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“… Témoins” – “As Testemunhas” – Série Policial Francesa – RTP2

por Francisco Carita Mata, em 04.07.17

Temporada 2 – Episódio 1

 

(2ª Feira – 3 de Julho de 2017)

 

Témoins 2 in. alllocine.fr.jpg

 

A RTP2 iniciou uma nova série, após terminar “Lei e Corrupção”.

 

As Testemunhas”, série francesa, agora numa 2ª temporada.

Reporto para o que escrevi sobre a primeira temporada, transmitida em 2016. E para dois sites franceses sobre o assunto.

https://fr.wikipedia.org

 https://www.google.pt/

A protagonista, a policial investigadora e detetive, Sandra Winckler.

Jovem profissional, divorciada, mãe de duas filhas, que tem à sua guarda, mas como difícil é conciliar profissão altamente exigente e absorvente e vida pessoal, em especial o exercício da maternidade…

 

Neste primeiro episódio, o surgimento de mais um crime macabro, com raios de surreal.

 

Num autocarro, estacionado numa estrada sem movimento, numa região quase deserta, encontravam-se quinze corpos de homens, congelados, sentados nos bancos, devidamente enfarpelados de fatos domingueiros, penteados, de rosa na abotoadeira, com ar festivo, como se aguardassem o início de uma viagem celebrativa e libertadora no Além…

 

Iniciadas as devidas investigações por toda uma equipa de vários técnicos especializados, de diferentes domínios, em diversos contextos, rapidamente (!) se cruzam as linhas investigadoras e se entroncam num ponto comum.

Todos eles haviam desaparecido, há pelo menos três anos e todos tinham em comum o conhecimento de uma mulher, fotógrafa de profissão, Catherine Keemer, também ela sem dar sinais de vida no mesmo espaço temporal. Que apenas dissera "adieu" ao marido e às filhas, acenando um adeus e até já e nunca mais ninguém lhe pusera a vista em cima…

 

Subitamente e nem a propósito, reaparece, perdida, amnésica, numa rua movimentada da cidade, não sei bem qual, saída de um carro, atarantada, perguntando: “Onde está ele? Onde está ele? …”

 

Perante a evidência dos factos, além de internada no hospital, também é presa…

 

(Cabe aqui um parêntesis.

Porque quem protagoniza esta personagem é nem mais nem menos que a talentosa atriz Audrey Fleurot, a célebre Josephine de “Um Crime, Um Castigo” e a celebérrima Hortense, de “Uma Aldeia Francesa”!

Promete esta 2ª temporada.)

 

Prosseguindo nas investigações…

Sandra Winckler descobriu a relação de semelhança deste crime com outro acontecido cinco anos antes.

Também um autocarro fantasma, onde fora encontrado também um corpo de homem congelado, também uma mulher envolvida, que à data, também fora recentemente mãe.

 

Ah, sim! Falta, entre muitas outras coisas que omito, dizer que, relativamente a Catherine Keemer, os médicos, nas observações que lhe fizeram, detetaram que ela fora recentemente mãe, há cerca de seis meses.

 

E este facto parece ser o elo que irá permitir à personagem ir recuperando a memória. (E à atriz compor o seu papel, que é sempre notável o desempenho de Audrey Fleurot.)

 

No final do episódio, enquanto Catherine, fugindo da enfermaria em que estava internada e prisioneira, se quedava extasiada a olhar os bebés na maternidade do hospital; Sandra investigava o autocarro fantasma de há cinco anos, abandonado num sucateiro de automóveis velhos.

 

Subitamente, como que por magia, ou descuido da investigadora que não apagara o cigarro (?), o dito autocarro fantasma incendiou-se…

 

(imagem. in. allocine.fr)

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publicado às 11:09

"Lei e Corrupção" - "Line of Duty"

por Francisco Carita Mata, em 20.06.17

Série Britânica

RTP2 

Line of duty in. amazon.co.uk.jpg

 

Já que hoje recomecei a escrever, de forma limitada, é certo, que o calor imenso torna qualquer tarefa insuportável… nada como retornar, escrevendo sobre a série atualmente em exibição na RTP2. (Séries!)

 

Line of Duty”, “Cumprimento do Dever”, série britânica, intitulada “Lei e Corrupção”.

 

Bem, não vou propriamente perorar muito sobre o respetivo conteúdo.

Reporto para alguns sites.

https://www.rtp.pt/programa/tv/

https://www.rtp.pt/programa/tv

 

A ação decorre essencialmente em Londres, megalópole multicultural.

Personagens carismáticos/as, enredo de desenrolar e desfechos imprevisíveis, já vai na terceira temporada. Julgo que serão quatro temporadas, cada uma de poucos episódios. Cinco?

 

Cada temporada centra-se na “busca” / “procura” / “perseguição”, de um suposto policial corrupto. Ação desenvolvida por uma equipa integrada numa Brigada Anti Corrupção.

 

Cada personagem, per si, tanto entre os “perseguidos” como entre os “perseguidores” é um verdadeiro “tratado”, em que a linha que separa o “cumprimento do dever” da transgressão é por demais difusa, quando não total e completamente ultrapassada!

 

Caso para parafrasear o célebre chavão: “Com policiais assim, para que nos serve haver criminosos?!”

 

Veja a série, S. F. F.!

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publicado às 18:17

“Jordskott” - Série Sueca na RTP 2

por Francisco Carita Mata, em 24.03.17

Séries Europeias na RTP2

 

 Terminou ontem, 5ª feira, 23 de Março, 2017, esta série sueca.

 

Sueca, não de jogo, célebre de cartas, mas de origem territorial. Que soube que era esta a origem geográfica, praticamente apenas nos últimos episódios, pois pensava ser norueguesa.

 

jordskott_t117859 in. filmow.com

 

Não vi os primeiros episódios.

Acabando de ver “A Mafiosa – Le Clan”, cinco temporadas, quarenta episódios, resolvi fazer quarentena.

E não iniciei “Jordskott”.

O título também não era nada apelativo, à priori, não era significante de nada, e pensei ser identidade de pessoa ou lugar.

Também só soube o que significava, no último e décimo episódio. Um superalimento, que uma personagem, Ylva, que percorria as ruas da cidadezinha, com um carrinho de compras do supermercado, dava a um peixe para o fazer super forte, antes de o lançar no rio.

