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“O Gerente da Noite” - “The Night Manager”

por Francisco Carita Mata, em 11.09.17

Série Britânica

RTP 2

 

Night manager in. amc.com

(Imagem: in. amc.com) 

 

A RTP2 continua na senda de apresentação de boas séries.

 

A atual, “O Gerente da Noite”, uma mini série de raiz anglo-saxónica, igualmente enquadrada no mundo da espionagem atual.

Como a anterior: “Agência Clandestina”, série francesa, concluída 2ª feira, 04/09, a 3ª temporada. Com o lendário agente Malatrou / Paul Lefebvre que, mais uma vez, se escapou das redes das prisões em que se enredou, perdendo-se no nevoeiro de uma madrugada ainda por nascer, acompanhado apenas do seu cão, fiel amigo.

Reportando-nos, sugestionando-nos, uma 4ª temporada?

Antes, apresentara-nos também duas excelentes séries, essas alemãs: “Amor em Berlim” e “Irmãos e Rivais”.

 

Como tenho andado numa de pouco escrever, por variadas razões, não publiquei nada sobre elas.

Retorno, debitando sobre esta nova série, que promete.

Título original: The Night Manager”, baseada em novela de John le Carré. Com atores muito conceituados. E da BBC One (UK), em parceria com AMC (US).

 

Alguns personagens:

Mrº Pine, Jonathan, o gerente da noite, em hotéis super estrelados e locais internacionalmente relevantes. O herói. Antigo soldado no Iraque, onde presenciou horrores; atualmente, candidato a espião ao serviço de Sua Majestade (?), sob o disfarce de gerente da noite em hotéis de luxo. Ator: Tom Hiddleston.

Mrº Richard Roper, ator Hugh Laurie, no papel de um “senhor da guerra”, personagem representativa de figuras reais, que, na sombra e a coberto de capas impolutamente honestas, “vendem destruição, dor e morte”. “E gostam”.

 

Estas últimas palavras, realçadas, são da personagem Miss Sophie Alekam, de nome verdadeiro Samira, tragicamente assassinada no final do 1º episódio, por ter sábia e corajosamente denunciado o conluio entre o senhor das armas e os senhores do poder!

Atriz: Aure Atika, que, na série “Les Hommes de l’ombre”, representou o papel de secretária do Presidente francês.

 

Ação

Temporalmente, no 1º episódio, reportou-se a 2011.

No final do episódio, situou-nos quatro anos depois: 2015.

 

Espacialmente:

Para além de Inglaterra, Londres, a maioria das cenas ocorreram no Egipto, Cairo. Predominantemente no Hotel Nefertiti, onde Mrº Pine desempenhou as funções de gerente dos serviços noturnos, como convém a um candidato a espião. Um dos seus muitos eus, como lhe frisou Miss Sophie Alekam.

 

A narrativa contextualizou-se no âmbito da designada “Primavera Árabe”, na queda do regime de Mubarak, o povo lutando nas ruas da cidade.

(E no que deram as “primaveras árabes”?!)

 

Por detrás ou pela frente, sempre, os “senhores da guerra”, amancebados com os “senhores do poder”.

 

E, no final do episódio, quatro anos após, a ação já localizada na Suíça, Zermatt, hotel por demais luxuoso, Mrº Pine em funções noturnas. E para se hospedar, com adequada e certamente impoluta comitiva, Mrº Richard Roper.

 

“Sou Mrº Pine. Sou o gerente da noite!”

 

Mrº Roper franziu as sobrancelhas e a testa. Atestou! Que a memória terá começado a processar a informação…

 

(…)

 

A mini série promete! Já o disse.

 

*******

 

Promete e vale a pena, como temos observado nos episódios subsequentes.

 

(Este post era para ter sido publicado logo após o 1º episódio, mas questões técnicas impediram tal facto. Entretanto passaram os quatro primeiros episódios, não tendo visto o último.

O 2º e o 3º corresponderam plenamente às expectativas.

Mrº Pine, Pinheiro, está em vias de se infiltrar na comitiva e entourage de Mrº Roper.

Prossigamos na visualização…)

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publicado às 15:31

“… Témoins” – “As Testemunhas” – Série Policial Francesa – RTP2

por Francisco Carita Mata, em 04.07.17

Temporada 2 – Episódio 1

 

(2ª Feira – 3 de Julho de 2017)

 

Témoins 2 in. alllocine.fr.jpg

 

A RTP2 iniciou uma nova série, após terminar “Lei e Corrupção”.

 

As Testemunhas”, série francesa, agora numa 2ª temporada.

Reporto para o que escrevi sobre a primeira temporada, transmitida em 2016. E para dois sites franceses sobre o assunto.

https://fr.wikipedia.org

 https://www.google.pt/

A protagonista, a policial investigadora e detetive, Sandra Winckler.

Jovem profissional, divorciada, mãe de duas filhas, que tem à sua guarda, mas como difícil é conciliar profissão altamente exigente e absorvente e vida pessoal, em especial o exercício da maternidade…

 

Neste primeiro episódio, o surgimento de mais um crime macabro, com raios de surreal.

 

Num autocarro, estacionado numa estrada sem movimento, numa região quase deserta, encontravam-se quinze corpos de homens, congelados, sentados nos bancos, devidamente enfarpelados de fatos domingueiros, penteados, de rosa na abotoadeira, com ar festivo, como se aguardassem o início de uma viagem celebrativa e libertadora no Além…

 

Iniciadas as devidas investigações por toda uma equipa de vários técnicos especializados, de diferentes domínios, em diversos contextos, rapidamente (!) se cruzam as linhas investigadoras e se entroncam num ponto comum.

Todos eles haviam desaparecido, há pelo menos três anos e todos tinham em comum o conhecimento de uma mulher, fotógrafa de profissão, Catherine Keemer, também ela sem dar sinais de vida no mesmo espaço temporal. Que apenas dissera "adieu" ao marido e às filhas, acenando um adeus e até já e nunca mais ninguém lhe pusera a vista em cima…

 

Subitamente e nem a propósito, reaparece, perdida, amnésica, numa rua movimentada da cidade, não sei bem qual, saída de um carro, atarantada, perguntando: “Onde está ele? Onde está ele? …”

 

Perante a evidência dos factos, além de internada no hospital, também é presa…

 

(Cabe aqui um parêntesis.

Porque quem protagoniza esta personagem é nem mais nem menos que a talentosa atriz Audrey Fleurot, a célebre Josephine de “Um Crime, Um Castigo” e a celebérrima Hortense, de “Uma Aldeia Francesa”!

Promete esta 2ª temporada.)

 

Prosseguindo nas investigações…

Sandra Winckler descobriu a relação de semelhança deste crime com outro acontecido cinco anos antes.

Também um autocarro fantasma, onde fora encontrado também um corpo de homem congelado, também uma mulher envolvida, que à data, também fora recentemente mãe.

 

Ah, sim! Falta, entre muitas outras coisas que omito, dizer que, relativamente a Catherine Keemer, os médicos, nas observações que lhe fizeram, detetaram que ela fora recentemente mãe, há cerca de seis meses.

 

E este facto parece ser o elo que irá permitir à personagem ir recuperando a memória. (E à atriz compor o seu papel, que é sempre notável o desempenho de Audrey Fleurot.)

