas falas ter

Canto só para quebrar olhos

A quem não me pode ver.

 

Acabaste de cantar

Agora começo eu

Começa o meu coração

A dar combate ao teu.”

 

*******

Notas Finais:

 

1 – Estas cantigas foram recolhidas por uma Senhora de Aldeia da Mata, neste Outono de 2016, e que nos pediu o favor de não divulgarmos o respetivo nome.

2 – Como pode verificar, já vamos no sexto conjunto de “Quadras Tradicionais” e temos vindo a alargar o leque das respetivas Fontes.

3 – A Senhora designou-as precisamente por “Cantigas ao Desafio”, conforme de facto o eram. Subintitulei-as como “Cantigas de Amizade”. Porque elas são um Hino à Amizade!

Uma memória dos que ainda estão connosco e lembrança dos que já se ausentaram. Que para esses também se reporta a nossa estima e recordação.

4 – Estas são tipicamente de “Cantigas ao Desafio” e a respetiva sequência, organizada pela Senhora, induz-nos precisamente nessa metodologia de cantar.

Quando os grupos das raparigas e de rapazes cantavam, fosse nos arraiais, nos bailes, em lazer; ou no trabalho, nos ranchos das azeitonadas ou noutras atividades campestres, quando os trabalhos eram quase totalmente manuais. Também nas idas e vindas para e do campo, nos trabalhos diversos, conforme já mencionei em “Quadras Tradicionais IV”.

5 – A 1ª “cantiga” é original da mencionada Senhora, como forma de introduzir o “Desafio” com D. Maria Belo, em quem se inspirou.

6 – Da nona “cantiga” / quadra, D. Maria Belo apresentou-nos uma outra versão. Situação corrente nestas “cantigas”, em que, por vezes, são apresentadas versões ligeiramente diferentes, conforme também constatámos na Revista “A Tradição”.

*

“Vai de roda, cantem todos

Cada um, sua cantiga

Primeiro é a do rapaz

Segundo a da rapariga.”

 

7 - E, para finalizar, espero que tenha gostado!

8 – Mais uma vez, ilustro com uma foto original de D.A.P.L., obtida no “nosso quintal”, em 2015.

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publicado às 15:48

"Espetáculo Solidário" - CAEP - Portalegre

por Francisco Carita Mata, em 26.11.16

 Grupo de Cantares da TÉGUA e Convidados

 

É com grata satisfação que divulgo a realização deste "Espetáculo Solidário", no dia 10 de Dezembro.

CAEP - Centro de Artes e Espetáculos de Portalegre.

 

Cartaz CAEP. Grupo Cantares da Tégua. jpg

 Se quiser fazer o favor de consultar sobre "Cantigas Tradicionais"

Quadras Tradicionais V

Quadras Tradicionais IV

Quadras Tradicionais III

Quadras Tradicionais II

Quadras Tradicionais I

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publicado às 21:24

Quadras Tradicionais V

por Francisco Carita Mata, em 18.10.16

Laços

 

Pôr do Sol Fonte das Pulhas Original de DAPL 2016

 

Pontos Prévios:

Voltamos à “Poesia Tradicional”, como referi no post anterior.

E cabem uns breves esclarecimentos.

Quando escrevo “voltamos”, friso que a expressão verbal não se enquadra no célebre “plural majestático”.

Escrevo no plural, porque neste trabalho há a participação de várias Pessoas:

- As Pessoas que fizeram a recolha das “cantigas”, referenciadas no final de cada grupo de quadras.

- A Autora das fotografias que ilustram o post.

- Para além do/a Caro/a Leitor/a, que tem a amabilidade de nos visitar. E ler!

E vamos às Quadras.

Laços, porque são laços que nos unem a todos: de Família, de Amizade, de Estima.

 

Rosas do nosso quintal Foto original DAPL 2016.jpg

 

*******

 

Eu não quero mulheres com poupa

Nem em casa mando entrar

Não quero que venha o cuco

Atrás da poupa a cantar.

 

Na Rua de Santo António

Não se pode namorar

De dia, as velhas à porta

De noite, os cães a ladrar.

 

Quando eu era pequenina

Usava fitas e laços

Agora que sou casada

Uso os meus filhos nos braços.

 

Quando eu era solteirinha

Usava sapato branco

Agora que sou casada

Nem sapato nem tamanco.

 

Quando eu era pequenina

Ainda não comia pão

Davam-me os moços beijinhos

Agora já mos não dão.

 

Ó papo-seco

Que levas no cabaz

Peras e maçãs

Para dar ao meu rapaz.

