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“… Témoins” – “As Testemunhas” – Série Policial Francesa – RTP2

por Francisco Carita Mata, em 04.07.17

Temporada 2 – Episódio 1

 

(2ª Feira – 3 de Julho de 2017)

 

Témoins 2 in. alllocine.fr.jpg

 

A RTP2 iniciou uma nova série, após terminar “Lei e Corrupção”.

 

As Testemunhas”, série francesa, agora numa 2ª temporada.

Reporto para o que escrevi sobre a primeira temporada, transmitida em 2016. E para dois sites franceses sobre o assunto.

https://fr.wikipedia.org

 https://www.google.pt/

A protagonista, a policial investigadora e detetive, Sandra Winckler.

Jovem profissional, divorciada, mãe de duas filhas, que tem à sua guarda, mas como difícil é conciliar profissão altamente exigente e absorvente e vida pessoal, em especial o exercício da maternidade…

 

Neste primeiro episódio, o surgimento de mais um crime macabro, com raios de surreal.

 

Num autocarro, estacionado numa estrada sem movimento, numa região quase deserta, encontravam-se quinze corpos de homens, congelados, sentados nos bancos, devidamente enfarpelados de fatos domingueiros, penteados, de rosa na abotoadeira, com ar festivo, como se aguardassem o início de uma viagem celebrativa e libertadora no Além…

 

Iniciadas as devidas investigações por toda uma equipa de vários técnicos especializados, de diferentes domínios, em diversos contextos, rapidamente (!) se cruzam as linhas investigadoras e se entroncam num ponto comum.

Todos eles haviam desaparecido, há pelo menos três anos e todos tinham em comum o conhecimento de uma mulher, fotógrafa de profissão, Catherine Keemer, também ela sem dar sinais de vida no mesmo espaço temporal. Que apenas dissera "adieu" ao marido e às filhas, acenando um adeus e até já e nunca mais ninguém lhe pusera a vista em cima…

 

Subitamente e nem a propósito, reaparece, perdida, amnésica, numa rua movimentada da cidade, não sei bem qual, saída de um carro, atarantada, perguntando: “Onde está ele? Onde está ele? …”

 

Perante a evidência dos factos, além de internada no hospital, também é presa…

 

(Cabe aqui um parêntesis.

Porque quem protagoniza esta personagem é nem mais nem menos que a talentosa atriz Audrey Fleurot, a célebre Josephine de “Um Crime, Um Castigo” e a celebérrima Hortense, de “Uma Aldeia Francesa”!

Promete esta 2ª temporada.)

 

Prosseguindo nas investigações…

Sandra Winckler descobriu a relação de semelhança deste crime com outro acontecido cinco anos antes.

Também um autocarro fantasma, onde fora encontrado também um corpo de homem congelado, também uma mulher envolvida, que à data, também fora recentemente mãe.

 

Ah, sim! Falta, entre muitas outras coisas que omito, dizer que, relativamente a Catherine Keemer, os médicos, nas observações que lhe fizeram, detetaram que ela fora recentemente mãe, há cerca de seis meses.

 

E este facto parece ser o elo que irá permitir à personagem ir recuperando a memória. (E à atriz compor o seu papel, que é sempre notável o desempenho de Audrey Fleurot.)

 

No final do episódio, enquanto Catherine, fugindo da enfermaria em que estava internada e prisioneira, se quedava extasiada a olhar os bebés na maternidade do hospital; Sandra investigava o autocarro fantasma de há cinco anos, abandonado num sucateiro de automóveis velhos.

 

Subitamente, como que por magia, ou descuido da investigadora que não apagara o cigarro (?), o dito autocarro fantasma incendiou-se…

 

(imagem. in. allocine.fr)

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publicado às 11:09

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 8

por Francisco Carita Mata, em 09.03.17

Série Francesa

RTP2

Episódio Global 40

(08 de Março 2017 – 4ª feira)

 

Mafiosa in. pinterest.com

 

Ocorreu ontem, oito de Março, o oitavo episódio da quinta temporada desta série. O último, segundo as filmagens já realizadas. Se será o derradeiro, isso não sabemos.

Os guionistas dos seriados têm o triste hábito de não concluírem os enredos, para nos deixarem pendurados para eventuais, hipotéticas, presumíveis continuações, em futuras temporadas.

Foi também o que aconteceu ontem.

 

*******

 

Mas antes de começar a abordagem do conteúdo do episódio quero fazer alguns reparos para a RTP2.

 

Estava previsto o findar da série.

Habitualmente o respetivo começo processa-se pouco depois das 22 horas.

Julgo ser uma boa hora para ver séries. Também acho bem que a RTP2 mantenha este horário. (Pese embora todos os facilitismos, que atualmente possuímos, de retroceder na visualização dos diversos conteúdos televisivos.)

Mas a RTP2, numa prática que vários canais televisivos usam e abusam, resolveu introduzir outro programa no horário das séries e empurrar o episódio final de “A Mafiosa”, para quase uma hora e meia depois.

Não gostei. Não se faz.

Estive quase para “postar” a minha discordância, no momento. (Outra facilidade de que dispomos atualmente!)

Não esteve em causa o programa emitido. Que até julgo ser importante. Muito importante. Tratava-se de Teatro. “Trapos e Conversas Frívolas”.

E é, de facto, fundamental que a RTP transmita Teatro. Já o frisei também neste blogue.

Mas não assim, não daquele modo.

Transmitiam o episódio final e, após, passavam a peça de teatro.

Ou então formulo outra sugestão.

Quando terminarem uma série, especialmente se for longa como esta, no dia seguinte, apresentem uma boa peça de Teatro.

Explicando e anunciando devidamente a situação aos telespetadores.

Não apresentem logo imediatamente nova série, novo enredo, novas personagens. Eu gosto de “descansar” um pouco, de um conteúdo, que fica a “macerar”, antes de me atirar logo, logo, para novas temáticas.

Julgo que seria uma atitude mais correta, mais consentânea com o discernimento e inteligência, capacidade de opção e escolha das pessoas que veem as séries.

Assim, do modo como procederam, NÃO!

Fica a sugestão.

 

O que fiz?!

Vi a peça de teatro?! Não. E, provavelmente, teria valido a pena e, se fora posteriormente ao episódio, certamente até veria.