 

No final do episódio, enquanto Catherine, fugindo da enfermaria em que estava internada e prisioneira, se quedava extasiada a olhar os bebés na maternidade do hospital; Sandra investigava o autocarro fantasma de há cinco anos, abandonado num sucateiro de automóveis velhos.

 

Subitamente, como que por magia, ou descuido da investigadora que não apagara o cigarro (?), o dito autocarro fantasma incendiou-se…

 

(imagem. in. allocine.fr)

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publicado às 11:09

"Lei e Corrupção" - "Line of Duty"

por Francisco Carita Mata, em 20.06.17

Série Britânica

RTP2 

Line of duty in. amazon.co.uk.jpg

 

Já que hoje recomecei a escrever, de forma limitada, é certo, que o calor imenso torna qualquer tarefa insuportável… nada como retornar, escrevendo sobre a série atualmente em exibição na RTP2. (Séries!)

 

Line of Duty”, “Cumprimento do Dever”, série britânica, intitulada “Lei e Corrupção”.

 

Bem, não vou propriamente perorar muito sobre o respetivo conteúdo.

Reporto para alguns sites.

https://www.rtp.pt/programa/tv/

https://www.rtp.pt/programa/tv

 

A ação decorre essencialmente em Londres, megalópole multicultural.

Personagens carismáticos/as, enredo de desenrolar e desfechos imprevisíveis, já vai na terceira temporada. Julgo que serão quatro temporadas, cada uma de poucos episódios. Cinco?

 

Cada temporada centra-se na “busca” / “procura” / “perseguição”, de um suposto policial corrupto. Ação desenvolvida por uma equipa integrada numa Brigada Anti Corrupção.

 

Cada personagem, per si, tanto entre os “perseguidos” como entre os “perseguidores” é um verdadeiro “tratado”, em que a linha que separa o “cumprimento do dever” da transgressão é por demais difusa, quando não total e completamente ultrapassada!

 

Caso para parafrasear o célebre chavão: “Com policiais assim, para que nos serve haver criminosos?!”

 

Veja a série, S. F. F.!

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publicado às 18:17

Serangoon Road (TV Serie) - Ep.s 3 … 5, 6, 7

por Francisco Carita Mata, em 15.05.17

Série Australiana – Singapuriana

 

RTP2

 

Serangoon road in. tvwise.co.uk.jpg

 

A série continua na sua saga, que não é assim tão longa, pois as produtoras, pelos vistos, só lançaram uma temporada, na dimensão mais estandardizada, que são dez episódios!

A ação decorre, quase exclusivamente, espacialmente em Singapura e, de facto, temporalmente em 1964, quando aconteceram os célebres conflitos raciais e religiosos.

O episódio três enquadrou-se, na sua narrativa, no âmbito e no meio dessas ocorrências de conflitos entre as comunidades malaia e chinesa.

 

Sam Callaghan, de origem australiana, mas vivendo na Cidade, à data, ainda em vias de se separar da Federação Malaia, é um de entre os milhares de cidadãos de múltiplas origens, a viverem em Singapura e que irão constituir a base do “melting-pot”, que estruturá a nacionalidade da futura Cidade Estado e é, atualmente, a base da sua identidade.

É o personagem principal, herói da narrativa, sempre em busca de “boas” realizações, membro ativo da firma de detetives,  “Cheng Detective Agency”, dirigida por Dona Patrícia Cheng. (Dona é a forma de tratamento que acho dever atribuir-lhe.)

Su Ling, sobrinha de Dona Patrícia, não sei se de sangue, se por afinidade, é outro dos elementos ativos e imprescindíveis da equipa.

Constituem uma trilogia fundamental e peculiar, irmanada na resolução de casos mais ou menos difíceis, em que se empenham como almas de anjos de bondade e altruísmo, aspergindo um pouco de harmonia num mundo tão desencontrado. Fazem a sua parte no extinguir dos fogos, tal qual o colibri! Sempre na defesa dos mais fracos e dos que “tiveram algum azar na vida”!

Kang, de quem Sam é sócio na firma de import/export, de garrafas de uísque, galinhas, discos dos Beatles e dos Rolling Stones, e do que vier à mão e possa ser transportado no barco da “empresa”, acaba por ser também envolvido nas pesquisas detetivescas, ainda que não seja da sua especial  apetência.

Mas Sam, emparelhado com as suas parceiras, consegue, com a sua bonomia, envolver nas suas pesquisas as personagens mais improváveis.

 

Em cada episódio, empenham-se construtivamente na resolução, pelo lado mais optimista de entre os possíveis, de casos que lhes vão indo parar às mãos na Agência.

Paralelamente, vão progredindo nas pistas sobre a morte de Winston Cheng. Preocupa-os o último caso em que ele estava a trabalhar, questionam-se sobre a eventualidade do envolvimento de sociedades secretas, que era uma premissa que Winston equacionava sempre, não aceitando casos em que elas estivessem enquadradas.

 

Uma das recentes pistas, ou sinal eventual, apresenta-se num relógio de bolso, com foto de um casal, (Winston e Patrícia ?) que uma moça mostra a uma colega, num bar em Chinatown, no final do episódio três.

Ao findar o episódio seis, esse mesmo relógio será deixado, num envelope, à porta da Agência, por uma senhora, encoberta por lenço e sombrinha, um vestido claro, alegre e vistoso, que Dona Patrícia apenas conseguiu ver ao longe, no dealbar da esquina da Rua.

 

Assim se vai desenvolvendo o enredo: resolução de caso peculiar, em cada episódio e avanços, mais ou menos significativos, no caso mais geral.

 

No episódio três, o pano de fundo da temática enquadrou-se nos tristemente célebres conflitos raciais e religiosos, “racial roots”.

O caso particular incidiu nos novelos de um amor impossível, documentado fotograficamente por Winston Cheng, entre um rico empresário chinês, viúvo, James Lin (?) e uma senhora casada, Susana Chong (?), da alta sociedade singapuriana, mulher de um político proeminente.

 

Dona Patrícia Cheng, na sua ânsia de descobrir pistas sobre o assassinato do marido, Winston, e na posse dessas fotografias enigmáticas e parcelares, destemida e serenamente, não receou avançar, num riqueshaw, por entre a turba multa…

E foi mais um conjunto de situações rocambolescas em que os detetives particulares se envolveram… e resolveram.

 

Sempre à espreita, a espionar e espiolhar, estiveram as agências oficiais, CIA e o M16, este na pessoa da raposa matreira, Mrº Miller, que tudo espia e manda documentar fotograficamente.

Mais disfarçadamente, que até agora ainda os não vimos, estarão também os serviços secretos dos russos, dos chineses…

(…)

 

No episódio cinco o assunto principal incidiu sobre a falsificação de um remédio de combate à malária, cujo componente principal era traficado e posteriormente diluído, de modo a surtir menos efeito debelador da doença. Paralelamente, era transacionado no mercado negro, a preços elevados, o remédio original e eficaz, a que só podiam aceder os que tinham posses.

Nesta falcatrua estavam envolvidas, uma empresa farmacêutica de marca e renome, a empresa do marido de Claire Simpson, a West Pacific e todas as empresas a ela ligadas, australianas, americanas, inglesas; um gangue de criminosos, a própria polícia e o M16, central de espionagem inglesa.

O papel de cada um deles era diferenciado e contextualizado, mas estavam todos enrolados no mesmo esquema de falcatrua e corrupção, mais direta ou indiretamente.