 

Não ponhas nem disponhas

Loureiro ao pé do caminho

Todos passam, todos colhem

Do loureiro um raminho.

 

Minha mãe mandou-me à mestra

Aprender o bê – á – bá

Minha mestra me ensinou

A beber café com chá.

 

Andas vestido de azul

Andas à “inestidade”

Andas ao gosto do mundo

Andas à minha vontade.

 

Quem me dera, dera, dera

Estar sempre a dar a dar

Beijinhos ao meu amor

Abraços sem descansar.

 

 

(“Cantigas” / Quadras coligidas por D. Maria Belo.)

 

*******

 

Se fores lavar ao rio

Lava na pedra do meio

Se ouvires cair pedrinhas

Apanha-as, mete-as no seio.

 

Amor com amor se paga

Porque não pagas amor?

Vai pagar à tua amada

Não sejas mau pagador.

 

(“Cantigas” / Quadras coligidas por D. Isabel Caldeira.)

 

*******

 

Eu tenho um chapéu branco

Para à noite namorar

O chapéu vai-se romper

E o namoro acabar.

 

Eu amei um António

Agora amo um João

Também o vento se muda

Do Norte para o Soão.

 

O comboio da Beira Baixa

Tem vinte e quatro janelas

Mais abaixo, mais acima

O meu amor vai numa delas.

 

(“Cantigas” / Quadras coligidas por D. Maria da Costa.)

 

*******

 

Eu venho de lá tão longe

À fama destes barulhos

Pensava que eram bolotas

Encontrei-me com cascabulhos.

 

(“Cantiga” / Quadra coligida por D. Maria Constança.)

 

(“Recolha” efetuada em 2016 – Aldeia da Mata.)

*******

Fotos originais de D.A.P.L.

Pôr do sol, na Fonte das Pulhas.

Flores do nosso quintal.

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publicado às 13:39

Quadras Tradicionais IV - “Cantigas” de Amor e Desamor!

por Francisco Carita Mata, em 22.08.16

“São saias, meu bem, são saias…”

 

Preâmbulo:

Voltamos, no blogue, à Poesia.

À Poesia popular e tradicional.

 

Malva Rosa - Foto original DAPL 2016.jpg

 

“São saias, meu bem, são saias

São saias que andam na moda

Cautela-te amor, não caias

Que as saias não têm roda.

 

Gosto de ouvir cantar

Moças da fala toeira

Quando chegam aos arraiais

São as que ganham bandeira

 

Amar e saber amar

Amar e saber a quem

Amar a luz dos teus olhos

Não ter amor a mais ninguém.

 

Janelas avarandadas

Mora lá algum doutor

No caminho me disseram

Que era a mãe do meu amor.

 

Ó minha mãe, minha mãe

Ó minha mãe, minha amada

Quem tem uma mãe tem tudo

Quem não tem mãe não tem nada.

 

Eu gosto de ti, não sei

Não sei se isto é gostar

Sei que me sinto feliz

Quando te ouço falar.

 

Foste dizer ao meu pai

Que eu andava a namorar

O meu pai te respondeu

Que a inveja faz falar.

 

Foste dizer mal de mim

Ao rapaz que me namora

Se muito me queria antes

Muito mais me quer agora.

 

Malva rosa, malva rosa

Malva rosa sem ter pé

Quem te disse, ó malva rosa

Que o meu amor era José.

 

Maria, Isabel e Ana

Rosa, Teresa, Rosalina

Júlia, Josefa, Damásia

Antónia, Bernarda, Jaquina.

 

Francisco, por ti me arrisco

Por ti perco o meu valor

Se foras padre Francisco

Eras o meu confessor.”

 

 

NOTAS:

Estas quadras ou “cantigas” populares eram cantadas nos bailes e arraiais de Aldeia da Mata, nos anos quarenta, ainda nos anos cinquenta, do século XX, pelas raparigas, segundo a “moda e o estilo das saias”.

Os arraiais eram no meio da rua: Largo do Terreiro; no “Santo António”, perto da Cruz; à porta da Ti Rosa Bela.

Havia pessoas que cantavam muito bem: a Joaquina Amélia, a prima Rufina também cantava bem e, noutro tempo, também a Ti Natália cantava muito bem.

Nos arraiais habitualmente só se cantava. Umas cantavam melhor, outras pior.

Também cantavam ao desafio.

 

Os bailes eram feitos nos salões.

Nos salões eram fundamentalmente os tocadores de concertina que estruturavam os bailes.

Os salões que havia nessa época eram:

O Salão Martinho – era na Estrada Nova.