Super alimento que Harry Storm, o assassino da série, tomaria no final e que o tornaria em super monstro.

 

Quando peguei na série custei muito a entender o enredo. Mas fui sempre vendo, ficando, como curiosidade, como vontade de descobrir e desenlaçar a trama, de ir tentando compreender toda a temática. À partida, não me agradava muito parte dessa temática, mas fui-me deixando ficar, talvez até, enredar.

 

O facto de o conteúdo temático fazer apelo a mitos, lendas e narrativas tradicionais, escritas e orais, de povos nórdicos, não sei se exclusivamente suecos, se de comuns e ancestrais antepassados de povos da floresta, esse facto fez com que muitos aspetos não se compreendessem na totalidade. Porque nos reporta para ancestralidades, tradições, conhecimentos, que nos são afastados culturalmente.

Mas fui-me deixando agarrar por esse desconhecido e vontade de perceber, entender, conhecer.

 

Achei também os assuntos, os/as personagens muito sombrios/as, tristes, pouco luminosos. Angústia, medo, sombras, pouca luz, muita ansiedade. Aspetos que me repeliam e, simultaneamente, me chamavam para a visualização.

Conclui a visão da série!

 

E, tenho que realçar, que teve aspetos muito positivos no final.

Foi uma série, mini, conclusiva.

As tramas enleadas, destrançaram-se. Resolveram-se os enigmas. Não nos restaram a angústia, a incerteza e a ansiedade, com que os guionistas teimam em deixar-nos, quando jogam com a provável continuidade dos seriados. Ademais, quando lidam com crianças raptadas ou desaparecidas. Lembro “Amber.

 

Nesta, as crianças foram todas resgatadas da gruta, para onde teriam sido levadas por um Muns, que não sei que era ou quem era.

(Talvez fosse Ylva, essa personagem, que o vulgo consideraria bruxa, mas que era um dos últimos seres especiais que restavam desse povo desaparecido, que teria vivido na floresta sagrada.)

 

Esse achamento das crianças na gruta foi realizado por Tom Aronsson, polícia e investigador local, que as encontrou através da filha, Ida, criança supostamente autista, mas que se revelou dotada de extraordinários poderes, como, aliás, a maioria daqueles personagens invulgares e excêntricos. Menina que se reencontrou consigo mesma e com o pai, com quem ela queria, de facto, compartilhar a sua vida.

Libertadas as crianças e entregues aos progenitores. Resolveu-se, deste modo satisfatoriamente, um dos enigmas que entrosou todo o conteúdo temático.

 

Os “maus”, digamos assim, foram “castigados”, usemos estas expressões reducionistas.

O “assassino”, Storm, foi ele morto pelo super peixe, ou o quer que fosse o ser que se movimentava oculto nas águas.

 

Gerda Gunnarsson que, por debaixo da mesa, foi sempre congeminando o seguimento do enredo, também morreria, de causas “naturais”, falemos assim da doença que a vitimou, o cancro.

Destino a que a sua ação na fábrica e ganância especulativa não seria alheia, em termos narrativos.

 

Lembremos que outra das temáticas assentava na existência de uma empresa madeireira, “Thornblad  Cellulosa”, também fábrica de celulose (?), que destruía a floresta, como fonte de matéria-prima; libertava fumos tóxicos, expelia águas residuais contaminadas, para o rio e lago das proximidades.

Esta era a parte da estrutura narrativa que espelhava a realidade, que todos conhecemos, um pouco por todo o mundo e os consequentes problemas ambientais.

 

Pelo meio, a ganância, a cupidez dos acionistas fabris, através do conselho de administração e de Gustaf Boren, sócio maioritário, de aumentarem a produção, de alargar a sua ação até outros setores.

Sabia-se, sabiam os dirigentes, conheciam alguns do povoado, a existência de filões de prata, que nas grutas afloravam à superfície.

Esse submundo subterrâneo, onde “reinaria” um povo, fugido da floresta (?), esta foi uma das partes que não consegui entender, essas grutas, bem como a floresta eram sagradas e deveriam ser mantidas intactas.

Existia até um acordo selado, no século XVIII, entre os antepassados de Eva Thornblad, detetive e filha de Johan Thornblad, e esse povo antigo.

Acordo que o pai, Johan, recentemente falecido, a respetiva firma madeireira e os atuais dirigentes vinham desrespeitando.

Inclusive, o pai de Eva, Johan, havia lançado desfoliante na floresta, já na década de setenta do século XX, matando muitos dos seus habitantes autóctones, que ele mandou posteriormente incinerar.

 

E estes seriam alguns dos aspetos, trágica e fatalmente realistas do enredo, sempre enovelados nos assuntos lendários, mitómanos e fantásticos.

 

E nesse contexto, simultaneamente “realista” e lendário, se situava o desaparecimento, sete anos antes, da filha de Eva, Josefine.

A morte de Johan Thornbald fora o motivo imediato do regresso de Eva a “Silver Height”, “Colina da Prata”, local onde residira com o pai e de onde se ausentara na sequência do trágico desaparecimento da filha, cujo corpo nunca aparecera.

O seu regresso e subsequente envolvimento na narrativa e busca das crianças desaparecidas e da sua própria filha foram um dos leitmotiv dos vários episódios, que, como já mencionado, tiveram um desfecho conclusivo.

 

E ainda e também neste contexto e ainda no lado positivamente conclusivo da narrativa.

 

Eva conseguiu que a firma reconsiderasse a sua ação, indiretamente a suspensão da prospeção do minério de prata e recuperou, perdendo, a sua filha Josefine

 

Esta “pertenceria”, faria parte, da Natureza, não me pergunte como nem porquê, e, Eva embora tendo-a recuperado, porque a perdera há sete anos, teve que aceitar, calma e naturalmente, como algo inexorável, a sua perda.

A criança – jovem, incorporar-se-ia, no território da floresta, na própria Terra Mãe, a que pertencia, transformando-se numa planta, rocha, integrada na própria terra, como se fora, quiçá, novo elemento mineral, talvez até fazendo parte do futuro filão de prata. Não sei.

 

E porque nesta pequena série parte do tema e dos personagens eram jovens e crianças, também o personagem Nicklas, filho de Gerda e do pai de Eva, seu meio-irmão, portanto, jovem supostamente doente mental, destrambelhado, se revelou, no final, extraordinariamente adulto e capaz de assumir os seus próprios destinos autonomamente.