 

Para atacar esta tramóia, mais uma vez, esteve a equipa da firma “Cheng Detective Agency”, que, neste caso, teve a colaboração de Claire Simpson, pela primeira vez contactando com a verdadeira realidade de miséria em que viviam os aldeãos que trabalhavam na firma do marido. E para os interesses escondidos em que se moviam os seus detentores.

(…)

“- A senhora expõe-me e eu exponho-a a si.” Disse Mrº Miller, o chefão do M16, para Claire Simpson, quando esta se dispunha a divulgar esses interesses conluiados.

(…)

 

No episódio seis a temática envolveu diretamente a sociedade secreta “Dragões Negros”.

Uma jovem, Hue Lin, neta do ancião do clã e irmã do atual chefe operacional, Kay Song, após dada como desaparecida e as consequentes preocupações dos interessados, foi localizada morta, a boiar num braço de rio.

Paralelamente, junto à porta da Agência, Dona Patrícia encontrou uma caixa de madeira, de transporte de mercadorias, contendo uma criança recém nascida, vivinha da costa.

Terão os dois factos algo em comum?!

(…)

Após Sam ter conhecimento pelo chefe da polícia, Amran, um funcionário chinês, que, apesar da sua condição de policial, sempre consegue ser prestável com Sam, de que a rapariga não morrera afogada, que a morte ocorrera antes, resultante de complicações de parto… os dois factos são ligados pelos detetives e todo um processo de investigação entrou em curso.

E, uma vez mais, a “nossa” “Agência de Detetives Cheng”, resolve o caso o mais satisfatoriamente possível.

(…)

Habitualmente, cada episódio enquadra-se num contexto cultural específico da Cidade e da narrativa e, neste, contextualizava-se em China Town, bairro dos chineses e numa sua festividade, o “Festival Chinês do Espírito Esfomeado”.

E uma criança jurou a pés juntos à sua mãe que vira esse “Espírito Esfomeado” na pessoa de Sam.

(Não admira, pois é mesmo esse ar que ele muitas vezes aparenta. Na cultura ocidental chamar-lhe-íamos “Alma Penada” / “Alma Perdida”!)

 

O episódio sete enquadra-se nas lutas políticas e partidárias, desta fase crucial de Singapura e no papel dos vários agentes e interesses envolvidos. (Não necessária, nem apenas ideológicos, mas também nesta perspetiva e nas lutas geoestratégicas subjacentes, pelo contolo de uma cidade charneira, num espaço em convulsão geopolítica internacional, em plena guerra fria. Confronto entre ideologias e interesses: económicos, financeiros, … envolvendo britânicos, americanos, australianos, russos, chineses, malaios...)

A luta dos independentistas, o papel dos sindicatos, a perseguição aos comunistas, …

 

Neste episódio reaparece o personagem do empresário chinês, do amor impossível pela dama da alta sociedade, James Lim, que pretende que a “Agência Cheng” encontre o irmão, o Professor Lim Chee Kit, acusado de ser o mandante de uma ação bombista, que apenas destruiu, simbolicamente, um brasão da Cidade e cujo efeito mais devastador foi o de ter impedido a ida ao cinema, do parzinho amoroso Conrad - agente da CIA e Sue Ling - agente de “Cheng Agency”.

(…)

Pelo meio vários nós se atam e se desatam, de amores e de amizades.

(…)

 

Aguardemos o episódio oito!

 

*******

 

No esquema central da narrativa, no respeitante ao enredo romanesco, perpassa o namoro entre Claire e Sam, tomando ela, no episódio seis, a decisão de abandonar o marido, para ir viver com Sam, com a sua concordância.

No episódio sete, deu conhecimento do facto ao marido, Frank Simpson, à entrada para uma das habituais festividades na Embaixada Americana (?).

Abandonou todas as suas mordomias, em troca de uma verdade sentimental, dirigindo-se para a casa do amante, Sam. Mal sabia ela, onde ele se encontrava.

Calcorreou o seu calvário, da casa de Sam, para a de Patrícia, da desta para o barco de Kang e do tugúrio deste, para outro ainda mais marginal. Nem mais nem menos, que um opiário, onde Sam jazia adormecido e entorpecido pela droga.

Veremos como ela e ele irão lidar com a nova realidade em que se  envolveram, passando da de amantes clandestinos para hipotético casal de noivos, a viverem à luz do dia e com as mordomias de Sam.

 

Outro romance que se foi delineando, muito timidamente, cheio de incertezas e dúvidas, foi o de Conrad, agente da CIA e Sue Ling, agente de “Cheng Detective Agency”.

No episódio sete essa concretização foi confirmada pelas partes envolvidas, personagens a quem e só a quem deveria interessar e deveria ser selada com uma ida ao cinema.  Deveria, digo eu, porque não chegou a ser…

Que esse namoro mal nasce e já está sentenciado pela ação e prepotência da agência de espionagem inglesa, M16, na pessoa de Mrº Miller

Que chantageia Conrad com o conhecimento comprovativo do passado estudantil falseado de Sue e as ações do jovem namorado, Conrad, para apagar esse passado forjado por um amigo despeitado da rapariga.

 

Veremos no que dá essa chantagem para que Conrad vigie a sua própria agência, CIA e dê informações ao M16!

 

Singapura, pela sua situação geográfica, pelo momento histórico que se vivia, pelos conflitos que no mundo se digladiavam na designada “guerra fria”, ocupava à data, no espaço e no tempo, uma posição de charneira, no contexto geo político, económico e financeiro e era, por isso, um ninho de vespas de espionagem e contra espionagem.

 

*******

 

Para finalizar, abordo a estrutura técnica da narrativa.

 

A sequência técnica da narrativa fílmica assenta sempre no mesmo esquema estrutural.

 

Inicia-se cada episódio com um resumo dos anteriores, apresentando excertos breves, pequenos trechos fundamentais, relevantes para o que será abordado e desenvolvido.

 

Em seguida, um brevíssimo prólogo do episódio a ser apresentado.

 

Posteriormente, surge  o “Genérico” da Série.

 

Inicia-se, então, o “Desenvolvimento” da narrativa do episódio em causa.

 

No final, deixam sempre um prenúncio do que surgirá em episódio posterior.

 

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publicado às 19:43

"Serangoon Road" (TV Serie)

por Francisco Carita Mata, em 08.05.17

Série Australiana – Singapuriana

RTP2 

srangoon road in, media.rtp.pt.jpg

 

Série dramática, numa coprodução australiana – singapuriana: (ABC – Australian Broadcasting Corporation e HBO Asia – Home Box Office).

 

depositphotos_10415644-stock-illustration-republic

 

A ação decorre em Singapura, onde também foram filmados, maioritariamente, os vários trechos. Data de 2013, englobando dez episódios previstos, uma temporada.

 

singapura in. pt.wikipedia.org..jpg

 

O tempo da narrativa situa-se na primeira metade da década de sessenta, em 1964 (?), período conturbado daquela Cidade Estado, situado entre a proclamação das  respetivas “independências”: do Reino Unido e da Federação da Malásia. Saída da administração colonial inglesa, conflitos raciais: “race riots”, surgimento de movimentos comunistas…

Tempos tumultuosos, como aliás têm sido os do pós-guerra, por todo o mundo.

Auge da “guerra fria”, numa região charneira onde se digladiam os campos opostos.

