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Um QUADRO

por Francisco Carita Mata, em 15.03.15

 

Um Quadro

 

Comprei um quadro, um quadro, uma tela

Um quadro, uma tela.

Pintado em pano, em pano de vela

Em pano de vela

De barco ou de caravela.

Barco já morto.

Pescado no Tejo

No Tejo a morrer.

Comprei um quadro, um quadro qualquer

Comprado no Rossio, a uma mulher

A uma Mulher.

Mulher, meia-idade, idade vivida.

Que está vendendo, vivendo sofrida.

Já teve um emprego.

Já esteve empregada.

Agora… Está no prego.

Vende quadros.

Mais nada!

 

 

 

 

Escrito em 1976/77.

Publicado em:

III Antologia de Poesia Contemporânea, 1986.

http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/antologias-de-poesia-26704

III Antologia Luís Filipe Soares  1986.jpg

 

 

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publicado às 18:39



Há quem do Tejo só veja o além porque é distância. Mas quem de Além Tejo almeja um sabor, uma fragrância, estando aquém ou além verseja, do Alentejo a substância.

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