O Salão Trindade – era na Rua da Travessinha.

Nos bailes nos salões também se cantavam estas “cantigas”, nos intervalos em que descansava o tocador.

 

Havia também a “Sociedade”, que era para os “Mestres” e para as raparigas convidadas, era para as pessoas “consideradas mais finas”.

Na Sociedade também tocavam a grafonola.

 

E também se faziam bailes nas casas particulares, a que iam tocadores de harmónio.

Na Aldeia, os tocadores de harmónio, na época, eram: o Mestre Alfredo, o Ti Joaquim Branco, o Ti “Chanfana”.

 

Estas quadras, “cantigas”, eram fundamentalmente cantadas pelas raparigas, embora algumas pudessem ser cantadas indiferentemente por rapazes e raparigas.

Os rapazes cantavam outras.

E também cantavam ao desafio.

O Srº Manuel Mendes também cantava muito bem.

 

As raparigas também cantavam estas quadras / “cantigas”, quando andavam a trabalhar, tanto no campo, como em casa. E mesmo sem se estar a trabalhar, estando a conviver.

No campo: na azeitona, na monda, nas desfolhadas. E no caminho da ida e volta do trabalho também se cantava.

 

Toda esta recolha de “cantigas”, bem como estas informações, foram prestadas por D. Maria Belo Caldeira (04/11/1928).

 

Foto original de D.A.P.L. – “Malva Rosa” – 2016.

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publicado às 13:35

Quadras Tradicionais III

por Francisco Carita Mata, em 13.06.16

“Quadras e Santos Populares”

  

artemísia in. es.minitu.com

 

“De altemira fiz um ramo

De alfazema bem composto

O Amor que agora amo

Foi escolhido ao meu gosto.”

 

“Santo António é a treze

São João a vinte e quatro

São Pedro a vinte e nove

Santa Isabel no cabo.”

 

“São João perdeu a capa

No caminho do estudo

Juntaram-se as moças todas

Compraram-lhe uma de veludo.”

 

“São Pedro é um velhinho

Homem de muito juízo

Foi a quem Deus entregou

As chaves do Paraíso.”

 

“No altar de Santo António

Estão umas fitas amarelas

Santo António subiu ao Céu

A pedir pelas donzelas.”

 

“Orvalhadas, orvalhadas

Orvalheiras, orvalheiras

São João subiu ao Céu

A pedir pelas solteiras.”

 

“No altar de São Pedro estão

Umas fitas encarnadas

São Pedro subiu ao Céu

A pedir pelas casadas.”

 

“Santo António é uma cana

São João uma bandeira

São Pedro por ser velhinho

Senta-se numa cadeira.”

 

“Oh, meu rico Santo António

Um favor lhe quero pedir

Mande umas pinguinhas de água

Para o milho não dormir.”

 

“São João para ver as moças

Fez uma fonte de prata

As moças não vão lá

São João todo se mata.”

 

“São Pedro adormeceu

No colo da sua tia

Acorda, Pedro acorda

Que amanhã é o teu dia.”

 

“Nossa Senhora faz meia

A linha é feita de Luz

O novelo é Lua Cheia

As meias são para Jesus.”

 

Notas:

1 - Haveria múltiplas e diversas considerações que seria interessante explanar sobre estas “Quadras Populares”. Neste post apenas pretendo registá-las, documentando-as e dando-as a conhecer, ou recordar, para quem eventualmente já conheça.

2 – “Altemira” é a designação “tradicional”, na Aldeia, da planta artemísia.

3 – A recolha destas “Quadras Tradicionais” foi da competência de D. Maria Belo Caldeira, Aldeia da Mata, 2015/2016.

4 - A foto foi retirada de "es.minutu.com". Tentarei arranjar uma foto original, para partilhar também na net, como muitas, noutros posts.

Consulte também, SFF.

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publicado às 12:03

“DIA da MÃE” – Quadras Tradicionais II

por Francisco Carita Mata, em 30.04.16

Quadras de Amor e Saudade

 

Neste "Post" evocativo do “Dia da Mãe”, que importa se ainda publicado em Abril, se os “Dias da Mãe” são todos os dias?!

É ele constituído por “Quadras Tradicionais”, e Fotos Originais, e dedicado a todas as Mães, sendo ou não biológicas. A todas as Mães de Afeto.

À nossa Mãe, à Mãe dos nossos filhos e filhas, à Mãe da nossa Mãe, à Mãe da Mãe dos nossos filhos e filhas, às Mães de todos e de cada um de nós. Às Mães ainda presentes e às Mães a que nos lembra o travo doce e amargo da Saudade!