Fiz zapping. (Os senhores programadores televisivos, esquecem que também temos essa funcionalidade?!)

Aterrei no aeroporto JFK, New York, através do Canal National Geographic, onde uma equipa policial nos mostrava como atua perante suspeitos de serem “mulas” / “correios” de droga. Umas vezes com sucesso, outras com insucesso.

Concluído o documentário, continuei a navegar, até começar a série, e, sintomaticamente, aportei à Sicília, onde através do Canal Odisseia, um documentário abordava os relacionamentos entre máfia siciliana, política democrática cristã e a igreja católica, nos anos sessenta, oitenta. (…) O célebre “mega julgamento de Palermo”!

Peculiar, sugestivo, e no hiato de “A Mafiosa – Le Clan”!

Aqui fica outra sugestão.

No dia seguinte a uma série como a supramencionada, um documentário destes ficava a matar!

 

*******       *******       *******

 

E por falar em matar!

Vamos ao conteúdo do episódio. Que, na continuação dos anteriores, foi matar, matar, matar à fartazana, se é correto usar esta palavra.

 

E o assassinato de Jean Luc foi, de facto, o leit-motiv para os desenvolvimentos subsequentes.

Tony encabeçou que fora Orso que tratara desse “julgamento sumário”, desse “ajuste de contas”. E, contrariamente aos conselhos ou sugestões de Manu ou mesmo de Sandra, e “dando a volta” a Manu, que, involuntariamente o cobriu, mas foi coberto por ele, (apetecia-me usar outro termo, mas aqui neste blogue não se escrevem palavrões), como disse, Tony assassinou Orso, a sangue frio, como é seu hábito.

Agora, cada vez mais transfigurado, cadavérico, que parece morto e desenterrado, com as mãos cheias de sangue das dezenas que mandou desta para melhor; o coração recalcado de ódio, que nem Saudade consegue amaciar; a cabeça e o corpo a destilar e feder aos cadáveres que atirou borda fora.

Não só se usou de Manu, de quem se diz amigo e irmão, (estranha amizade e irmandade a daquela gente), exige que aquele o “cubra” e se cale, do que, involuntária e inocentemente, Manu foi conivente.

 

Manu, é justo que se diga, andava naqueles imbróglios todos, mas as mortes, os assassinatos incomodavam-no. Havia nele algum resto de humanidade e comiseração.

E digo havia, porque teve o mesmo destino dos outros.

Vou encurtar a narração, que, hoje, já me expandi em considerandos.

Manu também foi morto, cobardemente, por ódio, orgulho, inveja, recalcamento, com um tiro pelas costas, acrescido de outros, a completar a tarefa medonha.

E por quem.

Pois, precisamente por Tony.

 

Tudo isto terá fugido ao controlo de Sandra, ainda que em determinados momentos anteriores, ela isso tivesse desejado e planeado.

Mas, agora, mais amaciada pelos amores de Charly, foi esquecendo mais as vinganças congeminadas.

Talvez até quisesse que eles todos se harmonizassem.

 

Mas esclarecidas as coisas, tendo Tony tomado conhecimento, através de Saudade e de Sandra do papel de padrinho que Manu reservara ao casal, na adoção congeminada pelo advogado, (também estranha e egoísta adoção, diga-se), e consciencializado a “enormidade” do seu ato, consciência pesada, aceitou, complacente, que lhe seja feita “justiça”, à moda daquela gente.

Acordou também ser “justiçado”, à porta do “Aghia”, tal qual falcão que sobrevoe os céus da Córsega. Apenas pediu que não o atingissem na cara, queria que Saudade ainda o beijasse, depois de morto!

E morto seria, com tiros disparados por motociclistas, nem mais que não fossem os filhos de Orso e primos de Sandra.

Esta, qual “Juíza Suprema” decidira, só com o olhar, a execução da “lei”, habitual entre eles, que tem certamente uma designação própria.

 

Que a Lei e a Justiça, as Autoridades não existem naquela terra!

 

Se alguma foi feita, resultou das “normas” existentes no meio em que nasceram e frequentaram toda a vida.

Thomas, o polícia tresmalhado, consciente e conhecedor delas, serviu voluntariamente de seu catalisador.

 

Alain de tudo isso se apercebeu e comprovou.

Ameaçando o colega de o denunciar, se ele não se ausentasse, para outra delegação, este retorquiu que daria conhecimento do acordo de Carmen com os nacionalistas.

Estão todos embrulhados no mesmo saco, para não escrever a palavra que Thomas usou.

 

Mais tarde, Alain iria a casa de Carmen, não a encontrando.

Achou uma missiva, manuscrita: “Meu amor…” Resvalou o rascunho para a piscina e não lemos o conteúdo.

 

Carmen estava na casa da tia, em Cisco, a que ia ser vendida.

Sandra acabara de folhear recordações da família, em álbuns de fotos antigas e findara de visualizar filme de oitenta, em que ela e o irmão Jean Michel, brincavam aos pistoleiros.

Ela também se projetara na tela, tentando agarrar o irmão, a infância, o passado, a vida que perdera.

Acabada a película, apenas ela se projetava na parede, chorando suas mágoas, agora completamente iluminada pelo foco do projetor.

 

Carmen apontava-lhe uma pistola, não no filme caseiro e antigo, mas na “realidade” da série.

Mas as mãos tremiam-lhe.

Carmen! Falou Sandra, para a sobrinha, num misto de ternura maternal e algum desassossego e inquietação.

 

Não vimos disparar. Não ouvimos tiros. Não sabemos se Carmen disparou ou não. Ou se, eventualmente tendo disparado, terá ou não acertado.

Não sabemos nada. Se foi feita a “justiça”, à moda daquela gente.

Os guionistas adoram deixar-nos nessas incertezas, com é o seu apanágio!

 

 

(Este episódio final teve algumas cenas que ainda quero realçar.

A missa do funeral de Manu. Tantas viúvas negras! Apelando a cenário de tragédia grega.

E, por contraponto, a cena de família, em piquenique na praia, cinco meses depois.

Foram paradigmáticas! A escuridão da noite e a claridade do dia!)

 

E, por hoje, termino a narração deste episódio oito. E o narrar sobre esta série.

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publicado às 13:04

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 7

por Francisco Carita Mata, em 08.03.17

Série Francesa

RTP2

Episódio Global 39

(07 de Março 2017 – 3ª feira)

 

Canal + Premiere.fr.jpg

 

 

Sandra parece ter tudo sobre controlo.