A defesa dos interesses do filho, como forma de o afastar da instituição / hospital psiquiátrico, onde ele era internado e mal tratado, procurando assegurar-lhe um futuro financeiro estável, era a motivação egoísta, que levava Gerda, a engendrar as mais diversas artimanhas, culminando nas detonações das grutas, na busca da prata, sem se preocupar com as crianças aí retidas.

 

Valeu a intervenção de Eva e do meio-irmão, Nicklas, que apesar do seu aparente deficit cognitivo, mas extremamente afetuoso, conseguiu ainda que a mãe suspendesse essa intervenção desastrosa.

 

E, como tal, e é bom reforçar, as crianças salvaram-se!

 

Não julgo que tenha sido uma série, que tenha conseguido cativar muito público, digo eu.

Talvez fale por mim.

Foi difícil iniciar-me nela, não entendi todo o enredo, mas se a repetissem talvez procurasse segui-la, logo de início, para posterior melhor entendimento.

Gostei do final! Foi conclusivo e positivo.

 

E faltou contar muito sobre o narrado?!

Sim. Imenso!

E não falei de dois personagens que desempenharam papéis fulcrais.

Goran Wass, investigador e da jovem Esmeralda, nome sugestivo, ambos seres especiais, dotados de poderes sobrenaturais, fundamentais no enredo, mas sobre que já não vou perorar.

Apenas realço que eram dos poucos seres restantes desse povo antigo.

E que Goran fora precisamente colocado nessa investigação ao desaparecimento das crianças, que se iniciara com Anton, filho de um dos administradores da "Cellulosa", precisamente para tentar salvar os membros remanescentes e raros desse povo.

 

Se a RTP2 voltar a transmitir a série, vou ver se consigo visualizá-la e prestar atenção ao que não assisti.

E, talvez, contar desde o início e de outro modo, mais analítico.

 

Aqui tem, caro/a leitor/a, o que me foi possível. Especialmente para si, que gosta de séries!

E, obrigado, pela sua leitura!

 

 

 

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publicado às 17:51

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 8

por Francisco Carita Mata, em 09.03.17

Série Francesa

RTP2

Episódio Global 40

(08 de Março 2017 – 4ª feira)

 

Mafiosa in. pinterest.com

 

Ocorreu ontem, oito de Março, o oitavo episódio da quinta temporada desta série. O último, segundo as filmagens já realizadas. Se será o derradeiro, isso não sabemos.

Os guionistas dos seriados têm o triste hábito de não concluírem os enredos, para nos deixarem pendurados para eventuais, hipotéticas, presumíveis continuações, em futuras temporadas.

Foi também o que aconteceu ontem.

 

*******

 

Mas antes de começar a abordagem do conteúdo do episódio quero fazer alguns reparos para a RTP2.

 

Estava previsto o findar da série.

Habitualmente o respetivo começo processa-se pouco depois das 22 horas.

Julgo ser uma boa hora para ver séries. Também acho bem que a RTP2 mantenha este horário. (Pese embora todos os facilitismos, que atualmente possuímos, de retroceder na visualização dos diversos conteúdos televisivos.)

Mas a RTP2, numa prática que vários canais televisivos usam e abusam, resolveu introduzir outro programa no horário das séries e empurrar o episódio final de “A Mafiosa”, para quase uma hora e meia depois.

Não gostei. Não se faz.

Estive quase para “postar” a minha discordância, no momento. (Outra facilidade de que dispomos atualmente!)

Não esteve em causa o programa emitido. Que até julgo ser importante. Muito importante. Tratava-se de Teatro. “Trapos e Conversas Frívolas”.

E é, de facto, fundamental que a RTP transmita Teatro. Já o frisei também neste blogue.

Mas não assim, não daquele modo.

Transmitiam o episódio final e, após, passavam a peça de teatro.

Ou então formulo outra sugestão.

Quando terminarem uma série, especialmente se for longa como esta, no dia seguinte, apresentem uma boa peça de Teatro.

Explicando e anunciando devidamente a situação aos telespetadores.

Não apresentem logo imediatamente nova série, novo enredo, novas personagens. Eu gosto de “descansar” um pouco, de um conteúdo, que fica a “macerar”, antes de me atirar logo, logo, para novas temáticas.

Julgo que seria uma atitude mais correta, mais consentânea com o discernimento e inteligência, capacidade de opção e escolha das pessoas que veem as séries.

Assim, do modo como procederam, NÃO!

Fica a sugestão.

 

O que fiz?!

Vi a peça de teatro?! Não. E, provavelmente, teria valido a pena e, se fora posteriormente ao episódio, certamente até veria.

Fiz zapping. (Os senhores programadores televisivos, esquecem que também temos essa funcionalidade?!)

Aterrei no aeroporto JFK, New York, através do Canal National Geographic, onde uma equipa policial nos mostrava como atua perante suspeitos de serem “mulas” / “correios” de droga. Umas vezes com sucesso, outras com insucesso.

Concluído o documentário, continuei a navegar, até começar a série, e, sintomaticamente, aportei à Sicília, onde através do Canal Odisseia, um documentário abordava os relacionamentos entre máfia siciliana, política democrática cristã e a igreja católica, nos anos sessenta, oitenta. (…) O célebre “mega julgamento de Palermo”!

Peculiar, sugestivo, e no hiato de “A Mafiosa – Le Clan”!

Aqui fica outra sugestão.

No dia seguinte a uma série como a supramencionada, um documentário destes ficava a matar!

 

*******       *******       *******

 

E por falar em matar!

Vamos ao conteúdo do episódio. Que, na continuação dos anteriores, foi matar, matar, matar à fartazana, se é correto usar esta palavra.

 

E o assassinato de Jean Luc foi, de facto, o leit-motiv para os desenvolvimentos subsequentes.

Tony encabeçou que fora Orso que tratara desse “julgamento sumário”, desse “ajuste de contas”. E, contrariamente aos conselhos ou sugestões de Manu ou mesmo de Sandra, e “dando a volta” a Manu, que, involuntariamente o cobriu, mas foi coberto por ele, (apetecia-me usar outro termo, mas aqui neste blogue não se escrevem palavrões), como disse, Tony assassinou Orso, a sangue frio, como é seu hábito.