Regiões que haviam sido ocupadas pelos japoneses na 2ª grande guerra, e como foi selvagem essa ocupação no Extremo Oriente (!) Personagens marcadas por essas experiências traumáticas.

 

Mas a série consegue ser otimista nos vários desfechos que foi tendo nos dois episódios que já decorreram.

Deste modo, a RTP2 mudou o rumo das séries, e fez bem em mudar; apresentando esta, ocorrendo no Extremo Oriente, numa zona nevrálgica de entrecruzamento de culturas: chinesa, malaia, indiana, javanesa, ocidental... Com um elenco também multicultural e multirracial.

(De qualquer modo, não posso deixar de questionar, melhor, interrogar-me, sobre esta mudança de “rumo” da RTP2, rendendo-se às grandes produtoras.)

 

Todavia, assim, dá lugar a novas panorâmicas e esta série apresenta-se bastante “luminosa”.

Isto é, algumas das últimas séries europeias,”Amber”, “A Fraude”,“Jordskot”, “A Mafiosa”, “1992”, a que se prevê, “Gomorra”, apresentam, a maioria delas, problemáticas bem realistas e muito importantes de nos mostrar, como denúncia deste atual mundo macabro em que vivemos, mas acabam por não nos dar quaisquer sinais de redenção possível.

Bem sabemos que essa é a Verdade! Mas, nos seriados, uma certa “ilusão” não deixa de embelezar um pouco a narrativa e torná-la mais aliciante e apelativa.

 

E esta série, “Serangoon Road”, traz algum otimismo no conteúdo. Digamos que é uma série “à moda antiga”.

O personagem principal é Sam Callaghan, ator Don Hany. Um “herói” australiano, defensor dos justos e lutando por ideais altruístas, ajudando os elos mais fracos. Tem uma firma de importação / exportação com um parceiro chinês, viciado no jogo, presa fácil nas teias das seitas de jogo chinesas.

Sam também está bem marcado pela sua experiência de vida, que em criança foi preso e torturado pelos ocupantes japoneses.

 

A estrutura global da narrativa gira à volta da morte de Winston Cheng, dono de uma Agência de Investigação, cujo presumível assassinato, a esposa, Patricia Cheng, atriz Joan Chen, quer investigar e descobrir as razões motivadoras, assumindo ela a direção da “Cheng Detective Agency”.

Os fios dessa pesquisa vão-se desenrolando gradualmente, episódio a episódio, mas como é apanágio nestes seriados, só será, supostamente, desvendada a verdade no derradeiro, o décimo. Pouco a pouco, vamos sabendo mais um pouco!

 

Sam Callaghan ajuda, de forma altruísta, a senhora Cheng. E esta o que pretende é que se faça Justiça. Friso esta afirmação, proferida pela senhora, uma chinesa muito bonita e serena. Este ideal é crucial, pois, contrariamente ao que se propala habitualmente nestas filmografias, ela não pretende vingança, mas sim Justiça!

Há uma diferença acentuada na mensagem subliminar.

 

Em cada episódio ocorre um caso particular que a Agência, em que além de Patrícia também trabalha uma sobrinha, Su Ling (?), procura resolver com a ajuda de Sam.

 

No 1º episódio livraram da morte um marinheiro americano, negro, que era acusado injustamente, por outros marinheiros, brancos, de outro ramo da armada americana, da morte de um colega branco, de quem ele era o melhor amigo.

Graças a Sam, ao seu colega da firma e à empresa de detetives, ele foi salvo da morte por afogamento a que os verdadeiros culpados o haviam destinado.

 

No 2º episódio, uma senhora chinesa que fora casada em Singapura, também com um chinês, até 1942, data da invasão japonesa, regressou da China, em 1964, à procura do marido que entretanto se casara com uma javanesa, de quem tinha uma filha.

Só neste parágrafo se vê a complexidade da narrativa que eu estou a simplificar.

Cabe explicar que à senhora, na sequência da invasão pelos nipónicos, o marido enviou-a para a China, para junto dos pais, na expetativa de a poupar das atrocidades dos invasores. Entretanto a guerra acabou em 1945, a China, sujeita às mudanças ocorridas, fechou as fronteiras e a senhora ficou lá retida, só tendo conseguido fugir quase vinte anos depois.

Ao regressar de barco a Singapura e a salto, como se costuma dizer e literalmente falando, a senhora deparou-se com muitos obstáculos que, mais uma vez, Sam e a sua equipa conseguiram resolver a contento e de forma positiva.

 

E deprende-se ser esta a característica do enredo da série.

Vão surgindo situações mais ou menos complexas em cada episódio, que vão sendo resolvidas positivamente, enquanto aos poucos, também se vai destrinçando o enredo fundamental.

 

Resta dizer que o “Herói”, como qualquer um que se preze, também tem uma namorada, melhor, “um caso”, com uma senhora casada, Claire Simpson, não sei ainda se inglesa se americana, esposa de Frank Simpson, negociante, que se ausenta frequentemente em viagens.

Oportunidades para Sam e Claire irem pondo o amor em dia, que, afinal, moram na mesma Rua, Serangoon Road, que intitula o seriado e que fica entre “Little India”, bairro de indianos e “Kallang”, bairro residencial. Como eles se irão desenvencilhando deste novelo, veremos…

 

Panoramic_view_of_Serangoon_Road,_Little_India,_Si

 

Nos subterrâneos da narrativa e da vida da cidade e da rua, uma seita de chineses, “O Dragão Vermelho”, numa estrutura de clã, que controla o jogo e os “negócios”, naquela parte da Cidade.

 

600px-Kallang,_Rochor,_Dec_05.jpg

 

Ainda ligado ao campo das investigações, noutra perspetiva, mas também colaborando, encontramos Macca, ator Tony Martin, jornalista australiano, amigo de Sam, ajudando-se mutuamente, trocando favores recíprocos.

 

Naquele espaço e contexto temporal, não pode faltar um agente da CIA, Conrad Harrison, ator Michael Dorman, jovem agente que, além das investigações inerentes ao seu cargo, também investiga sobre a possibilidade de arrastar a asa à sobrinha de Patricia Cheng, cujo nome ainda não tenho a certeza.

 

E tendo sido Singapura uma peça imprescindível do “British Empire”, e recentemente independente, não podem faltar os representantes de Sua Majestade, arrumando as malas, de regresso a casa.

 

E, por agora, é o que posso perorar sobre a narrativa da série.

Já há muito tempo que não escrevia sobre séries, ainda pensei escrever sobre “1992”, mas preguicei.

Recomecei com esta nova, que só ainda decorreram dois episódios. Que acho divertida de acompanhar. E apetece-me, e faz bem, seguir uma temática assim um pouco mais ligeira do que tem sido habitual nos últimos tempos.

 

Acompanhe-me também nestas narrações, se faz favor!

(As imagens têm registadas as respetivas fontes. As dos bairros são atuais, não são da época. Se quiser ver algo da época, faça favor de consultar este vídeo. Obrigado pela sua atenção e paciência.)

 

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/serangoon-road-tv-serie-episodios-8 e 9

 http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/serangoon-road-tv-serie-10 episodio

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publicado às 12:37

Crónica de 1º de Maio: algumas questões pertinentes…

por Francisco Carita Mata, em 01.05.17

Alterações na Lei sobre os animais.

Um Programa televisivo de inexcedível qualidade.