 

As autoridades aparentemente não têm como lhe pegar.

A sobrinha, Carmen, deu-lhe os ferries de mão beijada, para não ter que se confrontar com ela.

Conseguiu cair novamente nas boas graças do tio Orso, pois “libertou-lhe” o filho, Jean Marie, da prisão. Em princípio, também ficará bem vista perante a esposa deste, pois desenvolveu essa ação a seu pedido, e, cumulativamente, não revela esse facto.

Perante os capangas principais, consegue mantê-los mais ou menos na linha, amenizando os atritos entre eles, que designa como sua nova família, face à família tradicional alargada, representada por Carmen e o tio Orso.

Ofereceu-lhes paridade nos negócios. Proporcionou-lhes a recuperação do Dakota, onde realizaram uma festa de arromba.

Todavia, cada vez mais azedo e amargurado, agora mais ainda, que sabe não poder ter filhos, (também tamanha a inconsciência sua), Tony permanece sempre na retranca, desconfiado e pronto a disparar.

Nas aparências, tudo se apresenta pelo melhor, mas os ódios destilam no fundo.

 

Será apenas uma estratégia sua para os desarmar?!

Veremos o que nos reserva o episódio derradeiro!

 

Voltando aos policiais, impressiona a sua ineficácia e inépcia.

Sandra confirma que Alain anda com a sobrinha, pois ele não deve ter casacos de couro, que não mais largou o do pai da namorada, por acaso, Jean Michel Paoli, criminoso acelerado, embora morto e irmão de Sandra, que já se usara desse blusão como cinzeiro!

 

O comandante da polícia, Thomas, está cada vez mais destrambelhado.

No final do episódio, invadiria o bar, já terminada a festa, apenas presente Jean Luc e após uma cena de faroeste, a propósito de uísque, dispara sobre o criminoso, não sem que também seja ferido e, por resposta, acaba por matá-lo, tal e qual têm feito os capangas de Sandra.

Fica com uma excelente folha de serviço!

 

Em que medida este facto irá influenciar a narrativa?

 

E, Carmen, como irá proceder, aconselhada por Alain a não falar do acordo e cláusula secreta com os nacionalistas?

(No final vimo-la, numa boa, na cama com Alain e, paralelamente, a tia Sandra também de amores com Charly.)

 

E interrogações que se nos formulam sobre o desfecho da narrativa.

E a Justiça?! Os media?! Os poderes instituídos?! A opinião pública?! O povo?! As autoridades nacionais?!

 

Aguardemos o desfecho final!

 

Não se esqueça, que é apenas uma série.

Pena é que a realidade...

 

 http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/a-fraude-bedrag-episodios-17-e-18

 

 

 

 

 

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publicado às 19:24

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 6

por Francisco Carita Mata, em 07.03.17

Série Francesa

RTP2

Episódio Global 38

(06 de Março 2017 – 2ª feira)

 

 

mafiosa córsega in.pinterest.com

 

Neste antepenúltimo episódio da série, assiste-se novamente à violência “gratuita” e descontrolada.

 

Os capangas de Sandra, os menos conhecidos, os homens de mão, pistoleiros assassinos, criminosos cruéis e sanguinários, após terem torturado selvaticamente Bonafedi, ter-lhe desfeiteado completamente o rosto, e sabido o roteiro das idas e vindas dos principais nacionalistas, mandaram entrar no hangar, Sandra, Tony e Manu, para abaterem o nacionalista com dezenas de tiros, sem dó nem piedade, como se fora um alvo de tiro e descarga emocional de ferocidades e recalcamentos.

Embrulharam o corpo num oleado e para onde o terão ido atirar?!

 

Procedimento, igualmente cruel e sanguinário, tiveram com os outros principais companheiros de Bonafedi, que surpreenderam numa emboscada, no interior da Ilha, quando estes no interior dum carro, aguardavam a passagem dum comboio numa passagem de nível.

Foi descarregar as cartucheiras até ao fim, sobre os indivíduos e o carro, que ficou um passador.

 

Como irão reagir as autoridades? A opinião pública? Os media?

E Carmen? Qual vai ser o respetivo papel?

Irá ela revelar que fez o célebre “acordo” com os nacionalistas e a cláusula secreta que originou todo este derramamento de sangue?!

 

O polícia jovem, Alain, que no meio de todo este descalabro ficcional de violência, mostra alguma sensatez, basicamente o único personagem, que vem revelando alguma humanidade, bem que avisou Carmen, que o acordo que ela fizera, nunca assumido, é certo, iria levar à morte de muita gente.

 

 E foi o que vimos ontem.

 

Enquanto decorriam as cenas de perseguição aos nacionalistas e subsequentes homicídios, Sandra, Tony e madame Campana, Manu e a namorada Christelle, estavam jantando, animadamente num restaurante de luxo e da moda, em local bem destacado, de modo a serem vistos e terem um alibi, para a hora e o momento!

 

E são assim estes protagonistas.

Conseguem ser mais que detestáveis.

Mas não será precisamente essa atitude, modo de avaliar, que o(s) guionista(s) querem que nós interiorizemos?!

E não será mesmo assim que deverá ser?!

Estas séries, filmes, devem ou não ter um conteúdo didático?

O que acha?!

 

Como irão eles desenlaçar todos estes novelos do enredo, uma vez que esta temporada irá terminar a série?!

 

No regresso a casa, Tony não entrou logo. Ficou a fumar na rua.

 

Na soleira de uma porta próxima, Orso espreitava.

 

E, por aqui me fico, que ainda quero colocar este post e ver o penúltimo episódio.

 

Muito fica por contar, é certo!

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publicado às 20:08

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 5

por Francisco Carita Mata, em 06.03.17

Série Francesa

RTP2

in. filmow.com.jpg

 

Episódio Global 37

(03 de Março 2017 – 6ª feira)

 

Carmen, afinal, está possuída do mesmo ódio, do mesmo rancor, da mesma sede de vingança, dos outros protagonistas da série.

Não se aliou aos nacionalistas por uma questão de estratégia empresarial, nem ela disso percebe ou quer perceber.

Também não quer saber da Córsega, nem do seu povo, corsos ou não, nem da empresa que herdou.

Quer apenas vingar o pai, Jean Michel Paoli.