Agora, cada vez mais transfigurado, cadavérico, que parece morto e desenterrado, com as mãos cheias de sangue das dezenas que mandou desta para melhor; o coração recalcado de ódio, que nem Saudade consegue amaciar; a cabeça e o corpo a destilar e feder aos cadáveres que atirou borda fora.

Não só se usou de Manu, de quem se diz amigo e irmão, (estranha amizade e irmandade a daquela gente), exige que aquele o “cubra” e se cale, do que, involuntária e inocentemente, Manu foi conivente.

 

Manu, é justo que se diga, andava naqueles imbróglios todos, mas as mortes, os assassinatos incomodavam-no. Havia nele algum resto de humanidade e comiseração.

E digo havia, porque teve o mesmo destino dos outros.

Vou encurtar a narração, que, hoje, já me expandi em considerandos.

Manu também foi morto, cobardemente, por ódio, orgulho, inveja, recalcamento, com um tiro pelas costas, acrescido de outros, a completar a tarefa medonha.

E por quem.

Pois, precisamente por Tony.

 

Tudo isto terá fugido ao controlo de Sandra, ainda que em determinados momentos anteriores, ela isso tivesse desejado e planeado.

Mas, agora, mais amaciada pelos amores de Charly, foi esquecendo mais as vinganças congeminadas.

Talvez até quisesse que eles todos se harmonizassem.

 

Mas esclarecidas as coisas, tendo Tony tomado conhecimento, através de Saudade e de Sandra do papel de padrinho que Manu reservara ao casal, na adoção congeminada pelo advogado, (também estranha e egoísta adoção, diga-se), e consciencializado a “enormidade” do seu ato, consciência pesada, aceitou, complacente, que lhe seja feita “justiça”, à moda daquela gente.

Acordou também ser “justiçado”, à porta do “Aghia”, tal qual falcão que sobrevoe os céus da Córsega. Apenas pediu que não o atingissem na cara, queria que Saudade ainda o beijasse, depois de morto!

E morto seria, com tiros disparados por motociclistas, nem mais que não fossem os filhos de Orso e primos de Sandra.

Esta, qual “Juíza Suprema” decidira, só com o olhar, a execução da “lei”, habitual entre eles, que tem certamente uma designação própria.

 

Que a Lei e a Justiça, as Autoridades não existem naquela terra!

 

Se alguma foi feita, resultou das “normas” existentes no meio em que nasceram e frequentaram toda a vida.

Thomas, o polícia tresmalhado, consciente e conhecedor delas, serviu voluntariamente de seu catalisador.

 

Alain de tudo isso se apercebeu e comprovou.

Ameaçando o colega de o denunciar, se ele não se ausentasse, para outra delegação, este retorquiu que daria conhecimento do acordo de Carmen com os nacionalistas.

Estão todos embrulhados no mesmo saco, para não escrever a palavra que Thomas usou.

 

Mais tarde, Alain iria a casa de Carmen, não a encontrando.

Achou uma missiva, manuscrita: “Meu amor…” Resvalou o rascunho para a piscina e não lemos o conteúdo.

 

Carmen estava na casa da tia, em Cisco, a que ia ser vendida.

Sandra acabara de folhear recordações da família, em álbuns de fotos antigas e findara de visualizar filme de oitenta, em que ela e o irmão Jean Michel, brincavam aos pistoleiros.

Ela também se projetara na tela, tentando agarrar o irmão, a infância, o passado, a vida que perdera.

Acabada a película, apenas ela se projetava na parede, chorando suas mágoas, agora completamente iluminada pelo foco do projetor.

 

Carmen apontava-lhe uma pistola, não no filme caseiro e antigo, mas na “realidade” da série.

Mas as mãos tremiam-lhe.

Carmen! Falou Sandra, para a sobrinha, num misto de ternura maternal e algum desassossego e inquietação.

 

Não vimos disparar. Não ouvimos tiros. Não sabemos se Carmen disparou ou não. Ou se, eventualmente tendo disparado, terá ou não acertado.

Não sabemos nada. Se foi feita a “justiça”, à moda daquela gente.

Os guionistas adoram deixar-nos nessas incertezas, com é o seu apanágio!

 

 

(Este episódio final teve algumas cenas que ainda quero realçar.

A missa do funeral de Manu. Tantas viúvas negras! Apelando a cenário de tragédia grega.

E, por contraponto, a cena de família, em piquenique na praia, cinco meses depois.

Foram paradigmáticas! A escuridão da noite e a claridade do dia!)

 

E, por hoje, termino a narração deste episódio oito. E o narrar sobre esta série.

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publicado às 13:04

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 7

por Francisco Carita Mata, em 08.03.17

Série Francesa

RTP2

Episódio Global 39

(07 de Março 2017 – 3ª feira)

 

Canal + Premiere.fr.jpg

 

 

Sandra parece ter tudo sobre controlo.

 

As autoridades aparentemente não têm como lhe pegar.

A sobrinha, Carmen, deu-lhe os ferries de mão beijada, para não ter que se confrontar com ela.

Conseguiu cair novamente nas boas graças do tio Orso, pois “libertou-lhe” o filho, Jean Marie, da prisão. Em princípio, também ficará bem vista perante a esposa deste, pois desenvolveu essa ação a seu pedido, e, cumulativamente, não revela esse facto.

Perante os capangas principais, consegue mantê-los mais ou menos na linha, amenizando os atritos entre eles, que designa como sua nova família, face à família tradicional alargada, representada por Carmen e o tio Orso.

Ofereceu-lhes paridade nos negócios. Proporcionou-lhes a recuperação do Dakota, onde realizaram uma festa de arromba.

Todavia, cada vez mais azedo e amargurado, agora mais ainda, que sabe não poder ter filhos, (também tamanha a inconsciência sua), Tony permanece sempre na retranca, desconfiado e pronto a disparar.

Nas aparências, tudo se apresenta pelo melhor, mas os ódios destilam no fundo.

 

Será apenas uma estratégia sua para os desarmar?!

Veremos o que nos reserva o episódio derradeiro!

 

Voltando aos policiais, impressiona a sua ineficácia e inépcia.

Sandra confirma que Alain anda com a sobrinha, pois ele não deve ter casacos de couro, que não mais largou o do pai da namorada, por acaso, Jean Michel Paoli, criminoso acelerado, embora morto e irmão de Sandra, que já se usara desse blusão como cinzeiro!