Algumas perguntas, cujas respostas não cabem ao questionador, mas a si, caro/a leitor/a.

 

Foto original DAPL 2016  Almada 2157.jpg

 

Chegou o mês de Maio!

 

Habitualmente abordo alguma temática alusiva a este mês.

 

Entrou em vigor, hoje, uma nova Lei que, no âmbito do Código Civil, categoriza os animais numa outra perspetiva, deixando de ser considerados, perante a Lei, como “coisas” e perspetivados como “seres vivos dotados de sensibilidade”.

 

Legalmente, não duvido que, no papel e, em teoria, há um progresso.

Na prática faltará mudar comportamentos, a começar, em primeiro lugar, pelos de muitos “donos” de animais.

 

Que os animais não são coisas, que são seres vivos dotados de sensibilidade, julgo que a grande maioria das Pessoas conscientes sempre tiveram noção desse facto.

Muitos “donos” de animais não!

Reforço esta afirmação, basta observarmos os respetivos procedimentos face aos animais em variados contextos.

 

Esta questão da alteração da Lei, levanta-me várias questões, algumas das quais já abordei noutros posts.

 

Uma que me ocorre imediatamente, também já aqui levantada, situa-se no procedimento futuro das autoridades, dos poderes instituídos, quer a nível central, quer a nível local, perante “espetáculos” em que os animais são objetivamente torturados perante milhares de “seres ditos humanos” para respetivo gáudio e contentamento e, em muitos casos, esses acontecimentos são ainda transmitidos televisivamente. (?)

 

Eufemisticamente perguntando: “Quando é que apanham o touro pelos cornos”?

 

Haveria muitas outras questões que poderia levantar, nomeadamente sobre este assunto mais específico e também sobre a questão mais geral. Seria um nunca acabar de interrogações, algumas já referenciadas em textos anteriores.

Não quero deixar de abordar uma última, por agora, meio em jeito de sério e também a ironizar. Lá vai!

 

Quando se fala em animais, tal a diversidade e riqueza da Terra neste âmbito, a que animais nos referimos? Apenas àqueles que habitualmente são considerados no contexto de “domésticos”, ou a todos, desde o mosquito ao cavalo?!  

 

*******

 

E nem ou mesmo a propósito, ontem, a RTP2 transmitiu mais um dos seus excelentes Programas.

 

(Lembrar-me-á, caro/a leitor/a, que há muito não abordo nada sobre séries. É verdade. Tenho visto algumas, tenho seguido 1992”, que nos prepara para “Gomorra”, mas não me tem puxado ainda para a escrita.)

 

Bem! Mas, ontem, a RTP2 transmitiu o filme documentário Sal da Terra sobre Sebastião Salgado, a sua trajetória de vida e a sua Obra!

Uma vida heroica, uma Epopeia, a sua Vida e a Obra artística produzida.

Um registo histórico e documental, através da lente fotográfica, sobre a Humanidade, o Ser Humano, a Vida e a Morte, a Condição Humana, nalguns dos seus registos mais trágicos e aterradores; noutros, na sua capacidade de redenção e subsistência nos limites inimagináveis, para quem vive vidas comuns.

A inserção e comunhão do Humano no contexto da Natureza e dos outros Seres Vivos, igualmente “Obras” da mesma “Criação”: “Génesis”.

Sublime!

Apesar de em muitos dos “relatos”, “Koweit”, “Jugoslávia”, “Ruanda”, ser aterrador!

Aterrador, pela capacidade, loucura descomunal, do “ser humano” ao infligir tamanho sofrimento, tamanha atrocidade ao seu semelhante e tamanha destruição na Natureza! E como essa prática é recorrente, acontece nos nossos dias, sem qualquer justificação plausível, e ocorre bem perto de nós!

 

Este refletir podia levar-nos para o primeiro ponto da crónica e ainda e também através de outra pergunta.

Sendo, supostamente (?), o Homem, o Ser Vivo mais inteligente à face da Terra, conhece algum outro Ser que provoque tamanha destruição do seu Semelhante e do Ambiente em que vive e de que depende a respetiva sobrevivência?!

(…)

 

*******

E ainda…

E sobre essa “nova categorização” dos animais e contrapondo à condição humana.

 

E em quantas situações e quantos milhares, milhões, de Seres Humanos não levam uma existência desprovida de quaisquer direitos, muito menos que coisas, em vidas e condições abjetas, abaixo do limiar das condições de sobrevivência?

 

Com quantas Pessoas, seres Humanos como nós, não nos cruzamos, no nosso dia-a-dia, nos mais diversos locais das nossas cidades, em situações por demais problemáticas e a que maioritariamente “olhamos” indiferentes?

 

E quantos de nós não nos sentimos já tratados como “objetos descartáveis”, mesmo e até por quem e pelas entidades que nos deviam tratar como Seres pensantes, de ideias, ideais e afetos, de inteligência e sensibilidade e nos consideram meros números, eventualmente consumidores, ávidos de coisas e de dinheiro para comprá-las?!

 

E com esta questão, termino. Muitas outras ficam na gaveta...

 

E lembro que hoje é “Primeiro de Maio” – “Dia do Trabalhador”!

E remeto para o que já escrevi.

 

P.S. – Depois das três da tarde, fui a uma conhecida superfície comercial que anunciou os célebres mega descontos percentuais. E não constatei a loucura do primeiro ano!

 

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publicado às 19:31

“Jordskott” - Série Sueca na RTP 2

por Francisco Carita Mata, em 24.03.17

Séries Europeias na RTP2

 

 Terminou ontem, 5ª feira, 23 de Março, 2017, esta série sueca.

 

Sueca, não de jogo, célebre de cartas, mas de origem territorial. Que soube que era esta a origem geográfica, praticamente apenas nos últimos episódios, pois pensava ser norueguesa.

 

jordskott_t117859 in. filmow.com

 

Não vi os primeiros episódios.

Acabando de ver “A Mafiosa – Le Clan”, cinco temporadas, quarenta episódios, resolvi fazer quarentena.

E não iniciei “Jordskott”.

O título também não era nada apelativo, à priori, não era significante de nada, e pensei ser identidade de pessoa ou lugar.

Também só soube o que significava, no último e décimo episódio. Um superalimento, que uma personagem, Ylva, que percorria as ruas da cidadezinha, com um carrinho de compras do supermercado, dava a um peixe para o fazer super forte, antes de o lançar no rio.

Super alimento que Harry Storm, o assassino da série, tomaria no final e que o tornaria em super monstro.

 

Quando peguei na série custei muito a entender o enredo. Mas fui sempre vendo, ficando, como curiosidade, como vontade de descobrir e desenlaçar a trama, de ir tentando compreender toda a temática. À partida, não me agradava muito parte dessa temática, mas fui-me deixando ficar, talvez até, enredar.

 

O facto de o conteúdo temático fazer apelo a mitos, lendas e narrativas tradicionais, escritas e orais, de povos nórdicos, não sei se exclusivamente suecos, se de comuns e ancestrais antepassados de povos da floresta, esse facto fez com que muitos aspetos não se compreendessem na totalidade. Porque nos reporta para ancestralidades, tradições, conhecimentos, que nos são afastados culturalmente.

Mas fui-me deixando agarrar por esse desconhecido e vontade de perceber, entender, conhecer.