Foi para isso que se aliou aos “nacionalistas” e lhes ofereceu 60% da empresa “Ferries Tavera”.

Foi isso mesmo que lhes disse, em reunião, num barracão, algures na Ilha, perante uma assembleia de apaniguados da independência, todos de rosto tapado.

Apenas Bonafedi dá a cara, pela causa, perante tudo e todos, nos mais diversos contextos, mesmo perante Sandra e compinchas, que o colocam na mira de tiro. Tony, assassino militante, a esforçar-se para não premir o gatilho.

E foi a cabeça de Sandra que Carmen lhes pediu em troca e foi isso que ficou acordado, nessa reunião com os caras tapadas, mas cujo conteúdo ali ficou, dali não pode sair.

Contudo, todos sabem ou deduzem que foi essa a moeda de troca, inclusive a tia e seus compinchas. Afinal, ninguém melhor que eles conhece as leis do mercado, pelas quais se regem os comportamentos de toda aquela gente.

 

E os nacionalistas não tardaram. Logo que puderam, organizaram um ataque em força ao reduto da “Mafiosa”, quando ela e os seus capangas se reuniam num jantar de convívio, em momento inesperado e de relax.

Foi esta a cena que visualizámos no final do episódio, de que, obviamente, ignoramos o desfecho e que aguardamos, para o episódio de hoje, o trigésimo oitavo global, sexto da quinta temporada.

 

E, entre Carmen e Alain, o romance concretiza-se mesmo. Que a jovem é persistente, está decidida, tudo faz para conquistar o polícia, e este, apesar das muitas reticências que terá, certamente, em embrenhar-se num namoro com uma jovem metida nestes imbróglios todos, acaba por não resistir. E, sem meias medidas, acaba por atirar-se, mesmo vestido, para a piscina, para se lançar nos braços e beijos da moça. Só não sei se tirou sapatos e meias, mas isso também veremos, talvez(?!), no subsequente episódio!

Aliás ele é dos poucos que, no enredo, revela algum bom senso, que diz à jovem para não se usar da vingança, para não ser como a tia.

Mesmo relativamente ao colega comandante, sempre o chamou à razão, perante os disparates que aquele engendrava.

 

Mal sabe Alain que Thomas perdeu completamente as estribeiras.

Para além de incendiar o carro de Tony, para que este julgasse ter sido Orso, o que aconteceu… Também executou, posteriormente, um atentado contra o próprio Orso, não o matando, mas para que este e família culpem Tony e companhia.

Assim pretende acirrar os ânimos entre estes esbirros assassinos e que eles se envolvam aos tiros, uns contra os outros.

Não sabemos se o conseguirá ou se o feitiço se voltará contra o feiticeiro.

Sandra tenta apaziguar os ânimos entre estas fações, dentro do seu próprio clã, porque os seus fins são outros e não quer executar vinganças, enquanto não detiver a posse dos ferries.

Será que vai conseguir?

De momento tudo parece encaminhar-se para o lado dos “nacionalistas”.

E é com eles que Sandra tem que se confrontar agora, que não esperaram por delongas e acabam de lhe mover uma emboscada, em grande escala, como presenciámos.

 

E são também os nacionalistas que capitalizam o descontentamento popular, liderando uma manifestação de mais de vinte mil pessoas, em Bastia, contra a violência. Que, obviamente, o povo, em geral, está farto de tantos assassinatos, insegurança, atentados, mortes violentas. Quer é paz e sossego e prosseguir as suas vidas normais sem atropelos. Para essa manifestação, Bonafedi convocou Carmen e com ela e na sua presença deram ambos uma entrevista aos media, com projeção televisiva, a que Tony e capangas assistiram em direto, tomando conhecimento da decisão de Carmen.

 

E também sabemos que Sandra já encomendou a morte de três encapuçados. O difícil será saber-lhes o nome.

 

E deixando a violência e retornando ao enredo romanesco, que não pode faltar em série que se preze, para além de Carmen e Alain, também Manu e Christelle estão numa de recomeço. Saudade e Tony tentam gerar filiação, sujeitando-se ambos a exames, pois a coisa está complicada.

Sandra continua de namoro com Charlie, que contratou à semana, para a sua casa, ao seu dispor.

 

E por aqui nos quedamos, aguardando o episódio de logo à noite!

 

 

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publicado às 13:16

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódios 2, 3 e 4

por Francisco Carita Mata, em 03.03.17

Série Francesa

RTP2

Episódios Globais 34, 35, 36

(28/02 e 01 e 02 de Março 2017 – 3ª, 4ª e 5ª feira)

carmen e alain in. pinterest.com

 

Carmen vem assumindo cada vez mais protagonismo. Tem sido ela quem confronta e mais se opõe diretamente à tia.

Tendo apontado a arma a Sandra, na realidade, não a disparou. Ou porque não conseguiria, nunca o fez anteriormente, ou porque não é esse o caminho por que pretende enveredar, apesar de ter oferecido todo aquele dinheirame aos assassinos, Tony e Manu.

Ou porque o guionista da série nos quer direcionar num outro sentido na narrativa.

 

Tony e Manu estão aliados, estrategicamente, a Sandra e vice-versa. Mas projetam eliminar-se reciprocamente.

Por sua vez, a Mafiosa também se juntou ao tio Orso Paoli, com o objetivo principal de este a ajudar na erradicação definitiva dos compinchas criminosos.

Estão todos taticamente unidos no projeto comum de conseguirem “comprar” o passivo da empresa de Lívia, os ferries Tavera, tomando assim conta desta firma e, de certo modo, enveredarem por negócios mais claros e legais!

 

Como o dinheiro de que dispõem não é suficiente, mesmo após os dois compinchas terem vendido todos os “negócios” legais que têm na Córsega, unem-se num golpe, um assalto a uma Caixa de Fundos, julgo que em Paris ou Marselha, que não sei bem.

Neste golpe, habitual e já planeado por Orso e filhos, a eles se juntaram os “capangas” de Sandra, por sua exigência.

O assalto não correu mal, se é correto ver o assunto nessa perspetiva.

Houve tiros, cena policial ou “coboiesca”, à americana. Um dos filhos de Orso foi salvo por Tony, que assim ficou credor e, nestas cenas se geram laços, apesar de estarem todos uns contra os outros, prontos para se matarem à mínima oportunidade.