 

O comandante da polícia, Thomas, está cada vez mais destrambelhado.

No final do episódio, invadiria o bar, já terminada a festa, apenas presente Jean Luc e após uma cena de faroeste, a propósito de uísque, dispara sobre o criminoso, não sem que também seja ferido e, por resposta, acaba por matá-lo, tal e qual têm feito os capangas de Sandra.

Fica com uma excelente folha de serviço!

 

Em que medida este facto irá influenciar a narrativa?

 

E, Carmen, como irá proceder, aconselhada por Alain a não falar do acordo e cláusula secreta com os nacionalistas?

(No final vimo-la, numa boa, na cama com Alain e, paralelamente, a tia Sandra também de amores com Charly.)

 

E interrogações que se nos formulam sobre o desfecho da narrativa.

E a Justiça?! Os media?! Os poderes instituídos?! A opinião pública?! O povo?! As autoridades nacionais?!

 

Aguardemos o desfecho final!

 

Não se esqueça, que é apenas uma série.

Pena é que a realidade...

 

 http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/a-fraude-bedrag-episodios-17-e-18

 

 

 

 

 

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publicado às 19:24

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 6

por Francisco Carita Mata, em 07.03.17

Série Francesa

RTP2

Episódio Global 38

(06 de Março 2017 – 2ª feira)

 

 

mafiosa córsega in.pinterest.com

 

Neste antepenúltimo episódio da série, assiste-se novamente à violência “gratuita” e descontrolada.

 

Os capangas de Sandra, os menos conhecidos, os homens de mão, pistoleiros assassinos, criminosos cruéis e sanguinários, após terem torturado selvaticamente Bonafedi, ter-lhe desfeiteado completamente o rosto, e sabido o roteiro das idas e vindas dos principais nacionalistas, mandaram entrar no hangar, Sandra, Tony e Manu, para abaterem o nacionalista com dezenas de tiros, sem dó nem piedade, como se fora um alvo de tiro e descarga emocional de ferocidades e recalcamentos.

Embrulharam o corpo num oleado e para onde o terão ido atirar?!

 

Procedimento, igualmente cruel e sanguinário, tiveram com os outros principais companheiros de Bonafedi, que surpreenderam numa emboscada, no interior da Ilha, quando estes no interior dum carro, aguardavam a passagem dum comboio numa passagem de nível.

Foi descarregar as cartucheiras até ao fim, sobre os indivíduos e o carro, que ficou um passador.

 

Como irão reagir as autoridades? A opinião pública? Os media?

E Carmen? Qual vai ser o respetivo papel?

Irá ela revelar que fez o célebre “acordo” com os nacionalistas e a cláusula secreta que originou todo este derramamento de sangue?!

 

O polícia jovem, Alain, que no meio de todo este descalabro ficcional de violência, mostra alguma sensatez, basicamente o único personagem, que vem revelando alguma humanidade, bem que avisou Carmen, que o acordo que ela fizera, nunca assumido, é certo, iria levar à morte de muita gente.

 

 E foi o que vimos ontem.

 

Enquanto decorriam as cenas de perseguição aos nacionalistas e subsequentes homicídios, Sandra, Tony e madame Campana, Manu e a namorada Christelle, estavam jantando, animadamente num restaurante de luxo e da moda, em local bem destacado, de modo a serem vistos e terem um alibi, para a hora e o momento!

 

E são assim estes protagonistas.

Conseguem ser mais que detestáveis.

Mas não será precisamente essa atitude, modo de avaliar, que o(s) guionista(s) querem que nós interiorizemos?!

E não será mesmo assim que deverá ser?!

Estas séries, filmes, devem ou não ter um conteúdo didático?

O que acha?!

 

Como irão eles desenlaçar todos estes novelos do enredo, uma vez que esta temporada irá terminar a série?!

 

No regresso a casa, Tony não entrou logo. Ficou a fumar na rua.

 

Na soleira de uma porta próxima, Orso espreitava.

 

E, por aqui me fico, que ainda quero colocar este post e ver o penúltimo episódio.

 

Muito fica por contar, é certo!

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publicado às 20:08

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 5

por Francisco Carita Mata, em 06.03.17

Série Francesa

RTP2

in. filmow.com.jpg

 

Episódio Global 37

(03 de Março 2017 – 6ª feira)

 

Carmen, afinal, está possuída do mesmo ódio, do mesmo rancor, da mesma sede de vingança, dos outros protagonistas da série.

Não se aliou aos nacionalistas por uma questão de estratégia empresarial, nem ela disso percebe ou quer perceber.

Também não quer saber da Córsega, nem do seu povo, corsos ou não, nem da empresa que herdou.

Quer apenas vingar o pai, Jean Michel Paoli.

Foi para isso que se aliou aos “nacionalistas” e lhes ofereceu 60% da empresa “Ferries Tavera”.

Foi isso mesmo que lhes disse, em reunião, num barracão, algures na Ilha, perante uma assembleia de apaniguados da independência, todos de rosto tapado.

Apenas Bonafedi dá a cara, pela causa, perante tudo e todos, nos mais diversos contextos, mesmo perante Sandra e compinchas, que o colocam na mira de tiro. Tony, assassino militante, a esforçar-se para não premir o gatilho.

E foi a cabeça de Sandra que Carmen lhes pediu em troca e foi isso que ficou acordado, nessa reunião com os caras tapadas, mas cujo conteúdo ali ficou, dali não pode sair.

Contudo, todos sabem ou deduzem que foi essa a moeda de troca, inclusive a tia e seus compinchas. Afinal, ninguém melhor que eles conhece as leis do mercado, pelas quais se regem os comportamentos de toda aquela gente.

 

E os nacionalistas não tardaram. Logo que puderam, organizaram um ataque em força ao reduto da “Mafiosa”, quando ela e os seus capangas se reuniam num jantar de convívio, em momento inesperado e de relax.

Foi esta a cena que visualizámos no final do episódio, de que, obviamente, ignoramos o desfecho e que aguardamos, para o episódio de hoje, o trigésimo oitavo global, sexto da quinta temporada.