 

Achei também os assuntos, os/as personagens muito sombrios/as, tristes, pouco luminosos. Angústia, medo, sombras, pouca luz, muita ansiedade. Aspetos que me repeliam e, simultaneamente, me chamavam para a visualização.

Conclui a visão da série!

 

E, tenho que realçar, que teve aspetos muito positivos no final.

Foi uma série, mini, conclusiva.

As tramas enleadas, destrançaram-se. Resolveram-se os enigmas. Não nos restaram a angústia, a incerteza e a ansiedade, com que os guionistas teimam em deixar-nos, quando jogam com a provável continuidade dos seriados. Ademais, quando lidam com crianças raptadas ou desaparecidas. Lembro “Amber.

 

Nesta, as crianças foram todas resgatadas da gruta, para onde teriam sido levadas por um Muns, que não sei que era ou quem era.

(Talvez fosse Ylva, essa personagem, que o vulgo consideraria bruxa, mas que era um dos últimos seres especiais que restavam desse povo desaparecido, que teria vivido na floresta sagrada.)

 

Esse achamento das crianças na gruta foi realizado por Tom Aronsson, polícia e investigador local, que as encontrou através da filha, Ida, criança supostamente autista, mas que se revelou dotada de extraordinários poderes, como, aliás, a maioria daqueles personagens invulgares e excêntricos. Menina que se reencontrou consigo mesma e com o pai, com quem ela queria, de facto, compartilhar a sua vida.

Libertadas as crianças e entregues aos progenitores. Resolveu-se, deste modo satisfatoriamente, um dos enigmas que entrosou todo o conteúdo temático.

 

Os “maus”, digamos assim, foram “castigados”, usemos estas expressões reducionistas.

O “assassino”, Storm, foi ele morto pelo super peixe, ou o quer que fosse o ser que se movimentava oculto nas águas.

 

Gerda Gunnarsson que, por debaixo da mesa, foi sempre congeminando o seguimento do enredo, também morreria, de causas “naturais”, falemos assim da doença que a vitimou, o cancro.

Destino a que a sua ação na fábrica e ganância especulativa não seria alheia, em termos narrativos.

 

Lembremos que outra das temáticas assentava na existência de uma empresa madeireira, “Thornblad  Cellulosa”, também fábrica de celulose (?), que destruía a floresta, como fonte de matéria-prima; libertava fumos tóxicos, expelia águas residuais contaminadas, para o rio e lago das proximidades.

Esta era a parte da estrutura narrativa que espelhava a realidade, que todos conhecemos, um pouco por todo o mundo e os consequentes problemas ambientais.

 

Pelo meio, a ganância, a cupidez dos acionistas fabris, através do conselho de administração e de Gustaf Boren, sócio maioritário, de aumentarem a produção, de alargar a sua ação até outros setores.

Sabia-se, sabiam os dirigentes, conheciam alguns do povoado, a existência de filões de prata, que nas grutas afloravam à superfície.

Esse submundo subterrâneo, onde “reinaria” um povo, fugido da floresta (?), esta foi uma das partes que não consegui entender, essas grutas, bem como a floresta eram sagradas e deveriam ser mantidas intactas.

Existia até um acordo selado, no século XVIII, entre os antepassados de Eva Thornblad, detetive e filha de Johan Thornblad, e esse povo antigo.

Acordo que o pai, Johan, recentemente falecido, a respetiva firma madeireira e os atuais dirigentes vinham desrespeitando.

Inclusive, o pai de Eva, Johan, havia lançado desfoliante na floresta, já na década de setenta do século XX, matando muitos dos seus habitantes autóctones, que ele mandou posteriormente incinerar.

 

E estes seriam alguns dos aspetos, trágica e fatalmente realistas do enredo, sempre enovelados nos assuntos lendários, mitómanos e fantásticos.

 

E nesse contexto, simultaneamente “realista” e lendário, se situava o desaparecimento, sete anos antes, da filha de Eva, Josefine.

A morte de Johan Thornbald fora o motivo imediato do regresso de Eva a “Silver Height”, “Colina da Prata”, local onde residira com o pai e de onde se ausentara na sequência do trágico desaparecimento da filha, cujo corpo nunca aparecera.

O seu regresso e subsequente envolvimento na narrativa e busca das crianças desaparecidas e da sua própria filha foram um dos leitmotiv dos vários episódios, que, como já mencionado, tiveram um desfecho conclusivo.

 

E ainda e também neste contexto e ainda no lado positivamente conclusivo da narrativa.

 

Eva conseguiu que a firma reconsiderasse a sua ação, indiretamente a suspensão da prospeção do minério de prata e recuperou, perdendo, a sua filha Josefine

 

Esta “pertenceria”, faria parte, da Natureza, não me pergunte como nem porquê, e, Eva embora tendo-a recuperado, porque a perdera há sete anos, teve que aceitar, calma e naturalmente, como algo inexorável, a sua perda.

A criança – jovem, incorporar-se-ia, no território da floresta, na própria Terra Mãe, a que pertencia, transformando-se numa planta, rocha, integrada na própria terra, como se fora, quiçá, novo elemento mineral, talvez até fazendo parte do futuro filão de prata. Não sei.

 

E porque nesta pequena série parte do tema e dos personagens eram jovens e crianças, também o personagem Nicklas, filho de Gerda e do pai de Eva, seu meio-irmão, portanto, jovem supostamente doente mental, destrambelhado, se revelou, no final, extraordinariamente adulto e capaz de assumir os seus próprios destinos autonomamente.

A defesa dos interesses do filho, como forma de o afastar da instituição / hospital psiquiátrico, onde ele era internado e mal tratado, procurando assegurar-lhe um futuro financeiro estável, era a motivação egoísta, que levava Gerda, a engendrar as mais diversas artimanhas, culminando nas detonações das grutas, na busca da prata, sem se preocupar com as crianças aí retidas.

 

Valeu a intervenção de Eva e do meio-irmão, Nicklas, que apesar do seu aparente deficit cognitivo, mas extremamente afetuoso, conseguiu ainda que a mãe suspendesse essa intervenção desastrosa.

 

E, como tal, e é bom reforçar, as crianças salvaram-se!

 

Não julgo que tenha sido uma série, que tenha conseguido cativar muito público, digo eu.

Talvez fale por mim.

Foi difícil iniciar-me nela, não entendi todo o enredo, mas se a repetissem talvez procurasse segui-la, logo de início, para posterior melhor entendimento.

Gostei do final! Foi conclusivo e positivo.

 

E faltou contar muito sobre o narrado?!

Sim. Imenso!

E não falei de dois personagens que desempenharam papéis fulcrais.

Goran Wass, investigador e da jovem Esmeralda, nome sugestivo, ambos seres especiais, dotados de poderes sobrenaturais, fundamentais no enredo, mas sobre que já não vou perorar.

Apenas realço que eram dos poucos seres restantes desse povo antigo.

E que Goran fora precisamente colocado nessa investigação ao desaparecimento das crianças, que se iniciara com Anton, filho de um dos administradores da "Cellulosa", precisamente para tentar salvar os membros remanescentes e raros desse povo.

 

Se a RTP2 voltar a transmitir a série, vou ver se consigo visualizá-la e prestar atenção ao que não assisti.

E, talvez, contar desde o início e de outro modo, mais analítico.

 

Aqui tem, caro/a leitor/a, o que me foi possível. Especialmente para si, que gosta de séries!

E, obrigado, pela sua leitura!