Arrecadaram dez milhões, que guardaram numa garagem de Christelle, num anexo de um complexo habitacional.

 

A polícia, que nesta temporada já parece estar mais “desperta” e que os tem todos vigiados, alertada pelas notícias, imagens guardadas e escutas telefónicas, prendeu a trupe na totalidade, a chefona incluída.

 

Nos interrogatórios subsequentes, todos eles se fizeram de parvos, mas há sempre um elo mais fraco, algo que lhes escapa.

Um dos filhos, o que conduziu a carrinha na ida e volta, tinha uma chave suspeita.

Vai-se a ver, era da garagem da irmã.

E aí, valeu o faro do comandante da polícia, Thomas. Seria descoberto um malão a abarrotar de maços de notas! Do assalto realizado no continente.

Pierre Marie Paolli reclamou a posse do dinheiro e, em princípio, pagará ele vinte anos por esse assalto.

 

Ficaram, deste modo, de mãos a abanar.

 

A polícia judiciária, protagonizada por dois comissários, Alain e Thomas, está mais atuante.

Para o processo em causa, também protagoniza um Juiz de instrução.

Thomas, para quem a suprema satisfação seria que eles, os criminosos, se matassem todos e nesse sentido tem agido, sempre que pode, trabalhou, (ou trapalhou?) algumas vezes de forma pouco convencional, ilegal até, e com o Juiz tem sido incorreto, frise-se, ultrapassando e ignorando as respetivas diretivas e ordens.

Por um acumular de situações, verá o caso ser-lhes retirado e transferido para a “gendarmerie”!

Num ato de transgressão, ou de paranoia, que parece ir possuindo aquela gente toda, não esteve com meias medidas, bêbedo, rouba o carrão de Tony, leva-o para um descampado e pega-lhe fogo, tal e qual como os criminosos usam e abusam.

Quererá, certamente, lançar mais achas para a fogueira e colocá-los ainda mais uns contra os outros, como tem sido a sua estratégia. Deixá-los matar-se entre si.

 

Mas estou a deixar de lado o fulcro da narrativa nestes episódios e temporada: os ferries Tavera e a luta pela conquista do respetivo controlo, através da compra da dívida de sessenta milhões.

Lívia recebe ofertas do grupo de Sandra, através do respetivo advogado, contratado para fazer como os três macaquinhos.

Que Lívia rejeita, que não quer nada com a mafiosa.

E também do grupo dos nacionalistas, que fomentam uma greve, como chantagem, e que mais ainda arruína a firma. Que ela também recusa, que não os quer na direção da empresa.

Procura financiamento externo, consegue-o e realiza um contrato com um estrangeiro, Freeman, na presença de Carmen, que Lívia puxa para trabalhar com ela.

Mas Freeman será ameaçado de morte por encapuçados, os capangas de Sandra, que lhe partem o carro.

 

Lívia não desiste, busca soluções e será Carmen, cada vez mais próxima da “madrasta”, que lhe dará uma deixa, supostamente a pensar que assim dissuadiria a tia.

Lívia fá-la sua legatária universal.

Desta situação a jovem vai dar conhecimento à tia, enfrentando-a novamente e na presença do advogado dos macaquinhos!

“- Se queres ficar com a empresa é à tua sobrinha que a tens que arrancar!”

 

mafiosa in. pinterest.com

 

Desiste Sandra?!

Nem pensar!

Menos ainda Tony e Manu. Mais o primeiro, que é uma autêntica hiena, (desculpem-me as ditas), sempre à procura de carne mortiça e dinheiro.

 

E decidem os três atemorizar, mais ainda, Lívia. Com recomendação de Sandra, que Carmen não assistisse.

 

Bomba colocada no carro da empresária, morta esta, Carmen quase indo também desta para melhor, não fossem os escrúpulos e remorsos de Manu, que até se confessara antes e que, por isso, acionou a bomba antes da moça entrar no veículo.

(Esta gente é também dada a religiosidades, Sandra, inclusive.)

 

Carmen foi hospitalizada, inconsciente e assim permaneceu algum tempo.

A tia foi visitá-la, ainda ela a dormir, e até o polícia Alain, que agora liberto da investigação, se deu ao incómodo de fazer uma visita à jovem, agora, herdeira universal de Lívia.

Seria ele que a moça viu logo que acordou.

Seria ele que a rapariga chamaria, quando ao regressar para casa, na primeira noite sozinha, sentiu alguma apreensão.

Haveremos daqui rimance?!

 

Nesta temporada o romance tem prosseguido por caminhos improváveis, para além de Tony e Saudade, que já tem mais que saudades dos tempos de solteira (!); Manu e Christelle reataram, apesar de mudar o ator e até Sandra tem protagonizado uma verdadeira peça de teatro com uma siciliana! Sem contar com o comandante da polícia, Thomas, que vive numa rulote no parque de campismo e se dedica a incendiar carros e provavelmente também foi ele que “atuou” na casa de Saudade e Tony, quando este esteve preso!

 

No funeral de Lívia, Carmen desempenha papel de destaque. É a herdeira. Não só de bens patrimoniais, mas de todo um legado imaterial, duma vontade, de um modo de vida.

Encarou o Juiz: “Está satisfeito?!”

Recebeu oferta dos nacionalistas para “entrarem” nos ferries.

 

Passou pelo porto, observando os cartazes dos grevistas.

Foi para a empresa, para o lugar da madrasta.

Recebeu telefonema da tia e, contrariamente ao que fizera até aí, atendeu-a.

Marcaram encontro.

Conversaram, mas não acordaram.

 

“- Já não tenho mão. Não sou eu que mando. É o sistema!”, respondeu Sandra, perante a acusação da sobrinha de que ela nunca assumia as respetivas culpas.

 

Mais tarde, após o incêndio do carro executado pelo comandante Thomas, vê-la-íamos a telefonar ao chefe dos nacionalistas, Paul Bonafedi, a dizer-lhe que quer fazer acordo!

 

 http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/gomorra-serie-rtp2

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publicado às 19:51

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 1

por Francisco Carita Mata, em 28.02.17

Série Francesa

RTP2

Episódio Global 33

(27/02/17 – 2ª feira)

 

in pinterest.com 3c7589f6ee470f317fd1491252f95955.

 

Recomeçou a série com o início da 5ª temporada. E última! Esperemos um desfecho adequado!