 

E, entre Carmen e Alain, o romance concretiza-se mesmo. Que a jovem é persistente, está decidida, tudo faz para conquistar o polícia, e este, apesar das muitas reticências que terá, certamente, em embrenhar-se num namoro com uma jovem metida nestes imbróglios todos, acaba por não resistir. E, sem meias medidas, acaba por atirar-se, mesmo vestido, para a piscina, para se lançar nos braços e beijos da moça. Só não sei se tirou sapatos e meias, mas isso também veremos, talvez(?!), no subsequente episódio!

Aliás ele é dos poucos que, no enredo, revela algum bom senso, que diz à jovem para não se usar da vingança, para não ser como a tia.

Mesmo relativamente ao colega comandante, sempre o chamou à razão, perante os disparates que aquele engendrava.

 

Mal sabe Alain que Thomas perdeu completamente as estribeiras.

Para além de incendiar o carro de Tony, para que este julgasse ter sido Orso, o que aconteceu… Também executou, posteriormente, um atentado contra o próprio Orso, não o matando, mas para que este e família culpem Tony e companhia.

Assim pretende acirrar os ânimos entre estes esbirros assassinos e que eles se envolvam aos tiros, uns contra os outros.

Não sabemos se o conseguirá ou se o feitiço se voltará contra o feiticeiro.

Sandra tenta apaziguar os ânimos entre estas fações, dentro do seu próprio clã, porque os seus fins são outros e não quer executar vinganças, enquanto não detiver a posse dos ferries.

Será que vai conseguir?

De momento tudo parece encaminhar-se para o lado dos “nacionalistas”.

E é com eles que Sandra tem que se confrontar agora, que não esperaram por delongas e acabam de lhe mover uma emboscada, em grande escala, como presenciámos.

 

E são também os nacionalistas que capitalizam o descontentamento popular, liderando uma manifestação de mais de vinte mil pessoas, em Bastia, contra a violência. Que, obviamente, o povo, em geral, está farto de tantos assassinatos, insegurança, atentados, mortes violentas. Quer é paz e sossego e prosseguir as suas vidas normais sem atropelos. Para essa manifestação, Bonafedi convocou Carmen e com ela e na sua presença deram ambos uma entrevista aos media, com projeção televisiva, a que Tony e capangas assistiram em direto, tomando conhecimento da decisão de Carmen.

 

E também sabemos que Sandra já encomendou a morte de três encapuçados. O difícil será saber-lhes o nome.

 

E deixando a violência e retornando ao enredo romanesco, que não pode faltar em série que se preze, para além de Carmen e Alain, também Manu e Christelle estão numa de recomeço. Saudade e Tony tentam gerar filiação, sujeitando-se ambos a exames, pois a coisa está complicada.

Sandra continua de namoro com Charlie, que contratou à semana, para a sua casa, ao seu dispor.

 

E por aqui nos quedamos, aguardando o episódio de logo à noite!

 

 

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publicado às 13:16

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódios 2, 3 e 4

por Francisco Carita Mata, em 03.03.17

Série Francesa

RTP2

Episódios Globais 34, 35, 36

(28/02 e 01 e 02 de Março 2017 – 3ª, 4ª e 5ª feira)

carmen e alain in. pinterest.com

 

Carmen vem assumindo cada vez mais protagonismo. Tem sido ela quem confronta e mais se opõe diretamente à tia.

Tendo apontado a arma a Sandra, na realidade, não a disparou. Ou porque não conseguiria, nunca o fez anteriormente, ou porque não é esse o caminho por que pretende enveredar, apesar de ter oferecido todo aquele dinheirame aos assassinos, Tony e Manu.

Ou porque o guionista da série nos quer direcionar num outro sentido na narrativa.

 

Tony e Manu estão aliados, estrategicamente, a Sandra e vice-versa. Mas projetam eliminar-se reciprocamente.

Por sua vez, a Mafiosa também se juntou ao tio Orso Paoli, com o objetivo principal de este a ajudar na erradicação definitiva dos compinchas criminosos.

Estão todos taticamente unidos no projeto comum de conseguirem “comprar” o passivo da empresa de Lívia, os ferries Tavera, tomando assim conta desta firma e, de certo modo, enveredarem por negócios mais claros e legais!

 

Como o dinheiro de que dispõem não é suficiente, mesmo após os dois compinchas terem vendido todos os “negócios” legais que têm na Córsega, unem-se num golpe, um assalto a uma Caixa de Fundos, julgo que em Paris ou Marselha, que não sei bem.

Neste golpe, habitual e já planeado por Orso e filhos, a eles se juntaram os “capangas” de Sandra, por sua exigência.

O assalto não correu mal, se é correto ver o assunto nessa perspetiva.

Houve tiros, cena policial ou “coboiesca”, à americana. Um dos filhos de Orso foi salvo por Tony, que assim ficou credor e, nestas cenas se geram laços, apesar de estarem todos uns contra os outros, prontos para se matarem à mínima oportunidade.

Arrecadaram dez milhões, que guardaram numa garagem de Christelle, num anexo de um complexo habitacional.

 

A polícia, que nesta temporada já parece estar mais “desperta” e que os tem todos vigiados, alertada pelas notícias, imagens guardadas e escutas telefónicas, prendeu a trupe na totalidade, a chefona incluída.

 

Nos interrogatórios subsequentes, todos eles se fizeram de parvos, mas há sempre um elo mais fraco, algo que lhes escapa.

Um dos filhos, o que conduziu a carrinha na ida e volta, tinha uma chave suspeita.

Vai-se a ver, era da garagem da irmã.

E aí, valeu o faro do comandante da polícia, Thomas. Seria descoberto um malão a abarrotar de maços de notas! Do assalto realizado no continente.

Pierre Marie Paolli reclamou a posse do dinheiro e, em princípio, pagará ele vinte anos por esse assalto.

 

Ficaram, deste modo, de mãos a abanar.

 

A polícia judiciária, protagonizada por dois comissários, Alain e Thomas, está mais atuante.

Para o processo em causa, também protagoniza um Juiz de instrução.

Thomas, para quem a suprema satisfação seria que eles, os criminosos, se matassem todos e nesse sentido tem agido, sempre que pode, trabalhou, (ou trapalhou?) algumas vezes de forma pouco convencional, ilegal até, e com o Juiz tem sido incorreto, frise-se, ultrapassando e ignorando as respetivas diretivas e ordens.