 

 

 

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publicado às 17:51

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 8

por Francisco Carita Mata, em 09.03.17

Série Francesa

RTP2

Episódio Global 40

(08 de Março 2017 – 4ª feira)

 

Mafiosa in. pinterest.com

 

Ocorreu ontem, oito de Março, o oitavo episódio da quinta temporada desta série. O último, segundo as filmagens já realizadas. Se será o derradeiro, isso não sabemos.

Os guionistas dos seriados têm o triste hábito de não concluírem os enredos, para nos deixarem pendurados para eventuais, hipotéticas, presumíveis continuações, em futuras temporadas.

Foi também o que aconteceu ontem.

 

*******

 

Mas antes de começar a abordagem do conteúdo do episódio quero fazer alguns reparos para a RTP2.

 

Estava previsto o findar da série.

Habitualmente o respetivo começo processa-se pouco depois das 22 horas.

Julgo ser uma boa hora para ver séries. Também acho bem que a RTP2 mantenha este horário. (Pese embora todos os facilitismos, que atualmente possuímos, de retroceder na visualização dos diversos conteúdos televisivos.)

Mas a RTP2, numa prática que vários canais televisivos usam e abusam, resolveu introduzir outro programa no horário das séries e empurrar o episódio final de “A Mafiosa”, para quase uma hora e meia depois.

Não gostei. Não se faz.

Estive quase para “postar” a minha discordância, no momento. (Outra facilidade de que dispomos atualmente!)

Não esteve em causa o programa emitido. Que até julgo ser importante. Muito importante. Tratava-se de Teatro. “Trapos e Conversas Frívolas”.

E é, de facto, fundamental que a RTP transmita Teatro. Já o frisei também neste blogue.

Mas não assim, não daquele modo.

Transmitiam o episódio final e, após, passavam a peça de teatro.

Ou então formulo outra sugestão.

Quando terminarem uma série, especialmente se for longa como esta, no dia seguinte, apresentem uma boa peça de Teatro.

Explicando e anunciando devidamente a situação aos telespetadores.

Não apresentem logo imediatamente nova série, novo enredo, novas personagens. Eu gosto de “descansar” um pouco, de um conteúdo, que fica a “macerar”, antes de me atirar logo, logo, para novas temáticas.

Julgo que seria uma atitude mais correta, mais consentânea com o discernimento e inteligência, capacidade de opção e escolha das pessoas que veem as séries.

Assim, do modo como procederam, NÃO!

Fica a sugestão.

 

O que fiz?!

Vi a peça de teatro?! Não. E, provavelmente, teria valido a pena e, se fora posteriormente ao episódio, certamente até veria.

Fiz zapping. (Os senhores programadores televisivos, esquecem que também temos essa funcionalidade?!)

Aterrei no aeroporto JFK, New York, através do Canal National Geographic, onde uma equipa policial nos mostrava como atua perante suspeitos de serem “mulas” / “correios” de droga. Umas vezes com sucesso, outras com insucesso.

Concluído o documentário, continuei a navegar, até começar a série, e, sintomaticamente, aportei à Sicília, onde através do Canal Odisseia, um documentário abordava os relacionamentos entre máfia siciliana, política democrática cristã e a igreja católica, nos anos sessenta, oitenta. (…) O célebre “mega julgamento de Palermo”!

Peculiar, sugestivo, e no hiato de “A Mafiosa – Le Clan”!

Aqui fica outra sugestão.

No dia seguinte a uma série como a supramencionada, um documentário destes ficava a matar!

 

*******       *******       *******

 

E por falar em matar!

Vamos ao conteúdo do episódio. Que, na continuação dos anteriores, foi matar, matar, matar à fartazana, se é correto usar esta palavra.

 

E o assassinato de Jean Luc foi, de facto, o leit-motiv para os desenvolvimentos subsequentes.

Tony encabeçou que fora Orso que tratara desse “julgamento sumário”, desse “ajuste de contas”. E, contrariamente aos conselhos ou sugestões de Manu ou mesmo de Sandra, e “dando a volta” a Manu, que, involuntariamente o cobriu, mas foi coberto por ele, (apetecia-me usar outro termo, mas aqui neste blogue não se escrevem palavrões), como disse, Tony assassinou Orso, a sangue frio, como é seu hábito.

Agora, cada vez mais transfigurado, cadavérico, que parece morto e desenterrado, com as mãos cheias de sangue das dezenas que mandou desta para melhor; o coração recalcado de ódio, que nem Saudade consegue amaciar; a cabeça e o corpo a destilar e feder aos cadáveres que atirou borda fora.

Não só se usou de Manu, de quem se diz amigo e irmão, (estranha amizade e irmandade a daquela gente), exige que aquele o “cubra” e se cale, do que, involuntária e inocentemente, Manu foi conivente.

 

Manu, é justo que se diga, andava naqueles imbróglios todos, mas as mortes, os assassinatos incomodavam-no. Havia nele algum resto de humanidade e comiseração.

E digo havia, porque teve o mesmo destino dos outros.

Vou encurtar a narração, que, hoje, já me expandi em considerandos.

Manu também foi morto, cobardemente, por ódio, orgulho, inveja, recalcamento, com um tiro pelas costas, acrescido de outros, a completar a tarefa medonha.

E por quem.

Pois, precisamente por Tony.

 

Tudo isto terá fugido ao controlo de Sandra, ainda que em determinados momentos anteriores, ela isso tivesse desejado e planeado.

Mas, agora, mais amaciada pelos amores de Charly, foi esquecendo mais as vinganças congeminadas.

Talvez até quisesse que eles todos se harmonizassem.

 

Mas esclarecidas as coisas, tendo Tony tomado conhecimento, através de Saudade e de Sandra do papel de padrinho que Manu reservara ao casal, na adoção congeminada pelo advogado, (também estranha e egoísta adoção, diga-se), e consciencializado a “enormidade” do seu ato, consciência pesada, aceitou, complacente, que lhe seja feita “justiça”, à moda daquela gente.

Acordou também ser “justiçado”, à porta do “Aghia”, tal qual falcão que sobrevoe os céus da Córsega. Apenas pediu que não o atingissem na cara, queria que Saudade ainda o beijasse, depois de morto!

E morto seria, com tiros disparados por motociclistas, nem mais que não fossem os filhos de Orso e primos de Sandra.

Esta, qual “Juíza Suprema” decidira, só com o olhar, a execução da “lei”, habitual entre eles, que tem certamente uma designação própria.

 

Que a Lei e a Justiça, as Autoridades não existem naquela terra!

 

Se alguma foi feita, resultou das “normas” existentes no meio em que nasceram e frequentaram toda a vida.

Thomas, o polícia tresmalhado, consciente e conhecedor delas, serviu voluntariamente de seu catalisador.

 

Alain de tudo isso se apercebeu e comprovou.

Ameaçando o colega de o denunciar, se ele não se ausentasse, para outra delegação, este retorquiu que daria conhecimento do acordo de Carmen com os nacionalistas.

Estão todos embrulhados no mesmo saco, para não escrever a palavra que Thomas usou.

 

Mais tarde, Alain iria a casa de Carmen, não a encontrando.

Achou uma missiva, manuscrita: “Meu amor…” Resvalou o rascunho para a piscina e não lemos o conteúdo.

 

Carmen estava na casa da tia, em Cisco, a que ia ser vendida.

