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“Torre de Névoa” – Florbela Espanca

por Francisco Carita Mata, em 08.03.16

“Sonetos”

 

“Livro de Mágoas”

 

Como sugestionei ontem, hoje, divulgo uma POETISA. Só podia ser FLORBELA ESPANCA! Poderia ser Outra de igual valor, mas esta é uma das minhas preferidas.

Difícil foi escolher o Poema, de entre os Sonetos compilados no Livro a mencionar. Dei preferência ao que se segue, mas outros poderiam ter sido... 

Florbela Espanca. In. www.nova-acropole.pt.jpg

 

“TORRE DE NÉVOA”

 

“Subi ao alto, à minha torre esguia,

Feita de fumo, névoas e luar,

E pus-me, comovida, a conversar

Com os poetas mortos, todo o dia.

 

Contei-lhes os meus sonhos, a alegria

Dos versos que são meus, do meu sonhar,

E todos os poetas, a chorar,

Responderam-me então: «Que fantasia,

 

Criança doida e crente! Nós também

Tivemos ilusões, como ninguém,

E tudo nos fugiu, tudo morreu!...»

 

Calaram-se os poetas, tristemente...

E é desde então que eu choro amargamente

Na minha torre esguia junto ao céu!...”

 

 

“Livro de Mágoas” - 1919

In: Espanca, Florbela. “SONETOS”. Publicações Anagrama, Lda. Colecção Clássicos 14

 

 

Gostou, estimada/o Leitora/o?!

Provavelmente teria escolhido outro. Oportunidades não faltarão.

Se quiser aprofundar mais sobre Florbela e os respetivos Sonetos, visite o Blogue: poetaporquedeusquer”. Não só aprecia o estro de Florbela, como da Poetisa Autora do Blogue, que glosa sobre os Poemas de Espanca. Navegue, SFF!

 

Nesta minha escolha de Florbela, para documentar um post, neste “Dia 8 de Março / Dia Internacional da Mulher”, não posso deixar de mencionar que, de algum modo, fui sugestionado a partir da Palestra do Professor Alexandre Castanheira, apresentada no dia 6 de Março, domingo, na Oficina da Cultura, Almada, integrada na 22ª Exposição Anual da Festa das Artes da SCALA.

É sempre um grato prazer escutar os Mestres! E o Professor Alexandre Castanheira é um verdadeiro Mestre! Votos de Saúde. Que ainda gostaria de o poder ouvir novamente “dizer” “As Portas que Abril Abriu”, também de um dos meus Poetas preferidos: Ary.

 

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publicado às 17:24



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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