 

Sandra esteve presa, tal como Ange, que a transportou, de barco, de França para a Córsega e vice-versa, após o assassinato de Jean Michel Paoli.

 

Mas estiveram pouco tempo presos. Com o advogado, engendraram um plano maquiavélico, em que, de facto, tendo Ange transportado Sandra na ida e na volta, ela teria falado com o irmão, na resolução dos respetivos diferendos, mas ela ter-se-ia ido embora e quem ficou com Jean Michel foi Mikael Giácomi, tendo sido este indivíduo certamente o último a vê-lo vivo. Não Sandra!

Como o jovem, ex-namorado de Carmen, já está morto, ainda que tivesse sido mal enterrado, não tem como se defender e, supostamente, foi ele o assassino.

 

Assim, na reconstituição efetuada, com a presença de Sandra, do respetivo advogado, de Ange e perante o juiz e os polícias da investigação, assim, deste modo, foi ela ilibada, com a conivência e anuência de Ange, que também foi industriado para isso pelo advogado.

 

Desta maneira, rapidamente foram libertados.

 

Mas continua tudo na mesma.

 

Sandra, saindo, assume mudar de vida dedicar-se a negócios lícitos, planeia investir nos ferries de Lívia Tavera, cuja empresa tem um passivo enorme.

Independentemente e para além da vontade desta e da sobrinha Carmen, que nem uma nem outra a querem na sua casa.

Nesse negócio, quer juntar Tony e Manu, mesmo sabendo que eles planearam matá-la.

Tudo parece encaminhar-se para concretizar o imbróglio, ainda que, de cada lado da parceria, projetem livrar-se uns dos outros: Sandra livrar-se deles e os parceiros dela!

 

Novidades, novidades!

 

Tony Campana deu o nó com Saudade.

Também projeta mudar de modo de vida, ser sério e honesto, ter filhos com a Madame Campana. Mas como vimos, quer aliar-se à Mafiosa, mas desfazer-se dela, logo que possa.

E, para concretizar esse objetivo, juntamente com Manu, já ajudou a despachar Ange, depois de o terem envolvido nas tramoias habituais. De nada a este valeu ter sido libertado ou ter cometido perjúrio.

 

A maior das novidades é que o personagem Manu, a quem dera um badagaio, afinal não morreu como personagem.

Pelos vistos, o efeito do desmaio repercutiu-se, de facto, no ator. Não no personagem.

E isto porquê?!

Porque, como deve ter reparado, o ator que personifica Manu não é o mesmo.

Particularidades de séries!

Não teria sido mais consentâneo ter deixado cair o personagem?

O que terá acontecido ao ator?! Outros compromissos?!

 

Em contrapartida, Carmen parece ganhar mais protagonismo.

Oferece 800 mil euros, em dinheiro, à dupla criminosa, para assassinarem a tia.

O que, para eles, é sopa no mel. Ganham em dois carrinhos!

Irá também ela enveredar pelos caminhos das vinganças, ajustes de contas e crimes?!

 

No final do episódio, após discussão com a tia, vimo-la a apontar-lhe a pistola que Sandra, ousadamente, lhe dera.

 

E que foi feito de Milka?!

Foi para a prateleira?!

E o que fazem aqueles pastelões dos polícias?!

Bem sei que os mecanismos “legais” favorecem mais quem prevarica!

 

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/a-mafiosa-le-clan-temporada-5-138900

 

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publicado às 19:24

“A Mafiosa – Le Clan” - Episódio Global 32

por Francisco Carita Mata, em 27.02.17

Série Francesa

RTP2

Temporada 4 - Episódio 8

(24/02/17 – 6ª feira)

 

 

Carmen realmente ficou destroçada, não falou diretamente com a tia, de cuja casa saiu, regressando a penates, para junto da madrasta, com quem também não teve coragem de abordar o assunto.

 

Só desabafou com Toussaint, uma espécie de tio-avô, não sei se é exatamente esse o seu parentesco, um “corso” da velha guarda, o membro mais antigo do clã, que tem conseguido sobreviver à mortandade generalizada, mesmo às mãos de Tony Campana, assassino destemperado, que o poupou, graças aos amores de Saudade, nome lindo, português, não sendo ela portuguesa!

Toussaint ouviu a confissão da miúda, está farto de saber que Sandra matou o irmão, mas deu a volta a Carmen, tirou-lhe essa ideia da cabeça, para a rapariga não se voltar contra a tia, a moça acreditou, voltando novamente a conviver com Sandra.

Toussaint não deixou, contudo, de exercer a sua atitude de revolta recalcada e indo ao cemitério, à campa do jovem assassinado pela irmã, daí retirou a placa de mármore onde Sandra expressava “amores fraternos” para a posteridade e atirou-a para o caixote do lixo.

 

E seria Sandra que acompanharia a sobrinha ao exame de condução.

E seria nessa ida para o exame, em Bastia, que após cenas rocambolescas de uma perseguição policial, que estou a adiantar-me na narração e a saltar muitos enredos, Carmen assistiria à prisão de Sandra Paoli, sua tia, amiga, confidente e compincha mais velha; como assassina do seu próprio pai, Jean Michel Paoli.

Incrédula, estupefacta, a jovem bem clamou a inocência da tia, o seu elo afetivo mais forte, que mal tendo ainda saído da idade dos “teens”, Carmen já bem conhece o desamparo e desconforto das perdas violentas.

E assim terminou este trigésimo segundo episódio global, oitavo da quarta temporada.

Hoje, iniciar-se-á a quinta, a última desta série, com término previsto para sete de Março!

 

Mafiosa  next in. pinterest.com

 

E resumiu-se a este excerto, o episódio?!

 

Não, de modo algum. Foi bem mais movimentado, bem mais rico e cheio de adrenalina.

Mas hoje, ainda gostaria de postar mais alguns assuntos.

 

Não deixo, todavia, de realçar o papel da jovem polícia, Mika, a forma pueril, mas eficaz e corajosa, como ela pôs aqueles polícias “velhos” a mexerem-se e os obrigou a encetarem uma perseguição, que não tinham de todo planeado.

Veremos qual o papel que lhe será reservado na próxima temporada ou se a remetem para uma prateleira qualquer, cumprindo o que lhe disse o chefe da polícia, que não queria “ver-lhe mais o focinho de delatora à sua frente”!