Sandra acabara de folhear recordações da família, em álbuns de fotos antigas e findara de visualizar filme de oitenta, em que ela e o irmão Jean Michel, brincavam aos pistoleiros.

Ela também se projetara na tela, tentando agarrar o irmão, a infância, o passado, a vida que perdera.

Acabada a película, apenas ela se projetava na parede, chorando suas mágoas, agora completamente iluminada pelo foco do projetor.

 

Carmen apontava-lhe uma pistola, não no filme caseiro e antigo, mas na “realidade” da série.

Mas as mãos tremiam-lhe.

Carmen! Falou Sandra, para a sobrinha, num misto de ternura maternal e algum desassossego e inquietação.

 

Não vimos disparar. Não ouvimos tiros. Não sabemos se Carmen disparou ou não. Ou se, eventualmente tendo disparado, terá ou não acertado.

Não sabemos nada. Se foi feita a “justiça”, à moda daquela gente.

Os guionistas adoram deixar-nos nessas incertezas, com é o seu apanágio!

 

 

(Este episódio final teve algumas cenas que ainda quero realçar.

A missa do funeral de Manu. Tantas viúvas negras! Apelando a cenário de tragédia grega.

E, por contraponto, a cena de família, em piquenique na praia, cinco meses depois.

Foram paradigmáticas! A escuridão da noite e a claridade do dia!)

 

E, por hoje, termino a narração deste episódio oito. E o narrar sobre esta série.

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publicado às 13:04

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 7

por Francisco Carita Mata, em 08.03.17

Série Francesa

RTP2

Episódio Global 39

(07 de Março 2017 – 3ª feira)

 

Canal + Premiere.fr.jpg

 

 

Sandra parece ter tudo sobre controlo.

 

As autoridades aparentemente não têm como lhe pegar.

A sobrinha, Carmen, deu-lhe os ferries de mão beijada, para não ter que se confrontar com ela.

Conseguiu cair novamente nas boas graças do tio Orso, pois “libertou-lhe” o filho, Jean Marie, da prisão. Em princípio, também ficará bem vista perante a esposa deste, pois desenvolveu essa ação a seu pedido, e, cumulativamente, não revela esse facto.

Perante os capangas principais, consegue mantê-los mais ou menos na linha, amenizando os atritos entre eles, que designa como sua nova família, face à família tradicional alargada, representada por Carmen e o tio Orso.

Ofereceu-lhes paridade nos negócios. Proporcionou-lhes a recuperação do Dakota, onde realizaram uma festa de arromba.

Todavia, cada vez mais azedo e amargurado, agora mais ainda, que sabe não poder ter filhos, (também tamanha a inconsciência sua), Tony permanece sempre na retranca, desconfiado e pronto a disparar.

Nas aparências, tudo se apresenta pelo melhor, mas os ódios destilam no fundo.

 

Será apenas uma estratégia sua para os desarmar?!

Veremos o que nos reserva o episódio derradeiro!

 

Voltando aos policiais, impressiona a sua ineficácia e inépcia.

Sandra confirma que Alain anda com a sobrinha, pois ele não deve ter casacos de couro, que não mais largou o do pai da namorada, por acaso, Jean Michel Paoli, criminoso acelerado, embora morto e irmão de Sandra, que já se usara desse blusão como cinzeiro!

 

O comandante da polícia, Thomas, está cada vez mais destrambelhado.

No final do episódio, invadiria o bar, já terminada a festa, apenas presente Jean Luc e após uma cena de faroeste, a propósito de uísque, dispara sobre o criminoso, não sem que também seja ferido e, por resposta, acaba por matá-lo, tal e qual têm feito os capangas de Sandra.

Fica com uma excelente folha de serviço!

 

Em que medida este facto irá influenciar a narrativa?

 

E, Carmen, como irá proceder, aconselhada por Alain a não falar do acordo e cláusula secreta com os nacionalistas?

(No final vimo-la, numa boa, na cama com Alain e, paralelamente, a tia Sandra também de amores com Charly.)

 

E interrogações que se nos formulam sobre o desfecho da narrativa.

E a Justiça?! Os media?! Os poderes instituídos?! A opinião pública?! O povo?! As autoridades nacionais?!

 

Aguardemos o desfecho final!

 

Não se esqueça, que é apenas uma série.

Pena é que a realidade...

 

 http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/a-fraude-bedrag-episodios-17-e-18

 

 

 

 

 

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publicado às 19:24

“A Mafiosa – Le Clan” - Temporada 5 – Episódio 6

por Francisco Carita Mata, em 07.03.17

Série Francesa

RTP2

Episódio Global 38

(06 de Março 2017 – 2ª feira)

 

 

mafiosa córsega in.pinterest.com

 

Neste antepenúltimo episódio da série, assiste-se novamente à violência “gratuita” e descontrolada.

 

Os capangas de Sandra, os menos conhecidos, os homens de mão, pistoleiros assassinos, criminosos cruéis e sanguinários, após terem torturado selvaticamente Bonafedi, ter-lhe desfeiteado completamente o rosto, e sabido o roteiro das idas e vindas dos principais nacionalistas, mandaram entrar no hangar, Sandra, Tony e Manu, para abaterem o nacionalista com dezenas de tiros, sem dó nem piedade, como se fora um alvo de tiro e descarga emocional de ferocidades e recalcamentos.

Embrulharam o corpo num oleado e para onde o terão ido atirar?!

 

Procedimento, igualmente cruel e sanguinário, tiveram com os outros principais companheiros de Bonafedi, que surpreenderam numa emboscada, no interior da Ilha, quando estes no interior dum carro, aguardavam a passagem dum comboio numa passagem de nível.

Foi descarregar as cartucheiras até ao fim, sobre os indivíduos e o carro, que ficou um passador.

 

Como irão reagir as autoridades? A opinião pública? Os media?

E Carmen? Qual vai ser o respetivo papel?

Irá ela revelar que fez o célebre “acordo” com os nacionalistas e a cláusula secreta que originou todo este derramamento de sangue?!

 

O polícia jovem, Alain, que no meio de todo este descalabro ficcional de violência, mostra alguma sensatez, basicamente o único personagem, que vem revelando alguma humanidade, bem que avisou Carmen, que o acordo que ela fizera, nunca assumido, é certo, iria levar à morte de muita gente.

 

 E foi o que vimos ontem.

 

Enquanto decorriam as cenas de perseguição aos nacionalistas e subsequentes homicídios, Sandra, Tony e madame Campana, Manu e a namorada Christelle, estavam jantando, animadamente num restaurante de luxo e da moda, em local bem destacado, de modo a serem vistos e terem um alibi, para a hora e o momento!

 

E são assim estes protagonistas.

Conseguem ser mais que detestáveis.

Mas não será precisamente essa atitude, modo de avaliar, que o(s) guionista(s) querem que nós interiorizemos?!

E não será mesmo assim que deverá ser?!

Estas séries, filmes, devem ou não ter um conteúdo didático?

O que acha?!

 

Como irão eles desenlaçar todos estes novelos do enredo, uma vez que esta temporada irá terminar a série?!

 

No regresso a casa, Tony não entrou logo. Ficou a fumar na rua.

 

Na soleira de uma porta próxima, Orso espreitava.

 

E, por aqui me fico, que ainda quero colocar este post e ver o penúltimo episódio.

 

Muito fica por contar, é certo!

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publicado às 20:08


Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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