Por um acumular de situações, verá o caso ser-lhes retirado e transferido para a “gendarmerie”!

Num ato de transgressão, ou de paranoia, que parece ir possuindo aquela gente toda, não esteve com meias medidas, bêbedo, rouba o carrão de Tony, leva-o para um descampado e pega-lhe fogo, tal e qual como os criminosos usam e abusam.

Quererá, certamente, lançar mais achas para a fogueira e colocá-los ainda mais uns contra os outros, como tem sido a sua estratégia. Deixá-los matar-se entre si.

 

Mas estou a deixar de lado o fulcro da narrativa nestes episódios e temporada: os ferries Tavera e a luta pela conquista do respetivo controlo, através da compra da dívida de sessenta milhões.

Lívia recebe ofertas do grupo de Sandra, através do respetivo advogado, contratado para fazer como os três macaquinhos.

Que Lívia rejeita, que não quer nada com a mafiosa.

E também do grupo dos nacionalistas, que fomentam uma greve, como chantagem, e que mais ainda arruína a firma. Que ela também recusa, que não os quer na direção da empresa.

Procura financiamento externo, consegue-o e realiza um contrato com um estrangeiro, Freeman, na presença de Carmen, que Lívia puxa para trabalhar com ela.

Mas Freeman será ameaçado de morte por encapuçados, os capangas de Sandra, que lhe partem o carro.

 

Lívia não desiste, busca soluções e será Carmen, cada vez mais próxima da “madrasta”, que lhe dará uma deixa, supostamente a pensar que assim dissuadiria a tia.

Lívia fá-la sua legatária universal.

Desta situação a jovem vai dar conhecimento à tia, enfrentando-a novamente e na presença do advogado dos macaquinhos!

“- Se queres ficar com a empresa é à tua sobrinha que a tens que arrancar!”

 

mafiosa in. pinterest.com

 

Desiste Sandra?!

Nem pensar!

Menos ainda Tony e Manu. Mais o primeiro, que é uma autêntica hiena, (desculpem-me as ditas), sempre à procura de carne mortiça e dinheiro.

 

E decidem os três atemorizar, mais ainda, Lívia. Com recomendação de Sandra, que Carmen não assistisse.

 

Bomba colocada no carro da empresária, morta esta, Carmen quase indo também desta para melhor, não fossem os escrúpulos e remorsos de Manu, que até se confessara antes e que, por isso, acionou a bomba antes da moça entrar no veículo.

(Esta gente é também dada a religiosidades, Sandra, inclusive.)

 

Carmen foi hospitalizada, inconsciente e assim permaneceu algum tempo.

A tia foi visitá-la, ainda ela a dormir, e até o polícia Alain, que agora liberto da investigação, se deu ao incómodo de fazer uma visita à jovem, agora, herdeira universal de Lívia.

Seria ele que a moça viu logo que acordou.

Seria ele que a rapariga chamaria, quando ao regressar para casa, na primeira noite sozinha, sentiu alguma apreensão.

Haveremos daqui rimance?!

 

Nesta temporada o romance tem prosseguido por caminhos improváveis, para além de Tony e Saudade, que já tem mais que saudades dos tempos de solteira (!); Manu e Christelle reataram, apesar de mudar o ator e até Sandra tem protagonizado uma verdadeira peça de teatro com uma siciliana! Sem contar com o comandante da polícia, Thomas, que vive numa rulote no parque de campismo e se dedica a incendiar carros e provavelmente também foi ele que “atuou” na casa de Saudade e Tony, quando este esteve preso!

 

No funeral de Lívia, Carmen desempenha papel de destaque. É a herdeira. Não só de bens patrimoniais, mas de todo um legado imaterial, duma vontade, de um modo de vida.

Encarou o Juiz: “Está satisfeito?!”

Recebeu oferta dos nacionalistas para “entrarem” nos ferries.

 

Passou pelo porto, observando os cartazes dos grevistas.

Foi para a empresa, para o lugar da madrasta.

Recebeu telefonema da tia e, contrariamente ao que fizera até aí, atendeu-a.

Marcaram encontro.

Conversaram, mas não acordaram.

 

“- Já não tenho mão. Não sou eu que mando. É o sistema!”, respondeu Sandra, perante a acusação da sobrinha de que ela nunca assumia as respetivas culpas.

 

Mais tarde, após o incêndio do carro executado pelo comandante Thomas, vê-la-íamos a telefonar ao chefe dos nacionalistas, Paul Bonafedi, a dizer-lhe que quer fazer acordo!

 

 http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/gomorra-serie-rtp2

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publicado às 19:51

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 1

por Francisco Carita Mata, em 28.02.17

Série Francesa

RTP2

Episódio Global 33

(27/02/17 – 2ª feira)

 

in pinterest.com 3c7589f6ee470f317fd1491252f95955.

 

Recomeçou a série com o início da 5ª temporada. E última! Esperemos um desfecho adequado!

 

Sandra esteve presa, tal como Ange, que a transportou, de barco, de França para a Córsega e vice-versa, após o assassinato de Jean Michel Paoli.

 

Mas estiveram pouco tempo presos. Com o advogado, engendraram um plano maquiavélico, em que, de facto, tendo Ange transportado Sandra na ida e na volta, ela teria falado com o irmão, na resolução dos respetivos diferendos, mas ela ter-se-ia ido embora e quem ficou com Jean Michel foi Mikael Giácomi, tendo sido este indivíduo certamente o último a vê-lo vivo. Não Sandra!

Como o jovem, ex-namorado de Carmen, já está morto, ainda que tivesse sido mal enterrado, não tem como se defender e, supostamente, foi ele o assassino.

 

Assim, na reconstituição efetuada, com a presença de Sandra, do respetivo advogado, de Ange e perante o juiz e os polícias da investigação, assim, deste modo, foi ela ilibada, com a conivência e anuência de Ange, que também foi industriado para isso pelo advogado.

 

Desta maneira, rapidamente foram libertados.

 

Mas continua tudo na mesma.

 

Sandra, saindo, assume mudar de vida dedicar-se a negócios lícitos, planeia investir nos ferries de Lívia Tavera, cuja empresa tem um passivo enorme.

Independentemente e para além da vontade desta e da sobrinha Carmen, que nem uma nem outra a querem na sua casa.