Veremos e aguardemos!

 

Ah! Outro dos tópicos da narrativa vem assentando nas dissensões internas no clã e nas desconfianças ou discordâncias veladas face ao comportamento de Sandra e às suas fraquezas na liderança e às suas atitudes cada vez mais neuróticas e destrambelhadas.

Pois! Essas discordâncias, que se vinham anunciando, tiveram expressão cabal neste episódio trinta e dois.

Tony Campana que, no fundo, aspira à liderança do clã e é personagem que não olha a meios, quando se trata de usar as armas, conseguiu arregimentar todos os outros capangas, para a organização de um atentado contra Sandra, a “chefe” de todos eles, que só não teve o epílogo pretendido, porque Mika, a agente novata, mas muito perspicaz, através das escutas e da geolocalização dos telemóveis, nos carros em andamento, e do seu discernimento juvenil, detetou essa tentativa de assassinato. Que foi gorada, como presenciámos.

Gorada, sim e também, porque Manu, que estivera sempre relutante face ao golpe de traição contra a chefe, teve novamente um badagaio e não sei se lhe deu para morrer ou ficar apenas a chamar pela sua Christelle!

 

Vejamos o início desta quinta temporada. Hoje!

 

Hoje, que toda a gente fala dos "Óscares"!

 

 

 

 

 

 

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publicado às 18:07

“A Mafiosa – Le Clan” - Episódio Global 31

por Francisco Carita Mata, em 24.02.17

Série Francesa

RTP2

Temporada 4 – Episódio 7

(23/02/17 – 5ª feira)

 

Carmen Paoli in. rtp.pt. phpThumb.jpg

 

Como já se vinha delineando, Carmen Paoli está a ser um elemento fundamental no desenrolar da narrativa.

As suas tentativas de saber quem matou o pai não param.

Desenlaçados alguns nós no enredo, caso da descoberta do corpo de Mikael Giacomi, as dúvidas e interrogações da jovem continuam e prossegue a sua demanda da verdade.

A tantas portas bateu, a todas as que lhe foram possíveis, que desembocou na esquadra, a saber do andamento das investigações.

Calhou-lhe na rifa a, igualmente jovem, aprendiz de polícia judiciária: Mika.

Conversa de praticamente duas adolescentes: uma a perguntar, Carmen, a outra a responder, Mika, sem nada dizer de concreto e, para desespero de Carmen, também Mika faz perguntas.

 

Entrada no gabinete dos dois polícias mais velhos, que chamando Mika ao exterior, lhe dão um raspanete, por ela estar assim a atender Carmen, de forma tão superficial e ligeira, dado o caso em causa e o tipo de pessoas em questão.

Voltando ao gabinete, o chefe da polícia, após interpelar Carmen se ela queria saber quem realmente matou o pai, para desespero do outro colega e perplexidade da jovem polícia, coloca-a perante a audição da gravação de telemóvel, em que um dos “empregados” do pai dá a conhecer à madrasta, que Sandra Paoli foi a assassina do irmão, Jean Michel.

 

Calcule-se como ficou a jovem Carmen! Desamparada e destroçada de todo, vagueando nas bermas dos ancoradoiros do porto, amargando as lágrimas do sal da traição.

 

Veremos como ela irá agir e se os objetivos do polícia terão algum resultado no futuro processo de investigação, que, como ele se desculpou para Mika, para a sua atitude, com as escutas e os telefones não resolvem nada, nem convencem qualquer juiz, pois não têm qualquer consistência de prova. Assim talvez os criminosos se esgadanhem entre eles e prossigam a auto destruição.

 

Para Mika terá sido o constatar de uma dura realidade, pois que, embora sabendo que os Paoli são uns “sacanas”, eles, polícias, na sua visão adolescente e romântica, de quem quer muito aprender, não o seriam, nem deveriam comportar-se do mesmo modo.

 

Veremos como estes jovens vão continuar. E, principalmente, como Carmen se irá aguentar e o modo como irá proceder!

E como irá agir relativamente à tia, que também se encontra destroçada. Para além da morte do irmão que lhe pesa na consciência, como uma corrente de prisão, agora vê-se igualmente rejeitada pelo namorado, Enzo Manfredi.

E nela, o desespero e a loucura paranoide que a possuem, o consumo exagerado de álcool e drogas, poderão levá-la a ações ainda mais loucas que as que já vem cometendo.

 

E qual será o papel do sobrinho de Tony Campana e da sua mãe, nessa inexorável auto destruição?!

 

Aguardemos o findar desta quarta temporada, que será hoje.

 

Mas, como notas finais, que poderiam figurar no início, como introito, não posso deixar de frisar que:

O chão que Sandra e os “amigos” pisam está juncado de cadáveres.

O ar que respiram tresanda ao sangue derramado, ao cheiro nauseabundo dos mortos mal enterrados nas montanhas córsicas. Ao odor do medo que infundem aos cidadãos inocentes, que querem viver as suas vidas e exercer os seus misteres, de forma livre e honesta.

O dinheiro que manuseiam está manchado da extorsão, tem sangue espalhado nas notas, o trato e o tacto da ignomínia, da traição, da perfídia e chantagem.

 

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publicado às 12:14

“A Mafiosa – Le Clan”

por Francisco Carita Mata, em 23.02.17

Série Policial Francesa

RTP2

Temporada 4 – Episódios 5 e 6

 

Há algum tempo que não me debruço sobre a temática de séries. Praticamente este ano ainda mal abordei o tema. Não que não ande a seguir nenhuma. Que até tenho andado. Só que não me tem puxado para a escrita.

 

A última sobre que comentei foi A Fraude – Bedrag”. Vi os dois últimos episódios, mas também não perorei sobre os mesmos. Que deveria tê-lo feito. Mas fui adiando, preguiçando, e acabei por não falar sobre os mesmos. Talvez ainda, um dia, teça alguns comentários, pois apontei algumas notas e verifico nas visualizações, que a temática do seriado ainda é procurada. Pode ser que desentorpeça.

 

A “Mafiosa”, tenho acompanhado desde o início.

Mas a temática não me motivou muito para escrever. E ainda bem. Porque se fosse escrevendo, episódio a episódio, como tenho feito nos seriados que me motivam, por vezes nem saberia como pegar nos assuntos.