 

Amendoeira florida Foto original DAPL 2015.jpg

 

Conjunto de Quinze Quadras

 

“A flor da amendoeira

É a primeira do ano

Também eu fui a primeira

Que te dei o desengano.”

 

“Os teus olhos não são olhos

São duas bolinhas pretas

Foram criadas ao sol

À sombra das violetas.”

 

“Não me atires com pedrinhas

Que eu estou a lavar a louça

Atira-me com beijinhos

Com que a minha mãe não ouça.”

 

“Logo pela manhã começo

A trazer-te no sentido

Ao meio dia não t’esqueço

À noite sonho contigo.”

 

“Oh, candeeiro da esquina

Alumia cá para baixo

Que o meu amor é baixinho

Às escuras não o acho.”

 

“És alto, metes figura

Meu amor pareces bem

Como a tua criatura

Para mim não há ninguém.”

 

“Não olhes para mim, não olhes

Que eu não sou o teu amor

Eu não sou como a figueira

Que dá frutos sem ter flor.”

 

Figueira Foto original DAPL 2015.jpg

 

 

“O cravo tem vinte folhas

A rosa tem vinte e uma

Anda o cravo em demanda

Pela rosa ter mais uma.”

 

“Até parece impossível

A salsa no mar secar

Mais impossível parece

O nosso amor acabar.”

 

“Tu é que és o lírio, lírio

Tu é que és a lealdade

À porta do cemitério

Acaba a nossa amizade.”

 

“Tenho um amor em Alter

Outro em Vila Boim

Outro em Aldeia da Mata

Esse não me esquece a mim.”

 

Aldeia Foto original DAPL 2015.jpg

 

“Em Flor da Rosa não há

No Crato não pode haver

Rapazes como os de Aldeia

Hão-de tornar a nascer.”

 

“Tenho dentro do meu peito

Ao lado do coração

Uma letra que diz

Amar-te sim, deixar-te não.”

 

“Já lá vai, já se acabou

O tempo que eu te amava

Tinha olhos e não via

Na cegueira que eu andava.”

 

“Todos me mandam cantar

Mas ninguém me dá dinheiro

Pensam que a minha garganta

É o fole de algum ferreiro.”

 

Quadras coligidas por D. Maria Belo Caldeira, Aldeia da Mata, 2016.

Fotos originais de D.A.P.L., 2015.

 

 

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publicado às 13:32

Quadras Tradicionais I

por Francisco Carita Mata, em 13.06.15

Neste mês dos Santos Populares e, hoje dia 13 de Junho, Dia de Stº António, divulgamos umas quadras populares, de tradição alentejana, algumas certamente de caráter nacional.

Cantar-se-iam nos bailes, nos anos quarenta...

E porque, hoje, também é Dia de CANTE...

coco_preto. in: afabricadoschapeus.jpg

 

Quadras Populares

 

Da minha janela à tua

É um saltinho de cobra

Quem me dera chamar

À tua mãe minha sogra.

 

Chapéu preto desabado

Faz figura de ladrão

Ainda nunca me encontraste

A roubar teu coração.

 

Chapéu preto não se usa

Quem o tem não é ninguém

O que há–de o meu bem fazer

Ao chapéu preto que tem.

 

Já lá vai, já acabou

O tempo em que eu te amava

Tinha olhos e não via

Na cegueira que eu andava.

 

Minha mãe é minha amiga

Amiga de me compor

Põe-me o lenço na cabeça

Vai à missa, linda flor.

 

O coração mais os olhos

São dois amigos leais

Quando o coração está triste

Logo os olhos dão sinais.

 

Tu andas por aí dizendo

Que o meu rosto não tem graça

Também eu me posso gabar

Que te dei uma cabaça.

 

Teu pai, tua mãe não quer

Que eu contigo à porta fale

Queres tu amor, mais eu

Que o falar deles não vale.

 

 

Quadras recolhidas por D. Maria Belo, Aldeia da Mata, 2014.

Publicado em Jornal "A MENSAGEM" 2015.

Boletim Cultural de "Mensageiro da Poesia" Nº 135 - Jul. / Ago. 2016

 

 

P.S. - Não sei se ainda hoje volto a escrever sobre "Crime e Castigo"

Consultar também:

quadras-almada-santos-populares

sete-quadras-soltas-

poesias-mata-aldeia-e-encanto-saudade 

encontro-de-cantares-alentejanos

Quadras Tradicionais VI

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publicado às 11:40


Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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