Nesse negócio, quer juntar Tony e Manu, mesmo sabendo que eles planearam matá-la.

Tudo parece encaminhar-se para concretizar o imbróglio, ainda que, de cada lado da parceria, projetem livrar-se uns dos outros: Sandra livrar-se deles e os parceiros dela!

 

Novidades, novidades!

 

Tony Campana deu o nó com Saudade.

Também projeta mudar de modo de vida, ser sério e honesto, ter filhos com a Madame Campana. Mas como vimos, quer aliar-se à Mafiosa, mas desfazer-se dela, logo que possa.

E, para concretizar esse objetivo, juntamente com Manu, já ajudou a despachar Ange, depois de o terem envolvido nas tramoias habituais. De nada a este valeu ter sido libertado ou ter cometido perjúrio.

 

A maior das novidades é que o personagem Manu, a quem dera um badagaio, afinal não morreu como personagem.

Pelos vistos, o efeito do desmaio repercutiu-se, de facto, no ator. Não no personagem.

E isto porquê?!

Porque, como deve ter reparado, o ator que personifica Manu não é o mesmo.

Particularidades de séries!

Não teria sido mais consentâneo ter deixado cair o personagem?

O que terá acontecido ao ator?! Outros compromissos?!

 

Em contrapartida, Carmen parece ganhar mais protagonismo.

Oferece 800 mil euros, em dinheiro, à dupla criminosa, para assassinarem a tia.

O que, para eles, é sopa no mel. Ganham em dois carrinhos!

Irá também ela enveredar pelos caminhos das vinganças, ajustes de contas e crimes?!

 

No final do episódio, após discussão com a tia, vimo-la a apontar-lhe a pistola que Sandra, ousadamente, lhe dera.

 

E que foi feito de Milka?!

Foi para a prateleira?!

E o que fazem aqueles pastelões dos polícias?!

Bem sei que os mecanismos “legais” favorecem mais quem prevarica!

 

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/a-mafiosa-le-clan-temporada-5-138900

 

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/a-mafiosa-le-clan-temporada-5-139106 

 

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publicado às 19:24

“A Mafiosa – Le Clan” - Episódio Global 32

por Francisco Carita Mata, em 27.02.17

Série Francesa

RTP2

Temporada 4 - Episódio 8

(24/02/17 – 6ª feira)

 

 

Carmen realmente ficou destroçada, não falou diretamente com a tia, de cuja casa saiu, regressando a penates, para junto da madrasta, com quem também não teve coragem de abordar o assunto.

 

Só desabafou com Toussaint, uma espécie de tio-avô, não sei se é exatamente esse o seu parentesco, um “corso” da velha guarda, o membro mais antigo do clã, que tem conseguido sobreviver à mortandade generalizada, mesmo às mãos de Tony Campana, assassino destemperado, que o poupou, graças aos amores de Saudade, nome lindo, português, não sendo ela portuguesa!

Toussaint ouviu a confissão da miúda, está farto de saber que Sandra matou o irmão, mas deu a volta a Carmen, tirou-lhe essa ideia da cabeça, para a rapariga não se voltar contra a tia, a moça acreditou, voltando novamente a conviver com Sandra.

Toussaint não deixou, contudo, de exercer a sua atitude de revolta recalcada e indo ao cemitério, à campa do jovem assassinado pela irmã, daí retirou a placa de mármore onde Sandra expressava “amores fraternos” para a posteridade e atirou-a para o caixote do lixo.

 

E seria Sandra que acompanharia a sobrinha ao exame de condução.

E seria nessa ida para o exame, em Bastia, que após cenas rocambolescas de uma perseguição policial, que estou a adiantar-me na narração e a saltar muitos enredos, Carmen assistiria à prisão de Sandra Paoli, sua tia, amiga, confidente e compincha mais velha; como assassina do seu próprio pai, Jean Michel Paoli.

Incrédula, estupefacta, a jovem bem clamou a inocência da tia, o seu elo afetivo mais forte, que mal tendo ainda saído da idade dos “teens”, Carmen já bem conhece o desamparo e desconforto das perdas violentas.

E assim terminou este trigésimo segundo episódio global, oitavo da quarta temporada.

Hoje, iniciar-se-á a quinta, a última desta série, com término previsto para sete de Março!

 

Mafiosa  next in. pinterest.com

 

E resumiu-se a este excerto, o episódio?!

 

Não, de modo algum. Foi bem mais movimentado, bem mais rico e cheio de adrenalina.

Mas hoje, ainda gostaria de postar mais alguns assuntos.

 

Não deixo, todavia, de realçar o papel da jovem polícia, Mika, a forma pueril, mas eficaz e corajosa, como ela pôs aqueles polícias “velhos” a mexerem-se e os obrigou a encetarem uma perseguição, que não tinham de todo planeado.

Veremos qual o papel que lhe será reservado na próxima temporada ou se a remetem para uma prateleira qualquer, cumprindo o que lhe disse o chefe da polícia, que não queria “ver-lhe mais o focinho de delatora à sua frente”!

Veremos e aguardemos!

 

Ah! Outro dos tópicos da narrativa vem assentando nas dissensões internas no clã e nas desconfianças ou discordâncias veladas face ao comportamento de Sandra e às suas fraquezas na liderança e às suas atitudes cada vez mais neuróticas e destrambelhadas.

Pois! Essas discordâncias, que se vinham anunciando, tiveram expressão cabal neste episódio trinta e dois.

Tony Campana que, no fundo, aspira à liderança do clã e é personagem que não olha a meios, quando se trata de usar as armas, conseguiu arregimentar todos os outros capangas, para a organização de um atentado contra Sandra, a “chefe” de todos eles, que só não teve o epílogo pretendido, porque Mika, a agente novata, mas muito perspicaz, através das escutas e da geolocalização dos telemóveis, nos carros em andamento, e do seu discernimento juvenil, detetou essa tentativa de assassinato. Que foi gorada, como presenciámos.

Gorada, sim e também, porque Manu, que estivera sempre relutante face ao golpe de traição contra a chefe, teve novamente um badagaio e não sei se lhe deu para morrer ou ficar apenas a chamar pela sua Christelle!

 

Vejamos o início desta quinta temporada. Hoje!

 

Hoje, que toda a gente fala dos "Óscares"!

 

 

 

 

 

 

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publicado às 18:07


Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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