E, ao princípio, nem entendia muito bem toda a trama e os personagens sempre a mudarem. Sim, porque nesta série são tantas, mas tantas, as mortes violentas e macabras, melhor dizendo, os assassinatos, que os personagens estão sempre a mudar.

 

A série já vai na quarta temporada. São cinco, de oito episódios cada uma. Quarenta episódios no total. Chegou ao trigésimo ontem, 4ª feira, 22/02, 6º episódio da temporada em curso. Temporada que está quase a terminar, em princípio, na próxima 6ª feira. Na próxima semana iniciar-se-ão os episódios da 5ª e última.

 

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Mas vamos aos finalmentes. Deixemo-nos de entretantos.

 

A ação, na trama, decorre principalmente na Córsega, ilha mediterrânica, território francês. Pátria de Napoleão, o corso. Terra de corsos, nos vários sentidos da palavra.

Também Marselha e Paris acolhem cenas e excertos de episódios, à medida que os negócios dos Paoli se alargam e estendem ao território continental.

 

Sandra Paoli, desempenho de Héllène Fillières, é a personagem principal. Herdou os “negócios” do pai, François Paoli, que, oficialmente, seria seu tio.

Segredo que só lhe foi revelado em adulta.

Os “negócios” incluem todo o tipo de atividades lícitas e ilícitas, legais e não legais, ligadas ao submundo do crime organizado, na ilha e no continente. Portanto, predominantemente ilícitas e ilegais.

Não foi muito bem aceite a sua “legitimidade” nessa herda, dentro da própria família, nomeadamente, pelo “meio-irmão” Jean Michel Paoli. Ela foi-se entrosando no meio, construindo e conquistando esse “direito”, ao longo das primeiras temporadas, consolidando-o, e alargando-o até, afirmando-se como chefe do clã.

 

Essa construção assentou em dezenas de mortes “matadas”, assassinatos, por encomenda, por ordem sua, direta ou indireta, ou resultantes das guerras entre os vários gangs rivais, na Córsega e no território continental.

Nessa sua pretendida e conseguida afirmação, num mundo de “homens machos”, para além de ordenar mortes também as executou. Nem mais nem menos a de figuras poderosas no meio, “milieu”.

A de um dos chefes principais dos “nacionalistas” e a do próprio irmão.

Estas mortes trouxeram-lhe o almejado “respeito” e temor, mas também os ódios de muita gente e o enredar cada vez mais apertado nas malhas policiais.

 

Mas mais grave e forte e acutilante no seu ser, no seu sentir, no seu viver, foi o assassinato do irmão, às suas próprias mãos.

Foi esse assassínio, planeado e executado a sangue frio, por cupidez, vingança, calculismo, que a está a levar à sua auto destruição. Drogas, álcool, comportamentos psicóticos, visões, audição de vozes acusadoras, obsessão pela morte, fobia de perseguição, em todos vendo eventuais denunciantes.

Loucura que só engendra novas mortes, mesmo dos amigos indefetíveis, como Jean Santini, um pau mandado, “cão” fidelíssimo, que ela não teve pejo de mandar assassinar, nem os “amigos” de executarem a sentença.

 

Nesta quarta temporada assiste-se a esse caminhar inexorável para o abismo, à transfiguração física da sua própria personagem e imagem, cada vez mais masculinizada, andrógina, mórbida, cruel e vingativa, quase desprovida de sentimentos.

Às suas ordens tem uma série de assassinos, destacando-se Manu e Tony, capazes de matar qualquer um a sangue frio, despudoradamente.

 

Dos vários grupos envolvidos no enredo tem-nos praticamente todos contra ela. Os donos dos maiores casinos de jogo de Paris, os Acquaviva, mandantes do atentado que sofreu, mas que ela acaba por ter nas mãos, que além de um dos filhos do sócio principal, morto selvaticamente e queimado, também mandou executar o outro sócio.

O pequeno atentado que ela sofreu, executado por um dos destacados “nacionalistas”, para quem ela é um alvo a abater, também já foi retaliado, tendo sido esses nacionalistas também já vitimados pela ação dos “amigos” de Sandra. E o chefe principal também foi ameaçado para se remeter ao silêncio.

Pelo que, se no 5º episódio ela parecia até fisicamente em vias de derrotada, no sexto, parece ressurgir em toda a sua cruel criminalidade.

 

A polícia de Bastia, que para ali tem andado enredada nos novelos traçados pelos criminosos e pelas dificuldades de ação dimanadas na execução da Lei; finalmente, e pela ajuda preciosa de uma jovem polícia, tem um organigrama estruturado com o enredo das mortes, a partir de escutas e telemóveis. Aliás, eles já sabem, através da viúva de Jean Michel, que foi Sandra que o matou. Precisam de o confirmar e estruturar a informação, para eventualmente apresentarem em tribunal.

Isto se lá chegarem os criminosos. Que tanto se vão assassinando entre eles, que poucos restarão.

 

E será que Sandra lá chegará?! Certamente, que ainda está para vir a quinta temporada!

 

Internamente, parece que a própria estrutura ameaça ceder, pelas dissensões que vão surgindo entre alguns dos protagonistas.

 

Na própria família, o papel da sobrinha de Sandra e filha de Jean Michel, Carmen, está a ser relevante para o desenrolar e desfecho interno dos acontecimentos. Cada vez mais, questiona sobre a morte do pai, a todos interroga e pergunta, a todos os que sabem, mas não lhe dizem.

Até onde irá a sua capacidade de perguntar e até onde e quando os envolvidos e sabedores aguentarão as perguntas?!

Irão despachá-la como têm feito a todos os que os incomodam?

E até quando os que sabem irão guardar o segredo?

 

E a polícia conseguirá estruturar meios de prova contra os criminosos?

Haverá uma atitude pedagógica e didática na narrativa?!

 

E volto ao início, e à minha dificuldade em estruturar a minha escrita sobre o conteúdo da trama. Residia ela, entre outros aspetos, nos personagens principais e nas suas ações. Todos eles são execráveis. Não há ali ponta por onde se pegue. Não há a possibilidade de “pegar” nuns, contrapondo-os a outros. São todos, farinha do mesmo saco.

Só agora, a polícia parece estar a colocar alguma “ordem” na narrativa, com o surgimento daquela jovem idealista e cheia de genica!

 

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publicado às 13:02


Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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